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  • O superintendente dum rebanho feliz
    A Sentinela — 1966 | 1.° de novembro
    • O superintendente dum rebanho feliz

      “Jeová é o meu Pastor. Nada ma faltará. Faz-me deitar em pastos relvosos; conduz-me por lugares bem regados de descanso. Refrigera-me a alma. Guia-me nas trilhas da justiça por causa do seu nome.” — Sal. 23:1-3.

      1, 2. (a) Quem é o Superintendente do universo, e por que seria recompensador estar em sua companhia? (b) Que evidência há de que as criaturas inteligentes de Jeová são felizes?

      Jeová, o verdadeiro Deus, é o mais célebre superintendente do universo. É o Pastor de seu rebanho. Os privilegiados a estar em sua companhia se tornam felizes, pois Jeová é chamado de “Deus feliz” nas Escrituras Sagradas. — 1 Tim. 1:11.

      2 As Escrituras contêm abundante evidência de que as criaturas inteligentes sob os cuidados de Jeová são felizes. Falam de os filhos celestes se regozijarem diante de Jeová, “bradando em aplauso”, ficando “cheios de alegria” e “felizes”. (Jó 38:7; Rev. 19:7-9; Pro. 8:30) E, na terra, ‘as ovelhas do seu pasto, os homens terrenos’, também são chamados de “felizes”. “Feliz é o povo cujo Deus é Jeová!” — exclamou o salmista. “Feliz é aquele que tem o Deus de Jacó como sua ajuda, cuja esperança está em Jeová, seu Deus, o Criador do céu e da terra.” (Eze. 34:31; Sal. 144:15; 146:5, 6) Sim, há genuína felicidade neste desalentado século vinte, mas, ela reside com os que pertencem ao rebanho do Deus feliz, Jeová. Se for membro desse rebanho, então sabe o que é ser feliz.

      3, 4. (a) Como é que Jeová tem feito provisão para a felicidade do seu povo, e por quê? (b) Por que o estudo da Bíblia é vital para a felicidade do rebanho?

      3 Jeová deseja que seu povo seja feliz, pois de que vale a vida sem felicidade? Discerne que, sem a satisfação que a felicidade traz, a própria vida se torna labuta cansativa, uma amolação para muitos, uma viagem solitária até o fim da jornada. De modo que, para assegurar a seu rebanho uma vida excitante e significativa, Jeová, como o Superintendente de seu rebanho, tem feito arranjos minuciosos para sua contínua felicidade.

      4 Primeiro, tem provido infindável suprimento de comida e de bebida para seu rebanho. Pois é preciso que haja boa comida e boa bebida a fim de manter felizes as ovelhas de Deus. Conforme se expressou o salmista-pastor: “Faz-me deitar em pastos relvosos; conduz-me por lugares bem regados de descanso. Refrigera-me a alma.” (Sal. 23:2, 3) Tal comida e bebida têm sido supridas por Jeová em forma de sua Palavra escrita, a Bíblia Sagrada. Por conseguinte, o estudo diligente desta Palavra é vital para o rebanho de Deus, não só porque o guia à saúde e à felicidade espirituais, mas também porque o guia à vida interminável. Não é de se admirar que Jesus Cristo, o Filho de Deus, dissesse ao povo judeu de seus dias: “Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” Pois “o homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová”. (Luc. 11:28; Mat. 5:3; 4:4) Para terem uma vida feliz, as ovelhas de Deus têm de abastecer-se continuamente deste depósito divino.

      5. De que modo é a Bíblia indispensável para o homem de Deus, e como é que a Palavra de Jeová prova isso?

      5 A Palavra de Deus também é luz tão grandemente necessária nestes tempos obscuros e provadores. Como declarou o salmista a Deus: “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra, e luz para o meu caminho.” (Sal. 119:105) Para uma ovelha, perder-se na escuridão é motivo de temor e infelicidade. A verdade da Bíblia, agindo qual lâmpada, é a provisão de Jeová para a orientação e a felicidade de suas ovelhas. Ao Capitão Josué, que estava prestes á guiar os filhos de Israel à Terra Prometida, disse Jeová: “Este livro da lei não deve ser afastado da tua boca, e tens de lê-lo em tom baixo dia e noite, a fim de que cuides de fazer conforme tudo o que está escrito nele; pois então tornarás bem sucedido o teu caminho e então agirás sabiamente.” (Jos. 1:8) Se desejarmos tornar bem sucedido nosso caminho e agir sabiamente, não só temos de ter Bíblias, mas temos também que seguir o conselho que nosso Grande Superintendente, Jeová, deu a Josué. Se realmente seguirmos tal conselho sábio, então seremos felizes. Declarou o salmista: “Felizes são os irrepreensíveis em seu caminho, os que andam na lei de Jeová. Felizes são os que observam seus lembretes.” (Sal. 119:1, 2) O que traz felicidade ao rebanho de Deus é conhecer a Bíblia e viver segundo as suas regras.

      6. De que outro modo são as Escrituras uma bênção de Jeová?

      6 Jeová, como Pastor do seu rebanho, providenciou sua Palavra com intuito muito mais sublime ainda, a saber, para que suas criaturas terrestres pudessem vir a conhecer a Ele, seu Pastor celeste. Sem a Bíblia, as ovelhas de Deus não conheceriam o seu Pastor-Deus, Jeová. E sem conhecimento de Jeová não pode haver felicidade duradoura. Pois Jeová não é apenas “a fonte da vida”, mas também a fonte da alegria. A alegria é fruto de seu espírito. (Sal. 36:9; Gál. 5:22) É quando as ovelhas estão separadas de seu pastor que se tornam temerosas e infelizes. Note como o escritor dos salmos liga a necessidade de conhecer a Jeová com o ser a pessoa genuinamente feliz. Diz o relato inspirado: “Feliz é o homem robusto que se refugia nele:” “Felizes são as pessoas que conhecem o brado alegre. Ó Jeová, na luz de tua face continuam a andar.” “Feliz é todo aquele que teme a Jeová:” “Felizes são os que habitam em tua casa!” “Felizes são os homens cuja força reside em ti.” (Sal. 34:8; 89:15; 128:1; 84:4, 5) Quem busca a felicidade, portanto, tem de voltar sua atenção para o céu, se há de obter a alegria que Jeová fornece.

      7. (a) Como é que o salmista expressa a alegria advinda de se conhecer a Jeová? (b) Somente onde é que podemos encontrar a felicidade e a serenidade?

      7 A alegria e o contentamento repousantes que se tornam o galardão dos que conhecem o Superintendente celeste, Jeová, são expressos para nós no inesquecível salmo vinte e três de Davi. “Jeová é o meu Pastor”, disse. “Nada me faltará. Faz-me deitar em pastos relvosos; conduz-me por lugares bem regados de descanso. Refrigera-me a alma. Guia-me nas trilhas da justiça por causa do seu nome. Muito embora eu ande no vale da sombra profunda, nada de mal temo, pois tu estás comigo; tua vara e teu caiado são as coisas que me confortam. Preparaste diante de mim uma mesa, perante aqueles que me demonstram hostilidade. Com óleo me tens untado a cabeça; meu cálice está bem cheio. Por certo, a própria bondade e a benevolência me acompanharão todos os dias de minha vida; e habitarei na casa de Jeová a duração dos dias:” Quão belamente o salmista expressa a necessidade, o conforto e a alegria repousante que advêm àquele que conhece a Jeová! Não se ouvem balidos agonizantes, da espécie ouvida das ovelhas perdidas, citando-se as palavras de Davi. O balido de cada uma das ovelhas perdidas expressa a miséria e o desamparo, a completa solidão da ausência do rebanho. É horrível som, cheio do sentido de abandono da proteção e do cuidado tenro e amoroso do Pastor. Longe de Jeová não pode haver nenhuma felicidade. Somente junto a ele e ao seu rebanho podemos encontrar a felicidade e a serenidade de que Davi fala no Salmo vinte e três.

      8. A quem Jeová designou para cuidar do rebanho, e que verdade básica sempre devem ter presente?

      8 Para impedir que seu rebanho terrestre se desvie e assim se torne infeliz, Jeová designou homens para agirem na capacidade de superintendentes e pastores. Estes homens deveriam cuidar do rebanho de Deus. O Rei Davi do antigo Israel era um destes superintendentes. Embora fosse pastor do povo de Deus, todavia Davi compreendia que tinha sobre si um Superintendente e Pastor, a quem tinha de prestar contas. No Salmo dezesseis, verso oito, Davi escreve sobre isto, afirmando: “Tenho posto a Jeová diante de mim constantemente:” Assim como o pastor vai à frente do rebanho, assim o Rei Davi sentia prazer em colocar a seu Deus, Jeová, à frente dele. “Ó Pastor de Israel”, escreveu um co-israelita, “ouve realmente, tu, que conduzes a José exatamente como a um rebanho”. (Sal. 80:1) Sempre ter presente esta verdade básica é o que fez de Davi um excelente superintendente e digno exemplo para o rebanho de Deus.

      9. Quando os superintendentes acolhem a orientação de Jeová, qual é o resultado para eles e para o rebanho, e o que diz o salmista Davi sobre isso?

      9 Quando os superintendentes acolhem a orientação de seu Superintendente celeste, são abençoados, e o rebanho se torna feliz. Davi escreveu a respeito disto no Salmo 144:13-15, descrevendo os materialistas como dizendo: “Multipliquem-se os nossos rebanhos aos milhares, dez mil por um, em nossas ruas, nosso gado carregado, sem qualquer ruptura e sem nenhum aborto, e sem nenhum clamor em nossas praças públicas. Feliz é o povo a quem acontece exatamente isso!” Daí, em contraste, diz Davi: “Feliz é o povo cujo Deus é Jeová!” Assim, os superintendentes espiritualmente conscientes são uma bênção de Jeová. São causa de verdadeira felicidade para o rebanho de Deus.

      MANTER FELIZ O REBANHO

      10. (a) Quem tem dado o exemplo em mostrar amor às ovelhas, e como? (b) De que modo especial os superintendentes devem imitar a Jeová em amar?

      10 Nada contribui mais para a felicidade do rebanho do que o amor. Ao mostrar amor, Jeová dá o exemplo. Uma das ovelhas de Deus, a saber, o apóstolo João, escreveu: “Quem não ama, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor. Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que ganhássemos a vida por intermédio dele. O amor é neste sentido, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados. Amados, se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” (1 João 4:8-11) Os superintendentes estão sob a obrigação de copiar o exemplo celestial de amor. Devem tomar a iniciativa em demonstrar amor, assim como Deus foi o primeiro a amar. “Quanto a nós”, disse João, “amamos porque ele [Deus] nos amou primeiro”. (1 João 4:19) A convicção de que são amados, amados apesar de saberem o que eles próprios são, é o que resulta em grande felicidade para o rebanho.

      11. (a) Por que é essencial amar o rebanho? (b) Como é o amor uma ajuda para o pastor?

      11 Mas, por que o amor é tão essencial? Porque “o amor edifica”. O amor “é o perfeito vínculo de união”. “O amor nunca falha.” (1 Cor. 8:1; 13:4-8; Col. 3:14) O amor torna o superintendente acessível, bondoso, gentil, considerado e paciente. Impede-o de tratar duramente as ovelhas. O amor o torna sensivelmente cônscio das necessidades espirituais delas. Pois nada é mais sensível ou tem visão mais aguda do que amor genuíno em discernir, como que por instinto, os sentimentos de outrem. Sim, nada aviva a percepção tanto quanto o verdadeiro amor. Quando uma ovelha tem fome, o pastor saberá disso, porque ele ama. Quando as ovelhas estão sedentas, o pastor perceberá isso por causa de seu amor. Quando as ovelhas estão feridas ou doentes, é o amor do pastor que discernirá isso. Quando uma ovelha fica perdida, é o pastor que será o primeiro a saber disso, por causa de seu amor pelas ovelhas. É o amor que suscita tudo que é bom e generoso nele. O amor que vem de Deus, fluindo do céu mediante seu “pastor excelente”, Jesus Cristo, e por meio dos superintendentes designados do rebanho, é o que unirá e tornará feliz o rebanho de Deus. O pastor sempre deve lembrar que a única coisa melhor do que ser amado é amar; que o amor jamais falha.

      12. Como é uma benção para o rebanho o pastor amoroso?

      12 Por conseguinte, que bênção é para a congregação o superintendente amoroso! As ovelhas sentem seu amor na maneira com que ele fala e trata com elas. A maneira do superintendente é bondosa e convidativa. As ovelhas sentem-se atraídas a ele. Sabem que cuida delas e tem no coração os interesses delas. Seus problemas são levados sem hesitação ao superintendente, porque confiam em seu cuidado meigo. Têm certeza do seu amor, pois o amor não pode ser ocultado. É como óleo suavizante que faz com que até cargas pesadas e amiúde a obediência pareçam mais leves. O amor pacifica. É surpreendente ver quão poucas queixas e quanto regozijo há no amor. O superintendente sabe disso. Portanto, ele ama em imitação de seus Superintendentes celestes, Deus e Cristo.

      13. O que prova que Jesus amava, e que ilustração deu em prova do amor do pastor?

      13 O amor de Jeová Deus para com as ovelhas é expresso mediante Jesus Cristo, seu “pastor excelente”. Quando na terra, Jesus prezava a vida das ovelhas e as ovelhas estavam bem a par do cuidado dele. Os pobres, os doentes, os oprimidos e os ignorantes — pecadores de todo estilo e de todas as rodas da vida, sentiam-se atraídos a ele. Bem, o Pastor Excelente não se achava importante demais para tomar as ovelhas nos braços e as incentivar na vereda da vida. Sua acessibilidade ajudava os pecadores a sair de sua condição decaída para a vereda da salvação. (João 10:11; Luc. 7:36-50) O escritor bíblico, Lucas, conta-nos que “todos os cobradores de impostos e pecadores chegavam-se então perto dele para o ouvirem. Conseqüentemente, tanto os fariseus como os escribas murmuravam, dizendo: ‘este homem acolhe pecadores e come com eles.’ Então Jesus proferiu esta incomparável ilustração para eles, dizendo: “Que homem dentre vós, com cem ovelhas, perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove atrás no ermo e vai em busca da perdida até a achar? E quando a tiver achado, ele a põe sobre os seus ombros e se alegra. E, ao chegar à casa, convoca seus amigos e seus vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que estava perdida.’ Eu vos digo que assim haverá mais alegria no céu por causa de um pecador que se arrepende, do que por causa de noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.” (Luc. 15:1-7) Que ótimo exemplo de amor e de entendimento deu Jesus para todos os superintendentes! Imitá-lo de perto é o máximo de sabedoria.

      NUTRIÇÃO E FELICIDADE

      14, 15. (a) Qual é um dos principais deveres do pastor, e por quê? (b) Qual é o melhor meio de acalmar a ovelha queixosa?

      14 A felicidade amiúde se associa com a boa comida. Que pastor não sabe que quando as ovelhas estão famintas elas se tornam irrequietas e irritáveis? Mas, quando se lhes dá uma ração boa e satisfatória, seu aspecto logo melhora. Seu espírito desconfortável, queixoso e irritável desaparece e tem lugar a disposição mais à vontade e satisfeita. Portanto, um dos principais deveres do superintendente é certificar-se de que as ovelhas se alimentem bem.

      15 Quando as ovelhas se queixam, uma das melhores coisas a fazer é levá-las aos pastos da Palavra de Deus e indicar algumas de suas verdades refrescantes, encorajadoras e edificantes. Em sua palestra, trate especialmente da esperança dada por Deus e que Suas promessas são seguras. (Tito 1:2) A medida que a mente queixosa ou o coração ferido se alimentar da Palavra de Jeová, retornarão a verdadeira satisfação e felicidade. Pois o inspirado provérbio diz: “Feliz é o homem que achou a sabedoria, e o homem que obtém discernimento. Ela é árvore da vida para os que se apoderam dela, e os que se apegam a ela devem ser chamados felizes.” (Pro. 3:13, 18) A medida que as ovelhas de Deus chegam a ter esta vívida apreciação, tornar-se-ão felizes. Contudo, os superintendentes precisam indicar o caminho.

      16. O que é que traz felicidade, segundo Jesus?

      16 Mas, não é apenas ler ou ouvir que traz a felicidade. Disse Jesus: “Há mais felicidade em dar do que há em receber.” (Atos 20:35) A verdadeira felicidade é para quem faz a vontade de Deus e não apenas para quem a ouve. É guardar a Palavra de Deus que resulta em duradoura felicidade. O discípulo cristão Lucas, portanto, tomou nota especialmente das palavras do Pastor Excelente: “Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!” (Luc. 11:28) Assim, ouvir e guardar a Palavra de Deus une e traz felicidade.

      ATENÇÃO PERSONALIZADA

      17. (a) Por que o rebanho merece atenção pessoal do pastor? (b) De que modo pode o pastor contribuir para a felicidade das ovelhas?

      17 O rebanho de Deus não é uma coleção de cartões de registros, arquivos e estatísticas, mas é uma organização viva de criaturas preciosas, cujas vidas são dedicadas ao louvor do Deus vivo. Por conseguinte, elas necessitam e merecem a melhor das atenções, o que significa atenção personalizada. Há sempre o perigo de o superintendente se tornar tão ocupado e envolvido em cuidar de registros que tenha pouco ou nenhum tempo para as ovelhas. Todavia, cada membro do rebanho tem de sentir o cuidado da pastor. O superintendente cristão, Paulo, escreveu: “Não vos esqueçais de fazer a bem e de partilhar as coisas com outros, porque Deus se agrada bem de tais sacrifícios.” (Heb. 13:16) Trabalhar no ministério de campo com cada uma das ovelhas, de tempos a tempos, significará mais para elas do que muitos sermões. O pouquinho de encorajamento que lhes der pessoalmente as edificará. É uma forma de mostrar que se interessa por elas. Este toque pessoal de misturar-se com elas, elogiando os esforços e o progresso delas, contribui imensuravelmente para a felicidade das ovelhas e para seu crescimento espiritual.

      18. Como pode o pastor ser uma alegria para uma ovelha hospitalizada?

      18 As ovelhas amiúde ficam doentes e precisam de seu pastor. Sua comissão diz que deve “confortar a todos os que pranteiam”. (Isa. 61:2) Isto significa que deve visitá-las pessoalmente. A sua própria presença será uma alegria e estímulo para a ovelha doente. O pastor pode pôr em dia a ovelha com respeito às atividades da congregação, recapitular uma lição de estudo bíblico, palestrar sobre um novo sermão ou lhe falar sobre a mais recente assembléia do povo de Senhor, qual era o programa, as informações recebidas e como ficaram encorajados e edificados pela assembléia. Superintendentes, mantenham vivo o interesse da ovelha doente para com Jeová e sua organização. Mostre-lhe como pode e realmente contribui para a felicidade do rebanho pela sua perseverança, suas orações e seu interesse no rebanho. Conforte os que pranteiam. — 2 Cor. 1:3-7.

      19. De que outros modos pode expressar compaixão pela ovelha doente, e como é recompensado o superintendente?

      19 Nem todos os doentes estão em hospitais; muitos ficam em casa e tais precisam também da atenção do superintendente. É uma surpresa ver quanta felicidade pode trazer uma carta ou até um cartão-postal desejando melhoras. Quando a pessoa se sente enferma e sozinha no mundo, um pequeno lembrete por meio dum cartão ou uma visita ou um telefonema pode significar muito, todavia, custa tão pouco. Ouvir o superintendente dizer: “Tenho sentido sua falta na congregação. Desejamos que melhore em breve”, significa muito para a ovelha doente. O que é mais, significa muito para o Dono das ovelhas, Jeová. Pois Ele relembra ao superintendente: “Quem despreza seu próximo está pecando, mas feliz é aquele que mostra favor aos aflitos.” (Pro. 14:21) Dar atenção pessoal aos aflitos, não só os torna mais felizes, mas também aumenta a felicidade do superintendente compassivo.

      20. Ao dar atenção pessoal ao rebanho, o que o superintendente achará necessário fazer de vez em quando, e a quem e como isto será feito?

      20 A atenção pessoal também inclui dar conselhos. De tempos a tempos, os idosos e os jovens do rebanho necessitam de conselho pessoal e de admoestação bíblica. O pastor poderá falar com os jovens a respeito da correta conduta cristã para com o sexo oposto. Poderá aconselhar a respeito de associações incorretas, a necessidade de se vestirem apropriadamente, de linguagem limpa e de seu interesse pelo ministério. Os membros mais idosos, também, amiúde necessitam das sábias observações do pastor. Precisam ouvir sua sabedoria, pois Ele se preocupa com a vida deles. Talvez sejam relapsos no ministério, em assistir às reuniões, em dar o correto treinamento aos filhos, ou talvez deixem a desejar na conduta correta. O superintendente está ali para ajudá-los. Ele terá de prestar contas da sua vida, portanto, sinta-se grato quanto a qualquer atenção que ele lhe dê.

      21, 22. (a) O que prova que vale a pena buscar a ovelha desgarrada? (b) Por que se pode dizer que o superintendente é uma bênção de Jeová?

      21 Em certa ocasião, Jesus deu ao apóstolo Pedro alguns conselhos e instruções pessoais de ‘apascentar meus cordeiros’, de ‘pastorear minhas ovelhinhas’, de ‘apascentar as minhas ovelhinhas’. (João 21:15-17) Tratava-se de emocionante experiência para Pedro, experiência que, sem dúvida, jamais esqueceu. Por ter Pedro se desviado do rebanho de Deus e do Pastor Excelente, Jesus saiu em socorro dele. Então, será que Pedro, qual superintendente, não desejaria procurar outras ovelhas perdidas? Por certo ele se sentia grato de ser recuperado, e sua vida fiel como pastor provava isso. Anos depois desta experiência, Pedro escreveu as seguintes palavras encorajadoras aos homens mais idosos da congregação cristã: “Pastoreai o rebanho de Deus que está aos vossos cuidados, não sob compulsão mas espontaneamente; nem por amor de ganho desonesto, mas com anelo; nem como que dominando sobre os que são a herança de Deus, mas tornando-vos exemplos para o rebanho. E, quando o pastor principal tiver sido manifestado, recebereis a coroa imarcescível da glória.” (1 Ped. 5:2-4) Os esforços do Pastor Excelente não foram desperdiçados para com Pedro. Superintendentes: Busquem as ovelhas desgarradas. Pastoreiem o rebanho de Deus sob os seus cuidados.

      22 Que bênção de Jeová é o superintendente do rebanho! Seguindo sua fiel direção, as ovelhas habitam em paz e união. Provam a alegria de viver. Por certo, a bondade e a benevolência as acompanham por toda a vida. Regozijam-se em ter parte na vindicação do nome de Jeová. E sua esperança é a esperança expressa pelo Pastor-Rei Davi, a saber de habitar com seu Pastor na casa de Jeová para sempre.

  • O rebanho feliz requer a liderança dos servos
    A Sentinela — 1966 | 1.° de novembro
    • O rebanho feliz requer a liderança dos servos

      “Quem entra pela porta é pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz, e ele chama por nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora.” — João 10:2, 3.

      1. (a) Por que a liderança é qualidade essencial do superintendente, e o que subentende a própria palavra “superintendente”? (b) Qual é a única maneira de o superintendente cuidar eficazmente de sua designação?

      REQUER-SE liderança de todo superintendente da congregação cristã se esta há de prosperar e se o rebanho de Deus há de permanecer feliz. A própria palavra “superintendente” significa alguém que visita e inspeciona. Sugere vigilância e cuidado dos interesses da congregação. O conselho registrado em Atos 20:28 é que os superintendentes, para fazerem isso eficazmente, primeiro ‘prestem atenção a eles mesmos’, daí, prestem atenção a “todo o rebanho” de Deus e, por fim, ‘pastoreiem a congregação de Deus’. Zelar fielmente destes requisitos resulta num rebanho feliz.

      2. Ao prestar atenção a si mesmo, o que fará o superintendente, e por quê?

      2 A vida dum pastor amiúde é dura e provadora. A sua ocupação é de tempo integral. Tem de cuidar razoavelmente de si mesmo, se há de cuidar devidamente das ovelhas. Espera-se que o superintendente seja espiritualmente forte. As ovelhas olham para ele em busca de força e encorajamento. Por conseguinte, tem de conhecer sua Bíblia, de modo que possa dar o conforto necessário no tempo apropriado. Particularmente, estudará cada dia a Palavra de Deus. Meditará em seus sábios conselhos e procurará aplicar seus princípios em sua vida. Orará a Deus pedindo sabedoria e orientação, sabendo que é impossível liderar bem sem a bênção de Jeová. Sempre tem de lembrar-se que “Jeová é quem dá sabedoria; da sua boca procedem conhecimento e discernimento”. Tem de recordar constantemente a si mesmo que “a sabedoria de cima é primeiramente casta, depois pacífica, razoável, pronta para obedecer, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, sem hipocrisia”. (Pro. 2:6; Tia. 3:17) Quando esta sabedoria o motivar, a liderança, a fé e as outras excelentes qualidades que se espera dos superintendentes se tornarão evidentes ao rebanho de Deus.

      3. O que significa liderança dos servos?

      3 A liderança dos servos significa que o superintendente estará com o rebanho, ou liderando-o, jamais atrás dele ou onde este não estiver. Estará em todos os arranjos congregacionais para as reuniões, tomando parte ativa nelas, junto com os outros membros da congregação. Não estará cuidando de assuntos da congregação nem em reunião com seus ajudantes enquanto as reuniões estão em progresso. Estará fazendo o que deseja que seu rebanho faça, a saber, prestará estrita atenção ao que está sendo dito. Ele é quem dá o exemplo para a congregação.

      4. De que outra forma o superintendente se equipará para a liderança eficaz?

      4 Prestar atenção a si mesmo como superintendente significa, também, que estará inteiramente a par de seus deveres e de suas responsabilidades como pastor das ovelhas de Deus. Não deixará de ler e estudar a constante torrente de instruções que lhe chegam mediante a organização-servo de Jeová — a Sociedade Torre de Vigia. Antes, será cuidadoso de estudar e recapitular publicações tais como Pregando e Ensinando em Paz e União, “Qualificados Para Ser Ministros”, o Ministério do Reino e as outras publicações da Sociedade. Além disso, não só ficará a par de suas próprias responsabilidades, mas também se familiarizará com os deveres dos servos ministeriais auxiliares que o ajudam a pastorear a congregação, de modo que os possa ajudar em tempo de necessidade. A direção forte e unificada do superintendente torna mais fácil que o rebanho o siga. Serão rápidos em acolher instruções e prontos a receber conselhos, em imitação do exemplo correto do superintendente.

      5. Por que deve o superintendente preocupar-se com sua família?

      5 A liderança de servos também se estende à família do superintendente, se tiver família, porque a família dele reflete sua competência qual superintendente. Portanto, tem de ser cuidadoso de zelar desta responsabilidade, se há de prestar atenção a si mesmo, como o apóstolo Paulo instruiu que deveria. Ao declarar as habilitações para superintendentes, disse Paulo: O superintendente deve ser um “homem que presida de maneira excelente à sua própria família, tendo os filhos em sujeição com toda a seriedade; (deveras, se um homem não souber presidir à sua própria família, como tomará conta da congregação de Deus?)”. (1 Tim. 3:4, 5) Portanto, a família do superintendente deve ser uma família modelar na congregação.

      6. De que modo se verificará que um superintendente lidera sua família, e por quê?

      6 Como chefe de família, o superintendente deve certificar-se de que a família seja diligente no estudo da Palavra de Deus, a Bíblia, e ativa no ministério de campo. Sua família deve constituir excelente exemplo em palavras e em ações para as outras famílias da congregação. Para certificar-se de que a família fique bem provida espiritualmente, o superintendente deve presidir o estudo bíblico familiar semanal. Deve também liderar em oração e sair pessoalmente no ministério de casa em casa, com cada membro da família, fazer revisitas junto com eles às pessoas interessadas na mensagem do Reino e ver como os membros de sua família dirigem seus estudos bíblicos domiciliares semanais. Ele faz isto porque, como pai de sua família e como superintendente da congregação, está interessado no progresso espiritual de cada membro de sua família e da congregação. Deseja que todos eles obtenham o prêmio da vida infindável. Deseja que a congregação também se beneficie de ele dar o exemplo correto.

      7, 8. (a) Como é que o apóstolo Paulo sublinha a necessidade de se fazerem provisões espirituais para a família? (b) O que talvez o superintendente ache necessário fazer, a fim de cumprir suas obrigações familiares?

      7 Mesmo que os assuntos congregacionais muito exijam do superintendente, todavia, não desejará que se verifique que ele negligencia o bem-estar espiritual de sua família, ficando por demais ocupado com outras coisas. Tem de cuidar da família. “Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família”, disse Paulo, “tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé”. (1 Tim. 5:8) A família não deve sofrer espiritualmente, nem deve a congregação da qual ele é superintendente.

      8 Amiúde, para cuidar de todo o trabalho, o superintendente pode achar necessário programar minuciosamente seu tempo, ou delegar a seus ajudantes algumas das coisas a serem feitas na congregação. Suas obrigações familiares têm de ser cumpridas. Outros chefes de família na congregação olharão para ele em busca de liderança como marido e como superintendente. O pastor deve querer dar um exemplo digno. Usando discrição, previsão e entendimento, sendo razoável em todas as coisas no lar e na congregação, poderá fazer isto e ser uma bênção para sua família e um modelo para o rebanho de Deus. — 1 Tim. 4:15, 16.

      PRESTAR ATENÇÃO A “TODO O REBANHO”

      9. (a) Que atitude mental deve ter o pastor para com as ovelhas, e por quê? (b) O pastor deve levar as ovelhas a fazer que importante avaliação?

      9 Toda a humanidade é assemelhada na Bíblia a ovelhas, mas, são mencionadas como estando numa condição perdida. Jeová, o Grande Pastor, não deseja que nenhuma das ovelhas pereça. Seu Pastor Excelente, Jesus Cristo, declarou: “Não é algo desejável para meu Pai, que está no céu, que pereça um destes pequenos.” (Mat. 18:14; Eze. 33:11) O superintendente, designado pelo espírito santo para cuidar de “todo o rebanho” de Deus, tem de ter esta mesma atitude mental. Sua principal preocupação deve ser a vida de todas as ovelhas sob seus cuidados. Não deve querer que pereça nenhum dos pequeninos de Jeová. Para salvaguardar a vida deles, ele os instruirá em todo o conhecimento de Deus. Tem de ser, não só mestre apto da doutrina cristã, mas instrutor também no ministério de campo. “Porque com o coração se exerce fé para a justiça”, escreveu o apóstolo Paulo, “mas com a boca se faz declaração pública para a salvação”. (Rom. 10:10) O superintendente tem de liderar as ovelhas a fazer esta importante avaliação.

      10. (a) Quais foram os dois deveres principais do pastor, que Jesus destacou, e como? (b) Como é que Jesus liderou em ensinar, e o que ensinou às ovelhas? (c) Como pode tal instrução ser aplicada hoje em dia?

      10 Ensinar e liderar o rebanho no serviço de Deus é um dos deveres principais do superintendente. Jesus mostrou isto quando comissionou seus seguidores a ‘fazer discípulos de pessoas de todas as nações’. Naquela ocasião, declarou que deviam ensinar a estes novatos “a observar todas as coisas que vos ordenei”. (Mat. 28:19, 20) Paulo, também, sublinhou a necessidade de os superintendentes serem instrutores quando disse que os superintendentes deviam ser ‘qualificados para ensinar’. (1 Tim. 3:2) Jesus assumiu a liderança em ensinar. Ensinou oralmente e mediante dar o exemplo. Não só ensinou doutrinas, mas também treinou seus seguidores no ministério de campo. Depois de ensinar seus apóstolos a respeito do reino de Deus, levou-os junto com ele e lhes deu instruções pessoais no serviço de Deus. Passo por passo, observaram-no ocupado em cuidar dos afazeres de seu Pai, que também se tornariam seus afazeres. Jesus mencionou a seus discípulos a razão pela qual dizia e fazia certas coisas. Instruiu-os quanto às roupas deles no ministério de campo, o que deveriam dizer à porta, como se deveriam comportar diante de opositores, e os avisou sobre como seriam recebidos pelas pessoas. Depois de amplas instruções pessoais, então, enviou-os a seguir o exemplo dele. Primeiro, mandou seus doze apóstolos ao ministério de campo, e então enviou outros setenta. Jesus se mostrou um instrutor habilitado. Hoje em dia, os superintendentes têm de imitar o exemplo perfeito dele, se o rebanho de Deus há de prosperar e permanecer feliz. — Mat. 10:5-30; Mar. 9:28, 29; Luc. 10:1-3.

      11. (a) Que privilégio recompensador tem o superintendente e por quê? (b) Como pode o pastor inspirar o rebanho a segui-lo?

      11 Liderar o rebanho no serviço de Deus é um privilégio maravilhoso e recompensador. Quanta alegria há em ouvir uma ovelha nova louvar a Deus pela primeira vez! Quão mùtuamente recompensador é o superintendente gastar tempo com o rebanho no ministério de campo! Quão proveitoso é para os subpastores receberem a visita do superintendente e receber suas sugestões! Isto amiúde exige muito do superintendente, mas é recompensado com alegria compensadora. O apóstolo Paulo, seguindo de perto as pisadas de Jesus, usufruiu similar privilégio. Falando a seus irmãos cristãos de Éfeso, o apóstolo lhes disse que tivessem presente que, durante três anos, noite e dia, não deixou de os admoestar. “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa.” (Atos 20:20, 31) Aos tessalonicenses, disse Paulo: “Tornamo-nos meigos entre vós, como a mãe lactante que acalenta os seus próprios filhos. Tendo assim terna afeição por vós, de bom grado não só vos conferimos as boas novas de Deus, mas também as nossas próprias almas, porque viestes a ser amados por nós.” (1 Tes. 2:7, 8) É este exemplo de toda a alma, amoroso e persuasivo dum superintendente que inspira todo o rebanho a segui-lo.

      12. (a) Por que a boa liderança é uma salvaguarda para o rebanho? (b) Como é que o pastor ensina? (c) Por que as ovelhas seguem o pastor?

      12 Pastorear corretamente a congregação de Deus é uma salvaguarda para o rebanho. Pela diligência do pastor, as ovelhas verificam a seriedade da adoração verdadeira, a necessidade de uma organização e de aderirem de perto a ela. Experimentam a força e a orientação duma boa liderança. Usufruem a proteção que vem de estarem com o rebanho. A sua apreciação é aguçada quanto a se reunirem regularmente, e se destaca a importância de se alimentarem diariamente da Palavra de Deus. As ovelhas aprendem de seu fiel pastor a lição de fidedignidade e confiança. Ao dar de si mesmo voluntariamente e sem queixar-se, ao pastorear todo o rebanho, as ovelhas aprendem disto a necessidade de maiores sacrifícios de sua parte. Sua prontidão em cumprir a vontade de Jeová inculca em cada um deles a importância de acatarem imediatamente a orientação teocrática. A mansidão do pastor ajuda as ovelhas a serem mansas em sua relação mútua, umas com as outras. Os muitos deveres que ele cuida ensinam ao rebanho as vantagens de programar seu tempo. O fato que ele lidera, e não instiga; encoraja, e não empurra; ama, e não odeia, é o que edifica o rebanho e resulta em felicidade. O pastor entende que não se pode puxar uma linha muito distante do seu fim, assim, tampouco se pode orientar uma longa linha de ovelhas a qualquer distância por empurrá-las. Por conseguinte, a alegria do pastor reside na posição de guia, prestando atenção a toda a congregação de Deus, instando com eles a que se ‘tornem imitadores dele, assim como ele é de Cristo’. — 1 Cor. 11:1..

      QUANDO FALTA LIDERANÇA

      13. Quando falta liderança, o que acontece ao rebanho?

      13 Nem todos os superintendentes cuidam devidamente do rebanho de Deus. Muitos pastores do antigo Israel se provaram infiéis. O Dono das ovelhas, Jeová, por meio de seu profeta Ezequiel, expôs sua irresponsabilidade, seu egoísmo e sua completa desconsideração para com as ovelhas, dizendo: “Ai dos pastores de Israel que não cuidam senão do seu próprio pasto. . . . Vós não fortaleceis as ovelhas fracas; a doente, vós não a tratais; a ferida, vós não a curais; a transviada, vós não a reconduzis; a perdida, vós não a procurais; a todas tratais com violência e dureza. Assim, por falta de pastor, dispersaram-se minhas ovelhas, e em sua dispersão foram expostas a tornarem-se a presa de todas as feras. Minhas ovelhas vagueiam em toda a parte sobre a montanha e sobre as colinas, elas se acham espalhadas sobre toda a superfície do país, sem que ninguém cuide de procurá-las.” (Eze. 34:2-6, CBC) Os pastores abandonaram por completo seus deveres dados por Deus. Obviamente não amavam a Jeová nem a Suas ovelhas. Jeová prometeu que os aniquilaria, e aniquilou-os mesmo. No entanto, a falta de liderança levou à infelicidade, pois as ovelhas espalhadas ou perdidas não são felizes.

      14. Qual é a condição das ovelhas na cristandade, e por que as ovelhas estão sendo espalhadas?

      14 O infiel Israel da antiguidade era protótipo da atual cristandade, na qual vemos similar situação entre as ovelhas. Falando a respeito das condições do rebanho da cristandade, Christian Heritage (Herança Cristã) de fevereiro de 1964, disse: “Nos dias atuais, amiúde há apenas uma única ovelha no aprisco. São as noventa e nove que estão no deserto.” Quando as ovelhas fogem do aprisco, é porque não há pastor algum. Um dos pastores da cristandade, o ministro John E. Claypool, avisou que as igrejas batistas estavam perdendo para as outras fés alguns dos seus melhores jovens. O Morning News (Notícias Matutinas) de Dallas, Texas, EUA, de 7 de maio de 1963, citou Claypool como dizendo: “Este tipo de êxodo alcança proporções alarmantes. E grande parte da crise parece centralizar-se no domínio da adoração.” As ovelhas jovens procuram a verdadeira comida e a verdadeira bebida. Quando se perguntou a certa senhora por que deixara a igreja, ela respondeu que “não mais podia encontrar significado na maneira popular, sem formalidade e irreverente de encarar a adoração que caracterizava as práticas batistas”. As ovelhas têm fome. Sentem-se extraviadas e abandonadas, sem verdadeiro pastor que as lidere. O Dr. Ralph W. Sockman, ministro da Igreja de Cristo na cidade de Nova Iorque, disse que nem mesmo Cristo “se sentiria à vontade em muitas das igrejas erigidas em Seu nome, porque tem permitido que o eclesiasticismo e o mundanismo destruam a simplicidade e a sinceridade de Seu evangelho original”. Será de admirar que as ovelhas se tenham espalhado? Saíram dali por faltar a adoração verdadeira.

      15, 16. (a) Por que se desviam as ovelhas? (b) O que certo observador tem a dizer a respeito dos pastores e das ovelhas?

      15 Jeová declara que as ovelhas se desviam quando os pastores as abandonam. Os queixosos balidos das ovelhas na cristandade, seu aspecto arisco e inquieto, sua corrida para cá e para acolá no esforço desesperado de recuperar a vereda perdida e ser restauradas ao rebanho, é prova bastante do fracasso dos pastores da cristandade. Escrevendo para Family Herald (Arauto da Família) de 25 de outubro de 1962, sob o cabeçalho “O Rebanho Ainda Precisa dum Pastor!”, P. Radbourne pergunta e então comenta:

      16 “Onde está o Pastor Brown, de segunda a sexta-feira? Está no púlpito nos domingos — mas onde está no resto da semana? Meu palpite é que não está certamente à sua porta ou à minha, e arguo que a igreja tem de retornar à casa se há de se tornar uma força verdadeiramente eficaz na vida de seu povo. Dai-nos de volta o ministro dos velhos tempos, visitante, que conhecia as pessoas a quem pregava nos domingos — o homem de Deus humilde e sem pressa que fazia questão de visitar cada casa, que batia um papo, bebia uma amigável chávena de chá e, antes de partir, ajoelhava-se para suplicar bênçãos sobre o lar. Este é o homem que causava grande inspiração aos jovens, quando o mundo não estava familiarizado com os delinqüentes juvenis. Quem, atualmente, é a luz orientadora de meus filhos? Não sei — mas queria que fosse um pastor. Parece que o ministro se tornou ocupado demais, nos dias de semana, para se ter contato com ele. Ele é um diretor em diversas diretorias, membro de vários clubes e organizações de serviço, e tem vários compromissos de fazer preleções que são responsáveis por muitos quilômetros e muitas causas excelentes. Mas, isso ainda deixa o fato de que o único lugar que o nosso Pastor não visita é o nosso! . . . O ministro visitante dos velhos tempos vinha à nossa porta não importava qual fosse o tempo, sem ser anunciado e a pé. Não possuía automóvel, telefone, nem escritório com secretária para cuidar de seus compromissos e escrever suas cartas. Ainda assim, ele vinha! Nestes dias, torna-se cada vez mais difícil descobrir o pastor da pessoa, mesmo com a ajuda dum telefone e dum carro rápido. . . . Esperamos que o pastor ajunte a ovelha perdida; mas o que dizer das outras noventa e nove? Como pode o pastor saber se os lobos devoram os cordeiros quando ele está do outro lado da montanha?”

      17. (a) Quem é culpado da lamentável condição das ovelhas da cristandade? (b) Qual é o estado das ovelhas?

      17 Quem é culpado da condição lamentável das ovelhas da cristandade? Os pastores talvez lancem a culpa no excesso de trabalho, ou na marcha apressada da vida moderna. Mas, o Dono das ovelhas nos diz o que está errado. Em Jeremias 50:6, diz Jeová: “Um rebanho de criaturas que perecem se tornou o meu povo. Seus próprios pastores fizeram que eles ficassem vagueando.” Sim, são os pastores que estão em falta. Não estão cuidando das ovelhas. E os efeitos de sua negligência se têm provado calamitosos para o rebanho. Não só as ovelhas se têm desviado, mas foram deixadas a morrer de fome ou a morrer de sede, ou foram abandonadas a fim de serem devoradas pelos lobos perversos. Os remanescentes cordeiros espalhados estão temerosos e confusos. Chamam-se de cristãos, mas não têm absolutamente nenhuma idéia do que seja o Cristianismo. Exaltam os princípios morais da cristandade, de paz na terra e de amar ao próximo como a si mesmo, mas nem tentam entender seu significado, nem os praticam. A esperança das ovelhas espalhadas está em seu próprio Dono, Jeová. Têm de vir a Ele, mediante seu Pastor-Rei, Jesus Cristo, ou encarar a aniquilação junto com seus pastores imprestáveis. — Isa. 9:14-16; Eze. 34:16.

      EFEITOS DO BOM PASTOREIO

      18. Qual é a condição das ovelhas na sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová?

      18 O contato pessoal em casa, da parte do ministro que Radbourne pediu, é precisamente como as testemunhas de Jeová têm cumprido seu ministério, em imitação de Cristo e seus apóstolos. E seus pastores designados lideram em fazer visitas não anunciadas às portas e em cuidar das necessidades das ovelhas. Isto tem resultado na bênção de Deus, pois seus rebanhos têm aumentado cem vezes mais no decorrer de alguns anos. Ao invés de fazer o rebanho sair em disparada, as ovelhas ficam ativas e são levadas a avaliar sua relação com o seu Criador e com a Sua organização. Há paz e união entre o rebanho, pois o amor do pastor é um perfeito vínculo de união. Sendo bem alimentadas e providas de água, espiritualmente, as ovelhas ficam contentes e felizes.

      19. Qual é o efeito da boa liderança?

      19 O efeito do bom pastoreio é que eventualmente a congregação, em certo sentido, assume a imagem do superintendente. As ovelhas imitam o pastor. Em Hebreus 13:7 se diz que façam isto: “Lembrai-vos dos que tomam a dianteira entre vós, os que vos falaram a palavra de Deus, e, ao contemplardes em que resulta a sua conduta, imitai a sua fé.” Imitando o superintendente, a congregação se torna como ele. Se ele for pronto a aplicar instruções e sugestões teocráticas, verifica-se que a congregação age de maneira similar. Se o pastor for alguém que se esforça àrduamente para cumprir os alvos sugeridos no ministério de campo, vê-se então as ovelhas sob seus cuidados se esforçarem para fazer a mesma coisa. Se o superintendente apóia o serviço com entusiasmo, o rebanho está bem ali junto com ele, refletindo similar atitude positiva e confiante. Portanto, a boa liderança é deveras uma bênção de Jeová. Seu fim é a vida.

      20. (a) Se as ovelhas não corresponderem corretamente, o que deve fazer o superintendente? (b) Em que podem obter conforto tanto o pastor como as ovelhas?

      20 Ninguém espera que as ovelhas liderem o pastor. É responsabilidade do pastor liderar o rebanho. Se as ovelhas não correspondem da forma que o pastor acha que deveriam, então é hora de o pastor examinar a si mesmo de perto, à luz da Palavra de Deus. Deve perguntar a si mesmo: Será que forneço ao rebanho vigorosa liderança em todas as fases do ministério? Será que pastoreio com cuidado, de modo terno, disposto e ardoroso? Ou será que sou duro e tirânico com as ovelhas? Somos eu e minha família um exemplo para o rebanho? Depois de pensar, orar e meditar, a resposta se manifestará por si mesmo. Então, faça a correção necessária. Tanto o pastor como seu rebanho obtêm conforto de que o Cordeiro de Deus, nos céus, está dirigindo as coisas, e que ele cumprirá a promessa declarada em Revelação 7:17: “O Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida. E Deus enxugará toda lágrima dos olhos deles.”

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