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  • Paz divina para os ensinados por Jeová
    A Sentinela — 1987 | 15 de março
    • Paz divina para os ensinados por Jeová

      “Todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.” — ISAÍAS 54:13.

      1, 2. De que depende o usufruto da paz?

      PAZ! Quão desejável ela é! Mas a história da humanidade não foi nada pacífica. Por que não?

      2 O usufruto da paz se relaciona de perto com o respeito pela autoridade. E quem é a maior autoridade no universo? O Criador, Jeová Deus. Ter uma relação aprovada com ele é portanto essencial à paz. (Salmo 29:11; 119:165) Desfazendo-se esta relação de máxima importância, é impossível ter verdadeira paz com Deus, com o próximo ou consigo mesmo. — Isaías 57:21.

      Por Que o Mundo Não Tem Paz

      3. Como se rompeu a relação da humanidade com Deus?

      3 Conforme bem sabemos, foi pouco depois da aurora da história humana que um filho espiritual de Deus se rebelou contra Jeová. A rebelião é um estado de guerra. Aquele violador da paz, que passou a ser conhecido como Satanás, o Diabo, incitou Eva a não deixar que a lei de Deus lhe impedisse fazer aquilo que ela achava ser da sua vantagem. O Diabo deturpou os fatos para fazê-la pensar que estava sendo privada de algo bom por estar prestando atenção a Deus. Apelava para o egoísmo, para a atitude de primeiro buscar a própria vantagem. Seu marido logo se juntou a ela na conduta contrária à lei, e, em resultado disso, todos os seus descendentes ficaram contaminados pelo mesmo espírito. — Gênesis 3:1-6, 23, 24; Romanos 5:12.

      4, 5. (a) Até que ponto conseguiu Satanás influenciar o modo de pensar da humanidade? (b) Que efeito teve isso sobre os esforços do homem para conseguir paz?

      4 Não é apenas um pequeno segmento da humanidade que tem rejeitado a lei divina. As Escrituras nos dizem que Satanás “está desencaminhando toda a terra habitada”. (Revelação 12:9) Algumas pessoas violam seriamente a lei, mostrando total desrespeito a Deus e ao próximo; outros são assim em escala menor. Mas, Satanás foi tão bem sucedido em influenciar o modo de pensar da humanidade, que o apóstolo João podia dizer: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” (1 João 5:19) Quer as pessoas professem crer na existência do Diabo, quer não, fazem o que ele quer. Obedecem a ele, de modo que ele é seu governante. Em resultado disso, a humanidade está apartada de Deus, está em inimizade com ele. Em tais circunstâncias, é de admirar que os esforços humanos de conseguir a paz ficassem frustrados? — Colossenses 1:21.

      5 No entanto, um crescente número de pessoas, de todas as nações, têm a paz divina, paz que se origina de Deus. Como se dá isso?

      A Satisfatória Paz Dada por Deus

      6. (a) Como destaca a Bíblia a paz? (b) Por meio de quem é possível que usufruamos a paz que Deus dá?

      6 Em Romanos 15:33, Jeová é apropriadamente descrito como ‘o Deus que dá paz’. Desde o começo, era do propósito de Deus que todas as suas criaturas usufruíssem paz. A Bíblia, sua Palavra inspirada, refere-se mais de 300 vezes à paz. Ela esclarece que Jesus Cristo é o “Príncipe da Paz”. (Isaías 9:6, 7) Ele é o comissionado por Deus para desfazer as obras do principal rompedor da paz, Satanás, o Diabo. (1 João 3:8) E por meio do “Príncipe da Paz” é possível que cada um de nós usufrua a satisfatória paz que Deus dá.

      7. (a) O que está incluído na paz dada por Deus? (b) Por que não se trata de algo que só teremos depois de o velho sistema ter desaparecido e de finalmente termos atingido a perfeição?

      7 Quão maravilhosa é esta paz! Ela é mais do que apenas a ausência de guerra. A palavra hebraica sha·lóhm, que costuma ser traduzida por “paz”, subentende saúde, prosperidade e bem-estar. A paz de Deus possuída pelos verdadeiros cristãos é extraordinária no sentido de que não depende do ambiente em que estão. Isto não significa que ambientes desagradáveis não os afetem. Mas eles passam a ter uma força íntima que os habilita a evitar contribuir algo para o tumulto por retaliarem quando os atinge. (Romanos 12:17, 18) Mesmo que alguém esteja fisicamente doente ou possua pouco em sentido material, ainda assim pode ser saudável e próspero do ponto de vista espiritual, e deste modo usufruir a paz que Deus dá. É óbvio que a paz de tais pessoas aumentará quando este mundo egoísta tiver desaparecido, e se intensificará quando toda a humanidade tiver atingido a perfeição. Mas a paz divina, que é possível ter agora mesmo, é uma condição calma da mente e do coração, um estado íntimo de sossego, não importa o que aconteça por fora. (Salmo 4:8) Origina-se de se ter uma relação aprovada com Deus. Que bem preciosíssimo!

      Filhos Ensinados por Jeová

      8. Quem foram os primeiros a usufruir tal paz com Deus por meio de Jesus Cristo?

      8 Quem possui tal paz por ter sido ensinado por Jeová e por prestar atenção aos seus mandamentos? Em resposta, a Bíblia dirige nossa atenção primeiro para os que constituem o Israel espiritual. Fala-se deles em Gálatas 6:16, onde lemos: “Todos os que andarem ordeiramente segundo esta regra de conduta, sobre estes haja paz e misericórdia, sim, sobre o Israel de Deus.” São os 144.000 que foram escolhidos por Deus para compartilhar a vida celestial com Jesus Cristo. — Revelação 14:1.

      9. Qual é a “regra de conduta” associada com o usufruto de paz pelo Israel espiritual?

      9 Lá no primeiro século, os do Israel espiritual aprenderam uma verdade básica, uma “regra de conduta”, diretamente relacionada com seu usufruto da paz. Era vital que compreendessem esta regra de conduta. Durante mais de 15 séculos, Jeová usou a Lei mosaica para apresentar sombras das boas coisas vindouras. Mas depois da morte sacrificial de Jesus Cristo, os requisitos da Lei mosaica não mais eram obrigatórios. (Hebreus 10:1; Romanos 6:14) Isto se manifestou na decisão do corpo governante cristão, em Jerusalém, sobre a questão da circuncisão. (Atos 15:5, 28, 29) Foi novamente salientado na carta inspirada dirigida aos gálatas. As boas coisas prefiguradas pela Lei mosaica haviam entrado em vigor. Jeová incutia com paciência na mente e no coração dos seguidores ungidos de Cristo o significado da Sua benignidade imerecida expressa por meio de Cristo. Por terem fé nesta provisão, e por se comportarem em harmonia com ela, podiam usufruir um tipo de paz que nunca antes fora possível aos humanos pecaminosos. — Gálatas 3:24, 25; 6:16, 18.

      10. (a) Que promessa, registrada em Isaías 54:13, se cumpriu no Israel espiritual? (b) De que modo foi a disciplina que receberam de Jeová um fator para terem paz?

      10 Os membros do Israel espiritual obtiveram o cumprimento da grandiosa promessa que se acha registrada em Isaías 54:13. Ali o próprio Deus disse à sua organização-esposa de leais criaturas espirituais: “Todos os teus filhos serão pessoas ensinadas por Jeová e a paz de teus filhos será abundante.” Naturalmente, o principal Filho dela é o próprio Jesus Cristo, produzido como o Messias quando foi ungido com espírito santo, em 29 EC. No entanto, a “mulher” celestial de Jeová tem mais filhos — outros 144.000, que se tornam a parte secundária do descendente predito em Gênesis 3:15. Jeová prometeu que seria o Grandioso Instrutor de todos esses filhos. Ensinou-lhes a verdade sobre si mesmo e sobre seus propósitos. Disse-lhes como deviam servi-lo. Às vezes teve de discipliná-los. Isto se tornou necessário quando deixaram de acatar a sua Palavra. A disciplina pode ser dura de agüentar. Mas eles reconheceram humildemente a necessidade dela e fizeram as mudanças exigidas, e esta disciplina produziu bons resultados: “fruto pacífico, a saber, a justiça”. — Hebreus 12:7, 11; Salmo 85:8.

      “Uma Grande Multidão” Instruída nos Caminhos de Deus

      11. (a) Quem mais está sendo ensinado por Jeová em nossos dias? (b) Como demonstram estes que eles se enquadram na descrição encontrada em Isaías 2:2, 3, e com que efeito sobre outros?

      11 Nos nossos dias, o Israel espiritual não é o único grupo que Jeová está instruindo. No último meio século fixou-se a atenção também em outros. Isaías foi inspirado para escrever sobre tais, no capítulo 2, versículos 2 e 3 de Is 2: “Na parte final dos dias terá de acontecer que o monte da casa de Jeová ficará firmemente estabelecido acima do cume dos montes e certamente se elevará acima dos morros; e a ele terão de afluir todas as nações.” Sim, os que adotam a adoração do único Deus verdadeiro dão a ela o lugar mais destacado na sua vida. De modo que ela se eleva acima de todo outro tipo de adoração na qual se empenhavam anteriormente e na qual o mundo em volta deles continua a empenhar-se. Isto tem sido observado por pessoas de todas as nações. Viram que, apesar das demandas feitas por autoridades do mundo ou pela prevalência de práticas não-cristãs no mundo, os que adoram a Jeová colocam a sua relação com Ele acima de tudo o mais. Os observadores viram também os frutos que isso produz na vida de tais adoradores, e muitos querem participar na verdadeira adoração. De modo que agora mais de três milhões de pessoas dizem a outros: “Vinde, e subamos ao monte de Jeová, à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.” — Veja também Zacarias 8:23.

      12. Como são beneficiados os mencionados em Isaías 2:2, 3, por terem a Deus por Instrutor, e qual é uma parte destacada da instrução que ele lhes dá?

      12 Imagine o que isto significa — ter a Deus por Instrutor! Os que recebem tal instrução e realmente sabem avaliar a sua fonte não são afligidos por constantes conflitos mentais. Não se vêem dilacerados entre duas opiniões, nem em dilema quanto ao que é correto. A verdade da Palavra de Deus é cristalina. E o que indica Isaías 2:4 sobre qual seria uma parte destacada da instrução que recebem? Esta envolve a maneira de se usufruir a paz no meio de um mundo dilacerado por conflitos. Assim, não importa o que outros escolham fazer, os ensinados por Jeová tomam a iniciativa de forjar das suas espadas relhas de arado e das suas lanças, podadeiras. Não aprendem mais a guerra.

      13. Qual é a procedência dos da “grande multidão”, mas o que os tornou o tipo de pessoas que são?

      13 Trata-se do mesmo grupo apresentado em Revelação 7:9, 10, 14, como os que sobrevivem para a nova terra pacífica de Deus, que virá depois da vindoura “grande tribulação”. Os da “grande multidão” de sobreviventes procedem de todos os grupos étnicos, tribos, povos e línguas. Muitos deles anteriormente pertenciam a facções em guerra entre si. Outros simplesmente seguiam um proceder na vida, que era basicamente egoísta; mas isso também interferia no usufruto da paz. Mas agora, os que saíram de todas as nações são pessoas pacíficas, que promovem a paz. E o que os tornou assim? Foram ensinados por Jeová. — Isaías 11:9.

      Uma Paz Extraordinária

      14. Em que se baseia a paz de Jeová, e por quê?

      14 A paz com que Jeová favorece seu povo é deveras extraordinária. Não é do tipo que resulta quando duas partes, que não confiam uma na outra, chegam a um acordo frágil. Não envolve transigência. Baseia-se na justiça. (Isaías 32:17) Mas, como se pode dar isso com a paz que envolve humanos imperfeitos? Que justiça temos nós, pecadores? Pois bem, pela fé, podemos usufruir uma justiça que se torna possível por meio do valor do sacrifício de Jesus, que expia pecados.

      15. Durante o ministério terrestre de Jesus, o que ensinava Jeová aos seus prospectivos filhos como vital para a paz?

      15 Isto nos ajuda a avaliar o que Jesus disse, conforme registrado em João 6:45-47. Ele estava falando a judeus que não se sentiam atraídos a ele como o Messias, e que, por isso, murmuravam contra ele. Mas foi com referência aos seus discípulos que Jesus disse: “Está escrito nos Profetas [especificamente em Isaías 54:13]: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová.’ Todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim. Não é que algum homem tenha visto o Pai, exceto aquele que é de Deus; este tem visto o Pai. Eu vos digo em toda a verdade: Quem crê, tem vida eterna.” Esses discípulos aceitaram a instrução que Jeová lhes dava. Sentiram-se atraídos a Jeová. Ao passo que outros rejeitaram as coisas que Jesus ensinava e o abandonaram, seus apóstolos permaneceram. Conforme disse Pedro: “Nós cremos e viemos a saber que tu és o Santo de Deus.” (João 6:69) Por causa da sua fé em Jesus Cristo, era possível que entrassem numa relação pacífica com Jeová Deus, uma relação acompanhada pela garantia de vida eterna.

      16. (a) A partir de Pentecostes de 33 EC, que benefício derivaram os seguidores de Cristo da provisão feita por meio dele? (b) O que se exigia deles depois?

      16 A partir de Pentecostes de 33 EC, os benefícios do sacrifício de Cristo começaram a ser aplicados àqueles fiéis seguidores dele. Cumpriu-se neles o que Paulo escreveu mais tarde em Romanos 5:1: “Agora que temos sido declarados justos em resultado da fé, gozemos de paz com Deus por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Por nascença, todos eles eram descendentes de Adão. Como pecadores, estavam apartados de Deus. Nenhumas obras boas que talvez tivessem feito pessoalmente podiam cancelar sua herança do pecado. Mas Jeová, pela sua benignidade imerecida, aceitou o sacrifício da vida humana perfeita de Jesus a favor da descendência de Adão. Para aqueles que exerciam fé nesta provisão tornou-se então possível que se lhes creditasse justiça e que fossem adotados por Deus como filhos, visando a vida celestial. (Efésios 1:5-7) No entanto, exigia-se deles algo mais? Sim, tinham de andar nos caminhos de Jeová. Não mais deviam fazer do pecado uma prática. Mas, davam-se conta de que a justiça que tivessem era em resultado da benignidade imerecida de Deus, expressa por meio de Cristo. Conforme diz o texto, ‘gozavam a paz com Deus por intermédio de Jesus Cristo’.

      17, 18. (a) Usufruem as “outras ovelhas” tal paz com Deus? (b) Que questões adicionais merecem consideração?

      17 Que dizer daqueles que Jesus chamou de suas “outras ovelhas”? (João 10:16) Usufruem tal paz com Deus? Não como filhos de Deus, mas Colossenses 1:19, 20, os inclui como os beneficiados pela paz divina. Diz que Deus achou bom, por meio de Cristo, “reconciliar novamente todas as outras coisas consigo mesmo, por fazer a paz por intermédio do sangue que ele [Jesus] derramou na estaca de tortura, quer sejam as coisas na terra, [isto é, os favorecidos com a vida eterna na terra paradísica,] quer as coisas nos céus”. Aqueles que têm perspectivas terrenas são declarados justos e usufruem desde já a paz com Deus, não como filhos, mas como ‘amigos de Deus’, assim como Abraão foi. Que posição favorecida! — Tiago 2:23.

      18 Usufrui você tal paz? Sente-a tão plenamente como é possível aos humanos que vivem neste mais significativo tempo da história? No artigo que segue, consideraremos algumas das coisas que podem ajudar a tornar isso possível.

      Perguntas de Recapitulação

      ◻ Por que não há paz no mundo?

      ◻ Qual é a paz que Deus dá agora?

      ◻ Quem pode usufruir tal paz?

      ◻ De que modo é a justiça um fator vital nesta paz?

  • A maneira de você sentir mais plenamente a paz divina
    A Sentinela — 1987 | 15 de março
    • A maneira de você sentir mais plenamente a paz divina

      “Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” — ISAÍAS 48:18.

      1. De que precisamos, se havemos de usufruir a paz o mais plenamente possível?

      AQUELES que regularmente participam no estudo congregacional da Bíblia com a ajuda desta revista reconhecem o valor da paz que Deus dá, e desejam esta paz. A maioria, sem dúvida, a usufrui. Mas nem todos a sentem tão plenamente como poderiam. Por que se dá isso? Jeová disse a respeito daqueles que teriam a paz divina: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar. Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” — Isaías 48:17, 18.

      2. (a) O que está subentendido na expressão ‘prestar atenção’? (b) A quantos dos mandamentos de Deus temos de prestar atenção? (1 João 5:3)

      2 É óbvio que todos podem tirar proveito de freqüentar as reuniões em que se considera a Bíblia. Mas apenas aqueles que prestam atenção aos mandamentos de Jeová, aqueles que os aplicam pessoalmente e se harmonizam com eles, usufruem realmente a paz divina. Há alguns campos em que você precisa fazer isso mais plenamente? (2 Pedro 1:2) Não basta acatarmos uns poucos requisitos de Deus e então deixar de lado aqueles que achamos inconvenientes ou mais difíceis. Quando o Diabo tentou induzir Jesus Cristo a adotar seu modo egoísta de pensar, Jesus respondeu firmemente: “Está escrito: ‘O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.’” — Mateus 4:4.

      3. Que aspectos da nossa vida precisam ser harmonizados com os modos de agir de Jeová, para termos abundante paz?

      3 Os mandamentos de Deus tocam em cada aspecto da nossa vida. Em primeiro lugar, envolvem nossa relação com Jeová. Depois afetam nosso ponto de vista sobre a sua organização visível e o ministério cristão, a maneira de tratar os membros da família e nossos contatos com as pessoas do mundo. Aqueles que seriamente prestam atenção aos mandamentos de Jeová, em todos estes assuntos, são abençoados com abundante paz. Consideremos algumas das coisas que podem ajudar-nos a sentir isso pessoalmente.

      Requerem Algumas Dessas Coisas Sua Atenção?

      4. (a) Por que não constitui garantia de estarmos em paz com Deus termos um estudo bíblico domiciliar ou freqüentarmos o Salão do Reino? (b) O que está incluído em se ter fé em Jesus Cristo? (João 3:36)

      4 Começou recentemente a estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová? Ou já se associa com a congregação local por alguns meses ou mesmo anos? Neste caso, sem dúvida ficou alegre de que se lhe abriu o conhecimento sobre os propósitos de Deus. Mas, ter alguém um estudo bíblico domiciliar ou sentir prazer em freqüentar o Salão do Reino não prova que esteja em paz com Deus. Todos nós nascemos em pecado, e a paz com Deus só nos é possível por meio de Jesus Cristo. (Isaías 53:5; Atos 10:36) A mera crença passiva em Jesus não dá essa paz. É necessário avaliarmos pessoalmente nossa necessidade do resgate, de exercer fé no valor do sacrifício de Jesus e de evidenciar então esta fé por obedecer aos seus mandamentos. (Tiago 2:26) Um dos mandamentos que Jesus deu enquanto estava na terra é o de que aqueles que se tornam seus discípulos sejam batizados em água. (Mateus 28:19, 20) Foi você imerso em símbolo da sua dedicação a Jeová por meio de Jesus Cristo?

      5. Por que são a dedicação e o batismo importantes para estarmos em paz com Deus?

      5 Há alguma coisa na sua vida que o desqualifica para o batismo? Se souber de alguma coisa assim, ou se no decorrer de seu estudo ficar sabendo de algo assim, não demore em endireitar a questão. Deve dar-se conta de que qualquer atitude ou conduta que desqualifica alguém de ser batizado constitui também obstáculo a ter paz com Deus. Aja com urgência, enquanto ainda há tal oportunidade. Conforme indicado em 1 Pedro 3:21, aqueles a quem Jeová Deus concede uma boa consciência primeiro dedicam-se a ele, à base do sacrifício de Cristo, são batizados em símbolo desta dedicação e fazem a vontade de Deus. Assim adquirem uma boa consciência, que resulta de terem uma condição aprovada perante Deus; não há outra maneira. Naturalmente, isto é apenas o começo.

      6. Por que é que nossa atitude para com as reuniões congregacionais tem relação com o nosso usufruto de paz?

      6 A seguir, examine sua regularidade em assistir às reuniões congregacionais e em participar nelas conforme lhe é possível. Ocupam essas reuniões um lugar na sua vida, a ponto de que não permite que o mundo ou outras atividades pessoais interfiram nelas? Prepara-se para as reuniões e considera a participação nelas um privilégio? Essas coisas também têm relação específica com o usufruto da paz. Por quê? Porque o espírito de Deus está com o seu povo congregado, e a paz é fruto deste espírito. (Gálatas 5:22) É nestas reuniões que somos ajudados a compreender os requisitos de Jeová, e temos necessidade disso para fazer aquilo que agrada aos olhos dele. Ali também aprendemos como promover a paz no relacionamento com o nosso semelhante — na congregação, no lar, na escola e no trabalho secular. Nossas reuniões são uma das maneiras principais de sermos ensinados por Jeová, e, conforme as Escrituras salientam, são os ensinados por Jeová que usufruem abundante paz. — Isaías 54:13.

      7. Por que se precisam pôr em pratica as coisas consideradas nas nossas reuniões?

      7 Um ponto intimamente relacionado, que merece atenção, é a aplicação progressiva na nossa vida daquilo que aprendemos. Não queremos ser iguais àqueles israelitas de quem Jeová disse que ‘ouviam vez após vez, mas não entendiam’. (Isaías 6:9) Além disso, será que queremos ser iguais àqueles que Jeová descreveu a Ezequiel — pessoas que escutariam o profeta de Jeová, mas que não fariam o que ele disse, por preferirem satisfazer seus desejos impuros ou materialistas? (Ezequiel 33:31, 32) Em contraste com isso, aqueles que afluiriam à casa de Jeová nos nossos dias e que obteriam a Sua aprovação são descritos como dizendo: “Subamos ao monte de Jeová e à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.” (Miquéias 4:2) Se realmente tomarmos a peito as instruções que recebemos nas nossas reuniões, se em cada reunião destacarmos pelo menos um ponto de que pessoalmente precisamos e nos empenharmos a aplicá-lo, colheremos frutos pacíficos. Conforme Jesus disse em Lucas 11:28: “Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!”

      8. Como podemos ser pessoalmente beneficiados pela nossa participação no ministério do campo ao máximo que nossa situação nos permite?

      8 Uma das coisas enfatizadas nas nossas reuniões é a importância da plena participação na proclamação do Reino de Deus e em ajudar outros a se tornar discípulos. (Mateus 24:14; 28:19) Que destaque têm estas atividades na sua vida? Se tivermos realmente prestado atenção ao que Jeová nos diz por meio da sua Palavra e mediante sua organização, saberemos que se trata da obra mais importante hoje feita na terra. (Revelação 14:6, 7) E é um fato bem conhecido de que aqueles que estão no serviço de tempo integral — bem como os que, embora não podendo ser pioneiros, são realmente zelosos no ministério — são entre nós os mais notavelmente felizes. A paz que usufruem não é mera gota de água, mas, como disse Jeová torna-se “como um rio”. (Isaías 48:18) É isto o que você sente? Todos nós podemos sentir-nos assim.

      9. O que nos pode ajudar a manter a paz dada por Deus, mesmo quando estamos em sérias dificuldades?

      9 Acatarmos todo este conselho, porém, não nos torna imunes às pressões da vida, no atual sistema de coisas. Mas, não importa quão difíceis possam ser as situações, Deus nos assegura sua ajuda amorosa, se recorrermos a ele. (1 Pedro 5:6, 7) Aprendemos a buscar a ajuda e a orientação de Jeová em tudo o que fazemos, recorrendo francamente a ele em oração, e, depois de termos feito o que podemos a respeito das situações difíceis, lançamos nossos fardos sobre Jeová, deixando-os confiantemente entregues a ele? (Provérbios 3:5, 6; Salmo 55:22) Recebemos um caloroso incentivo em Filipenses 4:6, 7: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” Que provisão maravilhosa! Aprendeu a tirar pleno proveito da paz de Deus, tornada possível deste modo?

      Busque Continuamente a Paz

      10. Depois de buscarmos a paz, que precisamos fazer?

      10 Depois de termos esta paz, não podemos ficar descuidados com ela. Mantê-la requer esforços diligentes. Portanto, 1 Pedro 3:10, 11, diz: “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias . . . busque a paz e empenhe-se por ela.” Quando alguém fixou um objetivo e depois o alcançou, seria tolo tratar este objetivo levianamente. Depois de buscarmos a paz e de alcançá-la, precisamos estar prevenidos contra as coisas que poderiam corrompê-la. Além disso, devemos buscar ativamente as coisas que contribuem para a paz.

      11. (a) Que atitude pode pôr em perigo nossa relação com Jeová? (b) No que se refere às tentações, quando é que devemos pedir a ajuda de Deus? (Mateus 6:13)

      11 Se tivermos alcançado a paz com Deus pelos meios que ele proveu, teremos de cuidar de não romper esta relação por voltarmos à prática do pecado. Naturalmente, visto que todos somos imperfeitos, todos pecamos. Mas há perigo quando alguém justifica no íntimo as atitudes e as ações que Deus condena. Não podemos simplesmente dar de ombros e dizer: “Eu sou assim mesmo.” (Romanos 6:16, 17) Precisamos arrepender-nos da transgressão, em vez de justificá-la, e então devemos rogar que Deus nos perdoe à base da nossa fé no sacrifício de Jesus. Precisamos também aprender a recorrer a Deus em busca de ajuda antes de fazermos algo de errado, em vez de tentar travar a luta sozinhos e finalmente ceder, para depois pedir perdão. Com a ajuda de Deus, podemos ser bem-sucedidos em revestir-nos da “nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade”. — Efésios 4:20-24.

      12. (a) Para usufruirmos a paz, que outros relacionamentos exigem atenção? (b) O que se requer de nós neste respeito?

      12 O usufruto da paz, naturalmente, envolve também o relacionamento com outras pessoas. Os verdadeiros cristãos servem a Deus como parte duma organização; são uma ‘associação de irmãos’. (1 Pedro 2:17) Conforme Jesus disse que se daria com os seus seguidores, estes se destacam pelo amor de uns para com os outros. (João 13:35) Mas nenhum deles é perfeito. Por causa de nossas próprias imperfeições e das de outros, talvez tenhamos de orar fervorosamente a respeito de certas situações e esforçar-nos arduamente a resolver problemas. Hebreus 12:14 exorta-nos: “Empenhai-vos pela paz com todos.” E no relacionamento com nossos irmãos e nossas irmãs cristãos existe a obrigação especial de perseverarmos em nos empenhar pela paz. Pertinentemente, 1 Tessalonicenses 5:13 diz: “Sede pacíficos uns com os outros.” Isto não só significa refrear-nos da retaliação, mas também de ser promotores ativos da paz, dando o primeiro passo para restabelecer a paz e estar dispostos a ceder nos interesses da paz. — Efésios 4:1-3.

      13. (a) O que poderíamos fazer para promover a paz com descrentes, mas como demonstramos que a paz com Deus vem em primeiro lugar? (b) Como é possível termos paz, quando há agitação ao redor de nós?

      13 Fora da congregação, porém, nem todos estão dispostos a ser pacíficos. Por isso, Romanos 12:18 aconselha realisticamente: “Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens.” Mas nossos esforços de promover a paz não incluem transigir quanto aos requisitos justos de Jeová. Poderemos ajustar a hora para fazermos certas coisas, mas sabemos que não é sábio deixar de assistir às reuniões congregacionais ou refrear-nos da participação no ministério do campo, a fim de manter a paz com o cônjuge ou com parentes. E sabemos que Jeová não aprova nossa participação em práticas ímpias junto com colegas de trabalho ou de escola, a fim de termos a aprovação deles. Reconhecemos que a verdadeira paz pertence apenas àqueles que usufruem primeiro a paz com Deus, os que amam a lei de Jeová e andam nos Seus caminhos. Esta é a paz que prezamos acima de tudo o mais. (Salmo 119:165) É verdade que talvez haja muita agitação ao redor de nós. Os descrentes talvez discutam e lutem uns com os outros; talvez lancem invectivas sobre nós, por causa da nossa fé. Mas sabemos que a Palavra de Deus nos ensinou como devemos comportar-nos. Por continuarmos a seguir um proceder em harmonia com os caminhos justos de Jeová, não ficaremos privados da paz que é da maior importância. — Veja Salmo 46:1, 2.

      14. Mesmo que pessoalmente soframos tribulação, o que torna possível que continuemos a manter a calma íntima e uma perspectiva otimista quanto ao futuro?

      14 Na última noite antes da sua morte, Jesus disse aos seus fiéis apóstolos: “Eu vos disse estas coisas para que, por meio de mim, tenhais paz. No mundo tereis tribulação, mas, coragem! eu venci o mundo.” (João 16:33) Sim, sofremos tribulações. Como cristãos, sofremos perseguições de diversas espécies. Podemos sofrer injustiças, e muitos padecem de graves doenças. Mas a paz divina nos sustenta em tudo isso. Por termos sido ensinados por Jeová, sabemos o motivo de os cristãos serem perseguidos. Não temos dúvida quanto a por que existem injustiças e por que sofremos doenças. Sabemos também o que o futuro tem em reserva. Sabemos que, em resultado do proceder fiel de Jesus na vida e da sua morte sacrificial, a libertação é certa. Além disso, sabemos que, não importa quais os problemas com que nos confrontemos agora, podemos recorrer a Deus em oração, com plena confiança de que ele se importa amorosamente conosco e nos sustentará por meio do seu espírito. — Romanos 8:38, 39.

      15. Em que sentido é verdade que a paz que Cristo torna possível não é como a que o mundo oferece?

      15 Jesus disse apropriadamente em João 14:27: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não a dou a vós do modo como o mundo a dá. Não se aflijam os vossos corações, nem se encolham de temor.” Certamente é verdade que o mundo não tem nada parecido à paz que Deus dá por meio de Jesus Cristo. Ela nos habilita a ser fortes em face de situações que fariam com que outros perdessem toda esperança.

      16. (a) Que perspectiva têm aqueles que agora realmente prezam a paz que Deus dá? (b) Como podemos demonstrar que nós, de fato, prezamos esta paz?

      16 Quão maravilhoso é o futuro que aguarda todos os que agora aceitam a paz que vem de Deus e que dão a ela o destaque merecido na sua vida! Dentro em breve terá desaparecido o mundo que está em inimizade com Deus. Toda a criação, com o tempo, estará plenamente unida em paz pelos requisitos justos do Soberano Universal. Que a nossa gratidão por esta grandiosa perspectiva nos induza a trabalhar agora em plena harmonia com ela. Escutemos todos nós com atenção as instruções de Jeová e recebamos seus mandamentos firmemente implantados no nosso coração, para que deveras amemos seus caminhos e façamos o que ele requer. Conforme declara Provérbios 3:1, 2: “Filho meu, não te esqueças da minha lei, e observe teu coração os meus mandamentos, porque te serão acrescentados longura de dias e anos de vida e paz.”

      Perguntas de Recapitulação

      ◻ Segundo Isaías 48:18, de que precisamos, se havemos de ter abundante paz?

      ◻ Por fazermos o que podemos sentir mais plenamente a paz divina?

      ◻ O que se espera de nós quanto a manter a paz com nossos irmãos e nossas irmãs?

      ◻ Como podemos manter a paz, mesmo quando cercados por descrentes?

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