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  • A paz de que depende a união mundial
    A Sentinela — 1980 | 1.° de julho
    • A paz de que depende a união mundial

      É MUITO elogiável o desejo de abolir a guerra. Deveras, tal realização traria grande alívio. Mas, perduraria? Israel e Egito, devido ao seu tratado, têm desfrutado recentemente melhores relações. Mas, extinguiu-se o ódio entre israelenses e árabes? Ou estão eles na realidade ‘sentados sobre dinamite’? De maneira similar, em outros países — como por exemplo: a Irlanda, o Líbano e Zimbabue Rodésia — estão sendo eliminados os profundos sentimentos raciais, religiosos e nacionalistas?

      Outra questão a ser considerada quando avaliamos os arranjos de paz é: Qual é a base moral para a paz? É comum, nos tratados internacionais, cada país envolvido procurar todas as vantagens ou concessões que possa conseguir. Em muitos casos, quando é feito um pacto ou acordo, é mero caso de “coexistência pacífica”, uma tolerância desconfortável um do outro, mas sem verdadeira harmonia. Geralmente, ao mesmo tempo, ambas as nações estão aumentando seu estoque de armamentos para se protegerem de outros países ou uma da outra. Mais ainda, quando é feito um tratado entre duas ou mais nações, outras nações ficam ofendidas pela coalizão, achando que é um jogo de poder contra elas. Tornam-se suspeitosas e temerosas de uma conspiração ou de um ataque real.

      O que falta então em tais empenhos de paz? O seguinte: Embora os empenhos das nações para alcançarem a paz sejam sinceros, contudo, se não consultarem a Bíblia, não saberão qual é a vontade de Deus quanto a este assunto, ou o que ele estabeleceu como base para a paz. Por não se darem ao trabalho de entender isto, falham em fazer as pazes, primeiro de tudo, com Deus. Conseqüentemente, o alicerce correto não está sendo lançado. Se elas não estão em harmonia com o Soberano do universo, como podem esperar evitar ir contra a sua vontade? Como podem as nações ter esperança de chegar a uma condição pacífica, a menos que estejam em paz com o Soberano Universal?

      DEUS APELA AOS GOVERNANTES

      Alguns talvez achem que é impossível qualquer pessoa ou nação agradar a Deus — estar em paz com ele. Mas, isto não é verdade. Deus acolhe com prazer qualquer pessoa que deseja ter relações pacíficas com ele. (Atos 17:26, 27) Ele capacita esta pessoa a saber como tal paz pode ser conseguida. Não é razoável descobrir a vontade Daquele de quem a Bíblia diz ser o Governante no reino da humanidade? — Dan. 4:25.

      Deus até mesmo apela aos governantes nacionais, dizendo: “E agora, ó reis, usai de perspicácia; deixai-vos corrigir, ó juízes da terra. Servi a Jeová com temor e jubilai com tremor. Beijai ao filho, para que Ele não se ire e não pereçais no caminho.” — Sal. 2:10-12.

      Desta declaração neste salmo e de muitos outros textos podemos perceber que, para as nações conseguirem a paz mundial, precisam primeiro fazer as pazes com Deus. O ponto essencial para a paz é a harmonia e união sincera com o Criador e Soberano. Ele sabe o que é necessário para o contentamento e a felicidade daqueles que criou. Isto tem-se tornado mais óbvio em nosso tempo atual, quando se vê que os empenhos do homem em relação à ecologia têm amiúde resultado num estrago tolo e ganancioso, e têm-se tornado uma ameaça até mesmo para uma vida confortável na terra

      O apelo do Salmo Segundo, aos reis e juízes da terra, dá aos governantes políticos das nações oportunidade de fazerem as pazes com Deus e seu Filho. Mas, a história mostra que nenhuma nação inteira tem feito isso e a profecia indica que nenhuma nação política jamais o fará. (Sal. 2:2, 3; Rev. 16:13-16) Portanto, as próprias nações nunca estarão em paz com Deus ou umas com as outras. Por terem tomado esta posição, “o mundo está passando, e assim também o seu desejo”. — 1 João 2:17.

      FAZER AS PAZES COM DEUS

      Sem levar em conta os atos das nações, Deus tem o poder de impor a sua vontade e trazer a paz. Mas, ele não promete uma paz imposta. Isto é o que alguns homens vêem como a única esperança realística. Eles pensam que as nações talvez se armem com armas atômicas até o ponto em que todas fiquem temerosas de começar uma guerra, sabendo que não haveria vencedor, mas somente uma devastação mundial. Outros afirmam que um supergoverno, um governo mundial ou pelo menos a união dos governos nacionais para a paz atingiria o objetivo desejado.

      Porém, a paz mundial que Deus trará é de um tipo diferente. Ele nos diz que somente pessoas de natureza pacífica — aquelas que realmente desejam a verdadeira paz — a desfrutarão. “Os próprios mansos possuirão a terra”, declara o salmista, “e deveras se deleitarão na abundância de paz”. (Sal. 37:11) Esta promessa foi repetida por Jesus Cristo no seu Sermão do Monte. (Mat. 5:5) Ele ensinou os seus seguidores a orar: “Nosso Pai nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:9, 10.

      Que governo reinará sobre este mundo de paz? Nenhum governo com sua capital numa cidade terrestre. Seu corpo administrativo estará localizado nos céus. Jesus o chamou de “reino dos céus”. (Mat. 4:17) Este é o governo do Filho de Deus, a quem o profeta de Deus chamou de “Príncipe da Paz”. Sobre o seu reino, o profeta disse: “Da abundância do domínio principesco e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o seu reino. Para o estabelecer firmemente e para o amparar por meio do juízo e por meio da justiça, desde agora e por tempo indefinido.” — Isa. 9:6, 7.

      Assim como a profecia de Isaías predisse a paz sob o governo celestial de Jesus Cristo, o salmista Davi compara o reinado de Cristo com o pacífico reinado do Rei Salomão, quando Salomão governava sobre a Terra da Promessa dentro dos limites ordenados por Deus. O salmista descreve a espécie de paz que Deus deseja, dizendo: “Julgue ele os atribulados do povo, salve ele os filhos do pobre e esmigalhe o defraudador. . . . Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua [significando indefinidamente ou para sempre]. E terá súditos de mar a mar. . . . Virá a haver bastante cereal na terra. . . . Bendito seja Jeová Deus, o Deus de Israel, o único que faz obras maravilhosas. E bendito seja seu glorioso nome por tempo indefinido, e sua glória encha a terra inteira.” — Sal. 72:4-19.

      Quais são os passos para se fazer as pazes com Deus, e, por conseguinte, fazer as pazes com os outros? Pode isto ser feito em escala mundial, resultando assim, naquela verdadeira paz mundial? Esta questão de vital importância para todos nós é o assunto do próximo artigo.

  • Como poderá haver paz na terra
    A Sentinela — 1980 | 1.° de julho
    • Como poderá haver paz na terra

      A PAZ mundial não pode vir por meros esforços de desarmamento ou por tratados de paz, nem mesmo por pararem as guerras frias ou guerras quentes. Até mesmo os proponentes da paz estão agora dizendo que a paz tem de ter um alicerce na comunidade e também na vida familiar. James Laue, da Campanha da Academia Nacional da Paz, disse: “Associar [a paz] com fazer a paz num nível comunitário têm-nos permitido definir o que é a paz. O desenvolvimento contínuo de técnicas para resolver conflitos que surgem todos os dias, em casa ou na escola, pode ajudar a trazer a paz entre as nações.”

      Isto é muito difícil de fazer. Escrevendo no To the Point International, sob o cabeçalho “Sim, A Paz Mundial É da Conta de Todo Mundo”, George Mikes observa:

      “Temos sido ensinados a amar nossos vizinhos. É algo extremamente difícil e cansativo de fazer. Você pode amar quase todas as pessoas, exceto seu vizinho. Para começar, o vizinho de todas as pessoas é um sujeito detestável, desagradável e intrometido — ao passo que o homem que mora a algumas portas mais adiante é amável, agradável e cortês. Se você mora em Chelsea, não terá desentendimentos com a população de Turnham Green e dar-se-á esplendidamente com as pessoas de Crouch End [lugares distantes]. Da mesma maneira, os britânicos amam os australianos e os neozelandeses — no outro extremo do mundo — mas, nem sempre amaram os franceses ou os alemães.”

      Portanto, não pode haver paz mundial, a menos que vivamos bem, primeiro, com aqueles mais próximos de nós. É verdade que algumas “técnicas” realizarão isto? Absolutamente não. Realmente, o homem é muito inteligente, e especialmente adepto das técnicas. Ele as tem aplicado em cada empenho, inclusive para alcançar a paz. Geralmente, tem conseguido algum sucesso em quase cada campo — ciência, política, comércio, vendas e promoções — exceto em conseguir a paz, que envolve as relações humanas mais íntimas. Técnicas não funcionam neste caso. Por que não? Porque a paz que verdadeiramente começa em casa precisa vir do coração. A paz consiste não em mera tolerância, nem no equilíbrio do poder, mas em genuíno amor e entendimento para com outra pessoa ou outra família, comunidade ou nação — a despeito de raça, religião ou posição social.

      Pode isto ser realizado? No tempo atual, somente por alguns. Mas, estes poucos, apesar da situação mundial, podem ter a paz agora. Podem promover a paz na sua própria esfera de influência Como?

      COMO A PESSOA PODE OBTER A PAZ

      Primeiro, a pessoa precisa fazer as pazes com Deus por examinar a Bíblia por si mesma e procurar entender que arranjo Deus tem feito para nos achegar a Ele. A pessoa não pode fazer isto por meio de qualquer estudo superficial. Precisa pesquisar. Precisa ‘certificar-se de todas as coisas’, e precisa ‘apegar-se ao que é excelente’. — 1 Tes. 5:21.

      Quem faz isto chega a reconhecer, primeiro de tudo, que é pecador e precisa de ajuda. Precisa reconhecer que não tem em si mesmo o poder de fazer obras que agradarão a Deus, e que não tem sabedoria para conseguir a verdadeira e duradoura paz com alguém. A única maneira de obter a paz com Deus é conseguir remover a barreira para a paz — os nossos próprios pecados que obstruem o caminho. Isto não é difícil de fazer. Não exige grande sabedoria ou habilidade. A fé em Deus e nas suas promessas é a maneira simples e descomplicada. Esta maneira é claramente apresentada no livro bíblico de Romanos, capítulo 5, onde lemos:

      “Pois, deveras, Cristo, enquanto ainda éramos fracos, morreu por homens ímpios, no tempo designado. Pois, dificilmente morrerá alguém por um justo; deveras, por um homem bom, talvez, alguém ainda se atreva a morrer. Mas Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores. Muito mais, portanto, visto que agora fomos declarados justos pelo seu sangue, havemos de ser salvos do furor por intermédio dele. Pois se nós, quando éramos inimigos, ficamos reconciliados com Deus por intermédio da morte de seu Filho, muito mais agora, que temos ficado reconciliados, seremos salvos pela sua vida.” — Rom. 5:6-10.

      Esta reconciliação resulta em paz com Deus. O apóstolo Paulo escreve: “Portanto, agora que temos sido declarados justos em resultado da fé, gozemos de paz com Deus por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 5:1) E não é meramente uma trégua ou uma paz temporária, esquecendo os pecados passados que a pessoa cometeu. Esta paz com Deus é contínua, por meio de Cristo, ajudando a pessoa a andar dali para a frente de maneira a manter a paz. Deus se torna o melhor amigo da pessoa. — Compare com João 15:15.

      Jesus descreveu esta paz aos seus apóstolos, dizendo: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não a dou a vós do modo como o mundo a dá.” (João 14:27) O mundo dá uma medida de paz através de alguns amigos, do prazer, da riqueza, da fama, da posição, da promoção, de um grau de serenidade, e assim por diante, bem como por meio dos seus sistemas de filosofia e religião falsa. Mas a paz que Cristo concede àquele que genuinamente põe sua fé no sacrifício expiatório que proveu é bem diferente. Tal pessoa adquire, primeiro de tudo, uma consciência limpa e tranqüila, verdadeira paz íntima, paz mental, disposição pacífica que favorece as boas relações com outros, um maior propósito na vida e uma esperança concreta quanto ao futuro.

      Como? O apóstolo Pedro nos diz que quando alguém exerce fé nas “boas novas”, dedica sua vida a Deus e é batizado, o próprio ato de se submeter ao batismo é “a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus” (1 Ped. 3:21) Devido à herança do pecado, no passado a pessoa tinha uma má consciência, que lhe pesava como um grande fardo. Sobre isto, Jesus disse: “Felizes os que pranteiam [aqueles que estão tristes devido ao seu estado de pobreza espiritual], porque serão consolados.” (Mat. 5:4) Fez este convite a todos: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei.” — Mat. 11:28.

      Quão reanimador é também partilhar no trabalho de pregação do Reino que Jesus instituiu enquanto estava aqui na terra, no qual treinou seus discípulos e sobre o qual disse que atingiria seu clímax na terminação do sistema de coisas, que é agora! (Mat. 4:17; 9:35; 10:7; 24:3, 14) Fazer a vontade de Deus, deste modo, é espiritualmente edificante e satisfatório, e ajuda a manter a paz com Deus. Enquanto as Testemunhas de Jeová prosseguem no seu serviço, com os “pés calçados do equipamento das boas novas de paz”, podem confiar no seu cuidado e na sua proteção em cada situação. — Efé. 6:14-16.

      O apóstolo Paulo fala do coração dos cristãos como sendo ‘aspergido duma consciência iníqua’. Isto se dá porque Deus disse: “De modo algum me lembrarei mais dos seus pecados e das suas ações contra a lei.” (Heb. 10:17, 22) Com a consciência aliviada, o cristão pode ter uma paz íntima, uma paz mental. Preocupa-se menos com as condições mundiais. Até mesmo a doença e a morte não causam o mesmo medo que antes causavam. O conhecimento da provisão da ressurreição alivia tais temores. — 1 Tes. 4:13, 14.

      FAZER AS PAZES COM OUTROS

      A pessoa dedicada e batizada está numa condição apropriada para fazer as pazes com outros. O que for que fizer para o seu próximo precisa ser feito em amor. Nunca deve deixar que o egoísmo, a cobiça, o

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