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Agradar-se do sofrimentoA Sentinela — 1972 | 15 de setembro
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mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” Agora, note as palavras iniciais de Satanás, proferidas por intermédio da serpente, quando ela “começou a dizer à mulher: ‘É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?’” Ora, isto era exatamente o contrário do que Deus dissera! Por inferência, em forma de pergunta, era realmente a primeira mentira, apresentando um ponto de vista falso e criando um ambiente de dúvida, que levou à primeira mentira direta: “Positivamente não morrereis.” (Gên. 2:16, 17; 3:1-5) Deixar-se ela ‘totalmente enganar’ levou prontamente a uma atitude má, e por isso Eva “veio a estar em transgressão”. Devemos aceitar isto como aviso significativo, pondo-nos de alerta, como disse Paulo: “Tenho medo de que, de algum modo, assim como a serpente seduziu Eva pela sua astúcia, vossas mentes sejam corrompidas, afastando-se da sinceridade e da castidade que se devem ao Cristo.” — 1 Tim. 2:14; 2 Cor. 11:3.
ALEGRE-SE DE PARTICIPAR DOS SOFRIMENTOS DE CRISTO
15. Como mostra Isaías, capítulo 53, o contraste entre os dois pontos de vista com respeito ao servo de Deus?
15 Este aviso é especialmente necessário quando está envolvido o sofrimento, que é geralmente considerado como algo a ser evitado a todo custo. Este é o argumento principal de Isaías, capítulo 53. Um Messias sofredor? Não era o que os judeus queriam, nem então, nem agora. “Ele foi desprezado e evitado pelos homens, homem de dores e conhecedor de doença. . . . nós mesmos o considerávamos afligido, golpeado por Deus e atribulado.” (Isa. 53:3, 4) Eles consideravam o Messias dum ponto de vista humano, egoísta, o que levou a uma atitude de ódio e mesmo de assassinato. Em contraste, quanta bênção é termos o ponto de vista de Jeová e ficarmos sabendo por que ele se agradou do sacrifício e do sofrimento voluntários de seu Filho. Podemos dizer com profundo apreço e gratidão: “Verdadeiramente, foram as nossas doenças que ele mesmo carregou; e quanto às nossas dores, ele as levou. . . . ele estava sendo traspassado pela nossa transgressão; estava sendo esmigalhado pelos nossos erros.” — Isa. 53:4-6.
16. (a) Por que é necessário que a congregação cristã participe dos sofrimentos de Cristo? (b) Por que não devemos desanimar quando somos disciplinados?
16 Entretanto, os que formem a congregação cristã não só tiram proveito dos sofrimentos de Cristo, mas são também convidados a participar neles. De fato, é essencial que o façam. Conforme Paulo explica: “Era próprio que . . . trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse por sofrimentos o Agente Principal da salvação deles”, e, além disso, que “estava obrigado a tornar-se igual aos seus ‘irmãos’ em todos os sentidos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel . . . Por ter ele mesmo sofrido, ao ser posto à prova, pode vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova.” (Heb. 2:10, 17, 18) Portanto, quão apropriado e necessário é que haja uma prova e um aperfeiçoamento similares de todos os que, como reis e sacerdotes, compartilham com o Agente Principal o seu trono celestial. (Rev. 20:6) Tal prova severa envolve pressão, disciplina, perseverança, purificação e refinamento, os quais todos trazem consigo sofrimento. Conforme Paulo disse mais tarde: “Corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta, olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus.” Ele salientou então o ponto de vista correto: “‘Não deprecies a disciplina da parte de Jeová, nem desfaleças quando és corrigido por ele; pois Jeová disciplina aquele a quem ama; de fato, açoita a cada um a quem recebe como filho.’ . . . É verdade que nenhuma disciplina parece no momento ser motivo de alegria, mas sim de pesar; no entanto, depois dá fruto pacífico, a saber, a justiça.” — Heb. 12:1-11.
17. Como é isto confirmado por Tiago e Pedro?
17 O próximo escritor bíblico, Tiago, confirma isso, dizendo: “Considerai tudo com alegria, meus irmãos, ao enfrentardes diversas provações, sabendo que esta qualidade provada da vossa fé produz perseverança. Mas a perseverança tenha a sua obra completa, para que sejais completos e sãos em todos os sentidos, não vos faltando nada.” (Tia. 1:2-4) ‘Alegre-se’, não com a própria prova, mas com o resultado final dela, quando adotou o proceder certo. Pedro também confirma isto na sua primeira carta, e, depois de advertir: “Nenhum de vós sofra como assassino, ou como ladrão, ou como malfeitor, ou como intrometido nos assuntos dos outros”, ele conclui: “Os que estão sofrendo em harmonia com a vontade de Deus persistam em recomendar as suas almas a um Criador fiel, enquanto estão fazendo o bem.” — 1 Ped. 1:6, 7; 4:15, 19.
18. Como preencheu Paulo o que faltava quanto aos sofrimentos de Cristo?
18 É evidente que Deus sabia de antemão e predeterminou exatamente quanto sofrimento e quanta tribulação seriam necessários no caso de Cristo e de sua congregação. Paulo, da sua parte, estava disposto a sofrer o seu quinhão, conforme disse: “Eu me alegro agora dos meus sofrimentos por vós, e, por minha vez, estou preenchendo o que está faltando nas tribulações do Cristo na minha carne, a favor do seu corpo, que é a congregação.” Sua própria história atesta quanto ele suportou. (Col. 1:24; 2 Cor. 11:23-27) Nem foi ele apanhado desprevenido, conforme sabemos daquilo que o Senhor disse a Ananias: “Eu lhe mostrarei [i. e., a Paulo] claramente quantas coisas ele tem de sofrer por meu nome.” — Atos 9:16.
19. Participam no sofrimento os da atual “grande multidão” de “outras ovelhas”, e para que fim?
19 Embora os textos precedentes tenham a sua aplicação primária à congregação cristã, o princípio básico deles aplica-se também à atual “grande multidão” de “outras ovelhas”. Grande parte do sofrimento se deve à oposição da parte do mundo de Satanás. Ao passo que este se aproximar do seu fim, a oposição aumentará. Assim como Jesus disse aos seus discípulos: “Sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome”, e acrescentou: “Mas quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo.” Ele acompanhou isto com a ilustração das ovelhas e dos cabritos, mostrando que “ovelhas” são os que se identificam abertamente com os “irmãos” de Cristo e lhes ministram ao padecerem fome, doença e encarceramento. — Mat. 24:9-13; 25:35-40.
20. Que conceito deve o cristão formar do sofrimento devido à aflição causada por doenças, e assim por diante?
20 Neste conceito bíblico do sofrimento podemos incluir toda a tristeza e aflição devidas a doenças e a falecimentos, e a outras coisas comuns a toda a humanidade? Sim, se forem considerados como oportunidade para produzir maior perseverança, fé e integridade. A regra bíblica para o cristão é a de ‘fazer todas as coisas para a glória de Deus’, até mesmo no comer e no beber, e em tudo o que constitui a vida diária. (1 Cor. 10:31) Portanto, nesta base, todo este sofrimento oferece uma boa oportunidade para se tomar o lado de Deus na grande questão suscitada por Satanás. — Jó 1:8-11; 2:3-5.
21. Como podemos coletiva e individualmente agradar-nos do sofrimento?
21 Portanto, podemos aprender a nos agradar do sofrimento, quer considerado coletivamente, quer individualmente. De modo coletivo, alegramo-nos de estar vivendo nos dias em que Jeová, por meio de seu “mensageiro do pacto”, tem sido “como o fogo do refinador e como a barrela dos lavadeiros” para com o restante ungido, e assim tem cumprido a promessa de que haviam “de tornar-se para Jeová pessoas que apresentam uma oferenda em justiça”. Poderá individualmente, igual a Jó, aprender “do sofrimento do mal e do exercício da paciência”, e não só aprender, mas realmente sentir que “Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso”. — Mal. 3:1-4; Tia. 5:10, 11.
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Agrade-se de JeováA Sentinela — 1972 | 15 de setembro
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Agrade-se de Jeová
1. Como podemos obter orientação correta ao procurarmos seguir um objetivo certo?
HÁ MUITA coisa na Palavra de Deus, a Bíblia, para animar-nos e orientar-nos ao identificarmos nosso objetivo e propósito na vida com Jeová e seu propósito, com a certeza de sermos bem sucedidos. Isto não só nos dá uma esperança segura do futuro, mas contribui também para a nossa atual felicidade e paz mental, apesar dos sofrimentos e das provações que possam estar envolvidos nisso. Agradarmo-nos de Jeová faz com que valha a pena viver.
2. (a) De que dois modos podemos identificar-nos com Deus e seu propósito? (b) Que ilustração nos ajudará neste respeito, e como?
2 Há duas maneiras principais pelas quais podemos identificar-nos assim. Elas são (1) por harmonizarmos plenamente nossa própria personalidade e conduta com Jeová e seus requisitos, e (2) por nos empenharmos nos objetivos e nas atividades que lhe agradam. Temos de seguir o exemplo de Jesus e fazer “sempre as coisas que lhe agradam”, isto é, que agradam a Jeová, e temos de “fazer as obras” de Jeová enquanto há oportunidade. (João 8:29; 9:4) Tome por ilustração um médico. Em primeiro lugar, ele precisa ser homem de integridade e de bons princípios. Sua conduta, inclusive seus modos e sua aparência, precisam estar em harmonia com as normas reconhecidas de sua profissão. Além disso, seu próprio trabalho como médico, quer em clínica particular, quer num hospital ou numa instituição pública, precisa ser em prol da promoção e nos melhores interesses da causa à qual está dedicado. Amiúde acontece que, quando alguém assumiu uma posição de responsabilidade relacionada com certa causa, e quando está vivamente interessado em promovê-la, então esta ocupa o primeiro lugar na sua vida. Visto que se deve dar a mesma prioridade a causa sagrada da qual o próprio Jeová é o Promotor, vamos considerar primeiro este aspecto.
3. (a) De que modo se mostrará o reino de Deus a causa mais meritória? (b) Qual é o centro de operação do Reino, nos dias de Davi e nos nossos?
3 As Escrituras mostram claramente que a causa justa que Deus promove e seu reino. Esta é em muito a causa mais meritória de todas e resultará na vindicação e santificação de seu nome Jeová. Cristo Jesus, por designação de Deus, é o rei deste reino. Sua entronização ocorreu no céu em 1914 E. C. O predito período de espera havia terminado e se cumpria então a profecia do Salmo 110:2: “Jeová enviará de Sião o bastão da tua força, dizendo: ‘Subjuga no meio dos teus inimigos.’” Quão agradável deve ter sido este momento para o rei e para todos os santos anjos com ele! (Mat. 25:31) Similar à expressão no Salmo 2:6, o lugar onde o rei está entronizado é Sião, e este é o centro das operações. Naturalmente, para Davi isto significava a cidade literal de Sião, ou Jerusalém, onde ele reinou por 33 anos. (1 Reis 2:11) Ele era o
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