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Paz divina para os ensinados por JeováA Sentinela — 1987 | 15 de março
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o lugar mais destacado na sua vida. De modo que ela se eleva acima de todo outro tipo de adoração na qual se empenhavam anteriormente e na qual o mundo em volta deles continua a empenhar-se. Isto tem sido observado por pessoas de todas as nações. Viram que, apesar das demandas feitas por autoridades do mundo ou pela prevalência de práticas não-cristãs no mundo, os que adoram a Jeová colocam a sua relação com Ele acima de tudo o mais. Os observadores viram também os frutos que isso produz na vida de tais adoradores, e muitos querem participar na verdadeira adoração. De modo que agora mais de três milhões de pessoas dizem a outros: “Vinde, e subamos ao monte de Jeová, à casa do Deus de Jacó; e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.” — Veja também Zacarias 8:23.
12. Como são beneficiados os mencionados em Isaías 2:2, 3, por terem a Deus por Instrutor, e qual é uma parte destacada da instrução que ele lhes dá?
12 Imagine o que isto significa — ter a Deus por Instrutor! Os que recebem tal instrução e realmente sabem avaliar a sua fonte não são afligidos por constantes conflitos mentais. Não se vêem dilacerados entre duas opiniões, nem em dilema quanto ao que é correto. A verdade da Palavra de Deus é cristalina. E o que indica Isaías 2:4 sobre qual seria uma parte destacada da instrução que recebem? Esta envolve a maneira de se usufruir a paz no meio de um mundo dilacerado por conflitos. Assim, não importa o que outros escolham fazer, os ensinados por Jeová tomam a iniciativa de forjar das suas espadas relhas de arado e das suas lanças, podadeiras. Não aprendem mais a guerra.
13. Qual é a procedência dos da “grande multidão”, mas o que os tornou o tipo de pessoas que são?
13 Trata-se do mesmo grupo apresentado em Revelação 7:9, 10, 14, como os que sobrevivem para a nova terra pacífica de Deus, que virá depois da vindoura “grande tribulação”. Os da “grande multidão” de sobreviventes procedem de todos os grupos étnicos, tribos, povos e línguas. Muitos deles anteriormente pertenciam a facções em guerra entre si. Outros simplesmente seguiam um proceder na vida, que era basicamente egoísta; mas isso também interferia no usufruto da paz. Mas agora, os que saíram de todas as nações são pessoas pacíficas, que promovem a paz. E o que os tornou assim? Foram ensinados por Jeová. — Isaías 11:9.
Uma Paz Extraordinária
14. Em que se baseia a paz de Jeová, e por quê?
14 A paz com que Jeová favorece seu povo é deveras extraordinária. Não é do tipo que resulta quando duas partes, que não confiam uma na outra, chegam a um acordo frágil. Não envolve transigência. Baseia-se na justiça. (Isaías 32:17) Mas, como se pode dar isso com a paz que envolve humanos imperfeitos? Que justiça temos nós, pecadores? Pois bem, pela fé, podemos usufruir uma justiça que se torna possível por meio do valor do sacrifício de Jesus, que expia pecados.
15. Durante o ministério terrestre de Jesus, o que ensinava Jeová aos seus prospectivos filhos como vital para a paz?
15 Isto nos ajuda a avaliar o que Jesus disse, conforme registrado em João 6:45-47. Ele estava falando a judeus que não se sentiam atraídos a ele como o Messias, e que, por isso, murmuravam contra ele. Mas foi com referência aos seus discípulos que Jesus disse: “Está escrito nos Profetas [especificamente em Isaías 54:13]: ‘E todos eles serão ensinados por Jeová.’ Todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim. Não é que algum homem tenha visto o Pai, exceto aquele que é de Deus; este tem visto o Pai. Eu vos digo em toda a verdade: Quem crê, tem vida eterna.” Esses discípulos aceitaram a instrução que Jeová lhes dava. Sentiram-se atraídos a Jeová. Ao passo que outros rejeitaram as coisas que Jesus ensinava e o abandonaram, seus apóstolos permaneceram. Conforme disse Pedro: “Nós cremos e viemos a saber que tu és o Santo de Deus.” (João 6:69) Por causa da sua fé em Jesus Cristo, era possível que entrassem numa relação pacífica com Jeová Deus, uma relação acompanhada pela garantia de vida eterna.
16. (a) A partir de Pentecostes de 33 EC, que benefício derivaram os seguidores de Cristo da provisão feita por meio dele? (b) O que se exigia deles depois?
16 A partir de Pentecostes de 33 EC, os benefícios do sacrifício de Cristo começaram a ser aplicados àqueles fiéis seguidores dele. Cumpriu-se neles o que Paulo escreveu mais tarde em Romanos 5:1: “Agora que temos sido declarados justos em resultado da fé, gozemos de paz com Deus por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Por nascença, todos eles eram descendentes de Adão. Como pecadores, estavam apartados de Deus. Nenhumas obras boas que talvez tivessem feito pessoalmente podiam cancelar sua herança do pecado. Mas Jeová, pela sua benignidade imerecida, aceitou o sacrifício da vida humana perfeita de Jesus a favor da descendência de Adão. Para aqueles que exerciam fé nesta provisão tornou-se então possível que se lhes creditasse justiça e que fossem adotados por Deus como filhos, visando a vida celestial. (Efésios 1:5-7) No entanto, exigia-se deles algo mais? Sim, tinham de andar nos caminhos de Jeová. Não mais deviam fazer do pecado uma prática. Mas, davam-se conta de que a justiça que tivessem era em resultado da benignidade imerecida de Deus, expressa por meio de Cristo. Conforme diz o texto, ‘gozavam a paz com Deus por intermédio de Jesus Cristo’.
17, 18. (a) Usufruem as “outras ovelhas” tal paz com Deus? (b) Que questões adicionais merecem consideração?
17 Que dizer daqueles que Jesus chamou de suas “outras ovelhas”? (João 10:16) Usufruem tal paz com Deus? Não como filhos de Deus, mas Colossenses 1:19, 20, os inclui como os beneficiados pela paz divina. Diz que Deus achou bom, por meio de Cristo, “reconciliar novamente todas as outras coisas consigo mesmo, por fazer a paz por intermédio do sangue que ele [Jesus] derramou na estaca de tortura, quer sejam as coisas na terra, [isto é, os favorecidos com a vida eterna na terra paradísica,] quer as coisas nos céus”. Aqueles que têm perspectivas terrenas são declarados justos e usufruem desde já a paz com Deus, não como filhos, mas como ‘amigos de Deus’, assim como Abraão foi. Que posição favorecida! — Tiago 2:23.
18 Usufrui você tal paz? Sente-a tão plenamente como é possível aos humanos que vivem neste mais significativo tempo da história? No artigo que segue, consideraremos algumas das coisas que podem ajudar a tornar isso possível.
Perguntas de Recapitulação
◻ Por que não há paz no mundo?
◻ Qual é a paz que Deus dá agora?
◻ Quem pode usufruir tal paz?
◻ De que modo é a justiça um fator vital nesta paz?
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A maneira de você sentir mais plenamente a paz divinaA Sentinela — 1987 | 15 de março
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A maneira de você sentir mais plenamente a paz divina
“Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” — ISAÍAS 48:18.
1. De que precisamos, se havemos de usufruir a paz o mais plenamente possível?
AQUELES que regularmente participam no estudo congregacional da Bíblia com a ajuda desta revista reconhecem o valor da paz que Deus dá, e desejam esta paz. A maioria, sem dúvida, a usufrui. Mas nem todos a sentem tão plenamente como poderiam. Por que se dá isso? Jeová disse a respeito daqueles que teriam a paz divina: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar. Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” — Isaías 48:17, 18.
2. (a) O que está subentendido na expressão ‘prestar atenção’? (b) A quantos dos mandamentos de Deus temos de prestar atenção? (1 João 5:3)
2 É óbvio que todos podem tirar proveito de freqüentar as reuniões em que se considera a Bíblia. Mas apenas aqueles que prestam atenção aos mandamentos de Jeová, aqueles que os aplicam pessoalmente e se harmonizam com eles, usufruem realmente a paz divina. Há alguns campos em que você precisa fazer isso mais plenamente? (2 Pedro 1:2) Não basta acatarmos uns poucos requisitos de Deus e então deixar de lado aqueles que achamos inconvenientes ou mais difíceis. Quando o Diabo tentou induzir Jesus Cristo a adotar seu modo egoísta de pensar, Jesus respondeu firmemente: “Está escrito:
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