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  • Surpreendente inversão
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • acordo principal com o regime comunista da Hungria — isto apenas quinze anos depois do decreto de excomunhão, da parte do Vaticano, contra quem ‘mostrasse favor ao comunismo’. Roma então permitiu que os sacerdotes católicos da Hungria fizessem um voto de lealdade ao governo comunista da Hungria.

      Outros ‘esforços pela paz’ foram feitos. Na primavera setentrional de 1966, para exemplificar, o Papa Paulo VI prosseguiu com aquele ‘degelo’ por conceder uma audiência papal ao Ministro das Relações Exteriores soviético, Andrei Gromyko. Relatando sobre a audiência, a revista Newsweek relata que o papa “sorrindo amplamente, encontrou-se com Gromyko na porta da biblioteca e estendeu ambas as mãos em saudação”. Os anos a seguir presenciaram contínuas negociações do Vaticano com países comunistas.

      Assim, em 1972, quando já ocorreram as reuniões de cúpula de Pequim e Moscou, não se ouviu nem um murmúrio de desaprovação dos líderes eclesiásticos. Surpreendente transformação ocorreu assim. Os “bárbaros vermelhos” do comunismo tornaram-se de forma súbita socialmente aceitáveis, respeitáveis. A “ímpia” ideologia do comunismo, que sustenta que a religião é o “ópio do povo”, não mais é tida como sério obstáculo às relações cordiais.

      A atitude mudada dos líderes religiosos foi seguida, em sentido paralelo, pelas potências políticas do Ocidente. Em seu discurso pela televisão em Moscou, dirigindo-se aos russos, por exemplo, o Presidente Nixon sublinhou que a União Soviética e os Estados Unidos não mais deveriam considerar um ao outro como ‘inimigos hostis’ mas como ‘competidores pacíficos’.

      Em sua “Declaração de Princípios”, ambos os países acordaram que “as diferenças de ideologia e de sistemas sociais [que, naturalmente, inclui os sistemas e as atitudes religiosos] . . . não são obstáculos para o desenvolvimento bilateral de relações normais”.

      O que pareciam ser barreiras montanhosas parecem ter sido transpostas. A atenção agora se focaliza numa “Conferência de Segurança Européia”, que as potências mundiais concordaram realizar em 1973. E o jornal francês Le Monde (25-26 de junho de 1972) cita o Monsenhor Casaroli, chefe da diplomacia do Vaticano, como afirmando que “o Vaticano propõe-se a participar” e já recomenda o que a agenda deveria incluir, inclusive uma redução equilibrada das forças armadas da NATO e do Pacto de Varsóvia.

      O que trarão os meses vindouros? Será que o que acabamos de ver é apenas manobra política medíocre, simples ‘enfeite de palavras’ ou há alguma coisa de grande em elaboração? Há razão de crermos que este último seja o caso.

  • Por que este esforço de paz agora?
    Despertai! — 1973 | 22 de abril
    • Por que este esforço de paz agora?

      HÁ DEZENOVE séculos atrás, a profecia da Bíblia predisse um tempo em que os homens proclamariam “Paz e segurança!” Tal profecia parece estar-se aproximando rápido de seu cumprimento.

      Os líderes mundiais, com efeito, usam repetidas vezes tais palavras. Mas, não é o simples uso duma frase que é tão significativo.

      Vivemos num tempo ímpar em muitos sentidos. Pare só e pense nas cruas realidades que o mundo confronta hoje. Considere por que agora, dentre todas as épocas, os líderes mundiais seriam tanto insensatos como loucos se não fizessem seus maiores empenhos de conseguir paz e estabilidade.

      Paz Mundial ou Suicídio Mundial?

      Nunca antes de nossos tempos os homens dispuseram de meios para literalmente destruir a terra toda. Considere só:

      Os Estados Unidos dispõem de quarenta e um submarinos nucleares com mísseis. Cada um leva mais potência explosiva do que todas as bombas usadas de ambos os lados da Segunda Guerra Mundial — inclusive as duas bombas atômicas lançadas sobre o Japão! A Rússia aperfeiçoa quarenta e dois de tais submarinos. A França começou a testar seu submarino nuclear com mísseis em julho de 1972.

      Os russos dispõem de cerca de 300 gigantescas bombas de hidrogênio em SS-9, cada uma com vinte e cinco megatons de potência. Isto equivale a vinte e cinco milhões de toneladas de TNT cada uma. Apenas uma dessas bombas deixaria em hediondos destroços qualquer cidade grande da terra.

      Agora mesmo, neste exato minuto, além dos mísseis submarinos, os EUA têm 1.000 mísseis Minuteman baseados na terra, equipados com ogivas de um ou dois megatons, apontados para a União Soviética e a China. A União Soviética tem cerca de 1.300 igualmente potentes mísseis apontados para os EUA, além de seus foguetes SS-9.

      Um apertar de botões pelas nações oponentes e calculadamente trezentos milhões de pessoas pereceriam em menos de uma hora.

      Todavia, as superpotências continuam a estocar cada vez mais ogivas. Assim, o físico Ralph E. Lapp, há algum tempo atrás, indicou que os EUA já estocaram “suficientes explosivos nucleares para matar a União Soviética e continuar repetindo a matança pelo menos 25 vezes”.

      A China se dirige rapidamente agora para a condição de superpotência em armas nucleares.

      Mais do que isso — um relatório feito pelo Instituto de Pesquisa da Paz Internacional na Suécia mostra que pelo menos um terço de todos os países disporão de “significativos programas nucleares por volta do fim dos anos 70”. Isto, afirma, poderia levar a “uma situação totalmente nova nos assuntos militares e estratégicos”.

      Com boa razão, o Presidente Nixon avisou: “Numa guerra nuclear não haverá vencedores — apenas perdedores.” “Se formos arrastados ao conflito, a possibilidade de suicídio mútuo é enorme.”

      No passado, quando surgia a ameaça de guerra, os regentes nacionais tinham de pesar as perspectivas de perder poder,

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