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Alguém o vigia? — O “chefe eletrônico”Despertai! — 1990 | 22 de abril
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Viver com Tal “Chefe”
Visto que o amor não é, com freqüência, o princípio de operação do mundo, é possível que nem o empregado nem o patrão tenham no coração os melhores interesses um do outro. Assim, o “chefe eletrônico” tornou-se uma realidade. No entanto, tanto os empregados como os dirigentes de empresa concordam que muito pode ser feito para tornar o monitoramento por computador mais eficaz e menos estressante.
Por exemplo, os dirigentes de empresa podem avisar de antemão os funcionários, de modo que estes não sintam que alguém os está espionando sem avisar. Alguns dirigentes de empresa recomendam que se dê aos funcionários livre acesso a quaisquer dados coletados a seu respeito.
Henriques sugere que “o período em que os funcionários são monitorados seja razoável, e se façam concessões à variação normal dos ciclos de energia”. Em harmonia com isso, alguns patrões verificaram ser sábio monitorar o desempenho dum funcionário por um período maior, permitindo obter uma média de dias bons e dias ruins, num período de algumas semanas ou meses.
Reduz-se também o stress quando se permite que os funcionários fixem padrões realísticos de desempenho, em vez de deixar que o computador dite quão rápido uma tarefa deve ser realizada. “Algumas firmas pedem aos empregados que ajudem a fixar padrões comportamentais no trabalho, e, assim, reduzem a necessidade de monitoramento”, diz Technology Review.
É interessante que a Bíblia diz que o trabalho “é a dádiva de Deus” e que “todo homem coma e deveras beba, e veja o que é bom por todo o seu trabalho árduo”. E acrescenta: “Não há nada melhor do que o homem alegrar-se com o seu trabalho, porque este é o seu quinhão.” (Eclesiastes 3:13, 22) Assim, podemos estar confiantes de que, no novo mundo de Deus, não haverá mais lugar para instrumentos de monitoramento que privam a alegria, tais como “chefes eletrônicos”.
No entanto, até que chegue esse novo dia, encarar um “chefe eletrônico” dia após dia pode ser intimidador. Mas uma atitude positiva pode ajudá-lo a enfrentar isso. Um telefonista disse que ele enfrentava as pressões de trabalhar sob supervisão eletrônica por ter “certa dose de capacidade de recuperação e um senso de humor”. Assim, se for obrigado a trabalhar sob tal “chefe” sem coração, seja positivo e flexível. Faça o melhor que puder para dar-se bem com o “chefe” que nunca deixa de vigiá-lo.
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“O cabaceiro não se rompe”Despertai! — 1990 | 22 de abril
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“O cabaceiro não se rompe”
Existem diferentes modos de demonstrar pesar, segundo os costumes e a cultura de cada nação e tribo. Por exemplo, os iorubas da Nigéria possuem uma crença tradicional na reencarnação da alma. Assim, quando a mãe perde um filho, ela sente intenso pesar por um breve período. No entanto, isso não é encarado como o fim do mundo, pois, conforme expresso num refrão ioruba: “É a água que é derramada. O cabaceiro não se rompe.” Isto quer dizer, segundo os iorubas, que o cabaceiro que contém a água, a mãe, pode ter outro filho. Ademais, segundo a crença deles, o filho morto retornará numa reencarnação, assim, qualquer demonstração prolongada de pesar poderá fazer com que a mãe demore em ter outro filho, quer seu filho reencarnado, quer outra pessoa reencarnada. Assim, o pesar é curto e subseqüentemente reprimido.
Caso morra um dos filhos gêmeos, então algumas mães iorubas carregam uma imagem esculpida para representar o filho morto. Nas refeições, serve-se um prato de comida para o filho morto. Quando se compram roupas para o gêmeo que continua vivo, outro conjunto é comprado para o falecido. Este costume prossegue indefinidamente, na crença de que qualquer desvio dele matará o gêmeo que ainda vive! Naturalmente, as pessoas que têm conhecimento exato da Bíblia não crêem em tais costumes, nem os seguem.
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