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Não desista de fazer o que é excelenteA Sentinela — 1988 | 15 de julho
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ou de hostilidade — até que a obra seja terminada. — Atos 4:18-20, 24-31.
15. Que incentivo se dá em Gálatas 6:9, e como deve influir no nosso conceito sobre visitar os vizinhos com as boas novas?
15 Basicamente, há apenas duas espécies de pessoas em todos os nossos territórios — aquelas que no momento estão interessadas e aquelas que não estão. Portanto, precisamos continuar com a obra de ‘procurar os merecedores’. Isto está entre as muitas obras excelentes que devemos produzir como cristãos, a fim de mostrar nosso amor a Jeová e nossa lealdade a ele. Portanto, “não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos”. (Gálatas 6:9) Visto que estamos agora tão perto do fim deste sistema, não é hora de desistirmos ou de nos cansarmos de visitar nossos vizinhos com as boas novas do Reino. Jeová ainda não disse que a obra está terminada.
Por Que Temos de ‘Persistir em Falar’
16. (a) Quais são algumas das circunstâncias que podem mudar a reação das pessoas num território? (b) Pode citar exemplos locais de mudança na reação?
16 Também seremos ajudados a manter uma boa atitude, se nos lembrarmos de que a lealdade a Jeová é demonstrada por zelosas atividades de pregação do Reino. Além disso, os territórios continuam mudando em diversos sentidos. As pessoas se mudam ou a situação delas pode mudar. Talvez da última vez que as visitamos não tenham tido interesse, mas a perda do emprego, o falecimento dum ente querido, uma mudança significativa na luta entre as superpotências, uma grave doença — estas e outras mudanças podem significar que reagirão favoravelmente da próxima vez que as visitemos. Outros, depois de saber que um amigo ou um ente querido se tornou Testemunha de Jeová, talvez queiram agora falar conosco para saber o que é que cremos que produzisse tal mudança.
17. Como reagem agora alguns à mensagem do Reino? Cite exemplos locais.
17 Lembre-se também que aqueles que nos últimos anos se tornaram adultos agora têm família, tomam a vida a sério e fazem perguntas a que só a Palavra de Deus pode responder. Por exemplo, certa jovem mãe convidou duas Testemunhas ao seu lar e disse: ‘Quando eu era ainda menina, nunca consegui entender por que minha mãe rejeitava as Testemunhas e lhes dizia que não estava interessada, quando tudo o que vocês querem fazer é falar sobre a Bíblia. Decidi então que, quando eu crescesse, me casasse e tivesse meu próprio lar, convidaria as Testemunhas de Jeová a entrar e a explicar-me a Bíblia.’
18. Como influi no território em que pregamos e ensinamos a mudança no cenário religioso?
18 Já notou que alguns que durante anos nunca quiseram falar conosco e que pensavam estar ‘salvos’ agora nos fazem perguntas sinceras? Por quê? Houve uma mudança no seu modo de pensar sobre religião. Dizem que ficaram muito desiludidos e estupefatos com as revelações de conduta imoral, atividades políticas e esbanjamento de fundos da igreja por parte de alguns destacados televangelistas nos quais antes confiavam. É provável que haja mais disso, ao passo que as condições dentro de Babilônia, a Grande, continuam a deteriorar até o tempo da destruição dela. — Revelação 18:1-8.
19, 20. O que mostra por que não devemos ficar desanimados de voltar vez após vez a visitar aqueles que rejeitam a mensagem?
19 De qualquer modo, não devemos ficar desanimados quando a maioria das pessoas não são receptivas. Depois de termos ido embora, é provável que ainda pensem em nós. No Canadá, certa moradora visitada por duas Testemunhas foi bastante explícita em dizer que não estava interessada. Mais tarde, ela começou a pensar no que lhe haviam dito e queria achá-las para lhe responderem a algumas perguntas que tinha. Ela tomou seu carro e foi à procura delas, percorrendo as ruas da sua vizinhança, mas não conseguiu localizá-las. Será que desistiu? Não, parou na casa duma amiga para perguntar se elas a haviam visitado. Não haviam, mas a amiga disse que havia uma Testemunha que trabalhava no mesmo lugar que ela e que poria a senhora interessada em contato com as Testemunhas. Isto resultou numa série de visitas no lar da interessada, às quais ela convidou amigas, vizinhas, parentes e colegas de trabalho. Às vezes tem havido tantas quantas 15 pessoas presentes, e colocaram-se uns 430 livros e Bíblias, bem como 2.015 revistas.
20 Muitos apreciam as nossas visitas. Uma senhora disse numa carta dirigida a uma congênere da Sociedade Torre de Vigia: “Agradeço-lhes de terem incutido grande dedicação no coração das pessoas da sua crença. Agradeço-lhes por fazerem visitas repetidas vezes. . . e compartilharem com outros o amor do Senhor. Este ato simples faz tanta coisa a favor dos outros. . . . Mesmo que alguns talvez sejam cruéis, outros sejam indiferentes, ao passo que outros são receptivos,. . . realmente faz um grande bem que alguém venha lembrar-nos coisas espirituais. Acho muito bom que falemos uns aos outros sobre o Senhor.” Em outra carta, um morador pediu-nos a ‘não desistir das pessoas’, não importa como nos tratem. “Assim, não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos.” (Gálatas 6:9) Esta obra tem a aprovação e a bênção de Jeová, e a nossa participação nela prova nosso amor a ele e ao nosso próximo. (Mateus 22:37-39) Portanto, levemos a obra plenamente a cabo. — Veja Filipenses 1:6.
21. (a) Em que consiste provavelmente pelo menos parte do desafio em se voltar a territórios freqüentemente trabalhados? (b) O que consideraremos no próximo artigo?
21 Temos de encarar o fato de que talvez nem sempre sejam as pessoas que parecem tornar difícil trabalhar freqüentemente o território. Às vezes somos nós mesmos. Começamos a trabalhar com idéias negativas, achando que já conhecemos todas as pessoas e sabemos qual será a reação delas? Isto pode influir na nossa atitude, e provavelmente no nosso tom de voz e na nossa expressão facial. Usamos ainda os mesmos métodos e palavras que já usamos por anos? Agora que o território está mudando, o que antes era bem-sucedido talvez não atinja outros “merecedores”. Talvez precisemos duma nova maneira de estabelecer contato e dum novo modo de encarar nossa obra. A seguir, vejamos o que podemos fazer para não ‘desistir’, mas para ‘ceifar na época devida’.
Pode Explicar?
◻ Por que não devemos ‘desistir’ de visitar nossos vizinhos com as boas novas?
◻ Quem nos mandou fazer discípulos do modo como fazemos, e quais são os aspectos básicos deste método?
◻ Que situação se desenvolveu em muitos territórios, e o que nos ajudará a manter a atitude correta a respeito desta situação?
◻ Por que devemos ‘persistir em falar’ as boas novas “sem cessar”?
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Preste constante atenção ao seu ensinoA Sentinela — 1988 | 15 de julho
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Preste constante atenção ao seu ensino
“Presta constante atenção a ti mesmo e ao teu ensino. Permanece nestas coisas, pois, por fazeres isso, salvarás tanto a ti mesmo como aos que te escutam.” — 1 Timóteo 4:16.
1. Por que não é hora de diminuirmos nossa obra de pregação do Reino?
JEOVÁ acelera agora o ajuntamento de pessoas semelhantes a ovelhas. Portanto, certamente não é hora para os do seu povo diminuírem a obra de pregação do Reino e de fazer discípulos. (Isaías 60:8, 22; Mateus 24:14; 28:19, 20) Precisamos agir de acordo com o espírito do que Deus está fazendo em nosso tempo. Ao passo que o fim se aproxima, retornaremos mais vezes aos nossos vizinhos. De fato, a atividade incrementada de testemunho por tantos publicadores e pioneiros adicionais agita agora o campo do mundo. E o ímpeto deste ajuntamento alegre aumentará ainda mais. — Isaías 60:11; veja o Salmo 126:5, 6.
2. (a) Segundo Isaías 40:28-31, a que fonte de energia podemos recorrer para obter a necessária força para levar a cabo a obra da pregação do Reino? (b) Qual é um bom motivo para neste tempo prestarmos atenção extra à qualidade do nosso ministério?
2 Em vez de sucumbirmos ao sentimento de estar ‘cansados’ porque alguns territórios estão sendo trabalhados freqüentemente, devemos reconhecer que é hora de orarmos a Jeová, pedindo a necessária “energia dinâmica” para terminar a obra. (Isaías 40:28-31; 1 João 5:14) É verdade que já foram ajuntados milhões de pessoas da “grande multidão” de “outras ovelhas”. Mas aquilo que anteriormente era bem-sucedido em ajudar certas pessoas talvez não mais seja eficiente em ajudar outros que ainda há nos nossos territórios. (Revelação [Apocalipse] 7:9, 10; João 10:16) Por isso, a qualidade de nosso ministério requer atenção extra.
3. Como podemos injetar novo entusiasmo no nosso ministério de campo?
3 Podemos concentrar-nos com renovada determinação em melhorar a eficiência de nosso ministério. Isto poderá injetar novo entusiasmo no nosso serviço de campo. Mas, como se pode fazer isso? Por ‘prestarmos constante atenção a nós mesmos e ao nosso ensino’, e não realizarmos nosso ministério apenas de maneira rotineira. (1 Timóteo 4:16) Nossos lábios precisam oferecer mais do que apenas um “sacrifício de louvor” de forma mecânica. (Hebreus 13:15) Devemos ser hábeis na nossa obra. (Provérbios 22:29) Portanto, é preciso trabalhar habilmente nosso território. Seguem-se alguns aspectos de nosso ministério aos quais precisamos ‘prestar constante atenção’.
Como Tornar “Novo” o Território
4. De que maneira podemos tornar “novo” um território na designação de nossa congregação?
4 Encaremos a situação de modo prático. Em muitos lugares não há território novo ou raras vezes trabalhado. Então, por que não tornar “novo” o território dentro da designação da congregação? Como? Ora, quando fazemos freqüentes visitas, não podemos agir como se nunca tivéssemos visitado aquele lar, por dizer apenas aquilo que costumamos dizer às portas. É provável que de qualquer modo o morador nos reconheça, se já cobrimos repetidas vezes o território. O livro Raciocínios à Base das Escrituras apresenta mais de 40 introduções que podemos usar no nosso ministério. Temos de prepará-las bem como algo novo e atraente, por relacioná-las com assuntos de interesse local e atual. Em vez de nos sentirmos constrangidos por fazer a visita tantas vezes, precisamos adotar uma atitude positiva e tornar “novo” nosso território com apresentações de boa qualidade. Mas, ajudará isso quando os moradores não são amistosos?
5. (a) Como podemos tirar vantagem duma anterior atitude desamistosa? (b) O que achou que funciona bem na sua localidade? (c) Por que são de ajuda o escutar e o elogio sincero?
5 Conhecer a atitude passada do morador poderia resultar para nós em sentimentos negativos quanto a fazer nova visita. Mas, por que não tirar vantagem deste conhecimento? Como? Talvez por mencioná-lo primeiro e depois tomar por base aquilo que se disse na visita anterior. Talvez diga: “Bom dia, Sr. Manuel!” Se parecer apropriado, poderia acrescentar: “Como tem passado?” Daí poderia dizer: “Quando estive aqui na semana passada, o senhor me disse que sua igreja cuida de todas as suas necessidades espirituais e que o senhor é membro ativo dela. Como vizinho que também toma a religião a sério, posso perguntar-lhe o que a sua religião diz sobre a esperança de sobrevivência na era nuclear?” Daí, deixe que ele lhe responda. Elogie o morador, quando sinceramente for possível. Escutá-lo e elogiá-lo talvez mude a atitude dele. Freqüentemente, as pessoas permitem outra visita, se elas mesmas puderem conversar. Naturalmente, você desejará adaptar sua mensagem àquilo que o morador diz.
6. (a) Como podemos treinar os moradores a esperar nossa visita regular? (b) Que expressões-chaves podem ajudar-nos a ser bem-sucedidos? (c) O que funciona bem no território local?
6 Por meio daquilo que você diz, poderá treinar os moradores a esperar que os visitemos regularmente. Experimente dizer: “Como vai, Dona Maria? Como está passando hoje? Nesta visita que fazemos aos nossos vizinhos estamos falando sobre. . .” Ou poderia dizer: “Bom dia! Estamos fazendo as nossas regulares visitas semanais. É bom vê-lo de novo. Seus vizinhos têm apreciado o novo assunto que consideramos nesta visita.” Daí continue. Isto serve também para tornar “novo” o território para você. As próprias palavras usadas podem ser um pouco diferentes no seu país,
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