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Paz mundial — por meio de quem?A Sentinela — 1960 | 15 de maio
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Tais tribulações aumentarão forçosamente, até que Deus acabe com Satanás, o Diabo, e todos os apoiadores iníquos dele, na batalha do Armagedon. Ele promete fazer isso em breve. Paulo ajuda-nos a apreciar este fato por dizer: “O Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés.” — Rom. 16:20.
Depois de isso acontecer, haverá paz mundial; paz entre todas as famílias da terra, paz entre o homem e os animais, paz entre o homem e Deus. E por quanto tempo? O salmista responde: “Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua.” (Sal. 72:7, Al) Assim fazemos novamente a pergunta: Paz mundial — por meio de quem? Por meio de Deus, do modo dele, e isso em breve.
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A busca da pazA Sentinela — 1960 | 15 de maio
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A busca da paz
“Busque a paz e siga-a. Pois os olhos de Jeová estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos às súplicas deles.” — 1 Ped. 3:11, 12, NM.
1. Como se quer que seja a vida, e como foi este desejo ilustrado pelos provérbios de Salomão?
QUE é a vida sem paz? Quem quer vida, mesmo a vida eterna, sem paz? Não o homem ou a mulher comum. A vida sem sossego, sem estar livre de perturbações incômodas, faz que a pessoa deseje afastar-se. Isto foi bem expresso nos provérbios do Rei Salomão, que se casara muitas vezes: “As contendas da esposa são como o teto gotejante que afasta a pessoa.” “Melhor é morar no canto dum eirado, do que com uma esposa contenciosa, embora numa casa em comum.” (Pro. 19:13; 21:9, NM) Embora more numa casa grande e espaçosa, e pessoa preferiria refugiar-se no canto mais remoto dela para fugir da pessoa que irrita e perturba.
2. Que pergunta surge quanto ao homem que deseja a vida? Como chegamos a ter uma resposta inspirada e provada a esta pergunta urgente?
2 Hoje em dia, quando não há mais nenhum canto nesta terra espaçosa para onde se possa fugir das dificuldades, dos perigos e dos maus efeitos desta era de bombas atômicas e do espaço, quem é que não quer uma vida em paz, para que veja bons dias? Esta pergunta é bem antiga, sem dúvida é tão antiga como a existência das dificuldades e da injustiça na nossa terra. Feliz o homem que levantou esta pergunta, não em desespero e incapacidade, mas com a possibilidade de fornecer a resposta provada a esta pergunta urgente. Sua resposta podia ser cantada com o acompanhamento de instrumentos de música, e por isso foi incluída no livro inspirado dos Salmos. Foi preservada por mais de três mil anos para o nosso benefício nestes dias de tribulação mundial, angústia e temor das coisas terríveis que ainda hão de acontecer. Falando como instrutor experiente aos seus alunos, o salmista Davi, que se tornou rei de Jerusalém e pai do Rei Salomão, disse:
3. Como fez Davi esta pergunta e também respondeu a ela num dos seus salmos?
3 “Vinde, filhos, escutai-me; o temor de Jeová é o que vos ensinarei. Quem é o homem que tem prazer na vida, que ama bastantes dias para ver o que é bom? Guarda a tua língua contra aquilo que é mau, e teus lábios contra falar engano. Desvia-te do que é mau e faze ó que é bom; procura achar a paz e siga-a. Os olhos de Jeová estão voltados para os justos, e seus ouvidos estão atentos ao seu clamor por ajuda. O rosto de Jeová é contra os que fazem o que é mau, para cortar a menção deles de cima da própria terra.” — Sal. 34:11-16, NM.
4, 5. (a) Como mostrou o apóstolo Pedro que as palavras de Davi eram também conselho para os cristãos? (b) Em apoio de que exortação citou Pedro as palavras de Davi?
4 Que ninguém hoje pense que este conselho é apenas para os judeus. Mais de mil anos depois do Rei Davi, um apóstolo cristão citou as palavras de Davi e as dirigiu aos cristãos em diversas partes da Ásia. Trata-se do apóstolo Simão Pedro, que mudara de religião, do corruto judaísmo ou religião dos judeus, daqueles tempos, para o puro cristianismo conforme originalmente estabelecido por Jesus Cristo, há dezenove séculos. O apóstolo Pedro tornou assim as palavras inspiradas de Davi parte das Escrituras Cristãs. Ele mostrou que as palavras de Davi eram também conselho para os cristãos. Pedro imitava a Jesus Cristo, que citou muitas vezes os salmos de Davi, aplicando-os ao cristianismo. Na sua primeira carta aos cristãos, Pedro lhes diz que fossem diferentes daquilo que a cristandade é hoje em dia, pois o proceder da cristandade não levou à bênção de vida eterna em paz e com bons dias. Por isso, Pedro citou as palavras de Davi e disse:
5 “Finalmente, sede todos vós de mentalidade igual, mostrando sentimento compassivo, exercendo amor fraternal, tendo terno afeto, sendo humildes na mente, não retribuindo injúria com injúria, nem insulto com insulto, mas, ao contrário, dando uma bênção, porque fostes chamados para este proceder, para que herdásseis uma bênção. Pois, [citando agora as palavras de Davi] “aquele que ama a vida e gostaria de ver bons dias; refreie a sua língua daquilo que é prejudicial e seus lábios de falar engano, mas, desvie-se ele daquilo que é prejudicial e faça o que é bom; busque a paz e siga-a. Pois os olhos de Jeováa estão sobre os justos e seus ouvidos estão atentos às súplicas deles, mas a face de Jeová é contra os que fazem coisas prejudiciais.” — 1 Ped. 3:8-12, NM, nota marginal.
6. Por que parece ser hoje difícil de responder à pergunta sobre o amor à vida, mas como deviam os cristãos agir em vista dos eventos e das condições desde 1914 E. C., conforme lhes disse Jesus?
6 Temos prazer na vida? Amamos a vida? Tal pergunta talvez pareça difícil de responder agora, quando a nossa vida futura pode significar correr o risco da pior tribulação, dos piores dias que a humanidade já ultrapassou desde a sua criação, sem quase nenhuma esperança de sobreviver. Deveras, a batalha do Armagedon, “a guerra do grande dia do Deus Todo-Poderoso”, aproxima-se rapidamente. (Apo. 16:14, 16) Mas, o grande Profeta de Deus, que predisse tanto esta guerra universal como todos os eventos terríveis que lhe precederiam, a partir de 1914 E. C., disse também aos seus verdadeiros seguidores que fossem otimistas em face destes mesmos eventos e condições: “Quando, porém, estas cousas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças; porque a vossa redenção se aproxima. . . . Vede a figueira e todas as árvores: quando começarem a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que o verão está próximo; assim também vós, quando virdes acontecerem estas cousas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo que não passará esta geração, sem que tudo se cumpra.” — Luc. 21:26, 28-32.
7. Por que, então, devemos corretamente ‘amar bastantes dias para ver o que é bom’?
7 Aguardam-nos bons dias, os melhores dias até agora, e por isso há toda a razão para se viver. Devemos ter prazer na vida, devemos amar a vida, pois sem vida nunca poderemos usufruir estes, bons dias sob o reino estabelecido de Deus. É correto, pois que nós, conforme diz Davi, o salmista, ‘amemos bastantes dias para ver o que é bom’.
PAZ COM QUEM?
8. Para que se cumpra nosso prazer na vida e nosso amor para com ela, o que devemos buscar, conforme dizem Davi e Pedro, e isso em conjunto com quem?
8 No entanto, se quisermos ver cumprido nosso prazer na vida, nosso amor dela, então temos de primeiro buscar a paz e achá-la, conforme dizem tanto Davi como o apóstolo Paulo. Surge então corretamente a pergunta: Paz com quem? Paz com o homem, com o nosso semelhante? Sim. Mas isto não é possível a menos que primeiro tenhamos paz com outra pessoa. Visto que a cristandade não chegou a ter paz com este personagem todo-importante, não há paz nem mesmo entre as nações, as tribos e as famílias da cristandade. Quem é, então, este personagem todo-importante? Quem ele é foi corretamente indicado pelo famoso estadista britânico do século dezoito, William Pitt, conde de Chatham, quando disse ao seu sobrinho: “Se não fores correto para com Deus, nunca o poderás ser para com o homem; e isto permanece para sempre veraz, quer o admitam os sagazes e os devassos, quer não.”
9. (a) O que se exige para se estar realmente em paz com o homem? Em que respeito disseram Davi e Pedro mais do que o estadista William Pitt sobre isso? (b) Para este fim, o que aceitaremos, e por que não desejaremos que o seu rosto seja contra nós?
9 É igualmente veraz que, se alguém não estiver em paz com Deus, não poderá realmente estar em paz com o homem, a criatura de Deus. Tanto o salmista Davi como o apóstolo Pedro disseram isso, embora com um intervalo de mais de mil anos. De fato, disseram mais do que William Pitt, pois mencionaram ou identificaram o Deus com quem temos de primeiro estar em paz. Provando que é absolutamente necessário chegar primeiro a ter paz com Deus, Davi suplementou o seu conselho de se buscar a paz e segui-la por dizer logo nos versículos seguintes: “Os olhos de Jeová estão voltados para os justos, e seus ouvidos estão atentos ao seu clamor por ajuda. O rosto de Jeová é contra os que fazem o que é mau, para cortar a menção deles de cima da própria terra.” O apóstolo Pedro cita os versículos do salmo de Davi na mesma ordem. Além disso, o conselho de Davi sobre usufruir bons dias segue à sua exortação aos que amam a vida: “Vinde, filhos, escutai-me; o temor de Jeová é o que vos ensinarei.” Se tivermos temor inteligente de Deus, cujo nome é Jeová, desejaremos em primeiro lugar buscar ter paz com ele, e por isso aceitaremos o ensino de que necessitamos. Não desejaremos que o rosto de Jeová se volte contra nós, pois isto significaria a perda da vida, ser cortado de toda a menção de cima da própria terra, a extinção de nosso nome.
10. Significa Lucas 2:14 que toda a humanidade está em paz com Deus e goza da sua boa vontade? Como sabemos se é assim ou não?
10 Todavia, por que é com Jeová Deus que temos de estar em paz? Não é verdade que, por ocasião do nascimento de seu Filho celestial, Jesus, em Belém, uma multidão de anjos proferiu as palavras que a cristandade canta por volta do Natal: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”? Sim! Mas as palavras cantadas pelos anjos não significaram que toda a humanidade esteja em paz com Deus e que tenha a Sua boa vontade. (Luc. 2:14, Al) Tanto a Versão Brasileira como a Versão Normal Americana de 1901, em inglês, vertem as palavras angélicas: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele quer bem.” Uma Tradução Americana, em inglês, reza: “Paz aos homens que ele favorece!” A versão inglesa do Monsenhor R. A. Knox, católico romano, reza: “Paz na terra aos homens que são amigos de Deus.” A nota marginal da Tradução do Novo Mundo reza: “Na terra paz entre os homens a quem ele aprova.” Jeová Deus está em paz somente com homens a quem ele aprova e que, portanto, são seus amigos. É somente sobre estes que seus olhos estão com favor. Seus ouvidos ouvem apenas o clamor deles por ajuda.
11. Por que é assim, embora o primeiro homem tenha sido uma criação direta de Deus?
11 Por que é assim? Não é o homem uma criação direta de Deus? Sim, o perfeito homem Adão foi uma criação direta de Deus. Por isso Lucas 3:23-38, ao traçar a descendência humana de Jesus Cristo até o primeiro homem na terra, termina dizendo “filho de Adão, filho de Deus”. No entanto, todos nós somos descendentes de Adão depois de ele ter pecado contra o seu Criador e ter perdido a sua perfeição humana. O rei mais sábio dos tempos antigos, Salomão, disse: “Não há homem que não peque.” (1 Reis 8:46) Também o Rei Davi disse: “Todos se extraviaram, juntamente se fizeram corruptos; não há quem faça o bem, não há se quer um.” (Sal. 14:3, Tr) Mil anos depois, Paulo, o apóstolo cristão, disse: “Não há diferença nenhuma. Porque todos pecaram, e estão destituídos da glória de Deus: . . . por um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, e assim passou a morte a todos os homens, visto que todos pecaram.” (Rom. 3:22, 23; 5:12, Tr) Todos nós descendemos do pecador Adão, quer sejamos judeus naturais quer não sejamos judeus. Assim todos nos viemos sob a lei do pecado, e todos nós aguardamos o salário que o pecado paga aos seus servos, isto é, a morte. “Pela ofensa de um só reinou por ele a morte . . . Pois o salário do pecado é a morte.” (Rom. 5:17; 6:23) O próprio fato de que todos os homens estão morrendo prova que todos são pecadores contra Jeová Deus, quem foi que proferiu a sentença da morte.
12. Quanto à relação entre homem e Deus, o que foi destruído pelo pecado, e que textos mostram a quem a humanidade deve prestar obediência?
12 Foi o pecado que, destruiu a paz do homem com Deus, a posição correta do homem diante de Deus. A humanidade tornou-se serva do pecado e do espírito iníquo que iniciou o pecado em todo o universo, Satanás, o Diabo, principal adversário de Jeová Deus. Os homens que se acham justos talvez não gostem que se lhes diga que são servos do autor do pecado, mas eles revelam a quem servem por obedecer-lhe: A Palavra de Deus diz: “Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos; quer seja do pecado para a morte, quer da obediência [a Deus] para a justiça?” (Rom. 6:16) Um dos últimos livros da Bíblia a ser escrito diz, indiscriminadamente: “O mundo inteiro está no Maligno.” (1 João 5:19) Até mesmo aos cristãos escreveu-se: “Vós . . . [estivestes] mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes de acordo com o sistema de coisas deste mundo, segundo o dominador da autoridade do ar, o espírito [Satanás] que agora opera nos filhos da desobediência. Sim, entre os tais todos nós nos comportávamos outrora em harmonia com os desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos da ira, como os demais.” (Efé. 1-3, NM) “Na verdade, a vós, que outrora éreis alienados e inimigos, porque vossa mente estava nas obras que eram iníquas, agora vos reconciliou de novo.” — Col. 1:21, NM.
13. De que precisam todos os homens no que se refere à sua relação com Deus, em harmonia com aquilo que Paulo e Timóteo rogaram como embaixadores?
13 Se os homens que eram cristãos, não somente de nome, mas também na vida, estavam outrora alienados de Deus, e eram inimigos Seus, por causa da mente e das obras deles, então, certamente, todos os homens que não se tornaram verdadeiros cristãos têm de estar alienados e têm de ser inimigos de Jeová Deus. Precisam ser reconciliados com Deus ou tornar-se seus amigos, se desejam cessar de ser “filhos da ira”, sujeitos à destruição durante a vindoura “guerra do grande, dia do Deus Todo-Poderoso”. Precisam fazer aquilo que o apóstolo Paulo e seu companheiro missionário, Timóteo, instaram que fizessem: “Todas as coisas provêm de Deus, quem nos reconciliou com si mesmo por meio de Cristo . . . , e nos encarregou da mensagem da reconciliação. De modo que somos embaixadores que substituem a Cristo, como se Deus por meio de nós exortasse. Como substitutos de Cristo rogamos: ‘Reconciliai-vos com Deus.’” — 2 Cor. 5:18-20, NM.
14. Antigamente, o que significava o envio de embaixadores? Por que são incomuns os termos daquele que enviou Paulo e Timóteo?
14 Nos dias de Paulo e Timóteo, quando se enviavam embaixadores não significava relações pacíficas entre países ou governos, mas hostilidades. Os embaixadores foram enviados aos que eram hostis, para tentar estabelecer relações pacíficas entre as partes em inimizade. No caso de Paulo e Timóteo, porém, não é a parte mais fraca das partes hostis que envia os embaixadores. É o próprio Deus Todo-poderoso, Jeová, quem os envia. Ao fazer isto, ele mostra misericórdia, a fim de poupar da destruição a tantos quantos possível dos que se reconciliam com êle. Sendo a parte muitíssimo mais forte das duas, Jeová Deus é quem torna possível a paz com ele. Ele diz, por isso, em Isaías 45:7 (NM): “Fazendo a paz e criando a calamidade, sou eu Jeová, quem faço todas estas coisas.” Ele dita, portanto, os termos de paz. Não somos nós os que estabelecem os termos de paz. No entanto, seus termos não são rigorosos, mas são misericordiosos e praticáveis; e é nos nossos melhores interesses que os aceitemos com gratidão.
COMO SE FAZ A BUSCA
15, 16. (a) Ao buscarmos a paz com ele, como demonstramos fé e sinceridade, e por meio de quem se abre o caminho para a paz? (b) Como tinham os judeus naturais procurado uma condição justa perante Deus, mas o que necessitavam por causa dos seus pecados?
15 Quais são, então, os seus termos? Como podemos nós, como “filhos da ira”, buscar e achar paz com Jeová Deus? Seus termos de paz estão claramente especificados na sua Palavra escrita, as Escrituras Sagradas, a Bíblia sagrada. Ao buscarmos a paz com Deus adotamos o proceder correto, e mostramos a nossa fé e sinceridade por estudar a Bíblia inteira, não apenas as antigas Escrituras Hebraicas que Jesus e seus apóstolos tiveram, mas também as Escrituras Gregas Cristãs. A Palavra de Deus diz francamente que há apenas um meio pelo qual podemos ficar reconciliados com Ele ou tornar-nos amigos Dele. Este meio é seu Amado Filho celestial, Jesus Cristo. Jeová Deus enviou este Filho do céu para a terra, para a nação de Israel. Em harmonia com isso, este Filho nasceu milagrosamente duma virgem judia, e assim nasceu judeu, israelita. Durante três anos e meio, ou de 29 a 33 E. C., ele pregou o reino de Deus exclusivamente a israelitas, tanto publicamente como em particular. Os israelitas ou judeus pecadores já haviam por muito tempo tentado livrar-se da condenação à morte pela observância da Lei que Deus dera exclusivamente à nação judaica; mas, por causa da perfeição da Lei, os judeus eram incapazes de guardá-la.
16 A lei de Deus, dada por meio do profeta Moisés, apenas destacava ainda mais o seu pecado. Condenava os judeus expressamente como pecadores. Foi por isso, que tinham de oferecer sacrifícios de animais de ano, em ano, a fim de procurar uma purificação representativa do pecado e continuar na sua relação pactuada com Jeová Deus. Eles necessitavam dum sacrifício melhor do que vítimas animais. Necessitavam dum perfeito sacrifício humano a ser oferecido a favor deles e de toda a humanidade.
17. Como foi provido o necessário sacrifício, como foram os israelitas informados a respeito dele e como agiram para com a informação?
17 Nenhum homem, nem mesmo na nação de Israel, era perfeito em corpo e mente, nem podia oferecer-se como sacrifício humano aceitável. Por isso Deus se viu obrigado a enviar seu Filho celestial, para que nascesse como filho humano perfeito, tendo um Pai celestial, deixando-o crescer até se tornar homem perfeito, igual a Adão no jardim do Éden, permitindo então que se oferecesse como o necessitado perfeito sacrifício humano. Antes de morrer como sacrifício pelos pecados de toda a humanidade, Jesus Cristo e seus doze apóstolos, mais, setenta evangelistas, pregavam aos israelitas na Palestina. Os israelitas ou judeus não foram assim deixados ignorantes sobre a maneira em que podiam entrar na paz eterna com Deus. Está escrito: “Ele enviou a palavra aos filhos de Israel, para declarar-lhes as boas novas de paz por meio de Jesus Cristo: Este é Senhor de todos os outros.” (Atos 10:36, NM) Dentre os milhões de judeus que estavam sob a lei de Deus, dada por intermédio de Moisés, apenas um restante aceitou as boas novas e entrou em paz com Deus, por intermédio de Jesus Cristo. O resto da nação judaica tentou criar a sua própria condição justa ou justificação perante Deus, por orgulhosa mas infrutiferamente tentarem cumprir a lei de Deus, dada por Moisés, com os seus ineficazes sacrifícios animais, sacrifícios sub-humanos.
18. Como mostrou Deus que era ele quem provia as condições ou meios de paz para com ele? Portanto, como é ele chamado?
18 O fato de que é Deus quem criou as condições ou os meios de paz com ele próprio é revelado pela provisão que fez de seu Filho unigênito do céu como sacrifício humano perfeito. “Pois Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exerce fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16, NM) Deus não somente enviou seu Filho à terra, deixando-o morrer nas mãos dos inimigos de Deus como sacrifício humano perfeito, sem pecado, mas tornou também possível que o valor do seu sacrifício fosse apresentado a Ele, no céu, a favor dos homens que queriam estar em paz com Deus. Como fez Deus isso? Deus na sua onipotência, ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos, novamente como filho espiritual, celestial, e fez que voltasse para o céu. Jesus podia assim chegar à presença de Deus a fim de se celebrar um novo pacto de paz. Ao fazer tal provisão de paz para a Humanidade, Jeová é o Deus de paz. Neste sentido especial ele é chamado de “Deus de paz, que tirou dentre os mortos o grande pastor das ovelhas com o sangue dum pacto eterno, nosso Senhor Jesus”. — Heb. 13:20, NM.
19. Ao buscarmos a paz, o que precisamos obter para a nossa plena orientação?
19 Podemos assim avaliar por que, ao buscarmos a paz, precisamos obter conhecimento, conhecimento acurado, não só de Jeová Deus, mas também de seu Filho Jesus Cristo, amorosamente sacrificado. Os judeus podem no máximo apenas obter conhecimento parcial por intermédio dos seus trinta e nove livros hebraicos da Bíblia Sagrada. Isso não basta. O conhecimento adicional dos vinte e sete livros das Escrituras Gregas Cristãs, escritos pelos inspirados seguidores judaicos de Jesus Cristo, é também necessário para completar o nosso conhecimento e entendimento, e para tornar acurado o nosso conhecimento. Se não tivermos o conhecimento acurado, que abrange não só o conhecimento de Deus, mas também de Jesus, não poderemos obter a paz que desejamos. É por isso que Pedro, inspirado escritor bíblico, disse ao expressar a sua oração a favor dos que buscam a paz, a quem escreveu a sua primeira carta: “Benignidade imerecida e paz vos sejam aumentadas [como?] pelo conhecimento acurado [de quê?] de Deus e de Jesus, nosso Senhor, visto que o seu poder divino nos deu livremente todas as coisas que se referem à vida e à devoção piedosa, pelo conhecimento acurado daquele que nos chamou mediante glória e virtude.” — 2 Ped. 1:2, 3, NM.
20. Portanto, para usufruirmos a paz com Deus, o que temos de aceitar em fé?
20 Não importa quanto a busquemos, nunca acharemos a paz com Deus se não obtivermos um conhecimento acurado sobre Jesus Cristo e se não aceitarmos o sacrifício pelos pecados que Deus proveu em seu Filho. Os judeus, por causa dum conhecimento parcial, tentam estabelecer a sua própria condição justa perante Deus, à parte da purificação do pecado provida para nós pelo sangue do sacrifício de Jesus. Em vez de confiarmos em nossas próprias obras de justiça segundo a Lei dada aos judeus por intermédio de Moisés, temos de depositar plena fé no sacrifício de Jesus Cristo, que remove o pecado. Senão, nunca poderemos usufruir a paz com Deus.
21. (a) De que gozam os cristãos, por serem declarados justos? (b) Como predisse Isaías a necessidade do sacrifício de Jesus, e em que resulta depositarmos a nossa esperança em Jesus?
21 O apóstolo Paulo escreveu por isso aos cristãos a quem se imputou a justiça pela fé no Filho de Deus: “Portanto, agora que fomos declarados justos em resultado da fé, gozemos de paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo. Muito mais, portanto, visto que agora fomos declarados justos pelo seu sangue seremos salvos da ira por meio dele.” (Rom. 5:1, 9, NM) O sacrifício de Jesus Cristo é absolutamente necessário para fazermos paz com Deus e escaparmos da sua ira. Já muito antes, o profeta Isaías predissera a respeito do sacrifício de Jesus: “Ele foi ferido por causa das nossas transgressões, esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos devia trazer a paz, caiu sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos nós sarados.” (Isa. 53:5) A paz com Deus traz alegria, mas Deus não pode encher-nos de tal paz a menos que creiamos no Filho a quem castigou para nos dar paz. Está escrito: “‘Nele as nações depositarão sua esperança.’ O Deus que dá esperança vos encha de todo o gozo e paz pela vossa crença, para que abundeis na esperança pelo poder do espírito santo. Que o Deus que dá paz esteja com todos vós.” (Rom. 15:12, 13, 33, NM) Se Deus está conosco, deveras conheceremos plenamente a paz.
22. Por que é em vão que os judeus naturais, até o dia de hoje, confiem em sua circuncisão na carne?
22 Os judeus naturais continuam a confiar na circuncisão dos seus prepúcios como demonstração de justiça. Por fazerem isso, nunca gozarão de paz com Jeová que era antigamente o Deus do Israel natural. A circuncisão carnal não é o que vale agora perante seu antigo Deus. O que vale é andarmos ou nos comportarmos segundo os princípios ou regras duma nova personalidade cristã, uma nova criação espiritual de que Jesus Cristo é a cabeça. Isto é o que resulta na paz com o Deus do Israel espiritual. O que precisa ser circuncidado ou purificado para a justiça são os nossos corações. Paulo, o judeu convertido, renunciou à confiança orgulhosa na sua circuncisão carnal como judeu natural e escreveu aos que criam em Jesus Cristo: “Pois nem a circuncisão é qualquer coisa, nem a incircuncisão, mas o é uma nova criação. E todos os que andam ordeiramente segundo esta regra de conduta, sobre estes haja paz e misericórdia, sim, sobre o Israel de Deus.” — Gál. 6:15, 16; Fil. 4:9; Gál. 5:25; 2 Cor. 5:17, NM.
A “GRANDE MULTIDÃO” DOS QUE BUSCAM A PAZ
23. De acordo com Isaías 27:1-5, como fizeram os hodiernos israelitas espirituais a sua paz com Deus? Mas, especialmente desde 1935, quem lhes seguiu neste proceder?
23 Nestes dias, quando Jeová Deus há de matar o grande leviatã simbólico (a organização visível do Diabo), mas quando ele há de proteger constantemente a sua vinha espiritual (a sua própria organização visível na terra), o conselho amistoso de Jeová a todos os que desejam ter a proteção e a preservação é: “Apegue-se à minha fortaleza faça paz comigo.” (Isa. 27:1-5, NM) Os crentes que constituem a vinha espiritual de Jeová, o Israel espiritual de Deus, têm feito paz com ele por saírem da organização do Diabo, que é como o leviatã. Em anos recentes, porém, especialmente desde 1935, têm surgido centenas de milhares de pessoas que não são membros do Israel espiritual de Deus, as quais ouviram e aceitaram o conselho de Jeová Deus. Elas seguiram o restante do Israel espiritual de Deus e saíram do mar da humanidade em que o iníquo leviatã está ativo, fazendo paz com Jeová Deus por meio do sangue de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus. Em Apocalipse 7:9, 10, (NM), são representadas como uma grande multidão, de todas as nações, tribos, povos e línguas, e atribuem a sua condição salva a Deus e a seu Filho Jesus Cristo, dizendo: “Devemos a salvação a nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.”
24. Como descreve Apocalipse 7:14-17 a maneira em que chegaram a esta condição pacífica?
24 Visto que os desta grande multidão sem número buscam a paz com Deus e alcançam uma posição pura e correta perante ele, por sua fé no sangue purificador de Jesus Cristo, Apocalipse 7:14-17 (NM) descreve como chegaram a tal condição pacífica, dizendo: “Lavaram as suas vestiduras e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus e lhe prestam serviço sagrado de dia e de noite no seu templo, e aquele [Deus] que está assentado no trono estenderá sobre eles a sua tenda. Nunca mais terão fome nem terão mais sede, nem cairá sobre eles o sol, nem qualquer calor abrasador, porque o Cordeiro [Jesus Cristo], que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará para as fontes de águas da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.”
25. Por meio de quem, na antiga cidade de Jericó, foi prefigurada esta “grande multidão”, e em que sentido?
25 Esta “grande multidão” foi antigamente representada pela mulher cananéia chamada Raab, nos dias de Josué, sucessor de Moisés. A cidade em que Raab morava em Canaã era Jericó, e esta se achava condenada à destruição junto com todos os seus habitantes. Raab e sua família escaparam da destruição quando Jeová Deus abalou os muros de Jerico até caírem, e os homens de Israel, que marcharam em volta de Jericó durante sete dias, invadiram a cidade exposta e mataram a sua população iníqua. De que modo? Foi porque ela fizera paz com o Deus de Israel. Ela não traiu os dois espias que Josué enviara à cidade e que se hospedaram no albergue de Raab. (Jos. 2:1-21; 6:1-25) As Escrituras Gregas Cristãs dizem sobre isso: “Pela fé ruíram as muralhas de Jerico, depois de rodeadas por sete dias. Pela fé Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias.” — Heb. 11:30, 31, ARA.
26. Pelos homens de que cidade de Canaã foi prefigurada a “grande multidão” de sobreviventes, e em que proceder?
26 Esta mesma “grande multidão” de sobreviventes da vindoura “guerra do grande dia do Deus Todo-Poderoso” foi também representada pelos homens da cidade de Gabaão. Esta cidade de Canaã estava também condenada a ser destruída pelos exércitos israelitas de Jeová, sob a chefia de Josué. O nome Josué foi pronunciado Jesus pelos gregos; e, de fato, Josué, foi figura profética de Jesus Cristo, que se tornou o Encarregado de Deus para executar o juízo divino. (Atos 7:45; Heb. 4:8) Estranhamente, a cidade de Gabaão e três cidades vizinhas escaparam da destruição que Josué executou nas outras cidades de Canaã. De que modo? Novamente o caso foi de se fazer paz com Jeová Deus antes da chegada do executor. Dias antes de Josué e suas forças se aproximarem, os gabaonitas enviaram seus embaixadores disfarçados ao acampamento de Josué e pediram a paz com Jeová Deus e seu povo. Ofereceram render-se totalmente a Ele por meio de Josué.
27. Similar ao resultado obtido por aqueles homens da antiguidade, qual será o resultado para a “grande multidão” dos que buscam a paz?
27 Qual foi o resultado? O registro responde: “Josué também fez paz com eles, e estabeleceu uma aliança para lhes poupar a vida; e os príncipes da congregação [de Israel] lhes juraram.” (Jos. 9:15) Igual àqueles antigos gabaonitas não-israelitas, a “grande multidão” dos que hoje buscam a paz rendem-se completamente em plena dedicação a Jeová Deus por meio de Jesus Cristo, agora, antes de irromper o Armagedon. Portanto, o Josué Maior, Jesus Cristo, poupa-os da destruição naquela guerra universal. Igual ao restante dos israelitas espirituais, essa grande multidão ama a vida. Deseja ver uma eternidade de bons dias debaixo do reino de Deus. Por isso aceitam hoje o conselho de Davi e de Pedro quanto à paz.
[Nota(s) de rodapé]
a Conforme mostra a nota marginal “a” sobre 1 Pedro 3:8-12 na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, nove diferentes traduções hebraicas das Escrituras Gregas Cristãs dizem ali “Jeová” ou “Javé”, porque o apóstolo Pedro está citando as palavras de Davi escritas em hebraico, onde ocorre este nome do Deus Todo-poderoso.
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Seguindo a pazA Sentinela — 1960 | 15 de maio
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Seguindo a paz
1. Depois de ter achado a paz, o que precisa fazer aquele que ama a vida? Que obrigação descansa então sobre ele?
DEPOIS de ter procurado e achado a paz com Deus, por meio de seu Filho Jesus Cristo, o que precisa fazer aquele que ama a vida? Precisa daí em diante seguir a paz. “Busque a paz e siga-a”, é o conselho dado por meio do apóstolo cristão, Pedro. (1 Ped. 3:11, NM) Ele precisa fazer da paz o seu empenho pelo resto da vida. Isto significa que precisa manter a paz. Ele não está sozinho no gozo da paz com Deus por meio de Cristo. Entrar ele em paz como Deus o leva a uma relação pacífica com a congregação de todos os que estão inteiramente dedicados a Deus mediante Cristo e que assim ficaram reconciliados com Deus. (2 Cor. 5:18-21, NM) Não se deve tornar perturbador da congregação cristã. É a sua obrigação preservar uma relação quieta, tranqüila, calma e harmoniosa com esta organização. Precisa viver segundo a regra de conduta declarada por um apóstolo do corpo governante cristão: “Sede pacíficos entre vós. Por outro lado, nós vos exortamos, irmãos: admoestai os desordeiros, falai consoladoramente às almas deprimidas, sustentai os fracos, sede longânimes para com todos. Cuidai de que ninguém pague a outro mal por mal, mas buscai sempre o que é bom de uns para com os outros e para com todos os demais.” — 1 Tes. 5:13-15, NM.
2. No meio de que situação precisam os cristãos seguir este proceder, e por serem o objetivo principal do ataque, que tentativa se faz quanto a eles?
2 Os cristãos têm de seguir este proceder no meio dum mundo em que em toda a parte há perturbação tal como nunca houve antes. Desde que o Diabo e seus demônios foram lançados para baixo, na terra, logo depois do nascimento do reino de Deus nos céus, em 1914, eles estão malvadamente decididos a causar tanta aflição, tumulto e inquietação quanta podem entre os homens. (Apo. 12:12) Seu alvo principal de ataque é agora o restante cristão do Israel espiritual e sua “grande multidão” de companheiros semelhantes a ovelhas. (Apo. 12:17) Satanás faz, concordemente, tudo o que pode para causar desassossego, perturbação e discórdia entre eles, a fim de dissolver a organização.
3. Por meio de que discriminações tem Satanás feito que o mundo se ache em perturbação? Como foi isso já há multo tempo eliminado por Deus dentro de sua congregação?
3 Portanto, todo aquele que ama a vida, e que encontrou dentro da organização visível de Deus a paz que buscava, tem de fazer da paz o seu empenho fixo. Satanás, o Diabo, conseguiu fazer no mundo que ela continue a ser perturbada e violada por meio de discriminação de raça, tribo e cor. Mas Deus, por meio de Cristo, eliminou isso dentro de sua verdadeira congregação cristã. A congregação cristã iniciou-se quase exclusivamente como organização cristã judaica na antiga Jerusalém, com exceção de alguns prosélitos circuncisos de outras nações. (Atos 2:10; 6:5) Depois foram acrescentados aos crentes alguns samaritanos circuncisos. (Atos 8:4-25). Foi somente três anos e meio depois de Jesus Cristo ter morrido na estaca de tortura, fora de Jerusalém, que se introduzira na congregação cristã o primeiro gentio ou não-judeu incircunciso, um italiano chamado Cornélio, junto com vários de seus parentes e amigos íntimos. — Atos 10:1 a 11:2.
4. Como tornou Deus possível que os cristãos judeus circuncisos se ajustassem ao seu arranjo misericordioso para com os gentios?
4 No princípio isto causou bastante desassossego entre os cristãos judeus circuncisos, mas com o tempo ficaram pacificamente ajustados a este arranjo misericordioso de Deus. Esta admissão final de não-judeus incircuncisos na congregação cristã foi possibilitada por Deus. Como? Ele tirou a barreira, o muro de separação, a saber, a Lei dada por meio de Moisés, que separara os judeus do mundo gentio. Por meio de Jesus Cristo, como Mediador entre Deus e os homens, ele estabeleceu um novo pacto com os cristãos.
5, 6. Como explicou Paulo à congregação em Éfeso por que não devia haver segregação, por várias razões, dentro da congregação?
5 O apóstolo Paulo explicou por que não pode haver segregação dentro da congregação cristã por causa de raça, tribo, nação ou cor. Ele escreveu à congregação em Éfeso, que incluía gentios ou não-judeus, antigamente muito afastados de Jeová:
6 “Mas, agora, em união com Cristo Jesus, vós, que estáveis uma vez longe, fostes aproximados pelo sangue do Cristo. Pois ele é nossa paz, aquele que das duas partes [judeus e gentios] fez uma só e destruiu o muro que as separava. Por meio de sua carne [pregada na estaca de tortura] ele aboliu o ódio, a Lei dos mandamentos, que consistia em decretos, para que pudesse criar os dois povos [judeus e gentios] em união consigo em um só novo homem e fazer a paz, e para que pudesse reconciliar cabalmente ambos os povos com Deus, num só corpo, pela estaca de tortura, porque exterminou o ódio por meio de si mesmo. E ele veio e declarou as boas novas de paz a vós, os que estáveis longe [os gentios], e a paz aos que estavam perto [os judeus], porque por meio dele, nós, ambos os povos [judeus e gentios], temos acesso ao Pai [Jeová Deus] por um só espírito.” — Efé. 2:11-18, NM.
7. Em vista do ajuste feito há muito tempo no Israel espiritual, por que não há hoje base para a separação entre a grande multidão de outras ovelhas e o Israel espiritual, e como indica isso Ageu 2:6-9?
7 O sacrifício de Jesus na estaca de tortura é a base para se desfazer a separação entre judeus crentes e gentios crentes, de todas as nações. Certamente, pois, hoje em dia é este mesmo sacrifício de Jesus, pelo ‘pecado do mundo’, que constitui a base para desfazer a separação e unificar o pequeno restante do Israel espiritual e a “grande multidão” de ovelhas terrestres, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Neste tempo, quando o Pastor Correto de Jeová está ajuntando as suas outras ovelhas à sua destra, não pode haver segregação entre esta grande multidão de outras ovelhas do Israel espiritual. “E se tornarão um só rebanho, um só pastor”, disse o Pastor Correto, Jesus Cristo. (João 10:16; Mat. 25:31-40, NM) Precisa haver harmonia, unidade e paz cristã entre todos os que estão no único rebanho debaixo do Pastor Correto, Jesus Cristo, “pois ele é nossa paz”. É exatamente em conexão com a promessa de Jeová, de abalar todas as nações e fazer que as coisas preciosas, as coisas desejáveis, de todas as nações venham à Sua casa de adoração, que ele diz: “E neste lugar darei a paz, diz Jehovah dos exércitos.” (Ageu 2:6-9) Até o dia de hoje, Satanás e seus demônios foram incapazes de frustrar esta profecia.
ORAÇÃO EM PROL DELA
8. Em harmonia com Salmo 122:6-8, em prol de que oraremos diariamente, e por que não poderia Jesus Cristo ser chefe duma congregação que não estivesse em tais condições?
8 Se realmente estivermos interessados no bem da organização, para a glória de Deus, então oraremos ao Deus de paz para que mantenha seu povo em unidade, harmonia e tranqüilidade. Em nossas orações diárias nos lembraremos das palavras do salmista Davi: “Orai pela paz de Jerusalém: prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Haja paz em ti.” (Sal. 122:6-8, Al) Em harmonia com tal oração, o nome Jerusalém significa. “A Possessão de Paz”, ou, “Fundada em Paz”. Foi ali, no local de Jerusalém, que o sacerdote Melquisedec foi Rei de Salém, título que significa “Rei de Paz”. Jeová Deus jurou que seu Filho Jesus Cristo havia de ser para sempre um rei-sacerdote igual a Melquisedec. Em harmonia com isto, um dos nomes do glorificado Filho de Deus havia de ser Príncipe da Paz. (Gên. 14:18-20; Sal. 110:1-4; Heb. 6:20 a 7:21; Isa. 9:6, 7) Com tal título, como poderia Jesus Cristo, como Principesco Rei da Paz, ser o chefe espiritual duma congregação dividida, perturbada e tumultuada por dissensão, inimizade, ciúme, competição, rivalidade e sectarismo, assim como a cristandade está hoje em dia e sempre esteve? Não poderia. Mas ele, como Rei, pode impor e mantém a paz dentro da “congregação, que é seu corpo”. (Efé. 1:22, 23, NM) Ele retira os perturbadores da paz por meio dos seus anjos. — Mat. 13:41.
9. (a) Como magnificou Paulo, em Filipenses 4:6, 7, a força pacificadora da oração? (b) Ao orarem em harmonia com 1 Timóteo 2:1-4, em que nunca poderiam os servos obedientes de Deus tomar parte, sob qualquer governo?
9 Ao magnificar a força pacificadora da oração sincera, o apóstolo Paulo escreveu aos seus amados irmãos cristãos em Filipos: “Não fiqueis ansiosos por coisa alguma, mas, em tudo, deixai que vossas petições se tornem conhecidas a Deus pela oração e pela súplica, junto com agradecimento, e a paz de Deus, que excede todo o pensamento, guardará os vossos corações e vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” (Fil. 4:6, 7, NM) O apóstolo teve também em mente que os verdadeiros cristãos na terra têm de viver sob governantes políticos mundanos que não buscam a paz com Jeová Deus e cujos governos afetam a vida dos verdadeiros seguidores do Príncipe da Paz. Paulo escreveu por isso a seguinte exortação a Timóteo, superintendente cristão: “Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graça concernente a toda espécie de homens, concernente aos reis e a todos aqueles que estão em altos postos, de modo que possamos continuar a levar uma vida calma e sossegada, com plena devoção piedosa e seriedade. Isto é correto e aceitável aos olhos de nosso Salvador, Deus, cuja vontade é que toda espécie de homens sejam salvos e venham a ter um conhecimento acurado da verdade.” (1 Tim. 2:1-4, NM) Ao orarem assim, os servos obedientes de Jeová Deus, nosso Salvador, nunca poderiam participar em revoltas, revoluções, levantes, rebeliões, separações, conspirações e qualquer espécie de ação, perturbação e violência popular contra pessoas de alta autoridade ou cargo governamental. As fiéis testemunhas de Jeová levam uma vida calma e tranqüila sob toda e qualquer espécie de governo, mesmo sob proibição e proscrição.
10. O que tem de significar seguir a paz “com todos”, para os dentro da congregação, e de que frutos e de que sabedoria é isso evidência?
10 “Segui a paz com todos, e aquela santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor”, é a exortação de Hebreus 12:14. Se os cristãos procuram seguir a paz com pessoas fora da congregação, então certamente devem segui-la com os de dentro da congregação, que são os seus próprios irmãos dedicados. Nunca devemos, esquecer que a paz faz parte dos frutos o espírito de Deus, que precisamos cultivar à plena madureza. (Gál. 5:22) É evidência de se ter e exercer a sabedoria celestial, pois “a sabedoria que vem lá de cima é primeiramente pura, depois pacifica”. (Tia. 3:17). O provérbio inspirado concorda com isso ao dizer: “Feliz é o homem que acha a sabedoria.” Por quê? Porque “os seus caminhos são caminhos aprazíveis, e todas as suas veredas são paz”. — Pro. 3:13-17.
11. Como declarou Paulo que é a paz que une a congregação? Portanto, quem não merece estar na congregação?
11 Sim, estar livre de luta, dissensão e desordem interna é o que unifica a congregação cristã das testemunhas de Jeová. Paulo escreveu em testemunho disso: “Mas, além de todas estas coisas, revesti-vos do amor, pois é o perfeito vínculo de união. Também, deixai a paz do Cristo controlar vossos corações [a sede da motivação], pois fostes, de fato, chamados a ela [à paz] em um só corpo [não em dois ou mais corpos desunidos].” (Col. 3:14, 15, NM) Se fizermos da paz o nosso empenho contínuo, ela servirá como laço unificador para os que têm o espírito de Deus. Paulo diz isso nas seguintes palavras: “Que andeis dignamente da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade da mente e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, procurando diligentemente observar a unidade do espírito no laço unificador da paz. Há um só corpo [debaixo de Cristo], e um só espírito.” (Efé. 4:1-4, NM) Aquele que deliberada e maliciosamente causar perturbação, não anda de maneira digna para estar na congregação cristã do Deus de paz. — Rom. 16:17, 18.
EFEITO DO ARRANJO TEOCRÁTICO
12. (a) O nascimento do reino de Deus não é razão para se entregar a que proceder? (b) A que precisamos atentar, para usufruir a vida e a paz, e por quê?
12 A evidência é que desde 1914 estamos vivendo sob o reino de Deus, que nasceu nos céus naquele ano. Isto deve ser e tem sido causa para grande regozijo entre os que amam a Deus e a vida. Isto não é razão, porém, para se entregar gananciosamente, sem consideração e de modo materialista ao comer e beber, por meio de que poderíamos fazer outros tropeçar, derrubando-os espiritualmente. O usufruto dos benefícios do há muito esperado reino de Deus significa coisas mais elevadas do que excessos no comer e no beber, que embotam os sentidos. “Porque”, diz Paulo, “o reino de Deus não significa comer e beber, mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo. Assim, pois, sigamos as coisas que contribuem para a paz e as coisas que são mutuamente edificantes. Pára de derrubar a obra de Deus, só por causa da comida.” (Rom. 14:17, 19, 20, NM) Cuidarmos de nossa carne egoísta não faz parte de nosso empenho cristão, mas sim o cultivo dos frutos do espírito de Deus. Se amarmos a vida e os bons dias sob o reino de Deus, prestaremos atenção ao seguinte aviso: “Atentar à carne significa morte, mas atentar ao espírito significa vida e paz; porque atentar à carne significa inimizade [falta de amizade] com Deus, pois não está em sujeição à lei de Deus, de fato, nem pode estar. Portanto, os que estão em harmonia com a carne não podem agradar a Deus.” (Rom. 8:6-8, NM) Portanto, atente ao espírito; esteja em paz com Deus.
13. O que significava para a congregação dos seus súditos a vinda do Reino ao poder, em 1914? Quando se cumpriu isso para com eles, em cumprimento de Isaías 60:17?
13 Em vez de animação desenfreada, a vinda do reino de Deus em poder, nos céus, em 1914, significa um proceder mais estrito na terra, dentro da congregação dos súditos do Reino. Nos tempos antigos, quando não havia rei humano em Israel, cada israelita costumava fazer o que era reto aos seus próprios olhos. Mas, quando Deus respondeu ao seu pedido e lhes deu um rei humano, houve mudança nesta liberdade folgada e pessoal de ação, exatamente assim como Jeová Deus avisara de antemão. (Juí. 21:25; 1 Sam. 8:9-18) Este rigor começou a ser aplicado também quanto às hodiernas testemunhas de Jeová, quando começaram a estabelecer entre si mesmos um proceder e arranjo teocrático, em 1919, ao se reorganizarem depois da primeira guerra mundial que causou devastação. Isto se deu especialmente a partir de 1938, depois que A Sentinela [A Torre de Vigia] publicou o artigo sobre “Organização”, em duas partes, baseado no versículo bíblico de Isaías 60:17 (Ro): “Em vez de bronze trarei ouro; e em vez de ferro trarei prata; e em vez de madeira, bronze; e em vez de pedras, ferro; e designarei a superintendência sobre ti [capital ou organização simbólica de Deus] à prosperidade, e a designação das tuas tarefas à justiça.”
14. Como resultou em melhoramento a introdução de ordem teocrática? Portanto, o que precisam apoiar e sustentar lealmente todos os que amam a vida?
14 Conforme prometido nesta profecia, o pleno estabelecimento da ordem teocrática de funcionamento entre as testemunhas de Jeová na terra, a partir de 1938, significava melhoras. Resultou em notável melhora. Produziu grande paz. Ajudou a manter a paz dentro da organização. Padronizou os métodos de operação e comportamento em toda a terra, nos 175 países em que as testemunhas de Jeová estão agora pregando as novas animadoras do Seu reino, em cumprimento de Mateus 24:14. Isto removeu a desigualdade, a confusão, as diferenças e a desordem dentre a organização global. Contribuiu para o cumprimento da promessa amorosa de Deus feita à sua organização semelhante a uma esposa: “Todos os teus filhos serão ensinado de Jehovah; e grande será a paz de teus filhos.” (Isa. 54:13) Portanto, no seu empenho sincero pela paz, todos os que amam a vida apoiarão lealmente e sustentarão o arranjo teocrático da organização.
15. Como se aplica também esta administração às reuniões da congregação conforme delineado por Paulo em 1 Coríntios 14:26, 29-33?
15 Esta administração das coisas da organização, de maneira teocrática ou segundo a regra de Deus, aplica-se também à direção das reuniões da congregação cristã e do programa para os que assistem a tais reuniões. Paulo, como membro do corpo governante teocrático, falou contra as reuniões desordeiras ou as reuniões sem boa continuidade, sem programa controlado, em que se digam ou façam coisas sem nexo e sem ‘explicação ou compreensão. Ele disse: “Que todas as coisas sejam para a edificação. Além disso, falem dois ou três profetas, e os outros discirnam o significado. Mas, se ocorrer uma revelação a outro enquanto estiver sentado ali, cale-se o primeiro. Pois, podeis todos profetizar, um por um, para que todos aprendam e todos sejam encorajados. E os dons do espírito dos profetas devem ser controlados pelos profetas. Porque Deus não é Deus de desordem, mas de paz.” — 1 Cor. 14:26, 29-33, NM.
16. O que precisamos restringir ao seguirmos a paz, conforme enfatizaram Davi e Pedro, e como?
16 Em prol da unidade, harmonia e calma tranqüilidade da congregação precisamos especialmente guardar a nossa língua e os nossos lábios. Não disse o salmista Davi, logo depois de perguntar quem tinha prazer na vida e amava bastante os dias para ver o que é bom: “Guarda a tua língua contra aquilo que é mau, e teus lábios contra falar engano”? (Sal. 34:13, NM) Sim! E não citou o apóstolo Pedro estas palavras de Davi logo depois de aconselhar os seus irmãos cristãos, dizendo: “Não retribuindo injúria com injúria, nem insulto com insulto, mas, ao contrário, dando uma bênção, porque fostes chamados para este proceder, para que herdásseis uma bênção”? (1 Ped. 3:9, NM) Sim! Com a língua e os lábios podemos retribuir injúria com injúria. Com a língua e os lábios podemos insultar aquele que nos insulta. Mas com a língua, e os lábios podemos também, ao contrário, dar uma bênção, mesmo àquele que nos injuria ou insulta. Dar uma bênção produz melhor efeito. É uma resposta branda que desvia o furor. (Pro. 15:1) Resulta em benefício espiritual, pelo menos para aquele que abençoa. Poupa-o de se tornar injuriador ou alguém que insulta. Produz paz dentro da organização. Portanto, seguir a paz exige de nós inevitavelmente que refreemos a nossa língua daquilo que é injurioso e os nossos lábios de falarem engano. Temos simplesmente de nos refrear da calúnia, de falar mal de alguém, de insultar.
17. Qual é a melhor proteção contra isso, e por que não é seguir a paz contrário a isso em significado?
17 A melhor proteção contra isso é ensinar e pregar a preciosa verdade sobre o reino de Deus, dentro de nossos locais de reunião e fora deles, publicamente e de casa em casa. Não se engane: A paz piedosa não significa inatividade, folga descuidada, preguiça. O Deus de paz deu ao seu povo organizado, suas testemunhas na terra, uma obra estrênua a realizar. É a obra de dar testemunho a respeito Dele e do seu Filho reinante, Jesus Cristo, em toda a terra habitada, a todas as nações, antes que estas cheguem ao seu fim calamitoso no Armagedon.
18. (a) Quanto à obra a ser feita, que fato vital é reconhecido pelas testemunhas de Jeová, de todas as origens? (b) Portanto, a que ordem de Jesus obedecem, em cumprimento de que profecia de paz e fraternidade?
18 Esta obra precisa ser realizada pelas suas testemunhas dedicadas de todas as nacionalidades, tribos, povos, cores e línguas. Não podem fazer esta obra se estiverem ao mesmo tempo lutando e brigando entre si mesmos, por causa de diferenças externas, de natureza. Precisam cooperar pacificamente. A execução harmoniosa da sua obra de testemunho dada por Deus, em toda a terra, exige que tenham entre si paz internacional, interracial, intertribal e intercongregacional. As testemunhas de Jeová reconhecem este fato vital. Por isso obedecem à instrução da Testemunha Principal de Jeová, Jesus Cristo: “Estai em paz uns com os outros.” (Mar. 9:50) Harmonizam os seus atos e esforços com a bela visão profética que Isaías 2:1-4 oferece a respeito desta paz e fraternidade internacional na adoração unida de Jeová Deus. Por isso prospera a sua obra de testemunho. — Tia. 3:18.
19. (a) Para que guerra estão armadas, e como? (b) A quem buscam na sua obra de casa em casa, mas a quem abandonam?
19 Aonde quer que vão com a mensagem do Reino, promovem a paz duradoura que há de adornar o novo mundo justo de Deus. Armam-se apenas para a guerra espiritual, não para uma guerra sangrenta com carne e sangue. Por conseguinte, equipam-se assim como o apóstolo Paulo disse que deviam fazer: “Calçados os pés com o equipamento das boas novas de paz.” (Efé. 6:11-15, NM) No seu trabalho de casa em casa, andam em busca dos amigos da paz com Deus. Jesus Cristo lhes disse que fizessem isso: “Onde quer que entrardes numa casa dizei primeiro: ‘Que esta casa tenha paz.’ E se houver ali um amigo da paz, a vossa paz descansará sobre ele. Mas, se tal não houver ali, voltará para vós.” (Luc. 10:5, 6; Mat. 10:12, 13, NM) Se o dono da casa se mostrar inimigo da paz, abandonam a casa. Não entram em controvérsia religiosa com os adversários de Jeová.
20. Por que continuam a regozijar-se, apesar da perseguição religiosa, e que esperança certa têm quanto à paz?
20 Não obstante, encontram muita perseguição religiosa. Apesar de tudo isso, continuam a regozijar-se. “Ha gozo para os que aconselham a paz.” (Pro. 12:20) Conhecem a promessa de Deus, de que os homens que lhes causam injustamente tribulações serão destruídos no Armagedon. (2 Tes. 1:6-10) São fortalecidos e consolados pela esperança segura de que o seu contínuo empenho em prol da paz será recompensado com uma medida ilimitada dela, depois do Armagedon, no novo mundo prometido por Jeová Deus, o justo Juiz. “Ele dará a cada um segundo as suas obras: vida eterna àqueles que buscam glória, e honra, e incorrupção, pela perseverança na obra que é boa; no entanto, para os que são contenciosos e que desobedecem à verdade, mas obedecem à injustiça, haverá ira e furor, tribulação e aflição, na alma de todo homem que obra o que é nocivo, . . . mas, glória, e honra, e paz, para todo aquele que obra o que é bom.” — Rom. 2:6-10, NM.
21. Em resposta a que pergunta inspirada deseja cada um de nós identificar-se? Concordemente, o que buscaremos e seguiremos?
21 A pergunta divinamente inspirada: “Quem é o homem que tem prazer na vida, que ama bastantes dias para ver o que é bom?” podemos agora, cada um, responder: “Sou eu”? Se pudermos responder assim, então procuremos achar a paz e segui-la do modo de Jeová Deus.
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O pensamento negativo tem forçaA Sentinela — 1960 | 15 de maio
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O pensamento negativo tem força
Escrevendo no Christian Century de 5 de janeiro de 1955, Simeon Stylites procurou moderar o entusiasmo a favor do pensamento positivo, dizendo que, quando “é identificado como estímulo psicológico dirigido à própria pessoa, excluem-se as melhores coisas da vida e o verdadeiro desenvolvimento da mente e do coração”. Em vez de sempre demonstrar superconfiança, seria melhor deixar entrar um pouco de modéstia e de humildade, embora tal exibição de autodepreciação possa ser considerada como pensamento negativo. O escritor conclui a sua coluna com as seguintes palavas: “A força do pensamento negativo é bela e profundamente ilustrada nas palavras do Filho Pródigo dirigidas a seu pai: ‘Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.’ Este é o ponto mais negativo a que se pode chegar. E tal percepção de si próprio e consciência do fracasso é o portal para a força. A humildade é o primeiro passo na aprendizagem. Tal sentimento é muito diferente da espécie de ‘pensamento positivo’ a que tantos aspiram hoje penosamente, da espécie que diz: ‘Olhem, rapazes! Eu vou ser alguma coisa na vida.’ Esta disposição pode ser o princípio dum grande e retumbante sucesso. Mas não é a porta que leva à vida que é realmente Vida.”
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Apresentando a razão com “profundo respeito”?A Sentinela — 1960 | 15 de maio
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Apresentando a razão com “profundo respeito”?
O apóstolo Pedro aconselha os ministros cristãos: “Santificai Cristo como Senhor em vossos corações, sempre preparados para fazer uma defesa perante todo aquele que vos exigir a razão da esperança que há em vós, fazendo-o, porém, com temperamento manso e profundo respeito.” (1 Ped. 3:15, NM) Se o principal evangelista norte-americano aceita ou não o conselho de Pedro, de dar testemunho com “profundo respeito”, pode ser verificado pela seguinte citação dum discurso do Sr. Graham: “Daniel foi o primeiro ministro dum dos mais poderosos países do mundo, e era amigão de seu chefe, o Rei dos Medos e dos Persas. Alguns sujeitos ciumentos estavam decididos a se vingar dele, por isso assestaram seus binóculos sobre ele enquanto orava com as venezianas abertas. Foram ao rei para dar com a língua nos dentes. O Rei falou com os seus advogados: ‘Rapazes, vejam se me encontram alguma falha na lei para que eu possa tirar meu amigo Daniel desta enrascada.’ Eles simplesmente não acharam nenhuma saída, de modo que o Rei teve de mandar Daniel para os leões. A primeira coisa que este fez foi dar um pontapé num leão magricela, para afastá-lo, e disse: ‘Sai daí, leão, eu quero um leão bem gordinho, de barriga macia, para servir de travesseiro, para que eu possa tirar uma boa soneca.”’ — Daily News de Nova Iorque, 13 de junho de 1954.
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