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Dinheiro — um amo cruelDespertai! — 1988 | 22 de abril
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atualmente os mercados financeiros não se limitam, de forma alguma, à toxicomania. Há informes de fraudes maciças e de uso de informações internas, confidenciais, em benefício próprio.
“Como é possível que pessoas que ganham mais de US$ 1 milhão por ano precisem tanto de dinheiro que se disponham a violar leis a fim de obter mais?”, pergunta o psiquiatra Jay B. Rohrlich, de Wall Street. Respondendo à sua própria pergunta, Rohrlich prossegue: “Algumas pessoas realmente ficam ‘altas’ e viciadas por dinheiro, da mesma forma que outros se tornam viciados com álcool e cocaína, e outras drogas.” Para tais, explica ele, “o dinheiro torna-se o antídoto para o senso consciente de insuficiência”.
Em nosso mundo cada vez mais materialista, amealhar fortuna não é mais algo repudiado. Uma pesquisa, publicada na revista francesa Le Figaro, revela que o dinheiro não mais ‘cheira mal’. É interessante que, quando lhes foi perguntado o que julgavam que o dinheiro pode oferecer, 45 por cento dos franceses entrevistados responderam: felicidade. Mas, infelizmente, o contrário é que é verdadeiro.
Pode-se fazer algo para neutralizar o desejo desordenado de dinheiro, que tem resultado em tanta infelicidade?
A Necessidade dum Exame de Si
Talvez você não se julgue viciado por dinheiro. Mas, considere só: É o dinheiro, ou as coisas que o dinheiro pode comprar, o tópico principal de sua conversação? Dá muita ênfase ao dinheiro? Arrazoa que seu conceito sobre ele não é nada incomum, e, assim, justifica sua ânsia de obtê-lo?
Não há dúvida de que existe o perigo de se cair sob o feitiço do dinheiro, tornando-se escravo dele. Um sábio mestre de dois mil anos atrás avisou sobre o “poder enganoso” do dinheiro, e assemelhou o prazer de ter muito dinheiro a espinhos que sufocam a vida das plantas frutíferas que estão perto. (Mateus 13:22) A Bíblia também avisa que “o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais” e que aqueles que se empenham por ele ‘se traspassam todo com muitas dores’. — 1 Timóteo 6:10.
Na verdade, quando o dinheiro domina, ele é um amo cruel. Todavia, ele desempenha um papel útil no mundo atual — como servo.
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Dinheiro — seu servo obedienteDespertai! — 1988 | 22 de abril
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Dinheiro — seu servo obediente
“ENTRE 1968 e 1986, a proporção de adultos na Grã-Bretanha associados a uma caderneta de poupança habitacional aumentou de 15% para 64%”, noticiou o Glasgow Herald. Em contraste, este jornal comentou: “Diminuiu o número de pessoas que pertencem a uma Igreja Cristã.”
O dinheiro, ou Mamom, há muito tem sido considerado oposto a Deus, sem dúvida por causa das palavras de Jesus: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro . . . Não podeis servir a Deus e a Mamom.” — Mateus 6:24; Almeida, ed. revista e corrigida.
Ao mesmo tempo, contudo, a Bíblia diz: “O dinheiro é para proteção.” (Eclesiastes 7:12) Ou, como certa pessoa nos tempos modernos se expressou: “O dinheiro faz sentido numa linguagem que todas as nações entendem.”
Mas, como podemos certificar-nos de que o dinheiro nos beneficie, em vez de nos dominar?
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