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    A Escolha do Melhor Modo de Vida
    • Capítulo 10

      Proteja sua esperança cristã

      1. O que faz com que os “novos céus e uma nova terra” sejam tão desejáveis?

      QUÃO maravilhoso é pensar na perspectiva de vida sem dor, sem tristeza, nem morte! Todavia, na realidade, é ainda mais maravilhoso que a nossa isenção dessas coisas virá por meio da eliminação da imperfeição e do pecado. Quanta bênção é não mais ter de lutar contra inclinações e tendências erradas, de que sabemos que resultam apenas em prejuízo para nós e para outros! Será deveras uma alegria quando cada palavra que proferirmos, cada pensamento que tivermos e cada uma de nossas ações forem para o bem de todos, refletindo genuinamente a maneira de ser de nosso Pai celestial e nunca sendo por motivação egoísta. Sim, com toda a certeza, a justiça será abundante nos ‘novos céus e na nova terra’ criados por Deus. Certamente, vale a pena proteger tal esperança. — 2 Pedro 3:13.

      2. (a) O que teremos de fazer para ver o cumprimento de nossa esperança cristã? (b) Por que não nos deve surpreender que homens egotistas podem ser encontrados entre os que professar, ser cristãos?

      2 Para vermos o cumprimento de nossa esperança cristã, precisamos mantê-la em destaque diante de nós e viver em harmonia com ela. Podemos fazer isso apenas quando resistimos a todas as influências que diminuiriam ou destruiriam a nossa esperança. Ocasionalmente, tal influência prejudicial pode provir de pessoas que não têm mentalidade espiritual e que procuram seus próprios interesses, mas que se associam com a congregação do povo de Deus. Isso não nos deve surpreender, porque o apóstolo Pedro escreveu: “Houve também falsos profetas entre o povo [de Israel], assim como haverá falsos instrutores entre vós [cristãos].” (2 Pedro 2:1a) Assim como aconteceu com o Israel natural, também os cristãos estão sujeitos a corrução de dentro da congregação.

      “INTRODUZIRÃO QUIETAMENTE SEITAS DESTRUTIVAS”

      3, 4. Como descreveu o apóstolo Pedro a maneira em que os falsos instrutores propagam o erro?

      3 O apóstolo Pedro prosseguiu, comentando como operam os proponentes do erro: “Estes mesmos introduzirão quietamente seitas destrutivas.” (2 Pedro 2:1b) O apóstolo não estava escrevendo sobre aqueles que simplesmente têm dificuldade em entender certos assuntos, ou sobre aqueles cujos conceitos honestos talvez não coincidam em todos os sentidos com os da maioria. (Veja Romanos 14:1-6.) Ele tratou antes daqueles que deliberadamente agem para dividir e corromper.

      4 Esses raras vezes são acessíveis, francos ou diretos. Em geral, ‘introduzem’ seus conceitos antibíblicos de maneira quieta e camuflada. No grego original, usado pelo apóstolo Pedro, a frase “introduzirão quietamente” literalmente é “introduzirão pela lateral, ou junto com”. Este é o seu método Junto com alguma doutrina bíblica sólida, introduzem aos poucos e de maneira sutil os seus conceitos divisórios ou corrompedores. Condicionando a mente de seus ouvintes primeiro com algumas verdades óbvias, ou mesmo por um longo raciocínio complicado, amiúde conseguem que estes aceitem algum princípio que só pode levar ao erro. Eles podem usar a Bíblia, mas realmente não a ensinam, empregando aquilo que acham conveniente e adaptando seus ensinos para ajustar-se ao que, por vantagens pessoais, procuram promover. De modo que aquilo a que falta realmente alguma sólida base bíblica se dá a aparência de ser verdade.

      5. Como ilustra a maneira em que Satanás enganou Eva os métodos de alguém que ensina falsidade?

      5 Este processo é bem ilustrado pela maneira em que Satanás enganou Eva, por meio da serpente. Inicialmente, suscitou-se uma pergunta aparentemente inocente: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1) Esta pergunta pervertia a verdade. Dava a entender que o Altíssimo impunha uma restrição indevida, privando os primeiros humanos de algo a que tinham direito. As palavras da serpente devem ter induzido Eva a imaginar por que é que não podia comer da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Desta maneira, Satanás condicionou-lhe a mente a ponto de querer uma resposta. Daí veio a resposta específica da serpente: “Positivamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” — Gênesis 3:4, 5.

      6. (a) Que fatores tornaram Eva suscetível a aceitar o erro? (b) Como se formou um grupo herético em resultado da mentira de Satanás?

      6 Visto que a mente de Eva fora sutilmente preparada para isso, a resposta mentirosa não lhe provocou um choque. O fato de que “a serpente mostrava ser a mais cautelosa” de todos os animais parece sugerir que tal criatura dificilmente poderia ser a fonte duma informação errada. (Gênesis 3:1) Além disso, a árvore era atraente e seu fruto parecia ser bom para alimento. Eva foi totalmente enganada. Depois de comer do fruto proibido, ela persuadiu Adão a juntar-se a ela na rebelião contra Deus. (Gênesis 3:6) Desta maneira, as palavras mentirosas da serpente conseguiram apartar os primeiros humanos de seu Pai celestial. Na realidade, formou-se um grupo herético de duas pessoas.

      7. (a) Por que é Cristo repudiado pelos que causam divisões na congregação? (b) Por que se pode dizer que eles ‘trazem sobre si mesmos uma destruição veloz’?

      7 Por meios similares, homens podem fomentar um espírito divisório na congregação, um espírito “partidarista” de rivalidade. Visto que uma facção assim tem suas raízes no erro e deliberadamente procura criar a desunião, sua atitude e seu ensino difamam o Filho de Deus, que comprou a congregação cristã com o seu sangue. Portanto, o apóstolo Pedro disse que tais pseudo-instrutores ‘repudiam até mesmo o dono que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma destruição veloz’. Sim, uma vez que alguém deixa de se apegar a Cristo como chefe, ele o repudia e se lança num proceder que é moral e espiritualmente desastroso. Só pode haver um resultado: a destruição. Quando chegar o tempo para a execução da sentença condenatória, não haverá demora. A justiça será rápida. Os envolvidos, por voluntariamente adotarem o erro, ‘trazem sobre si mesmos uma destruição veloz’. — 2 Pedro 2:1.

      8. Que efeito pode ter a “conduta desenfreada” de professos cristãos sobre os de fora da congregação?

      8 Lamentavelmente, tais pessoas, por afirmarem ser cristãos, ao passo que se comportam de maneira desenfreada, maculam a boa reputação dos servos fiéis de Deus. Muitos dos que observam a conduta depravada de certas pessoas que professam ser cristãos começam a falar mal ou de modo ultrajante de todos os que se identificam como tais. Este é o ponto salientado por Pedro, quando escreveu: “Outrossim, muitos seguirão os seus atos de conduta desenfreada, e, por causa destes, falar-se-á de modo ultrajante do caminho da verdade.” — 2 Pedro 2:2.

      PREVINA-SE CONTRA SER ‘EXPLORADO COM PALAVRAS SIMULADAS’

      9. (a) O que motiva os homens corrutos a tentarem conseguir seguidores? (b) O que acontecerá a tais homens e aos que são enganados por eles?

      9 O que motiva tais homens corrutos a procurarem seguidores? O apóstolo Pedro respondeu: “Explorar-vos-ão também em cobiça com palavras simuladas.” (2 Pedro 2:3a) Tais pessoas procuram obter vantagens materiais para si mesmos ou querem poder, autoridade e honra, que acompanham alguém quando é encarado como instrutor. Por meio de “palavras simuladas”, quer dizer, por declarações enganosas, inclusive por argumentos plausíveis, empenham-se em se aproveitar de outros, explorando-os. Visto que tanto a motivação como o ensino é errado, o resultado para os envolvidos é a ruína. O apóstolo Pedro prosseguiu:

      “Quanto a eles, o julgamento, desde a antiguidade, não está avançando vagarosamente e a destruição deles não está cochilando. Certamente, se Deus não se refreou de punir os anjos que pecaram, mas, lançando-os no Tártaro, entregou-os a covas de profunda escuridão, reservando-os para o julgamento; e ele não se refreou de punir um mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, junto com mais sete, quando trouxe um dilúvio sobre um mundo de pessoas ímpias, e, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ele as condenou, estabelecendo para as pessoas ímpias um modelo das coisas que hão de vir; e ele livrou o justo Ló, a quem afligia grandemente que os que desafiavam a lei se entregavam à conduta desenfreada — porque esse justo, pelo que via e ouvia de dia a dia, enquanto morava entre eles, atormentava a sua alma justa em razão das ações deles contra a lei — Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos para o dia do julgamento, para serem decepados, porém, especialmente os que vão atrás da carne com o desejo de aviltá-la e que menosprezam o senhorio.” — 2 Pedro 2:3-10.

      10. (a) Quando ocorreu a primeira expressão do julgamento de Deus contra a ‘descendência da serpente’? (b) Por que sua execução “não esta avançando vagarosamente”?

      10 A sentença de execução, que Deus decretou “desde a antiguidade” contra todos os que vêm a pertencer à ‘descendência da serpente’, sem falta será cumprida. (Gênesis 3:15; João 8:44; Judas 14, 15) Embora fosse originalmente proferido há uns 6.000 anos e fosse repetido desde então, este julgamento “não está avançando vagarosamente”, como se nunca fosse chegar. A destruição virá com certeza, porque não está cochilando. Está bem viva no propósito de Deus.

      11. (a) O que aconteceu com os anjos desobedientes, e o que ainda os aguarda? (b) O que provam a punição dos anjos, a destruição dos ímpios no Dilúvio e a aniquilação dos habitantes de Sodoma e Gomorra?

      11 Conforme Pedro notou, até mesmo os anjos, que haviam usufruído a própria presença de Deus, mas que mais tarde se tornaram infiéis, não foram poupados a serem ‘lançados no Tártaro’, quer dizer, a serem rebaixados ao máximo. Cortados de todo o esclarecimento divino, expulsos de sua posição original nos céus e limitados na sua atividade, os anjos desobedientes encontram-se numa condição comparável à de “covas de profunda escuridão”, aguardando a execução judicial às mãos de Jesus Cristo. (Veja Revelação 20:1-3, 7-10.) De maneira similar, Jeová Deus não se refreou de destruir todo um mundo de pessoas corrutas num dilúvio global, nem de agir contra os sexualmente depravados habitantes de Sodoma e Gomorra, nos dias de Ló. Apenas pessoas justas, tais como Noé e sua família, e como Ló, podem esperar escapar do julgamento divino e ficar livres da provação resultante da vida no meio dos que são contra a lei. Todavia, a afirmação de ser cristão não salvará a ninguém que procura aviltar a carne dos outros por cometer imoralidade.

      PREVINA-SE CONTRA OS QUE DESRESPEITAM A AUTORIDADE

      12, 13. Conforme mostra 2 Pedro 2:10b, 11, que atitude tem os corrutos para com a autoridade?

      12 As más motivações de pessoas corrutas amiúde podem ser discernidas pela sua atitude para com a autoridade. “Menosprezam o senhorio”, desprezando qualquer tipo de autoridade. O apóstolo Pedro prosseguiu com a sua descrição: “Atrevidos, obstinados, não tremem diante dos gloriosos, mas falam de modo ultrajante, ao passo que os anjos, embora sejam maiores em força e poder, não levantam contra eles nenhuma acusação em termos ultrajantes, não o fazendo de respeito por Jeová.” — 2 Pedro 2:10b, 11.

      13 Portanto, queremos estar atentos a homens atrevidos, presunçosos, que não têm nenhum respeito pelos “gloriosos”. Na congregação cristã, os homens fiéis incumbidos de responsabilidades não se encaram como sendo superiores ou como estando acima dos concrentes, mas consideram-se humildemente como servos. (Mateus 23:8; 1 Tessalonicenses 2:5-12) Todavia, sua designação de serviço é ‘gloriosa’, visto que são designados por espírito santo para ser superintendentes ou “pastores” do rebanho. (Atos 20:28; veja Romanos 11:13.) Representam também o glorioso Senhor Jesus Cristo e o Grande Pastor Jeová Deus. (1 Pedro 2:25; 5:4) Por isso, as Escrituras exortam os membros da congregação a serem submissos aos que tomam a dianteira. (Hebreus 13:17) Embora tais homens, assim como o próprio Pedro, possam cometer enganos, isto não constitui nenhuma desculpa para alguém falar de modo ultrajante contra eles. (Veja Gálatas 2:11-14; 3 João 9, 10.) Os “pastores” que trabalham arduamente merecem o respeito da congregação. Mas os homens que influenciam os outros para o mal não se refreiam de injuriar os anciãos cristãos. Quando alguém usa de linguagem ultrajante, abusiva, contra seu irmão, Jeová Deus e seu Filho consideram isso como feito a eles mesmos.

      14. Como mostram os anjos fiéis uma atitude inteiramente diferente da dos falsos instrutores?

      14 Quão diferentes dos anjos fiéis são os instrutores egotistas de falsidades! Os anjos são zelosos pela justiça. Mas não usam de linguagem ríspida e ultrajante, nem mesmo quando lidam com opositores. Por exemplo, “quando Miguel, o arcanjo, teve uma controvérsia com o Diabo e disputava o corpo de Moisés, não se atreveu a lançar um julgamento contra ele em termos ultrajantes, mas disse: ‘Jeová te censure’”. (Judas 9) Em vista disso, podemos concluir que os outros anjos fiéis nunca recorreriam a vituperar alguém, mas apresentariam os [atos de modo calmo, porém, vigoroso. Eles têm o devido respeito pelo seu Criador, reconhecendo que a linguagem ultrajante nunca está em harmonia com a santidade e pureza dele.

      15. Em harmonia com o conselho de Pedro, contra que espécie de pessoas ternos de prevenir-nos?

      15 Temos de prevenir-nos contra os que maldosamente rebaixam os outros e depois promovem a si mesmos. Devemos ter constantemente em destaque diante de nós que tais pessoas não escaparão do julgamento adverso pelas suas ações. Isto nos poderá ajudar a ser cautelosos em dar ouvidos aos que parecem estar interessados em outros, mas, na realidade, apenas procuram sua própria vantagem. O apóstolo Pedro comentou o resultado para os homens egotistas, dizendo:

      “Estes homens, iguais a animais irracionais, nascidos naturalmente para serem apanhados e destruídos, nas coisas em que são ignorantes e falam de modo ultrajante, sofrerão a destruição até mesmo no seu próprio proceder de destruição, fazendo a si mesmos injustiça em recompensa de fazerem injustiça.” — 2 Pedro 2:12, 13a.

      16. De que modo são os homens corrutos como “animais irracionais”?

      16 Os homens dominados por paixões maldosas agem quais “animais irracionais”. Jeová disse a respeito dos animais: “Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento.” (Gênesis 9:3) Por serem semelhantes a tais “animais irracionais”, os homens de linguagem ultrajante não são refreados por uma boa consciência, e, por isso, não mostram nenhum apreço pelos modos, tratos e atividades de Deus. Incapazes de fazerem a devida avaliação de coisas espirituais preciosas, talvez falem delas como não valendo nada. Suas opiniões errôneas serão a ruína deles. Apegam-se a tais conceitos falsos para seu próprio prejuízo e forçosamente sentirão o mau resultado de seu proceder injusto. Nós, porém, queremos apegar-nos à nossa esperança e evitar compartilhar a ruína deles.

      ACAUTELE-SE DOS QUE PROCURAM PRAZERES EGOÍSTAS E LUCRO PESSOAL

      17. De acordo com 2 Pedro 2:13b-15a, quais são algumas das outras tendências identificadoras de homens corrutos?

      17 As pessoas que não têm mentalidade espiritual, entre outras tendências más, têm o desejo ardente de ócio e prazeres. O apóstolo Pedro escreveu:

      “Acham um prazer viver em luxo durante o dia. São manchas e máculas, entregando-se com deleite irrestrito aos seus ensinos enganosos, enquanto se banqueteiam convosco. Eles têm olhos cheios de adultério e são incapazes de desistir do pecado, e engodam as almas instáveis. Eles têm um coração treinado na cobiça. São filhos amaldiçoados. Abandonando a vereda reta, foram desencaminhados.” — 2 Pedro 2:13b-15a.

      18. Em que sentido são as pessoas sem mentalidade espiritual iguais aos israelitas infiéis, descritos em Isaías 5:11, 12?

      18 Durante as horas do dia, quando deviam atarefar-se muito na edificação de outros, os que não têm mentalidade espiritual talvez se empenhem antes em festanças, entregando-se a excessos no comer e no beber. São bem semelhantes a certos israelitas que viviam exclusivamente para os prazeres. O vinho fluía excessivamente nos seus banquetes. Quando a noite sucedia ao dia, os folgazões ficavam mais barulhentos e mais turbulentos, acompanhando sua festança ruidosa com música para estimular a paixão. O profeta Isaías escreveu sobre tais:

      “Ai dos que se levantam de manhã cedo somente à procura de bebida inebriante, que ficam até tarde no crepúsculo vespertino, de modo que o próprio vinho os inflama! E terá de mostrar-se haver harpa e instrumento de cordas, pandeiro e flauta, bem como vinho nos seus banquetes, mas eles não olham para a atividade de Jeová e não viram o trabalho das suas mãos.” (Isaías 5:11, 12)

      Os que iam em busca de prazeres assim agiam como se não houvesse nenhum testemunho das grandiosas obras do Criador. Não exerciam nenhuma reserva, não faziam nenhum caso da prestação de contas a Jeová Deus, e, portanto, não podiam esperar escapar do Seu julgamento.

      19. O que mostra que alguns associados com a congregação são amantes dos prazeres?

      19 Não nos deve surpreender se algo similar acontecer entre alguns dos que afirmam hoje ser servos de Deus. Festas de casamento e de aniversário talvez sejam convertidas em ocasiões para baile desenfreado e sensual, ao som berrante de música que estimula as paixões. Em tais celebrações, as bebidas alcoólicas talvez fluam livre demais. A festa barulhenta e desregrada talvez só termine às primeiras horas da madrugada ou ao amanhecer. Em alguns países, a ocasião de se dar nome a um filho recém-nascido, a inauguração duma nova casa, funerais e a dedicação de edifícios usados para a adoração talvez seja convertida numa reunião social que mostra grande falta de consideração, perturbando até mesmo os vizinhos mundanos e induzindo-os a pedirem que se acabe com o barulho excessivo. Mesmo nos países em que o povo costuma ser conhecido pela sua abstinência, pode surgir forte bebedice entre amigos íntimos, dum modo que faz com que se fale com desprezo da verdade das “boas novas”. Os verdadeiros cristãos, por certo, precisam precaver-se contra tais excessos. — 1 Pedro 4:3.

      20. (a) Que efeito têm sobre a congregação os que se entregam a excessos? (b) Como são até mesmo ocasiões nobres transformadas em pândegas?

      20 Conforme disse o apóstolo Pedro, os que agem assim são como manchas e máculas na congregação cristã. Estragam a aparência limpa dos verdadeiros servos de Deus. São como manchas numa roupa limpa ou como mácula feia num rosto que de outro modo seria atraente. Em vista da intenção de alguns, de ‘fazer tudo’ para satisfazer seu desejo de prazeres, transformam até mesmo ocasiões que normalmente são boas em turbulentas. Procuram influenciar outros ou ensinar-lhes a participar em dança desenfreada e em tomar muita bebida, afirmando que se trata apenas de ‘descontração normal’. Podem evidenciar-se os “olhos cheios de adultério” mencionados por Pedro. Em reuniões sociais, os olhos dos homens talvez comecem a olhar com interesse imoral as mulheres atraentes que estiverem presentes. Os desejos impuros talvez se tornem tão fortes, que até mesmo os olhos de homens casados não podem deixar de ser culpados de pecar. (Veja Mateus 5:28; Marcos 9:47.) As mulheres que não são bem baseadas em princípios cristãos, como “almas instáveis”, talvez se tornem facilmente vítimas de homens corrutos. — Veja 2 Timóteo 3:6, 7.

      21. Por que constituem aqueles que querem envolver outros numa vida de excessos verdadeiro perigo para a congregação cristã?

      21 Tais homens constituem verdadeiro perigo, porque mostram-se peritos em engodar os fracos. O apóstolo Pedro os descreveu como tendo “um coração treinado na cobiça”. Seu objetivo ou alvo exclusivo na vida parece ser satisfazer desejos cobiçosos, e eles ficam sendo peritos em alcançar seus fins. O discípulo Judas também falou sobre tais que ‘se introduzem sorrateiramente’ e transformam a benignidade imerecida de Deus “numa desculpa para conduta desenfreada”, mostrando-se assim falsos para com o seu único Dono, Jesus Cristo. Mostrou que eles amiúde “admiram personalidades para o seu próprio proveito”, e que os que causam divisões são “homens animalescos, sem espiritualidade”. (Judas 4, 16, 19) Quando conseguem, quer por lisonjas, quer por alguma demonstração de aparente zelo, obter influência ou destaque na congregação, então constituem grave perigo. Eles sofrem corretamente a maldição de Deus e merecem a destruição, conforme disse o apóstolo Pedro. O que se aplica a homens que seguem tal proceder divisório e corrompedor aplica-se também às mulheres que fazem o mesmo. — Veja Revelação 2:20-23.

      22, 23. Em que sentido são como Balaão aqueles que corrompem outros?

      22 O apóstolo Pedro comparou também os homens corrutos com Balaão, dizendo:

      “Seguiram a vereda de Balaão, filho de Beor, que amava a recompensa de fazer injustiça, mas ele recebeu uma repreensão pela sua própria violação daquilo que era direito. Um animal de carga, sem voz fazendo pronunciação com voz de homem, impediu o proceder louco do profeta.” (2 Pedro 2:15b, 16)

      Este adivinho sabia plenamente que era contrário à vontade do Soberano Supremo amaldiçoar os israelitas. Embora se desse a aparência externa de não ir além do que Jeová o impelisse a dizer, Balaão, no íntimo, nutria o desejo de amaldiçoar Israel. Queria a recompensa que o rei moabita Balaque oferecia. Mas o Deus Todo-poderoso repreendeu a Balaão por meio de sua própria jumenta. O Altíssimo, por meio dum milagre, fez o irracional animal de carga proferir palavras inteligíveis. (Números 22:1-35) Isto não era difícil para Aquele que pode fazer até mesmo as pedras clamar. (Lucas 19:40) Em vista da extrema ganância de Balaão, Jeová Deus empregou corretamente este meio bem incomum para dar repreensão. Na tentativa de resistir à vontade de Deus para com Israel, Balaão agiu como um homem desajuizado. Por algum tempo, a repreensão de seu animal doméstico o impediu de continuar no seu proceder, visto que se mostrou que simplesmente não conseguiu amaldiçoar Israel. — Números 23:1 a 24:9.

      23 Não obstante, Balaão ainda queria muito aquela recompensa. Por fim, inventou um plano, pelo qual os israelitas trariam sobre si mesmos a maldição de Deus. Ele disse a Balaque como podia usar mulheres moabitas e midianitas para fazer com que os homens de Israel se empenhassem em idolatria e fornicação. (Números 31:16; Revelação 2:14) A trama foi até certo ponto bem sucedida e foi responsável pela morte de 24.000 israelitas. — Números 25:1-9.

      24. O que nos ajuda a ver o exemplo de Balaão quanto aos que são egotistas?

      24 Quão bem o caso de Balaão ilustra o proceder dos homens que abandonam o que é certo em busca de lucro pessoal! Nem mesmo um milagre conseguiria impedi-los de tentar satisfazer a sua cobiça. Portanto, devemos evitar a associação íntima com alguém cuja atitude, conversa e conduta perturbam seriamente a nossa consciência Homens egotistas simplesmente não têm escrúpulos quanto a prejudicar outros para alcançar seus próprios objetivos.

      25. O que enfatizam as palavras de 2 Pedro 2:17?

      25 Continuando com a sua descrição de tais homens iníquos, Pedro declarou: “Estes são fontes sem água e brumas impelidas por uma tempestade violenta, e para eles tem sido reservado o negrume da escuridão.” (2 Pedro 2:17) Não se pode obter nada de proveitoso pela associação íntima com pessoas aviltadas. São como poços ou fontes a que o viajante cansado talvez se chegue na esperança de conseguir água refrescante, apenas para ficar desapontado ao descobrir que a fonte de água secou. Eles são também como nuvens tênues, qual bruma, de que talvez se espere a necessária chuva para as colheitas em desenvolvimento, mas que são rapidamente desfeitas por fortes ventos. Os que ensinam falsidades não são fonte de luz ou esclarecimento. Eles mesmos destinam-se ao “negrume da escuridão”, às trevas totais que representam o julgamento condenatório que os aguarda.

      CUIDE-SE DE “EXPRESSÕES BOMBÁSTICAS”

      26. Como descreveu o apóstolo Pedro a maneira em que os homens corrutos atingem seus fins?

      26 É por causa de sua aparência externa, enganosa, que nos temos de precaver contra os elementos perigosos dentro da congregação. Especialmente os ainda não bem firmados na verdade e na vida cristã precisam ter cuidado. Os métodos empregados pelos homens egotistas talvez sejam bem impressionantes. Mas, ai dos que se deixam enganar pelas suas grandiosas persuasões! O apóstolo Pedro disse:

      “Proferem expressões bombásticas de nenhum proveito, e, pelos desejos da carne e pelos hábitos desenfreados, engodam os que acabam de escapar dos que se comportam com erro. Embora lhes prometam liberdade, eles mesmos existem como escravos da corrução. Pois todo aquele que é vencido por outro é escravizado por este.” — 2 Pedro 2:18, 19.

      27. O que carateriza a maneira de falar e a atitude dos que exercem uma influência corrompedora?

      27 Os que persuadem outros a adotar o erro ou a seguir um proceder contrário aos ditames duma consciência limpa amiúde falam com muita convicção. Formam um elevado conceito sobre si mesmos e suas palavras, dando grande importância às suas expressões. (Veja 2 Coríntios 10:10, 12; 11:3-6, 12, 13.) Em vez de apresentarem sólidos motivos bíblicos, num espírito humilde, talvez escarneçam e falem de maneira vigorosa e pomposa, para ocultar a fraqueza de seu argumento com bazófia. (Contraste isso com 2 Coríntios 4:2.) Quando são examinadas à luz das Escrituras Sagradas, mostra-se que suas impressionantes palavras são vazias ou de nenhum proveito para alguém.

      28. Quem tem maior probabilidade de ficar influenciado pelos elementos corrutos dentro da congregação?

      28 Lamentavelmente, os não bem firmados ainda na Palavra de Deus talvez não reconheçam o perigo. Suas ‘faculdades perceptivas não foram treinadas para distinguir o certo do errado’. (Hebreus 5:14) Visto que pode ter sido bastante recentemente que estes instáveis se separaram das práticas que desonram a Deus usadas no mundo, tais práticas talvez ainda tenham algum atrativo para eles.

      29. Qual é o conceito bíblico sobre a diversão ou a recreação, e quando é que precisamos ficar atentos?

      29 É bem evidente que precisa haver equilíbrio na maneira em que encaramos o assunto da diversão e da recreação. As Escrituras não requerem dos servos de Deus uma vida ascética, nem apresentam a abnegação como tendo virtude intrínseca, senão apenas quando tem por fim algum bom objetivo. (Veja Eclesiastes 2:24; 3:1, 4,13; 8:15; 1 Coríntios 13:3; Colossenses 2:20-23.) Mas, isto não provê nenhuma desculpa para se ir a extremos, deixando a carne decaída assumir o controle e usar a liberdade cristã como disfarce para a maldade. (Gálatas 5:13, 14; 1 Pedro 2:16) Tal proceder nunca pode ser harmonizado com o amor de Deus, nem com amar o próximo como a si mesmo, a “lei régia” debaixo da qual estamos. (Tiago 2:8, 12) Os que argumentam pelo contrário e que escarnecem dos que não concordam com eles quanto aos seus excessos mostram que ainda são escravos de suas próprias inclinações egoístas.

      30. O que poderá finalmente acontecer por causa da influência corrompedora dentro da congregação?

      30 Por isso, precisamos manter os nossos sentidos e evitar ambos os extremos. Existe o inegável perigo de ser levado a um proceder de empenho desenfreado pelo prazer. Pode-se ser levado aos poucos a um redemoinho de festas que, no decorrer do tempo, pioram em qualidade, decaindo cada vez mais para os extremos na dança e na bebida, ou em presenciar entretenimento que glorifica a imoralidade sexual e o sadismo. Não é racional afirmar que tais influências perniciosas não constituem nenhum perigo. Dificilmente têm senão um efeito enfraquecedor sobre a consciência cristã, rompendo a fibra moral. Os que afirmam o contrário amiúde acabam sendo vítimas da bebedice e da má conduta sexual. — Provérbios 13:20.

      31, 32. O que continuarão a fazer alguns membros da congregação até “o dia do julgamento”, e com que conseqüências?

      31 Deveras, o apóstolo Pedro descreveu com exatidão o que continuará a acontecer entre os servos de Deus até “o dia do julgamento [dos injustos], para serem decepados”. (2 Pedro 2:9) Sempre haverá alguém tentando ampliar os limites da liberdade cristã para muito além do que é razoável, para poder satisfazer seu desejo de prazer sensual. Tais não querem seguir a injunção bíblica: “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça.” (Colossenses 3:5) Antes, escolhem as próprias diversões que incitam tais desejos errados. Quando envolvem outros, talvez argumentem: ‘Se a nossa consciência o permite, não há nada de errado com isso.’ Mas, deixam de reconhecer que uma consciência aviltada não é um guia seguro. Tais pessoas se entregam aos seus desejos errados, e, portanto, estão em escravidão a eles. Suas promessas de “liberdade” feitas a outros são enganosas.

      32 O resultado para os que novamente mergulham numa vida de transgressão é deveras calamitoso. O apóstolo Pedro escreveu:

      “Certamente, se eles, depois de terem escapado dos aviltamentos do mundo pelo conhecimento exato do Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficam novamente envolvidos nestas mesmas coisas e são vencidos, as condições derradeiras tornaram-se piores para eles do que as primeiras. Porque teria sido melhor para eles que não tivessem conhecido de modo exato a vereda da justiça, do que, depois de a terem conhecido de modo exato, se desviarem do mandamento santo que lhes foi entregue. Com eles aconteceu o que diz o provérbio verdadeiro: ‘O cão voltou ao seu próprio vômito e a porca lavada a revolver-se no lamaçal.’” — 2 Pedro 2:20-22.

      33. (a) Que mudanças talvez faça a pessoa ao obter conhecimento da verdade? (b) Por que é assunto muito sério a volta de alguém aos modos do mundo?

      33 Por que podia o apóstolo Pedro dizer isso? Uma vez que alguém obteve conhecimento exato do Senhor Jesus Cristo, ele começa a ver a necessidade de fazer mudanças. Talvez renuncie ao muito beber, à vida de imoralidade, à jogatina e a outros vícios. Tal pessoa, purificando-se para se harmonizar com o que se espera dum discípulo de Jesus Cristo, foge ou escapa dos “aviltamentos do mundo”, das práticas de que passou a saber que não são divinamente aprovadas. Contudo, quando novamente se envolve em práticas que desonram a Deus, ela deliberadamente joga fora o que sabe ser correto. Seu conhecimento de Jesus Cristo e sua consciência treinada pela Bíblia de início serviram como freio contra a conduta errada. Quando se livra deste freio sadio, é bem possível que se torne ainda pior do que antes de adotar o discipulado cristão. Pode ir além do que é feito pelos homens que não conhecem a vereda da justiça. Isto se dá porque a sua consciência ficou contaminada ou até mesmo cauterizada — igual a tecido morto. (Veja 1 Timóteo 4:2.) Se nunca tivesse conhecido o caminho certo, sua má conduta não teria aviltado tanto o nome de Cristo, seu pecado não teria tido a mesma gravidade e o julgamento divino contra ele não precisaria ser tão severo — Veja Lucas 12:45-48; 1 Timóteo 1:13, 15, 16.

      34, 35. (a) O que podemos entender do provérbio sobre o cão imundo e a porca? (b) O que deve incutir em nós este provérbio?

      34 Em vista do provérbio citado por Pedro, os que empreendem uma vida de pecado, pelo visto, deixam de usar suas oportunidades para progredir no modo de vida cristão. (2 Pedro 1:2-11) Alguns talvez abandonem ostensivamente as más práticas, mas nunca chegam a odiá-las. Talvez nunca realmente deixem para trás o “vômito”, a imundície, deste mundo. Para eles, ainda há algo de atraente nele, e por isso podem ser induzidos a voltar a ele. Talvez tenham o desejo íntimo de se revolver no lamaçal de degradação moral do mundo. No caso de outros, talvez deixem de aumentar em apreço pelo valor do discipulado cristão, e, finalmente, o que o mundo tem a oferecer assume maior atrativo. Quão trágica é a queda dos que assim são novamente engodados a voltar para o seu estado que anteriormente lhes era nojento!

      35 O provérbio inspirado se destaca como lição de advertência para todos os que afirmam ser cristãos. Se não estivermos cultivando a pureza moral e espiritual no coração e não tivermos verdadeira repugnância da imundície deste mundo, estamos em grave perigo de ruína espiritual. Os cristãos simplesmente não se podem dar ao luxo de afrouxar sua vigilância quanto a resistir aos engodos do mundo corruto. Temos de amortecer nossos desejos errados, não permitindo que nos dominem, nem estimulando-os por olhar com anelo para o que o mundo tem a oferecer. — 1 Coríntios 10:12; Colossenses 3:5.

      PERMANEÇA VIGILANTE!

      36. Além de permanecermos moral e espiritualmente limpos, o que precisamos fazer para agradar ao nosso Amo?

      36 Além de permanecermos moral e espiritualmente limpos, precisamos também ser ativos no serviço de nosso Amo, ajudando outros de maneira espiritual bem como material. Todo o nosso proceder na vida deve refletir vigilância espiritual e atividade. O apóstolo Pedro, salientando a importância disso, declarou:

      “Amados, esta é agora a segunda carta que vos escrevo, sendo que nela, como na minha primeira estou acordando as vossas claras faculdades de pensar por meio dum lembrete, para que vos lembreis das declarações anteriormente feitas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador por intermédio dos vossos apóstolos. Pois sabeis primeiramente isto, que nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa prometida presença dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação.’” — 2 Pedro 3:1-4.

      37. (a) Por que devem estar despertas nossas “claras faculdades de pensar? (b) Que evento momentoso foi indicado pelos profetas?

      37 Certamente, tiramos hoje proveito de ter nossas “claras faculdades de pensar” despertas para podermos fazer a avaliação correta do que é essencial para obter a aprovação divina. (Veja 2 Pedro 1:12-15.) Os “santos profetas”, remontando até Enoque, avisaram sobre o dia da prestação de contas. Lemos em Judas 14, 15: “Sim, o sétimo homem na linhagem de Adão, Enoque, profetizou também a respeito deles, dizendo: ‘Eis que Jeová veio com as suas santas miríades, para executar o julgamento contra todos e para declarar todos os ímpios culpados de todas as suas ações ímpias que fizeram de modo ímpio, e de todas as coisas chocantes que os pecadores ímpios falaram contra ele.’” Séculos depois, profetas hebreus tais como Isaías, Daniel, Joel, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias foram induzidos a fazer profecias similares. — Isaías 66:15, 16; Daniel 7:9-22; Joel 3:9-17; Habacuque 3:16-18; Sofonias 1:14-18; Ageu 2:21, 22; Zacarias 14:6-9; Malaquias 4:1-6.

      38. Por que devemos esforçar-nos a estar num estado de alerta?

      38 O julgamento divino, predito por todos esses profetas e por outros, forçosamente se cumprirá. Isto requer que nós, em todas as ocasiões, nos esforcemos a estar num estado de alerta e a não pormos em perigo nossa condição limpa perante o Altíssimo.

      39. Que mensagem foi transmitida pelo mandamento de Jesus Cristo?

      39 A mensagem dos profetas para nós é a mesma que a transmitida pelo mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme repetida pelos apóstolos, inclusive por Paulo. Nós, discípulos do Filho de Deus, devemos ser ativos no seu serviço, permanecendo moral e espiritualmente limpos, sempre prontos para acolher nosso Amo quando vier para executar o julgamento nos ímpios. O Filho de Deus declarou:

      “Prestai atenção a vós mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vós instantaneamente como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face de toda a terra. Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” — Luc. 21:34-36.

      40. O que temos de fazer, para evitar que mergulhemos no sono espiritual?

      40 Sim, temos de precaver-nos contra mergulhar em sono espiritual. Isto requer evitar entregar-nos irrestritamente ao comer, ao beber e aos prazeres. Tais excessos entorpecem a percepção mental e espiritual, e sobrecarregam o coração com sentimentos de culpa. Eliminam a boa motivação de coração. De maneira similar, a indevida preocupação com ganhar o sustento pode privar o coração da garantia calma de que Jeová Deus proverá tudo o que realmente nos for necessário. (Mateus 6:25-34) Sempre que a principal motivação do coração deixa de ser o desejo de ser aprovado pelo Senhor Jesus Cristo, por ocasião do julgamento por ele, a pessoa fica em grave perigo espiritual. Pode ser apanhada numa condição desaprovada pelo Amo, Jesus Cristo.

      41. Por que foi sempre de ajuda a fé na certeza da vinda de Cristo em glória para alguém permanecer leal a ele?

      41 Iguais a Pedro, os outros fiéis apóstolos ensinaram aos seus concrentes que tivessem sempre diante de si a certeza da vinda de Cristo para executar o julgamento e para recompensar os seus discípulos leais. O principal objetivo de tal ensino era ajudar os cristãos a ser encontrados aprovados por ocasião da chegada do Filho “com poder e grande glória”. (Mateus 24:30) Assim como Jesus havia feito, os apóstolos continuaram a enfatizar a importância de ser fiel até o fim. Este fim podia vir na morte deles, ou então na “presença do dia de Jeová”. (2 Pedro 3:12) Visto que até mesmo a ressurreição dos co-herdeiros de Cristo está relacionada nas Escrituras com a sua volta, a esperança de todos os verdadeiros discípulos está ligada com a chegada do Filho de Deus na qualidade de glorioso Rei celestial. (Mateus 10:28; 24:13, 36-44; 1 Tessalonicenses 1:9, 10; 4:14-17) Assim, durante toda a história da congregação cristã, a inabalável fé na vinda do Amo “com poder e grande glória” tem ajudado em ser leal a ele.

      NÃO SE DEIXE ENGANAR POR RIDICULARIZADORES

      42. (a) Por que ouvimos hoje a voz de ridicularizadores? (b) Qual é o argumento deles?

      42 No decorrer dos séculos, tem havido crentes que, em parte por ansiarem estar vivos quando Jesus Cristo se revelasse em glória, passaram a olhar para determinado período ou ano para a consumação do sistema ímpio de coisas. Isto tem acontecido até mesmo nestes “últimos dias”. Visto que certas expectativas não se cumpriram, muitos tropeçaram e voltaram aos modos do mundo. Em cumprimento das palavras de Pedro, até mesmo hoje ouvimos a voz de ridicularizadores. (2 Pedro 3:3, 4) Eles dizem, na realidade: ‘Que motivo há para crer que o Filho de Deus vai executar os ímpios e recompensar seus discípulos? Ora, nada mudou desde o tempo da criação. Os processos originais da vida estão continuando e não apresentam nenhum indício da vinda dum desastroso fim no futuro próximo. Os homens se casam e a mulheres são dadas em casamento, bebês nascem, e os homens continuam a envelhecer e a morrer.’ Assim dão a entender que o Senhor Jesus Cristo nunca virá para executar o julgamento, ou que este evento está tão longe no futuro, que não precisa haver nenhuma preocupação imediata com ele.

      43. O que mostra que sempre houve necessidade de os discípulos de Cristo diligenciarem em desincumbir-se de suas responsabilidades?

      43 Tais ridicularizadores perderam totalmente de vista que ou a morte ou “o dia de Jeová” lhes sobrevirá inexoravelmente. De qualquer modo, não terão nenhuma oportunidade adicional para armazenarem um tesouro no céu, na forma de obras excelentes. (Lucas 12:15-21, 31, 33-40) Portanto, para os discípulos de Jesus Cristo, nunca houve um período na história em que podiam permitir-se negligenciar as suas responsabilidades. O risco de fazer isso certamente é ainda maior em nosso tempo.

      44. De que responsabilidades básicas devemos desincumbir-nos?

      44 Então, de que responsabilidades devemos hoje desincumbir-nos? Em primeiro lugar, temos a ordem de fazer “discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que . . . ordenei”. (Mateus 28:19, 20) Sim, na terminação do sistema de coisas, temos o privilégio de participar na pregação mundial das “boas novas do reino”. (Mateus 24:14) De importância especialmente vital, neste tempo, é a nossa obrigação de termos amor a todos os nossos irmãos, correspondendo às necessidades que têm de ajuda, compadecimento e incentivo. (Veja Mateus 25:35-40; Hebreus 13:1-3; 1 João 3:16-18.) Além disso, precisamos esforçar-nos constantemente a permanecer limpos das obras degradantes da carne. — Mateus 7:21-23; Gálatas 5:19-21.

      JEOVÁ PROVOU QUE OS RIDICULARIZADORES ESTÃO ERRADOS

      45, 46. Que evidência proveu Jeová para mostrar que os ridicularizadores estão errados?

      45 Ao passo que continuamos a levar uma vida que se harmoniza com sermos discípulos de Jesus Cristo, desejamos sempre lembrar-nos de que Jeová Deus, há muito tempo, forneceu evidência que prova inegavelmente que os ridicularizadores estão errados. Trazendo isso à atenção, o apóstolo Pedro escreveu:

      “Segundo o desejo deles, escapa-lhes este fato, de que desde a antiguidade havia céus, e uma terra sobressaindo compactamente à água e no meio da água, pela palavra de Deus; e, por esses meios, o mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água.” — 2 Pedro 3:5, 6.

      46 Que Jeová Deus já destruiu uma vez um mundo de pessoas ímpias mostra que os ridicularizadores estão errados em concluir que não haverá mudanças drásticas nos assuntos humanos, mas que todas as coisas continuarão “exatamente como desde o princípio da criação”. Temos a palavra de promessa do próprio Deus, por meio de seu Filho, de que ele agirá contra os ímpios. Esta palavra é tão poderosa, que não há nenhuma possibilidade de ela deixar de se cumprir.

      47. Como revela o relato da criação o poder da “palavra” de Deus?

      47 A maneira em que a Bíblia fala sobre as obras criativas de Jeová revela o poder de sua “palavra”. Em Gênesis, capítulo 1, aprendemos que, quando o Altíssimo diz a palavra ou dá a ordem, seu propósito, a bem dizer, já está cumprido (Veja o Salmo 148:1-6.) Somos informados com respeito ao segundo dia: “Deus prosseguiu, dizendo: ‘Venha a haver uma expansão entre as águas e ocorra uma separação entre águas e águas.’ Deus passou então a fazer a expansão e a fazer separação entre as águas que haviam de ficar debaixo da expansão e as águas que haviam de ficar por cima da expansão. E assim se deu.” (Gênesis 1:6, 7) Daí, no terceiro dia, “Deus prosseguiu, dizendo: ‘Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar e apareça a terra seca.’ E assim se deu.” — Gênesis 1:9.

      48. Como veio a terra a ‘sobressair compactamente à água’ e a estar “no meio da água”?

      48 O que o relato de Gênesis diz está de pleno acordo com a descrição dada pelo apóstolo Pedro. Visto que a terra seca se elevava acima da superfície da água terrestre, a ‘terra sobressaía compactamente à água’. No entanto, em vista da água que rodeava a terra acima da expansão (que continha os gases necessários para sustentar a vida), a terra ficava também “no meio da água”. (Veja Provérbios 8:24-29.) Este arranjo veio a existir pela “palavra de Deus”.

      49. (a) Como foi que, “por esses meios, o mundo daquele tempo sofreu destruição”? (b) Que acontecimento futuro é garantido pela poderosa “palavra de Deus”?

      49 As águas suspensas muito acima da superfície da terra e das águas na terra criaram a possibilidade de um dilúvio global e mostraram ser o meio pelo qual o Altíssimo destruiu um mundo ímpio. De modo que o Dilúvio serve de advertência a todos os que escarnecem da certeza da intervenção divina nos assuntos humanos durante o tempo da presença de Cristo. A poderosa palavra que trouxe à existência as possibilidades dum dilúvio global é a mesma palavra que aponta para a destruição do atual sistema iníquo de coisas. O apóstolo Pedro prosseguiu: “Mas, pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo e estão sendo reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios.” — 2 Pedro 3:7.

      50. (a) Com respeito à destruição do atual velho sistema de coisas, que ponto de vista adotaram alguns associados com a congregação cristã? (b) Como se manifesta tal atitude?

      50 Especialmente, visto que já se passaram muitos séculos desde que o apóstolo Pedro escreveu essas palavras, e por causa de certas expectativas que não se cumpriram, alguns associados com a congregação cristã passaram a duvidar que tal destruição venha alguma vez. Embora talvez não se juntem abertamente aos ridicularizadores, eles não encaram mais “o dia do julgamento” como acontecimento com que precisam contar. Tornam-se negligentes quanto a cumprir com suas responsabilidades cristãs, e caem num estado de sonolência espiritual. Empenham-se em tirar o máximo do atual sistema de coisas quanto a prazeres e bens.

      APRECIE A PACIÊNCIA DE JEOVÁ

      51. Por que não devemos pensar que já demorou muito a vinda de Cristo na qualidade de executor?

      51 Do ponto de vista humano, pode parecer que a vinda de Cristo na qualidade de executor da vingança divina está demorando muito a chegar. Mas isto não se dá aos olhos de Jeová Deus. Por conseguinte, para evitarmos o sono espiritual, precisamos encarar os assuntos do ponto de vista do Altíssimo. As palavras do apóstolo Pedro podem ajudar-nos a fazer exatamente isso. Lemos:

      “No entanto, não vos escape este único fato, amados, que um só dia é para Jeová como mil anos, e mil anos, como um só dia. Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento. Contudo, o dia de Jeová virá como ladrão.” — 2 Pedro 3:8-10.

      52, 53. Em que sentido são mil anos como um dia para Jeová, e um dia como mil anos?

      52 Jeová não é indiferente quanto ao tempo conforme se aplica ao homem. (Gênesis 1:14, 15) Fez o homem para guardar o tempo. Na Bíblia, Deus demarcou períodos específicos de tempo, que são medidos em anos, segundo a contagem do tempo pelo homem. (Gênesis 15:13-16; Êxodo 12:40, 41; Gálatas 3:17; Números 14:33, 34; 32:13; Deuteronômio 2:7; Josué 5:6; Atos 13:20) Visto que ele é Deus que não tem princípio nem fim, de eternidade a eternidade, sua própria vida não pode ser medida com o tempo. (Salmo 90:2, 4) Portanto, o que para o homem são mil anos, ou um período de mais de 365.000 dias, para o eterno Deus, em sentido comparativo, é apenas como um dia de 24 horas.

      53 Quando o inspirado Pedro disse também que “um só dia é para Jeová como mil anos”, ele não quis dizer que, para Jeová, o tempo se arrasta morosamente com respeito aos assuntos terrenos ou humanos. Antes, Deus poderia realizar em um só dia de 24 horas o que para o homem levaria, digamos, mil anos para fazer. Mas o Altíssimo nunca está apertado quanto ao tempo, embora possa acelerar as coisas. Todavia, se ele quiser esperar mil anos antes de tomar certa ação, espera apenas um “dia”, em sentido relativo.

      54. (a) Por que não devemos pensar que Jeová é vagaroso? (b) Que benefício tiramos da paciência de Deus?

      54 Portanto, em vez de encararmos os séculos que se passaram desde que o apóstolo Pedro escreveu a sua segunda carta como evidência da vagarosidade de Deus, devemos considerar este período como demonstração maravilhosa da paciência divina. Prova inegavelmente que nosso Pai celestial quer que as pessoas, em toda a parte, se arrependam e vivam. Conforme Pedro salientou, a paciência de Deus beneficiou os cristãos. Antigamente, eles também eram incrédulos e precisaram arrepender-se, para ficar numa condição aprovada perante o Altíssimo. Todavia, se o julgamento divino tivesse sido executado no mundo ímpio, os que ainda não se haviam arrependido teriam perecido. De modo que a paciência de Jeová permitiu a salvação dos cristãos, assim como ainda agora abre oportunidades para mais outros se arrependerem e viverem. Não obstante, a paciência divina não continuará a ser mostrada indefinidamente. De maneira inesperada, como quando vem um ladrão, o Senhor Jesus Cristo será revelado “em fogo chamejante”, quando iniciar sua obra de executar os ímpios. — 2 Tessalonicenses 1:7-9.

      55. O que devemos fazer em vista da certeza da vinda de Cristo para executar o julgamento, e o que pode isso significar para nós?

      55 Visto que tal revelação do Senhor Jesus Cristo pode ocorrer a qualquer hora, precisamos pensar seriamente na nossa situação perante Deus e Cristo. Não temos um tempo infindável para estabelecer uma reputação de obras excelentes, que resulte em sermos encarados como aprovados por eles. A Bíblia mostra claramente que o dia de nosso Amo julgar surpreenderá os que não estão vigilantes. Se negligenciarmos as nossas responsabilidades cristãs, então, este acontecimento nos apanhará num estado despreparado, qual ladrão. Portanto, devemos esforçar-nos a viver cada dia como se fosse nosso último, não permitindo que desejos pessoais ou prazeres interfiram no nosso serviço fiel a Jeová Deus e a nosso Senhor Jesus Cristo. Neste caso, nunca lamentaremos a maneira em que usamos nosso tempo, nossa energia e nossos recursos materiais. A revelação do Senhor Jesus Cristo não será então uma ocasião de ficarmos expostos como escravos desleais, merecendo punição. Mas, será o começo dum período de bênçãos sem igual para nós, como parte dos “novos céus” ou da “nova terra” criados por Deus. Esta grandiosa esperança certamente merece ser protegida. — 2 Pedro 3:13.

  • Viva na expectativa do cumprimento da promessa
    A Escolha do Melhor Modo de Vida
    • Capítulo 11

      Viva na expectativa do cumprimento da promessa

      1, 2. (a) O que deverá acontecer ainda segundo a imutável “palavra de Deus”, suscitando que perguntas? (b) Como descreveu o apóstolo Pedro o que acontecerá à atual ordem?

      TODA uma ordem mundial está prestes a mudar. Isso afetará forçosamente cada aspecto da vida humana. Tal mudança é inevitável, visto que a infalível “palavra de Deus” decretou o fim dos atuais céus e terra, e sua substituição por gloriosos novos céus e uma nova terra. O que significarão para nós tais acontecimentos? Como podemos mostrar que vivemos na expectativa do cumprimento do que Jeová Deus prometeu?

      2 Depois de mencionar o dilúvio global dos dias de Noé, o apóstolo Pedro escreveu: “Os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo e estão sendo reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios.” (2 Pedro 3:7) O apóstolo prosseguiu, dizendo que “passarão os céus com som sibilante, mas os elementos, estando intensamente quentes, serão dissolvidos, e a terra e as obras nela serão descobertas”. — 2 Pedro 3:10.

      3. Em vista do relato de Gênesis, o que devemos, logicamente concluir sobre o universo material, inclusive nossa terra?

      3 Baseados nestas palavras inspiradas, devemos concluir que nossa terra literal, bem como o sol, a lua e as estrelas serão destruídos? Para responder a esta pergunta, temos de considerar como Deus encara suas próprias obras. Com respeito ao fim do período criativo, o relato de Gênesis nos diz: “Deus viu tudo o que tinha feito, e eis que era muito bom.” (Gênesis 1:31) Aos primeiros humanos apresentava-se a perspectiva duma eternidade de vida feliz na terra, desde que permanecessem obedientes. (Gênesis 2:16, 17; 3:3) Nada no relato de Gênesis dá a entender que a terra seria apenas um lar temporário para o homem, para ser finalmente destruída em algum futuro dia do juízo. Segue-se logicamente que o propósito de Deus para com o universo material, incluindo nossa terra, é que continue a ter uma existência infindável.

      4. (a) Que diferença fez Pedro com respeito à situação antes e depois do Dilúvio? (b) O que não foi feito pelo Dilúvio?

      4 Além disso, o apóstolo Pedro fez uma diferença entre (1) “os céus, e uma terra sobressaindo compartimente à água”, na “antiguidade”, e (2) “os céus e a terra que agora existem”. (2 Pedro 3:5, 7) Mas, a terra que existia antes do Dilúvio é o mesmo planeta de agora. É verdade que o dilúvio causou algumas mudanças nos aspectos físicos da terra. Visto que a água não estava mais suspensa muito acima da superfície da terra, isto afetou a aparência do universo visível, do ponto de vista dum observador humano. Todavia, essas mudanças foram apenas efeitos colaterais do Dilúvio. O objetivo deste não era destruir o planeta literal, mas sim a sociedade humana ímpia fora da arca. Por meio do dilúvio, todas as obras e todos os arranjos elaborados pela sociedade humana ímpia pereceram.

      5. Para haver correspondência com o dilúvio global, o que tem de acontecer no dia do juízo?

      5 Assim, para haver correspondência com o dilúvio global, tudo o que está associado com a atual sociedade humana iníqua tem de perecer, como que consumido por fogo. Sim, toda a estrutura dos assuntos humanos, que veio à existência após o Dilúvio, esta reservada para a destruição, e para um dia de julgamento ou juízo.

      6. É literal o “fogo” por meio do qual a velha ordem terá fim?

      6 Que o “fogo” é usado aqui como representativo da totalidade da destruição é confirmado pelo livro bíblico de Revelação ou Apocalipse, onde o Senhor Jesus Cristo é retratado como rei guerreiro Diz-se que sua batalha deixa muitos cadáveres espalhados sobre a superfície da terra, para serem consumidos por aves necrófagas. (Revelação 19:15-18) Esse quadro não se poderia cumprir em certo grau se este planeta fosse literalmente reduzido a cinzas sem vida.

      7. O que indicam as palavras de 2 Pedro 3:10 sobre a vindoura destruição?

      7 Portanto, a descrição que Pedro fez da destruição dos atuais terra e céus relaciona-se com o aniquilamento da sociedade humana ímpia. Os governos dos homens, que têm dominado a sociedade humana quais “céus”, deixarão de existir. (Veja Isaías 34:2-5; Miquéias 1:3, 4) O ruído de sua dissolução em ruínas, descrito como “som sibilante”, como o de vapor escapando sob pressão, aumentará em intensidade. Os “elementos”, quer dizer, o espírito que motiva a humanidade ímpia a pensar, planejar, falar e agir de sua maneira desonrosa para Deus, serão dissolvidos ou reduzidos a nada. (Veja Atos 9:1; Efésios 2:1-3.) Isto significará o fim de todas as filosofias, teorias, arranjos e planos, que refletem o espírito da humanidade apartada do Altíssimo. “A terra e as obras nela serão descobertas” ou expostas como merecedoras da destruição. Não haverá escapatória para nenhum membro da iníqua sociedade humana, a “terra”. (Veja Gênesis 11:1; Isaías 66:15, 16; Amós 9:1-3; Sofonias 1:12-18) Todas as obras de homens contra a lei — as instituições e as organizações, bem como o que foi desenvolvido em conexão com elas — serão reveladas como divinamente desaprovadas, para serem eliminadas como refugo sem valor.

      8. Visto que cada parte do atual sistema será destruída, que conselho de Pedro devemos tomar a peito?

      8 Nós, servos de Deus, portanto, queremos viver dum modo que revele que realmente cremos que cada parte deste atual sistema ímpio perecerá eternamente. Isto é o que o apóstolo Pedro nos exortou a fazer, dizendo:

      “Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová, pelo qual os céus, estando incendiados serão dissolvidos, e os elementos, estando intensamente quentes, se derreterão!” — 2 Pedro 3:11, 12.

      9. Quem somente sobreviverá à vindoura destruição, aguardando-os bênçãos eternas?

      9 Quando cada parte do atual sistema for dissolvida pelo “fogo” da ira de Deus, expressa por meio do Senhor Jesus Cristo, escaparão apenas os que tiverem antecedentes de conduta reta e devoção piedosa. A verdadeira adoração não é passiva, mostrando-se exclusivamente em alguém se abster de certas coisas erradas. Embora manter a pureza moral e espiritual seja essencial, temos também a obrigação de demonstrar nosso amor ao próximo por estar dispostos e ansiosos a atender suas necessidades físicas e espirituais. E isto contribui para grande alegria, pois, “há mais felicidade em dar do que há em receber”. — Atos 20:35.

      AÇÕES QUE INDICAM QUE RECONHECEMOS A IMINÊNCIA DO FIM

      10. Por causa da iminência do “fim de todas as coisas”, que admoestação deu Pedro?

      10 As palavras seguintes do apóstolo Pedro ampliam o que precisamos fazer em vista da iminência do “fim de todas as coisas”: “Sede ajuizados, portanto, e sede vigilantes, visando as orações. Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para com os outros, sem resmungar.” — 1 Pedro 4:7-9.

      11. De que precisamos para permanecer “ajuizados”?

      11 Em harmonia com esta admoestação, para permanecermos moralmente limpos ou retos em conduta e sermos ativos na promoção do bem-estar espiritual dos outros, precisamos ser “ajuizados”. Isto requer que nos previnamos contra deixar-nos governar pelas emoções e permitir que nos desequilibrem mentalmente. É vital que reconheçamos as coisas realmente importantes na vida, que tenhamos um senso equilibrado do que merece prioridade. — Fil. 1:9, 10.

      12. (a) Por que é importante que sejamos “vigilantes, visando as orações”? (b) Como veio Pedro a reconhecer a importância disso por experiência própria?

      12 Se quisermos permanecer servos fiéis de Deus, não podemos esperar ser bem sucedidos na nossa própria força. Precisamos olhar para Jeová Deus em busca de ajuda, ser “vigilantes, visando as orações”. O apóstolo Pedro, por experiência própria, aprendeu a importância de ser ‘vigilante’, atento ou alerta com respeito às orações. Pouco antes de Jesus Cristo ser preso por uma turba armada, no jardim de Getsêmani, o Filho de Deus havia exortado Pedro, Tiago e João a orarem, para não serem vítimas da tentação. No entanto, todos os três apóstolos adormeceram naquela ocasião crítica. (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-42; Lucas 22:39-46) Enfraquecido por esta falha de ficar “vigilante” com respeito à oração, Pedro, mais tarde, negou a Jesus Cristo três vezes. (João 18:17, 18, 25-27) Todavia, antes disso, Pedro havia declarado com confiança: “Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte.” (Lucas 22:33) “Ainda que todos os outros tropecem em conexão contigo, eu nunca tropeçarei!” — Mateus 26:33.

      13. O que podemos aprender da experiência de Pedro, quando deixou de ser ‘vigilante, visando as orações’?

      13 Há uma lição vital para nós no que aconteceu com Pedro. Pode incutir em nós o perigo do excesso de confiança. Por causa de nossas limitações e fraquezas, é somente com a ajuda divina que podemos ser bem sucedidos em resistir à tentação. Portanto, continuemos a orar com mente atenta e com coração inabalável no seu afeto por Jeová Deus e Jesus Cristo.

      14. Qual deve ser nossa motivação para cumprirmos com nossa responsabilidade cristã, e como se mostra isso nos nossos tratos com concrentes?

      14 Além de permanecermos atentos e equilibrados com respeito ao discipulado cristão, faremos bem em considerar se somos motivados pelo amor a cumprir com nossas responsabilidades. (1 Coríntios 13:1-3) O apóstolo Pedro exortou-nos a ter “intenso amor” pelos concrentes. Demonstramos tal intenso amor por termos um espírito perdoador. Neste caso, não exageraremos as faltas de nossos irmãos, nem chamaremos indevida atenção para as suas falhas. Não procuramos erros, apresentando as transgressões dos outros na pior luz possível. Por perdoarmos assim, nosso amor cobrirá uma multidão de pecados, em vez de expô-los plenamente para outros os verem.

      15. Por que talvez seja necessário mostrar hospitalidade, e com que atitude deve ser oferecida?

      15 Mostrar hospitalidade também é expressão de amor. Quão bom é quando compartilhamos nosso alimento e o necessário com outros, especialmente com os necessitados! (Lucas 14:12-14) Quando concrentes perdem tudo por causa de calamidades naturais ou perseguição, isto talvez signifique colocar nosso lar à disposição deles por um período prolongado. Isto talvez seja muito inconveniente para nós e podemos estar inclinados a nos queixar das demandas extras impostas aos nossos recursos e energias. Nestas ocasiões, faremos bem em cuidar de que não resmunguemos por ter de mostrar hospitalidade vez após vez, reconhecendo que este é um modo excelente de demonstrarmos nosso amor aos que Deus ama.

      16, 17. (a) Como devemos encarar os dons que temos? (b) Que bela atitude recomendou Paulo e teve ele mesmo?

      16 Todos nós temos dons ou dotes que podemos usar em beneficio dos outros. Nossa permanência como servos aprovados de Deus depende de usarmos esses dons com prontidão e alegria. Evitamos sabiamente comparar-nos com outros. Isto poderá impedir que fiquemos desanimados ao ver que outros podem fazer muito mais do que nós. Por outro lado, não nos entregaremos a um sentimento de superioridade quando podemos fazer mais em algum campo de atividade do que os outros. (Gálatas 6:3, 4) Note o que disse o apóstolo Pedro: “Na proporção em que cada um recebeu um dom, usai-o em ministrar uns aos outros como mordomos excelentes da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos.” (1 Pedro 4:10) Portanto, somos responsáveis por usar plenamente os dons que tivermos. Pela benignidade imerecida de Deus, somos o que somos e temos o que temos. Portanto, as nossas energias, capacidades e talentos podem todos ser encarados como dons que nos foram concedidos pela benignidade imerecida de Jeová, para serem usados para o louvor e a honra do Altíssimo.

      17 O apóstolo Paulo salientou a atitude correta por meio das seguintes perguntas: “Quem te faz diferir de outro? Deveras, o que tens que não tenhas recebido? Se, agora, deveras o tens recebido, por que te jactas como se não o tivesses recebido?” (1 Coríntios 4:7) Embora o próprio Paulo pudesse dizer que ‘labutou mais’ do que todos os outros apóstolos, não atribuiu o mérito a si mesmo, mas acrescentou, “contudo, não eu, mas a benignidade imerecida de Deus que está comigo”. — 1 Coríntios 15:10.

      18. De que maneira devemos usar nossos dons?

      18 Como mordomos fiéis, desejaremos preocupar-nos com fazer pleno uso de quaisquer dons que tenhamos, para ajudar outros de maneira espiritual e material. A maneira em que fazemos isso também é muito importante. Sobre isso, Pedro escreveu:

      “Se alguém falar, fale como que as proclamações sagradas de Deus; se alguém ministrar, ministre ele como dependente da força que Deus fornece; para que, em todas as coisas Deus seja glorificado por intermédio de Jesus Cristo. Dele são a glória e o poderio para todo o sempre. Amém.” — 1 Pedro 4:11.

      19. Como podemos glorificar a Deus quando ajudamos outros em sentido espiritual e material?

      19 Portanto, se ajudarmos outros de maneira espiritual, desejaremos falar de tal modo que mostremos que a fonte de nossas palavras consoladoras e amorosas é Jeová Deus. Quando isso se dá, nossa pregação e nosso ensino serão edificantes, não criando o sentimento de inferioridade e vergonha naqueles a quem nos esforçamos a ajudar. De modo similar, se contribuirmos nosso tempo e nossa energia para prestar ajuda física, desejaremos estribar-nos em Deus para ter força. Isto tiraria a ênfase de nossa própria capacidade e salientaria que Deus usa nossa capacidade para fazer o bem. Assim será glorificado nosso Pai celestial. (1 Coríntios 3:5-7) Visto que se dá ao Pai tal glória ou honra por sermos discípulos de seu Filho, Jeová Deus é “glorificado por intermédio de Jesus Cristo”. Sim, o Altíssimo é responsável por nos dar a capacidade e a força para fazer o bem.

      20. Por que devemos aguardar a vinda do grande dia de Jeová, e, por isso, o que devemos estar fazendo?

      20 Usando nosso tempo, nossos recursos e nossa energia para ajudar outros, mostramos que estamos numa condição de alerta espiritual, prontos para enfrentar o grande dia de Jeová. De fato, reconhecermos que o Senhor Jesus Cristo poderia vir a qualquer hora como executor da vingança divina poderá estimular-nos a permanecer espiritualmente acordados. Por isso, queremos sempre manter diante de nós a certeza da vinda do grande dia de Jeová. Visto que ele abrirá grandiosas oportunidades para todos os discípulos leais de Jesus Cristo, podemos aguardá-lo corretamente com viva expectativa. O dia de Jeová significará sermos libertos para sempre da injustiça e das pressões do atual sistema de coisas, a fim de usufruir as bênçãos dos “novos céus e uma nova terra”. Quão vital é mantermos “bem em mente” este dia, desejando-o ardentemente! (2 Pedro 3:12, 13) Participarmos zelosamente em divulgar o propósito de Deus aos outros dá evidência de termos a atitude correta. Mostra que estamos convencidos de que o dia de Jeová virá, e que outros precisam saber disso e agir em harmonia com este conhecimento vital.

      21. (a) De que podemos ter certeza com relação à promessa de Deus de “novos céus e uma nova terra”? (b) Como nos deve afetar isso?

      21 A promessa de Deus, de “novos céus e uma nova terra”, primeiro feita por meio do profeta Isaías, cumprir-se-á no seu significado mais pleno. (Isaías 65:17; 66:22) O domínio justo nas mãos de Jesus Cristo e de seus reis-sacerdotes associados, sobre a sociedade humana que se harmoniza com a lei divina, precisa tornar-se realidade. (Revelação 5:9, 10; 20:6) A certeza disso pode incitar-nos à ação, induzindo-nos a fazer o máximo para estar entre aqueles que terão as bênçãos resultantes. O apóstolo Pedro admoestou: “Amados, visto que aguardais estas coisas, fazei o máximo para serdes finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz.” (2 Pedro 3:14) Como servos de Deus, devemos preocupar-nos de ser aprovados pelo Senhor Jesus Cristo, não ficando manchados ou maculados pelas atitudes, modos e ações do mundo. Queremos ficar livres da mancha do pecado. Visto que o pecado perturba nossa paz com Deus, então apenas por permanecermos numa condição em que nossos pecados podem ser expiados é que podemos ser achados “em paz” na vinda de seu grande dia.

      APRECIE A PACIÊNCIA DIVINA

      22. Por que não devemos ficar impacientes quanto ao cumprimento da promessa de Deus?

      22 Embora aguardemos corretamente os “novos céus e uma nova terra”, não queremos ficar impacientes com o cumprimento da promessa. O fato de que o grande dia de Jeová não chegou já há muito tempo permitiu a nossa própria salvação. O apóstolo Pedro declarou:

      “Considerai a paciência de nosso Senhor como salvação, assim como vos escreveu também o nosso amado irmão Paulo, segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando destas coisas, como faz também em todas as suas cartas. Nelas, porém, há algumas coisas difíceis de entender, as quais os não ensinados e instáveis estão deturpando, assim como fazem também com o resto das Escrituras, para a sua própria destruição.” — 2 Pedro 3:15, 16.

      23. (a) Por que não devemos abusar da paciência de Deus? (b) Como foi que alguns, no primeiro século, deixaram de reconhecer o motivo da paciência de Deus?

      23 Nós, como pessoas que apreciamos a paciência de Jeová, queremos ter cuidado para não abusar dela, justificando determinado proceder egoísta com a alegação de que o grande dia de Deus ainda pode estar longe. Pelo visto, havia no primeiro século E. C. alguns crentes que fizeram isso. O apóstolo Pedro os descreveu como “não ensinados e instáveis”, a quem faltava um entendimento claro da Palavra de Deus e que eram instáveis com referência a doutrina e à prática cristãs. Essas pessoas até mesmo tentaram usar declarações das cartas do inspirado apóstolo Paulo e outras partes das Escrituras como desculpa para a sua conduta errada. Talvez tenham indicado o que Paulo escreveu sobre o exercício da consciência e sobre ser declarado justo pela fé, não pelas obras da lei mosaica, como dando margem para toda espécie de atos contrários à vontade de Deus. (Veja Romanos 3:5-8; 6:1; 7:4; 8:1, 2; Gálatas 3:10.) Talvez tenham usado mal pontos assim como os seguintes:

      “Cristo nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1) “Todas as coisas me são lícitas.” (1 Coríntios 6:12) “Todas as coisas são puras para os puros.” (Tito 1:15)

      Mas, não faziam caso de que Paulo disse também:

      “Não useis esta liberdade como induzimento para a carne, mas, por intermédio do amor, trabalhai como escravos uns para os outros. Pois a Lei inteira está cumprida numa só expressão, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” (Gálatas 5:13, 14) “Cada um persista em buscar, não a sua própria vantagem, mas a da outra pessoa.” — 1 Coríntios 10:24.

      24. Por que devemos cuidar de nossas associações mesmo dentro da congregação?

      24 Assim como na congregação do primeiro século, assim também hoje, há alguns que gostariam de ampliar os limites da liberdade cristã a ponto de ficarem escravizados ao pecado. Portanto, faremos bem em cuidar de nossas associações, para que não calamos sob alguma influência imprópria e não sejamos desviados. Trazendo isso à atenção, o apóstolo Pedro escreveu: “Vós, portanto, amados, tendo este conhecimento adiantado, guardai-vos para que não sejais desviados com eles pelo erro dos que desafiam a lei e não decaiais da vossa firmeza.” — 2 Pedro 3:17.

      PROGRIDA COMO CRISTÃO

      25, 26. Depois de obtermos fé, o que devemos fazer em harmonia com 2 Pedro 1:5-7?

      25 Para não perdermos as bênçãos que Jeová Deus tem em reserva para nós, devemos querer progredir na vida e atividade cristã. (2 Pedro 3:18) Fazermos isso harmoniza-se com a exortação do apóstolo Pedro:

      “Sim, por esta mesma razão, por contribuirdes em resposta todo esforço sério, supri à vossa fé a virtude, à vossa virtude, o conhecimento, ao vosso conhecimento, o autodomínio, ao vosso autodomínio, a perseverança, à vossa perseverança, a devoção piedosa, à vossa devoção piedosa, a afeição fraternal, à vossa afeição fraternal, o amor.” — 2 Pedro 1:5-7.

      26 Jeová Deus nos deu por meio de seu Filho a capacidade de ter fé. Portanto, em resposta ou em conseqüência do que se fez a nosso favor, devemos querer desenvolver outras qualidades excelentes, que evidenciem que temos fé genuína. Fazemos isso por deixar que a Palavra de Deus e o seu espírito exerçam plena força na nossa vida. (2 Pedro 1:1-4) O apóstolo Pedro admoestou que devemos ‘contribuir todo esforço sério’, fazendo empenho diligente, com toda a força que temos, para cooperar com a obra que nosso Pai celestial faz para nos tornar cristãos completos. — Veja 1 Coríntios 3:6, 7; Tiago 1:2-4.

      27. Que se quer dizer com acrescentar virtude à nossa fé?

      27 Acrescentarmos virtude à fé significa esforçar-nos a ser pessoas de excelência moral, imitando nosso Exemplo, Cristo. Tal virtude ou excelência moral é uma qualidade positiva. Quem a possui não só se refreia de fazer o mal ou causar dano ao próximo, mas procura também fazer o bem, reagindo de modo positivo às necessidades espirituais, físicas e emocionais dos outros.

      28. Por que é importante aumentar em conhecimento?

      28 A excelência moral não pode existir separada do conhecimento. Precisamos de conhecimento para diferençar o certo do errado. (Hebreus 5:14) Ele é também essencial para avaliarmos exatamente como devemos expressar um bem positivo em determinada situação. (Filipenses 1:9, 10) Diferente da credulidade, que zomba do conhecimento ou mesmo resiste a ele, a fé sólida baseia-se no conhecimento e sempre tira proveito dele. Portanto, nosso empenho diligente em aplicar as Escrituras Sagradas fortalecerá nossa fé, ao passo que continuamos a aumentar em conhecimento de Jeová Deus e de seu Filho.

      29. (a) Por que é essencial o conhecimento para cultivar o autodomínio? (b) Que relação há entre o autodomínio e a perseverança?

      29 Este conhecimento contribui para nos refrear de nos entregarmos a paixões pecaminosas, de ficarmos imoderados e desenfreados na conduta, ou de nos tornarmos de outro modo culpados dum sério fracasso quanto a refletir a imagem divina em atitude, palavra e ação. O conhecimento contribui para termos autodomínio, a capacidade de frear a nós mesmos, nossas ações e nossas palavras. Pelo contínuo exercício do autodomínio, teremos a qualidade essencial da perseverança. A força íntima produzida pela perseverança também nos pode ajudar a resistir a paixões pecaminosas, a transigência quando sofremos perseguição ou a ficar preocupados com os cuidados diários, os prazeres ou os bens materiais. Esta perseverança provém de confiarmos no Altíssimo para ter força e orientação. — Veja Filipenses 4:12, 13; Tiago 1:5.

      30. (a) O que é devoção piedosa, e como se manifesta? (b) O que mostra que a piedade não pode existir à parte da afeição fraternal?

      30 A devoção piedosa ou reverência deve ser acrescentada à perseverança. Esta atitude distingue toda a vida do genuíno cristão. Manifesta-se na consideração sadia e honra dada ao Criador, e no profundo respeito e na preocupação com os pais ou outros a quem se deve devoção. (1 Timóteo 5:4) Sem a afeição fraternal, porém, não pode haver piedade. O apóstolo João declarou:

      “Se alguém fizer a declaração: ‘Eu amo a Deus’, e ainda assim odiar o seu irmão, é mentiroso. Pois, quem não ama o seu irmão, a quem tem visto, não pode estar amando a Deus, a quem não tem visto.” (1 João 4:20)

      Quem se orgulha de ter reverência e devoção ainda seria lamentavelmente faltoso se deixasse de mostrar afeição, bondade e amizade aos seus irmãos. Não podemos ser cordiais para com Deus e frios para com os nossos irmãos.

      31. A quem devemos ter amor, e por quê?

      31 O amor é a qualidade destacada que se deve evidenciar de modo especial na nossa vida. Esta espécie de amor não deve ser limitada aos nossos irmãos cristãos. Ao passo que devemos ter afeição aos nossos irmãos espirituais, devemos mostrar amor para com toda a humanidade. Este amor não depende da condição moral da pessoa a quem é expresso. Deve ser expresso até mesmo aos inimigos, em especial com o desejo de ajudá-los espiritualmente. — Mateus 5:43-48.

      32. O que resulta da aplicação do conselho de 2 Pedro 1:5-7?

      32 o que resulta quando se acrescentam à fé a virtude, o conhecimento, o autodomínio, a perseverança, a devoção piedosa, a afeição fraternal e o amor? O apóstolo Pedro responde: “Se estas coisas existirem em vós e transbordarem, impedirão que sejais quer inativos quer infrutíferos no que se refere ao conhecimento exato de nosso Senhor Jesus Cristo.” (2 Pedro 1:8) Não ficaremos então parados, inativos e espiritualmente mortos. Tendo no coração as qualidades piedosas como realmente fazendo parte de nós, seremos motivados a pensar, falar e agir dum modo aprovado por Deus. (Veja Lucas 6:43-45.) Quando isso se dá em nosso caso, a vinda do Senhor Jesus Cristo, para assumir o pleno controle dos assuntos da terra, será o início de bênçãos muito maiores do que agora podemos imaginar.

      33-35. Que proveito tiramos de viver como discípulos de Jesus Cristo?

      33 Portanto, que nunca fiquemos descuidados na nossa conduta ou no cumprimento de nossas responsabilidades cristãs, inclusive na obra vital de divulgar a outros a mensagem de Deus. Tendo escolhido uma vida como discípulos de Jesus Cristo, podemos ter uma consciência limpa e companheirismo sadio com concrentes. Podemos sentir a ajuda fortalecedora de Deus em tempos de provação, e nossa relação com os outros melhorará ao passo que aplicamos conscienciosamente os princípios bíblicos.

      34 Não há nenhum aspecto da vida — no lar, no trabalho, nos tratos com autoridades governamentais, em todos os níveis — que não fique afetado para o bem, se nos esforçarmos a seguir a Palavra de Deus. Isto fará também que estejamos mais apercebidos da importância de empenhar todo o coração em contatar o maior número possível de pessoas com a mensagem consoladora da Bíblia. Teremos grande felicidade e verdadeiro senso de realização em cuidar das necessidades de nossos semelhantes, especialmente de suas necessidades espirituais.

      35 O mais importante é que viver como genuínos discípulos de Jesus Cristo é o único proceder que oferece a promessa dum futuro eterno de vida feliz. Certamente, não queremos perder o que já ganhamos. Que cada dia que passa nos encontre num estado de alerta para a vinda de nosso Amo na qualidade de rei que é completamente vitorioso. Somente assim podemos ter parte na ilimitada alegria de termos escolhido apegar-nos ao nosso compromisso de servir fielmente a Jeová Deus.

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