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  • Fique vigilante contra o efeito cauterizador do pecado
    A Sentinela — 1967 | 15 de fevereiro
    • Deus e os homens’, estará cuidando-se do efeito cauterizador do pecado e, semelhante a ele, poderá também dizer: “Eu me comportei perante Deus com uma consciência perfeitamente limpa, até o dia de hoje.” — Atos 24:16; 23:1.

  • Sente-se irritado com a mensagem das testemunhas de Jeová?
    A Sentinela — 1967 | 15 de fevereiro
    • Sente-se irritado com a mensagem das testemunhas de Jeová?

      1. Qual é a atitude de algumas pessoas quando as testemunhas de Jeová as visitam?

      NESTES tempos de intensos esforços e de crescentes tensões, há um bom número de coisas que irritam. As notícias que recebe mediante os jornais ou o rádio são inquietantes e, adicionadas aos seus muitos problemas da vida diária, às vezes o deixam “a ponto de estourar”. Daí, talvez, quando uma das testemunhas de Jeová bate à sua porta e toma um pouco de tempo para lhe transmitir uma mensagem pessoal que lhe diz que Deus está irado com o mundo e que isso talvez o afete pessoalmente, talvez fique aborrecido. Talvez fique pensando como foi que teve a temeridade de lhe dizer tal coisa, como se pudesse lhe dizer, que é criatura inteligente igual a ele, algo a respeito de guiar a sua vida.

      2. Quando uma pessoa lê noticias perturbadoras, hoje em dia, como será que considera o jornal que as noticia?

      2 Bem, o leitor lê os jornais a respeito das muitas injustiças deste mundo, o crescente índice de crimes, o perigo de sair às ruas depois do anoitecer, a ameaça da guerra nuclear, o colapso moral e a corrupção nos altos círculos governamentais e todas as demais coisas perturbadoras, mas não fica irado com o jornal por lhe relatar estes fatos. A notícia não foi algo inventado pelos veículos de notícias. O leitor sente apreciação por ter o jornal lhe informado. Poderá habitá-lo a agir sabiamente a fim de evitar dificuldades. Mas, quanto a algumas das coisas que aparecem nas notícias,

  • A posse da paz pelos cristãos
    A Sentinela — 1967 | 15 de fevereiro
    • A posse da paz pelos cristãos

      “Ouvirei o que o verdadeiro Deus, Jeová, falará, pois ele falará a paz a seu povo, e a seus leais.” — Sal. 85:8.

      1, 2. O que é subentendido pela própria palavra “paz”, e que profecia bem ilustra isto?

      PAZ! Quão agradável é o próprio som da palavra, por causa do que ela subentende! Paz sugere calma, serenidade, tranqüilidade, inexistência de fricção e contenda, de dúvidas e temores. Não é de se admirar que as promessas de paz encontradas na Palavra de Deus sejam tão confortadoras!

      2 Deveras deleitosa é a descrição de paz fornecida pelo profeta Isaías: “A eqüidade certamente residirá no deserto, e no pomar a própria justiça morará. E a obra da verdadeira justiça tem de se tornar a paz, e o serviço da verdadeira justiça, a tranqüilidade e a segurança por tempo indefinido. E o meu povo tem de habitar em morada pacífica, e em residências de plena confiança e em imperturbáveis lugares de repouso.” — Isa. 32:16-18.

      3. Quem originalmente violou a paz do universo, e por que não há paz agora?

      3 A paz é a vontade de Deus para todas as suas criaturas, e havia paz em todo o universo até que o grande destruidor da paz, Satanás, o Diabo, apareceu. Desde então tem havido pouca paz na terra. Com efeito, somos informados de que nos últimos 3.370 anos de história registrada, houve 3.143 anos de guerra, em comparação com apenas 227 anos de paz, ou 13,8 anos de guerra para cada ano de paz. Mas, não é isso o que devíamos esperar, visto que Satanás, o grande destruidor da paz, é “o deus deste sistema de coisas”? Ele é a personificação da perversidade, e a perversidade e a paz simplesmente não andam de braços dados, assim como lemos: “Mas os ímpios são como um mar encapelado, que não pode acalmar-se, cujas ondas revolvem lodo e lama. ‘Não há paz para os ímpios’, diz meu Deus.” — 2 Cor. 4:4; Isa. 57:20, 21, CBC.

      4. Em especial, desde quando a paz fugiu da terra, como se pode ver pelo cumprimento de que profecias?

      4 A paz, em especial, tem estado ausente da terra desde 1914, o ano em que apareceram o cavalo cor de fogo e seu cavaleiro, da visão apocalíptica do apóstolo João: “E eu vi, . . . um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.” Aquele ano também assinalou o começo do cumprimento da grande profecia de Jesus a respeito do fim deste sistema de coisas: “Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino.” Desde então, as palavras ulteriores de Jesus estão tendo notável cumprimento: “Na terra angústia de nações, não sabendo o que fazer por causa do rugido do mar e da sua agitação, os homens ficando desalentados de temor e na expectativa das coisas que vêm sobre a terra habitada.” — Rev. 6:2, 4; Mat. 24:7; Luc. 21:25, 26.

      5. O que mostra que as pessoas em geral desejam a paz, e por que não têm podido consegui-Ia?

      5 Não que as pessoas em geral queiram que isto aconteça. De forma alguma! Desejam profundamente a paz, e só quando são instigadas pela propaganda de ódio é que desejam a guerra. Prova disso se tem nos esforços dos homens de fazer tratados de paz e acordos que proscrevam a guerra. É ostensivamente um dos principais objetivos das Nações Unidas, como se deduz da inscrição talhada numa parede de pedras bem em frente do principal edifício das Nações Unidas, e que reza: “Estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices: não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.” Os políticos prometem a paz, a fim de serem eleitos. Apesar de suas promessas, de seus planos e de seus esforços, porém, por causa das embrulhadas, da ganância e do nacionalismo, e por causa de Satanás, o grande perturbador da paz, ser o deus deste sistema de coisas, a guerra continua a afligir a humanidade.

      6. Por meio de que arrazoamento capcioso os homens sábios segundo o mundo procuram justificar a inabilidade do homem de assegurar a paz, e o que prova que estão errados?

      6 Aparentemente, numa tentativa de justificar a inabilidade da espécie humana em estabelecer a paz, verificamos que certos homens sábios deste mundo afirmam que a guerra é uma bênção, que é indispensável ao progresso. Assim, lemos a respeito da morte do proeminente evolucionista britânico, o falecido Sir Arthur Keith: “Em 1931, fazendo eco à opinião de Herbert Spencer e outros neodarwinistas, declarou que a guerra é uma condição de progresso. ‘A Natureza’, disse, ‘mantém saudável seu pomar humano pela poda. A guerra é o seu podão’. Também asseverou que o preconceito racial era importante para a vitalidade duma nação.”a Poderia algo ser mais insensato? No tempo de guerra, não é destruído o que há de melhor no potencial humano duma nação? Os fracos, os desajustados, mental, moral e fisicamente, não são desejados pelas forças armadas. Mais do que isso, será que alguém pode afirmar que o mundo se acha numa condição muito melhor, atualmente, de forma mental, moral, física e econômica, e assim por diante, do que antes de 1.914, por ter tido duas guerras mundiais? Considerando-se apenas um exemplo: Será que alguém pode apontar para o povo suíço e acusá-lo de ser inferior por não ter sido “podado”, envolvendo-se naquelas duas guerras, nem em quaisquer guerras por muitos anos antes disso? Pelo contrário, um historiador nos conta a respeito de certo período da história da Suíça: “O período de paz que se seguiu contribuiu para o progresso em toda fase da vida suíça.”b A paz, não a guerra, contribuiu para o seu progresso. Na verdade, a sabedoria deste mundo é tolice diante de Deus, e de todos os humanos capazes de arrazoar com clareza! — 1 Cor. 3:19.

      O DEUS E O PRÍNCIPE DA PAZ

      7. Que testemunho dá a Bíblia de que Jeová é Deus de paz?

      7 Em contraste direto com Satanás, o grande destruidor da paz, e com a inabilidade do homem de estabelecer a paz, coloca-se Jeová Deus, o Deus da paz. Em sua Palavra, a Bíblia Sagrada, verificamos que a paz é mencionada cerca de 350 vezes. Em suas páginas, a paz é prometida, aconselhada e destacada vez após vez, do início ao fim. Nas Escrituras Gregas Cristãs, Jeová Deus é repetidas vezes descrito como “o Deus que dá paz”, ou ‘o Deus de paz’. É o que esperaríamos dum Deus todo-sábio, onipotente, justo e amoroso. — Rom. 15:33; 16:20; 1 Cor. 14:33; 2 Cor. 13:11; Fil. 4:9; 1 Tes. 5:23; Heb. 13:20.

      8. Como é que a Bíblia associa Jesus Cristo com a paz?

      8 Assim como Jeová é o Deus de paz, assim também seu Filho, Jesus Cristo, é o “Príncipe da Paz”, e o “Senhor da paz”. (Isa. 9:6; 2 Tes. 3:16) A respeito de seu domínio, diz-se-nos: “Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim.” Sim, quando êle dominar sobre a terra haverá “abundância de paz até que não haja mais a lua”. — Isa. 9:7; Sal. 72:7.

      9, 10. A quem foi que Jeová Deus e Jesus Cristo deram a paz, destarte cumprindo que profecias?

      9 Jeová Deus e Jesus Cristo, contudo, não guardam esta paz só para si mesmos. Concedem-na a seus servos e seguidores fiéis, conforme lemos: “Jeová mesmo abençoará seu povo com a paz.” “Ouvirei o que o verdadeiro Deus, Jeová, falará, pois êle falará a paz a seu povo, e a seus leais.” (Sal. 29:11; 85:8) Em especial, foi-lhes apresentada a paz desde o tempo do nascimento de Jesus, tempo em que os anjos cantaram: “Na terra paz aos homens, a quem Deus quer bem!”, ou: “Na terra paz aos homens da sua benevolência.” (Luc. 2:14, CBC; Roh) E, pouco antes de deixar seus apóstolos e voltar para seu Pai, Jesus lhes assegurou: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.” — João 14:27; 16:33.

      10 Será que Jeová Deus e Jesus Cristo se mostraram fiéis às suas promessas de dar paz a seus servos e seguidores? Deveras o foram! Grande e abundante é a paz que prevalece entre eles, como foi predito: “Paz, paz àquele que está longe e àquele que está perto.” “Farei reinar sobre ti a paz.” ‘Vou fazer a paz correr para ela como um rio.” E, não é entre as Nações Unidas, mas entre tais cristãos que se cumprem as palavras proféticas de Isaías 2:4: “E eles terão de forjar as suas espadas em relhas de arado e as suas lanças em podadeiras. Uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.” — Isa. 57:19; 60:17; 66:12, CBC.

      11, 12. (a) Que tipo de mensagem levam os servos de Deus, fazendo que sejam conhecidos como o quê? (b) O que se pode dizer a respeito da maneira em que deveriam levar sua mensagem?

      11 Imitando Jeová Deus e Jesus Cristo, aqueles cristãos entre os quais tais profecias estão tendo cumprimento se esforçam altruìstamente a fazer que outros partilhem de sua paz, junto com êles. É por isso que vez após vez a mensagem que levam é descrita como “as boas novas de paz”. (Atos 10:36; Efé. 6:15) São os mensageiros de paz preditos em Isaías 52:7: “Quão lindos sobre os montes são os pés daquele que traz boas novas, daquele que faz ouvir a paz, daquele que anuncia a salvação, daquele que diz a Sião: ‘Teu Deus tornou-se rei!’”

      12 Estes servos cristãos de Jeová não só levam uma mensagem de paz, mas a levam de forma pacífica, assim como Jesus indicou ao enviar os setenta evangelistas: “Onde quer que entrardes numa casa, dizei primeiro: ‘Haja paz nesta casa.’ E, se ali houver um amigo da paz, descansará sobre êle a vossa paz. Mas, se não houver, ela voltará para vós.” Note quão importante isto torna a paz; são as pessoas amigas da paz que os cristãos devem procurar quando forem de casa em casa com “as boas novas de paz”! Que os cristãos devem apresentar sua mensagem de paz de forma pacífica é também deduzido do conselho que o apóstolo Paulo deu a Timóteo: “Outrossim, recusa questões tolas e ignorantes, sabendo que produzem lutas. Mas o escravo do Senhor não precisa lutar, porém, precisa ser meigo para com todos, qualificado para ensinar, restringindo-se sob o mal, instruindo com brandura os que não estiverem favoravelmente dispostos.” — Luc. 10:5, 6; 2 Tim. 2:23-25.

      PAZ ÍMPAR

      13. Que subentendem ou que significados adicionais têm as palavras hebraica e grega para paz, como se vê por meio de que textos?

      13 A palavra “paz”, conforme usada nas Escrituras, com freqüência denota mais do que simples ausência de guerra. A palavra hebraica ‘shalóm, usualmente traduzida paz, subentende ou tem sentido de saúde, prosperidade, bem-estar. É a mesma coisa que o salam dos árabes modernos, e é usada de forma semelhante nas saudações’.c Assim lemos de o Rei Davi perguntar a Urias “como passava Joabe, como se achava o povo, e como ia a guerra”, literalmente, como iam a “paz” de Joabe, a “paz” do povo e a “paz” da guerra. (2 Sam. 11:7, ALA) Assim também Jeová, pelo profeta Jeremias, instruiu aos israelitas exilados: “Procurai a paz [ou bem-estar] da cidade, para onde voz fiz transportar, e orai por ela ao Senhor [Jeová]; porque na sua paz vós tereis paz.” (Jer. 29:7, Al) Parece também que este sentido da palavra hebraica para paz foi transmitido à palavra grega para paz, ei·reʹnē, pelo menos no que se refere às Escrituras Gregas Cristãs. Um caso disto temos nas palavras de Jesus à Jerusalém infiel: “Se tu, sim tu, tivesses discernido neste dia as coisas que têm que ver com a paz”; isto é, com o seu bem-estar pacífico. — Luc. 19:42.

      14, 15. De que forma básica é impar a posse da paz pelos cristãos?

      14 A paz de Deus que é a posse dos cristãos, é também ímpar no sentido de que se baseia na justiça. Não é a paz a qualquer preço, não é a paz obtida pela transigência ou pela conveniência. Em nenhum sentido da palavra, é paz de fazer acordo com os inimigos de Deus, da verdade e da justiça, tal como tantas organizações religiosas concluíram com os comunistas ateus a fim de terem o privilégio de continuar suas organizações e serviços religiosos sem hostilização por parte do governo. A respeito da igreja católica em Cuba, M. A. Rauf Jr., em seu livro, Cuban Journal (1964), afirma: “O poder da igreja, contudo, foi rompido. A razão de ela ainda sobreviver é que tem feito a mesma espécie de barganha não oficial com o governo como tem feito na União Soviética e em outros países da Cortina de Ferro: os bispos, em troca de terem permissão de existir, deixaram de emitir pastorais contra o comunismo . . . Certo domingo fui à igreja de Jesus de Miramar em Havana . . . Tudo era muito reprimido e mecânico. Não havia espírito ou entusiasmo em coisa alguma. Um sermão foi proferido, mas durou apenas três minutos.” Em contraste com isso, o autor fala de o governo cubano tomar medidas disciplinares contra as testemunhas de Jeová e os evangélicos, mas por motivos diferentes.

      15 Será que Jeová Deus precisa transigir com quaisquer de seus inimigos? Ora, ele é onipotente! Quem se pode opor à Sua vontade? Não regateia a paz com seus inimigos. É por isso que o grupo angélico por ocasião do nascimento de Jesus disse, não paz para todos os homens, mas paz para os homens a quem Deus favorece! (Luc. 2:14) Assim como o General Jeú, em resposta ao rei de Israel, Jorão, que lhe perguntou: “Há paz, Jeú?”, destacou: “Que paz, enquanto as prostituições da tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias são tantas?” Sim, ninguém que represente devidamente a Jeová Deus transigirá a bem da paz. — 2 Reis 9:22, Al.

      16. Como é que a Bíblia mostra que a justiça tem precedência à paz?

      16 Com efeito, a menos que a paz se baseie na justiça, não pode perdurar. Mui apropriadamente, portanto, com a mesma proeminência que a Bíblia dá à paz, repetidas vezes mostra que a justiça vem adiante da paz. Conforme aconselhou o apóstolo Paulo: “O reino de Deus não significa comer e beber, mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo.” Assim, o discípulo Tiago, ao descrever a sabedoria divina, escreveu: “A sabedoria de cima é primeiramente casta, depois pacífica, razoável, pronta para obedecer, cheia de misericórdia e de bons frutos.” Em harmonia com isso, verificamos que Jesus alistou os pacíficos em sétimo lugar em suas bem-aventuranças ou felicitações, com as quais começou seu Sermão do Monte. — Rom. 14:17; Tia. 3:17; Mat. 5:3-9.

      17. Em que outro respeito é impar a paz dos cristãos?

      17 A paz que é a posse dos cristãos é também ímpar no sentido de que não depende do ambiente. Bem a descreveu o apóstolo Paulo como “a paz de Deus, que excede todo pensamento”. É uma condição calma da mente e do coração, um estado íntimo de tranqüilidade, apesar do que esteja ocorrendo do lado de fora. Tem sido bem ilustrada pela ave que se senta sobre seu ninho de ovos numa árvore durante uma tempestade, tranqüila, imperturbável no seu decorrer. Claramente, trata-se de paz a respeito da qual o mundo nada sabe. É por isso que Jesus pôde dizer a seu respeito: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não a dou a vós do modo como o mundo a dá. Não se aflijam os vossos corações, nem se encolham de temor.” “Eu vos disse estas coisas para que, por meio de mim, tenhais paz. No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” Sim, apesar das condições que ordinàriamente fariam que os homens ficassem aflitos e se encolhessem de medo, apesar da tribulação, os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo podem ter paz. — Fil. 4:7; João 14:27; 16:33.

      ADQUIRINDO A PAZ DE DEUS

      18, 19. (a) A base do que pode a pessoa obter paz com Deus? (b) Que ministério, portanto, foi dado aos cristãos?

      18 Como pode a pessoa vir a possuir esta paz, paz esta que é descrita como um dos frutos do espírito santo de Deus em Gálatas 5:22, esta paz que excede todo pensamento? Primeiro de tudo, por fazer a paz com Deus, por entrar em relações amigáveis com Ele. Relações amigáveis com Deus? Não é Deus amigo de todo o mundo? De forma alguma! Como o apóstolo Paulo bem observa: “Deveras, a vós, os que outrora estáveis apartados e éreis inimigos, porque as vossas mentes se fixavam nas obras iníquas, ele reconciliou agora novamente.” Reconciliou por que meios? Pelo sacrifício de Jesus Cristo: “Pois se nós, quando éramos inimigos, ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho, muito mais agora, que temos ficado reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” Conforme foi profèticamente predito: “Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniqüidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” — Col. 1:21; Rom. 5:10; Isa. 53:5, Al.

      19 É por isso que o Cristianismo verdadeiro ou a pregação do evangelho cristão é chamada pelo apóstolo Paulo de “o ministério da reconciliação”. Jesus veio à terra para declarar “as boas novas da paz a vós, os que estáveis longe, e paz aos que estavam perto”, e confiou este ministério a seus seguidores: “Todas as coisas são de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por intermédio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus, por meio de Cristo, estava reconciliando o mundo consigo mesmo, não lhes imputando as suas falhas, e ele nos encarregou da palavra da reconciliação. Somos, portanto, embaixadores, substituindo a Cristo, como se Deus instasse por nosso intermédio. Rogamos, como substitutos de Cristo: ‘Sede reconciliados com Deus.’ Aquele [Jesus Cristo] que não conheceu pecado, ele fez pecado por nós, para que, por meio dele, nos tornássemos a justiça de Deus.” — Efé. 2:17; 2 Cor. 5:18-21.

      20, 21. (a) O que significa exercer fé? (b) Quais são os primeiros passos a ser dados?

      20 Sim, a paz com Deus só pode ser conseguida mediante Jesus Cristo: “Ninguém vem ao Pai senão por mim.” Isso exige não só que a pessoa concorde mentalmente em aceitar o que Jesus fez por ela, mas que exerça fé: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” Exercer fé significa fazer algo a respeito, agir segundo a crença da pessoa, pois “assim como o corpo sem fôlego está morto, assim também a fé sem obras é morta”. — João 14:6; 3:16; Tia. 2:26.

      21 Que tipo de obras são exigidas? Primeiro de tudo, o arrependimento do injusto proceder egoísta da pessoa e a conversão ou meia-volta para seguir o padrão estabelecido por Jesus Cristo, assim como o apóstolo Pedro admoestou os judeus em Jerusalém nos seus dias: “Arrependei-vos, portanto, e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados, para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová.” — Atos 3:19.

      22, 23. Que exemplo deu Jesus no começo de seu ministério, e quão importante é este passo no sentido de obtermos a paz com Jeová Deus?

      22 Jesus começou sua carreira como o Cristo por se apresentar para fazer a vontade de seu Pai, como lemos a respeito de ele dizer: “Eis aqui vim . . . para fazer a tua vontade, ó Deus.” Isso se deu no Rio Jordão, onde também foi batizado por João Batista. Visto que ele próprio foi batizado e também ordenou isso para seus seguidores, segue-se que, a fim de seguir as pisadas de Jesus, a pessoa precisa decidir fazer a vontade de Deus como Jesus fez e então ser batizada como o foi Jesus. Este batismo equivale ou representa ter a pessoa se dedicado para fazer a vontade de Deus; serve como vívido lembrete de ter feito tal decisão e é também testemunho público dado a outros de que tal pessoa decidiu fazer a vontade de Deus e seguir a Jesus Cristo. — Heb. 10:7; Mat. 3:13-17; 28:19, 20.

      23 Atualmente, não são poucas as pessoas associadas com as testemunhas cristãs de Jeová que assistem às suas reuniões, lêem as publicações da Torre de Vigia e até mesmo participam no ministério de campo, mas que se refreiam do passo da dedicação e do batismo. Parecem estar andando com Deus, mas realmente não estão, pois, conforme lemos em Amós 3:3 (CBC): “Porventura caminharão juntos dois homens se não tiverem chegado previamente a um acordo?” Que todas elas saibam que não se pode usufruir a paz de Deus sem que primeiro se faça a paz com Deus por meio da fé, da dedicação e do batismo.

      24. Que proceder deve ser seguido para se manter esta paz?

      24 Isto não significa que, depois de dar os passos da dedicação e do batismo, nada mais precisamos fazer a fim de usufruir tal paz com Deus de forma permanente. Isto é apenas o começo. Entre outras coisas, temos de continuar a assimilar conhecimento, a nos deixar instruir por Jeová mediante sua Palavra e sua organização visível; temos verdadeiramente que amar a lei de Deus e buscar a sabedoria. Se fizermos tais coisas, assegura-se-nos, teremos paz: “Todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová, e abundante será a paz de teus filhos.” “Paz abundante pertence aos que amam a tua lei, e para eles não há pedra de tropeço.” “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e oxalá teu coração observe meus mandamentos, porque a longura de dias e anos de vida e paz te serão acrescentados.” “Seus caminhos [os da sabedoria] são caminhos aprazíveis, e todas as suas estradas são paz.” Conforme o apóstolo Paulo aconselhou aos cristãos: “As coisas que aprendestes, bem como aceitastes, e ouvistes, e vistes, em conexão comigo, estas praticai; e o Deus de paz estará convosco.” —  Isa. 54:13; Sal. 119:165; Pro. 3:1, 2, 17; Fil. 4:9.

      25. (a) Gomo se pode ilustrar o principio que governa esta paz? (b) De que, portanto, talvez se possa chamar a paz de Deus?

      25 Esta paz pode ser assemelhada à felicidade conjugal. O casamento é deveras uma ocasião jubilosa e abre caminho à felicidade conjugal, mas não a garante permanentemente, idéia errônea que aparentemente muitos casais entretêm. Para conseguir a felicidade conjugal, o casal tem de trabalhar continuamente nesse sentido, pensando nisso, e dedicando tempo e esforço a isso, manifestando a madureza em todas as suas relações. Assim também se dá com os que travam relações pacíficas com Deus por meio do arrependimento, da conversão, da fé no resgate de Cristo, da dedicação e do batismo. Têm de continuar a trabalhar a favor desta paz, a fim de mantê-la. Pode-se portanto, dizer que a paz de Deus é uma recompensa, assim como Jeová prometeu a seu antigo povo a paz se satisfizesse as Suas condições: “Se seguirdes minhas leis e guardardes os meus preceitos e os praticardes, eu . . . darei paz à vossa terra, e vosso sono não será perturbado . . . e a espada não passará pela vossa terra.” — Sal. 26:3-6, CBC.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Encyclopedia Americana Annual, 1956, p. 405.

      b Encyclopedia Americana (1956), Vol. 26, p. 152.

      c Cyclopedia de M’Clintock e Strong, Vol. 7, p. 852.

      [Foto na página 104]

      ”Que paz, enquanto as prostituições da tua mãe Jezabel . . . são tantas?”

  • Mantendo a nossa posse da paz
    A Sentinela — 1967 | 15 de fevereiro
    • Mantendo a nossa posse da paz

      “Meu povo tem de habitar em morada pacífica, e em residências de plena confiança e em imperturbáveis lugares de repouso.” — Isa. 32:18.

      1. Por que “o Deus de paz” às vézes se torna “pessoa varonil de guerra” e por quanto tempo se dará isto?

      A PALAVRA de Deus nos diz que “para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: . . . tempo para a guerra, e tempo para a paz”. É por isso que Jeová Deus é mencionado com freqüência não só como “o Deus de paz”, ou “o Deus que dá paz”, mas também como “pessoa varonil de guerra” e como “Jeová dos exércitos”. Para vindicar sua soberania e restaurar a paz, verifica ser necessário às vezes recorrer à guerra, razão pela qual fala de si mesmo como “fazendo a paz e criando a calamidade”. Mas só durante o atual sistema iníquo de coisas é que há tempo para a guerra e tempo para a paz; na vindoura nova ordem, quando a vontade de Deus for feita na terra como no céu, haverá somente tempo para a paz. — Ecl. 3:1, 8, CBC; Fil. 4:9; Rom. 15:33; Êxo. 15:3; Tia. 5:4; Isa. 45:7.

      2. Como, às vézes, as Escrituras descrevem a atividade pacifica das testemunhas de Jeová?

      2 A mesma coisa também pode ser dita a respeito da atividade pacífica do dedicado ministro cristão. Como assim? No sentido de que seu ministério é repetidas vezes descrito em termos de guerra: “Como soldado excelente de Cristo Jesus, participa em sofrer o mal.” Naturalmente, não usa armas carnais ou materiais, assim como mostra o apóstolo Paulo: “As armas de nosso combate não são carnais, mas poderosas em Deus para demolir as coisas fortemente entrincheiradas.” E, também: “Temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra . . . as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” O ministro cristão usa a verdade, a “espada do espírito, isso é, a palavra de Deus”, que “é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes”. Com ela, ele derruba os ensinos falsos, que desonram a Deus, não por orgulho ou má vontade, mas com humildade e com amor a Deus, à verdade e a seu próximo. — 2 Tim. 2:3; 2 Cor. 10:4; Efé. 6:12, 17; Heb. 4:12.

      3. O que se pode dizer a respeito de nossa obrigação de manter a paz, e por quê?

      3 Parece, então, que a obrigação do cristão de manter a paz nem sempre é a mesma. Pode-se dizer que é absoluta no que tange às suas relações com seus concristãos, assim como mostram as Escrituras: “Mantende a paz entre vós.” “Irmãos, continuai . . . a pensar em acordo, a viver pacificamente.” “Sêde pacíficos uns com os outros.” Quando os cristãos têm desacordos entre si, têm a obrigação de resolvê-los, por um lado dirigindo-se à pessoa a quem ofenderam, e, por outro lado, dirigindo-se à pessoa que os ofendeu para ver se é possível tirar isso de sua mente. Mas, a respeito dos “de fora”, sua obrigação de manter a paz é relativa ou qualificada: “Se possível” — talvez nem sempre seja possível — “no que depender de vós” — talvez os de fora não queiram resolver os assuntos — “sede pacíficos para com todos os homens”. — Mar. 9:50; 2 Cor. 13:11; 1 Tes. 5:13; Rom. 12:18; Mat. 5:23, 24; 18:15-17.

      TENHA MENTALIDADE PACÍFICA

      4. (a) Que fatores contribuem para a perda da paz? (b) Por causa disto, que conselho se acha nas Escrituras?

      4 Por causa das imperfeições, fraquezas e egoísmo herdados, verificamos que a tendência humana é inclinar-se para a luta, para discutir com palavras ou golpes. As condições imperfeitas, os contratempos, e assim por diante, igualmente levam à contenda. De forma apropriada, a Palavra de Deus, do princípio ao fim, aconselha a paz. Sàbiamente José, o filho do patriarca Jacó, como primeiro ministro do Egito, quando enviava seus irmãos de volta a seu pai, depois de se dar a conhecer a eles, aconselhou-os: “Não alterqueis pelo caminho.” Porque é tão fácil começar uma discussão, Salomão pôde dizer: “É uma glória para o homem afastar-se de contendas, o tolo, porém, é o único que se enfurece.” — Gên. 45:24; Pro. 20:3, CBC.

      5, 6. Que proveitos advém de se ter mentalidade pacifica?

      5 Os que obtiveram a paz de Deus como sua posse, têm, por conseguinte, de trabalhar continuamente em favor da paz, tornar a paz seu alvo, se hão de manter esta preciosa possessão. Têm de ser cônscios da paz, ter mentalidade pacífica. E por que não haveríamos de ter mentalidade pacífica? A paz contribui para a própria saúde e bem-estar da pessoa, de todo modo. Como tem sido bem observado, a contenda e a fricção e a tensão se acham entre os motivos básicos de toda moléstia, mental, física e emocional. Portanto, deduz-se que, simplesmente a bem de nosso próprio bem-estar, devemos tornar a paz um alvo. Não pode haver felicidade na congregação cristã ou no círculo familiar se for o palco de contínua contenda. Toda pessoa sábia, por conseguinte, estará interessada em manter a paz.

      6 Mais do que isso, porém, a paz contribui também para a eficiência e a prosperidade. Um país devastado pela guerra não produz colheitas. O corpo humano em guerra contra si mesmo não pode cuidar de si mesmo e, assim, tem de ser confiado a uma instituição onde há outras pessoas designadas a cuidar dele. Assim também se dá com qualquer organização, quer seja uma família, uma congregação, quer uma firma comercial, a paz interna é necessária para que possa funcionar eficientemente e alcançar seus alvos. É por isso que se aconselha aos cristãos: “O fruto da justiça tem a sua semente semeada sob condições pacíficas para os que fazem paz.” Também: “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os seus lábios de falar engano, mas desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom; busque a paz e empenhe-se por ela.” — Tia. 3:18; 1 Ped. 3:10, 11.

      7. O que significa ser pacifico?

      7 Não é de admirar que Deus, em sua Palavra, dê tanto valor à paz. Assim, aconselhou aos judeus que retornavam a Jerusalém: “Amai a verdade e a paz.” E é por isso que Jesus disse: “Felizes os pacíficos, porque serão chamados ‘filhos de Deus’.” Note aqui que os pacíficos não são meramente os que são pacíficos ou que têm paz, mas os que têm inclinações pacíficas, que buscam a paz, que trabalham em favor da paz. Para obter a aprovação de Deus, temos de ser pacíficos. — Zac. 8:19, So; Mat. 5:9.

      8. Qual é uma das formas de mostrarmos que nos achamos entre os pacíficos, e que obrigação isto nos impõe?

      8 Se estivermos realmente entre os pacíficos “filhos de Deus”, então tornaremos a paz o assunto de nossas orações. Como admoestou há muito o salmista Davi: “Orai pela paz de Jerusalém: prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz em ti.” Assim também o apóstolo Paulo aconselhou: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração . . . fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” — Sal. 122:6-8, Al; Fil. 4:6, 7.

      PRECAVENDO-NOS DOS PERTURBADORES DA PAZ

      9-11. (a) Como é classificado o orgulho entre os perturbadores da paz, e por quê? (b) Como é que o orgulho influi em nossa relação com Deus? (c) Com nosso próximo?

      9 Se Deus há de responder as nossas orações pela paz, nós mesmos temos de fazer nossa parte; temos de trabalhar em favor daquilo pelo qual oramos. Isto, por um lado, significa precaver-nos dos perturbadores da paz. O principal entre estes é o orgulho. Por que se pode dizer isso? Porque foi o orgulho, em primeiro lugar, que impeliu a Satanás, o Diabo, em sua carreira como o grande destruidor da paz. O orgulho está no âmago de toda rebelião contra Deus, e a rebelião é um estado de guerra, o oposto da paz. O orgulho guerreia contra a submissão; todavia, sem submissão de nossa parte aos que estão acima de nós, não pode haver paz. — Eze. 28:17; 1 Ped. 5:5.

      10 O orgulho nos torna inimigos de Deus. Como podemos ter paz quando estamos num estado de guerra com ele? Entre as sete coisas que são detestáveis a Jeová se acham os “olhos altivos” ou o orgulho. E a sabedoria divina personificada afirma: “Orgulho, arrogância, caminho perverso, boca mentirosa eis o que eu detesto.” Sim, visto que “Deus opõe-se aos soberbos”, simplesmente não pode haver paz entre nós e Deus se formos orgulhosos. Se desejarmos relações pacíficas com ele, temos de humilhar-nos, pois “dá benignidade imerecida [somente] aos humildes”. “Ainda que o Senhor [Jeová] é excelso, atenta para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe.” — Pro. 6:16, 17; 8:13, CBC; Tia. 4:6; Sal. 138:6, Al.

      11 O orgulho também resulta na perda de paz com o próximo. Com efeito, repetidas vezes o apóstolo Paulo mostra a relação entre o orgulho e a contenda — a ausência de paz — como sendo de causa e efeito: “Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros.” Continue, assim, ‘não fazendo nada por briga ou por egotismo, mas, com humildade mental, considere os outros superiores’ ao leitor. “Se algum homem ensinar outra doutrina e não concordar com as palavras salutares, as de nosso Senhor Jesus Cristo, nem com o ensino concordante com a devoção piedosa, ele está enfunado de orgulho, não entendendo nada, mas tendo mania de criar questões e debates sobre palavras. Destas coisas procedem inveja, rixa, linguagem ultrajante, suspeitas iníquas, disputas violentas sobre ninharias.” Não há dúvida de que o orgulho é perturbador da paz. — Gál. 5:26; Fil. 2:3; 1 Tim. 6:3-5.

      12, 13. Por que age o materialismo como perturbador da paz?

      12 Outro perturbador da paz do qual desejamos precaver-nos é o materialismo. A ganância pelas coisas materiais, pelo lucro egoísta, torna-nos descontentes e nos lança numa porção de dificuldades, e, então, como podemos ter paz? Bem apropriadamente foi escrito: “O amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores.” Não podemos ter paz com Deus nem paz mental se formos impulsionados pelo materialismo. Lembremo-nos de que “não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas”. O contentamento contribui para a paz mental. — 1 Tim. 6:10, 7, 8.

      13 A ganância também faz a pessoa competir com o próximo, assim tirando a sua paz, pois a faz competir com o próximo quanto às coisas materiais, assim como orgulho faz a pessoa competir com o próximo quanto à honra, destarte suscitando ciúmes, inveja ou temor de perda. No interesse da paz, por conseguinte, desejamos dar ouvidos ao conselho de ‘não visar, em interesse pessoal, apenas os nossos próprios assuntos, mas também, em interesse pessoal, os dos outros’, e procurar o proveito deles, e não apenas o nosso. — Fil. 2:4; 1 Cor. 10:23, 24.

      14. Por que se pode chamar a todas as “obras da carne” de perturbadoras da paz?

      14 Com efeito, pode-se dizer que todas as formas de egoísmo, todas as “obras da carne” são perturbadoras da paz e quanto mais crassas forem, maior será seu poder de perturbar a paz da pessoa. Com certeza o mentir, o roubar, o tapear e todas as formas de imoralidade sexual perturbam a paz da pessoa com Deus, dando à pessoa uma consciência culpada, e tiram a paz da pessoa com o próximo, porque fazem que usurpe seus direitos, conforme o apóstolo Paulo deixou tão claro: “Deus quer . . . que vos abstenhais de fornicação; que cada um de vós saiba obter posse do seu próprio vaso em santificação e honra, não em cobiçoso apetite sexual, tal como também têm as nações que não conhecem a Deus; que ninguém vá ao ponto de prejudicar e de usurpar os direitos de seu irmão neste assunto, pois Jeová é quem exige punição por todas estas coisas.” Note também quantas destas obras da carne são até mesmo intrinsecamente perturbadores da paz: “ódios, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras.” Não há dúvida de que, se havemos de manter nossa posse da paz, temos de precavernos e lutar contra todas as obras da carne. — 1 Tes. 4:3-6; Gál. 5:19, 20.

      CULTIVAR AJUDAS PARA A PAZ

      15, 16. (a) Como é que o amor ajuda a mantermos nossa posse da paz? (b) Como o faz a alegria?

      15 Deduz-se logicamente que, se todas “as obras da carne” são perturbadoras da paz, então, todos os outros frutos do espírito (pois não nos esqueçamos de que a paz é um dos seus frutos) são ajudas para a paz que nós, por conseguinte, desejamos cultivar. (Gál. 5:22, 23) O primeiro deles, bem como o principal, é o amor. Tanto pelo que não faz como pelo que faz, ajuda-nos a manter nossa posse da paz. Por um lado “não é ciumento, não se gaba, não se enfuna”, tudo isso tendendo a perturbar a paz, assim como a perturba o ‘comportamento indecente’. Ao invés de perturbar a outros pela ganância, o amor nem sequer “procura os seus próprios interesses”. Nem perturba a sua própria paz por nutrir rancor ou alimentar ressentimento; não, ele “não leva em conta o dano”. Por outro lado, contribui para a paz por ‘alegrar-se com a verdade, e suportar e esperar todas as coisas e em acreditar e perseverar nelas’. Na verdade, por cultivar o amor, somos ajudados a manter nossa posse da paz. — 1 Cor. 13:4-7.

      16 Será que a alegria igualmente contribui para a paz? Com toda a certeza! A alegria é uma qualidade positiva, expansiva, e assim leva à paz, assim como a paz leva à alegria. A alegria dá forças, habilitando-nos a desperceber descuidos e pequenas ofensas que ordinariamente nos perturbariam e destarte nos tirariam a paz. Intimamente relacionado com a alegria é o senso de humor, que amiúde pode ser de auxílio numa situação embaraçosa ou de outra forma incômoda ou difícil, deste modo preservando a paz. — Nee. 8:10.

      17, 18. (a) Como é que a longanimidade leva à paz? (b) Como o faz a bondade?

      17 O que dizer da longanimidade? Não há dúvida de ser uma ajuda em manter nossa posse da paz. Quanta contenda, internacional, nacional e racialmente, e entre pessoas, tem sido causada simplesmente porque as pessoas recusaram ser longânimes! Contribui para a paz, pois suporta as condições sempre que possível, ao invés de criar questões ou suscitar contendas. A longanimidade impede que a pessoa seja sensível demais, de ficar fàcilmente ofendida, assim contribuindo para a paz. Sim, é preciso ter ‘longanimidade, suportando-nos uns aos outros em amor’, se havemos de nos esforçar para “observar a unidade do espírito no vínculo unificador da paz”. — Efé. 4:2, 3.

      18 O seguinte fruto do espírito que é mencionado em Gálatas 5:22 é a bondade. É também uma qualidade que desejaremos cultivar como ajuda à paz. Como tem sido dito muito bem, a bondade tem poder, pois põe em fuga os desentendimentos e limpa o caminho para o perdão. Desarma o crítico, o eivado de preconceitos, o suspeitoso, tudo isto contribuindo para a paz. Contribui para a amabilidade, que, por sua vez, leva à paz. A ajuda que a bondade é para a paz é indicada pelas palavras do apóstolo Paulo em Efésios 4:31, 32, (CBC), onde contrasta a bondade com seus opostos: “Toda amargura, ira, indignação, gritaria e calúnia sejam desterradas do meio de vós bem como toda a malícia. Mostrai-vos bondosos, uns para com os outros, e compassivos. Perdoai-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.”

      19-21. (a) De que valor é a boa qualidade moral em contribuir pata a paz? (b) De que valor é a fé? (c) A brandura?

      19 Igualmente valiosa como ajuda à paz é a boa qualidade moral, definida como virtude, excelência moral. O Criador, Jeová Deus, é a própria personificação e essência da boa qualidade moral, e devemos tentar imitá-lo, já que fomos feitos em Sua semelhança. Por certo, se a paz está longe dos iníquos, deve estar perto dos que praticam a boa qualidade moral, que produzem os frutos da luz, que “consistem em toda sorte de bondade, e justiça, e verdade”. Atualmente, há pouco “amor à bondade”, e por isso há pouca paz no mundo. A boa qualidade moral contribui para a boa consciência, que é indispensável à paz. É por isso que os cristãos são aconselhados: “Tende uma boa consciência”, de modo que aqueles que falam mal de sua boa conduta possam ficar envergonhados. — Efé. 5:9; 2 Tim. 3:3; 1 Ped. 3:16.

      20 Ainda outro fruto do espírito que é grande ajuda para que mantenhamos a nossa posse da paz é a fé, confiança em Jeová, assim como lemos: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” Como Jesus aconselhou: “Não se aflijam os vossos corações. Exercei fé em Deus, exercei fé também em mim.” Por causa da fé, podemos ‘erguer-nos e levantar as nossas cabeças, sabendo que nossa libertação está próxima’, ao mesmo tempo em que o restante de toda a humanidade ‘fica com o coração deselentado de temor e expectativa do que virá sobre a terra’. E, quando nossas próprias fraquezas e falhas nos perturbarem e desanimarem, podemos obter a paz por exercermos fé no amor e na misericórdia de Jeová e no sacrifício de resgate de Cristo. — Isa. 26:3, Al; João 14:1; Luc. 21:28, 25, 26; Sal. 103:8-14; 1 João 1:7.

      21 Quanto ao seguinte fruto do espírito mencionado pelo apóstolo Paulo, a brandura, quão óbvio é que leva à paz! Ser brando significa ser gentil, suave, não áspero, duro ou irritante. Jesus tinha temperamento brando e chamou de felizes os de temperamento brando. Nada é mais passível de perturbar a paz do que a ira, mas “uma resposta branda aplaca o furor”. Sim, especialmente quando nos vemos confrontados com a falta de brandura da parte de outros, quando são ásperos, quando, por exemplo, as autoridades ‘exigirem de nós a razão da esperança que há em nós’, precisamos responder “com temperamento brando e profundo respeito”. — Pro. 15:1, CBC; 1 Ped. 3:15; Mat. 5:5; 11:29.

      22. Por que o domínio próprio é tão grande ajuda para mantermos a paz?

      22 Por fim, há o fruto do domínio próprio, secundário apenas ao amor como ajuda em mantermos nossa posse da paz. Quando alguém nos insulta, esbofeteando-nos numa face, por assim dizer, o domínio próprio nos habilitará a darmos a outra face, destarte mantendo a paz. O domínio próprio nos impedirá de gritar quando outros ficam excitados, assim ajudando a restaurar a paz. “O homem iracundo excita questões, mas o paciente”, ou aquele que exerce o domínio próprio, “apazigua as disputas”, restaurando a paz. — Pro. 15:18, CBC; Mat. 5:39.

      23. Que papel desempenha na paz o controle da língua?

      23 Em especial se deve controlar a língua. A tagarelice pode ser prejudicial, mas pode também causar má vontade e separar amigos se for pouco lisonjeira, conforme lemos: “Quando não houver mais lenha, apagar-se-á o fogo; assim desterrado que seja o mexeriqueiro, apaziguar-se-ão as contendas.” “Lança fora o mofador, e com ele se irá a discórdia.” O domínio próprio da língua também é necessário quando alguém se dirige a nós com uma queixa. Então, é fácil deixarmos nossas emoções ficarem envolvidas e tomarmos o lado do ofendido. Mas, não! Exerçamos o domínio próprio, mantenhamos o equilíbrio e arrazoemos sobre o assunto. A bem da paz, procuremos amenizar a situação: ‘Bem, será que isso foi tão mal assim? Talvez não o tenha entendido bem, ou ele não o entendeu. Talvez não estivesse sentindo-se bem na ocasião. Não leve isso tão a sério, estou certo que não houve má intenção!’ — e assim por diante. Desta forma, poderá também trabalhar a favor da paz. — Pro. 26:20; 22:10, So.

      24, 25. Que responsabilidade no interêsse da paz têm os maridos, os superintendentes e as esposas?

      24 Portanto, não importa onde estejamos, queremos exercer o domínio próprio a bem da paz. Talvez o marido seja provado por algo que a esposa ou os filhos disseram ou fizeram. Se exercer o domínio próprio, a situação pode ser facilmente remediada, mas, caso responda com palavras ou ações precipitadas, afastará para bem longe a paz. O mesmo se dá na congregação cristã. Não importa qual seja a natureza da ofensa, se o superintendente responder com furor ou ira, com linguagem pouco aconselhável, fará que a paz voe pela janela, por assim dizer. E então a paz terá de ser restaurada antes que o problema possa ser resolvido. — 2 Tim. 2:23, 24.

      25 Não que os outros também não tenham responsabilidade neste particular. “Melhor é habitar num canto do telhado do que conviver com uma mulher impertinente.” A esposa importuna é proverbial como perturbadora da paz, todavia, é tão desnecessária, tão desarrazoada, tão amolante! A sua falta de domínio próprio põe à prova o domínio próprio dos outros em volta dela. — Pro. 21:9, CBC.

      26, 27. Resumindo tudo, o que se pode dizer a respeito de obtermos e mantermos nossa posse da paz?

      26 Na verdade, assim como a própria paz é também um de tais frutos, o restante dos frutos do espírito nos ajudam a cultivar tal fruto, mantendo-a como nossa posse. Jeová, como o Deus de paz, e seu Filho, como o Príncipe da paz, têm-nos dado a sua paz. Trata-se duma paz ímpar, baseada em princípios e que não depende de nosso ambiente. Por motivo de exercermos fé, foi-nos possível travar relações pacíficas com Jeová Deus, e agora temos de nos esforçar de manter nossa posse da paz. Temos de ter paz com nossos irmãos e, no que depender de nós, queremos ter paz com nosso próximo, seja ele quem for.

      27 Isso significa ter mentalidade pacífica, fazendo da paz nosso alvo, orando a favor da paz, trabalhando em prol da paz, precavendo-nos dos muitos perturbadores da paz e, em especial, ficando vigilantes contra Satanás, o Diabo, o grande destruidor da paz. Significa cultivarmos todos os restantes frutos do espírito que tanto levam à paz. Desejamos realmente manter nossa posse da paz, pois a paz contribui para o bem-estar mental e físico, contribui para a atividade efetiva e resulta em felicidade.

      28. Que relação há entre a paz e a felicidade?

      28 Não é Jeová Deus o Deus feliz, e Jesus Cristo o feliz Potentado? Sim, são, e se havemos de ser felizes, temos de ter sua paz. “Alegria tem os que aconselham a paz.” E não disse Jesus: “Felizes os pacíficos, porque serão chamados ‘filhos de Deus”‘? Será que avaliamos o sentido destas palavras? Dito de outro modo, ser pacífico é característica identificadora dos filhos de Deus, assim como é seu amor e a sua mensagem. Portanto, salvaguardemos sempre a paz de Deus, a nossa posse. — Pro. 12:20; Mat. 5:9.

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