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BaraqueAjuda ao Entendimento da Bíblia
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siríaca). Baraque é também citado como fiel exemplo entre aqueles que, “pela fé, derrotaram reinos [em conflito], . . . tornaram-se valentes na guerra, desbarataram os exércitos de estrangeiros”. — Heb. 11:32-34.
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BaraquiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BARAQUIAS
[Jah abençoa]. Pai do Zacarias que foi assassinado “entre o santuário e o altar”. — Mat. 23:35; Luc. 11:50, 51.
Quanto às palavras, “filho de Baraquias”, não se encontram no relato de Lucas, e foram omitidas do relato de Mateus no Códice Sinai- tico. Há peritos que crêem que sejam possivelmente um adendo ao texto, feito por um “revisor” que confundiu este Zacarias com o profeta Zacarias, “o filho de Berequias”. (Zac. 1:1) No entanto, não existe evidência de que este último profeta tivesse sido assassinado. Outra sugestão é que Jeoiada, pai dum Zacarias que foi assassinado, talvez tivesse dois nomes, como se dá no caso de outros personagens bíblicos. (Compare com Mateus 9:9 e Marcos 2:14; Mateus 10:2, 3.) O significado de Baraquias é bem parecido com o de Jeoiada, que significa “Jeová sabe”.
Entende-se, em geral, que Jesus aqui se referia a Zacarias, o “filho de Jeoiada, o sacerdote”. (2 Crô. 24:20-22) Trata-se da conclusão mais lógica, visto que Crônicas está alistado em último lugar no cânon tradicional judaico, destarte tornando Abel o primeiro e Zacarias o último homem justo registrado nas Escrituras Hebraicas como tendo sido assassinado. De acordo com 2 Crônicas 24:21, Zacarias foi assassinado “no pátio da casa de Jeová”. O altar de holocaustos estava no pátio interior, do lado de fora e dando para a entrada do santuário. Isto corresponderia à localização, feita por Jesus, desse incidente como sendo “entre o santuário e o altar”.
Nos casos tanto de Abel como de Zacarias, prediz-se uma prestação de contas por esse derramamento de sangue. (Gên. 4:10; 2 Crô. 24:22) Também, existe forte paralelo entre as circunstâncias e os eventos dos dias de Zacarias, filho de Jeoiada, e os da geração que vivia quando Jesus falou tais palavras. Quando Zacarias estava à morte, ele disse: “Que Jeová o veja e o exija de volta.” Logo depois, suas palavras proféticas começaram a cumprir-se. Pequena força militar síria subiu, e Jeová entregou uma grande força militar de Judá nas mãos dela, os príncipes de Judá sendo grandemente destroçados e despojados. Os sírios executaram atos de julgamento contra Jeoás e o deixaram com muitas enfermidades, após o que foi assassinado por seus próprios servos. (2 Crô. 24:23-25) Após descrever a culpa de sangue de que falava, Jesus disse: “Todas essas coisas virão sobre esta geração.” (Mat. 23:36) A profecia de Jesus se cumpriu, em escala maior, em Jerusalém e na Judéia em 70-73 E.C.
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BarataAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BARATA
[hhasíl, considerada como derivando-se duma raiz que significa “acabar com”, “consumir”, “extirpar”, “devorar”]. Há incerteza quanto ao inseto específico mencionado pela palavra hebraica hhasíl. Tem sido traduzida, de forma variada, “lagarta”, “grilo”, “devastador”, “gafanhoto” e “barata”. (Compare Isaias 33:4 com Joel 1:4 em CBC; NM; PIB e VB.) Conforme o léxico hebraico e aramaico de Koehler e Baumgartner, o inseto nocivo que a palavra hebraica hhasíl designa é diferente do gafanhoto Parbéh), sendo provavelmente a barata.
A barata tem pernas compridas e fortes, habilitando-a a correr com surpreendente velocidade. É efetivamente, um dos mais rápidos corredores hexápodes. Tal inseto possui face achatada e cabeça curta, dotada de longas antenas setáceas, que lhe dão a aparência de estar olhando ligeiramente para baixo. Seu corpo compacto habilita a barata a penetrar por tênues aberturas. A maioria das espécies têm coloração sombria, negra ou marrom, e têm corpo achatado, escorregadio, recoberto por uma carapaça brilhante. Não gostando da luz brilhante, as baratas geralmente só saem dos esconderijos à noite, para comer. Considerando que a barata devora quase tudo, inclusive vegetação, lixo, roupas e móveis, bem que pode ser o inseto que corresponde ao hebraico hhasíl. — 1 Reis 8:37; 2 Crô. 6:28; Sal. 78:46; Isa. 33:4; Joel 2:25.
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BarbaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BARBA
Os pêlos que crescem no queixo e nas bochechas dum homem, às vezes incluindo os que crescem sobre o lábio superior. Nas Escrituras Hebraicas, zaqán é a palavra para “barba”, ao passo que saphám, relativo ao lábio, é traduzida de forma variada pelos tradutores como “barba”, “bigode” e “lábio superior”.
Entre muitos povos antigos do Oriente, inclusive os israelitas, a barba era prezada como evidência de dignidade máscula. A lei de Deus fornecida a Israel proibia o corte das “madeixas laterais” (costeletas), os pêlos entre a orelha e o olho, e a extremidade da barba. (Lev. 19:27; 21:5) Isto se dava, sem dúvida, porque entre alguns pagãos era uma prática religiosa fazer isto.
Durante extremo pesar, vergonha ou humilhação, a pessoa talvez arrancasse os pêlos de sua barba ou deixasse descuidada a barba ou o bigode. (Esd. 9:3) Talvez tenha sido a barba descuidada de Mefibosete, filho de Jonatã, que indicou a Davi que Mefibosete talvez estivesse falando a verdade ao dizer que seu servo Ziba o havia caluniado, e que Mefibosete estava realmente pranteando enquanto Davi era um refugiado com relação a Absalão, contrário ao que Ziba tinha relatado. (2 Sam. 16:3; 19:24-30) A remoção da barba era considerada como expressão figurada, para ilustrar grande pranto devido à calamidade. — Isa. 7:20; 15:2; Jer. 48:37; Eze. 5:1.
Era costumeiro os homens usarem barbas compridas, mesmo antes de ser feito o pacto da Lei. Ao passo que os hebreus não fizeram monumentos com figuras deles próprios, foram encontrados muitos monumentos e inscrições, no Egito e na Mesopotâmia, e em outras terras do Oriente Médio, em que os assírios, os babilônios e os cananeus são representados com barbas, e mesmo algumas representações datadas até do terceiro milênio A.E.C. mostram barbas de diversos estilos. Entre os povos supracitados, são mormente os eunucos os representados sem barba. Contudo, fazer eunucos não era costume em Israel, visto que a Lei excluía os eunucos da congregação de Israel. — Deut. 23:1.
Visto que a maioria dos semitas são representados como portando barbas, mesmo antes do tempo da Lei, seguir-se-ia logicamente que os homens fiéis da linhagem de Sem, que continuavam a falar a língua do Éden e que sem dúvida seguiam mais de perto os costumes originais do tempo de seu antepassado, Sete, tinham barbas compridas. Por conseguinte, existe boa razão para se crer que Noé, Enoque, Sete e o pai de Sete, Adão, eram semelhantemente homens que tinham barbas compridas.
Heródoto afirma que os egípcios rapavam tanto os pêlos da face como os da cabeça. Para eles, uma barba representava pesar ou uma condição indesejável. Certo escritor declara que, sempre que um artista egípcio desejava transmitir a idéia de um homem de condição baixa ou uma pessoa desleixada, ele representava tal homem barbado. Isto nos ajuda a avaliar por que José se barbeou antes de comparecer à presença de Faraó. (Gên. 41:14; compare com Jeremias 9:26; 25:23.) No entanto, os egípcios usavam barbas postiças, bem como perucas. A barba do homem comum homens também foram representados sem barba.
Tinha Jesus, enquanto estava na terra, uma barba comprida? Certamente era um costume estritamente observado pelos judeus. Jesus, nascido judeu, “veio a estar debaixo de lei” e cumpriu a Lei. (Gál. 4:4; Mat. 5:17) Como todos os demais judeus, Jesus estava dedicado a Jeová Deus desde que nascera, por motivo do pacto da Lei, e estava sob a obrigação de guardar toda a lei, inclusive a proibição de cortar a extremidade da barba. Também, no tempo em que Jesus estava na terra, era costume romano rapar a barba. Portanto, caso Jesus não tivesse barba comprida, teria sido reputado como sendo eunuco, ou romano. Significativamente, uma profecia sobre o sofrimento de Jesus declara: “Dei as minhas costas aos que golpeavam e as minhas faces aos que arrancavam o cabelo.” — Isa. 50:6.
[Foto na página 193]
Assírio. Egípcio.
Sírio. Babilônio.
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BárbaroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BÁRBARO
(Gr. , bárbaros). A repetição de “bar bar” transmitia a idéia de fala gaguejada, tartamuda ou ininteligível; por isso, o termo “bárbaro” era originalmente aplicado pelos gregos a um estrangeiro, especialmente alguém que falasse uma língua diferente. Naquele tempo, não indicava falta de civilização, de refinamento ou de boas maneiras, nem transmitia qualquer sentimento de desprezo hostil. “Bárbaro” simplesmente distinguia especialmente os não-gregos dos gregos, assim como “gentios” divide os não-judeus dos judeus. Estes não-gregos não objetavam, nem se sentiam insultados por serem chamados de bárbaros. Há escritores judeus, inclusive Josefo, que se reconhecem como sendo chamados por esse termo; os romanos chamavam a si mesmos de bárbaros até que adotaram a cultura grega. É nesta luz nada desfavorável, então, que Paulo, ao escrever aos romanos, usou a expressão que a todos abrangia: “Tanto a gregos como a bárbaros.” — Rom. 1:14.
O principal fator que separava os gregos do mundo “bárbaro” era sua língua; por isso, o termo se referia especialmente aos que não falavam grego, como, para exemplificar, os habitantes de Malta, que falavam uma língua não-aparentada. Neste caso, a Tradução do Novo Mundo dá significado a bárbaroi por traduzi-lo “povo de língua estrangeira”. (Atos 28:1, 2, 4) Escrevendo sobre o dom de línguas, Paulo duas vezes chama de bárbaros (“estrangeiro”) alguém que fala uma língua ininteligível. (1 Cor. 14:11; veja também Colossenses 3:11.) Similarmente, a Septuaginta usa bárbaros no Salmo 113:1 (114:1 nas versões hebraicas e em português) e em Ezequiel 21:31.
Visto que os gregos julgavam sua língua e sua cultura como sendo superiores a todas as demais, e devido às indignidades sofridas às mãos de seus inimigos, “bárbaro” assumiu gradualmente a sua conotação depreciativa comum.
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