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  • Como manter-se firme neste tempo do fim
    A Sentinela — 1972 | 1.° de setembro
    • Como manter-se firme neste tempo do fim

      “COMPORTAI-VOS DA MANEIRA DIGNA DAS BOAS NOVAS ACERCA DO CRISTO, . . . QUE VOS MANTENDES FIRMES . . . PELA FÉ DAS BOAS NOVAS, . . . EM NENHUM SENTIDO . . . SENDO AMEDRONTADOS PELOS VOSSOS OPONENTES.” — FIL. 1:27, 28.

      1. (a) Que situação tem existido desde que o primeiro casal pecou, e quem está envolvido nisso? (b) Como manobra Jeová os assuntos, e o que se realizará?

      DESDE o dia em que Adão e Eva comeram do fruto proibido, a humanidade tem estado sob a pressão de Satanás, o Diabo. Isto se dá porque, daquele dia em diante, tem existido uma guerra ferrenha entre Jeová Deus e este adversário iníquo. (Gên. 3:15) Tem sido uma guerra que aumentou em intensidade com o decorrer dos séculos. E hoje ela atinge rapidamente o seu clímax. Cada homem está envolvido nela, especialmente os servos de Jeová, porque são os alvos do Diabo e de seus demônios. Se for um dos servos de Deus, sabe que é assim. Deve saber também que, muito em breve, estes iníquos lançarão um grande ataque contra o povo de Jeová. Este foi predito por Ezequiel nas seguintes palavras: “E [tu, Satanás] forçosamente subirás contra o meu povo de Israel [as testemunhas de Jeová] como nuvens cobrindo a terra. Isto ocorrerá na parte final dos dias, e eu certamente te trarei contra a minha terra, com o fim de que as nações me conheçam quando eu me santificar em ti perante os seus olhos.” — Eze. 38:16.

      2. O que devem os cristãos fazer agora para obter proteção?

      2 Quão urgente, urgentíssimo, é que nos acheguemos a Jeová Deus e percebamos cada vez mais nossa dependência dele quanto à proteção em todas as circunstâncias de nossa vida diária. Devemos fazer isso assim como a cria do animal se mantém muito perto de sua mãe para ter proteção, quando há um inimigo de tocaia por perto. E para nós, cristãos, nosso inimigo de tocaia é um “leão que ruge, procurando a quem devorar”, por destruir nossa espiritualidade ou quebrantar nossa integridade a Deus. (1 Ped. 5:8) Temos de nos achegarmos a Jeová, nosso Protetor celestial.

      3. Que arranjo foi feito por Jeová para manter os cristãos espiritualmente fortes, e que admoestação dá Paulo na sua carta aos hebreus?

      3 Jeová proveu por meio de sua organização do “escravo fiel e discreto” um sustento muito útil e equilibrado, para tornar-nos espiritualmente fortes. (Mat. 24:45-47) Imagine só! Cada semana são programadas cinco ‘refeições’ espirituais, em cada uma das mais de 27.100 congregações em todo o mundo. Não é só importante, mas é imperativo que não deixemos nada interferir em nos harmonizarmos com este arranjo de reuniões. Paulo menciona na sua admoestação aos hebreus que devemos ‘apegar-nos à declaração pública da nossa esperança, sem vacilação’, e que devemos considerar-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes, não deixando de nos ajuntar, como é costume de alguns, mas encorajar-nos uns aos outros’. Note que o apóstolo admoestava fortemente os cristãos, há dezenove séculos atrás, a não negligenciarem a associação com a congregação, especialmente em nossos dias, quando “vedes chegar o dia”. Esta reunião para se assimilar nutrição espiritual é muito mais urgente para a nossa existência do que as nossas três refeições regulares que comemos diariamente para nosso sustento físico. — Heb. 10:23-25.

      4. Além de freqüentarmos reuniões, que mais devemos fazer, que será muito proveitoso para nós? Por quê?

      4 Não só é proveitoso assistir a todas as reuniões de estudo bíblico, mas, ainda mais importante, devemos participar nelas. Naturalmente, participação significa preparação. Neste respeito, já observou qual o parágrafo na lição da Sentinela de que se lembra mais prontamente? Não é aquele, ou aqueles, que comentou? O motivo é que tal parágrafo recebeu muito mais consideração. Estudou-o e meditou sobre ele, tornando possível dar bom comentário. Além disso, expressou-se sobre ele oralmente. De fato, treinou sua mente com os pensamentos contidos na matéria, naquele parágrafo, muito mais do que nos outros. O mesmo se dá com os textos mencionados no parágrafo. Lembra-se muito mais da informação quando verifica os textos mencionados. O motivo é que toma tempo para lê-los e analisá-los em associação com o assunto em consideração. Isto é mais útil em ajudá-lo a lembrar-se da informação e assimilá-la, além de melhorar a sua compreensão do assunto.

      5. Quão importante é o estudo pessoal?

      5 O estudo pessoal, regular, da Bíblia é muito necessário, e devemos fazê-lo tão diligentemente como assistimos às reuniões. Por exemplo, se reservar certo tempo para o estudo, talvez apenas quinze ou vinte minutos por vez, não deixe que outra coisa interfira neste horário. Esta nutrição espiritual nos fortalece para podermos lidar com os problemas diários: no trabalho, no lar e no ministério de campo. Além disso, ajuda-nos a evitar problemas pela aplicação dos princípios e das leis da Bíblia, com os quais nos familiarizamos através de nossa leitura da Bíblia. Sabemos assim como usar a sabedoria aprendida da Palavra de Deus. (Pro. 2:10, 11) Lembre-se sempre de que há uma única fonte da qual podemos obter força espiritual, e esta é Jeová. De outro modo, não podemos conseguir nada sem o Seu espírito.

      ROGAR A JEOVÁ

      6. Podemos fazer pedidos em orações e esperar respostas? Quais são os requisitos para as orações serem ouvidas favoravelmente?

      6 Já se perguntou ou já refletiu sobre a condescendência de Jeová em mesmo permitir que falemos a ele? De fato, na sua consideração para conosco ele aceita nossos pedidos de orientação e direção. Isto nos é revelado em Lucas 11:10-13: Pois, “a todo o que bater, abrir-se-á. . . . Se vós, embora iníquos, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai no céu, dará espírito santo aos que o pedirem!” Quão consolador é sabermos que nos podemos chegar a Jeová e obter orientação por meio de seu espírito santo e de Sua Palavra escrita! Numa declaração adicional dada a João sob inspiração, Deus ensina-nos novamente que ouvirá as nossas palavras, não importa o que peçamos segundo a sua vontade. “E esta é a confiança que temos nele, que, não importa o que peçamos segundo a sua vontade, ele nos ouve . . . se soubermos que ele nos ouve com respeito àquilo que pedimos, sabemos que havemos de ter as coisas pedidas, visto que as pedimos a ele.” (1 João 5:14, 15) É muito satisfatório saber que podemos esperar que ele nos conceda o que pedimos, desde que esteja em harmonia com a sua vontade.

      7. Podemos esperar que Jeová conceda perdão dos erros e dos pecados?

      7 Se tivermos errado, visto que todos nós cometemos erros, não inclui o acima mencionado pedirmos perdão a Jeová? Não devemos então reconhecer que Ele perdoará os nossos pecados? Do contrário, por que oraríamos? Portanto, quão genuinamente consolador é saber que ele ouve as nossas orações e que perdoará as nossas transgressões.

      8. (a) A ajuda de quem podemos buscar para nos auxiliar a cumprir nossa designação? (b) Que modelo salutar de oração deu Jesus aos discípulos? (c) É correto pedir-se a Jeová ajuda e orientação quando confrontado com provações?

      8 Sempre que recebemos de Jeová, por meio de sua organização, uma designação que possa parecer difícil ou que mesmo consideremos além de nossa capacidade, em vez de rejeitarmos tal privilégio, não seria melhor orar a Jeová primeiro, pedindo ajuda? Certamente que sim! Ele ouve as nossas orações e petições — “ouve as orações dos justos”. (Pro. 15:29) Convida-nos a fazer-lhe petições — “fazei conhecer as vossas petições a Deus”. (Fil. 4:6) Por que não orar diariamente? Jesus nos aconselhou a fazer isso, nas seguintes palavras: “Dá-nos hoje o nosso pão para este dia”, e a fazer outros pedidos! (Mat. 6:9-13) Isto estabelece um modelo salutar e espiritual. A oração é um canal que podemos usar para falar com o grande Criador, Jeová. Devemos ter plena confiança em que ele nos ajudará e nos fortalecerá, em todas as circunstâncias e situações. Portanto, devemos sentir-nos felizes quando suportamos provações a favor de seu nome e por causa de nossa comissão como ministros, assim como Tiago declarou: ‘Feliz o homem que estiver perseverando em provação, porque, ao ser aprovado, receberá a coroa da vida, que Jeová prometeu aos que continuarem a amá-lo.” Quando estivermos em situações de tensão, devemos lembrar-nos de que não é Jeová quem nos põe à prova, porque somos informados de que, “por coisas más, Deus não pode ser provado, nem prova ele a alguém”. — Tia. 1:12, 13.

      NOSSA FORMA DE PENSAR

      9. Quão importante é a forma de nosso pensamento, e o que deve ocupar o primeiro lugar em todos os nossos pensamentos?

      9 É comum o ditado: “O homem é tal qual são os seus pensamentos.” Portanto, é evidente que os pensamentos corretos com que enchemos a mente são os essenciais à vida eterna. Então, não devia nossa atenção concentrar-se na esperança do Reino que Jeová nos apresenta? A coisa a fazer, pois, é cuidarmos bem de nossos interesses do Reino e torná-los nossos desejos pessoais. Isto também está em harmonia com as palavras de Jesus, que disse: “Persisti, pois em buscar primeiro o reino e sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mat. 6:33) Isto era da máxima importância na vida de Jesus. Ele admoestou seus seguidores, há dezenove séculos atrás, a pensar assim, e o mesmo se aplica a nós hoje.

      10. (a) O que se exige de nós para nos mantermos firmes em conexão com o ministério? O que podemos às vezes esperar? (b) Devemos pregar apenas em condições favoráveis?

      10 Se tivermos o Reino em primeiro lugar na mente, pensaremos no Reino e na esperança à frente, e assim seremos fortalecidos. Deixaremos assim de pensar em nós mesmos quando sofrermos prisão, perseguição, dificuldades ou dores. Isto é essencial para nós, se havemos de manter-nos firmes e manter a integridade para com Jeová, É uma obrigação manter-se firme na adoração verdadeira, quando nosso ministério cristão está sendo posto em dúvida ou em perigo. (Ecl. 12:13) Podemos esperar que autoridades governamentais proíbam a nossa pregação das boas novas do reino de Deus ou que tentem intimidar-nos, assim como fizeram em certos países. Deve isto induzir-nos a abandonarmos nossa obra ministerial? Devemos tirar a mesma conclusão tirada pelos apóstolos Pedro e João, quando se mandou que parassem de pregar em Jerusalém. Mandou-se-lhes que não pregassem mais no nome de Jesus. Foram até mesmo espancados, antes de serem soltos. Isto não os desviou de seu proceder fiel. Antes, eles se alegraram “porque tinham sido considerados dignos de serem desonrados a favor do nome dele. E cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus”. (Atos 5:40-42) O apóstolo Paulo, na sua segunda carta a Timóteo, também traz à nossa atenção a atitude do cristão para com a adoração pura: “Prega a palavra, ocupa-te nisso urgentemente, em época favorável, em época dificultosa, . . . faze a obra dum evangelizador.” (2 Tim. 4:2, 5) Isto nos mostra também que o cristão deve continuar a manter-se firme, não importa se lhe foi proibido efetuar sua obra ministerial ou não. As testemunhas de Jeová pregarão tanto em circunstâncias ‘dificultosas’ como em favoráveis.

      11. Que conselho específico deu Jesus para quando existirem situações perigosas?

      11 No entanto, em situações perigosas, é preciso ser cauteloso quanto à melhor maneira em que se pode efetuar o ministério. Também as palavras de Jesus mostram discrição neste respeito, quando aconselhou: “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos; portanto, mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo inocentes como as pombas.” (Mat. 10:16) Sim, não só é necessário ser inocente de transgressão e não transigir quanto à posição cristã perante Jeová, mas em alguns casos é também preciso ser astuto.

      12. (a) Deixarão os cristãos de ‘ajuntar-se’ quando forem proscritos ou proibidos por autoridades? (b) Que medidas de precaução se podem adotar?

      12 Quando confrontado com oposição ou mesmo quando há proscrição, é importante a nutrição espiritual para a saúde espiritual. O conselho de Paulo é sempre aplicável: ‘Não deixem de se ajuntar.’ É evidente que talvez não seja permissível reunir-se em grandes congregações, assim como temos a oportunidade de fazer em condições de liberdade. Quando não for possível, devemos consolar-nos com as palavras de Jesus, de que “onde há dois ou três ajuntados em meu nome, ali estou eu no meio deles. (Mat. 18:20) Isto salienta grandemente que é aconselhável reunir-se mesmo em grupos pequenos talvez em lares particulares. Além disso, ao se assistir a tais reuniões, talvez seja aconselhável chegar ao local da reunião sozinho ou em pares para evitar qualquer suspeita. A importância da reunião mostrou ser fator essencial em condições difíceis, bem como em boas. Talvez convenha também não entoar cânticos, para não atrair a atenção.

      13, 14. (a) Como podem os cristãos continuar a ser espiritualmente sadios, se não tiverem nenhuma publicação bíblica nova? (b) O que se deve fazer quando se está isolado ou encarcerado?

      13 Que dizer de publicações? Suponhamos que não tenha publicações bíblicas novas. Não seria apropriado e correto estudar o que tivesse disponível? Se não tiver nenhum compêndio bíblico, alegre-se de que tenha a própria Bíblia. Se não tiverem a Bíblia, então os cristãos se reunirão para falar sobre verdades da Bíblia de que cada um deles se lembra, a fim de refrescar e estimular a sua memória. O apóstolo Pedro escreveu: “Estou acordando as vossas claras faculdades de pensar por meio dum lembrete, para que vos lembreis das declarações anteriormente feitas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador por intermédio dos vossos apóstolos.” (2 Ped. 3:1, 2) Ele se empenhava em fortalecer os irmãos cristãos para os tempos difíceis à frente. A mesma necessidade existe hoje, em algumas regiões.

      14 Suponhamos que alguém fique isolado ou encarcerado, sem ter contato com outros ministros. Seria bom anotar todos os textos de que se pode lembrar e depois continuar a acrescer-lhes outros, conforme vêm à memória. Assim poderá recapitular estas palavras do Deus Todo-poderoso, para manter a mente ativa e viva quanto aos Seus requisitos, não importa quais as circunstâncias.

      15. Como se pode fazer a pregação, quando não puder ser feita abertamente?

      15 No que se refere à pregação, se ela não puder ser feita abertamente, então, para se evitar suspeita, pode-se visitar um lar num lugar e depois passar para outro lugar, e assim por diante. Ainda seria conveniente manter um registro dos interessados encontrados ou onde se poderia fazer uma revisita, assim como se pode fazer hoje quando se trabalha em lugares espalhados. O importante é nutrir e ajudar os que aceitam isso. Alguns têm usado diversos meios de disfarce, onde as condições o exijam. Pode-se usar uma capa reversível, e, então, quando surge uma situação de suspeita, pode-se inverter a capa e assim evitar ser identificado nesta ocasião. Isto não seria uma manifestação de medo, mas sim de boa estratégia, para se evitar ser reconhecido quando em perigo.

      16. O que devem os cristãos fazer quando verificam que não podem realizar o ministério de porta em porta?

      16 Quando é impossível realizar o ministério de porta em porta, pode-se também recorrer ao testemunho incidental. Isso é feito em muitos países no mundo. Em diversos lugares, os verdadeiros ministros de Jeová encetam uma palestra enquanto esperam pelo ônibus ou pelo trem, ou quando andam neles, ou quando estão em parques. Pode-se começar a falar sobre as condições do mundo ou manter outra palestra amigável, a fim de envolver a pessoa na conversa. Quando se chega a saber o que a pessoa pensa, pode-se decidir qual o melhor assunto para continuar a conversa. Neste respeito, novamente é importante revisitar e ajudar as pessoas genuinamente interessadas na Bíblia ou no reino justo de Deus. Pode ser também necessário usar de cautela, para se evitar um laço.

      17. Visto que se reconhece que os estudos bíblicos constituem um dos melhores meios de se ajudar os interessados, como podem ser realizados?

      17 Aprendemos pela experiência que a maneira mais bem sucedida de se ajudar os que mostram interesse é estudar a Bíblia com eles. Queremos certamente continuar com esta parte vital de nosso ministério, sempre que possível. Em circunstâncias difíceis, talvez seja necessário visitar alguém no seu lar em horas diversas do dia, para que um proceder igual não suscite suspeita. Em dúvida, ao passo que o interessado obtém um conhecimento da importância da pregação, em pouco tempo falará aos outros sobre as provisões maravilhosas de Deus para pessoas fiéis. Isto talvez ajude a encontrar outras pessoas interessadas. Abrem-se assim oportunidades de se ampliar continuamente o ministério. Isto certamente está em harmonia com a admoestação de Paulo a Timóteo, pouco antes de ele terminar seu ministério terrestre: “O Senhor estava perto de mim e me infundiu poder, para que, por meu intermédio, se efetuasse plenamente a pregação e todas as nações a ouvissem; e fui livrado da boca do leão.” — 2 Tim. 4:17.

      MANTER-SE FIRME

      18. O que se esforça Satanás a fazer neste tempo? Que declaração forte fez Pedro?

      18 Lembre-se de que o Diabo original, Satanás, procurará seduzir os cristãos agora assim como fez com o primeiro casal humano na terra. Ele usa meios sutis e também ameaças no empenho de intimidar. Sabemos que o leão acossa a sua presa com forte rugido. De modo similar, Satanás mediante o nacionalismo ou por meio de Babilônia, a Grande, ruge contra os verdadeiros cristãos, no empenho de amedrontá-los para transigirem. Mas, em tais circunstâncias, Pedro admoestou bem sobriamente: ‘Mantenha-se firme’ e não fique frustrado nem perca a fé, por causa das ameaças de perseguição, de espancamentos ou de encarceramento. — 1 Ped. 5:8-11.

      19. (a) Devemos ficar amedrontados quando confrontados com severa perseguição? (b) Que decisão devemos tomar para podermos esperar a bênção de Jeová e a sua resposta às nossas orações?

      19 Alguns talvez raciocinem: “Eu não suportaria a perseguição severa que as testemunhas de Jeová tiveram de suportar na Alemanha; nem os ataques imorais que nossas mulheres cristãs sofreram em Malaui.” Consola-nos saber que Jeová não permitirá que sejamos sujeitos a suportar algo que seja mais do que possamos suportar, conforme se nos assegura em 1 Coríntios 10:13: “Ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüenta mas junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” No entanto, precisamos fazer — algo muito importante. É necessário tomarmos uma decisão na mente, de nos mantermos firmes. Antes de se fazer a decisão, Deus não pode agir ou dar a sua bênção. Neste ponto não há nada a abençoar. Mas, depois de termos tomado nossa decisão favorável, Jeová dá-nos a força para mantermos a integridade. É certamente correto que oremos pedindo a orientação de Jeová, ajudando-nos a tomar a decisão correta. Os servos fiéis do Deus Todo-poderoso sempre foram o alvo dos ataques viciosos de Satanás. Os que mantiveram a sua fidelidade sob pressão, entre os servos de Deus, desde os dias de Abel e de João Batista, bem como os cristãos desde então, são apresentados a nós como exemplos a imitar.

      O QUE AJUDA OS CRISTÃOS A MANTER-SE FIRMES?

      20, 21. (a) Quem são os nossos principais inimigos? (b) Que conselho deu Paulo aos efésios para a proteção deles? (c) De quem devemos depender explicitamente, mesmo que tenhamos de morrer?

      20 Em primeiro lugar, para nos mantermos firmes precisamos da força que só Jeová pode dar. Em segundo lugar, é importante reconhecer o principal inimigo, Satanás, o Diabo, bem como as hostes demoníacas sob a sua jurisdição. A fim de nos ajudar a reconhecer a provisão de força, para nos mantermos firmes contra um arquiinimigo, podemos recorrer ao bom conselho orientado pelo espírito que Paulo escreveu à congregação cristã na cidade iníqua de Éfeso. A informação no capítulo final fornece admoestação bem específica. Ele traz à atenção o ataque de inimigos invisíveis e ao mesmo tempo indica a proteção. No versículo onze, exorta os cristãos a revestir-se “da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo”. Não há dúvida sobre o inimigo ou seu ataque. Podemos observar que autoridades mundanas, governos e outras agências fazem a vontade daquele que está encarregado deste sistema de coisas, Satanás. (2 Cor. 4:4) Por causa da situação crítica de nossos tempos, Paulo admoestou que apenas a armadura completa de Deus daria proteção. Os cristãos devem ‘vestir a couraça da justiça e ter os pés calçados do equipamento das boas novas de paz’. Devem ‘tomar o grande escudo da fé, com que podem apagar todos os projéteis ardentes do iníquo’. Devem também ‘aceitar o capacete da salvação e a espada do espírito, isto é, a palavra de Deus, ao passo que com toda forma de oração e súplica, em todas as ocasiões, fazem orações em espírito.’ — Efé. 6:11-18.

      21 Por fim de contas, podemos ver a importância que Paulo atribuiu às medidas de proteção que Jeová proveu e daí a importância da súplica em oração, em toda ocasião. Os cristãos devem ficar despertos, para não serem vencidos pela perseguição ou pela tentação por parte do adversário. Nossa completa confiança na proteção de Jeová, mesmo quando nossa vida está em perigo, deve sempre ser inabalável, ao termos em mente que o homem só pode matar o corpo; mas, encarando-o desta maneira podemos estar certos de que Deus nos ressuscitará. A confiança de Paulo era inabalável, e este é o motivo por que ele, mesmo quando em cadeias em Roma, admoestou os cristãos em Éfeso a manter-se firmes na sua fé.

      22. Que excelente conselho consolador escreveu Paulo aos em Filipos? Aplicam-se estas palavras a nós hoje?

      22 Enquanto Paulo estava em cadeias em Roma, ele deu também conselho cordial, mas firme, aos em Filipos, no sentido de que também podiam esperar provações de sua fé, sentindo-se induzido a escrever: “Comportai-vos da maneira digna das boas novas acerca do Cristo, . . . que vos mantendes firmes . . . pela fé das boas novas, . . . em nenhum sentido . . . sendo amedrontados pelos vossos oponentes.” (Fil. 1:27, 28) Estas palavras valiosas são de importância igual para nós, neste “tempo do fim”.

      Estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem governos, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. — Rom. 8:38, 39.

  • Mantenha a integridade quando confrontado com provações da fé
    A Sentinela — 1972 | 1.° de setembro
    • Mantenha a integridade quando confrontado com provações da fé

      “CONSIDERAI TUDO COM ALEGRIA, . . . AO ENFRENTARDES DIVERSAS PROVAÇÕES, SABENDO QUE ESTA QUALIDADE PROVADA DA VOSSA FÉ PRODUZ PERSEVERANÇA.” — TIA. 1:2, 3.

      1. Visto que Satanás não pode vencer o poder de Deus, qual é o seu empenho principal?

      O OBJETIVO de Satanás sempre tem sido o de vencer os homens com astúcia, ao ponto de fazê-los voltar-se contra Deus. Este foi seu plano no início, quando fez com que o primeiro homem fiel fosse morto pelo seu irmão Caim. Este empenho tem continuado até os nossos dias. No passado, o povo favorecido de Deus, Israel, era um alvo especial.

      2. (a) Que comissão deu Jeová a Jeremias? Como foi recebida a mensagem deste? (b) O que aconteceu a Jeremias, e quem veio socorrê-lo?

      2 A comissão de Jeremias, ao mando do Deus Todo-poderoso, durante um longo período de anos, era a de proclamar a destruição de Jerusalém por causa das iniqüidades do povo que sucumbiu aos esforços de Satanás. Esta proclamação não foi recebida com agrado pelos sacerdotes israelitas e pelo povo daqueles dias. Ordenou-se a Jeremias que descontinuasse a sua pregação. Mas, ele não cedeu a esta pressão. Adotaram-se então medidas mais drásticas contra ele. Mesmo quando ele se encontrava em custódia, admoestava o povo a entregar-se aos caldeus, a fim de salvarem a vida. Neste ponto, e inquestionavelmente sob a orientação de Satanás, “passaram a tomar Jeremias e a lançá-lo na cisterna de Malquijá, filho do rei, que havia no Pátio da Guarda. Portanto, desceram Jeremias por meio de cordas. Ora, não havia água na cisterna, mas lama; e Jeremias começou a afundar na lama”. Neste ponto, a situação de Jeremias parecia desesperadora, mas ele ainda não perdeu a fé. Um servo eunuco etíope, chamado Ebede-Meleque, da casa do rei, veio em seu auxílio e compareceu perante o Rei Zedequias a favor de Jeremias, explicando o que havia acontecido. Ebede-Meleque, com a aprovação do rei, usando de extremo cuidado para não ferir Jeremias, retirou-o da cisterna. (Jer. 38:6-16) Isto mostra como Jeová pode prover ajuda aos seus servos que mantêm a integridade mesmo sob severa provação e sob a ameaça de morte. Por fim, a própria Jerusalém foi tomada e destruída, assim como Jeremias profetizara. O fiel Jeremias e seu companheiro e amigo foram poupados.

      A MÃO DO NACIONALISMO DURANTE OS DIAS PRÉ-CRISTÃOS

      3. O que exigem os governos freqüentemente dos cristãos, e qual tem sido amiúde o resultado?

      3 Os governos, quer autoritários, quer de outros tipos, freqüentemente sobrepõem-se aos direitos individuais das pessoas, de ter liberdade de adoração em harmonia com a consciência, com decretos arbitrários exigindo lealdade à nação. Tais exigências têm causado severa perseguição, encarceramentos e até mesmo a morte. Embora tais táticas tenham sido usadas durante este século, elas têm muitos precedentes.

      4. (a) Que decreto autoritário fez Nabucodonosor vigorar? (b) Que proceder adotaram os hebreus fiéis? (c) Quem agiu a favor dos três hebreus, e de que modo?

      4 Tais circunstâncias foram introduzidas na narrativa de modo ilustrativo nos dias do Rei Nabucodonosor. Deve ser lembrado que ele erigiu uma alta imagem de ouro, de aproximadamente vinte e sete metros de altura, na planície de Dura. Devia ser um objeto de devoção e de adoração, e emitiu-se o decreto de que, ao toque da música, todos deviam prostrar-se e adorar esta imagem. Isto era em flagrante oposição a ordem de Deus, de não se “curvar” diante de qualquer imagem ou semelhança de ‘algo nos céus, na terra ou nas águas abaixo da terra’. Quem fizesse isso, sofreria uma punição da parte de Jeová para si mesmo e para seus descendentes, até a terceira e a quarta geração. (Êxo. 20:4-6) Ao toque da música, todos os presentes prostraram-se, exceto os três judeus conspicuamente fiéis. Sadraque, Mesaque e Abednego. Quando isto foi trazido à atenção do Rei, suscitou-se a sua fúria, e eles receberam então outra oportunidade de se curvar ou de transigir. A música tocou novamente e todos foram ordenados a se curvar. Esta tentativa foi tão fútil como a primeira, porque estes homens, mesmo diante da ameaça de serem lançados na fornalha ardente, não queriam violar sua integridade ao prestarem verdadeira adoração a Jeová e somente a ele. (Dan. 3:1, 5, 6, 16-19) Embora reconhecessem o perigo para a sua vida, se fossem lançados na fornalha ardente, disseram destemidamente a Nabucodonosor que não se curvariam diante da imagem de ouro. Deram a conhecer que seu Deus os podia libertar, mas, mesmo que não o fizesse, não prestariam homenagem a esta imagem. A narrativa mostra que até mesmo os homens que lançaram os três na fornalha ardente morreram queimados, ao passo que nos hebreus que mantiveram a integridade não havia nem o cheiro do fogo. — Dan. 3:27.

      5. Que prova de lealdade teve de suportar Daniel? Qual foi o resultado final?

      5 O profeta Daniel foi igualmente posto à prova por causa do seu costume de orar junto à janela em direção a Jerusalém, três vezes por dia. Alguns oficiais e sátrapas de Dario emitiram malevolamente um decreto no sentido de que ninguém devia adorar qualquer Deus ou orar a ele senão ao rei, durante trinta dias. Este edito foi selado com o anel do rei. Naturalmente, apontaram logo o dedo de acusação contra Daniel, por ele continuar a prática de orar ao verdadeiro Deus, Jeová. A penalidade da violação do decreto era que aquele que fosse achado orando assim seria lançado na cova dos leões. Daniel permaneceu leal, e vemos quão fielmente Jeová veio em seu auxílio por fechar a boca dos leões. Naturalmente, houve também nesta ocasião uma retribuição, no sentido de que os homens que acusaram a Daniel ao ponto de ele ser lançado aos leões foram eles mesmos destruídos pelos leões. — Dan. 6:4-11, 20-28.

      6. Que outras oportunidades de transigir foram apresentadas a Daniel e aos seus três companheiros, e como reagiram?

      6 Esta não fora a primeira prova destes servos fiéis, porque já anteriormente haviam sido convidados a levar uma vida luxuriosa, a beber vinho e a comer alimentos especiais usufruídos pelos que estavam no palácio onde se encontravam. Sua atitude manteve-se firme, conforme registrado em Daniel 1:8: “Daniel decidiu no coração não se poluir com as iguarias do rei [não permitidas pela lei israelita] e com o vinho que bebia. E ele persistiu em solicitar do principal oficial da corte que lhe permitisse não se poluir.” Fez o pedido: “Dêem-se-nos alguns legumes para comer e água para beber.” — Dan. 1:12.

      7. Que tratamento sobreveio a muitos servos pré-cristãos fiéis por manterem a integridade?

      7 Muitos outros servos pré-cristãos do Deus Todo-poderoso foram provados similarmente, alguns foram mortos e outros foram severamente maltratados, e muitos homens fiéis da antiguidade “foram torturados porque não queriam aceitar um livramento por meio de algum resgate . . . outros receberam a sua provação por mofas e por açoites, deveras, mais do que isso, por laços e prisões. Foram apedrejados, . . . provados, . . . cerrados em pedaços, . . . morreram abatidos pela espada, . . . passando . . . tribulação, sofrendo maus tratos; e o mundo não era digno deles”. — Heb. 11:35-38.

      PROVADA A FÉ DOS PRIMITIVOS CRISTÃOS

      8. Qual foi a prova primária imposta a Cristo Jesus? Quem veio em seu auxílio?

      8 Quão exemplar é o caso do Filho de Jeová, Cristo Jesus, na questão de manter a integridade! Ele foi acusado falsamente pelos líderes religiosos judaicos dos seus dias, os quais, mediante acusações falsas, fizeram que fosse morto por pecados que não cometeu. Quando alguém é acusado de fazer uma coisa da qual não é culpado, pode ser a mais severa das provas para ele, e vemos que Jesus foi sujeito a isso, resultando na sua morte numa estaca. Mas, ele não foi abandonado por Jeová, porque foi ressuscitado no terceiro dia para uma posição elevada e régia nos céus. — Atos 10:40; 1 Cor. 15:4.

      9. O que disse Jesus que aconteceria aos seus fiéis seguidores, e que evidências confirmam as suas predições?

      9 Somos informados de que o discípulo não está acima do seu instrutor, nem o escravo acima do seu amo. (Mat. 10:24) Jesus disse também aos seus discípulos: “Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós; se observaram a minha palavra, observarão também a vossa. . . . De fato, vem a hora em que todo aquele que vos matar imaginará que tem prestado um serviço sagrado a Deus.” (João 15:20; 16:2) À base deste e de outro conselho sábio que lhes foi dado por Jesus, sabiam que sua fé seria similarmente provada, ao continuarem a pregar a mensagem sobre o reino de Deus. Receberam tais maus tratos não só da parte de sua própria nação judaica, mas também de governantes não-judaicos. Tiago foi o primeiro dos apóstolos que foi morto, pelo rei não-judaico Herodes. “[Herodes] eliminou Tiago, irmão de João, pela espada.” Maltratou também outros. “Herodes, o rei, pôs mãos à obra para maltratar alguns dos da congregação.” Mas, isto agradou aos judeus, conforme se relata: “Ao ver que isto agradava aos judeus, prosseguiu em prender também Pedro . . . lançou-o na prisão.” — Atos 12:1-4.

      10. Quem mais, além dos apóstolos, foi perseguido?

      10 Não só os apóstolos foram perseguidos, mas também muitos dos discípulos. Estêvão foi muito franco em relatar verazmente os fatos a respeito da adoração falsa que os israelitas haviam praticado e estavam praticando naquele tempo. Ele disse aos presentes: “Vossos antepassados . . . mataram os que faziam anúncio antecipado a respeito da vinda do Justo, cujos traidores e assassinos vós vos tornastes agora . . . quando ouviram estas coisas, sentiram-se feridos nos corações e começaram a ranger os dentes contra ele. A isto eles clamaram ao máximo da sua voz e puseram as mãos sobre os ouvidos e arremeteram à uma contra ele. E . . . começaram a atirar pedras nele. . . . [E ele] adormeceu na morte.” — Atos 7:52, 54, 57-60.

      11. Quando Paulo esteve preso, parou ele de pregar?

      11 O apóstolo Paulo foi encarcerado por se apegar à sua integridade a Deus, mas isto não impediu que pregasse. Durante o seu primeiro encarceramento em Roma, “recebia benevolamente a todos os que vinham vê-lo, pregando-lhes o reino de Deus e ensinando com a maior franqueza no falar as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento”. (Atos 28:30, 31) Na última carta, durante o seu segundo encarceramento em Roma, quando estava para ser executado, deu a admoestação de se ser fiel.

      CRISTÃOS DO SÉCULO VINTE

      12, 13. (a) Que predisse Jesus quanto ao que aconteceria no século vinte? (b) O que tem acontecido aos cristãos que mantêm a sua integridade?

      12 Jesus predisse a pregação das boas novas durante o século vinte, a respeito da terminação do “sistema de coisas”. A admoestação que deu aos seus seguidores nestes “últimos dias” adverte-os do que podem esperar: “Sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome.” Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mat. 24:9, 13, 14.

      13 Ao passo que há os que mantêm a integridade e se negam a transigir na sua lealdade a Jeová, os deste sistema de coisas, que se sujeitam aos requisitos nacionalistas, ficam furiosos no empenho de induzir os cristãos a violar seu pacto com o Deus Todo-poderoso. A cristandade juntou-se às nações neste empenho. Durante a Primeira Guerra Mundial, muitos das testemunhas de Jeová (Estudantes da Bíblia) foram encarcerados por não ingressarem nas forças armadas das nações. Durante os últimos cinqüenta anos ou mais, as testemunhas de Jeová têm sido perseguidas quase que continuamente, numa parte ou noutra da terra. Durante a Segunda Guerra Mundial, a perseguição foi extremamente severa. Muitos milhares de homens jovens, por serem ministros, que, em obediência à lei de Deus, negaram-se firmemente a matar outros, foram encarcerados.

      14. (a) Que declaração fez Hitler quanto às testemunhas de Jeová? (b) Descreva o que aconteceu a um ministro cristão que não cedeu diante do tratamento cruel às mãos dos nazistas.

      14 Sob o regime nazista, as testemunhas de Jeová foram atrozmente perseguidas por Hitler e suas tropas de assalto. De fato, Hitler havia declarado que as testemunhas de Jeová tinham de ser exterminadas. Em resultado, a perseguição foi extremamente cruel e exigiu fé inabalável da parte dos ministros cristãos. Um destes, a saber, Robert A. Winkler, havia sido preso e levado a um campo de concentração. Fora solto por pouco tempo, como homem marcado, visto que toda a Gestapo tinha seu retrato. Mais tarde, foi preso outra vez e deu-se-lhe a oportunidade de cooperar com eles, por deixá-los saber onde se encontravam sua esposa e os líderes da congregação. Sua resposta foi NÃO. Então foi espancado impiedosamente até ficar inconsciente. Isto foi repetido várias vezes. Visto que não podiam quebrantar sua integridade, embora lhe arrancassem dentes e ele fosse espancado ao ponto de ser irreconhecível, foi lançado numa cela escura. Um dos homens à paisana, que o levara à Gestapo, visitou-o e perguntou: “O senhor é o Senhor Winkler?” Ele respondeu que “Sim”. Este agente da Gestapo ficou chocado diante da brutalidade usada. Neste ponto, um guarda com um pouco de consideração perguntou se podia fazer alguma coisa por ele. “Por favor, pode arranjar-me uma Bíblia?”, foi o pedido dele. Pouco depois, lançou-se uma Bíblia na sua cela e a porta foi logo fechada outra vez. Ele tinha então o que precisava, a Palavra de Deus. A oração a Jeová deu-lhe forças para poder manter-se firme a favor de Jeová, não importando o que lhe acontecesse. Atualmente, este homem ainda serve a Jeová fiel e lealmente, e sente-se feliz de ter conseguido permanecer firme sob a prova mais severa de sua fé.

      15. Que palavras estimulantes deu um ministro cristão condenado aos outros, quando saiu da sala do tribunal?

      15 Em outro caso, um ministro das testemunhas de Jeová havia sido condenado à morte, por sua fidelidade a Deus. Quando os guardas o levaram para fora da sala do tribunal, ele disse às outras Testemunhas que tivessem bom ânimo. Quanto estímulo isto deu aos outros presentes!

      16. Descreva o que aconteceu a um ministro cristão em Quebeque, por ele continuar a sua obra de pregação.

      16 Em Quebeque, no Canadá, houve uma severa perseguição das Testemunhas. Um ministro foi preso 103 vezes e cumpriu várias sentenças na cadeia, além de ser espancado, e tudo só porque se negou a descontinuar seu ministério de porta em porta. Muitos outros sofreram de modo similar. Contudo, por continuarem a manter a integridade, conseguiu-se com o tempo uma vitória no Supremo Tribunal do Canadá. Agora, lá onde havia apenas um punhado de Testemunhas, há vinte e cinco ou trinta anos atrás, há milhares delas.

      17. Que crueldade sofreram Testemunhas que mantiveram a integridade, atrás da Cortina de Ferro?

      17 Assim como aconteceu antes, quando as Testemunhas foram perseguidas sob o regime nazista, as testemunhas de Jeová sofrem similarmente do outro lado da Cortina de Ferro, onde os comunistas têm empregado uma perseguição severa para quebrantar a sua integridade. Em muitos casos, os que se esforçam a manter a fidelidade são levados perante tribunais de colegas de trabalho e ameaçados com a perda de emprego, rações, lar, pensão, e assim por diante, se não renunciarem publicamente a sua religião. Eles têm defendido a sua atitude e alguns foram enviados a campos de trabalho forçado. Muitos destes campos têm grupos de Testemunhas que são tratadas com severidade, mesmo pior do que animais. Alguns destes encarcerados já passaram muito tempo nos campos de concentração de Hitler e agora sofrem prisão por muitos mais anos por parte dos comunistas. Mas a sua fé é forte e eles não transigem na sua integridade a Deus.

      18. O que tem acontecido a ministros cristãos na África?

      18 O nacionalismo causou muita perseguição às testemunhas de Jeová na África, há alguns anos atrás, e muitas delas foram espancadas severamente. Mais recentemente, alguns países Africanos proscreveram as testemunhas de Jeová. Elas não só foram proscritas por não participarem de um partido político e levarem um cartão de identificação do partido; mas turbas amotinadas as têm espancado, estuprado muitas mulheres e as sujeitado a abusos imorais. Novamente, porém, os líderes não puderam quebrantar a integridade destes cristãos verdadeiros.

      OUTRAS TENTATIVAS DE QUEBRANTAR A INTEGRIDADE

      19. De que modo se viram outros confrontados com provações de fé?

      19 Muitas vezes, algumas das provações mais sérias ocorrem na própria família da pessoa, em vista dos ultrajes de outros membros dela, que usam de zombaria e escárnios para induzir a pessoa a deixar de ser testemunha de Jeová.

      20. O que aconteceu na Alemanha depois de cristãos perseguidos terem sido libertos dos campos de prisão?

      20 Sabe-se que, embora muitas testemunhas de Jeová tenham passado pelas provações da perseguição mais severa sob o nazismo, em campos de concentração, quando libertos para retornarem talvez à sua cidade natal ou a outros lugares, em busca dum emprego, foram vencidos e enlaçados pelos atrativos do materialismo. Podemos assim ver que, embora o Diabo talvez não possa escravizar os cristãos pela perseguição, talvez possa ser bem sucedido com meios sutis de quebrantar a integridade. Alguns talvez suportassem provações de ultrajes e ainda assim talvez caíssem vítimas de suas próprias paixões e cometessem fornicação e adultério, exigindo sua remoção da organização de Jeová.

      21. O que aconteceu na primitiva igreja? Por que não deve nossa fé ficar abalada ao surgirem situações similares agora?

      21 Na realidade, alguns se perderam ao longo do caminho por diversos motivos, e isto também ocorria nos dias da primitiva igreja. Paulo traz isto à nossa atenção na sua segunda carta a Timóteo: “Pois Demas me abandonou, porque amava o atual sistema de coisas.” Paulo advertiu contra um outro que lhe causou dano: “Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos danos — Jeová lhe pagará de volta segundo as suas ações — e tu também, guarda-te dele, porque ele resistiu às nossas palavras num grau excessivo.” (2 Tim. 4:10, 14, 15) De modo que alguns cristãos abandonaram seu proceder fiel, há dezenove séculos atrás, e podemos esperar que alguns façam o mesmo agora, porque isto foi profetizado. Devemos, então, permitir que a nossa fé fique abalada? Não, porque sabemos que Jeová removerá os ofensores.

      22. (a) O que temos visto acontecer prontamente, alertando-nos a que talvez não possamos escapar a algumas provações severas? (b) De que modo era Paulo um exemplo, e como deve ajudar-nos seu proceder?

      22 Pelo mesmo motivo, não devemos pensar que talvez não nos atinjam as provações à frente. De muitos talvez se exija que suportem injustiças e dificuldades, assim como alguns sofreram no passado. Observamos que o nacionalismo têm surgido em muitos lugares, resultando em severa perseguição, quase que da noite para o dia, sem aviso prévio. Se nos revestirmos da couraça da armadura espiritual, poderemos resistir aos projéteis do adversário. Poderemos esperar vitupérios de toda sorte, conforme nos disse Cristo Jesus. “‘Os vitupérios daqueles que te vituperaram caíram sobre mim’ . . . para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras tivéssemos esperança. Ora, o Deus que provê perseverança e consolo vos conceda terdes entre vós próprios a mesma atitude mental que Cristo Jesus teve.” (Rom. 15:3-5) Deve ser lembrado, também, que Paulo deu conselho específico sobre a perseverança, escrevendo sua segunda carta aos Coríntios: “Recomendamo-nos de todo modo como ministros de Deus, na perseverança em muito, em tribulações, em necessidades, em dificuldades, em espancamentos, em prisões, em desordens, em labores, em noites sem dormir, em tempos sem comida.” (2 Cor. 6:4, 5) Requer muito encorajamento para fortalecermos a mente a fim de perseverar.

      MANTER A INTEGRIDADE

      23. Que atitude devemos ter quanto ao nosso voto de dedicação que fizemos a Jeová?

      23 Alguns deixaram de cumprir seus votos de dedicação a Jeová. Depois de termos tomado a decisão de dedicar nossa vida a fazer a vontade de Jeová, não há retrocesso. Jeová espera corretamente que ‘paguemos os nossos votos’. (Ecl. 5:4-6) Os que voluntária e deliberadamente traírem seu compromisso com Jeová merecem a morte.

      24, 25. (a) De que fonte Podemos esperar ataques? Por quê? (b) Mesmo que sejamos confrontados com a prova suprema, envolvendo nossa vida, qual deve ser a nossa reação?

      24 Devemos lembrar-nos de que Satanás é o grande inimigo dos verdadeiros cristãos e que ele possui uma poderosa organização decidida a destruir toda a fé em Jeová. Devemos também reconhecer que o mundo inteiro jaz sob o poder do Diabo e que ele é o deus deste sistema de coisas e tem cegado as mentes dos incrédulos. — 2 Cor. 4:4.

      25 Visto que ele tem o mundo inteiro sob o seu comando, dirige toda a sua maldade e força no uso de suas forças terrestres. Faz isso como um leão que ruge, que acossa a sua presa, conforme escreveu Pedro: “Nosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar.” Este alguém pode ser você, cristão sincero devotado a Jeová. Pedro acautela mais ainda: “Tomai vossa posição contra ele, sólidos na fé, sabendo que as mesmas coisas, em matéria de sofrimentos, estão sendo efetuadas na associação inteira dos vossos irmãos no mundo.” (1 Ped. 5:8, 9) Não deixe que isto o amedronte ou faça desistir. Isto seria covardia, e até mesmo suicídio, e tal ação não habilitará a pessoa a viver no reino de Deus. (Rev. 21:8) Em contraste, tenha a mentalidade sugerida por Jesus em Revelação 2:10: “Não tenhas medo das coisas que estás para sofrer. Eis que o Diabo estará lançando alguns de vós na prisão, para que sejais plenamente provados . . . Mostra-te fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida.”

      O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, . . . pois sabeis que é de Jeová que recebereis a devida recompensa da herança. — Col. 3:23, 24.

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