-
Dispa-se da velha personalidade se deseja viver para sempreA Sentinela — 1965 | 1.° de março
-
-
Dispa-se da velha personalidade se deseja viver para sempre
“Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade.” — Col. 3:9, 10.
1, 2. Que pontos interessantes podem ser tirados da ilustração das árvores produtivas e improdutivas?
UM VIAJANTE por uma estrada rural chegou ao que parecia ser uma fazenda abandonada. Seu dono era um camarada preguiçoso, que para nada servia e que desonrava a Deus. Os campos estavam tomados de mato e os pomares somente produziam frutas estragadas, que não eram boas de comer ou até mesmo de colher. “Que panorama triste e revoltante!”, murmurou o estranho. No entanto, logo ao fazer a curva na estrada, seu ânimo deprimido foi subitamente soerguido ao chegar a uma fazenda mui próspera, com campos férteis e exuberantes pomares. Observando que toda a árvore estava carregada do mais excelente dos frutos, o viajante surpreso exclamou: “Veja! Que beleza admirável e viva, parecida com a do Paraíso!”
2 Com o tempo, o vigoroso fazendeiro comprou o pomar negligenciado do seu vizinho e iniciou um programa de recuperação. Trabalhou arduamente, cortou os tocos de árvore, removeu todos os ramos parasitas, pôs fertilizante nos sistemas de raízes e cuidou e protegeu as árvores contra cancros e pestes. Em adição, este fazendeiro temente a Deus deu graças a seu Grandioso Criador quando as árvores começaram a produzir bom fruto. As pessoas em toda a parte ficaram tomadas de completa surpresa, ao se espalhar por toda a zona rural a fama desta espetacular transformação. Um pomar silvestre fora cultivado, por meio do trabalho árduo e do vigilante cuidado dum laborioso fazendeiro cujos esforços foram abençoados por Jeová! — 1 Cor. 3:6, 7.
3. Que mudança tem ocorrido que é muito mais maravilhosa que o cultivo dum pomar?
3 Bem, é possível que o leitor jamais tenha oportunidade de ver tal mudança radical num frutífero pomar literal. Mas, seja quem for, viva onde viver ou seja qual for o idioma que fale, precisa apenas olhar ao redor de si para observar algo muito mais maravilhoso que está acontecendo. Pois, em realidade, esta história dum pomar é apenas diminuta ilustração do que acontece agora em escala global em mais de 190 países e ilhas do mar, entre pessoas que falam mais de 160 diferentes idiomas. Centenas de milhares destas pessoas estão mudando realmente tanto o seu modo de pensar como a sua conduta. Transformam ou renovam as características de suas próprias personalidades, de modo que possam viver para sempre.
4. Em que sentidos surpreendem as testemunhas de Jeová a muitas pessoas?
4 Estas personalidades renovadas são conhecidas como testemunhas de Jeová. Sem dúvida, ao receber a sua visita, quando elas lhe batem à porta, o leitor reconhece que são completamente diferentes das outras pessoas em muitos sentidos, por exemplo, em sua perspectiva de vida, no modo de falarem e nas coisas que dizem, no modo de se comportarem, e assim por diante. Entretanto, a coisa verdadeiramente surpreendente é que em algum tempo, talvez mui recentemente, estas pessoas falavam e agiam da mesma maneira que as outras pessoas na sua comunidade. Então, ao se tornarem testemunhas de Jeová, criaram personalidades inteiramente novas. Isto é deveras surpreendente!
5, 6. Depois de observar as condições do mundo hodierno, a que conclusões chega?
5 Quão grande tem sido esta mudança em personalidade pode ser melhor entendido por se fazer uma comparação. Olhe a sua própria comunidade como um todo. O que vê? Que tipo de pessoas constituem a maioria, entre as quais tem de viver e trabalhar? É boa ou má a espécie de frutos que tais personalidades produzem? Se o leitor for alguém que mora numa cidadezinha ou num povoado com a sua igrejinha, onde os seus vizinhos não constituem ameaça direta à sua vida e propriedade, provavelmente observa que, amiúde, as pessoas são facciosas e intolerantes e muito hipócritas em seu modo de viver, especialmente para com os estranhos e pessoas de fora. Amiúde caluniam e falam coisas pelas costas e são vingativas para com os outros. Não são imunes à imoralidade social e sexual e à conduta desenfreada. A profanidade, o xingar e a linguagem obscena são parte de sua linguagem diária.
6 Ou, talvez viva em um dos grandes centros populacionais onde entra em íntimo contato com os frutos podres produzidos pela presente sociedade humana degenerada. O temor do próximo o compele a trancar suas portas seguramente, à noite. Os pais amiúde se preocupam com o perigo de seus filhos serem raptados. Não há muitas pessoas em que ousa confiar, especialmente no mundo comercial. Acordos que envolvam qualquer grau de risco são usualmente firmados em contratos legais, redigidos em fraseologia especial para torná-los obrigatórios, simplesmente porque não se pode confiar na palavra das pessoas. As manchetes e os comentários dos jornais, das rádios e televisões, as estatísticas do crime e da delinqüência, e os clamores gerais do público assustado, todos testificam quanto aos frutos maus e venenosos produzidos pela atual geração. Em todo nível social e governamental da sociedade, as pessoas do atual sistema de coisas são muito egoístas e gananciosas. Discutem e brigam, amiúde, como animais selvagens. Muitíssimas são mentirosas, extorsoras, ladras, e peritas em dividir subornos. Algumas pessoas são desesperados criminosos e foragidos da justiça. Muitas são assassinos sádicos, e pervertidos sexuais que ficam à espreita de vítimas inocentes e indefesas. Mais e mais pessoas, por sua própria escolha, são fornicadoras, adúlteras, masturbadoras e sodomitas. Algumas têm alcançado grande notoriedade em altos círculos sociais como prostitutas profissionais, amantes, “playboys” e proxenetas. Muitos, muitos milhares de pessoas são viciadas em entorpecentes e bêbedas habituais. Não é exagero dizer que, em sua maior parte, o mundo inteiro, falando-se quanto à moral, parece um matagal emaranhado de confusão, infestado de tipos animalescos que caçam as suas concriaturas.
POR QUE TAIS CONDIÇÕES INÍQUAS?
7. Como tem sido a hereditariedade uma das principais influências sobre as características da personalidade?
7 A pessoa refletida pesquisa além da evidência que surge à primeira vista, que aparece na superfície, e procura conhecer a causa destas condições atrozes, bem como o remédio, se houver algum. Tal pesquisa revela que as características da personalidade ruim, como as descritas acima, são adquiridas, em parte, tanto por meio da hereditariedade como do ambiente. Os pais legam aos filhos a marca de cerca de 6.000 anos de pecado e morte. “Por intermédio de um só homem [Adão], entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado.” “Pela desobediência de um só homem muitos foram constituídos pecadores.” (Rom. 5:12, 19) Por isso, Davi confessou, embora fosse ‘homem agradável ao coração de Jeová’:“Em pecado me concebeu minha mãe.” (Atos 13:22; Sal. 51:5, ALA) Da prole do pecador Adão “não há um justo, nem sequer um só”. “Quem fará sair o puro do impuro?”, perguntou Jó. — Rom. 3:10; Jó 14:4, CBC.
8. Que efeito tem o ambiente sobre as personalidades?
8 O clima e o ambiente em que as sementes são obrigadas a crescer têm muito que ver com o seu desenvolvimento e frutificação. Isto não é menos verdadeiro com a prole da humanidade. Desde a infância, os filhos são cercados do ambiente depravado deste mundo corrupto. Talvez seja muito boa a atmosfera criada no lar pelos pais, o que, por certo, é mui raro em nossos dias, todavia, a associação fora do ninho paternal é impiedosa e cruel, na maior parte. O filho que procede dum bom lar brinca e se associa tão amiúde com crianças menos afortunadas. A escolarização pública dos jovens, quer dentro quer fora da cristandade, está sob a influência dum iníquo sistema de coisas, dominado por Satanás, o Diabo, e seus demônios. — João 12:31; 2 Cor. 4:4; Efé. 2:2.
9. Por que pioram as condições, especialmente desde 1914?
9 Não se esqueça de que, desde 1914 e o começo da Primeira Guerra Mundial, vivemos em época de grande calamidade e ais. A Bíblia predisse o que aconteceria depois daquele ano, dizendo: “Assim foi lançado [do céu] para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele. [Destarte] . . . Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” — Rev. 12:9, 12.
10. Quão precisamente descreveu Paulo as personalidades das pessoas que vivem hoje em dia?
10 Vivemos agora neste “curto período de tempo”, os “últimos dias” deste sistema de coisas dominado pelo Diabo, a respeito do qual o apóstolo Paulo avisou, sob inspiração divina: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar.” Ao dizer quão crítica e difícil de enfrentar seria esta época, Paulo descreve a seguir as personalidades hediondas que andariam pela terra nestes últimos dias. A sua descrição é tão precisa e fiel aos fatos que poderíamos imaginar que estamos lendo um comentário em nosso jornal, ao invés da carta de Paulo a Timóteo, já de dezenove séculos passados. “Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder.” — 2 Tim. 3:1-5.
BASE SÓLIDA PARA ESPERANÇA
11, 12. Apesar das condições mundiais, por que não é desesperadora a nossa situação?
11 Apesar deste mau começo, que cada um de nós teve pela hereditariedade, bem como a influência degradante que temos sofrido pela nossa associação de ambiente com o mundo sob o controle de demônios enraivecidos, todavia, a situação não é completamente desesperadora. A esperança reconfortante se baseia no testemunho fidedigno que Jesus deu ao governante judeu, Nicodemos, quando declarou: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.
12 Que mundo amou Deus? Ora, o mundo da humanidade decaída e pecadora, prole do pecador rebelde, Adão. “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar pecadores”, não as pessoas sem pecado, escreveu o apóstolo Paulo a Timóteo. No mesmo sentido, escreveu também aos romanos, dizendo: ‘Cristo morreu por nós enquanto éramos ainda pecadores.’ Portanto, o grandioso privilégio de entrar na gloriosa nova ordem de perfeição e de justiça, de Jeová, e de ter a vida eterna sob esse maravilhoso arranjo de coisas, se estende, não a uma raça de pessoas sem pecados, mas só às criaturas humanas que nascem em pecado e são escoladas debaixo de um sistema de iniqüidade demoníaca. — 1 Tim. 1:15; Rom. 5:8.
13. Será que isto significa que a nova ordem de Deus será povoada de personalidades ruins?
13 Significa isto que Jeová permitirá que o Paraíso restaurado seja povoado de personalidades detestáveis que agora infestam a terral Certamente que não! Várias mudanças, por certo, várias mudanças muito drásticas nas personalidades dos que se habilitam para a vida no reino sem pecado de retidão, de Deus, são absolutamente necessárias.
14, 15. (a) Que associação teve Jesus com os pecadores, e com que resultados? (b) O que aprendemos disto?
14 Em Cafarnaum, durante o grande ministério galileu de Jesus, dissiparam-se todas as dúvidas sobre este ponto. Jesus, diz o relato histórico, “observou um cobrador de impostos, de nome Levi [também chamado Mateus], sentado na coletoria”. Ora, até naquele tempo os coletores de impostos tinham má reputação de extorsores. Entretanto, “[Jesus] disse-lhe: ‘Sê meu seguidor.’ E este, deixando tudo, levantou-se e seguiu-o. Levi ofereceu-lhe também uma grande festa de recepção na sua casa; e havia ali uma grande multidão de cobradores de impostos e de outros, recostados com eles, na refeição. Em vista disso, os fariseus e seus escribas começaram a murmurar aos discípulos dele, dizendo: ‘Por que é que comeis e bebeis com os cobradores de impostos e os pecadores?’ Em resposta, Jesus disse-lhes: ‘Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os que estão adoentados. Eu não vim chamar os que são justos, mas sim pecadores ao arrependimento.’” Em outra ocasião, desta vez na cidade de Jerusalém, poucos dias antes de ser morto, Jesus novamente destacou esta verdade, quando confrontado pelos líderes religiosos hipócritas, mais-santos-do-que-tu, dos seus dias. “Deveras, eu vos digo que os cobradores de impostos e as meretrizes [desprezados e pecadores] entrarão na frente de vós no reino de Deus.” — Luc. 5:27-32; Mat. 21:31.
15 Aprendemos diversas coisas importantes desta palestra. Pecadores foram convidados a serem seguidores das pisadas de Jesus, e, no caso de Mateus, ele também foi chamado para ser um dos doze apóstolos. Tais pecadores, outrossim, não são chamados para continuarem em seu antigo proceder de anarquia e pecado, mas, ao invés disso, são chamados ao arrependimento. Os extorsores e as prostitutas viverão para sempre na nova ordem de Deus, não simplesmente por serem bastante humildes para admitirem sua culpa como pecadores, mas, o que é mais importante, por estarem dispostos e satisfeitos de mudarem seu antigo modo de pensar e seu antigo modo de vida, sim, de transformarem suas inteiras personalidades anteriores.
16. O que, então, se exige de todos que esperam viver para sempre?
16 A renovação de nossas personalidades, portanto, é requisito divino para todos os que hão de viver para sempre na nova ordem de Deus. Entretanto, isto não significa que é requisito que será imposto pela primeira vez depois de Jeová destruir a Satanás e à sua influência iníqua sobre a sociedade humana. Ao invés, é requisito que todos os que esperam sobreviver ao Armagedom precisam cumprir agora, deste lado da Batalha, agora, “antes que venha sobre vós a ira ardente de Jeová”. — Sof. 2:2.
NÃO É REQUISITO RECENTE
17. Será o despir-se da velha personalidade um requisito um tanto recente? Como sabe disso?
17 Este requisito da nova ordem, a adquisição duma personalidade completamente nova, é algo que não é exigido apenas dos cristãos do século vinte que encaram a iminência do Armagedom. Os seguidores de Cristo do primeiro século tinham de trabalhar com igual diligência para renovar e transformar seu modo de vida. Note o que o apóstolo Paulo escreveu em 55 E. C. aos da congregação de Corinto. “O quê! Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, bem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus. E, no entanto, isso é que fostes alguns de vós.” — 1 Cor. 6:9-11.
18. Neste respeito, o que também escreveu Paulo aos colossenses?
18 Para outra congregação, “aos santos e irmãos fiéis em união com Cristo, em Colossos”, o apóstolo Paulo escreveu em 60-61 E. C.: “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça, que é idolatria. Por causa destas coisas vem o furor de Deus. Nestas mesmas coisas vós também andastes outrora, quando costumáveis viver nelas. Mas, agora, realmente, afastai de vós a todas elas, o furor, a ira, a maldade, a linguagem ultrajante e a conversa obscena da vossa boca. Não estejais mentindo uns aos outros.” — Col. 1:2; 3:5-9.
19. Será que Paulo se considerou isento de cumprir este requisito divino?
19 Paulo, o apóstolo do Senhor Cristo Jesus, não era exceção, pois incluiu a si mesmo com os demais cristãos primitivos, quando escreveu: “Pois até mesmo nós éramos outrora insensatos, desobedientes, desencaminhados, escravos de vários desejos e prazeres, procedendo em maldade e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.” Em outra carta, este apóstolo de Cristo de novo se inclui, dizendo: “É a vós que Deus vivificou, embora estivésseis mortos nas vossas falhas e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o sistema de coisas deste mundo, segundo o governante da autoridade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Sim, todos nós nos comportávamos outrora entre eles em harmonia com os desejos de nossa carne, fazendo as coisas da vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos do furor, assim como os demais.” — Tito 3:3; Efé. 2:1-3.
20. O que escreveu Pedro a respeito disso?
20 O apóstolo Pedro também contou como os verdadeiros cristãos do primeiro século transformaram ou renovaram suas personalidades, dizendo: “Porque já basta o tempo decorrido para terdes feito a vontade das nações, quando procedestes em ações de conduta desenfreada, em concupiscências, em excessos com vinho, em festanças, em competições no beber e em idolatrias ilegais, Visto que não continuais a correr com eles neste proceder para o mesmo antro vil de devassidão, ficam intrigados e falam de vós de modo ultrajante.” — 1 Ped. 4:3, 4.
21. É assunto opcional para os cristãos da atualidade o despir-se da velha personalidade com seus costumes?
21 Se os cristãos do primeiro século, a quem estas palavras foram inicialmente dirigidas, tiveram de fazer tais mudanças drásticas em suas personalidades, a fim de entreterem a esperança de vida eterna, então, com maior força de argumento, temos de fazer a mesma coisa, nós que vivemos neste século vinte, violento e corrupto, no próprio limiar da nova ordem há muito esperada. A lei de Jeová demanda de nós a mesma coisa que dos efésios e colossenses, aos quais se disse: ‘Ponde de lado a velha personalidade que se conforma com vosso procedimento anterior e . . . vos deveis revestir da nova personalidade.’ “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade.” — Efé. 4:22-24; Col. 3:9,10.
DISPA-SE DAQUELA PERSONALIDADE BABILÔNICA AGORA MESMO
22. Que evidência prova que é possível as pessoas se despirem de suas velhas personalidades?
22 A grande maioria das pessoas, atualmente, que demonstram em público os frutos podres de suas personalidades perversas parecem bem contentes de continuarem a praticar as obras de seu senhor e amo, o Diabo. (João 8:44) As cristãs testemunhas de Jeová, por conseguinte, destacam-se em contraste com tais pessoas, pois elas alegremente se colocam sob a propriedade e cultivo de Jeová e Cristo Jesus. O total sempre crescente destas Testemunhas já alcança mais de um milhão e cresce numa proporção fenomenal, em toda a terra. Durante o ano fiscal de 1963, mais de 62.000 foram batizadas, em símbolo de sua dedicação à vontade do seu dono, Jeová.
23. (a) De onde procede o total cada vez maior de testemunhas de Jeová? (b) Como eram as suas anteriores personalidades?
23 De onde vêm estas Testemunhas? Principalmente, dos sistemas religiosos organizados deste mundo, de outra forma identificados coletivamente nas Escrituras como “Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra”. Tais pessoas que se tornam testemunhas de Jeová, respondem prontamente à convocação divina, “Saí dela, povo meu”, e ao assim fazerem, abandonam sua velha personalidade que se conformava a seu anterior proceder, enquanto estavam sob a tutela daquele sistema iníquo. Se todas as anteriores idéias, dizeres e feitos babilônicos destas pessoas fossem escritos em um livro aberto, para que todos o lessem, contaria por certo uma história chocante. Revelaria que anteriormente algumas haviam sido pessoas caluniadoras, invejosas, briguentas, gananciosas e odiosos tagarelas. Mais chocante ainda, revelaria que anteriormente algumas tinham as personalidades de mentirosos, ladrões, assassinos, sodomitas, fornicários, prostitutas, viciados em entorpecentes e beberrões. Árvores silvestres indomáveis eram, cujos frutos eram uma desgraça para Deus e para o homem! — Rev. 17:5; 18:4.
24. Tendo-se despido de suas personalidades babilônicas, que quadro apresentam agora as testemunhas de Jeová diante do mundo da humanidade?
24 Mas, veja agora a reputação que estas mesmas pessoas gozam, desde que se associaram com as testemunhas de Jeová. Em toda a parte da cristandade, no paganismo e nos países comunistas, as testemunhas de Jeová são tidas como pessoas retas, limpas e honestas, um povo de verdade e de integridade, santos homens, mulheres e crianças de fé, fidelidade e coragem. Certamente as pessoas que produzem fruto delicioso e nobre como este são quais oásis no deserto vazio da sociedade humana. Em verdade, somente “grandes árvores de justiça, a plantação de Jeová”, poderiam dar tais frutos preciosos e vitalizadores como são estes! — Isa. 61:3.
25. Que convite é feito a todos aqui, com urgência?
25 Seja lá quem for, se o leitor anseia e clama por causa das coisas horríveis que vê serem feitas na terra, se deseja viver para sempre, também pode sair de Babilônia, a Grande, e fugir para a liberdade e a vida na nova ordem de Jeová! O leitor também pode despir-se da velha personalidade babilônica, junto com seus costumes mortíferos. Mas, corra! Há pouco tempo que ainda resta, antes de o juízo de Deus destruir esta monstruosa “mãe das meretrizes”, junto com todos os que permanecerem nela. — Rev. 17:1, 2, 15, 16.
26. Que perguntas são suscitadas, e onde serão obtidas respostas satisfatórias?
26 Mas, como, talvez pergunte o leitor, podem tais mudanças colossais ser feitas na inteira personalidade duma pessoa? Como pode ser feita a mudança nesta época crucial, quando a pressão é tamanha para obrigar a todos a se ajustar ao modo de pensar e de agir do mundo? Como tem sido feito isto, no caso das centenas de milhares de testemunhas de Jeová, de todas as nacionalidades? Todos os que desejarem viver para sempre acharão as respostas bíblicas destas importantes perguntas apresentadas no artigo seguinte.
-
-
Deixe que os frutos do espírito transformem a sua personalidadeA Sentinela — 1965 | 1.° de março
-
-
Deixe que os frutos do espírito transformem a sua personalidade
“Produzi, pois, fruto próprio do arrependimento. Toda árvore, pois, que não produzir fruto excelente, há de ser cortada e lançada no fogo.” — Mat. 3:8, 10.
1. Em seu sermão do Monte, como foi que Jesus disse que podemos notar a diferença entre as árvores boas e as ruins?
“PELOS seus frutos os reconhecereis.” Esta verdade proverbial é amiúde citada, mas nem todos que a repetem sabem que a citam do famoso Sermão do Monte de Jesus. Naquele Sermão, por meio da ilustração, o Grande Instrutor dissertou sobre este princípio de verdade, dizendo: “Será que se colhem uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos? Do mesmo modo, toda árvore boa produz fruto excelente, mas toda árvore podre produz fruto imprestável; a árvore boa não pode dar fruto imprestável, nem pode a árvore podre produzir fruto excelente. Toda árvore que não produz fruto excelente é cortada e lançada no fogo. Realmente, pois, pelos seus frutos reconhecereis estes homens.” “O homem bom, do bom tesouro do seu coração, traz para fora o bom, mas o homem iníquo, do seu tesouro iníquo, traz para fora o que é iníquo; pois é da abundância do coração que a sua boca fala.” — Mat. 7:16-20; Luc. 6:45.
2. Que espécie de fruto disse Paulo que identificava as pessoas que irão para a destruição eterna?
2 Em sua carta, aos gálatas, Paulo também disse que a raça ruim podia facilmente ser reconhecida pelo fruto imprestável que produz. Portanto, se o leitor vir uma pessoa praticando fornicação ou impureza ou se empenhando em conduta desenfreada, se vir uma pessoa idólatra ou alguém que pratica o espiritismo, se vir uma pessoa demonstrando ódio, contenda ou ciúmes, ou alguém dando vazão a acessos de ira, se vir alguém atiçando contendas, divisões, seitas ou invejas, se vir alguém entregando-se à bebedeira ou às orgias licenciosas, ou se vir alguém praticando coisas como estas, então saiba que está contemplando uma árvore podre que está, prestes a ser cortada e lançada no fogo da destruição eterna. “Quanto a tais coisas”, continua Paulo, “aviso-vos de antemão, do mesmo modo como já vos avisei de antemão, de que os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus”. — Gál. 5:19-21.
3. Mediante tais textos, a que conclusões chegamos?
3 Estas conclusões, portanto, são inescapáveis: as árvores podres têm de primeiro se tornar árvores boas antes de poderem produzir bom fruto; o coração do homem tem de primeiro se tornar bom, antes que sua boca possa falar coisas boas; os incorrigíveis que resistirem e ressentirem mudar serão sumariamente queimados, aniquilados. Ademais, se tais mudanças na personalidade e no proceder da pessoa não fossem possíveis, então, o aviso de Paulo aos gálatas não teria significado, seria sem propósito.
4. Como são possíveis, hoje em dia, mudanças drásticas na personalidade?
4 Como é possível, contudo, alterar e mudar a formação mental, os hábitos de vida, o modo de a pessoa falar e agir para com os demais, ao ponto que a pessoa tenha personalidade completamente nova? Bem, como foram possíveis tais drásticas mudanças no caso dos cristãos coríntios, que anteriormente eram fornicários, adúlteros, ladrões, beberrões, vituperadores, extorsores, e assim por diante? As inspiradas Escrituras respondem: “Mas vós fostes lavados, mas vós fostes santificados, mas vós fostes declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus.” Portanto, com esta mesma agência divina, a força ativa de Jeová, o espírito santo do nosso Deus, as mesmas mudanças nos verdadeiros seguidores de nosso Senhor Jesus Cristo podem ser realizadas atualmente. — 1 Cor. 6:11.
5. (a) Descrevam os “frutos do espírito”. (b) Quem os pode demonstrar?
5 Assegurando-nos ainda mais de que é a força ativa de Jeová ou seu espírito santo que produz o excelente fruto demonstrado pelos verdadeiros cristãos, Gálatas 5:22-25 declara: “Os frutos do espírito são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio. . . . Além disso, os que pertencem a Cristo Jesus penduraram na estaca a carne com as suas paixões e desejos. Se estamos vivendo por espírito, continuemos também a andar ordeiramente por espírito.” Enquanto a pessoa tiver o “espírito do mundo”, jamais poderá esperar produzir frutos desta espécie, pois somente os que recebem “o espírito que é de Deus” podem produzi-los. — 1 Cor. 2:12.
A BELEZA DA NOVA PERSONALIDADE
6. De que modos se refletirá a nova personalidade na maneira de falar da pessoa?
6 O poderoso espírito de Jeová pode certamente dar à pessoa uma personalidade inteiramente nova. Por exemplo, se o leitor for longânime, de temperamento brando e exercer o domínio próprio, certamente a sua linguagem e modo de falar terão de melhorar. Se controlar a língua, serão evitadas as observações vilipendiadoras, odiosas e cortantes. Terá resposta branda a dar aos que se lhe opõem e vituperam. (1 Ped. 3:15) A linguagem suja, os gracejos obscenos, o falatório tolo e as palavras pervertidas não lhe passarão pelos lábios, se estiver sendo orientado pelo espírito de Jeová, pois amará a sua santa Palavra, a Bíblia, e os preceitos divinos que ela contém. Tal Palavra ordena: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra pervertida . . . nem conversa tola, nem piadas obscenas.” “Agora, realmente, afastai de vós a todas elas, . . . a linguagem ultrajante e a conversa obscena da vossa boca.” — Efé. 4:29; 5:4; Col. 3:8; Tia. 3:8-12; Pro. 15:1.
7. (a) De que outros modos pode o espírito de Jeová modificar a personalidade duma pessoa? (b) Por exercer o domínio próprio, que ‘desejos nocivos’ podem ser evitados, resultando na salvação da vida da pessoa?
7 Por deixar que o poder do espírito de Jeová renove a sua personalidade, o leitor poderá exercer a autodisciplina e o domínio próprio neste mundo imoral, louco pelo sexo, que busca emoções. Poderá ‘amortecer . . . os membros do seu corpo . . . com respeito a fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo’. Tais ‘desejos nocivos’ abrangem as coisas que formam hábitos prejudiciais como o vício de narcóticos e a escravidão ao fumo. O mesmo se dá quando se trata de seus hábitos pessoais de comer e de beber. A moderação e o domínio próprio o impedirão de se tornar glutão ou beberrão. A moderna sociedade sofisticada talvez não veja com bons olhos a insinuação de que está infestada de beberrões, preferindo chamar a tais viciados pelo nome mais fantasioso de “alcoólatras”. Mas, não importa que nome lhes seja dado, a Bíblia declara que a menos que eles transformem suas personalidades por exercerem domínio próprio, jamais viverão na nova ordem de justiça de Deus, limpa e sóbria. — Col. 3:5; 1 Cor. 6:10; Pro. 23:20, 21.
8. Como pode a pessoa demonstrar o fruto do espírito de Deus em seu lar, e com que resultados?
8 Especialmente ao associar-se com outras pessoas, deve irradiar a nova personalidade que apenas o espírito de Jeová é capaz de criar. Comece a fazer isso no lar, entre os parentes consangüíneos, quer eles estejam ou não na Verdade, ao tratar dos muitos problemas econômicos e das dificuldades sociais dos tempos. Se exercer domínio próprio, se mostrar brandura, se provar que tem fé, se manifestar bondade e benignidade, se for longânime, se abençoar o lar com paz e alegria e, acima de tudo, se mostrar amor para com todos, ora, até mesmo, como diz o apóstolo Pedro, os maridos descrentes que têm o espírito do mundo talvez “sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito”. — 1 Ped. 3:1, 2.
9. (a) Além de em casa, onde mais pode a pessoa refletir a personalidade semelhante à de Cristo? (b) Que desculpa, então, terão os oponentes para falar mal da sua pessoa?
9 Não pode haver nenhuma pretensão hipócrita neste respeito. Esta nova personalidade não deve ser verniz superficial para amostra exterior, nem é bonito véu com que a pessoa se cobre e que tira, conforme a ocasião. Ao invés, se tiver o espírito de Deus, antes que o espírito do mundo, então, esta nova personalidade tem de ser parte inseparável de sua própria pessoa. Em todas as ocasiões, quer esteja em sua congregação local ou numa viagem ao redor do mundo, quer dentro ou fora de casa, onde quer que vá, esta bela personalidade semelhante à de Cristo tem também de ir. Quando visitar seus vizinhos e amigos no trabalho de casa em casa, quando for cuidar dos negócios, quando for para a escola, seja lá para onde for, tem de demonstrar esta mesma nova personalidade para que todos a vejam. Os seus amigos e vizinhos, seus colegas de serviço, seus professores e colegas de escola, serão compelidos a ver como o poder do espírito de Jeová pode criar em Suas testemunhas personalidades inteiramente novas. Que falem mal da sua pessoa por causa de não perder o controle de si, porque não mente, nem rouba nem tapeia os outros, porque não comete fornicação ou adultério, porque não é escravo dos narcóticos que viciam, inclusive o fumo, porque não se embebeda, ‘visto que não continua a correr com eles neste proceder para o mesmo antro vil de devassidão’. — 1 Ped. 4:3, 4.
10. Que características da personalidade identificam os da congregação cristã?
10 Outro lugar onde será observada a sua amorosa “nova personalidade”, e especialmente admirada e apreciada, é em relação com a congregação do povo de Jeová. Quer essa congregação seja pequena, compondo-se de um punhado de pessoas, quer seja grande assembléia internacional das testemunhas de Jeová, tem de ‘andar dignamente da chamada com que foi chamado, com completa humildade mental e brandura, com longanimidade, suportando aos outros em amor, diligenciando observar a unidade do espírito [que é de Deus] no vínculo unificador da paz’. (Efé. 4:1-3) Colossenses 3:12-14 também é dirigido ao leitor que está associado com a congregação de Jeová, quando diz: “Como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos das ternas afeições de compaixão, benignidade, humildade mental, brandura e longanimidade. Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas as coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo fie união.”
A SUA PRÓPRIA RESPONSABILIDADE
11. (a) De quem é a responsabilidade para uma nova personalidade, da criatura ou do Criador? Expliquem. (b) Como foi que Jesus destacou este ponto?
11 Qual é a sua responsabilidade ou obrigação pessoal neste assunto de transformar a sua personalidade? Quando faz a dedicação de sua vida para fazer a vontade de Deus, será que fica inteiramente ao critério de Jeová a sua adquisição de uma nova personalidade? Quando sai da água batismal, em símbolo de tal dedicação a Deus, será que automática e imediatamente sai adornado com uma limpa e nova personalidade? Não, a mudança não se processa deste modo ou com tal rapidez. Primeiro de tudo, Jeová faz a parte dele; não há dúvida quanto a isto. Ele provê sua força ativa ou espírito santo que torna possível a grande mudança. Outrossim, Jeová torna esta provisão disponível apenas para os que a desejam, para os que a buscam, para os que pedem ou suplicam a Ele que lhes dê tal espírito. Jesus destacou este princípio divino quando disse, em seu Sermão do Monte: “Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á. Pois, todo o que pede, recebe, e todo o que busca, acha, e a todo o que bater, abrir-se-á.” Para os que pedem, primeiro, Jeová pode “fazer mais do que superabundantemente além de todas as coisas que peçamos ou concebamos”. — Mat. 7:7, 8; Efé. 3:20.
12. Ao aceitar a responsabilidade pessoal de despir-se da velha personalidade, como se pode evitar a autoconfiança?
12 Por conseguinte, é sua responsabilidade primeiro pedir a Jeová que lhe dê Seu espírito santo, bem como provar-se digno de recebê-lo por dedicar a vida a fazer a Sua vontade. Daí, ao receber tal ajuda e poder divinos, é sua obrigação deixar que os frutos desse espírito transformem a sua personalidade. É sua responsabilidade despir-se da velha personalidade, junto com seus costumes. Isto não é coisa fácil de fazer. É tremendo empreendimento, e cada um, individualmente, tem de fazer tremendo esforço. No entanto, com todo o seu esforço pessoal, sem a força ativa ou espírito de Jeová, isso jamais poderá ser conseguido, pois nenhuma criatura humana que seja descendente do pecador voluntário, Adão, tem o poder e a força em si mesma. Jamais se esqueça disso. Jamais se torne autoconfiante ou autodependente. Ao invés, continue pedindo o espírito de Jeová, continue a buscar a ajuda de Jeová neste sentido.
13. Como tentam algumas pessoas desculpar-se da responsabilidade pessoal na questão de transformarem as suas personalidades?
13 Já ouviu alguém tentar desculpar-se desta responsabilidade pessoal, por dizer: “Eu sou assim mesmo. Não posso mudar”? Esta é a muleta fraca em que amiúde se ampara o beberrão ou o alcoólatra e os viciados no fumo e em narcóticos. Ninguém duvida da veracidade da primeira declaração: “Eu sou assim mesmo.” Mas, quando acrescentam, “Não posso mudar”, querem dizer realmente “Não quero mudar.” Este é o mesmo espírito, a mesma atitude mental que Caim tinha. Ao invés de atender ao aviso de Jeová de “voltar a fazer o bem”, Caim obstinadamente se apegou à falsa premissa: “Não posso voltar atrás; não posso mudar” e assim, de cabeça em riste, este homem do tipo ‘não posso voltar atrás’ mergulhou no proceder de violência e de desobediência, para a sua destruição eterna. — Gên. 4:6-8; Judas 11.
14. Será que as chamadas “duplas personalidades” estão livres para entregar-se periòdicamente à conduta desenfreada?
14 Daí, há os que gostariam de enganar a si mesmos e a outros para que cressem que têm o que gostam de chamar de incontrolável “dupla personalidade”. Isto, acham eles, os desculpa de responsabilidade pessoal e lhes dá licença a darem vazão a ira a mínima provocação, ou a se entregarem a um lance periódico de conduta desenfreada. Mas, ora essa, quão errados estão! Não se aceita nenhum “Médico e Monstro” na sociedade teocrática das testemunhas cristãs de Jeová, pois estas chamadas “duplas personalidades” não são agradáveis a Deus. Jesus declarou: “Quem não está do meu lado é contra mim.” Também está escrito: “Não podeis estar bebendo o copo de Jeová e o copo de demônios; não podeis estar participando da ‘mesa de Jeová’ e da mesa dos demônios.” Não pode ter o espírito do mundo e, ao mesmo tempo, ter o espírito de Deus. Só o tolo pensa que pode permanecer limpo e, ainda assim, periòdicamente, voltar ao seu vômito e a rolar-se na lama. — Mat. 12:30; 1 Cor. 10:21; 2 Ped. 2:22; Pro. 26:11.
15. Quais filhos da luz, como devem proceder as personalidades cristãs?
15 O dia e a noite não podem ser divididos e misturados para satisfazer os caprichos de todos. Portanto, se já saímos das trevas para a Sua maravilhosa luz, então, como filhos da luz, não podemos comportar-nos quais filhos das trevas. Este é o argumento de Paulo aos romanos. “A noite está bem avançada; o dia já se tem aproximado. Portanto, ponhamos de lado as obras pertencentes à escuridão e revistamo-nos das armas da luz. Andemos decentemente, como em pleno dia, não em festanças e em bebedeiras, nem em relações ilícitas e em conduta desenfreada, nem em rixa e ciúme. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não estejais planejando antecipadamente os desejos da carne.” — Rom. 13:12-14; 1 Ped. 2:9.
CRESCIMENTO EM DIREÇÃO À MADUREZA E PERFEIÇÃO
16. Será que devemos supor que obter uma nova personalidade é algo que ocorra rápida e totalmente?
16 Alguém poderá concluir da linguagem enfática empregada pelo apóstolo Paulo, em Colossenses 3:9, que o despir-se da velha personalidade e substituí-la pela nova personalidade é algo que ocorra rápida e totalmente. Tal conclusão, contudo, não se harmoniza com as Escrituras, nem com os fatos. O crescimento à madureza, partindo da plantação na primavera até os frutos da colheita, ilustra o ponto. O processo é gradual e requer grande quantidade de esforço e de trabalho árduo da parte do agricultor. Pedro avaliava este princípio do crescimento e desenvolvimento graduais quando escreveu: “Supri à vossa fé, a virtude, à virtude, o conhecimento, ao conhecimento, o autodomínio, ao autodomínio, a perseverança, à perseverança, a devoção piedosa, à devoção piedosa, a afeição fraternal, à afeição fraternal, o amor.” Acrescenta Paulo: “Ao ponto que fizemos progresso, prossigamos andando ordeiramente nesta mesma rotina.” — 2 Ped. 1:5-7; Fil. 3:16.
17. Como mostram João e Tiago que é necessário o constante esforço no sentido do aprimoramento da personalidade da pessoa?
17 Portanto, a mudança dos traços de personalidade leva tempo e é algo que jamais termina na humanidade imperfeita. A perfeição da personalidade jamais será obtida deste lado da nova ordem de justiça de Jeová. Por isso, há mister de esforço constante para aprimoramento. Os escritores inspirados, João e Tiago, declaram isto da seguinte forma “Se fizermos a declaração: ‘Não temos pecado’, estamos desencaminhando a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a injustiça. Se fizermos a declaração: ‘Não temos pecado’, fazemo-lo mentiroso e a sua palavra não está em nós.” “Todos nós tropeçamos muitas vezes. Se alguém não tropeçar em palavra, este é homem perfeito, capaz de refrear também todo o corpo.” — 1 João 1:8-10; Tia. 3:2.
18, 19. Em que contenda, que jamais finda, estão empenhados os cristãos, conforme demonstrado no caso de Paulo?
18 Nem mesmo o apóstolo Paulo, enquanto estava na carne decaída, alcançou a perfeição em sua personalidade. De outra forma, não teria dito: “Acho assim a seguinte lei no meu caso: que, quando quero fazer o que é direito, está presente em mim aquilo que é mau. Eu realmente me deleito na lei de Deus segundo o homem que sou no íntimo, mas observo em meus membros outra lei guerreando contra a lei da minha mente e levando-me cativo à lei do pecado que está nos meus membros.” Portanto, até o dia de sua morte, este grande guerreiro cristão admitiu que era necessário travar árdua luta. “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” — Rom. 7: 21-23; 1 Cor. 9:27.
19 Como no caso do apóstolo Paulo, assim se dá conosco, se não castigarmos as tendências pecaminosas do corpo carnal decaído e o conduzirmos como escravo aos ditames da nova personalidade, se deixarmos de manifestar os frutos do espírito de Jeová, nós também seremos desaprovados por Jeová, e isso seria muito trágico.
20, 21. Segundo o aviso de Jesus, quais serão as conseqüências se deixarmos de permitir que os frutos do espírito transformem as nossas personalidades?
20 Compreende o que significa isso, ser desaprovado por Jeová? Pouco antes de Jesus ser preso, naquela última noite, ele avisou a seus discípulos das terríveis conseqüências que adviriam sobre seus seguidores ungidos se fossem desaprovados por causa de não produzirem os frutos do espírito de Jeová. “Eu sou a verdadeira videira”, disse Jesus, “e meu Pai é o lavrador. Todo ramo em mim que não dá fruto, ele tira, e todo o que dá fruto, êle limpa, para que dê mais fruto. . . . Assim como o ramo não pode dar fruto de si mesmo, a menos que permaneça na videira, do mesmo modo tampouco vós podeis, a menos que permaneçais em união comigo. . . . Se alguém não permanece em união comigo, ele é lançado fora como ramo e seca-se; e homens ajuntam estes ramos e os jogam no fogo, e eles se queimam”. — João 15:1-6.
21 Jeová é produtivo viticultor, e ele cuidará de que todos em sua exuberante organização teocrática produzam e manifestem os agradáveis frutos do Seu espírito. Não se engane quanto a isto, se deixar de produzir os frutos da personalidade cristã, não haverá lugar para o leitor na sociedade teocrática das testemunhas cristãs de Jeová! Todos os parasitas infrutíferos, silvestres e anarquistas em sua organização cultivada são ràpidamente cortados, lançados fora, secados e eventualmente são lançados no fogo da eterna destruição! “Coisa terrível é cair nas mãos do Deus vivente.” — Heb. 10:31.
22. Por que não devemos depreciar a disciplina de nosso amoroso Pai, Jeová?
22 Quão melhor, então, é ser corrigido pelo nosso Pai celeste, como pelo Grande Cultivador que purifica o seu povo por meio de sua Palavra e dos seus tratos, de modo que continuemos em Sua fértil organização e produzamos mais dos frutos do espírito, em união com Cristo Jesus, nosso Senhor. É verdade, como Paulo escreveu aos hebreus, que tal disciplina corretiva e a purificação de nossas personalidades é dolorosa, “no entanto, depois dá fruto pacífico, a saber, a justiça, aos que têm sido treinados por ela”. Portanto, não “deprecies a disciplina da parte de Jeová, nem desfaleças quando és corrigido por ele; pois Jeová disciplina aquele a quem ama”. — Heb. 12:5-11.
COMECEM A ENUMERAR AS SUAS BÊNÇÃOS
23. Junto com o povo de Jeová, quais são algumas das grandiosas bênçãos que poderão agora usufruir em grande medida?
23 Deixarem que os frutos do espírito transformem a sua personalidade, deste lado do Armagedom, lhes trará muitas bênçãos do Reino, até mesmo no meio das presentes condições sórdidas do mundo. Poderão, também, enumerar suas bênçãos e privilégios, junto com as testemunhas de Jeová. Terão liberdade das privações, pois gozarão continuamente dum banquete de rico alimento espiritual. O seu cálice transbordará de alegria e felicidade. Jamais precisam os justos, que buscam em primeiro lugar o Reino, mendigar seu pão. (Mat. 4:4; 6:31-33; Isa. 25:6; Sal. 37:25) Terão liberdade do temor do homem, pois sabemos que Jeová pode livrar os justos e lhes conceder a vitória, mesmo quando seus inimigos os torturarem até a morte. (Sal. 118:6; Luc. 12:4; 1 João 4:18) Terão liberdade da escravidão a Satanás e à sua organização demoníaca, pois a Verdade os libertará para se tornarem os escravos felizes e voluntários de Jeová e Cristo Jesus. (João 8:32; Rom. 6:6, 16; 1 Cor. 7:23; Gál. 1:10; Col. 3:23, 24; 1 Ped. 2:16) Terão a liberdade de adorar e de se reunir com Cristo Jesus em seu próprio meio, quer abertamente aos milhares, em grandes assembléias das testemunhas de Jeová, quer secretamente, atrás das cortinas de ferro e de bambu. (Mat. 18:20) Terão a liberdade e o privilégio, mediante a oração, de falarem diretamente com seu Pai, Jeová, suplicando-lhe o seu espírito, a sua orientação, a sua força e a sua proteção. (Mat. 6:6; João 14:13, 14) Terão a liberdade e a honra de levarem o nome que inspira temor, de JEOVÁ, ao servirem quais dedicados agentes de publicidade e testemunhas suas, proclamando as boas novas eternas a todas as nações.
24. Qual é a finalidade todo-importante cumprida por darmos mais dos frutos do espírito?
24 Acima de tudo, jamais despercebam a maior de todas as bênçãos e privilégios que qualquer criatura possa ter, a saber, participar na vindicação da preciosa Palavra e do sagrado Nome de seu Pai, Jeová. Jesus, em sua ilustração da videira e dos ramos, destacou especialmente este propósito sobrepujante de dar mais frutos do espírito, dizendo: “Nisto é glorificado o meu Pai, que persistais em dar muito fruto e vos mostreis meus discípulos.” — João 15:8.
25. Portanto, o que devemos continuar a fazer, e com que resultados?
25 Portanto, continue a permitir que os frutos do espírito transformem a sua personalidade. Continue a provar que é verdadeiro seguidor das pisadas de Cristo Jesus e imitador de sua amorosa personalidade. Então, ao invés de ler a história nauseante de sua velha personalidade, da qual se despiu, todos ficarão tão felizes e emocionados de tomar conhecimento da sua atrativa nova personalidade pelos frutos que o espírito santo de Jeová tem produzido. Tudo isso para a honra, e o louvor e a santificação de Jeová, a mais gloriosa personalidade de todo o universo.
-
-
Dando testemunho no hospitalA Sentinela — 1965 | 1.° de março
-
-
Dando testemunho no hospital
● Mesmo adoentadas, as testemunhas de Jeová são conforto para outras pessoas, inclusive as que as assistem em suas enfermidades. Pode-se ver isto pelo que aconteceu quando uma Testemunha em Toronto, Canadá, achou necessário baixar ao hospital. Diz: “Em outubro passado, quando passei duas semanas num hospital, tive oportunidade de dar testemunho a nove pessoas, algumas eram pacientes, outras eram empregadas. Uma das empregadas era uma senhora alemã que aceitou de mim as revistas e fez muitas perguntas. Depois de ter saído do hospital, mantive correspondência com todos com quem havia falado, enviando-lhes revistas. Logo depois, obtive respostas de três deles. Aos que moravam na cidade, enviei junto o meu número de telefone. Dois dias depois, recebi um telefonema da senhora alemã e ela me agradeceu as revistas. Disse que se sentia muito cansada no fim de cada dia e não sentia vontade de escrever uma carta, mas ficou contente de poder telefonar-me.
“Ela me disse, entre muitas coisas, que fora promovida no hospital e por causa disso estava sendo tratada com muita frieza pelas co-trabalhadoras Disse ela, ‘Eu comia sozinha e ficava a sós. Não sabia o que fazer. Então, obtive as suas revistas e a sua amável carta e me senti tão contente. Li o primeiro artigo, que a senhora me disse que não deixasse de ler, sobre ‘Mansidão É Sabedoria’. Como me senti muito melhor e quão alegre me senti por não ter dito nada aos meus co-trabalhadores mas ter ficado sossegada! Sinto-me feliz de ter permanecido mansa, pois era a coisa certa a fazer.’ A senhora fez uma assinatura das revistas e diz que ela as lê toda a noite e realmente gosta delas.”
-