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  • A pesca nas águas do Ártico
    Despertai! — 1978 | 22 de abril
    • A pesca nas águas do Ártico

      Do correspondente de “Despertai!” na Noruega

      GUINCHOS estridentes de gaivotas e o monótono zumbido dos motores diesel confrontam o ouvido. As narinas deparam com odores de água salgada e de algas marinhas, bem como com exalações de peixes frescos e em decomposição.

      Onde estamos? Em Svolvaer, aldeia pesqueira bem ao norte do Circulo Ártico. Trata-se do local de uma das maiores indústrias pesqueiras do bacalhau do mundo.

      Aproximam-se do porto as traineiras, mergulhadas bem fundo na água devido às pesadas cargas de peixes. A atividade no cais é febril; todos lutam para conseguir um lugar, prontos a descarregar e a industrializar a safra do dia.

      Quando observei o Havternen, ou “Andorinha do Oceano”, sendo preso a um cais, aproveitei a oportunidade para conversar com o mestre. É natural de Lofoten, grande grupo de ilhas ao largo do norte da Noruega.

      “As indústrias pesqueiras de Lofoten realmente mudaram”, explica ele, “mesmo se tratando ainda duma operação gigantesca. Na minha juventude, a estação de pesca de Lofoten envolvia cerca de 32.000 homens trabalhando. Agora há somente um décimo daquele total.”

      A Pesca de “Skrei”

      Fiquei sabendo que grandes frotas de traineiras procuram o skrei. Trata-se de bacalhaus de seis a quinze anos, que chegam do Mar de Barents, no nordeste da Noruega, para desovar. Procuram um local em que a água tépida, salgada do Atlântico, procedendo da Corrente do Golfo se mistura à água mais fria, menos salgada, do Ártico. A temperatura e salinidade resultantes atraem cardumes de bacalhau para esse local, no início de janeiro de cada ano. Junto com o bacalhau chegam os barcos de pesca de toda a Noruega.

      Fiquei curioso quanto ao tipo de equipamento usado para transportar enormes safras de peixes. “Há cem anos atrás”, diz o mestre, “usávamos canoas com velas e remos, similares aos antigos barcos dos viquingues. Hoje usamos traineiras a motor, que têm de 6 a 21 metros de comprimento. São dotadas de equipamento técnico avançado.

      “A maioria das embarcações usam redes presas em grandes elos, amiúde com 2.000 metros de comprimento. Tais redes não ficam em posição vertical dentro da água, mas incham como velas sopradas pelo vento, tornando mais fácil pegar o peixe em suas malhas. Outros preferem o galeão, uma rede tipo sacola lançada enquanto o barco está em movimento e então puxada por uma carretilha quando o barco fica parado. Pequenas embarcações talvez usem espinéis, com milhares de anzóis com iscas. Ou talvez pesquem com o que chamamos de juksa, uma única linha com vários anzóis. Quando o pescador sacode ritmicamente esta linha, os peixes a perseguem.”

      Parecia-me que tantos barcos pesqueiros, trabalhando com diferentes tipos de equipamento, resultaria em grande confusão. Quando indaguei isso do mestre, ele respondeu:

      “Não, a pesca está sujeita a normas pormenorizadas. O próprio oceano é dividido em campos, e os barcos com o mesmo tipo de equipamento pesqueiro precisam limitar-se aos mesmos campos. Barcos-patrulha se certificam de que tal lei seja cumprida.”

      Pesca de Arenques

      Além do bacalhau, um peixe que constitui presa atrativa para os pescadores de muitas nações é o arenque. A mais importante atividade pesqueira da Noruega tem sido a pesca de arenques. Comenta nosso mestre: “E são ainda mais excitantes do que a pesca de bacalhau, porque os arenques são mais um desafio.

      “Os esforços pesqueiros começam quando os arenques se movimentam em direção a costa norueguesa, para a desova. Permanecemos na baía, esperando. Quando o rádio transmite-nos a mensagem de que os arenques estão a caminho, partimos do porto. Visto que os arenques só medem cerca de 28 a 33 centímetros de comprimento, geralmente usamos o galeão, com malha fina. A bordo todos ficam tensos, excitados. O rádio fica ligado, sintonizado em uma faixa especial dos ‘Pescadores’, e todos o ouvimos ansiosamente à espera de notícias das safras obtidas.

      “Na ponte de comando de nosso barco, olhos alertas vasculham o mar. Quando se observam gaivotas e andorinhas mergulhando no mar, e subindo com arenques nos bicos, sabemos que há peixes ali. De ajuda, também, é a ‘sonda’. Este aparelho emite ondas sonoras sob a água e registra seus ecos. Se as ondas sonoras repicam num cardume de arenques, vemo-los em nossa tela registradora.

      “Quando isto acontece, avisamos nosso mestre do galeão. É ele quem decide exatamente quando lançar o galeão. Antes de fazer isso, ele salta dentro dum caíque, junto com outro membro da tripulação, e examina de perto o cardume de arenques. Daí, emana a ordem: ‘Larguem a rede!’ Com um assobio estridente, a traineira circunda o cardume a plena velocidade, ao mesmo tempo lançando a rede. Terminado o circulo, a rede se torna uma armadilha. Mas, a questão é: ‘Será que cercamos o cardume, ou será que ele escapou?’

      “Ao ser içada a rede, lentamente, com cuidado, ficamos observando. Quando se tem êxito, a rede parece não conter água alguma; apenas contém arenques prateados, brilhantes. Um único lance do galeão talvez colha 300 a 400 toneladas de arenques.”

      Quando a Safra É Levada Para o Porto

      Observei com interesse à medida que tonéis de peixes eram içados para o porto. Os peixes eram jogados numa enorme bacia, ao redor da qual havia homens com facões afiados. Observei um deles agarrar um peixe. Um corte abria o abdômen. Três rápidos movimentos da mão removiam os intestinos. Um ou dois cortes mais e a cabeça caía fora. Em questão de segundos, as ovas ou ovários, o fígado e os intestinos terminam dentro de três barris separados, ao passo que a cabeça termina numa pilha no chão. Daí, faz-se o mesmo com o próximo peixe, com igual rapidez e perícia.

      Depois de pesados e lavados, parte destes peixes industrializados são colocados em grandes caixotes de madeira, resfriados com gelo e enviados para consumo imediato em todo o país. Outra parte da safra é salgada, secada e exportada como peixe klip. A parte maior da safra (por volta de 50 por cento), contudo, torna-se “peixe seco”.

      Este deriva seu nome de ser pendurado em varais especiais para secar ao ar livre. Permanece nos varais até o verão setentrional. Já então, pesa apenas uma fração do peixe fresco. Peixe seco tem alto valor alimentício e não se decompõe facilmente. Caso um desastre assole subitamente certa localidade, este tipo de peixe torna-se útil qual alimento de emergência.

      “Quase toda parte do peixe é aproveitada de algum modo”, afirma nosso amigo mestre. “Por exemplo, as crianças talvez ganhem bom dinheiro por retirar as línguas das cabeças de peixes. Muitos consideram a língua frita de bacalhau como verdadeiro requinte para o jantar, bem como para sanduíches. Os restos das cabeças e de outras partes vão para as usinas de farinhas de peixe. Os ovários são congelados, embalados ou transformados em caviar. O fígado é defumado, transformando-se em óleo de fígado de bacalhau, rico em vitaminas A e D.”

      Estamos Depauperando o Mar?

      Nosso mestre tem uma grande preocupação nos dias atuais: “Estamos explorando demais os recursos do oceano. Há grande perigo de extermínio total de várias espécies de peixes.”

      “Considere, à guisa de exemplo, a pesca de arenque. Nos anos 50, os oceanógrafos calculavam o estoque de arenques de inverno como situando-se de 14 a 18 milhões de toneladas. Hoje, acha-se quase que totalmente exterminado, e está inteiramente proibida a pesca de arenques de inverno. Alguns expressam a opinião de que o único modo de salvar o arenque de inverno é proibir totalmente sua pesca. E o estoque de bacalhau do Mar de Barents, base para as atividades pesqueiras de Lofoten, também corre perigo. Embora alguns se refiram às safras atuais como ‘boas’, os oceanógrafos denominam o estoque como sendo ‘alarmantemente baixo’.”

      Indaguei da possibilidade de diferentes nações chegarem a um acordo sobre quotas comuns, de modo a preservar os estoques de peixes. “Isto parece difícil de se conseguir”, disse o mestre. “Um dos problemas é se chegar a um acordo sobre quanto cada um poderá pescar. Mesmo se concordassem nisso, as quotas seriam altas demais. Todo mundo é ganancioso. Notável exemplo é o sucedido com a pesca da baleia na Antártida. Há algumas décadas, capturavam-se milhares de baleias ali, cada ano. Hoje a baleia acha-se quase que extinta naquela área. E tudo isso apesar de numerosas conferências, muitos acordos e dezenas de quotas! As pessoas só falaram da boca para fora.

      “Aspectos econômicos complicaram ainda mais as coisas. Os barcos pesqueiros, com seus equipamentos, são caros. Tais investimentos precisam dar lucros. Quando diminuem os estoques de peixes, fazem-se mais esforços para pescá-los. Ademais, outras nações expandem suas frotas pesqueiras a uma taxa explosiva. Elas, também, desejam partilhar das riquezas de nossa costa norueguesa. Pode ver que não é fácil fixar limites para a pesca.”

      A pesca nas águas do Ártico não só traz benefícios à humanidade, mas também é uma atividade vigorosa e estimulante. Reservas decrescentes de peixes não resultam de qualquer incapacidade da vida oceânica de reproduzir-se suficientemente. A causa deste problema é a mesma de tantas outras áreas que afligem a humanidade—a cobiça humana.

  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    Despertai! — 1978 | 22 de abril
    • Ajuda ao Entendimento da Bíblia

      [A matéria que segue foi extraída de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

      ARABÁ [planícies desérticas; duma raiz que significa seco, queimado]. Aquela parte da extraordinária depressão ou vale de falha (ou de abatimento tectônico) que se estende para o S desde as encostas do monte Hermom, aninha o Mar da Galiléia e o rio Jordão, cai muito abaixo do nível do mar para formar a bacia do mar Morto, e então continua em direção sul para o golfo de Acaba, no mar Vermelho. — Deu. 3:17; Jos. 3:16; 11:16; Jer. 52:7.

      Este vale extenso, estreito, na direção N-S, amiúde seco, e contendo poucas cidades, é limitado em cada lado por uma longa fileira de montanhas. Tendo de 800 metros a pouco mais de 16 quilômetros de largura, e cerca de 434 quilômetros de extensão, o vale deve sua existência à “falha” ou longa ruptura da crosta terrestre. O Jordão serpenteia pela parte norte deste vale reto, e suas águas que fluem continuamente regam um cinturão verde até o centro da base do vale. Contudo, ao sul do mar Morto, o Arabá só é alimentado por rios de torrentes temporais que são insuficientes para fazer viver o solo seco.

      Alguns comentaristas limitam a palavra “Arabá” à parte deste grande vale de abatimento tectônico ao S do mar Morto, mas ela também se refere à região, pelo menos, que chega tanto ao N quanto o Mar da Galiléia, ou Quinerete. (Jos. 12:3, 2 Sam. 2:29) A parte do vale ao N do mar Morto é agora chamada de Gor, que significa “depressão”, ao passo que a palavra “Arabá” é aplicada mais especialmente à região muito mais seca ao S.

      O mar Morto é chamado de “mar do Arabá”. (Deu. 3:17; 4:49; 2 Reis 14:25) Sem o artigo definido, a palavra ‘araváh também é usada em sentido geral e poderá ser corretamente traduzida como “planície desértica”. O plural (‘aravóhth) é aplicado com freqüência às planícies desérticas de Jericó e Moabe, a parte do vale do Jordão situada logo ao N do mar Morto. — Núm. 22:1; 26:3, 63; 31:12; Jos. 4:13; 5:10; Jer. 39:5.

      ARABÁ, VALE DA TORRENTE DO. Em Amós 6:14, o profeta avisa os reinos de Judá e de Israel que a terra sofrerá opressão por parte duma potência estrangeira por todo o caminho desde “Hamate até o vale da torrente do Arabá [planície desértica]”. (Compare com 2 Reis 14:25.) Ao passo que o termo “Arabá” é aplicado à inteira região do vale de abatimento tectônico desde o Mar da Galiléia até o mar Vermelho, tem aplicação especial à área ao S do mar Morto, até o golfo de Acaba. Assim, ao passo que a expressão “vale da torrente do Arabá” poderia referir-se a um uede (riacho) que deságua no mar Morto (“o mar do Arabá”, Deu. 3:17), tal como o vale da torrente de Zerede, que deságua na extremidade S do mar Morto é notável que a expressão usada por Amós seja o equivalente exato do nome árabe aplicado à região que vai da ponta S do mar Morto até o golfo de Acaba, a saber “Wadi el-‘Arabah”. A profecia de Amós indicava completa devastação de toda a terra certa vez controlada por Judá e Israel, de norte a sul. Durante o século seguinte, esta profecia teve seu cumprimento nas invasões por parte dos reis assírios, inclusive Tiglate-Pileser III, Salmaneser, Sargão II e Senaqueribe.

      ÁRABE. Os nomes correspondentes a “árabe” [Heb., ‘Aráb e ‘Arabiy] nas Escrituras são usados mormente em sentido amplo, sendo aplicados aos habitantes da Arábia, aquela imensa terra ao E e S da Palestina. Às vezes, o contexto e o uso subentendem uma tribo ou grupo étnico específico. — 1 Reis 10:15; 2 Crô. 9:14; 21:16.

      Várias tribos árabes eram semíticas, descendendo de Sem mediante Joctã; outras eram camíticas, descendendo de Cã por meio de seu filho Cus. (Gên. 10:6, 7, 26-30) Alguns descendentes de Abraão por meio de Agar e Quetura também foram morar na Arábia, como os filhos de Ismael, que “passaram a residir desde Havilá, perto de Sur, que está defronte do Egito, até a Assíria”. (Gên. 25:1-4, 12-18) A descendência de Eseú, habitando nas regiões montanhosas de Seir, também ficou sob a classificação geral de árabe. — Gên. 36:1-43.

      Na maior parte, os árabes eram um povo nômade que levava uma vida pastoril morando em tendas. (Isa. 13:20; Jer. 3:2) Outros, contudo, eram negociantes e alguns são mencionados como mercadores a serviço de Tiro. (Eze. 27:21) Os servos de Deus tinham numerosos contatos com eles. Os mercadores midianitas, a caminho do Egito, para os quais José foi vendido eram árabes, como também eram os sabeus, do S da Arábia, que tomaram de assalto o gado e as jumentas de Jó. (Gên. 37:28; Jó 1:1, 15) Durante sua peregrinação de quarenta anos pelo deserto, os israelitas entraram em calamitoso contato com os midianitas adoradores de Baal (Núm. 25:6, 14-18) e, durante o período dos Juízes, hordas de árabes montados em camelos incursionavam regularmente contra Israel durante sete anos, até que o Juiz Gideão lhes ministrou grave derrota. — Juí. 6:1-6; 7:12-25.

      Os regentes dos reinos árabes pagavam tributos ao Rei Salomão. (1 Reis 10:15; 2 Crô. 9:14) Os árabes pagaram a Jeosafá um tributo de 7.700 carneiros e de igual número de cabritos, mas, posteriormente, aliaram-se

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