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Não retribua a ninguém mal por malA Sentinela — 1970 | 15 de março
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que obtiveram o favor de Deus. Façamos o mesmo: “Irmãos, tomai por modelo do sofrimento do mal e do exercício da paciência os profetas, que falaram em nome de Jeová. Eis que proclamamos felizes os que perseveraram. Ouvistes falar da perseverança de Jó e vistes o resultado que Jeová deu, que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” — Tia. 5:10, 11.
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Vencer o mal com o bem nos tempos modernosA Sentinela — 1970 | 15 de março
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Vencer o mal com o bem nos tempos modernos
1, 2. (a) Que espécies de mal sofreram as testemunhas de Jeová neste século? (b) Afastaram-nas estas coisas de fazerem a sua obra? (c) Por que recorreram as testemunhas de Jeová aos tribunais? (d) Que palavras de Jesus as consolaram?
AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ dos dias atuais têm a obrigação de divulgar as boas novas do reino de Deus e viver segundo a Palavra e a lei de Deus. Por causa da sua sincera adoração a Jeová Deus, foram muitas vezes sujeitas a forte perseguição. Algumas foram mortas por causa de sua fé. Outras foram obrigadas a suportar muitos vitupérios e sofrer injustiças. Mentiu-se a seu respeito e negaram-se-lhes seus direitos legítimos. Os filhos delas foram expulsos das escolas. Destruíram-se-lhes os lares e propriedades. Impuseram-se-lhes à força transfusões de sangue ilegais. Algumas tiveram seu negócio arruinado ou perderam seu emprego secular por causa da sua fé. Sua história destacada é que sofreram o mal. Mas, durante tudo isso, a sociedade do Novo Mundo das testemunhas de Jeová não perdeu de vista a sua comissão de pregar as boas novas do Reino. Os cristãos têm o direito de se defender juridicamente em tempos de perseguição, e as testemunhas de Jeová não pouparam despesas para defender e estabelecer legalmente as boas novas. — Fil. 1:7.
2 As testemunhas de Jeová são gratas pelo bom conselho e a boa instrução da Palavra de Deus, que as têm ajudado a evitar terem o espírito de vingança, de modo que não recorreram aos tribunais do respectivo país com o objetivo de se vingarem, mas lembraram-se das palavras de Jesus em Mateus 10:18-28: “Ora, sereis arrastados perante governadores e reis, por minha causa, em testemunho para eles e para as nações. No entanto, quando vos entregarem, não fiqueis ansiosos quanto a como ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de falar; pois, quem fala não sois apenas vós, mas é o espírito de vosso Pai, que fala por meio de vós. Além disso, irmão entregará irmão à morte, e o pai ao seu filho, e os filhos se levantarão contra os pais e os farão matar. E vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome; mas aquele que tiver perseverado até o fim é o que será salvo. Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; pois, deveras, eu vos digo: De modo algum completareis o circuito das cidades de Israel antes de chegar o Filho do homem. O discípulo não está acima do seu instrutor, nem o escravo acima do seu amo. Basta que o discípulo se torne como o seu instrutor e o escravo como o seu amo. Se chamaram de Belzebu ao dono da casa, quanto mais chamarão assim aos de sua família! Portanto, não os temais; pois não há nada encoberto que não venha a ser descoberto e não há nada secreto que não venha a ser conhecido. O que eu vos digo na escuridão, dizei na luz; e o que ouvis sussurrado, pregai dos altos das casas. E não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma; antes, temei aquele que pode destruir na Geena tanto a alma como o corpo.” Comparecem perante governantes e tribunais para dar testemunho, assim como o próprio Jesus fez.
3. Dê um exemplo mostrando por que é prático não atacar os perseguidores.
3 Ao passo que os cristãos confiam inteiramente em Jeová Deus e não temem os que matam o corpo, sua mentalidade nunca fica tão carnal ao ponto de organizar ataques contra os seus perseguidores. Um dos destacados perseguidores dos primitivos cristãos foi Saulo, o fariseu, da tribo de Benjamim. Embora os cristãos soubessem que Saulo era inimigo e perseguidor, nunca procuraram matá-lo. Se os cristãos tivessem atacado o perseguidor Saulo e o matado em retaliação, deveras teria sido um mal. Enquanto alguém estiver vivo, embora seja perseguidor, o cristão pode viver na esperança de que o perseguidor, algum dia, chegue a conhecer os fatos a respeito daqueles que persegue, e, se tiver coração bom, talvez venha a ser semelhante a Saulo, o qual, vendo a luz, adotou a adoração pura como cristão. Podemos sempre esperar que haja muitos mais semelhantes a ele, que talvez mudem e adorem o verdadeiro Deus, Jeová. — Atos, cap. 9.
4. Qual é o conceito correto dos servos de Deus para com os malfeitores?
4 Quanto aos que não têm a espécie de coração sincero que Saulo teve, e que realmente são homens iníquos, malfeitores incorrigíveis, mesmo no caso de tais homens é importante que o cristão mantenha a posição certa na fé, esperando em Jeová, que diz: “Não te acalores por causa dos malfeitores. Não invejes os que fazem injustiça. Pois murcharão rapidamente como a erva e desvanecer-se-ão como a nova relva verde. Larga a ira e abandona o furor; não te acalores apenas para fazer o mal. Pois os próprios malfeitores serão decepados, mas os que esperam em Jeová são os que possuirão a terra.” (Sal. 37:1, 2, 8, 9) Não há dúvida de que Jeová tomará ação. Jeová conhece o que há no coração de todos os homens e ele lidará com os malfeitores ao seu próprio modo bom. Podemos ter a certeza disso. Jesus nos encoraja a pensar assim: “Certamente, então, não causará Deus que se faça justiça aos seus escolhidos que clamam a ele dia e noite, embora seja longânime para com eles, Eu vos digo: Ele causará que se lhes faça velozmente justiça. Não obstante, quando chegar o Filho do homem, achará realmente fé na terra?” — Luc. 18:7, 8.
VANTAGENS DO AUTODOMÍNIO
5. Por que é desejável o autodomínio?
5 É notável como Jeová tem sido longânime com os malfeitores, e isso é um exemplo para nós, suas criaturas na terra. Jeová conhece a estrutura do homem, que ele é fraco e imperfeito, mas julga a cada um segundo o que este tem no coração. Se Jeová pode ser longânime para com homens imperfeitos, então se trata também de algo que nós precisamos tentar aprender. Faz parte dos frutos do espírito, que acompanham o autodomínio. Há uma decidida vantagem em aprendermos a suportar as ofensas de outros e a ter autodomínio. Mesmo os cristãos são homens imperfeitos e têm a possibilidade de cometer uma ofensa contra outro. Um pequeno exame de si mesmo pode ilustrar o ponto em questão. Existe alguém que
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