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Há mais de um modo de ser cristão?A Sentinela — 1967 | 1.° de junho
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REFERÊNCIAS
1 Time, revista, de 29 de outubro de 1965, p. 80.
2 The Shaking of the Foundations (Abalando os Alicerces), de Paul Tillich (1949), págs. 63, 65.
3 Honest to God, de J. A. T. Robinson (1963), págs. 13, 14.
4 New Testament Theology and Mythology (Teologia e Mitologia do Nôvo Testamento), de Bultmann.
5 O Alcorão, Surata 17, Verso 59, versão Ali.
6 The New Yorker, de 20 de novembro de 1965.
7 Medical World News, de 9 de junho de 1961.
8 Encyclopedia Americana (1956), Vol. 24, p. 378.
9 The Chriatian Century, de 8 de dezembro de 1965.
10 International Review of Missions, de janeiro de 1966, p. 88.
11 The Secularization of Christianity, de E. L. Mascall (1966), p. 193.
12 The New Yorker, 13 de novembro de 1965.
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Os cristãos devem esperar a perseguição?A Sentinela — 1967 | 1.° de junho
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Os cristãos devem esperar a perseguição?
“Todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos.” — 2 Tim. 3:12.
1. Ao lermos o relato da Bíblia sobre a perseguição dos servos de Deus, que perguntas surgem em nossas mentes?
TODA pessoa que já leu a Bíblia conhece os muitos relatos da perseguição contra os servos de Deus por causa de sua fidelidade no Seu serviço. Esta perseguição assume a forma de abuso verbal, encarceramento, açoitamento e até mesmo a morte. Exemplos notáveis de fidelidade em face de perseguição são os de Jó, Daniel na cova dos leões, Paulo que ‘cinco vezes recebeu quarenta golpes menos um’, e, acima de todos, Cristo Jesus, que entregou sua própria vida aos perseguidores. O capítulo onze do livro de Hebreus dá a seguinte descrição dos sofrimentos dos fiéis servos de Deus nos tempos pré-cristãos: “Foram apedrejados, foram provados, foram serrados em pedaços, morreram abatidos pela espada, andavam vestidos de peles de ovelhas e de peles de cabras, passando necessidade, tribulação, sofrendo maus tratos . . . Vagueavam pelos desertos, e pelas montanhas, e pelas covas, e pelas cavernas da terra.” Até mesmo ao lermos este relato vívido, somos movidos a perguntar: Por quê? Sim, por que tem o fiel servo de Deus de sofrer tamanhos maus tratos? Não poderia Deus protegê-lo? E será que os cristãos hodiernos têm de esperar tal perseguição? Se assim for, como podem suportá-la fielmente e sair-se vitorioso? — 2 Cor. 11:24; Heb. 11:37, 38.
POR QUE PERSEGUIDOS
2, 3. (a) Onde temos de olhar a fim de descobrir a origem desta perseguição? (b) O que levou ao estabelecimento da inimizade entre Satanás e os servos de Jeová?
2 Para entender a origem desta perseguição e a razão da mesma, temos de retornar bem ao começo da Bíblia e encontrar isso nos primeiros três capítulos de Gênesis. Ali lemos a respeito da criação da terra e da formação dela para habitação humana. Por fim, lemos o relato da criação do primeiro homem, Adão, e daí, de sua esposa, Eva. Bondosamente, Deus lhes deu instrução para que vivessem e se mantivessem em harmonia com seu Criador. Foi-lhes concedida grande liberdade de movimentos em seu lar paradísico e de comer dos frutos e da vegetação que encontravam ali. Para aumentar a sua alegria, foi-lhes dado o amoroso domínio sobre a criação animal no jardim, e a maravilhosa perspectiva de criar uma família nestas condições felizes. (Gên. 1:28-30) De modo justo, Deus lhes forneceu os requisitos de obediência a Ele, e isto significava abster-se de comer o fruto de certa árvore do jardim. Naturalmente, isto não era algo difícil, visto que havia muitas outras árvores das quais podiam comer até ficarem satisfeitos. (Gên. 2:17) Deus não ocultou a eles o fato de que a desobediência a este requisito simples significaria a perda de suas vidas.
3 Neste ponto, um terceiro personagem entrou no jardim em forma de serpente. Falando com astúcia à mulher, seduziu-a mediante falsas promessas a comer do fruto proibido. Posteriormente, Adão juntou-se a ela neste ato de rebelião contra Deus. Por causa disto, foram sentenciados à morte, de forma justa, por Deus. Passando então a lidar com a serpente, Deus disse: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência. Êle te ferirá na cabeça e tu o ferirás no calcanhar.” (Gên. 3:15) A serpente que realmente se quer mencionar aqui é identificada em outra parte como Satanás, o Diabo. (Rev. 12:9) A mulher, segundo indicado, é a grande organização celeste de Deus, composta de santas criaturas, representada como sendo Sua esposa. (Rev. 12:1-6; Isa. 54:1-6) Nesta sentença declarada contra Satanás, Jeová Deus estabeleceu que existiria inimizade ou ódio entre Satanás e a descendência ou prole da mulher de Deus. Apenas a destruição final de Satanás poria fim a tal inimizade.
4. Como é que a inimizade de Satanás se tem expresso, e por que, especialmente neste período de tempo, temos de nos preparar para suportar a perseguição?
4 O vitupério e a perseguição que têm sobrevindo aos servos do verdadeiro Deus desde então tem sido a expressão da inimizade de Satanás, conforme predito por Jeová. Por assim se opor com violência a estes servos de Deus, Satanás tem tentado fazer que se voltem contra Jeová, assim como fez no caso do primeiro casal humano. Este ódio ardente de Satanás não se extinguiu durante os quase seis mil anos desde que teve origem no Éden. Nos dias de Jesus, ardeu furiosamente contra ele, à medida que Satanás tentou eliminar este prometido ‘descendente da mulher’. Jesus avisou a seus seguidores que a mesma perseguição também lhes sobreviria. “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: O escravo não é maior do que o seu amo. Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós.” (João 15:20) E agora, no tempo do fim deste sistema de coisas, a inimizade de Satanás contra os servos de Jeová atinge novos píncaros de violência e fúria, assim como João disse em Revelação 12:13-17. Sim, ele sabe muito bem que seu fim está próximo (Rev. 12:12), e não desistirá de demonstrar sua amarga inimizade contra todos os que servem a Jeová. Tal inimizade só cessará quando “a serpente original, o chamado Diabo e Satanás”, for esmagado sob o calcanhar do descendente da mulher de Deus logo depois do Armagedom. Assim, temos de estar preparados para suportar a perseguição. — Rev. 12:9; 19:11 a 20:3.
DIFERENTES TIPOS DE PERSEGUIÇÃO
5. Qual é uma das formas mais brandas de perseguição, e será que nos deve desalentar?
5 Por todas as Escrituras lemos a respeito de muitos tipos diferentes de perseguição usados pelo adversário contra os fiéis servos de Jeová, todos os quais ainda são usados por êle hoje em dia. Uma das formas mais brandas de perseguição é a injúria verbal. A finalidade disso não é apenas fazer que o servo de Deus recue, mas é envenenar as mentes de outros, de modo que não escutem à pregação das boas novas. Naturalmente, ninguém gosta que se lhe fale com linguagem vil, nem que se minta a respeito dele. Mas, Jesus disse que isto não deveria ser motivo de alarme,
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