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  • Não deixe sua fé naufragar por desânimo ou personalidades
    A Sentinela — 1976 | 15 de fevereiro
    • 13. Que provisões fez Jeová para manter seu povo animado apesar das circunstâncias desanimadoras em volta?

      13 Portanto, para impedir o naufrágio de nossa fé por causa de desânimo, há necessidade de sermos mutuamente tanto animados como animadores. “Portanto, persisti em consolar-vos uns aos outros e em edificar-vos uns aos outros, assim como de fato estais fazendo . . . exortamo-vos, irmãos: admoestai os desordeiros, falai consoladoramente às almas deprimidas, amparai os fracos, sede longânimes para com todos.” (1 Tes. 5:11, 14) Embora haja turbulência em volta de nós e condições que ameaçam fazer naufragar nossa fé, podemos esperar com confiança que Jeová nos ajude a agüentar o temporal e evitar sermos vítimas do desânimo. “E ele os faz sair dos apertos em que estão. Faz o vendaval parar em calmaria, de modo que as ondas do mar ficam quietas. E eles se alegram por elas se aquietarem, e ele os guia ao porto do seu agrado. Oh! agradeça-se a Jeová a sua benevolência e as suas obras maravilhosas para com os filhos dos homens.” — Sal. 107:28-31.

      AS PERSONALIDADES PODEM FAZER NAUFRAGAR A FÉ

      14. Como podem as personalidades fazer naufragar a fé?

      14 Os cristãos enfrentam também o perigo de se chocarem com outros cristãos de tal maneira, que causa o naufrágio de sua fé ou da fé dos outros. Além disso, as Escrituras advertem que uns poucos no meio da congregação cristã se desviariam da fé e tentariam influenciar outros a segui-los. Por outro lado, os cristãos respeitam e confiam nos seus irmãos e irmãs provados e fiéis, e reconhecem a liderança e o exemplo de seus pastores fiéis, mas não devem permitir que outras criaturas humanas os façam sofrer “naufrágio no que se refere à sua fé”. Ao traçarem seu rumo, portanto, é muito necessário que os servos de Deus evitem deixar-se indevidamente afetar ou influenciar pela personalidade dos outros. — 1 Tim. 1:18, 19.

      15. Como descreve Judas alguns que poderiam existir como ameaça na congregação, antes de serem expulsos?

      15 Judas refere-se a alguns que se introduziram na congregação cristã e procuraram transformar “a benignidade imerecida de nosso Deus numa desculpa para conduta desenfreada”, e ele os descreve como “rochedos ocultos sob a água, nos vossos ágapes”. “Estes homens são resmungadores, queixosos de sua sorte na vida, procedendo segundo os seus próprios desejos, e as suas bocas falam coisas bombásticas, ao passo que admiram personalidades para o seu próprio proveito.” (Jud. 3, 4, 12, 16; veja 2 Pedro, capítulo 2.) Tais pessoas, quando descobertas, são expulsas ou desassociadas como não merecendo estar na congregação. Mas, quando alguém rejeita a verdade da Palavra de Deus, mostrando-se queixoso crônico, ao passo que procura encobrir sua apostasia e desencaminhar outros por admirar personalidades, devemos seguir a tais para fora da verdade e para a destruição? Quão imprudente isto seria! Acautele-se de que a sua fé não naufrague por bater num destes “rochedos ocultos sob a água”!

      16. (a) Quando um ancião nos ajuda a aplicar a Palavra de Deus, qual deve ser nossa atitude? (b) Que atitudes contrastantes foram mostradas por alguns dos discípulos?

      16 Em contraste com isso, quando pastores e instrutores na congregação se esforçam a ajudar-nos a progredir na verdade da Palavra de Deus, tropeçamos por causa de personalidades? Muitos dos que se tornaram discípulos de Jesus gostavam de alguns de seus ensinos e se apraziam em receber alimentos e curas milagrosos, mas, quando informados de que tinham de ‘comer a carne do Filho do homem e beber o seu sangue’, ficaram chocados e o resultado foi que “muitos dos seus discípulos foram embora para as coisas deixadas atrás e não andavam mais com ele”. Não ficaram o bastante para receber entendimento deste ensino vital. — João 6:48-69.

      17, 18. (a) Como mostraram os apóstolos a atitude correta com relação a um ensino que talvez seja difícil de aceitar? (b) Por que não foi a infidelidade de Judas Iscariotes nenhum motivo para os outros apóstolos vacilarem na fé? O que podemos aprender disso?

      17 Quando a organização do “escravo fiel e discreto”, de Jeová, provê algum novo entendimento baseado na Palavra de Deus, às vezes talvez tenhamos certa dificuldade em compreender plenamente o que se publica. Mas, o que se deve fazer? Devemos ficar críticos e talvez concluir que esta é apenas a idéia de alguns homens na sede? Ou mostraremos ter a mesma atitude dos apóstolos, quando Jesus lhes fez uma pergunta na ocasião em que muitos discípulos foram embora: “Senhor, para quem havemos de ir? Tu tens declarações de vida eterna, e nós cremos e viemos a saber que tu és o Santo de Deus.”

      18 Os apóstolos ficaram convencidos, em vista de sua comparação dos ensinos de Jesus e de seu proceder na vida com as Escrituras Hebraicas, que ele era realmente o Messias, e eles não iam deixar de segui-lo só porque introduziu algum ensino novo, que no momento era difícil de aceitar. Naturalmente, mais tarde um deles foi embora, sendo ele Judas Iscariotes. A ganância virou-lhe a cabeça e o coração. Mas, será que a infidelidade de um dos apóstolos escolhidos estragou a fé dos outros onze? Não, embora sua fé vacilasse um pouco com a prisão e a morte de Jesus na estaca de tortura. Eles se restabeleceram espiritualmente, e Jeová, pelo seu espírito santo, fortaleceu-os a partir de Pentecostes de 33 E. C.

      19. (a) Quanto à liderança dentro da congregação cristã, de que fato importante devemos sempre estar cônscios? (b) Que responsabilidade recai sobre os anciãos, e, quanto às personalidades, o que não devemos deixar acontecer?

      19 Nunca se esqueça de que nós, assim como os apóstolos, seguimos a Jesus Cristo e não a algum homem ou grupo de homens como líderes na terra. Sim, homens imperfeitos são usados para nos ajudar, desde o corpo governante até os anciãos nas nossas congregações, mas esses têm a pesada responsabilidade de ensinar estritamente em harmonia com a Palavra de Deus. Devem imitar o apóstolo Paulo, que disse aos anciãos em Éfeso: “Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa.” (Atos 20:20) Incumbiu solenemente Timóteo como ancião a ‘pregar a palavra’ de Deus para edificar a fé e preparar a congregação para um período em que alguns ‘não suportariam o ensino salutar, porém, de acordo com os seus próprios desejos, acumulariam para si instrutores para lhes fazerem cócegas nos ouvidos’. (2 Tim. 4:1-4) O que desejamos? Que alguém agrade aos nossos ouvidos e nos diga que tudo está certo, quando talvez não esteja certo, ou que alguém nos fale verazmente, e ainda assim com bondade, ajudando-nos a andar no caminho que agrada a Deus? (Efé. 4:11-15) Não permita que personalidades se interponham entre sua pessoa e seu Pai celestial, Jeová, e a Cabeça da congregação cristã, Cristo Jesus!

      DAR-SE BEM COM OS OUTROS EM AMOR

      20, 21. (a) Que fatores tornam necessário que tenhamos paciência e tolerância nos tratos mútuos entre nós? (b) Que conselho deu Paulo em Colossenses 3:13, 14, para a preservação da paz e do vínculo de amor na congregação?

      20 Visto que todos nós nascemos em pecado e imperfeição, é preciso que, quando aprendemos a verdade da Palavra de Deus, deixemos de lado tendências da velha personalidade e nos esforcemos diligentemente a revestir-nos da nova personalidade. (Efé. 4:23, 24) Jeová continuará a amoldar-nos, enquanto nos sujeitarmos a fazer a sua vontade. Não obstante, tendências indesejáveis de personalidade têm um jeito de persistir apesar de nossos esforços de vencê-las, e ainda podemos achar-nos esforçando com respeito a uma destas tendências muitos anos depois de simbolizarmos nossa dedicação para fazer a vontade de Jeová. Por isso há necessidade de nos tolerarmos uns aos outros. Além disso, tendências divergentes de personalidade não necessariamente indicam fraqueza, mas apenas a variedade que Jeová providenciou nas criaturas humanas.

      21 O amor e a tolerância nos ajudarão a evitar ficarmos sensíveis demais. Por causa de problemas prementes, um irmão talvez passe por nós sem nos falar ou às vezes fale rispidamente. Ou certo hábito ou tendência de outro talvez venha a aborrecer. Qualquer que seja a situação, a Bíblia aconselha: “Continuai a suportar-vos uns aos outros e a perdoar-vos uns aos outros liberalmente, se alguém tiver razão para queixa contra outro. Assim como Jeová vos perdoou liberalmente, vós também o fazei. Além de todas estas coisas, porém, revesti-vos de amor, pois é o perfeito vínculo de união.” — Col. 3:13, 14.

      22. (a) A que poderia alguém ser induzido por se deixar perturbar com as imperfeições dum irmão? (b) O que é necessário em primeiro lugar, para que nossas transgressões sejam perdoadas por Deus?

      22 Portanto, não permita que diferenças de personalidade façam sua fé naufragar. Ajuste seu rumo de modo a evitar o choque com seu irmão. Se o Diabo conseguir que fique tão perturbado com as imperfeições de seu irmão, que passe a faltar às reuniões ou se refreie de pregar as boas novas do Reino, ele ficará muito satisfeito. Quer agradar ao Adversário por causa de alguma irritação ou do espírito de orgulho? Significa-lhe sua relação com Jeová tão pouco, que deixaria de servir a ele ou afrouxaria só porque um dos irmãos cometeu um erro? Lembre-se de que, se Jeová exigisse perfeição de nosso irmão, no tempo atual, exigiria isso também de você. Se quiser que Deus lhe perdoe suas faltas, terá de estar disposto a perdoar as de seu irmão. Jesus fez o perdão de nossos pecados dependente de estarmos dispostos a perdoar aos outros. — Mat. 6:12, 14, 15.

      EVITE FAZER OUTROS TROPEÇAR

      23, 24. (a) De que modo é a língua apropriadamente comparada ao leme dum navio? (b) Que conselho dá a Bíblia sobre falar a verdade e aquilo que é edificante?

      23 A língua pode causar muito dano, se não for devidamente controlada. Tiago ilustra isso do seguinte modo: “Eis que até mesmo barcos, embora sejam grandes e sejam impelidos por fortes ventos, são dirigidos por um leme muito pequeno para onde queira a inclinação do timoneiro. Assim também a língua é um membro pequeno, contudo, faz grandes fanfarrices.” Por que deveríamos deixar nossa língua ficar sem controle, assim como um leme desgovernado, e fazer-nos chocar com nosso companheiro no louvor a Jeová? “Da mesma boca procedem bênção e maldição. Não é correto, meus irmãos, que estas coisas se dêem assim. Será que uma fonte faz brotar pela mesma abertura o que é doce e o que é amargo?” — Tia. 3:4, 5, 10, 11.

      24 Quando há a tendência de falar uma palavra irada ou empenhar-se em tagarelice ou calúnia prejudiciais, lembre-se de que é o capitão do navio que controla o rumo deste por meio do leme. Se nós, no coração, não pensarmos mal de nossos irmãos, então não ficaremos motivados a falar palavras prejudiciais com a língua. “Sendo que agora pusestes de lado a falsidade, falai a verdade, cada um de vós com o seu próximo.” “Não saia da vossa boca nenhuma palavra pervertida, mas a que for boa para a edificação, conforme a necessidade, para que confira aos ouvintes aquilo que é favorável.” — Efé. 4:25, 29.

      25. Que conselho se dá para se resolverem diferenças pessoais?

      25 Resolva prontamente as diferenças. Muitas vezes pode deixar-se de fazer caso de coisas menores sem levantar uma questão. Se o problema persistir, dirija-se ao irmão ofensor e considere o assunto com ele em particular, de modo amoroso e bondoso. E se um irmão vier a você para falar sobre um motivo de queixa, use de autodomínio e escute primeiro o que ele tem a dizer, para que entenda a situação e não procure logo defender-se ou recorrer à recriminações. — Efé. 4:26, 32.

      26. Como nos assegura a Palavra de Deus que podemos completar com bom êxito nossa viagem através dos tempos turbulentos à frente e para o novo sistema de coisas de Jeová?

      26 Sabendo que seu tempo é curto, o adversário de Deus, Satanás, o Diabo, faz com que os mares da humanidade fiquem de dia em dia cada vez mais violentos. (Dan. 7:2, 3; Rev. 13:1) Este grande opositor de Deus gostaria de fazer nossa fé naufragar por inundar-nos com o desânimo ou fazer-nos chocar com personalidades. Mas, por mantermos nossa fé resistente e cuidarmos bem em andar segundo a Palavra certa de Deus, com a ajuda infalível e a benignidade imerecida de Jeová, completaremos nossa viagem através destes tempos turbulentos, passando pela “grande tribulação” e para o novo sistema de coisas de Jeová, onde “o mar já não é”. (Rev. 21:1) Quão gratos seremos a Jeová naquele tempo, que não deixamos que quaisquer atrativos e dificuldades encontradas fizessem naufragar a nossa fé e negar-nos as grandiosas bênçãos a serem usufruídas eternamente por aqueles que amam a Deus com devoção plena! “Ora, nós não somos dos que retrocedem para a destruição, mas dos que têm fé para preservar viva a alma.” — Heb. 10:39.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1976 | 15 de fevereiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Foi Jesus Cristo ressuscitado fisicamente como homem de carne e sangue?

      Segundo as Escrituras inspiradas, Jesus Cristo não foi ressuscitado à vida na carne. Lemos em 1 Pedro 3:18 que ele foi “morto na carne, mas vivificado no espírito”. (Tradução do Novo Mundo; Almeida, atualizada; I.B.B.; Brasileira) Outros textos confirmam que Jesus simplesmente não podia ter sido ressuscitado fisicamente como homem de carne e sangue.

      Era do propósito de Deus que seu Filho reassumisse a vida celestial e não mais continuasse a viver como homem na terra. Isto exigia que Jesus fosse ressuscitado como pessoa espiritual, porque pessoas de carne e sangue não podem viver nos céus. O apóstolo Paulo escreveu: “Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus, nem pode a corrução herdar a incorrução.” — 1 Cor. 15:50.

      No caso do homem Jesus Cristo, sua carne era uma barreira que impediu o acesso ao domínio celestial. A “carne” de Jesus, portanto, é mencionada em Hebreus 10:20 como sendo representada pela “cortina” que separava o Santo do Santíssimo no tabernáculo. Antes de poder entrar no céu, o verdadeiro “Santíssimo”, Jesus teve de renunciar à sua existência carnal e receber natureza espiritual. Seu corpo de carne teria sido uma barreira para ele ir além da “cortina” como pessoa espiritual.

      Outro fator que não deve ser despercebido é o de que o bode e o novilho oferecidos no dia da expiação representavam o sacrifício de Jesus Cristo. A Lei, que prescreveu tais sacrifícios, serviu de “sombra das coisas vindouras”. (Col. 2:17; Heb. 10:1) Conforme sabemos, uma sombra indica a figura ou forma geral da realidade que a projeta. Portanto, para a sombra ser cumprida na realidade, Jesus não podia tomar de volta seu corpo sacrificado de carne e sangue, visto que os cadáveres daquelas vítimas sacrificiais eram cabalmente eliminados por serem queimados. (Heb. 13:11, 12) Portanto, segue-se logicamente que Jeová Deus eliminou o corpo sacrificado de seu Filho. Além disso, se Jesus tivesse tomado de volta seu corpo de carne, seu sacrifício teria sido temporário, sem contínuo valor expiatório.

      Não ser Jesus ressuscitado na carne explica porque dois de seus discípulos, bem como Maria Madalena, não o reconheceram nas suas aparências físicas após a ressurreição. Apenas discerniram quem ele era por meio daquilo que disse e fez. — Luc. 24:13-31; João 20:14, 15.

      É verdade que, em benefício de Tomé, que duvidava, Jesus apareceu com a evidência física dos marcos dos pregos nas mãos e do ferimento da lança no seu lado. (João 20:24-29) Contudo, mesmo relacionado com esta manifestação, há prova de que Jesus deve ter materializado instantaneamente um corpo físico de carne. Uma testemunha ocular, o apóstolo João, relatou: “Jesus veio, embora as portas estivessem fechadas à chave, e ficou em pé no meio deles.” (João 20:26) É evidente que o apóstolo João não teria salientado este ponto, se Jesus simplesmente tivesse aberto a porta e depois entrado fisicamente na sala. Pelo que parece, Jesus apareceu de repente no meio de seus discípulos; a porta fechada não lhe impediu a entrada. Isto é algo que nenhum homem de carne podia ter feito. Mas é algo que pessoas espirituais podiam fazer por se materializarem. Por exemplo, o anjo Gabriel apareceu fisicamente ao sacerdote Zacarias, no santo do templo. (Luc. 1:11) E o anjo que apareceu aos pais de Sansão ascendeu na chama do fogo. — Juí. 13:19, 20.

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