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  • Por que o clamor pela paz mundial
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Por que o clamor pela paz mundial

      AS PESSOAS ao redor da terra já estão cansadas da guerra.

      Por um quarto de século agora — desde o fim da Segunda Guerra Mundial — as grandes potências travam uma “guerra quente-fria”. Isto produziu a maior corrida armamentista da história. Tem mantido toda a humanidade num estado de incerteza, de impaciência.

      Virá a paz mundial? Unir-se-ão as grandes potências um dia em anunciar triunfantemente o fim de sua luta?

      Sim, farão isso! E a evidência indica que será no futuro próximo.

      Acha difícil de crer nisto? Se assim for, certamente não será por causa de qualquer falta de desejo de paz.

      O Que a Paz Mundial Poderia Significar Para Todos Nós

      Na verdade, talvez não esteja agora numa área de “guerra quente”. Mas, não é preciso que seja morto, ferido ou aleijado, ou que veja os membros de sua família padecerem violências, para sentir a clamorosa necessidade de paz.

      Pesam cada vez mais as pressões dos impostos? Torna-se mais dura a luta de enfrentar o custo de vida diário? Então, dê-se conta do seguinte:

      A cada ano, o mundo despende cerca de Cr$ 1.300 bilhões em despesas militares. Isto equivale aos salários anuais das 1,8 bilhões de pessoas que constituem a metade mais pobre da população da terra!

      Outro motivo de muitos desejarem a paz é a repulsa que sentem diante do patente desperdício que a guerra traz. Produtos que custam enormes somas estão sendo ‘reduzidos a pedaços’. Já em 1971, para exemplificar, mais de Cr$ 975 bilhões haviam sido gastos na guerra do Vietnam. E se essa mesma quantia tivesse sido distribuída ao povo vietnamita?

      Então, cada família tanto no Vietnam do Norte como no do Sul poderia ter recebido uns Cr$ 130.000,00 — mais do que a maioria delas ganharia em toda a sua vida!

      Antes, seu país é grandemente devastado, estando repleto de calculadamente vinte e um milhões de crateras abertas pelo intenso lançamento de granadas e bombas.

      Sim, a paz mundial poderia trazer o alívio almejado das cargas econômicas esmagadoras sobre todos nós.

      Ainda outro motivo para se almejar a paz é que nosso inteiro conceito de vida é influenciado pela incerteza atual. Parece que passamos de uma crise para outra, e de uma fase de violência para outra. Após quase vinte e seis anos disso, não é de admirar que as pessoas ao redor do mundo se sintam cada vez mais irritadas e frustradas.

      É certo que, como a maioria das pessoas, talvez ache ser improvável o irrompimento duma guerra nuclear total. Mas, saber que os arsenais combinados dos Estados Unidos e da Rússia contêm agora uma potência destrutiva igual a cinco toneladas de dinamite para cada homem, mulher e criança deste planeta — não basta isto para impedir que a maioria olhe para o futuro sem nenhuma verdadeira paz mental ou confiança?

      Assim, que mudança, então, significaria a paz mundial! Que bênção seria se os esforços e os recursos humanos se voltassem para alvos construtivos! Que alívio seria ficar livres da contínua tensão e insegurança!

      Todavia, não importa quão desejável possa ser a paz, isso não a torna certa, não é? Assim, onde está a evidência de que virá um arranjo de paz sem precedentes?

      Conforme veremos, há forte evidência que nos leva a tal conclusão. Com efeito, a vinda de tal paz cumprirá profecias há muito tempo escritas na Bíblia.

  • Por que crescem as esperanças de uma “geração de paz”
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Por que crescem as esperanças de uma “geração de paz”

      ESTRANHOS eventos ocorrem em nossos tempos. E seu verdadeiro significado vai muito mais além de sua aparência superficial.

      Sem dúvida está a par da surpreendente série de mudanças mundiais que aconteceram no curto espaço de menos de um ano. Entre estas, acham-se:

      ● Depois de vinte e dois anos, a China comunista — que controla mais de um quinto da atual população da terra — por fim se tornou membro da Organização das Nações Unidas. Em fins de 1971, tornou-se um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

      ● Pela primeira vez na história, um presidente dos EUA foi à China continental, fazendo uma “viagem pela paz” em fevereiro de 1972. Desaparecem continuamente as barreiras comerciais, de viagens e de comunicações que separaram essas nações por décadas.

      ● Foi assinado um acordo crucial de quatro nações, resultando em relações mais livres e mais achegadas entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental — divididas desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

      ● Na conferência de cúpula de Moscou, em maio de 1972, os líderes da União Soviética e dos EUA ratificaram de forma oficial uma série de acordos. Tais acordos incluíam:

      Um vôo espacial conjunto estadunidense-soviético projetado para 1975.

      Intercâmbio mútuo de dados científicos e tecnológicos.

      Cooperação em solucionar problemas médicos e de saúde pública.

      Pesquisa conjunta e esforço mútuo de proteger o ambiente humano da crescente poluição.

      Um pacto visando impedir o confronto perigoso entre os navios das duas nações em alto-mar.

      E, de especial importância, um pacto de controle dos armamentos, visando reduzir a custosa corrida de armas nucleares.

      Após assinar tais acordos, as duas superpotências logo começaram a implementar os mesmos por grandes acordos comerciais, inclusive uma compra russa de Cr$ 4.875 milhões em trigo dos EUA. Concluíram-se as negociações também para um negócio multibilionário em dólares entre a União Soviética e uma companhia de petróleo estadunidense a fim de fornecer ajuda técnica para explorar os campos de petróleo e de gás russos.

      ● Daí, começando em junho de 1972, houve um período de inigualada atividade diplomática por parte das grandes potências. Seus representantes cruzaram apressadamente a terra de uma capital para a outra. Surgiram esperanças de uma solução para o longo e sangrento conflito da Indochina. A Índia e o Paquistão realizaram uma conferência de cúpula para resolver suas diferenças. Numa reunião em Seul, Coréia, do Conselho da Ásia e do Pacífico, de nove nações, a maioria dos membros manifestou atitude mudada para com a China comunista. Os governos da Coréia do Sul e do Norte surpreenderam o mundo com o anúncio de um acordo de princípios para unificar aquele país dividido.

      Surge Algo Novo?

      Os passos dramáticos dos EUA, China e União Soviética no sentido do que os franceses chamam de rapprochement (reconciliação, com relações cordiais) suscitaram comentários em todo o mundo. Ouvem-se vozes em muitas nações que expressam a esperança de que algo de novo talvez esteja mesmo ocorrendo em escala mundial.

      Disse um editorial da revista Life: “Parece que estamos agora mesmo às portas de um grande passo, todas as três nações, prontas a trocar nossas ideologias mais ferozes pelo senso comum e o bem comum.”

      Escrevendo em The Observer (Londres), Robert Stephens descreveu o Presidente Nixon como tendo “fixado bem alto suas visões internacionais, em nada menos do que em lançar os alicerces de uma nova ordem mundial”.

      O Primeiro Ministro soviético, Kosygin, chamou os resultados da reunião de cúpula de Moscou de “vitória de todas as pessoas amantes da paz, porque a segurança e a paz é o alvo comum”.

      Mas, por que considerar estes movimentos em prol de se assegurar a paz e a segurança internacionais como algo diferente dos esforços passados? O que é incomum?

      Considere, exemplificando, o que ocorreu lá em 1918, quando findou a Primeira Guerra Mundial. Abaladas pela matança sem precedentes daquela guerra, as nações determinaram: ‘Isso jamais deve acontecer de novo.’ Assim, formaram a Liga das Nações para ‘garantir a paz e a segurança mundiais’. Mas, dezenove anos depois, ela falhou e um conflito ainda maior irrompeu. No livro Swords into Plowshares (Espadas em Relhas de Arado), o Professor I. L. Claude Jr. sugere que um dos motivos principais para tal fracasso foi que “a Liga foi criada para impedir o irrompimento de [outra] Primeira Guerra Mundial”, assim como a “Linha Maginot francesa também foi construída para vencer as batalhas de [outra] Primeira Guerra Mundial”. Pensando no passado, não previram as novas circunstâncias que trouxeram o segundo conflito mundial.

      Depois de a Segunda Guerra Mundial ananicar a destrutividade da Primeira Guerra Mundial e findar com a explosão das bombas atômicas sobre o Japão, a Liga das Nações foi reavivada na forma da Organização das Nações Unidas. Segundo a sua Carta, ela também visava “manter a paz e a segurança internacionais” entre as nações. Mas, em questão de alguns anos, as grandes potências que foram seus principais formadores — os Estados Unidos, a Grã Bretanha, França, a União Soviética e a China — já se achavam seriamente divididas, tendo uma “cortina de ferro” a separar o Oriente do Ocidente.

      Assim, como é que o atual esforço de paz difere destes?

      Onde Reside a Diferença

      Primeiro, diferente da Liga e da ONU, este esforço de paz não surgiu no calor do conflito global nem na fase imediata da guerra global, com os horrores de tal matança ainda frescos na mente, como força impulsionadora. Esta movimentação pela paz está sendo realizada num tempo de relativa paz a fim de ‘remover as espoletas’ de circunstâncias potencialmente explosivas que poderiam provocar a guerra nuclear total.

      Isto também significa que não é um caso de nações vitoriosas imporem seu próprio arranjo de paz aos inimigos derrotados e enfraquecidos, incapazes de oferecer uma oposição eficaz. Isto, com efeito, é o que provocou a surpresa de muitos quanto aos acontecimentos recentes.

      Por um lado, vêem aos Estados Unidos, amplamente superiores à China em riquezas e poderio nuclear, tomarem uma atitude conciliatória. Vêem seu presidente, com efeito, fazer uma peregrinação a Pequim na tentativa de tirar do isolamento a nação mais populosa da terra, trazendo-a a novas vias de comunicações e de relações comerciais.

      E, por outro lado, a “Reunião de Cúpula de Moscou” presenciou os Estados Unidos se declararem dispostos a aceitar uma situação de “paridade nuclear” com a segunda grande potência do mundo, a União Soviética. Nos anos 60, os EUA insistiam na “superioridade nuclear”. Agora, só falam da “suficiência nuclear”.

      Chamando-a de “a mais estranha reunião de cúpula até à data”, a revista Time indicou que a reunião de cúpula de Moscou ocorreu apesar de os EUA terem acabado de minar os portos do Vietnam do Norte e destruírem continuamente suas ferrovias. Todavia, a imprensa soviética minimizou este esforço total estadunidense de parar o fluxo de armas para o aliado comunista e destacou a persistência russa em prosseguir com a reunião de cúpula como uma grande consecução em sua busca da paz.

      Há, contudo, um fator ainda mais distintivo quanto a estes movimentos de paz, um que tem um significado que poucos depreendem. Qual é este fator significativo que passa grandemente despercebido?

      Tem que ver com a religião.

      Talvez objete: “Mas, o que tem a religião a ver com tudo isto? Como é que entrou no quadro?” Considere a seguinte evidência.

      [Foto na página 5]

      Passos incomuns no sentido da paz e segurança internacionais estão sendo dados. Qual é o seu significado?

  • Surpreendente inversão
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Surpreendente inversão

      AS ABERTURAS dos EUA para com Pequim e Moscou eram notáveis já em si. Mas, uma alteração ainda mais surpreendente já havia precedido isto. Qual é?

      Pense em uma ou duas décadas atrás. Lembra-se de como, através do mundo ocidental, o comunismo era regular e violentamente condenado como “bolchevismo ímpio e ateu”?

      Quem constituía as principais fontes desta denúncia? Eram as igrejas da cristandade, em especial as do Ocidente. Todavia, ocorreu surpreendente inversão. A fim de avaliar quão grande foi esta mudança, considere o seguinte:

      “Guerra Fria” Religiosa Contra o Comunismo

      Em 1937, o Papa Pio XI expediu uma encíclica (Divini Redemptoris), em que disse: “Intrinsecamente mau é o comunismo, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a civilização cristã.” — New Catholic Encyclopedia (1967), Vol. IV, p. 924.

      Esta era, efetivamente, uma declaração oficial de guerra por parte do Vaticano contra o comunismo. O que se seguiu?

      Na segunda guerra mundial, a Alemanha nazista subitamente rompeu seu pacto com a Rússia e, em 22 de junho de 1941, atacou a União Soviética. O bispo católico-romano de Eichstätt, Alemanha, então enviou uma carta pastoral chamando a invasão alemã de “cruzada, guerra santa . . . pela fé e pela igreja”. — The Catholic Church and Nazi Germany (1964), de Guenter Lewy, págs. 230, 231.

      Similarmente, na Itália, o Arcebispo Constantini se referiu à “Rússia Bolchevista” como aquela “terra infindável em que Satanás parece ter encontrado seus instrumentos e seus melhores colaboradores”, e orou pedindo a bênção de Deus sobre os soldados alemães e italianos que, “nesta hora decisiva, defendem o ideal de nossa liberdade contra o barbarismo vermelho”. — Pius XII and the Third Reich (1966), Saul Friedländer, p. 79.

      Fracassou, naturalmente, a invasão alemã, e terminou a guerra com a Rússia entre as vitoriosas potências aliadas.

      Mas, se é que aconteceu alguma coisa, a oposição da Igreja Católica então endureceu mais. Quando a Itália do após guerra veio a ter o maior partido comunista fora da União Soviética, o Vaticano expediu novo pronunciamento. Em 1949, decretou que, não só os que se alistassem no partido comunista, mas até mesmo quem ‘mostrasse favor ao partido comunista’ deveria ser excomungado.

      Embora este decreto jamais fosse claramente posto em vigor, uma barragem contínua de denúncias continuaram a fluir das autoridades religiosas no decorrer da década de 1950. Em 1955, Richard Nixon, então vice-presidente dos EUA, louvou a Igreja Católica como “um dos maiores baluartes contra o comunismo”. Embora não tão destacadamente, as organizações protestantes expressaram similar animosidade para com o comunismo mundial.

      Meia-Volta Religiosa

      Daí, subitamente, a partir de 1963, estabeleceu-se um “degelo”. Naquele ano, as gélidas relações do Vaticano com os comunistas começaram a esquentar.

      Um grande sinal desse “degelo” surgiu com a encíclica Pacem in Terris (Paz na Terra) do Papa João XXIII. Nela, ele disse, com efeito, que a paz mundial não poderia esperar a solução das rivalidades ideológicas, as contendas pelo poder político ou até mesmo o triunfo da religião sobre o ateísmo.

      Daí, para a consternação dos elementos conservadores, o papa seguiu esta linha por receber em audiência particular a filha e o genro do então mais alto chefe comunista, Kruchev.

      No ano seguinte, em 15 de setembro de 1964, o Vaticano assinou um acordo principal com o regime comunista da Hungria — isto apenas quinze anos depois do decreto de excomunhão, da parte do Vaticano, contra quem ‘mostrasse favor ao comunismo’. Roma então permitiu que os sacerdotes católicos da Hungria fizessem um voto de lealdade ao governo comunista da Hungria.

      Outros ‘esforços pela paz’ foram feitos. Na primavera setentrional de 1966, para exemplificar, o Papa Paulo VI prosseguiu com aquele ‘degelo’ por conceder uma audiência papal ao Ministro das Relações Exteriores soviético, Andrei Gromyko. Relatando sobre a audiência, a revista Newsweek relata que o papa “sorrindo amplamente, encontrou-se com Gromyko na porta da biblioteca e estendeu ambas as mãos em saudação”. Os anos a seguir presenciaram contínuas negociações do Vaticano com países comunistas.

      Assim, em 1972, quando já ocorreram as reuniões de cúpula de Pequim e Moscou, não se ouviu nem um murmúrio de desaprovação dos líderes eclesiásticos. Surpreendente transformação ocorreu assim. Os “bárbaros vermelhos” do comunismo tornaram-se de forma súbita socialmente aceitáveis, respeitáveis. A “ímpia” ideologia do comunismo, que sustenta que a religião é o “ópio do povo”, não mais é tida como sério obstáculo às relações cordiais.

      A atitude mudada dos líderes religiosos foi seguida, em sentido paralelo, pelas potências políticas do Ocidente. Em seu discurso pela televisão em Moscou, dirigindo-se aos russos, por exemplo, o Presidente Nixon sublinhou que a União Soviética e os Estados Unidos não mais deveriam considerar um ao outro como ‘inimigos hostis’ mas como ‘competidores pacíficos’.

      Em sua “Declaração de Princípios”, ambos os países acordaram que “as diferenças de ideologia e de sistemas sociais [que, naturalmente, inclui os sistemas e as atitudes religiosos] . . . não são obstáculos para o desenvolvimento bilateral de relações normais”.

      O que pareciam ser barreiras montanhosas parecem ter sido transpostas. A atenção agora se focaliza numa “Conferência de Segurança Européia”, que as potências mundiais concordaram realizar em 1973. E o jornal francês Le Monde (25-26 de junho de 1972) cita o Monsenhor Casaroli, chefe da diplomacia do Vaticano, como afirmando que “o Vaticano propõe-se a participar” e já recomenda o que a agenda deveria incluir, inclusive uma redução equilibrada das forças armadas da NATO e do Pacto de Varsóvia.

      O que trarão os meses vindouros? Será que o que acabamos de ver é apenas manobra política medíocre, simples ‘enfeite de palavras’ ou há alguma coisa de grande em elaboração? Há razão de crermos que este último seja o caso.

      [Foto na página 8]

      O Papa João XXIII assina a encíclica “Pacem in Terris”, em 11 de abril de 1963, iniciando o “degelo” na atitude do Vaticano para com o comunismo mundial.

      [Fotos na página 8]

      O Papa Paulo VI continua tal “degelo” por conceder uma audiência papal ao Ministro das Relações Exteriores soviético, Andrei Gromyko.

  • Por que este esforço de paz agora?
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Por que este esforço de paz agora?

      HÁ DEZENOVE séculos atrás, a profecia da Bíblia predisse um tempo em que os homens proclamariam “Paz e segurança!” Tal profecia parece estar-se aproximando rápido de seu cumprimento.

      Os líderes mundiais, com efeito, usam repetidas vezes tais palavras. Mas, não é o simples uso duma frase que é tão significativo.

      Vivemos num tempo ímpar em muitos sentidos. Pare só e pense nas cruas realidades que o mundo confronta hoje. Considere por que agora, dentre todas as épocas, os líderes mundiais seriam tanto insensatos como loucos se não fizessem seus maiores empenhos de conseguir paz e estabilidade.

      Paz Mundial ou Suicídio Mundial?

      Nunca antes de nossos tempos os homens dispuseram de meios para literalmente destruir a terra toda. Considere só:

      Os Estados Unidos dispõem de quarenta e um submarinos nucleares com mísseis. Cada um leva mais potência explosiva do que todas as bombas usadas de ambos os lados da Segunda Guerra Mundial — inclusive as duas bombas atômicas lançadas sobre o Japão! A Rússia aperfeiçoa quarenta e dois de tais submarinos. A França começou a testar seu submarino nuclear com mísseis em julho de 1972.

      Os russos dispõem de cerca de 300 gigantescas bombas de hidrogênio em SS-9, cada uma com vinte e cinco megatons de potência. Isto equivale a vinte e cinco milhões de toneladas de TNT cada uma. Apenas uma dessas bombas deixaria em hediondos destroços qualquer cidade grande da terra.

      Agora mesmo, neste exato minuto, além dos mísseis submarinos, os EUA têm 1.000 mísseis Minuteman baseados na terra, equipados com ogivas de um ou dois megatons, apontados para a União Soviética e a China. A União Soviética tem cerca de 1.300 igualmente potentes mísseis apontados para os EUA, além de seus foguetes SS-9.

      Um apertar de botões pelas nações oponentes e calculadamente trezentos milhões de pessoas pereceriam em menos de uma hora.

      Todavia, as superpotências continuam a estocar cada vez mais ogivas. Assim, o físico Ralph E. Lapp, há algum tempo atrás, indicou que os EUA já estocaram “suficientes explosivos nucleares para matar a União Soviética e continuar repetindo a matança pelo menos 25 vezes”.

      A China se dirige rapidamente agora para a condição de superpotência em armas nucleares.

      Mais do que isso — um relatório feito pelo Instituto de Pesquisa da Paz Internacional na Suécia mostra que pelo menos um terço de todos os países disporão de “significativos programas nucleares por volta do fim dos anos 70”. Isto, afirma, poderia levar a “uma situação totalmente nova nos assuntos militares e estratégicos”.

      Com boa razão, o Presidente Nixon avisou: “Numa guerra nuclear não haverá vencedores — apenas perdedores.” “Se formos arrastados ao conflito, a possibilidade de suicídio mútuo é enorme.”

      No passado, quando surgia a ameaça de guerra, os regentes nacionais tinham de pesar as perspectivas de perder poder, de perder uma parte da população, de perder alguma potência industrial, e de ver destruídas grandes áreas das cidades principais.

      Mas, jamais tiveram de contemplar a perda de virtualmente todo o país, de ver sua nação se tornar um lugar inabitável para as coisas vivas.

      Agora, confrontam estas mesmas perspectivas.

      Ameaça ao Meio-Ambiente Humano Exige Ação Global

      O gênero humano precisa ter paz com o próprio planeta em que habita. Durante décadas, o homem tem estado ‘em guerra’ com seu próprio meio-ambiente, poluindo-o quase ao ponto de este morrer. Agora o homem colhe o que semeou.

      Colhemos ar poluído. Em 1970, os cientistas num centro de pesquisas atmosféricas predisseram que, mantida a taxa atual, “numa década os moradores nas cidades terão de usar máscaras contra gases para sobreviver à poluição do ar”. Em Tóquio, Japão, os policiais do trânsito já precisam recorrer a tanques de oxigênio em certos intervalos.

      Colhemos água poluída de rios, lagos envenenados e até mesmo dos mares e oceanos. Apesar de todos os avisos, a poluição prossegue. The Daily Yomiuri, de 27 de junho de 1972, noticia: “A contaminação dos mares em volta do Japão se agrava numa taxa alarmante.

      Esta e outro tipo de contaminação, não pode ser solucionada por nações separadas, gradualmente. Comentando sobre a conferência das Nações Unidas na Suécia a respeito da ameaça da poluição mundial, a revista Editorial Research Reports disse:

      “Qualquer coisa parece fútil, a não ser o esforço internacional de plena escala. O ecosistema do mundo é um só; é tal que nenhuma nação sozinha pode limpar seu meio-ambiente. A atmosfera transporta poluentes industriais e pesticidas por toda a terra. Virtualmente, cada via fluvial internacional se acha poluída, e se torna pior ano após ano.”

      O perigo do desastre mundial pela poluição é tão real e tão grave como o da guerra nuclear.

      A Bomba Humana — Quase a Ponto de Explodir

      Levou milhares de anos para que a população humana atingisse um bilhão de pessoas (em 1850). Em apenas oitenta anos, alcançou dois bilhões. E agora está em 3,6 bilhões, e os cálculos são de que aumentará — não apenas outro bilhão — mas dobrando o número atual apenas nos trinta anos seguintes!

      Todo dia há cerca de 200.000 mais bocas a alimentar neste planeta. Mas, o planeta permanece do mesmo tamanho. E a produção agrícola não mantém o passo com a necessidade.

      Os líderes mundiais sabem que há grande fermentação entre os povos do chamado Terceiro Mundo, aqueles das ‘nações em desenvolvimento’, mais pobres. Tais nações têm mais que o dobro da população que as nações mais ricas, industrializadas, e aumentam numa taxa mais rápida.

      Para enfrentar o crescente descontentamento entre esta vasta população, as grandes potências tentam fornecer ajuda tecnológica. Foi feito progresso; mas os problemas são grandes e o crescimento demográfico simplesmente neutraliza qualquer progresso feito. Assim, recente enquete das Nações Unidas mostra que “está-se aprofundando continuamente o abismo entre as nações que têm e as que não têm”.

      A ameaça agora representada pela “bomba humana” se torna pior à cada dia que passa. Para desmontá-la, as grandes potências reconhecem a necessidade de desviar-se de suas rivalidades e trabalhar para melhorar as condições em todo o mundo.

      Demandam Atenção os Problemas Domésticos

      Os líderes mundiais também confrontam crescentes problemas internos e domésticos. Observam as suas grandes cidades em crise, muitas degenerando num passo atemorizante. Precisa-se urgentemente de dinheiro, mas as despesas militares e a ‘competição da guerra fria’ o tornam escasso.

      Há crescente demanda dos consumidores na União Soviética e em outros países que precisa ser satisfeita se as pessoas hão de permanecer submissas. E precisa-se fazer algo para parar a onda sísmica do crime, que engolfa todas as nações.

      Também, as pessoas observam a bem sucedida atividade espacial das grandes potências. Viram o homem andar na lua. Vêem que as nações têm êxito no espaço, assim, quedam-se pensativas sobre por que não deveriam fazer o mesmo na terra.

      As Nações Unidas — Merecem tal Título?

      Certa vez orgulhosamente aclamada como a máxima consecução da humanidade, a Organização das Nações Unidas se acha em dificuldades. Corre o perigo de perder todo o prestígio, a menos que ocorra alguma grande mudança mundial.

      No entanto, tendo agora em suas fileiras a China comunista, pela primeira vez ela abrange virtualmente a população mundial. O que dizer se as grandes potências elaborarem um arranjo de paz com a ajuda da ONU? O que dizer se ela ajudasse a aplacar as lutas e contendas entre as nações menores?

      Então as Nações Unidas poderiam parecer estar vivendo segundo seu título exaltado. Poderiam obter grande apoio e louvor.

      Em Crise a Religião Mundial

      A religião mundial, em especial a da cristandade, sofre grave declínio nos anos recentes. Disputas internas nas igrejas lhes custaram a perda de muito respeito. Sua aparente ineficácia em trazer a paz e em solucionar os problemas humanos faz com que muitos comecem a duvidar de seu valor. Mas, os líderes religiosos agora vêem as perspectivas de grande lucro em um acordo de paz mundial.

      Se a declaração de ‘paz e segurança mundiais’ fosse em breve proclamada ao redor da terra — com as igrejas em posição de afirmar que tiveram seu quinhão em consegui-la — isto poderia restaurar pelo menos parte de sua decrescente influência, prestígio e favor. Precisam disso — e sabem que precisam.

      O Papa Paulo VI admitiu que a dissensão, a crítica e o protesto afligiam a Igreja Católica e provocavam “um estado de inquietação que não podemos e não iremos ocultar”. — Times de N. I., 24 de junho de 1972.

      Um acordo mundial de paz muito contribuiria para aplacar tal inquietação e aumentar a confiança no futuro. Poderia suscitar esperanças de um reavivamento religioso e de força renovada por parte das religiões do mundo.

      As razões, então, pelas quais os homens deveriam fazer um esforço total em prol da paz e segurança mundiais são muitas, e muito poderosas. Há evidência de que levarão os assuntos a certo ponto, dentro em breve, em que o clamor de “Paz e segurança” se tornará o lema do dia!

      Mas, a grande pergunta é: Durará?

      Podemos saber a resposta dessa pergunta, agora.

      [Foto na página 10]

      Em ambos os lados, nos EUA e na Rússia, há mais do 1.000 mísseis baseados em terra apontados e prontos a serem lançados ao apertar de um botão.

      Um destes mísseis pode atravessar o espaço a mais de 24.000 quilômetros por hora e fazer chover a morte nuclear sobre uma inteira cidade, dentro de meia hora depois de ser dado o sinal de lançamento.

      [Foto na página 11]

      A cada dia há cerca de 200.000 pessoas a mais para alimentar. A produção de alimentos não mantém o passo da necessidade.

      [Foto na página 12]

      Título: Papa Pede a Sacerdotes Que Preguem que a ‘Paz É Possível’, e não Apenas um Sonho.

      [Quadro na página 11]

      A BOMBA HUMANA QUASE A PONTO DE EXPLODIR

      População é agora de 3.600.000.000. Prediz-se que dobrará em 30 anos

      O aumento mais rápido se dá entre as nações mais pobres, que já têm o dobro da população das nações mais ricas.

  • Uma “geração de paz” ou efêmera paz mundial?
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Uma “geração de paz” ou efêmera paz mundial?

      A DÉTENTE mundial, ou descontraimento das relações internacionais tensas, acha-se agora em processo. Por quanto tempo durará? Será que trará uma “geração de paz” numa “nova ordem mundial”, como alguns prevêem?

      Apesar de todas as razões urgentes para se buscar a paz mundial, apesar de todo o esforço árduo concentrado nas negociações, apesar de toda a determinação e de todos os desejos dos líderes mundiais, e apesar de toda a inteligência de seus conselheiros, a vindoura paz mundial que modelam será de curta duração. Por quê?

      Por dois motivos básicos, ambos poderosos.

      Um é porque não resolverá — com efeito, não pode resolver — os problemas humanos que perturbam a paz. Os líderes mundiais ou despercebem ou preferem ignorar o seguinte fato: A guerra não é causada pelas bombas, nem pelos navios de guerra ou pelas balas. A guerra é causada por pessoas. Qualquer arranjo de paz que as nações façam jamais removerá o egoísmo humano. E esta é obviamente a raiz de toda desunião, de todos os choques violentos e de toda a guerra.

      Em realidade, o vindouro arranjo de paz se funda principalmente numa base egoísta. Não associa a paz com a confiança e crédito mútuos? Todavia, disse o Dr. Henry Kissinger, principal negociador dos acordos entre os EUA e a Rússia: “Advogamos tais acordos, não à base de confiança, mas à base dos esclarecidos interesses próprios de ambos os lados.” “Esclarecidos interesses próprios” é apenas uma forma polida de se dizer “egoísmo astuto”.

      Sublinhando a falta de confiança mútua, a revista Time, ao discutir o recente pacto de limitação de armas, disse: “Ambos os lados, segundo se espera, farão pesados gastos em satélites de observação para detectar qualquer tapeação da outra parte.”

      Não associa a paz com a calma e o livramento do medo? Mas, a vindoura paz internacional se baseia no que é chamado de “equilíbrio de terror” como principal meio de se impedir a guerra. A idéia é que cada lado retenha tamanho poder que, mesmo se atacado de surpresa, ainda possa retaliar com uma chuva devastadora de bombas de hidrogênio. Supostamente isto impedirá qualquer tentativa duma guerra total.

      Mas, é bem parecido a duas pessoas que concordam em dançar juntas ao passo que cada uma segura um revólver junto ao coração da outra — com o dedo no gatilho. Que calma e paz mental genuínas poderiam existir sob tais circunstâncias?

      O Que Dizer Destes Problemas?

      Ademais, muito embora as pessoas conseguissem tirar da mente a possibilidade sempre real da destruição nuclear — todavia, quanta paz poderiam ter se continua o crime avassalador? Que significado teria qualquer arranjo de paz mundial se as pessoas ainda tivessem medo de sair às ruas de noite, ou até mesmo se sentissem inseguras dentro de seus próprios lares, com portas trancadas?

      Mesmo que as principais brechas internacionais fossem sanadas, o que dizer da desunião interna de cada nação?

      Será que uma paz política mundial fecharia a brecha entre os grupos religiosos, como na Irlanda, em que o conflito entre católicos e protestantes já resultou na morte de mais de 540 homens, mulheres e crianças, além de indizíveis danos à propriedade, nos últimos três anos e meio?

      Será que eliminaria a desunião e o ódio raciais constatados entre árabes e judeus, ou a rivalidade tribal, tal como a existente no país africano de Burundi? Em Burundi, o ódio entre as tribos tutsi e hutu, em questão de meses, resultou no brutal massacre de calculadamente 120.000 homens, mulheres e crianças — mais do dobro do total de mortos em combate dos EUA nos onze anos da guerra do Vietnam!

      E, o que dizer de toda a corrupção, tapeação e fraude na vida política e comercial que assola as nações já por séculos? O que dizer dos abusos de poder e de autoridade que produzem injustiças, desigualdades e reais opressões? Quão pacífica poderá vir a ser a terra enquanto continuarem tais coisas, mesmo numa escala local?

      Mas, dissemos que há dois motivos poderosos e básicos pelos quais o vindouro arranjo de paz será efêmero. Qual é o segundo? E que esperança isso nos deixa?

      [Foto na página 13]

      Mesmo que se alcance um acordo internacional de paz mundial, quão pacífica pode ser realmente a terra enquanto continuarem a existir a desunião, o egoísmo, a corrupção e a injustiça em cada nação?

  • Quando os homens disserem “paz e segurança” então a repentina destruição!
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Quando os homens disserem “paz e segurança” então a repentina destruição!

      O MOTIVO principal de a paz mundial estabelecida pelos líderes humanos ser apenas momentânea é porque a profecia bíblica prediz isto. Como assim?

      Escrevendo aos cristãos, há dezenove séculos atrás, o apóstolo Paulo disse as seguintes palavras:

      “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” — 1 Tes. 5:1-3.

      Mas, por que aplicar esta profecia bíblica aos esforços e aos pronunciamentos hodiernos de paz? Não é a paz uma coisa boa, e não diz a Bíblia: “Felizes os pacificadores”? Não é verdade que até os líderes religiosos da cristandade aplaudem os esforços que estão sendo feitos agora? Ora, por que a Bíblia iria predizer o fracasso de tal esforço destacado pela paz que parece estar em elaboração?

      Por Que a “Repentina Destruição” em Nossos Dias?

      Por um lado, vivemos num tempo claramente assinalado pelo cumprimento de ainda outras profecias bíblicas que indicam a chegada do “dia de Jeová” e de Sua execução divina de julgamento sobre as nações. Por se terem cumprido, temos base para a convicção de que a profecia do apóstolo sobre a “repentina destruição” que seguirá bem de perto o pronunciamento de “paz e segurança” também será cumprida em nossos dias.

      Já em 1879, os editores desta revista apontavam para o ano de 1914 como ano marcado na profecia bíblica, como o ponto inicial do que a Bíblia chama de “o tempo do fim”.a

      De 1914 em diante, nossa geração testemunha o “sinal” que Cristo Jesus disse identificaria tal período e prefaciaria o predito ‘dia de Jeová’. O sinal que ele deu tinha múltiplas características. Aqueles que o vissem estariam seguros de duas coisas:

      Primeira, de que este sinal seria o prelúdio duma “grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. E, em segundo lugar, os que vissem o sinal poderiam positivamente ‘saber que está próximo o reino de Deus’, tão próximo que a geração que o visse “de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram”. — Mat. 24:21; Luc. 21:31, 32.

      Qual era este sinal de múltiplas caraterísticas? Será que o vemos agora? E será que as pessoas efetivamente o vêem desde 1914 em diante? Compare suas características, encontradas em Mateus 24, Marcos 13, Lucas 21, e Revelação 6, com os eventos e as condições de nossa geração, conforme delineadas abaixo:

      Nação se levanta contra nação em guerra global (Mat. 24:7; Rev. 6:3, 4)

      O analista militar H. W. Baldwin, no livro World War I (Primeira Guerra Mundial), declara: “A Primeira Guerra Mundial [1914-1918] introduziu o século da Guerra Total, da — no primeiro sentido completo do termo — guerra global. . . .”

      O Presidente Nixon recentemente indicou que apenas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, foram travadas cem ou mais guerras.

      Maciça escassez de víveres, aumentam em espiral os preços e a fome (Mat. 24:7; Rev. 6:5-8)

      No mesmo período, de 1914 em diante, apesar dos progressos agrícolas, os custos dos alimentos subiram vertiginosamente. A fome se espalha através da terra, às vezes dramaticamente, mais amiúde através de subnutrição vagarosa, menos conspícua — todavia, matando.

      Uma notícia do Times de N. I. mostra que, apenas na década passada, as doenças causadas pela subnutrição atingiam 10.000 pessoas em alguma parte do mundo a cada dia — mais de 3.500.000 pessoas por ano. As pessoas nos países industrializados talvez custem a crer nisso, mas ainda assim é verdade: uma de cada três pessoas na terra hoje está lentamente morrendo de inanição ou sofre de subnutrição.

      Pragas mortíferas atingem proporções epidêmicas (Luc. 21:11; Rev. 6:8)

      Mesmo sem considerar a “gripe espanhola”, epidemia que grassou em 1918-1919, matando 21.000.000 de pessoas em questão de meses, não podemos negar que nossa geração tem sido afligida de câncer, doenças cardíacas, enfermidades mentais, doença venérea, vício de tóxicos e envenenamento pela poluição em proporções genuinamente epidêmicas.

      Terremotos em um lugar após outro (Mat. 24:7)

      Virtualmente a cada ano se presencia um ou mais grandes terremotos em alguma parte da terra. Cidades inteiras têm sido varridas no Peru, no Iraque e em outros países apenas nos últimos anos. Desde 1914, mais de setecentas mil pessoas perderam a vida em terremotos.

      Aumento da anarquia (Mat. 24:12)

      Vivemos no que muitos chamam de “Era da Violência”. A vida nunca foi tão insegura, em especial nas grandes cidades por todo o mundo. O crime agora aumenta rapidamente também nos subúrbios chiques e nas áreas rurais. Aumentam os crimes sexuais e a imoralidade sexual parece não conhecer limites; atinge cada vez mais os grupos de menor faixa etária, os adolescentes e penetrando no grupo infanto-juvenil.

      Boa-nova do Reino é pregada em toda terra (Mat. 24:14)

      Neste mesmo período de 1914 até hoje, a maior campanha publicitária da História tem sido levada avante em toda a terra, anunciando que o reino de Deus tem iniciado sua regência ativa desde os céus e em breve assumirá o controle de toda a terra. Como diz o livro These Also Believe (Estes Também Crêem), de Charles Braden: “As Testemunhas de Jeová têm coberto literalmente a terra com o seu testemunho.”

      Centenas de milhões de lares em mais de 200 países têm sido visitados não apenas uma ou duas vezes, mas dezenas de vezes por estes programadores do Reino. E o resultado? Não a conversão mundial, pois não foi isso que a Bíblia predisse. Antes, a profecia de Jesus diz: “E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:14.

      Destruição do Quê?

      Como mostra o restante da Bíblia, o “fim” não se refere ao fim do planeta Terra, nem de todos os habitantes nele. Refere-se à destruição de um sistema mundial de coisas que tem sido injusto desde o seu começo.

      Recusando ser guiados pela lei de Deus e resolver suas diferenças por ela, em paz, os homens, por milhares de anos, têm feito desta terra um campo de batalha em que, não a justiça, mas a ‘força torna as coisas corretas’. Empenham-se em obter ou reter as vantagens comerciais, a influência e o poder políticos, ou a expansão dos direitos territoriais. Dão vazão ao preconceito religioso, ao orgulho nacionalista ou ao ódio racial. E para alcançar estes alvos egoístas, não se restringem da impiedosa matança, quase que invariavelmente acompanhada do saque, do estupro e de outros atos de crueldade. Podemos crer que o Deus Onipotente jamais exigirá uma prestação de contas por tudo isto? Poderia Ele merecer nossa confiança e nossa adoração como Deus de justiça se não exigisse tal coisa?

      O ‘dia de Jeová’, a respeito do qual escreveu o apóstolo, é o tempo de Deus para exatamente tal acerto de contas. Mas, haverá sobreviventes. E, para todos aqueles que repudiam o modo ímpio de agir das nações, e que amam a justiça e que desejam escapar da “repentina destruição” que virá, aplicar-se-ão as seguintes palavras encorajadoras proferidas ao antigo Israel:

      “Vai, povo meu, entra nos teus quartos interiores e fecha as tuas portas atrás de ti. Esconde-te por um instante, até que passe a verberação. Pois, eis que Jeová está saindo do seu lugar para ajustar contas pelo erro do habitante da terra contra ele, e a terra certamente exporá seu derramamento de sangue e não mais encobrirá os seus que foram mortos.” — Isa. 26:20, 21.

      Por Que Deus Rejeita os Gestos de Paz do Mundo

      Em sua Palavra, Jeová Deus é chamado “o Deus que dá paz”. (Rom. 15:33) Mas, Ele não favorece a ‘paz a qualquer preço’. Não pode haver paz com Ele a menos que seja paz com justiça. Nem abençoará qualquer arranjo de paz que deixe fora a Ele e a Seus propósitos.

      É isso exatamente o que o vindouro arranjo de paz das nações está fazendo. Querem a paz, mas somente de modo a continuar na mesma forma de vida que escolheram no decorrer dos séculos. Preocupam-se com a prosperidade material, e não com a prosperidade espiritual. As palavras de Tiago, discípulo e meio-irmão de Jesus Cristo, bem os descreve, inclusive as nações da cristandade. Escreve ele:

      “Donde procedem as guerras e donde vêm as lutas entre vós? Não vêm disso, a saber, dos vossos desejos ardentes de prazer sensual, que travam um combate nos vossos membros? Desejais, e ainda assim não tendes. Prosseguis assassinando e cobiçando, contudo, sois incapazes de obter. Prosseguis lutando e guerreando. Não tendes porque não pedis. Pedis, e ainda assim não recebeis, porque estais pedindo com propósito errado, para que o possais gastar nos vossos desejos ardentes de prazer sensual.” — Tia. 4:1-13.

      Será, então, que as nações usariam um tempo de “paz e segurança” para se desviar dos caminhos errados e buscar a justiça? Será que usariam tal tempo para aprender mais sobre o seu Criador e devotar-se à execução de Sua vontade e Seus propósitos?

      O que lê cada dia nos jornais, o que ouve no rádio, ou vê na televisão, e especialmente em suas experiências e contatos diários — tudo isto deveria dizer-lhe que lhes falta esse motivo sincero. O amor a Deus e o amor ao próximo obviamente não ocupam lugar destacado na mente e no coração da ampla maioria atualmente. Por esse mesmo motivo, o gênero humano se encontra em sua atual situação deplorável e confronta crises mortíferas.

      Por Que a Bênção da Religião não Garante o Êxito

      Seria grave erro pensar que a aprovação, o apoio e a participação das religiões do mundo no hodierno movimento de paz garanta, em qualquer sentido, a bênção de Deus sobre o mesmo. Pelo contrário, aponta a sua destruição.

      Em realidade, as religiões do mundo têm seguido um curso exatamente oposto ao estabelecido pelo próprio Filho de Deus. Cristo Jesus disse que ‘seu reino não era parte do mundo’ e que seus seguidores verdadeiros não seriam parte do mundo. (João 18:36; 17:14) Mas, durante séculos, as religiões do mundo se prostituíram com os poderes políticos a fim de ganhar influência perante eles.

      Isto se deu em especial com as religiões da cristandade. Não podem deixar de ser identificadas com a prostituta simbólica chamada “Babilônia, a Grande”, descrita no capítulo dezessete de Revelação, como tendo relações íntimas com os reis da terra. Babilônia, a Grande, como cidade simbólica que “tem um reino sobre os reis da terra”, se ajusta com exatidão ao combinado império ‘espiritual’ que as religiões deste mundo têm exercido durante séculos sobre os governos terrestres.

      Este livro bíblico de Revelação mostra que Babilônia, a Grande, dirige as nações, não para Deus, mas contra Ele, de modo que batalhem contra “o Cordeiro”, Cristo Jesus. Fazem isto por rejeitarem sua regência do Reino e rejeitarem, e até mesmo perseguirem, os que o anunciam e advogam. — Rev. 17:1, 2, 14, 18.

      Embora os líderes religiosos da cristandade talvez aplaudam o movimento de paz atual do mundo, e ofereçam orações por seu êxito, sabemos como Deus verá isto. Em Isaías 1:15, lemos:

      “E quando estendeis as palmas das vossas mãos, oculto de vós os meus olhos. Embora façais muitas orações, não escuto; as vossas próprias mãos se encheram de derramamento de sangue.”

      Sim, os próprios sistemas religiosos da cristandade tem mãos manchadas de sangue. Desde as devastadoras Cruzadas dos séculos primitivos, passando pelas “Guerras Religiosas” e a Inquisição da Idade Média, até as guerras globais de nossa geração, as igrejas da cristandade têm apoiado os estados políticos em suas guerras, até mesmo instando com eles, assegurando-lhes a bênção de Deus. Seu envolvimento cada vez mais profundo agora na política prova que não passaram por genuína mudança de coração. Suas orações, por conseguinte, não obtêm a audição receptiva de Deus.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Para uma explicação pormenorizada da evidência profética queira ver o livro “Caiu Babilônia, a Grande!” O Reino de Deus já Domina!, págs. 174 a 181, em inglês, ou A Sentinela de 15 de junho de 1965, págs. 375 a 381.

      [Fotos nas páginas 15-17]

      GUERRAS

      ESCASSEZ DE VÍVERES

      TERREMOTOS

      PRAGAS

      CRIME

      PREGADO O REINO.

  • Como virá a genuína paz mundial
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Como virá a genuína paz mundial

      O “DEUS, que dá paz” tem a sua própria provisão para trazer a paz mundial, a paz genuína. Essa provisão é o governo de seu próprio Filho, o reino messiânico. A respeito do Messias, o profeta Isaías há muito escreveu sob inspiração:

      “O domínio principesco virá a estar sobre o seu ombro. E será chamado pelo nome de . . . Príncipe da Paz. Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer firmemente e para o amparar por meio do juízo e por meio da justiça, desde agora e por tempo indefinido. O próprio zelo de Jeová dos exércitos fará isso.” — Isa. 9:6, 7.

      Esse governo com base nos céus trará a paz duradoura, não por meio de algum “equilíbrio de terror”, mas pela eliminação de todas as causas do terror. Aceitará como súditos terrestres apenas aqueles que tiverem cumprido as palavras de Miquéias 4:3 e, por conseguinte, já tiverem forjado “das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra”. Com súditos que amam a paz como estes, pode-se ver por que a profecia continua, afirmando: “E realmente sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer.” — Miq. 4:4.

      Unidos na pura adoração e serviço do Deus verdadeiro e vivo, os súditos terrestres da regência messiânica não sentirão o efeito divisório de ser leais a uma confusão de reinos e ideologias políticos. Não haverá nenhum deles. A Palavra de Deus nos diz que o reino de seu Filho “esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempo indefinido”. (Dan. 2:44) “Repentina destruição” aguarda a todos esses reinos políticos porque se colocam em oposição à regência de Deus sobre a terra e favorecem a continuação da regência do homem sobre a terra, apesar da evidência de seu completo fracasso.

      Então, os sobreviventes terrestres poderão ficar em paz com a terra, não a poluindo em sua ganância comercial, nem a envenenando com a radioatividade oriunda das armas nucleares, mas transformando-a num paraíso restaurado, um jardim de Deus por toda a terra. Mais maravilhoso ainda, o governo de Deus fornecerá os meios de cura para habilitar seus súditos terrestres a usufruir a paz dentro de seus próprios corpos. Pelo sacrifício resgatador do Filho de Deus, suas debilidades e imperfeição carnais, e a doença, a velhice e a morte que isto traz, serão extirpadas. Até mesmo incontáveis vítimas da guerra, bem como as pessoas que morreram de outras causas, serão ressuscitadas para terem oportunidade de se provar dignas da vida eterna sob tal regência do Reino. Destarte, Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. — Rev. 21:4.

      Se deseja escapar da “repentina destruição” junto com o presente sistema injusto de coisas, e usufruir a vida sob a regência do “Príncipe da Paz”, o que deve fazer agora?

      [Foto na página 19]

      Aqueles que sobreviverem à vindoura “repentina destruição” por parte do reino de Deus estarão em paz uns com os outros, com os animais e com a terra, transformando-a num paraíso global.

  • Que escolha fará?
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Que escolha fará?

      TODOS nos vemos confrontados com uma escolha. Podemos escolher pôr nossa confiança nos planos dos homens e nos sistemas políticos para evitar o que hoje é uma possibilidade muitíssimo real — o suicídio mundial. Podemos depender deles e confiar neles para tornar a vida mais pacífica e segura na terra.

      Ou, podemos decidir depositar nossa confiança em Jeová Deus e no governo do seu Reino para trazer — não apenas uma paz parcial, restando ainda muitos problemas amolantes e prejudiciais — mas uma paz total. Podemos mostrar confiança em sua Palavra e na evidência que supre de que seu “Dia” para corrigir as coisas na terra está bem próximo.

      Que proceder escolherá? Qual acha ser o mais realista? Qual se provou mais fidedigno — a palavra, as promessas e as predições dos líderes mundiais políticos e outros, ou a palavra, as promessas e as profecias declaradas na Bíblia?

      Um Caso em Pauta

      Uma situação similar confrontava o povo de Jerusalém e da Judéia no primeiro século de nossa Era Comum. Os resultados fornecem um caso vital em pauta para nos ajudar a fazer hoje a decisão correta.

      Cristo Jesus predisse, com maravilhosa precisão, o que deveria acontecer a Jerusalém. O povo ali e através da

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