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Boas relações resultam em boas comunicaçõesA Sentinela — 1975 | 1.° de fevereiro
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Embora seu cônjuge, assim como você mesmo, seja imperfeito, aprendam a expressar apreço mútuo, com tato, não só nos primeiros dias, mas até os anos do crepúsculo. Evite a atitude prepotente causada pelo orgulho e pelo egoísmo, de não só querer tudo do seu próprio modo, mas também de esperar que seu cônjuge se ajuste aos seus modos mesmo nas coisas mínimas de somenos importância. Aprendam antes a andarem e falarem juntos, prontos para ajustar respectivamente seu passo e sua disposição de ânimo. Edifiquem e mantenham mutuamente a fé e a confiança. A suspeita é o pior inimigo da livre comunicação. Estejam atentos a desenvolver e fortalecer o vínculo da verdadeira amizade. Pratiquem e demonstrem “terna afeição”, com misericórdia e mansidão. — Fil. 1:8; 1 Tes. 2:8; Tia. 5:11.
22. Que importante pergunta adicional merece nossa consideração?
22 Mesmo quando os casais se esforçam a fazer estas coisas em toda a sinceridade, os problemas podem surgir facilmente, quer ambos os cônjuges sejam verdadeiros cristãos, quer não. Como se pode manter um proceder fiel, especialmente numa família dividida? Encontraremos a resposta a esta pergunta no artigo que segue.
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A aplicação dos princípios bíblicos no larA Sentinela — 1975 | 1.° de fevereiro
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A aplicação dos princípios bíblicos no lar
1. Em que dois sentidos podem mostrar-se as diferenças na personalidade, suscitando que pergunta?
TODOS nós temos personalidades diferentes. Em certo aspecto, isso é bom. Torna a vida mais interessante e variada. Pode ajudar a solucionar problemas. Algumas situações são resolvidas melhor quando há trabalho de equipe da parte dos de capacidades diferentes. É assim no lar. Por causa da imperfeição, porém, às vezes resulta o contrário. Às diferenças de personalidade criam problemas, tornando difícil o trabalho de equipe. Naturalmente, podem surgir problemas de outras causas do que a diferença ou o choque de personalidades, mas a questão é: Deve o cristão chegar à conclusão de que um problema envolvendo pessoas é absolutamente insolúvel ou que certas personalidades são irremediavelmente incompatíveis?
2. Em face das dificuldades, que encorajamento se dá, em preferência a regras?
2 Não temos por objetivo estabelecer uma porção de regras. Antes, queremos animá-lo a ver possibilidades de solução dos problemas que talvez nem considerasse possível. Ou talvez veja as possibilidades, mas não saiba como aplicá-las. No que se refere às pessoas, não se esqueça de que a situação pode mudar. Também as pessoas envolvidas podem mudar. E você também pode, leitor. De fato, o verdadeiro cristão tem melhor oportunidade e motivo para alterar ou ajustar sua personalidade do que qualquer outra pessoa. Ele tem a obrigação de fazer isso. Por quê?
3. Como anima e incentiva Paulo a que se faça uma mudança na personalidade?
3 A Bíblia é bem específica sobre as mudanças que precisam ser feitas na personalidade. Ela dá tanto encorajamento como incentivo por explicar por que e como isso pode ser feito. Paulo disse, escrevendo aos cristãos em Éfeso: “Deveis pôr de lado a velha personalidade que se conforma ao vosso procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos; mas . . . deveis ser feitos novos na força que ativa a vossa mente, e . . . vos deveis revestir da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade.” Isto esclarece o motivo para a nova personalidade. Certamente, cada um de nós tem de admitir que nossa velha personalidade ficou na maior parte influenciada pelos “desejos enganosos” por estarmos “mentalmente em escuridão e apartados da vida que pertence a Deus”. No entanto, ao aceitarmos a verdade, “assim como a verdade está em Jesus”, começamos a aprender a nos ‘apegar firmemente à verdadeira vida’. Criamos um novo desejo de coração, expresso pela nossa dedicação a Deus, para fazer a Sua vontade em devoção firme. — Efé. 4:17-24; 1 Tim. 6:19.
4. A que fonte recorremos em busca de ajuda e como funciona isso?
4 Embora concorde com isso, talvez se pergunte como é possível aplicar isso na solução de problemas que lhe sobrevêm tão de perto na vida familiar. Talvez ache que a ‘força que ativa a sua mente’ (literalmente: ‘o espírito de sua mente’) não seja bastante forte. Pode ser que não seja bastante forte em si mesmo. Mas, por meio de sua dedicação, colocou-se nas mãos de Jeová, e ele é bastante forte. Ele tanto pode como quer orientá-lo e fortalecê-lo para que faça a sua parte. “Pois Deus é aquele que, por causa do seu beneplácito, está agindo em vós, para que tanto queirais como atueis.” (Fil. 2:13) Não precisa estribar-se na força ou no espírito de sua própria mente. Antes, aprende a cooperar com o espírito de Deus. Para ele, nenhum problema é grande demais, nem mesmo o dum Cristo morto. Paulo diz: “Então, se morar em vós o espírito daquele que levantou a Jesus dentre os mortos, aquele que levantou a Cristo Jesus dentre os mortos também vivificará os vossos corpos mortais por intermédio do seu espírito que reside em vós.” — Rom. 8:11; veja também Efésios 1:19, 20.
5. Embora continuem a persistir os problemas da vida, que alívio e consolo podemos ter?
5 Isto não significa que possa solucionar todos os seus problemas por simplesmente não fazer caso deles. Significa que pode ter o consolo de saber que sua atitude e seu proceder são certos e bíblicos. Do ponto de vista de Jeová, sua reputação e sua consciência estão limpas. É do propósito dele que “a exigência justa da Lei [nos seus princípios básicos] se cumprisse em nós, os que andamos, não de acordo com a carne, mas de acordo com o espírito”. Admitidamente, você, leitor, é imperfeito, mas fez-se bondosamente uma provisão pela qual seus pecados neste respeito podem ser perdoados. — Rom. 8:4.
6. Neste respeito, o que podemos aprender do registro de Hebreus, capítulo 11?
6 Embora seja verdade que os textos já mencionados se apliquem principalmente àqueles da congregação cristã que têm esperança celestial, contudo em princípio, aplicam-se também aos da “grande multidão” de testemunhas cristãs mencionada em Revelação 7:9, que têm uma esperança terrestre. A corroboração disso é vista na evidência inegável do favor e da bênção de Jeová sobre todas as testemunhas pré-cristãs descritas em Hebreus, capítulo 11. Foram habilitados, pelo espírito Dele, a vencer seus muitos problemas, inclusive domésticos, e nós queremos animá-lo a fazer o mesmo. De fato, foi por isso que se nos deu o relato sobre aquela “grande nuvem de testemunhas”. (Heb. 12:1) Com isto em mente, prestemos atenção adicional ao conselho inspirado de Paulo dado aos cristãos em Éfeso.
7. Depois de seu conselho em Efésios 4:22-24, que tipo de conselho deu Paulo?
7 Baseado diretamente no apelo de revestir a nova personalidade, Paulo passa a dar bom conselho prático. Embora
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