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ParaísoRaciocínios à Base das Escrituras
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que o paraíso fosse uma subdivisão do domínio dos mortos, mas, ao contrário, a restauração de um paraíso na terra.”
Quando é que Jesus ‘entraria no seu reino’ e cumpriria o propósito de seu Pai de fazer da terra um paraíso? O livro de Revelação, escrito cerca de 63 anos depois de terem sido feitas as declarações registradas em Lucas 23:42, 43, indica que esses eventos ainda ocorrerão no futuro. (Veja as páginas 110-113, sob “Datas”, também o tópico geral “Últimos Dias”.)
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PecadoRaciocínios à Base das Escrituras
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Pecado
Definição: Literalmente, não atingir o alvo, segundo os textos hebraico e grego da Bíblia. O próprio Deus fixa o “alvo” que suas criaturas inteligentes devem atingir. Não atingir esse alvo é pecado, que também é injustiça ou desregramento. (Rom. 3:23; 1 João 5:17; 3:4) Pecado é qualquer coisa que não esteja em harmonia com a personalidade de Deus, suas normas, seus caminhos e sua vontade, todos os quais são santos. Pode envolver conduta errada, deixar de fazer o que se deve fazer, fala impiedosa, pensamentos impuros, ou desejos ou motivos egoístas. A Bíblia faz distinção entre o pecado herdado e o pecado intencional, entre um ato pecaminoso, do qual a pessoa se arrepende, e fazer do pecado uma prática.
Como foi possível Adão pecar se era perfeito?
Sobre Adão ser perfeito, leia Gênesis 1:27, 31 e Deuteronômio 32:4. Quando Jeová Deus declarou a respeito de sua criação terrestre, incluindo o homem e a mulher, que tudo era “muito bom”, que queria dizer ele? Para Alguém, cuja atividade é perfeita, dizer que o que tinha feito era “muito bom”, deve ter estado à altura de suas normas perfeitas.
Será que a perfeição requeria que Adão e Eva fossem incapazes de fazer o que é errado? Quem faz um robô espera que este faça exatamente o que ele programou que fizesse. Mas um robô perfeito não seria um humano perfeito. As qualidades consideradas essenciais não são as mesmas. Adão e Eva eram humanos, não robôs. Deus deu à humanidade a capacidade de escolher entre o certo e o errado, entre a obediência e a desobediência, para fazer decisões morais. Visto que foi assim que os humanos foram projetados, a incapacidade de fazer tais decisões (e não uma decisão insensata) é que indicaria a imperfeição. — Veja Deuteronômio 30:19, 20; Josué 24:15.
Para que Adão e Eva se qualificassem como tendo sido criados perfeitos, precisavam ser corretas daí para frente todas as decisões deles? Isso equivaleria a dizer que não tinham escolha. Mas Deus não os fez de tal modo que a obediência deles fosse automática. Deus lhes concedeu a capacidade de escolha, para que lhe obedecessem por amor. Ou, se permitissem que seu coração se tornasse egoísta, tornar-se-iam desobedientes. O que lhe agrada mais — quando alguém faz alguma coisa porque se sente forçado a fazê-la ou porque ele quer fazê-la? — Veja Deuteronômio 11:1; 1 João 5:3.
Como podiam tais humanos perfeitos tornar-se egoístas, levando-os isso a praticar atos de pecado? Embora criados perfeitos, seus corpos físicos não continuariam a funcionar com perfeição se não fossem providos de alimento adequado. Portanto, assim também, se deixassem sua mente alimentar-se de pensamentos errados, isso causaria degradação moral, pecaminosidade. Tiago 1:14, 15 explica: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado.” No caso de Eva, os desejos errados começaram a se desenvolver quando ela escutou com interesse a Satanás, que usou uma serpente como porta-voz. Adão cedeu quando sua esposa instou com ele para que se unisse a ela em comer do fruto proibido. Em vez de rejeitarem os pensamentos errados, ambos alimentaram desejos egoístas. O resultado foram atos pecaminosos. — Gên. 3:1-6.
Fazia o pecado de Adão parte do “plano de Deus”?
Veja a página 29 sob o tópico “Adão e Eva”, também a página 117, sob o tópico “Destino”.
Existe realmente hoje tal coisa chamada “pecado”?
Ilustrações: Se um homem doente quebrasse o termômetro, provaria isso que ele não tem febre? Se um ladrão dissesse não acreditar no que está escrito nos códigos penais,
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