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PérgamoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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construída Pérgamo, certos deuses haviam presenciado o nascimento de Zeus, e o enorme altar situado posteriormente na acrópole é considerado como uma das maravilhas daquela era. Aqueles que adoravam a Zeus podiam ter também outros deuses, mas deviam considerá-los como sendo subordinados a ele. Os cristãos em Pérgamo foram elogiados, porém, por se haverem apegado à sua devoção exclusiva ao Deus verdadeiro, Jeová, e não renegarem a fé, apesar de morarem ‘onde estava o trono de Satanás’.
O “ENSINO DE BALAÃO”
Todavia, existia na congregação ali a influência solapadora ‘dos que se apegavam ao ensino de Balaão’. (Rev. 2:14) Esta expressão faz lembrar o profeta mesopotâmio, Balaão, o qual, depois de frustradas tentativas de amaldiçoar Israel, sugeriu o emprego de mulheres pagãs para engodar varões israelitas à adoração lasciva de deuses falsos. Em conseqüência da resultante imoralidade sexual e idolatria, morreram 24.000 israelitas. (Núm. 25:1-18; 1 Cor. 10:8; veja BALAÃO.) Parece que alguns na congregação de Pérgamo, ‘os que se apegavam ao ensino de Balaão’, toleravam a fornicação. (Judas 4, 11; 2 Ped. 2:14, 15) Pérgamo era famosa pelo suntuoso templo de Afrodite (Vênus), a deusa do amor sexual, e eram comuns as práticas religiosas sensuais.
Alguns da congregação também haviam sido influenciados pelo ensino da “seita de Nicolau”, e foram exortados a se arrependerem disso. — Rev. 2:15, 16.
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PergeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PERGE
Cidade de destaque da província romana da Panfília. Acredita-se que as ruínas da antiga Perge estejam localizadas perto da atual vila de Murtana, c.13 km da costa S da Ásia Menor, e c. 8 km a O do rio Cestrus (Ak Su). Parece que, antigamente, segundo o geógrafo grego Estrabão, este rio era navegável bem ao N, até Perge. Contudo, a vizinha Atália, na costa da Panfília, parece ter servido como o porto de Perge, e, com o tempo, até mesmo chegou a suplantar Perge em importância. — Compare com Atos 14:24-26.
O apóstolo Paulo e seus associados chegaram a esta cidade bem no início de sua primeira viagem missionária. (Atos 13:13) Mais próximo do fim dela, ‘falaram a palavra em Perge’, mas não se sabe se alguém dentre sua população aceitou o cristianismo. — Atos 14:24, 25.
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PernaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PERNA
Relacionado com a investidura do sacerdócio, a perna direita do “carneiro da investidura” constituía uma parte dá “oferta movida”. (Lev. 8:22, 25-27) Em determinados sacrifícios, a perna traseira direita, evidentemente a parte superior, mais seleta, também era entregue, como porção sagrada, ao sacerdote oficiante. (Lev. 7:32-34; 10:12, 14, 15) A perna dianteira, a “espádua” (literalmente, “braço”) ou “quarto dianteiro” (BV) é também mencionado como quinhão dos sacerdotes, em Números 6:19 e Deuteronômio 18:3.
Os insetos que possuem “pernas de salto” eram as únicas criaturas pululantes aladas designadas pela Lei como sendo puras (limpas) como alimento. — Lev. 11:21.
Jeová disse profeticamente à cidade de Babilônia: “Despe tua ampla saia. Descobre tua perna. Cruza os rios.” (Isa. 47:1, 2) Em vez de ser uma rainha mimada, que é servida, ela figurativamente tinha de descobrir as pernas até as cadeiras, a fim de, descalça, como uma cativa, vadear os rios através dos quais os conquistadores dela a arrastariam.
Empregam-se também as pernas, em sentido figurado, para representar o poderio, ou a ligeireza e o poder humanos. No Salmo 147:10, lemos: “Não é na potência do cavalo que [Jeová] se agrada, nem tem prazer nas pernas do homem.” Em Provérbios 26:7, as pernas de coxos são mencionadas como símbolo de inutilidade ou de incapacidade.
Parece ter sido um costume romano infligir um golpe de misericórdia por quebrar as pernas dos criminosos condenados a morrer numa estaca, a fim de abreviar sua desdita. Os soldados, por solicitação dos judeus, quebraram as pernas dos homens que foram pregados em estacas ao lado de Jesus Cristo, mas, verificando que Jesus já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Por conseguinte, cumpriu-se a profecia do Salmo 34:20. — João 19:31-36; compare com Êxodo 12:46; Números 9:12.
OUTRO EMPREGO DO TERMO
O termo “perna” também é empregado para significar a parte inferior da perna, entre o joelho e o tornozelo. Em cada ocorrência dessa palavra hebraica na Bíblia, ela se refere à perna ou pata (BV; PIB) dum animal, e geralmente com referência aos animais preparados para sacrifício. (Lev. 1:9, 13; 4:11, 12; 8:21; 9:14) Em Amós 3:12, o profeta de Jeová utiliza a figura dum pastor que arranca duas pernas dum animal da boca dum leão (evidentemente para se eximir da responsabilidade pela perda de um animal de seu rebanho). Aqui o profeta representa vividamente a destruição que sobreviria a Samaria, especialmente aos líderes dela. Haveria pouquíssimos que escapariam da devoração leonina por parte dos inimigos de Samaria.
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PérolaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PÉROLA
Jóia lisa, relativamente dura, globular e, em geral, branca, com leve brilho iridescente, usada como adorno desde os tempos antigos. (1 Tim. 2:9; Rev. 17:4; 18:11, 12, 15, 16; 21:2, 21) É uma concreção endurecida de carbonato de cálcio, que se forma dentro das ostras perlíferas e de determinados outros moluscos. Quando uma partícula estranha (como um grão de areia ou um ínfimo parasita) penetra na região entre o corpo e a concha dum molusco, isto estimula nele a secreção duma substância calcária chamada “nácar”, que endurece, formando uma camada perlífera em volta do irritante material intruso. Sobrepõem-se camadas sucessivas desta substância como uma “casca” em torno da partícula estranha, que serve de núcleo. Se o núcleo permanece desligado da concha, devido às contrações do manto que reveste interiormente a concha, forma-se dentro de alguns anos uma linda pérola.
EMPREGO ILUSTRATIVO
A Bíblia às vezes faz alusão à preciosidade das pérolas, de modo ilustrativo. A respeito do valor transcendente da verdadeira sabedoria, Jó afirmou: “Uma bolsa cheia de sabedoria vale mais do que uma de pérolas.” (Jó 28:18) No Sermão do Monte, Jesus Cristo aconselhou: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos, para que nunca as pisem debaixo de seus pés, e, voltando-se, vos dilacerem.” (Mat. 7:6) Evidentemente Jesus queria dizer que, se alguém demonstra ser semelhante a um cão ou a um porco, não tendo apreço por coisas espirituais, não se deveria fazer empenho adicional de partilhar pensamentos e ensinos espirituais com ele. Tais pessoas corruptas iriam apenas calcar sob os pés valiosas coisas espirituais, e maltratar ou causar danos a qualquer pessoa empenhada em partilhar tais coisas com elas. Jesus também ilustrou a preciosidade do reino dos céus por meio de “uma pérola” de tão grande valor que certo comerciante viajante, que andava à cata de pérolas excelentes, “vendeu prontamente todas as coisas que tinha e a comprou”. (Mat. 13:45, 46) Dessa maneira, Jesus mostrou que o indivíduo que sente apreço pelo verdadeiro valor de alcançar o reino dos céus estaria disposto a desfazer-se de tudo a fim de consegui-lo. — Compare com Mateus 11:12; Lucas 13:23-25: Filipenses 3:8-11.
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PerseguiçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PERSEGUIÇÃO
Esta palavra portuguesa se deriva do latim persequi, “ir ao encalço de”, sendo equivalente ao termo hebraico (radháph) e ao grego (dióko), verbos que significam “ir ao encalço de, caçar, perseguir”. Mais especificamente, a perseguição pode ser definida como fustigamento ou danos que são causados deliberadamente a pessoas em razão de sua condição social, de sua origem racial, ou de sua fé e crenças religiosas, visando, neste último caso, erradicar tais crenças e evitar sua propagação entre novos conversos.
A perseguição assume várias formas. Pode limitar-se a abusos verbais, a zombaria e a insultos (2 Crô. 36:16; Atos 19:9), ou pode incluir pressões econômicas (Rev. 13:16, 17), ferimentos físicos (Mat. 27:29, 30; Atos 5:40), encarceramento (Luc. 21:12; Atos 16:22-24), ódio, e até mesmo a morte. (Mat. 24:9; Atos 12:2) Pode ser instigada por autoridades religiosas (Mar. 3:6; Atos 24:1, 27), ou executada por pessoas desinformadas (Gên. 21:8, 9; Gál. 4:29) e ignorantes (1 Tim. 1:13), ou por turbas desarrazoadas e fanáticas. (Luc. 4:28, 29; Atos 14:19; 17:5) Com mais freqüência, porém, estes grupos são apenas os agentes de instigadores mais poderosos e sinistros — invisíveis forças espirituais iníquas. — Efé. 6:11, 12.
Na profecia original, Jeová Deus predisse a inimizade entre a “serpente” e a “mulher”, e entre seus respectivos ‘descendentes’. (Gên. 3:15) A Bíblia, como um todo, dá testemunho do cumprimento desta profecia. Jesus identificou claramente a serpente como sendo Satanás, o Diabo, e, ao mesmo tempo, àqueles que o perseguiam, ele disse que provinham ‘do pai deles, o Diabo’, sendo, por conseguinte, parte da ‘descendência’ dele. (João 8:37-59) O livro de Revelação (Apocalipse) mostra que tal perseguição continua até o tempo de Cristo ser investido do poder de reinar, e até mesmo por algum tempo depois disso, pois, quando Satanás e seus anjos são lançados para baixo, à terra, o dragão ‘persegue a mulher, travando guerra com os remanescentes de sua semente, que observam os mandamentos de Deus e que têm a obra de dar testemunho de Jesus’. — Rev. 12:7-17.
HISTÓRIA
A perseguição religiosa tem uma história que, segundo Jesus, remonta a Caim, filho de Adão. (Gên. 4:3-8; Mat. 23:34, 35) Caim assassinou seu irmão, Abel, porque fora motivado pelo “iníquo”, Satanás, o Diabo. (1 João 3:12) A questão envolvida na morte de Abel centralizava-se em torno da adoração fiel a Jeová. (Heb. 11:4) Jó, homem de Deus, cujo nome significa “objeto de hostilidade”, com o tempo tornou-se alvo de perseguição iníqua, instigada por Satanás. A esposa de Jó, e seus três amigos, foram apenas instrumentos utilizados, consciente ou inconscientemente, por esse arquiinimigo de Deus e do homem. — Jó 1:8 a 2:9; 19:22, 28.
De tempos a tempos, os governantes de Judá e de Israel infligiram muitos sofrimentos aos representantes especiais de Deus. Para exemplificar: O Rei Saul fez de Davi (‘homem agradável ao coração de Deus’ [Atos 13:22]) o alvo principal de seu ódio. (1 Sam. 20:31-33; 23:15, 26; Sal. 142:6) Durante o reinado de Acabe e Jezabel, muitos profetas de Jeová se viram obrigados a esconder-se quais fugitivos, ou foram mortos. (1 Reis 18:13, 14; 19:10) O Rei Manassés derramou sangue inocente “em quantidade muito grande”. (2 Reis 21:16) O Rei Jeoiaquim matou Urijá, “um homem que profetizava em nome de Jeová”. (Jer. 26:20-23) Jeremias sofreu muita perseguição às mãos dos oficiais do governo. (Jer. 15:15; 17:18; 20:11; 37:15, 16; 38:4-6) Devido à infidelidade de seu povo, Israel, Jeová permitiu, às vezes, que outras nações perseguissem
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