-
Livro bíblico número 61 — 2 Pedro“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
-
-
falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo”. — 1:1, 2, 4, 14, 17, 21.
5. Que aviso deu Pedro contra falsos instrutores, e que poderosas ilustrações ele usa quanto à certeza dos julgamentos de Deus contra tais homens?
5 Forte aviso contra falsos instrutores (2:1-22). Falsos profetas e instrutores introduzirão seitas destrutivas, promoverão conduta desenfreada e trarão vitupério sobre a verdade. Mas, a destruição deles não está cochilando. Deus não se refreou de punir os anjos que pecaram, de trazer um dilúvio nos dias de Noé, ou de reduzir Sodoma e Gomorra a cinzas. Mas ele livrou o pregador Noé e o justo Ló, de modo que “Jeová sabe livrar da provação os de devoção piedosa, mas reservar os injustos para o dia de julgamento, para serem decepados”. Pois estes são atrevidos, obstinados, iguais a animais irracionais, ignorantes, falam de modo ultrajante, acham prazer em ensinos enganosos, são adúlteros, cobiçosos, e, como Balaão, amam a recompensa proveniente de fazer o mal. Prometem liberdade mas são eles mesmos escravos da corrupção. Teria sido melhor para eles que não tivessem conhecido a vereda da justiça, pois aconteceu-lhes o que diz o provérbio: “O cão voltou ao seu próprio vômito e a porca lavada a revolver-se no lamaçal.” — 2:9, 22.
6. (a) Por que escreve Pedro, e o que diz ele concernente à promessa de Deus? (b) Em contraste com os ridicularizadores, como devem os cristãos mostrar-se alertas?
6 Tendo bem em mente o dia de Jeová (3:1-18). Pedro escreve para acordar as claras faculdades de pensar dos cristãos, para que se lembrem das declarações anteriormente feitas. Nos últimos dias virão ridicularizadores, dizendo: “Onde está essa prometida presença” de Cristo? Escapa à atenção desses homens que Deus destruiu o mundo da antiguidade por água e que “pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo” e “reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios”. Mil anos são para Jeová como um só dia, assim, “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa”, mas ele é paciente, não desejando que alguém seja destruído. Portanto, os cristãos devem estar alertas à sua conduta e devem praticar ações de devoção piedosa, enquanto aguardam e têm bem em mente a presença do dia de Jeová, pelo qual os céus serão dissolvidos por fogo e os elementos se derreterão pelo calor intenso. Mas, haverá “novos céus e uma nova terra” segundo a promessa de Deus. — 3:4, 7, 9, 13.
7. Tendo este conhecimento adiantado, que empenho devem os cristãos fazer?
7 Assim, devem fazer o máximo ‘para serem finalmente achados por ele sem mancha nem mácula, e em paz’. Devem considerar a paciência de seu Senhor como salvação, assim como o amado Paulo lhes escreveu. Com este conhecimento adiantado, que se guardem para que não decaiam de sua própria firmeza. “Não”, conclui Pedro, “mas prossegui crescendo na benignidade imerecida e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória tanto agora como até o dia da eternidade”. — 3:14, 18.
POR QUE É PROVEITOSO
8. (a) Como atesta Pedro a inspiração tanto das Escrituras Hebraicas como das Gregas? (b) Como nos beneficiaremos por nos apegarmos ao conhecimento exato?
8 Quão essencial é o conhecimento exato! O próprio Pedro permeia seus argumentos do conhecimento exato que adquiriu das Escrituras Hebraicas. Ele testifica que elas foram inspiradas por espírito santo: “Porque a profecia nunca foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram movidos por espírito santo.” Ele diz também que a sabedoria de Paulo “lhe foi dada”. (1:21; 3:15) Tiramos grande proveito de considerar todas estas Escrituras inspiradas e por apegar-nos ao conhecimento exato. Assim, nunca nos tornaremos complacentes, como aqueles que, segundo Pedro, dizem: “Todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da criação.” (3:4) Tampouco cairemos nas armadilhas de falsos instrutores, como aqueles que Pedro descreve no capítulo 2 de sua carta. Antes, devemos atentar constantemente aos lembretes supridos por Pedro e pelos outros escritores bíblicos. Estes ajudam-nos a permanecer “firmemente estabelecidos na verdade” e a paciente e inabalavelmente ‘prosseguirmos crescendo na benignidade imerecida e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo’. — 1:12; 3:18.
9. Que diligente esforço somos incentivados a fazer, e por quê?
9 Como ajuda para crescer no “conhecimento exato de Deus e de Jesus, nosso Senhor”, Pedro recomenda esforço diligente de cultivar as qualidades cristãs alistadas no capítulo 1, versículos 5 a 7. Daí, no versículo 8, ele acrescenta: “Pois, se estas coisas existirem em vós e transbordarem, impedirão que sejais quer inativos quer infrutíferos no que se refere ao conhecimento exato de nosso Senhor Jesus Cristo.” Deveras, trata-se de encorajamento esplêndido para a atividade quais ministros de Deus, nestes dias críticos! — 1:2.
10. (a) Que promessas acentua Pedro, e o que exorta ele em conexão com elas? (b) Que garantia dá Pedro concernente às profecias do Reino?
10 Quão importante é a pessoa esforçar-se o máximo, a fim de certificar-se de partilhar das “promessas preciosas e mui grandiosas” de Jeová Deus! Assim, Pedro exorta os cristãos ungidos a manter os olhos fixos no alvo do Reino, dizendo: “Fazei tanto mais o vosso máximo para vos assegurar da vossa chamada e escolha; pois, se persistirdes em fazer estas coisas, de nenhum modo falhareis jamais. De fato, assim vos será ricamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” Daí, Pedro chama a atenção para a magnificência da glória do Reino de Jesus, da qual era testemunha ocular através da visão da transfiguração, e acrescenta: “Por conseguinte, temos a palavra profética tanto mais assegurada.” Sim, todas as profecias concernentes ao magnificente Reino de Jeová se cumprirão com certeza. Portanto, é com confiança que ecoamos as palavras de Pedro, citadas da profecia de Isaías: “Há novos céus e uma nova terra que aguardamos segundo a sua promessa, e nestes há de morar a justiça.” — 2 Ped. 1:4, 10, 11, 19; 3:13; Isa. 65:17, 18.
-
-
Livro bíblico número 62 — 1 João“Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”
-
-
Livro bíblico número 62 — 1 João
Escritor: Apóstolo João
Lugar da Escrita: Éfeso, ou perto
Escrita Completada: c. 98 EC
1. (a) Que qualidade permeia os escritos de João, mas, o que indica que ele não era sentimentalista? (b) Por que eram oportunas as suas três cartas?
JOÃO, o amado apóstolo de Jesus Cristo, tinha forte amor à justiça. Isto ajudou-o a compreender profundamente a mente de Jesus. Não nos surpreende, pois, que o tema do amor predomine em seus escritos. No entanto, ele não era sentimentalista, pois Jesus referiu-se a ele como um dos “Filhos do Trovão [Boanerges]”. (Mar. 3:17) De fato, foi em defesa da verdade e da justiça que ele escreveu suas três cartas, pois a apostasia predita pelo apóstolo Paulo tornara-se evidente. As três cartas de João foram deveras oportunas, pois ajudaram a fortalecer os cristãos primitivos em sua luta contra as intromissões do “iníquo”. — 2 Tes. 2:3, 4; 1 João 2:13, 14; 5:18, 19.
2. (a) Quais os indícios de que as cartas de João foram escritas muito depois de Mateus, de Marcos e das cartas missionárias? (b) Quando e onde aparentemente foram escritas as cartas?
2 A julgar pelo conteúdo, estas cartas pertencem a um período muito posterior aos Evangelhos de Mateus e de Marcos — posterior, também, às cartas missionárias de Pedro e de Paulo. Os tempos haviam mudado. Não há referência ao judaísmo, a grande ameaça às congregações, quando estas se encontravam na infância; e aparentemente não há uma única citação direta das Escrituras Hebraicas. Por outro lado, João fala sobre “a última hora” e o surgimento de “muitos anticristos”. (1 João 2:18) Refere-se a seus leitores por expressões como “filhinhos meus” e a si mesmo como “o ancião”. (1 João 2:1, 12, 13, 18, 28; 3:7, 18; 4:4; 5:21; 2 João 1; 3 João 1) Tudo isto sugere uma data tardia para as suas três cartas. Também, 1 João 1:3, 4 parece indicar que o Evangelho de João foi escrito por volta da mesma época. Crê-se geralmente que as três cartas de João foram completadas por volta de 98 EC, pouco antes da morte do apóstolo, e que foram escritas nas cercanias de Éfeso.
3. (a) Que evidências há quanto à autoria e à autenticidade de Primeira João? (b) Que trecho foi acrescentado posteriormente, mas qual é a prova de que é espúrio?
3 Que Primeira João foi realmente escrita por João, o apóstolo, pode-se ver da grande semelhança que tem com o quarto Evangelho, que indubitavelmente foi escrito por ele. Por exemplo, João inicia a carta descrevendo a si mesmo como testemunha ocular que viu a “palavra da vida . . . , a vida eterna que estava com o Pai e nos foi manifestada”, expressões notavelmente similares às com as quais inicia o Evangelho de João. Sua autenticidade é atestada pelo Fragmento Muratoriano e por primitivos escritores, como Irineu, Policarpo e Pápias, todos do segundo século EC.a Segundo Eusébio (c. 260-c. 340 EC), a autenticidade de Primeira João jamais foi contestada.b Contudo, convém notar que algumas traduções mais antigas acrescentaram ao capítulo 5 as seguintes palavras no fim do versículo 7 e começo do 8: “No céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um. E três são os que testificam na terra.” (Almeida) Mas este texto não se encontra em nenhum manuscrito grego primitivo e foi obviamente acrescentado para sustentar a doutrina da Trindade. A maioria das modernas traduções, tanto católicas como protestantes, não incluem essas palavras no corpo do texto principal. — 1 João 1:1, 2.c
-