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Será que seu filho ‘cresce para a salvação’?A Sentinela — 1986 | 1.° de agosto
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assuntos, os pais talvez lhe dêem uma certa liberdade e, se a criança cometer um erro, poderão ajudá-la a aprender disso, em vez de criticá-la severamente. Granjear a reputação de ser alguém de confiança é uma consecução da qual a criança se orgulhará, e contribuirá para seu ‘crescimento para a salvação’.
À medida que a criança cresce, os pais estão alertas às mudanças e, atentos, adaptam o treinamento e a disciplina às novas situações. São totalmente honestos e abertos com ela. Falam o que acham de suas ações e mudanças. Por serem honestos e abertos com a criança, esperam ajudá-la a se comunicar livremente com eles — ela não se tornará um estranho na casa.
O jovem Davi cultivou anseio por coisas espirituais. Os salmos que ele escreveu revelam profundo apreço pelo amor de Jeová. (Salmo 23:1-6) Esta confiança em Jeová foi-lhe de grande valia quando teve de enfrentar um urso, um leão, e finalmente o gigante filisteu Golias que havia infundido o terror nos corações do inteiro exército israelita. Imagine quão orgulhoso se deve ter sentido Jessé, o pai de Davi, por causa da fé de seu filho! Davi desenvolveu uma intimidade com Jeová que perdurou o resto de sua vida. (1 Samuel 17:32-37, 45-50; Salmo 19:9, 10, 14; 15:1, 2; 24:3, 4) Os nossos filhos podem desenvolver uma intimidade similar e nos deixar igualmente orgulhosos — com a nossa ajuda. Mas, não podemos conseguir isso sozinhos.
Peça Ajuda em Oração
Quando Manoá soube que seria pai, pediu orientação sobre como criar o filho e treiná-lo. Jeová respondeu à sua oração. (Juízes 13:8, 12, 24) Igualmente, os pais atuais não deviam deixar de orar a Jeová a respeito de seus filhos, suplicando a Ele por sabedoria ao tentarem guiá-los no caminho da vida. Samuel, um profeta de Jeová, achou que seria ‘pecar contra Jeová‘ deixar de orar em favor do Seu povo. (1 Samuel 12:23; compare com Provérbios 1:24, 25.) Devemos sentir o mesmo senso de dever para com os nossos filhos. Queremos que desenvolvam uma atitude espiritual. Pedir ajuda em oração, regularmente, é essencial.
Não Desista
Será que tudo isto é muito fácil? Certamente que não. É recompensador, mas não fácil. Quando a criança adolesce, problemas e crises certamente surgem. Quando aflorarem, não se apavore. Trate deles um por vez, e não espere milagres. Seja firme, mas não exagere as dimensões dos problemas; evite observações mordazes, lide pacientemente com o problema. Se conservamos a serenidade geralmente a crise passa, e podemos de novo usufruir a intimidade com os nossos filhos.
Todos os pais tementes a Deus desejam o melhor para seus filhos. Queremos que ‘apreciem coisas sagradas’, que criem anseio pela palavra de Deus, para que, por meio dela possam ‘crescer para a salvação’. É verdade que às vezes, apesar de muito trabalho árduo, pais cristãos vêem seus filhos crescerem e daí abandonarem a verdade. Não obstante, o trabalho diligente de nossa parte reduzirá essa possibilidade. Com a ajuda de Jeová, trabalharemos arduamente para treinar os nossos filhos segundo o caminho que é para eles. Que a nossa recompensa seja vê-los perseverar no caminho da verdade por toda a sua vida. — Hebreus 12:16; 1 Pedro 2:2; Provérbios 22:6.
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“O maior serviço”, “a mais agradável vida”A Sentinela — 1986 | 1.° de agosto
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“O maior serviço”, “a mais agradável vida”
Em resultado de seu profundo estudo das Escrituras Gregas Cristãs, João Wycliffe, o corajoso tradutor bíblico do século 14, chegou a uma interessante conclusão quanto ao dever do homem para com o Deus Todo-poderoso. Segundo o livro The English Bible (A Bíblia em Inglês), de H. C. Conant, Wycliffe concluiu que “o maior serviço que o homem pode realizar na terra é pregar a palavra de Deus”. Séculos mais tarde, outro erudito bíblico, Mateus Henry, chegou a uma conclusão similar. No seu leito de morte, em 1714, ele disse: “A vida usada no serviço de Deus, e em comunhão com ele, é a mais agradável vida que se pode ter neste mundo.”
Mais de três milhões de ativas Testemunhas de Jeová concordam plenamente com isso! Elas desfrutam esta “mais agradável vida”. Por quê? Porque pregam mundialmente as boas novas do Reino, obedecendo assim à exortação: “Louvai a Jah, . . . porque [isso] é agradável.” — Salmo 147:1.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1986 | 1.° de agosto
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Perguntas dos Leitores
◼ Pode-se falar do cristão ou da cristã que têm esperanças terrestres como agora fazendo parte da “grande multidão”, visto que ainda não sobreviveram à “grande tribulação”? — Revelação 7:9, 14.
Sim, isso é apropriado em vista das perspectivas dele ou dela.
Revelação, capítulo 7, menciona dois grupos. Primeiro os 144.000 “selados de toda tribo dos filhos de Israel”. (Revelação 7:4) A comparação disso com Revelação 14:1-5 mostra que os 144.000 são “comprados da terra”, para se tornarem “primícias para Deus”. Portanto, são os que reinarão com Cristo no céu. (Gálatas 6:16; 2 Timóteo 4:18) O segundo grupo é “uma grande multidão, que nenhum homem podia contar”, daqueles que “saem da grande tribulação”.
Em seu contexto, Revelação 7:9-17 retrata os sobreviventes terrestres da vindoura tribulação. Portanto, alguém extremamente exigente poderia restringir o termo “grande multidão” àqueles que sobreviverem a essa tribulação. Mas, há necessidade de ser tão restritivo? Achamos que não. Obviamente, os que sobreviverem terão de ser ajuntados antes da “grande tribulação”, a fim de estarem habilitados para a sobrevivência. De modo que aplicamos o termo “grande multidão” aos cristãos leais que neste tempo servem a Jeová Deus com a perspectiva de sobreviver e ser ‘guiados a fontes de águas da vida’, na terra. (Revelação 7:17) Caso morra agora alguém da “grande multidão”, pouco antes da “grande tribulação”, há todo motivo para se aguardar a sua ressurreição para a vida na terra.
Um argumento similar pode ser apresentado a respeito do termo “outras ovelhas”. Em João 10:7-16, Jesus falou primeiro de suas “ovelhas”, que entendemos ser os do “pequeno rebanho” destinado à vida celestial. Jesus disse a seguir: ‘Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco [celestial]; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” Apresentamos muitas vezes evidência bíblica identificando as “outras ovelhas” como aqueles cuja perspectiva é a vida terrestre. — Lucas 12:32.
Alguém poderia raciocinar: Jesus estava indicando um ajuntamento futuro de “outras ovelhas”, de modo que o termo se aplicaria apenas àqueles que, depois de Jesus falar, aceitassem a esperança bíblica da vida eterna na terra. Entretanto, parece desnecessário restringir o termo deste modo, como se Jesus estivesse definindo o assunto de maneira cronológica ou seqüencial. Acreditamos que estava enfatizando que ele era o pastor das ovelhas unificadas. Algumas pessoas semelhantes a ovelhas entram no aprisco para ir para o céu. Há também outras ovelhas que o aceitam como pastor; estas estão em união com as primeiras mencionadas. Com tal conceito, o termo “outras ovelhas” inclui homens de fé que morreram antes de Jesus inaugurar o caminho para o céu, tais como Noé, Abraão, Jó, Davi e João, o Batizador. (Mateus 11:11; Atos 2:29; Hebreus 10:19, 20) Quando estes forem ressuscitados no novo sistema de coisas, poderão aceitar o Pastor Excelente e ter a perspectiva de infindável vida terrestre junto com os demais das “outras ovelhas” de Jesus.
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