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  • Vida no meio do tumulto na Irlanda
    A Sentinela — 1975 | 1.° de maio
    • sem aviso prévio a menos de quinze metros de nosso carro. É terrível ver o clarão da explosão duma bomba, com as pessoas sendo lançadas ao chão no meio dos destroços lançados ao redor!

      Às vezes fazemos longos desvios em volta de áreas de perigo e locais conhecidos de dificuldades. Temos de estar preparados para longas demoras, enquanto o tráfego é desviado dum veículo suspeito. Também, as forças de segurança às vezes inspecionam os veículos cabalmente, à procura de explosivos. Temos de contar com tais coisas e sair bastante cedo para as reuniões, para termos a certeza de chegar lá na hora.

      Os viajantes amiúde mostram sabedoria por se trancarem dentro de seus carros, para impedir que as portas sejam abertas por pretensos seqüestradores. Uma família, em caminho para uma reunião congregacional, teve de parar numa fila de carros, num semáforo. Ficaram horrorizados de ver terroristas correr velozmente dum carro para o outro, tentando apossar-se de veículos: Uma das fechaduras no seu carro estava quebrada! Felizmente, quando os terroristas se aproximaram, o sinal mudou e eles seguiram adiante. Nem se precisa mencionar que consertaram logo aquela fechadura.

      Tais condições causaram muitas inconveniências, mas todas as nossas reuniões congregacionais, na região de Belfast, têm continuado como de costume. Ninguém sofreu dano ao assistir a elas.

      VIGILANTES

      Um desenvolvimento que nos causou consideráveis dificuldades em manter a neutralidade foi o surgimento dos movimentos de vigilantes, especialmente em Belfast e em Londonderry. Estes grupos são formados onde comunidades católicas romanas e protestantes confinam de perto. São os pontos de ignição de possíveis dificuldades. Os habitantes de tais áreas organizam-se em proteção contra incursões de extremistas resolvidos a assassinar e a destruir propriedades.

      Muitas vezes, vizinhos bem intencionados exercem grande pressão sobre as testemunhas de Jeová para participarem na proteção da área. Por exemplo, um de meus irmãos cristãos se havia mudado recentemente para uma rua em que os vizinhos decidiram organizar-se em grupo de vigilantes. Todos os moradores foram convocados para uma reunião especial. É desnecessário dizer que a família das Testemunhas, única na rua que não participou na reunião, sentiu-se um pouco apreensiva. Várias famílias católicas romanas naquela rua já tiveram de mudar-se quando seus lares foram apedrejados.

      Depois de encerrada a reunião especial, alguém bateu na porta da frente. Duas senhoras estavam coletando alimentos e outros suprimentos para os vigilantes. A família explicou sua posição de neutralidade, como testemunhas de Jeová, e as mulheres foram embora, sem causar dificuldades. — João 17:15, 16.

      No entanto, o fervor dos vigilantes se espalhou e os pedidos de ajuda material se multiplicaram. Pediu-se dinheiro para roupa quente, para os que montavam guarda durante as noites frias de inverno. Também se fez a coleta de dinheiro para um fundo, a fim de retirar mulheres e crianças daquela área, caso as dificuldades aumentassem. Cada vez que se fizeram tais pedidos, explicou-se a atitude cristã das testemunhas de Jeová.

      Ao passo que aumentavam as tensões e a destruição de lares e de outras propriedades não conhecia mais limites, também aumentava a pressão para se enquadrar. É preciso ver a enorme devastação que se causou em grandes partes de Belfast para se apreciar plenamente quão crítica é a situação e o desespero da população, para se proteger. A Testemunha nesta rua explica:

      “Os vigilantes ficaram cada vez mais impacientes com a nossa atitude de neutralidade. Explicaram que cada um desempenhava um papel na proteção naquela área, enquanto eu dormia a sono solto na minha cama quente, abrigado sob a proteção deles.

      “Fui informado que tudo o que eu tinha de fazer era andar em volta do quarteirão algumas horas por noite e relatar tudo o que fosse suspeito. Tentaram fazer parecer que eu não era cristão, visto que o ministro local fazia a sua parte. Embora os sentimentos contra a minha atitude se acalorassem muito, expliquei novamente por que minha consciência não me permitia participar em tal atividade.

      “Quando eu mencionei os princípios bíblicos envolvidos, começaram a sair um por um. No entanto, advertiram que, se a minha casa ficasse incendiada em resultado da atividade terrorista, não me ajudariam.

      “Pude explicar ao único vigilante remanescente que os primitivos cristãos não participaram no conflito no tempo da destruição de Jerusalém, no primeiro século. Não lutaram nem pelos exércitos imperiais de Roma, nem pelas forças judaicas nacionalistas, mas ficaram inteiramente neutros, embora lhes trouxesse a condenação de seus vizinhos. Salientei que não era o caso de os cristãos do primeiro século não se importarem com os seus conterrâneos — Jesus chorou diante da perspectiva do que ia acontecer a Jerusalém — mas de darem sua lealdade ao reino de Deus e se negarem a se envolver nas lutas políticas do mundo.

      “Depois duma palestra sobre estes e outros pontos, o único remanescente disse que agora entendia nossa atitude. Nunca mais fomos perturbados.” — João 18:36.

      Isto salienta a forte pressão a que se precisa resistir se o verdadeiro cristão quiser evitar que este sistema o comprima no seu molde.

      BARRICADAS

      De tempos em tempos, as pessoas locais fazem justiça por conta própria e fecham a área onde moram. Erigem-se barricadas para proteção e nega-se passagem aos considerados indesejáveis.

      Em certa ocasião, houve muitos tiroteios e mortes na área onde mora meu genro com sua família. Prevaleciam os sentimentos de ódio, e aumentavam a ira e a fúria virulenta. Erigiram-se barricadas.

      Uma destas barricadas bloqueava completamente a entrada lateral da casa de meu genro. Deslocando-a por alguns metros lhe teria poupado muitas inconveniências. Por isso ele decidiu tentar fazer com que os construtores da barricada a deslocassem. No entanto, eles não estavam dispostos a conversar razoavelmente. Um deles salientou irado que meu genro não tinha direito de se queixar, visto que não participava na defesa da área.

      Em face de sua hostilidade, ele decidiu que não valia a pena discutir. Agüentou a inconveniência.

      PALESTRAS FAMILIARES

      Uma coisa que ajudou nossa família a manter a correta conduta cristã e evitar dificuldades desnecessárias são as palestras familiares, regulares. Falamos sobre qual a ação que devemos tomar corretamente para enfrentar diversas circunstâncias surgidas durante as atuais condições turbulentas. Ter bem em mente qual seria o proceder sábio e biblicamente aprovado certamente tem sido de ajuda.

      A repetição destes assuntos é vital, visto que fazer a coisa certa pode salvar a vida. Por exemplo, algumas das coisas que recapitulamos de vez em quando incluem: Não deixar de se afastar imediatamente de qualquer ponto de dificuldade quando explode a violência e não esperar para ver o que está acontecendo. Também, durante as dificuldades, ficar portas adentro e longe das janelas. Balas que ricocheteiam e estilhaços de vidro não respeitam pessoas!

      PREGAÇÃO DE CASA EM CASA

      O que tem também grande destaque nas nossas palestras é a melhor maneira de realizarmos nossa atividade de visitas de casa em casa para ajudar as pessoas a obter um conhecimento exato dos propósitos de Deus. Precisa-se de muito tino e discrição para fazer a pregação no meio do tumulto atual.

      As pessoas, naturalmente, suspeitam muito e temem os estranhos. Houve muitas ocasiões em que uma batida à porta, em Belfast, pressagiou um bando assassino. Pessoas foram fuziladas na sua própria porta!

      É preciso considerar que em certas áreas de Belfast nem mesmo as forças de segurança têm acesso livre e seguro. Em alguns casos, agentes secretos fingiram ser pessoas que vão de casa em casa; por isso, suspeita-se de todos os que não são bem conhecidos na vizinhança.

      Em alguns casos, as testemunhas de Jeová foram obrigadas pelas ameaças de extremistas a abandonar certas áreas, inclusive bairros católicos romanos e protestantes. Não paramos para discutir, mas saímos depressa, em vez de esperar que irrompa violência. Às vezes, evitamos certas localidades inteiramente, mas depois começamos novamente a visitar as pessoas nestes bairros. No entanto, temos de usar de grande cautela ao fazer isso.

      É importante que usemos de sabedoria prática. Assim, quando as dificuldades estão no auge, reduzimos drasticamente grande parte de nossa atividade pregadora à noitinha. Achamos também conveniente levar conosco algum meio de identificação positiva. Isto não só é útil quando as forças de segurança fazem uma verificação, mas também ajuda a acalmar os temores de alguns moradores.

      Muitos aqui têm dificuldade em reconhecer que alguém pode ser cristão, crente na Bíblia, sem ser católico romano ou protestante. No entanto, cada vez mais pessoas começam a reconhecer que as testemunhas de Jeová são diferentes, que são neutras e realmente estão separadas de tudo o que é político, católico romano ou protestante.

      EFEITOS DA VERDADE BÍBLICA

      Gosto especialmente de trabalhar na pregação pública entre meus vizinhos católicos romanos. Atualmente, tenho uma regular palestra bíblica, domiciliar, com um jovem casal católico romano, que aprecia as maravilhosas verdades da Bíblia e sua promessa de genuína paz e segurança. Depois de um ano de associação feliz, é emocionante ver como a verdade bíblica pode vencer barreiras que separaram as pessoas por séculos e causam tanto tumulto.

      Agora aguardo a nossa próxima assembléia cristã, quando o primeiro membro desta família anteriormente católica planeja simbolizar pelo batismo em água sua dedicação a fazer a vontade de Jeová. Um dos meus companheiros observou quão grandioso é ver a amizade íntima que temos entre nós, um antes fervoroso católico romano e o outro antes protestante intolerante.

      Embora as piores dificuldades periodicamente diminuam, o tumulto ainda existe. A situação aqui é muito tensa, fervendo como um vulcão, e pode produzir grande tensão mental e emocional. Agradeço a Deus que, embora minha família e eu vivamos no meio do tumulto aqui na Irlanda do Norte, não fazemos parte dele. — Contribuído.

  • Há perigo nos amuletos?
    A Sentinela — 1975 | 1.° de maio
    • Há perigo nos amuletos?

      Muitas vezes vemos pessoas que usam ou têm em casa amuletos obtidos de outros que crêem em alguma forma de espiritismo, adivinhação, e assim por diante, ou a praticam. Estes objetos podem vir na forma duma imagem, dum berloque ou fetiche. Ou talvez se receba de alguém que pratica o espiritismo um presente — um quadro, um lenço, um pano — algo que não se costuma considerar como amuleto. São estas coisas inofensivas?

      A questão lhe é de interesse, quer deseje adorar a Deus, quer não. Por quê? Porque sua atitude e suas ações para com tais coisas podem ter efeito vital na sua saúde mental e até mesmo física. Temos evidência disso não só na Bíblia, a Palavra de Deus, mas também em experiências pessoais de muitos.

      Quando Deus estava para levar a nação de Israel para a terra de Canaã, deu avisos específicos e repetidos sobre este perigo do ocultismo. Não era sem motivos, nem por favoritismo, que ele expulsava o povo que morava em Canaã. Ele disse a Israel o motivo, dizendo: ‘Estas nações que estás desapossando costumavam escutar os que praticam magia e os que adivinham.” Ele chamou estas práticas de “coisas detestáveis dessas nações” e depois ordenou: “Não se deve achar em ti . . . quem procure presságios, ou um feiticeiro, ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos.” — Deu. 18:9-12, 14.

      Outrossim, disse-se a Israel: “Não deves mencionar o nome de outros deuses. Não deve ser ouvido da tua boca.” (Êxo. 23:13) Isto não queria dizer que não podiam mencionar estes nomes como sendo os de deuses falsos, por exemplo, ao ensinarem e advertirem seus filhos. Mas não deviam reconhecer estes deuses como tendo qualquer poder ou como alguém a quem recorrer. Por que não?

      Porque, mesmo que não fossem adorados diretamente, qualquer inclinação para eles, na expectativa de que fizessem o bem ou o mal, ou o desejo de qualquer coisa material relacionada com eles, significaria na realidade ter associação com demônios iníquos. Estes demônios são pessoas espirituais reais, anjos iníquos, os piores inimigos de Deus e do homem. O apóstolo Paulo disse: “As coisas sacrificadas pelas nações, elas sacrificam a demônios, e não a Deus.” (1 Cor. 10:20) Visto que Israel não obedeceu à ordem de Deus, alguns foram terrivelmente atribulados. Quando Jesus esteve na terra, ele curou a muitos, expulsando os demônios que os atribulavam. — Mat. 12:22; Luc. 13:11-16; Mar. 5:2-13.

      Talvez pergunte: ‘Que mal pode causar apenas aceitar presentes de alguém que pratica alguma forma de espiritismo ou de astrologia, ou de alguém que confia

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