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A adoração da “fera” — por que é recusada pelos verdadeiros cristãosA Sentinela — 1977 | 15 de abril
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liberdade de dar a Deus devoção exclusiva.
Como Testemunhas de Jeová, dão valor à sua relação com Deus e Cristo, acima de tudo o mais. Se se identificassem como alguém que dá apoio incondicional a qualquer arranjo político, agiriam contrário ao ensino bíblico, de que todos os sistemas humanos de governo existem pela tolerância de Deus, até o tempo em que ele decida substituí-los pelo Seu reino nas mãos de Jesus Cristo. (Dan. 2:44; 7:13, 14) As Testemunhas de Jeová prometeram lealdade incondicional exclusivamente a Deus e Cristo. Qualquer ato da sua parte que indicasse outra coisa, portanto, seria um ato de deslealdade. Tal ato seria negar a Deus e Cristo o que legitimamente lhes cabe, e seria adoração da “fera”.
Além disso, as provisões de vida não provêm do Estado político, mas de Deus. O apóstolo cristão Paulo disse aos homens de Listra: “[Deus] permitiu, nas gerações passadas, que todas as nações andassem nos seus próprios caminhos, embora, deveras, não se deixou sem testemunho, por fazer o bem, dando-vos chuvas do céu e estações frutíferas, enchendo os vossos corações plenamente de alimento e de bom ânimo.” — Atos 14:16, 17.
Portanto, sempre que o usufruto das provisões de Deus é tornado dependente exclusivamente de expressões prescritas de lealdade à autoridade governamental (como, por exemplo, associação compulsória com um partido político governante), o Estado, apresentando-se erroneamente como fonte de todas as boas coisas, constitui-se em deus. Aqueles que apóiam a orientação de tal Estado neste respeito, quer voluntariamente, quer sob compulsão, tornam-se adoradores da “fera”. Concordam com a desconsideração ao verdadeiro Deus por parte da fera e com todas as brutalidades cometidas contra aqueles que dão a Deus a devoção exclusiva.
Portanto, é simples a resposta sobre o motivo pelo qual os verdadeiros cristãos não podem adorar e não adorarão a “fera”. A fera não tem direito a tal adoração. Não importa quão insignificante o ato exigido possa parecer, se o cristão se empenhasse em tal adoração, ele seria desleal a Deus e Cristo. Os verdadeiros cristãos, em vez disso, mostram devoção inquebrantável ao Dador da vida e ao reino de Seu Filho.
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O apóstolo Pedro ‘fortaleceu seus irmãos’A Sentinela — 1977 | 15 de abril
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O apóstolo Pedro ‘fortaleceu seus irmãos’
ATUALMENTE, as atividades cristãs das Testemunhas de Jeová sofrem restrições em mais de quarenta países, em diversos sentidos. Cada vez mais são “contristados por várias provações”, provas de sua fé. — 1 Ped. 1:6, 7.
Em certos países, tais como os atrás da Cortina de Ferro, bem como na África e no Oriente, esta perseguição é amarga e ferrenha, quase que além de descrição. Para todos os cristãos, mas especialmente para os que sofrem tais provações, a primeira carta inspirada do apóstolo Pedro é de grande consolo. Ao escrevê-la, ele realmente fez o que Jesus lhe mandou fazer: “Fortalece os teus irmãos.” — Luc. 22:32.
Não pode haver dúvida de que o próprio Pedro escreveu esta carta. O próprio escritor identifica-se como sendo Pedro, como “ancião” e como testemunha dos sofrimentos do Cristo. Desde os tempos mais primitivos, a carta tem sido reconhecida como autêntica.
Quando escreveu Pedro esta carta? Em vista da evidência interna e dos fatos da história, chega-se à dedução razoável de que foi escrita entre os anos 62 e 64 E. C. Evidentemente, foi escrita quando os cristãos sofriam muito, mas antes das perseguições movidas por Nero, em 66 E. C.
Onde a escreveu Pedro? Lemos em 1 Pedro 5:13: “Aquela que está em Babilônia, escolhida igual a vós, manda-vos os seus cumprimentos, e assim também Marcos, meu filho.” Há todos os motivos para se crer que Pedro referiu-se ali à cidade literal de Babilônia, assim como se referiu também às províncias literais do Império Romano, na sua introdução: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos residentes temporários espalhados por Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia.” (1 Ped. 1:1) Segundo o historiador judaico Josefo, de nosso primeiro século E. C., Babilônia, no Eufrates, possuía naquele tempo uma população judaica bastante grande, e, por isso, seria bastante natural que Pedro viajasse para o leste, a fim de visitar os judeus ali e pregar a eles, assim como cabia ao apóstolo Paulo viajar para o oeste, para pregar aos gentios. — Gál. 2:7.
No seu empenho de colocar Pedro em Roma, alguns afirmam que Pedro, ao dizer “Babilônia”, queria dizer Roma. Mas, se Pedro realmente tivesse estado em Roma, não haveria motivo de ele ocultar sua estada ali por chamar Roma de “Babilônia”.a
A quem, nestas províncias romanas, escreveu Pedro? Parece que ele escreveu esta carta tanto a cristãos judaicos como gentios. (1 Ped. 2:9, 10; 4:3-5) Em vista das expressões usadas por Pedro e da sua referência em 2 Pedro 3:15, 16, parece que conhecia as cartas de Paulo. Na sua carta, ele freqüentemente cita as Escrituras Hebraicas.
Daquilo que Pedro escreveu, torna-se também claro que aqueles a quem se dirigiu sofriam muita perseguição e podiam esperar mais. Fortalecendo seus irmãos, Pedro passou a salientar na sua carta o excelente exemplo de Jesus, os bons resultados de se suportar perseguição, mesmo agora, a derradeira recompensa por tal perseverança.
CONSELHO, CONSOLO E ENCORAJAMENTO
Pedro começou por salientar a gloriosa esperança dos cristãos ungidos, com a qual se regozijam, “embora atualmente, por um pouco, se preciso, sejais contristados por várias provações, a fim de que a qualidade provada da vossa fé, . . . seja achada causa para louvor, e glória, e honra, na Revelação de Jesus Cristo”. “Por isso, avigorai as vossas mentes para atividade.” — 1 Ped. 1:6, 7, 13.
A fim de fortalecer seus irmãos, Pedro salientou também que, sofrer injustamente por causa da consciência, “é algo agradável a Deus”. De fato, os cristãos foram chamados para tal proceder, sendo que o próprio Jesus deu o exemplo, a fim de que seus discípulos seguissem de perto os seus passos. Sim, “mesmo que sofrerdes pela causa da justiça, sois felizes”, e isso faz lembrar as palavras de Jesus no seu Sermão do Monte. (Mat. 5:10) Por compartilharem agora nos sofrimentos de Cristo, poderão alegrar-se com a Revelação da glória de Cristo. Todavia, Pedro adverte repetidas vezes contra o sofrimento por causa de transgressão. — 1 Ped. 2:19-23; 3:13, 14, 16, 17; 4:2, 12, 15.
Além disso, para fortalecer seus irmãos, a fim de poderem suportar perseguição, Pedro falou muito sobre a
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