BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • O sofrimento que lhe pode ser de proveito
    A Sentinela — 1979 | 15 de abril
    • amor ao lazer ou prazer. Quando o cristão faz as necessárias melhoras, ele se torna mais puro e mais santo na sua conduta. ‘Tornando-se santo assim como Jeová Deus é santo’, ele passa a ser ‘partícipe da santidade de Deus’. (1 Ped. 1:14-16) Assim se alcança o objetivo da disciplina.

      7. Conforme ilustrado no caso de Jesus Cristo, o que se pode aprender da aflição? (Heb. 5:8)

      7 A pessoa pode também aprender da aflição algumas coisas que podem equipá-la melhor para o serviço de Deus. Isto foi ilustrado no caso de Jesus Cristo. Por ter tido extremo sofrimento na carne, obteve a necessária experiência para ser sumo sacerdote compassivo e compreensivo. Isto tornou possível que chegássemos a Deus por meio de Cristo com a maior franqueza no falar, confiantes em que Jesus compreende nossa situação e roga a nosso favor como sumo sacerdote misericordioso. — Heb. 4:15, 16.

      8, 9. Conforme mostrado em Hebreus 12:11, como nos pode afetar um período de disciplina na forma de maus tratos, enquanto perdura e depois de ter acabado?

      8 Naturalmente, os maus tratos podem ser muito difíceis de suportar. Certamente não pode haver sentimento de grande prazer ou júbilo quando se sofre severas dores. Esta experiência é penosa. Todavia, se nos sujeitarmos a ela e permitirmos que nos ajude a ver em que precisamos melhorar, a provação pode ser boa instrução para nós. O resultado final desta instrução será um “fruto pacífico, a saber, a justiça”. Ou, conforme a tradução inglesa de James Moffatt verte as palavras de Hebreus 12:11: “A disciplina, no momento, sempre parece ser motivo de dor, não de alegria; mas os treinados por ela colhem depois o seu fruto na paz duma vida reta.”

      9 Pode ser que tenha chegado a reconhecer o bom efeito de tal disciplina proveniente da associação com fiéis irmãos e irmãs cristãos. Eles talvez tenham sofrido anos de provação sob ditadores opressivos, ou em campos de concentração e em prisões. Muitas vezes, porém, sua integridade ilumina toda a sua personalidade. Reconhece-se que se está na presença de alguém cuja fé foi moldada pela disciplina, e a expressão calma e alegre desta fé pode ser inspiração para outros também andarem em integridade.

      10. Que ponto de vista devemos adotar sobre qualquer espécie de provação, e, portanto, que pergunta pode ser feita?

      10 Portanto, quando passamos por alguma espécie de provação—doença, desapontamento, injustiça, tragédia ou perseguição — devemos encarar isso como disciplina de nosso amoroso Pai celestial e permitir que a provação tenha bom efeito sobre nós, para tornar-nos melhores servos dele. Mas, como podemos permanecer fiéis quando suportamos a aflição, para depois tirarmos proveito da instrução?

      COMO PERSEVERAR

      11. Que conselho do discípulo Tiago devemos seguir quando sofremos alguma situação provadora?

      11 É especialmente importante olhar para Jeová Deus para nos dar a sabedoria de lidar com situações provadoras. Devemos pedir-lhe ajuda, nunca duvidando de que nos ajudará por meio de seu espírito santo. Note o bom conselho sobre isso, dado pelo discípulo Tiago:

      “Considerai tudo com alegria, meus irmãos, ao enfrentardes diversas provações, sabendo que esta qualidade provada da vossa fé produz perseverança. Mas, a perseverança tenha a sua obra completa, para que sejais completos e sãos em todos os sentidos, não vos faltando nada. Portanto, se alguém de vós tiver falta de sabedoria, persista ele em pedi-la a Deus, pois ele dá generosamente a todos, e sem censurar; e ser-lhe-á dada. Mas, persista ele em pedir com fé, em nada duvidando, pois quem duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida pelo vento e agitada. De fato, não suponha tal homem que há de receber algo de Jeová; ele é homem indeciso, instável em todos os seus caminhos.” — Tia. 1:2-8.

      12. O que aprendemos de Hebreus 5:7?

      12 Jesus Cristo, certamente, deu excelente exemplo de se estribar no seu Pai celestial. Embora fosse perfeito, Jesus orou com grande intensidade ao suportar sofrimento. A Bíblia relata: “Cristo, nos dias da sua carne, ofereceu súplicas e também petições Aquele que era capaz de salvá-lo da morte, com fortes clamores e lágrimas, e ele foi ouvido favoravelmente pelo seu temor piedoso.” (Heb. 5:7) Visto que Jesus tinha temor reverente, seu Pai atendeu favoravelmente seus clamores por ajuda. O Filho de Deus, com a ajuda do espírito santo, manteve a integridade e, por isso, morreu aprovado por seu Pai. Foi depois liberto das garras da morte por meio duma ressurreição.

      13. Segundo Hebreus 12:2, o que ajudou Jesus Cristo a permanecer fiel em sofrimento?

      13 Outro fator que ajudou Jesus Cristo a permanecer fiel foi manter sempre diante de si a grandiosa recompensa que seu Pai lhe oferecia. Hebreus 12:2, evidentemente, refere-se a esta recompensa como sendo “alegria”. Lemos: “Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus.” Nós, também, por aguardarmos a recompensa da vida eterna com suas bênçãos acompanhantes, podemos manter a fidelidade sob provação. Igual a um prêmio um pouco além da linha de chegada, esta recompensa pode estimular-nos a nos empenharmos na corrida pela vida com perseverança, rejeitando quaisquer desejos errados que possam destruir nossa fé. — Heb. 12:1.

      14. Quando estamos numa situação aflitiva, como podemos ser animados pelas palavras de Lamentações 3:20, 21?

      14 Não importa quão desesperada se possa tornar nossa situação, não devemos permitir que passemos a pensar que o Altíssimo não se importa conosco. Quando enfrentamos grandes dificuldades, podemos ter real consolo nas palavras de Lamentações 3:20, 21: “Sem falta, a tua alma [Jeová] se lembrará e se curvará sobre mim. Isto é o que retornarei ao meu coração. Por isso é que me mostrarei em atitude de espera.” Numa expressão de sua própria humildade, Jeová Deus “se curvará” ou abaixará para dar-nos atenção favorável. Ele pode soerguer-nos de nossa condição aflitiva, assim como fez com os judeus arrependidos, no sexto século A. E. C. Todavia, enquanto prossegue o período de aflição, devemos esperar com paciência e fé inabalável que Jeová Deus atue em nosso favor.

      15. Segundo Lamentações 3:22, 23, o que mostra o fato de ainda estarmos vivos?

      15 O próprio fato de que ainda estamos vivos é evidência da benevolência de Deus, de sua ativa e compassiva preocupação. Isto serve como garantia de que o Altíssimo terá misericórdia com o seu povo afligido. Lemos em Lamentações 3:22, 23: “É pelos atos de benevolência de Jeová que não se deu cabo de nós, porque as suas misericórdias certamente não acabarão. São novas cada manhã. Tua fidelidade é abundante.”

      16. Por que podemos confiar na misericórdia de Jeová?

      16 Por causa da abundante fidelidade, idoneidade e fidedignidade de Jeová, podemos depender de sua misericórdia. As expressões da divina misericórdia ou compaixão para conosco nunca serão fracas ou ineficazes. As misericórdias de Jeová são “novas cada manhã”, sempre estando disponíveis, com plena força, aos seus servos leais. Por este motivo, podemos ter a certeza de que o Todo-poderoso vê nossas angústias e compassivamente nos dará a necessária ajuda.

      17. Como devemos reagir quando se coloca sobre nós um jugo de disciplina?

      17 Entretanto, se ele permitir que se nos imponha um jugo de disciplina, devemos aceitá-lo sem queixa e não divulgar nossas dificuldades. Lamentações 3:28, 29, recomenda: “Fique sentado sozinho e fique quieto, porque [Deus] pôs algo sobre ele. Ponha ele a sua boca no próprio pó”, prostrado numa atitude de total submissão.

      18. Como encara Jeová a aflição que seus servos têm de suportar?

      18 Entrementes, podemos ser consolados pelo fato de que a provação é apenas temporária e que Jeová Deus não tem prazer em termos de padecer aflição. “Jeová não continuará a deitar fora por tempo indefinido”, diz a Bíblia. “Pois, ainda que tenha causado pesar, certamente também terá misericórdia segundo a abundância da sua benevolência. Pois não é do seu próprio coração que ele tem atribulado ou está causando pesar aos filhos dos homens.” (Lam. 3:31-33) Antes, é do propósito de Jeová que a instrução que recebemos por meio do sofrimento nos garanta o nosso bem-estar eterno.

      19. Por que não reflete desfavoravelmente sobre Jeová ter ele permitido a injustiça e o sofrimento?

      19 Os responsáveis por dificultar a vida aos servos de Deus, porém, não ficam desculpados quanto ao seu proceder odioso. Também, permitir Jeová este tratamento rude não causa reflexos desfavoráveis sobre ele. Por que não? Porque, embora permita o ultraje, para que tenha um efeito benéfico sobre o seu povo, não tolera a desumanidade do homem para com o homem. Sua Palavra condena tais maus tratos. A Bíblia nos diz: “Calcar aos pés todos os cativos da terra, violar os direitos de outrem na presença do Altíssimo, prejudicar um homem no seu litígio, o Senhor não aprova isto.” (Lam. 3:34-36, Pontifício Instituto Bíblico) Os homens que maltratam seu próximo terão de prestar contas a Jeová Deus. “A vingança é minha; eu pagarei de volta, diz Jeová.” (Rom. 12:19) Portanto, temos de ter cuidado para não ficar amargurados com o Altíssimo pela maldade praticada por homens que desconsideram a lei divina.

      20. A que não nos devem induzir nem mesmo os casos mais patéticos de sofrimento humano, e por que não?

      20 Às vezes, as circunstâncias em que os servos de Deus se encontram, por causa de doença, acidente ou maus tratos, são deveras patéticas. Nosso coração pode ficar profundamente emocionado para com os cegos, os aleijados, os mutilados e os deformados. Isto é inteiramente correto. Mas nunca, nunca, deve nem mesmo o pior sofrimento humano induzir-nos a virar as costas a Jeová Deus. Só ele pode desfazer todo o dano que sobreveio à humanidade por meio do pecado e da imperfeição. Note o que Jesus Cristo disse sobre um homem que nascera cego: “Foi para que as obras de Deus fossem manifestas no seu caso.” (João 9:3) Quanta glória dará ao Altíssimo quando se abrirem os olhos dos cegos e se destaparem os ouvidos dos surdos, e quando os coxos andarem, pularem e correrem! (Rev. 21:3-5) Se tal aflição não tivesse existido, nunca teríamos chegado a conhecer as grandiosas coisas que Jeová Deus pode fazer para a humanidade. E, em vista da recompensa da vida eterna, o sofrimento humano, neste sistema de coisas, simplesmente passará a não significar nada. Será como se nunca tivesse havido aflição.

      21. (a) Quando tiraremos proveito do sofrimento? (b) O que precisamos ter para tirar proveito da adversidade?

      21 Se o sofrimento que talvez ainda tenhamos nos fizer mais bondosos, mais tolerantes e compassivos para com os outros, resultando em nos harmonizarmos mais de perto com os requisitos justos apresentados na Bíblia, esta forma de disciplina deveras terá um objetivo proveitoso. Para ser assim, temos de ter a espécie de confiança implícita no nosso Pai celestial que uma criança tem no seu pai terrestre. Precisamos ter fé inabalável em que, não importa o que Jeová Deus permita que nos sobrevenha, resulte finalmente em nosso eterno bem-estar e felicidade. Por isso, podemos manter sempre diante de nós as palavras de Romanos 8:28: ‘Deus faz todas as coisas cooperar para o bem dos que o amam.’

  • As Testemunhas de Jeová e as Assembléias de Distrito “Esperança Viva”
    A Sentinela — 1979 | 15 de abril
    • As Testemunhas de Jeová e as Assembléias de Distrito “Esperança Viva”

      “A ESPERANÇA brota eternamente do peito humano”, escreveu um famoso poeta do século 18. Mas, há uma diferença bastante grande entre ter uma esperança e ter certeza dela, possuir uma esperança fidedigna e viva.

      A humanidade realmente precisa de esperança. Isto se dá especialmente nestes dias de infelicidade, crime, imoralidade, famílias desfeitas, casamentos arruinados, ódio, fome, violência e também falta de esperança. Mas, dentre os milhões de habitantes da terra, quem pode proclamar uma mensagem de real esperança?

      Jeová Deus conhece a aflição da humanidade, que ficou por muito tempo sujeita a futilidade. Ele é “o Deus que dá esperança”, e, deveras, proveu uma esperança segura. (Rom. 8:18-25; 15:13) Quanto agrada as Testemunhas de Jeová poderem proclamar as pessoas de todo o mundo esta esperança baseada na Bíblia!

      Sim, os verdadeiros cristãos têm uma esperança viva. Mas, como podem ser aumentados o conhecimento e o apreço desta esperança? Jeová querendo, as Assembléias de Distrito “Esperança Viva” das Testemunhas de Jeová servirão para este fim. Todos já fazem seus preparativos para estar presentes a uma destas assembléias de quatro dias, espiritualmente edificantes. No Brasil, haverá 32 delas durante julho deste ano, e centenas delas no mundo inteiro.

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar