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  • Os cristãos devem esperar a perseguição?
    A Sentinela — 1967 | 1.° de junho
    • habilitou Jonathan Stark a encarar a morte na forca com completa serenidade, no outono de 1944 (hemisfério norte) no campo de concentração de Sachsenhausen, na Alemanha. Visto que o carrasco, um criminoso endurecido, hesitou, e o comandante do campo se esqueceu de gritar as suas ordens, Jonathan falou: “Por que hesitam? Tomem sua posição a favor de Jeová e de Gideão.” O que é que habilita os cristãos a contemplar a morte violenta sem tremer? É sua esperança certa na promessa de Jeová de ressuscitá-los, assim como ressuscitou Jesus Cristo. “Mostra-te fiel até à morte, e eu te darei a coroa da vida.” (Rev. 2:10) “Não fiqueis temerosos dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma.” — Mat. 10:28.

      A CONDUTA CRISTÃ SOB PERSEGUIÇÃO

      12, 13. (a) Será que ficamos surpresos quando surge a perseguição, e por que respondem dessa forma? (b) Qual deve ser nossa reação para com a injúria verbal?

      12 Sendo que a perseguição é claramente algo que Jeová permite que sobrevenha a seus servos como prova de integridade, não devemos ficar surpresos quando surge a perseguição de um tipo ou outro. Deveras, se não temos de suportar algumas destas provas, ficamos pensando se realmente estamos na vereda cristã. Naturalmente, nem todos têm de enfrentar a morte a fim de provar o ódio do adversário. Às vezes se trata simplesmente de injúria verbal que eventualmente é lançada sobre todos os que participam na obra cristã de pregar as boas novas de casa em casa. Neste caso, qual deve ser a reação do pregador cristão?

      13 A melhor forma de responder a esta pergunta é perguntar: O que faria Cristo Jesus? Não temos de adivinhar a resposta, pois nos é fornecida em 1 Pedro 2:23: “Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” Se Jesus tivesse injuriado aqueles que o vituperavam, teria degradado a si mesmo ao nível baixo deles e se teria tornado como o Diabo, cujo nome significa “Caluniador”. Teria negado a finalidade para a qual nasceu, que foi de “dar testemunho da verdade”, não para ser um caluniador dos que se opunham a ele. (João 18:37) Jesus sabia que qualquer linguagem injuriadora empregada para com ele só seria usada com a permissão de seu Pai, e, assim, demonstrou completa submissão à vontade de Jeová, suportando em silêncio tal perseguição. Quando formos similarmente submetidos a linguagem mofadora e a acusações mentirosas, talvez até se apresente a oportunidade de dar uma resposta branda, como mostrou Paulo. “Quando injuriados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos isso; quando difamados, suplicamos.” (1 Cor. 4:12, 13) Quando se deixarem escapar palavras ásperas e iradas, a palavra calma pode amiúde apaziguar os ânimos. “A língua doce pode quebrantar os ossos.” (Pro. 25:15, CBC) Sim, alguém que se opõe tanto ao ponto de seu espírito ficar tão duro quanto um osso pode às vezes ser apaziguado por uma resposta calma. — Pro. 15:1.

      14. (a) Que entendimento nos ajudará a suportar a perseguição? (b) Como é que os apóstolos demonstraram o conceito correto sobre a perseguição?

      14 A fim de podermos suportar a amarga perseguição por um longo período de tempo, temos de compreender por que é permitida. Ao estudarmos a Bíblia e conhecermos a origem da iniqüidade, então sabemos que Satanás é completamente devotado a tentar destruir a fé de toda pessoa que serve a Deus. Sabemos que se havemos de ser abençoados por Jeová com a vida interminável em sua Nova Ordem, então, nossa aptidão para viver ali tem de ser primeiro provada. Nossa integridade e firmeza têm de ser provadas. Jeová nos disse por que permitiu que Satanás trouxesse perseguição sobre nós, com esta finalidade, e nossa perseverança fiel se mostrará uma vindicação para o Seu grande Nome. Sabendo isto, podemos regozijar-nos sob a perseguição, como fizeram os apóstolos. Os Atos dos Apóstolos constituem um registro emocionante da prova de fé daquele pequeno grupo de cristãos. Foram lançados na prisão, e quando o anjo de Deus milagrosamente os libertou, eles imediatamente reassumiram sua pregação de maneira destemida. Mais uma vez, foram levados ao Supremo Tribunal dos judeus. Embora se lhes ordenasse que parassem de pregar sobre o Jesus ressuscitado, responderam arrojadamente: “Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 5:29) Desta vez foram açoitados e se lhes ordenou que não mais pregassem. Será que isso por fim os silenciou? Será que a crescente severidade da perseguição então os amedrontou e fez que se escondessem? Leia a resposta em Atos 5:41, 42: “Estes, portanto, retiraram-se do Sinédrio, alegrando-se porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele. E cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus.” Sim, sentiram-se felizes de que Jeová lhes dera esta oportunidade de demonstrar seu ardente amor a Ele. Este é o conceito correto sobre a perseguição.

      15. Qual deve ser nossa atitude para com os homens que nos perseguem? Dêem exemplos.

      15 Qual, porém, deveria ser nossa atitude para com os homens que infligem a perseguição? Jesus deu a resposta simples: “Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem.” (Mat. 5:44) É isto humanamente possível? Será que nossos irmãos na Alemanha poderiam sentir amor pelos seus perseguidores nazistas que brutalmente os espancavam com chicotes de aço até que ficavam inconscientes, que obrigavam os idosos a trabalhar no pesado e a carregar pesadas cargas até que desmaiavam, e que lhes davam tão pouca comida que muitos ficaram tão fracos ao ponto de nem sequer poder resistir aos ratos que os roíam até à morte? Será que ainda podiam amar os homens que os tratavam de forma tão desumana? Depende de que tipo de amor se tem presente. Obviamente não podiam sentir afeição fraternal por eles, conforme indicado pela palavra grega philia. Mas, o que dizer do amor altruísta, baseado em princípios, conhecido pelos gregos como agápe? Sim, podiam e mostraram amor deste tipo. Por continuarem a pregar a seus perseguidores, por manifestar os princípios cristãos ao tratarem com eles, mostraram tal amor, e isto até mesmo resultou em alguns dos perseguidores se tornarem testemunhas de Jeová.

      16. Que conceito nos ajudará a mostrar amor aos perseguidores humanos?

      16 Alguns perseguidores, contudo, continuam com ignorância seus maus tratos aos cristãos. Muitos foram cegados por Satanás quanto à verdade da Palavra de Deus, sendo que Satanás se apresenta como anjo de luz. (2 Cor. 4:4; 11:14) Quando podemos ver a Satanás como o perseguidor original e principal dos servos de Deus, e os homens simplesmente como seus instrumentos, isso nos ajuda a assumir uma atitude mais amorosa para com os perseguidores humanos. Estêvão viu as coisas deste ângulo e, até mesmo ao morrer, clamou: “Jeová, não lhes imputes este pecado.” — Atos 7:60.

      17. Citem duas coisas boas que podem advir da perseguição.

      17 De modo que a perseguição nem sempre deve ser tida como coisa ruim. Amiúde apresenta bons resultados quando a suportamos fielmente. Primeiro, fortalece-nos individualmente, uma vez que a entendamos, bem como a razão pela qual Jeová a permite. Alguém que tenha sofrido perseguição por causa de sua fé e que tenha sido vitorioso, com o apoio do espírito santo de Jeová, sente uma sensação de alegria além de descrição. Sente-se grato a Jeová por lhe permitir demonstrar sua fidelidade e por lhe dar a força de perseverar. Sente-se muito mais achegado a Jeová. Em segundo lugar, nossa fidelidade sob oposição é amiúde fonte de força para nossos concrentes. A fiel perseverança de Paulo nas cadeias de prisão e sua intrepidez em continuar a pregar as boas novas naquela condição tiveram um efeito muito fortalecedor em muitos cristãos romanos. “As minhas cadeias se têm tornado conhecimento público, em associação com Cristo, entre toda a guarda pretoriana e todos os demais; e a maioria dos irmãos no Senhor, sentindo confiança em razão das minhas cadeias, estão mostrando tanto mais coragem para falar destemidamente a palavra de Deus.” — Fil. 1:13, 14.

      18. Que outro bom resultado pode advir da perseverança fiel sob perseguição?

      18 Um terceiro resultado excelente da perseverança fiel sob perseguição é que o nome de Jeová é honrado. “Porque, se alguém, por causa da consciência para com Deus, agüenta coisas penosas e sofre injustamente, isto é algo agradável. Pois, que mérito há nisso se, quando estais pecando e estais sendo esbofeteados, perseverais? Mas, se perseverais quando estais fazendo o bem e sofreis, isto é algo agradável a Deus.” (1 Ped. 2:19, 20) Jeová sempre se agrada quando seguimos um proceder sábio e reto. Diz ele: “Sê sábio, meu filho, alegrarás meu coração e eu poderei responder ao que me ultrajar.” (Pro. 27:11, CBC) Desde o tempo da queda de Adão, Satanás tem vituperado a Jeová. Se falharmos sob perseguição, damos bem a Satanás uma razão a mais para vituperar a Deus. Mas, quando derivamos forças da Palavra e do espírito santo de Deus, e permanecemos firmes sob todos os tipos de oposição, damos a Jeová uma resposta viva a dar ao vituperador. Então, Satanás tem de se desviar sem satisfação. Nós queremos alegrar a Jeová, não queremos? Então, que nós jubilosamente, sim, com felicidade, soframos vexames por causa de Seu nome inigualável.

      19. Por que não precisamos sentir vergonha quando perseguidos por servir a Jeová?

      19 Considerando a perseguição deste ângulo, jamais nos sentiremos envergonhados. Embora sejamos ‘objetos de ódio de todas as pessoas’ por causa do nome de Cristo e sejamos considerados como “o refugo do mundo, a escória de todas as coisas”, não temos razão de ficar alarmados ou preocupados. (Mat. 10:22; 1 Cor. 4:13) Foi assim que Paulo se sentiu, como disse a Timóteo: “Portanto, não te envergonhes do testemunho a respeito de nosso Senhor, nem de mim, prisioneiro por causa dele . . . Por esta mesma causa eu também sofro essas coisas, mas não me envergonho.” (2 Tim. 1:8, 12) Pedro também concordou com isto. “Mas, se ele sofrer como cristão, não se envergonhe, mas persista em glorificar a Deus neste nome.” (1 Ped. 4:16) Se estivermos convictos de que nossa crença é certa e que estamos fazendo a vontade de Deus, então todo o tratamento, injúria e perseguição desonrosos que teremos de suportar não nos desencorajarão nem nos farão deixar o serviço de Jeová. Isto se provou verdadeiro no caso das testemunhas de Jeová em Portugal, nos tempos modernos. Embora uma congregação inteira fosse presa, julgada e falsamente condenada, isto não fez que as testemunhas de Jeová naquele país deixassem o serviço de seu Deus.

      20. Como podemos estar seguros de que podemos até suportar sozinhos a perseguição?

      20 Nossa confiança em Jeová nos habilitará, se necessário, a suportar sozinhos a perseguição. O fiel homem, Jó, suportou tal prova sem ajuda ou consolo humanos, e Jeová bondosamente o sustentou. “Ouvistes falar da perseverança de Jó e vistes o resultado que Jeová deu, que Jeová é mui terno em afeição e é misericordioso.” (Tia. 5:11) Paulo, também, teve de tomar sozinho uma posição assim em Roma, e saiu-se vitorioso. “Na minha primeira defesa, ninguém se pôs do meu lado, mas todos passaram a abandonar-me — não lhes seja isso posto na conta — mas o Senhor estava perto de mim e me infundiu poder, para que, por meu intermédio, se efetuasse plenamente a pregação e todas as nações a ouvissem; e fui livrado da boca do leão. O Senhor me livrará de toda obra iníqua e me salvará para o seu reino celestial.” (2 Tim. 4:16-18) Nos nossos próprios tempos, temos visto os exemplos firmes de irmãos como Stanley Jones e Harold King, que suportaram respectivamente sete anos e cinco anos de solitária nas prisões da China comunista. Por certo, Jeová não abandona aqueles que depositam toda a sua fé e confiança nele. “Jeová é o meu ajudador; não terei medo. Que me pode fazer o homem?” — Heb. 13:6.

      21. Apesar de certa perseguição, por que podemos encarar o futuro com plena confiança?

      21 Tendo presente as promessas seguras de Jeová e lembrando-nos do fiel exemplo de nossos irmãos sob perseguição, não precisamos temer o futuro, muito embora traga sobre nós toda a ira ardente de Satanás, sua agonia da morte. Sabemos que Jeová permite que passemos por uma prova a fim de demonstrarmos nossa fé e para a vindicação de seu grande Nome. Sabemos também que “Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar”. (1 Cor. 10:13) Por esta razão, encararemos o futuro com plena fé e confiança, assegurados de que podemos vencer “todos os projéteis ardentes do iníquo”. (Efé. 6:16) E, por fim, poderemos bradar com alegria: “Graças a Deus, porém, pois ele nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo!” — 1 Cor. 15:57.

  • Servindo com a vida eterna em vista
    A Sentinela — 1967 | 1.° de junho
    • Servindo com a vida eterna em vista

      “Pela perseverança da vossa parte adquirireis as vossas almas.” — Luc. 21:19.

      1. O que pensam as criaturas humanas normais a respeito da vida?

      NENHUMA criatura humana normal deseja morrer. Quer a pessoa seja jovem ou idosa, rica ou pobre, tenha boa saúde ou esteja doente, o instinto de apegar-se à vida é bastante forte. Não só isto se dá nos países afluentes do mundo, onde a vida é mais fácil e mais confortável, mas também é válido nos países subdesenvolvidos, onde a vida é amiúde sórdida, dura e incerta. No meio de todas as suas dificuldades e problemas, o ditado ainda é válido de que ‘enquanto há vida ainda há esperança’.

      2. O que deveriam os cristãos pensar a respeito da vida eterna?

      2 Se este ardente anseio e esforço pela

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