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Por que deseja a vida para si e para outros?A Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
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A maioria das pessoas simplesmente fazem as coisas aos poucos e por partes, e confiam em que o produto final seja mais ou menos segundo o seu desejo esperançoso. Mas no novo sistema de Jeová, haverá tempo e o potencial para se levar uma idéia a cabo em termos concretos, até o seu término. Isto resultará em felicidade humana por toda a eternidade, para a glória de Deus, pois este é Seu propósito declarado. — Isa. 55:10, 11.
19. O que podemos fazer, a fim de assegurar para nós e para outros o dom da vida eterna?
19 Portanto, preze a vida como um dom de Deus por fazer a vontade de Deus agora. Incuta esta reverência pela vida em outros, por mostrar-lhes a única Fonte da vida, seu verdadeiro significado e seu objetivo recompensador. Ajude outros a se tornar discípulos, aprendizes, de Jeová Deus e de Cristo Jesus, ensinando-lhes tudo o que Deus ordenou que fizessem. Ao indicarmos a outros o único motivo da vida, estimularemos o objetivo da vida em nós mesmos. Porque a vida, igual ao amor, não pode medrar dentro de seus próprios limites, mas é renovada ao se oferecer a outros. E seu serviço maior e mais recompensador é glorificar a Deus. Seu derradeiro desejo, portanto, é expresso pelo salmista, que disse: “Toda coisa que respira — louve ela a Já. Louvai a Já!” — Sal. 150:6.
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‘Empenhe-se pelas coisas que produzem paz’A Sentinela — 1973 | 1.° de dezembro
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‘Empenhe-se pelas coisas que produzem paz’
“Assim, pois, empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua.” — Rom. 14:19.
1. (a) O que se viu obrigado a reconhecer este século vinte? (b) Mas que pergunta nos vemos obrigados a fazer?
A BUSCA da paz é uma das grandes preocupações de nossa era. Muitos acreditam que a paz seja uma necessidade para a sobrevivência da raça humana. Mas, será que as nações e as pessoas, como um todo, querem a paz o bastante para estar dispostas a pagar o preço elevado que custa, na reconstrução de sua vida, de seus objetivos e de seus princípios? Dificilmente, a julgar-se pelos esforços que fazem para obtê-la. Considere a evidência:
2. (a) Como procura o mundo a paz e com que resultado? (b) Como disse certo cientista francês que se deve estabelecer a paz?
2 O mundo procura a paz por interesse pessoal, pelo equilíbrio de poder, por pactos mútuos e alianças internacionais. Tenta manipular os recursos humanos para impedir a guerra. O conceito que o mundo forma da paz é na realidade um estado de preparação armada. Espera que o medo refreie a luta e a violência. Tal paz é um expediente superficial e falso. De modo algum representa a busca da verdadeira paz. Conforme observou o cientista francês Lecomte du Noüy: “Chegou o tempo para as nações, bem como as pessoas, saberem o que querem. Se os países civilizados querem a paz, devem compreender que o problema precisa ser encarado basicamente. Os velhos arrimos que nos foram legados por gerações passadas quebram-se por todos os lados. Não podem ser consolidados com expedientes, com pedaços de corda, potes de cola e tratados assinados solenemente por Cavalheiros Digníssimos. Além disso, a consolidação não basta. A paz precisa ser estabelecida pela transformação do homem desde o íntimo, e não por se armarem estruturas externas.”
3. (a) O que diz o profeta Isaías sobre a origem da paz? (b) Por que não podem as nações afirmar ter tal paz, mas quem pode, e por quê?
3 No entanto, a paz por meio de tal poder transformador não vem pelas manipulações políticas dos homens, mas pela justiça de Jeová Deus. Observe o que o profeta de Jeová, Isaías, escreveu sobre esta paz, sete séculos antes de nossa Era Comum. Primeiro, ele disse que a verdadeira paz nunca pode vir à terra “até que o espírito [de Jeová] seja despejado sobre nós do alto”. Isaías prossegue então: “O trabalho da verdadeira justiça terá de tornar-se a paz; e o serviço da verdadeira justiça: sossego e segurança por tempo indefinido.” (Isa. 32:15-17) Quais as nações do mundo que podem afirmar que em todas as suas deliberações modernas a favor da paz a primeira preocupação deles é a justiça de Deus? Nunca tomaram um alvo tão elevado. Portanto, nunca colheram a paz de que falou o profeta de Deus. Mas o povo de Deus, as suas testemunhas, mostrou genuína preocupação com a justiça de Deus. Pois, Jeová é o Deus de paz; a paz é fruto de seu espírito. (2 Cor. 13:11; Gál. 5:22) Corretamente, suas testemunhas colheram a paz de Deus que excede todos os pensamentos, a qual guardou seu coração e sua faculdade mental por meio de Cristo Jesus. (Fil. 4:7) É a esta paz a que todos os que amam a justiça e querem viver eternamente precisam agora dar a devida consideração.
PROVEITO TIRADO DA PAZ QUE JEOVÁ DA A SUA ORGANIZAÇÃO
4. Que situação prevalece na organização de Jeová e como foi isto predito?
4 Jeová tem dado paz abundante à sua organização, por causa do interesse dela na justiça. Esta paz se manifesta pelo estado de sossego, tranqüilidade e relações harmoniosas que existem entre as testemunhas de Jeová. Não criam dificuldades nem altercam sobre como Jeová maneja sua organização. Este ambiente de paz foi predito em Isaías 60:17: “Eu vou designar a paz como teus superintendentes e justiça como teus feitores.” Sem a justiça de Deus, não pode haver paz verdadeira ou duradoura.
5. Como mantém a organização de Jeová a sua união pacífica?
5 Quando Jeová fornece discernimento esclarecedor sobre um ponto doutrinal ou sobre um novo proceder a ser adotado, então, as instruções são enviadas de modo ordeiro aos diversos ramos da organização. Toda a organização passa a adotar então suavemente o proceder ajustado que está mais em harmonia com a vontade revelada de Jeová. O ajuste é feito pacificamente, sem que os diversos elementos estruturais alterquem entre si. Assim, a organização avança e realiza a obra de Jeová.
6, 7.(a) O que se pode reconhecer sobre a paz na organização de Jeová? (b) Que obrigação tem cada membro para manter a paz, conforme admoestam Pedro e João?
6 Baseado na Bíblia e na experiência pessoal, reconhece-se que a paz na organização das testemunhas de Jeová não é teoria, mas sim realidade, cumprimento da vontade divina e fruto do espírito santo de Deus. Ela procede de Deus, em vez de ser gerada pelos esforços dos homens, sem ajuda. Sendo assim, alguém talvez pergunte: Como é que cada um na organização contribui individualmente para a paz dela?
7 A paz pessoal não vem automaticamente, só porque alguém ingressou na organização pacífica de Jeová. Cada um precisa fazer a sua parte. Conforme declarou o apóstolo Pedro: “Aquele que amar a vida e quiser ver bons dias, refreie a sua língua do que é mau e os seus lábios de falar engano, mas desvie-se ele do que é mau e faça o que é bom; busque a paz e empenhe-se por ela.” (1 Ped. 3:10, 11) As palavras inspiradas de Pedro tornam claro que, se havemos de usufruir a paz da organização de Jeová, então a paz precisa ser uma realidade
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