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  • Cobre a misericórdia de Deus todos os seus pecados?
    A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
    • quanto a merecer sua séria e detida atenção.

      12. De que séria preocupação é para nós quanto perdoamos os outros? Dê conselho bíblico.

      12 Com esta admoestação comovedora de Jesus diante de nós, então, será que podemos desconsiderar ou depreciar as palavras que Jesus nos ensinou a orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores”? Faz este pedido a Deus de modo sincero e com discernimento? Não são palavras de somenos importância. Jesus acrescentou: “Pois, se perdoardes aos homens as suas falhas, também o vosso Pai celestial vos perdoará; ao passo que, se não perdoardes aos homens as suas falhas, tampouco o vosso Pai vos perdoará as vossas falhas.” (Mat. 6:12, 14, 15) Jesus prosseguiu, admoestando: “Parai de julgar, para que não sejais julgados; pois, com o julgamento com que ;Julgais, vós sereis julgados; e com a medida com que medis, medirão a vós. Então, por que olhas para o argueiro no olho do teu irmão, mas não tomas em consideração a trave no teu próprio olho? Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Permite-me tirar o argueiro do teu olho’, quando, eis que há uma trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu próprio olho, e depois verás claramente como tirar o argueiro do olho do teu irmão.” — Mat. 7:1-5.

      A QUALIDADE POSITIVA DA MISERICÓRDIA

      13. Que significados diferentes tem a palavra “misericórdia”, conforme usada nas Escrituras?

      13 A prática da misericórdia, segundo seu uso em português, muitas vezes dá a idéia de se refrear, restringir, como na aplicação duma punição, sendo tal restrição motivada pela compaixão ou pelo compadecimento. E ela é assim usada na Bíblia. O uso de misericórdia por Deus sempre está em harmonia com suas outras qualidades e normas justas, inclusive sua justiça e veracidade. (Sal. 40:11; Osé. 2:19) E visto que todos os homens são por herança pecaminosos e recebem o pagamento da morte pelo pecado, é claro que o uso de misericórdia por Deus freqüentemente envolve o perdão de erros ou o alívio da sentença ou punição. No entanto, as palavras hebraica e grega não se limitam ao perdão ou à restrição na aplicação duma pena judicial. Mais freqüentemente, a misericórdia não se refere a uma ação negativa, à retenção (como da punição), mas a uma ação positiva, a uma expressão de consideração bondosa ou dó, que traz alívio aos desfavorecidos e necessitados de misericórdia. Conforme é de se esperar, portanto, as Escrituras mostram que a misericórdia de Jeová Deus não é uma qualidade que se manifesta apenas quando alguém como que está “em julgamento” perante ele por uma transgressão específica que cometeu. Antes, é uma qualidade caraterística da personalidade de Deus, seu modo normal de reagir para com os em necessidade, um aspecto de seu amor. — 2 Cor. 1:3; 1 João 4:8.

      14. Como é o significado do termo salientado pelos atos de misericórdia de Jesus?

      14 Assim também é com Jesus. Ele não limitou seus atos de misericórdia aos que se lhe opunham ou que o ofendiam. Entre os que provocavam a expressão de sua misericórdia e piedade estavam os cegos, os possessos pelos demônios, os leprosos e aqueles cujos filhos padeciam. (Mat. 9:27; 15:22; 17:15; Mar. 5:18, 19; Luc. 17:12, 13) Em resposta ao rogo: “Tem misericórdia de nós”, Jesus realizava milagres, aliviando a tais. Não fazia isso de modo rotineiro, indiferente, mas “penalizado”. — Mat. 20:33, 34.

      15. Como compara João o amor de Deus com o nosso?

      15 Não torna isso mais significativas as palavras do meio-irmão de Jesus, Tiago, que advertiu: “Pois, quem não praticar misericórdia terá o seu julgamento sem misericórdia”? (Tia. 2:13) A misericórdia de Deus para conosco é de tal magnitude, que somos impelidos a ter misericórdia com nosso próximo, embora nossa manifestação dela seja comparativamente pequena. João disse: “Amados, continuemos a amar-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus, e todo aquele que ama tem nascido de Deus e obtém o conhecimento de Deus. Quem não amar, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor. Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou o seu Filho unigênito ao mundo, para que ganhássemos a vida por intermédio dele. O amor é neste sentido, não que nós tenhamos amado a Deus, mas que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados. Amados, se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” — 1 João 4:7-11.

      ATÉ ONDE VAI A MISERICÓRDIA DE DEUS

      16. Como se compara a misericórdia de Deus para conosco com a misericórdia que nós possamos ter, e como foi isto ilustrado por Jesus em Mateus 18:23-35?

      16 Isto, às vezes, pode parecer difícil, e as ofensas e aparentes faltas de nossos irmãos cristãos podem ser tais, que estamos inclinados a desconsiderar este requisito de mostrar amor e usar de misericórdia, justificando-nos no íntimo de que Jesus, certamente, não queria dizer que devíamos desconsiderar tais faltas “extremas” nos outros. Mas, Paulo magnifica o amor de Deus acima de qualquer que nós possamos mostrar, ao dizer: “Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores.” (Rom 5:8) Quanto maiores são os pecados que Deus nos perdoou, do que quaisquer que nós possamos ter de perdoar aos nossos irmãos cristãos! E nossa necessidade da misericórdia de Deus, em prover um meio de redenção, não pode ser avaliada em comparação com as necessidades de nossos irmãos, que nós podemos suprir. É de se admirar que a misericórdia de Deus não pode ser extensível aos que não têm misericórdia? — Col. 3:13; veja Mateus 18:23-35.

      17. Embora dedicados, como poderíamos ainda vir sob um julgamento, mas que reconforto dá Tiago?

      17 Então, o que nos deve preocupar mais seriamente é a pergunta: Cobre a misericórdia de Deus todos os meus pecados? Se eu me tiver dedicado a Jeová Deus e tiver simbolizado isso pelo batismo em água, solicitando a Deus uma boa consciência, poderia eu ainda assim cair sob o julgamento de Deus por não ter usado de misericórdia, de amor para com outros? (1 Cor. 13:1-3) Tiago advertiu, conforme já citado: “Pois, quem não praticar misericórdia terá o seu julgamento sem misericórdia.” Entretanto, Tiago acompanha esta admoestação com a tranqüilizadora consolação: “A misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento.” (Tia. 2:13) Como? E em que sentido, resultando para nós em julgamento, poderíamos deixar de usar misericórdia mesmo agora, antes do Dia do Juízo?

      18. Que exemplo de misericórdia poderia ser considerado, que modelo de misericórdia seguiu e em que sentidos?

      18 Um exemplo notável de misericórdia, exercida no pleno alcance do significado do termo, foi demonstrado por José, filho favorito de Jacó. Mas José, na misericórdia que mostrou, seguiu o modelo que o próprio Jeová Deus demonstrava naquele mesmo tempo. O relato bíblico não revela se José, logo de início, se dava conta do pleno alcance da misericórdia de Deus para com ele e a casa de seu pai. Mas José confiava inteiramente na libertação por parte de Jeová e nunca vacilava na sua determinação de seguir a orientação de Jeová e aderir estritamente aos requisitos justos de Jeová, que havia aprendido de seu pai Jacó. E quando José estava na maior necessidade, a misericórdia que Jeová expressava para com ele sempre o socorria, e, no devido tempo, o elevou à segunda posição mais destacada no mundo dos seus dias, uma posição de tal poder que, se quisesse, podia vingar-se impunemente de todos os que o haviam maltratado. Ou podia usar a sua posição para se tornar a maior bênção para eles. Como José usou de misericórdia, não só para com os culpados de transgressão, mas também em terna compaixão e empatia para com os necessitados, e como esta história da vida real nos pode mostrar o modo em que “a misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento”, deixamos para o artigo seguinte. A leitura cuidadosa de Gênesis, capítulos 37 a 47, antes da consideração das páginas seguintes, será muito interessante e instrutiva.

  • Quão misericordioso é?
    A Sentinela — 1975 | 15 de fevereiro
    • Quão misericordioso é?

      1. Por que não há desculpa para a ampla falta de misericórdia na atual geração?

      NESTES dias de intolerância e interesse pessoal, quem age com misericórdia é uma bênção reanimadora. Diz-se a respeito do verdadeiro Deus: “Jeová é clemente e misericordioso, vagaroso em irar-se e grande em benevolência. Jeová é bom para com todos, e suas misericórdias estão sobre todos os seus trabalhos.” (Sal. 145:8, 9) E Jesus nos admoestou a ‘continuarmos a nos tornar misericordiosos, assim como nosso Pai é misericordioso’. (Luc. 6:36) Que indiciação da geração atual, pois, são as condições intoleráveis resultantes das inúmeras suspeitas, rivalidades e hostilidades entre povos e nações!

      2. A quem somente se concede a misericórdia de Deus, e por quê?

      2 Provérbios 28:27 diz: “Quem dá àquele de poucos meios não terá carência, mas aquele que oculta os seus olhos receberá muitas maldições.” Isto evidencia que a misericórdia de Deus não se estenderá aos que ‘ocultam seus olhos’. Deus não é sentimentalista. Seu uso de misericórdia sempre está em harmonia com suas outras qualidades e normas justas, inclusive sua justiça e santidade. (Osé. 2:19) Quem abusar da misericórdia de Deus, pensando que Deus continuará a ser misericordioso para com ele, não importa o que ele faça, está condenado a sofrer amargo desapontamento. Quem mostra desrespeito deliberado aos modos justos de Deus, por meio de seus atos e seu proceder na vida, ofende a Deus, e o verdadeiro Deus, apropriadamente, ‘cortará em ira as suas misericórdias’. — Sal. 77:9; Rom. 2:4-11.

      3. Que perguntas nos poderão ajudar a determinar nossa própria qualidade de misericordiosos?

      3 Tiago, meio-irmão de Jesus, deu uma boa advertência, e, ao mesmo tempo, um reconforto ao escrever: “Pois, quem não praticar misericórdia terá o seu julgamento sem misericórdia. A misericórdia exulta triunfantemente sobre o julgamento.” (Tia. 2:13) Quão misericordioso é? Acha fácil não lazer caso de ofensas contra sua pessoa, ou acha difícil tirar tais coisas da mente? Está ativamente cônscio das necessidades dos em volta de si, ou precisam estas coisas ser trazidas constantemente à sua atenção, Está inclinado a suspeitar da motivação dos outros, ou consegue reconhecer e aceitar a sinceridade e a falta de malícia? Está inclinado a ser mais solícito dos proeminentes ou especialmente talentosos em algum sentido, ou encontra verdadeiro prazer em qualidades estritamente espirituais? Se fosse pesar-se na balança destas perguntas, seria faltoso em misericórdia? O resultado é vital porque quer estejamos envolvidos individualmente, quer não, o julgamento de Jeová será exercido para conosco, individualmente, assim como ele indicou por meio de Tiago, e só aquele que praticar misericórdia receberá misericórdia quando levado a julgamento.

      4. Como se pode identificar a pessoa misericordiosa?

      4 Misericordioso é aquele que não guarda ressentimento, que esta disposto a refrear-se de condenar e punir sempre que as circunstâncias o permitam, que é

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