-
Resolutos na questão da vida e do sangueA Sentinela — 1978 | 1.° de dezembro
-
-
Evidenciamos pessoalmente ter elevado respeito pela vida e pelo sangue, nos nossos assuntos diários? Tal respeito, por exemplo, deve induzir-nos a ser moderados e cuidadosos ao dirigirmos veículos, a obedecer aos regulamentos de segurança e a manter nosso veiculo em condições seguras. De modo similar, deve-se ter razoável cuidado para eliminar os perigos no lar ou no lugar de trabalho, para reduzir ao mínimo a probabilidade dum acidente fatal, quer da própria pessoa, quer de outros. Tem você tal conceito?
21. Como poderia alguém hoje indiretamente ficar culpado de sangue, exigindo assim que exame de si mesmo?
21 Outro aspecto de se evitar a culpa de sangue relaciona-se com organizações ou instituições que têm culpa de sangue aos olhos de Deus. Por exemplo, Deus acusa especificamente Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, de ter culpa pelo derramamento do sangue de verdadeiros adoradores. (Rev. 17:6; 18:24; 19:2) Ela também tem endossado instituições políticas e militares que têm derramado rios de sangue, no decorrer dos séculos. Nosso sincero desejo de ficar livre da culpa de sangue exige que nos separemos das atuais organizações que Deus julga adversamente e que tenhamos cuidado de não apoiá-las. Mostramos isso em todos os aspectos de nossa vida?
22, 23. (a) Que outro aspecto da culpa de sangue deve interessar-nos? (Atos 18:6) (b) Então, em que devemos ser resolutos quanto à vida e ao sangue?
22 Podemos igualmente demonstrar nossa determinação de estar livres da culpa de sangue por ativa e entusiasticamente pregarmos a mensagem do Reino. (Mar. 13:10) Neste respeito, considere o conselho de Deus ao profeta Ezequiel, antes da queda de Jerusalém, em 607 A. E. C. Ezequiel foi informado por Deus que, se ele, como vigia, deixasse de dar a mensagem de aviso, teria de prestar contas pelo sangue dos israelitas que pereceram. (Eze. 3:17-21; 33:2-16) Contudo, quanta satisfação podemos tirar de nos desincumbirmos de nossa responsabilidade cristã de divulgar a verdade sobre o vindouro fim deste sistema iníquo e sobre o paraíso que se seguirá! Empenharmo-nos nisso faz com que nos sintamos assim como o apóstolo Paulo, que disse a anciãos cristãos: “Estou limpo do sangue de todos os homens, pois não me refreei de falar a todos vós todo o conselho de Deus.” (Atos 20:26, 27) Que privilégio! Ao passo que pessoalmente evitamos a culpa de sangue, podemos ajudar outros a obter a vida eterna por terem fé no sangue de Cristo.
23 Portanto, embora a maioria das pessoas talvez não se apercebam do que Deus diz e possam encarar o sangue como simplesmente algo para sustentar temporariamente a vida humana, o mesmo não se dá com os verdadeiros cristãos. Baseados na Palavra de Deus, podemos apreciar o conceito de Jeová sobre a vida e o sangue. Fiquemos resolutos em defender este conceito e em viver segundo ele.
-
-
Precisa-se de mais “trabalhadores” — pode você participar?A Sentinela — 1978 | 1.° de dezembro
-
-
Precisa-se de mais “trabalhadores” — pode você participar?
JESUS iniciou um trabalho, que passou a ser tão importante, que o futuro da humanidade depende de seu resultado. Ele se comparou a um ‘semeador de semente excelente’. Em contraste, retratou o diabo como semeador de “joio” inútil. Ambas as plantas continuariam a crescer lado a lado até a “colheita”, na “terminação do sistema de coisas”, quando os “ceifeiros” angélicos alegremente ajuntariam a safra da semente excelente e queimariam o “joio” sem valor. — Mat. 13:36-43.
Jesus instituiu a obra de pregação e de fazer discípulos. Durante três anos e meio, devotou a ela exclusivamente seu tempo e suas energias. Treinou seus discípulos e os enviou para que treinassem mais outros. Partindo dum pequeno começo, esta obra, por fim, atingiria a “parte mais distante da terra”. (Atos 1:8) Seu clímax chegaria pouco antes do “fim” — quando a mensagem do Reino tivesse sido pregada “em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. (Mat. 24:14) Tudo confirma que chegamos à “terminação do sistema de coisas”, colocando-nos assim no antítipo do tempo do “recolhimento”, o qual, entre os judeus, culminava com a festa das barracas. (Êxo. 23:16) Por conseguinte, pessoas boas e más, que Jesus comparou com “ovelhas” e “cabritos”, estão sendo separadas para a vida ou para a morte. — Mat. 24:3-8; 25:31-46.
No que se refere ao futuro da humanidade, nenhuma obra se compara com esta, quanto à urgência ou importância. Ela nunca será repetida. O tempo que resta para terminá-la é curto. Os campos já estão “brancos para a colheita”. (João 4:35) Há muito para fazer, e a demora desnecessária pode ser dispendiosa. Existe o potencial para uma colheita abundante, mas “os trabalhadores são poucos”, o que provoca o pedido urgente de se ‘enviarem mais trabalhadores’ para ajudar. — Mat. 9:37, 38.
O arranjo de pioneiro auxiliar tem-se mostrado uma excelente oportunidade para muitos prestarem ajuda adicional na execução desta obra urgente. Tem você possibilidade de participar?
ESFORÇAR-NOS — MOTIVO DE ALEGRIA
Todos os que conhecem a vida numa comunidade rural sabem que a colheita é uma época de trabalho árduo. Quando os campos estão maduros, tem de começar a colheita. Qualquer demora pode causar sérios danos. Todos, inclusive mulheres e crianças, são convocados para ajudar. Outras tarefas de menos importância são temporariamente deixadas de lado. O trabalho de cada dia começa antes de se levantar o sol e amiúde se estende até noitinha adentro. Sem dúvida, a colheita é mesmo uma época de trabalho! Mesmo assim, é também uma época de grande alegria, quando as safras são abundantes. — Isa. 9:3.
De modo similar, o “recolhimento” atual requer muito trabalho extra. A atividade de fazer discípulos não pode ser adiada até uma hora mais conveniente. Visto que há vidas em jogo, a demora desnecessária pode ter conseqüências de longo alcance. O desejo de aproveitar o tempo da melhor maneira possível induz muitos a restringirem ou temporariamente adiarem empenhos de menor importância. Quem trabalha de todo o coração amiúde verifica que seu dia começa cedo e que há muito a fazer, antes de ele finalmente poder deitar-se à noite. Até mesmo as mulheres e as crianças são convidadas a ajudar de algum modo. Deveras, a tarefa dada à congregação cristã durante este tempo de colheita envolve trabalho, muito trabalho! Contudo, os que trabalham de toda a alma ficam “cheios de alegria” ao recolherem uma abundante safra de novos discípulos. — Atos 13:48, 52.
REAÇÃO SATISFATÓRIA
Muitas Testemunhas de Jeová preocupam-se seriamente com a necessidade de “trabalhadores” e estão continuando a procurar meios para fazer mais. Isso não é fácil. Têm de contentar-se com as crescentes demandas causadas pelas pressões exercidas sobre a família, pelas instabilidades econômicas e pelas influências insalubres que as cercam. Aqueles que aumentaram sua participação na obra, apesar dos obstáculos, merecem ser cordialmente elogiados. Por procederem assim, provaram seu desejo de permanecer “constantes . . . tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor”. (1 Cor. 15:58) Já se passaram agora uns dois anos desde que se fizeram ajustes para que alguém se pudesse alistar como pioneiro auxiliar com o requisito reduzido de apenas 60 horas por mês no serviço do Reino. A reação foi muito satisfatória.
Muitos dos que antes não puderam alistar-se acham agora possível fazê-lo. Uma Testemunha, dona-de-casa, escreveu: “Descobri . . . que, fazendo um pouco mais de esforço . . . posso dar a devida atenção à família, ao lar e às nossas reuniões cristãs.” Uma congregação em que diversos se alistaram relatou: “Apenas dois não tinham serviço de período integral. Alguns trabalhavam à noite e eram pioneiros de dia, outros eram pioneiros após o trabalho e nos fins-de-semana . . . pelo menos uns poucos fizeram arranjos especiais com seus patrões, para tirar tempo extra de folga, a fim de atingirem seu alvo.” Uma Testemunha, com família, relatou que “minha filha mais velha, que cursa o segundo grau, queria participar . . . descobrimos que qualquer aluno pode tirar por mês quatro dias para fins religiosos . . . ela serve junto com os pioneiros auxiliares.” Outra congregação expressou-se de modo entusiástico: “Setenta dentre os 133 da congregação se alistaram como pioneiros auxiliares!” Portanto, é óbvio que muitos se aproveitaram prontamente deste campo de oportunidade.
ESFORÇO DILIGENTE PRODUZ BENEFÍCIOS DE LONGO ALCANCE
Os alistados como pioneiros são recompensados com bênçãos que vão além do simples aumento na sua atividade. Uma Testemunha descreveu seu alistamento como “a maior alegria espiritual que já tive, em anos”. Outra escreveu: “Pude encontrar mais duas pessoas que queriam estudar a Bíblia.” Um grupo, trabalhando em conjunto, disse que isso “nos ajudou a conhecer melhor nossos novos irmãos e irmãs”. Uma dona-de-casa expressou seus sentimentos do seguinte modo: “Dá-me uma alegre satisfação saber que meu serviço a Jeová está aumentando e melhorando . . . sinto-me mais achegada a Jeová.” Outra experiência conta que uma Testemunha, com problema de saúde, não podia ser pioneira regular, mas, “quando as horas [para pioneiro auxiliar] foram reduzidas para 60, verifiquei que podia continuar mês após mês.” Uma jovem Testemunha comentou: “Encontrei muitas revisitas novas. Fui ajudada espiritualmente. Quanto mais se fala sobre a Bíblia e se usa a ela, tanto mais se chega a apreciá-la.” Essas expressões de coração confirmam que muitos tiveram uma alegria pessoal que é espiritualmente satisfatória.
Além disso, a congregação tem tirado proveito similar. Um ancião relatou que isso tem sido “bem animador para a congregação e tem ajudado à espiritualidade, bem como à assistência às reuniões”. Um ancião, que também se alistou, agradou-se muito: “Muitos se juntaram a nós . . . ao passo que outros, não alistados, ainda assim aumentaram notavelmente o nível de seu serviço.” Outro acrescentou: “Aumentou a espiritualidade na congregação.” Em certo lagar, os anciãos acharam que “melhorou a habilidade de todos no uso da Bíblia, tendo muita alegria com isso”. Certa Testemunha disse que “o espírito no Salão do Reino e relacionado com ele tem melhorado, o que é muito apreciado por todos”. Um superintendente de circuito relatou, após a sua visita à congregação, que “nove pioneiros auxiliares tornaram a semana bem agradável e animadora para todos”. As muitas expressões similares mostram que este arranjo tem contribuído grandemente para a alegria e a espiritualidade da congregação, além de estimular mais serviço zeloso e eficiente.
PODE PARTICIPAR?
Alguns talvez hesitem, achando que não estão à altura desta tarefa. Ou talvez tenham dúvidas sobre se iam gostar do serviço. Outros acharam que simplesmente não encontrariam tempo para ele. Depois de refletir sobre o que os outros fizeram e as alegrias que tiveram, mesmo esses talvez se sintam inclinados a examinar de novo sua agenda diária. Afinal, talvez não seja tão difícil assim. Alguns ajustes menores, num ou noutro ponto, talvez lhes permitam alistar-se ocasionalmente.
Requer apenas a média de umas duas horas por dia no serviço do Reino para satisfazer os requisitos de pioneiro auxiliar. Alguns dos que têm emprego secular puderam ocasionalmente reduzir suas horas de trabalho ou aproveitar-se de periódicas dispensas de trabalhadores. Estudantes têm programado suas aulas de modo a poder sair mais cedo cada dia. Outros têm feito bom uso de feriados e férias de verão. Muitas donas-de-casa verificaram que a simples reorganização de seu horário e pedir a cooperação da família tornaram bastante fácil participar no serviço de pioneiro auxiliar, de vez em quando.
Antes de fazer planos específico, convém falar com outros que já foram pioneiros, para tirar proveito de sua experiência. Lembre-se de que os anciãos querem ajudar. Muitos deles têm uma boa base de experiência e terão prazer em compartilhá-la com outros. Às vezes, os anciãos têm programado tirar um ou dois dias do trabalho, só para criar a oportunidade de trabalharem pessoalmente com um grupo de pioneiros auxiliares. Tal associação sadia pode resultar em bênçãos mútuas para todos.
Em tudo o que fazemos, é sempre correto dirigir-nos a Jeová em oração, pedindo a sua ajuda. Precisamos de força física, e ele a concede a todos os que se oferecem voluntariamente. (Isa. 40:29-31) Podemos pedir-lhe sabedoria para dizer e fazer as coisas certas, e seu espírito, para nos sustentar. — Tia. 1:5; Luc. 11:13.
Temos o privilégio de viver no tempo da colheita espiritual deste velho sistema e participar numa obra que nunca mais se repetirá após o fim deste sistema. Os requisitos da colheita talvez demandem muito de nosso tempo e energia, mas recompensam-nos com sublime alegria. O genuíno amor a Deus e ao próximo tem a sua melhor expressão em participarmos na obra de fazer discípulos. (Mat. 22:37-39; 28:19) O empenho de aumentar ou melhorar esta participação por meio do serviço de pioneiro auxiliar certamente fará com que sejamos dos que “estamos trabalhando arduamente e nos esforçamos”, ajudando a “toda sorte de homens” a ser salvos. — 1 Tim. 4:10.
-
-
Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1978 | 1.° de dezembro
-
-
Perguntas dos Leitores
● Um médico disse que, antes da cirurgia, pode-se retirar do paciente algum sangue e armazená-lo, caso se precise duma transfusão durante a intervenção cirúrgica. Como deve o cristão encarar tal uso de seu próprio sangue?
Do ponto de vista da profissão médica, este processo pode parecer bastante prático. Há graves perigos em se aceitar uma transfusão do sangue de outra pessoa. Aparentemente, há menos riscos envolvidos, se alguém receber uma transfusão de seu próprio sangue. De modo que há, entre os médicos, uma tendência de usar o processo chamado “transfusão autológica”. Esta envolve a retirada do sangue do próprio paciente e seu armazenamento para fins de transfusão, quando seja preciso. Caso não seja necessitado pelo doador, o sangue poderia ser dado a outro paciente.
Conforme mostra a informação nas páginas 22-25 desta revista, a transfusão de sangue contraria a Bíblia.a As Escrituras revelam que Deus considera o sangue como sagrado, e seus servos devem tratá-lo do mesmo modo. Em harmonia com isso, Jeová Deus disse aos israelitas que só podiam fazer duas coisas com o sangue. Primeiro, Deus disse: “Eu mesmo o pus para vós sobre o altar [de sacrifício] para fazer expiação pelas vossas almas.” Segundo, se o sangue do animal não fosse usado no altar, o israelita tinha de derramá-lo no solo; assim
-