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Governador, Palácio DoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Herodes, o Grande. As seguintes razões têm sido apresentadas em apoio deste último conceito: (1) Segundo Filo, filósofo judeu do primeiro século, o palácio de Herodes era chamado de “casa dos procuradores [ou, governadores]”, e era ali que o governador Pilatos pendurava escudos em honra de Tibério César. (2) Josefo, historiador judeu, relata que o procurador Géssio Floro se instalou ali. [Wars of the Jews (Guerras Judaicas), Livro II, cap. XIV, par. 8] (3) O palácio de Herodes, em Cesaréia, servia como palácio do governador naquela cidade. — Atos 23:33-35.
O palácio de Herodes, em Jerusalém, estava localizado no canto NO da cidade alta. Conforme a descrição de Josefo, achava-se cercado por um muro de 30 côvados (13 m) de altura, dotado de torres em intervalos eqüidistantes. Dentro dos muros havia pórticos, pátios e bosques de árvores. Os aposentos eram luxuosamente mobiliados com vasos de ouro e de prata, e bancos de mármore. Cem convidados podiam ser alojados em cada um dos quartos de dormir. — Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro XV, cap. IX, par. 3; Wars of the Jews, Livro V, cap. IV, par. 4.
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GovernoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GOVERNO
A orientação e a restrição autoritárias exercidas sobre as ações dos homens em comunidades, em sociedades e em estados. Também, a pessoa, ou o grupo de pessoas, ou as organizações que constituem a autoridade governante.
Nas Escrituras Gregas Cristãs, formas da palavra arkhé (“começo” ou “princípio”) são traduzidas, de forma variada, como “potestades”, “império”, “principados”, “governos”, “regentes”, “soberanias”. (Al; CBC; LR; NM; AV e outras) Kybérnesis e kyriótes, traduzidas “governo” em algumas traduções, significam mais corretamente “orientar [guiar ou dirigir]” e “senhorio”, respectivamente. Nas Escrituras Hebraicas, “governo” é o termo em português às vezes usado para traduzir memshaláh, “domínio” (Isa. 22:21), e misráh, “domínio” ou “domínio [ou poder] principesco”. — Isa. 9:6.
A Bíblia revela que há governos invisíveis que são bons, tendo sido estabelecidos por Deus (Efé. 3:10), bem como aqueles que são iníquos, criados por Satanás e os demônios. (Efé. 6:12) Jesus Cristo foi o agente ativo de Deus em originalmente estabelecer todos os governos e autoridades justos, invisíveis e visíveis. (Col. 1:15, 16) Ele tem sido colocado por seu Pai, Jeová, como o cabeça de todo governo (Col. 2:8-10), e tem de governar até que todos os governos oponentes, invisíveis e visíveis, sejam reduzidos a nada. (1 Cor. 15:24) O apóstolo Paulo indicou que haveria um sistema de coisas em que existiria um governo sob a autoridade do Cristo. — Efé. 1:19-21.
GOVERNOS MUNDIAIS
A Bíblia representa os governos mundiais como ‘feras’ (‘bestas’), e afirma que eles obtêm sua autoridade do Dragão — Satanás, o Diabo. Deus tem permitido que permaneçam, e tem limitado seu escopo e a duração de sua regência, em harmonia com o Seu propósito. — Dan., caps. 7, 8; Rev., caps. 13, 17; Dan. 4:25, 35; João 19:11; Atos 17:26; 2 Cor. 4:3, 4; veja ANIMAIS SIMBÓLICOS.
OS CRISTÃOS E OS GOVERNOS
Jesus Cristo e os cristãos primitivos nada fizeram que interferisse com os governos de seus dias. (João 6:15; 17:16; Tia. 1:27; 4:4) Reconheceram que era necessário haver alguma forma de governo para a existência da sociedade, e jamais fomentaram a revolução ou a desobediência civil. (Rom. 13:1-7; Tito 3:1) Jesus delineou o princípio orientador para os verdadeiros adoradores de Deus seguirem, ao dizer: “Portanto, pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” (Mat. 22:21) Este princípio habilitou os cristãos primitivos (e os cristãos desde então), a manterem um equilíbrio correto em seu relacionamento com as duas autoridades — a dos governos civis e a de Deus. Jesus mostrou ainda que, enquanto estava na terra, a sua posição, e, por conseguinte, a de seus discípulos, era de não ser rebelde para com os governos de “César”, mas, antes, de submeter-se aos regulamentos deles que não colidissem com a lei de Deus. O próprio Pilatos reconheceu este fato quando disse: “Não acho falta nele.” (João 18:38) Os apóstolos seguiram este princípio.
— Atos 4:19, 20; 5:29; 24:16; 25:10, 11, 18, 19, 25; 26:31, 32.
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GraçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GRAÇA
Veja BENIGNIDADE.
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Grama (Relva)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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GRAMA (RELVA)
Quaisquer plantas que pertençam à família das Gramíneas, inclusive os cereais, as plantas das campinas e dos pastos, a cana-de-açúcar e o bambu. No entanto, até mesmo hoje, no emprego comum, não se adere estritamente a esta classificação científica, e, por conseguinte, é improvável que os antigos hebreus fizessem distinção entre a relva verdadeira e as gramíneas em geral.
Trazidas à existência no terceiro dia criativo (Gên. 1:11-13), as gramíneas (ou relva) têm servido como fonte direta, bem como indireta, de alimento para o homem e os animais inferiores. Também, junto com as outras plantas, desempenham significativo papel na purificação do ar, por absorverem bióxido de carbono e exalarem oxigênio. O extenso sistema de raízes das gramíneas serve como empecilho para a erosão do solo. Apropriadamente, menciona-se a grama (relva) como uma das provisões de Jeová, assim como também a luz solar e a chuva que são tão vitais para o florescimento da relva. — Sal. 104:14; 147:8; Zac. 10:1; 2 Sam. 23:3, 4; Jó 38:25-27; Mat. 5:45.
Os israelitas estavam bem a par do secamento da grama sob o calor intenso do sol durante a estação seca. Assim, a transitoriedade da vida do homem é apropriadamente assemelhada à da erva ou grama, e é contrastada com a eternidade de Jeová e de sua “palavra“ ou “declaração”. (Sal. 90:4-6; 103:15-17; Isa. 40:6-8; 51:12; 1 Ped. 1:24, 25) Os malfeitores também são comparados com a erva ou relva que rapidamente murcha. (Sal. 37:1, 2) Os que odeiam Sião, bem como as pessoas prestes a serem subjugadas pela conquista militar, são assemelhadas à grama de raízes curtas que cresce em terraços de terra, grama que se seca até mesmo antes de ser arrancada, ou que é ressequida no rastro do vento E. — Sal. 129:5, 6; 2 Reis 19:25, 26; Isa. 37:26, 27.
Uma profecia de restauração predizia que os ossos dos servos de Deus ‘floresceriam como a tenra relva’, isto é, seriam avigorados com novas forças. — Isa. 66:14; compare com Isaias 58:9-11.
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Grande MarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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GRANDE MAR
Aquela imensa massa aquosa que separa a Europa e a África, tendo a Ásia a E. Ao passo que os hebreus o chamavam de Grande Mar, atualmente é comum ser chamado pelo seu nome latino, Mediterrâneo, que significa ‘no meio da terra’, pois é praticamente cercado de terra.
Não é inapropriado chamar hoje o Mediterrâneo de o Grande Mar, como faziam os povos antigos desde o tempo de Moisés em diante, pois certamente se enquadra em tudo que tal nome subentende. (Núm. 34:6, 7) Tem c. 3.700 km de extensão, mais de 1.600 km de largura em seu ponto mais amplo, e abrange uma área de c. 2.850.000 km2. Seu ponto mais profundo atinge c. 4.270 m.
A profecia de Ezequiel fala dos “muitíssimos” peixes contidos no Grande Mar. (Eze. 47:10) Nestas águas há excelentes corais e uma abundância de esponjas, além de mais de 400 variedades de peixes.
Os escritores bíblicos não só empregaram o nome “Grande Mar” (Jos. 1:4; 9:1, 2; 15:12, 47; 23:4; Eze. 47:15, 19, 20; 48:28), mas também se referiram a ele por outros termos abrangentes. Para eles, essa massa aquosa era o “mar ocidental”, que constituía o limite ocidental
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