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O testemunho da criação sobre o Deus de propósitoA Sentinela — 1977 | 1.° de abril
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constituição peculiar, tem força de compressão, tendendo a “empurrar” a parte inferior da árvore para endireitá-la. Mas, nas árvores folhosas, o lenho de “compensação” se forma na parte de cima. É de composição diferente, tem força tênsil e tende a “puxar” a árvore para trás, até à vertical. Em qualquer caso, quando a árvore fica novamente na posição vertical, ou quase nesta posição, as células “geratrizes” produzem novamente apenas madeira normal. Como é que senão o Projetista inteligente saberia que qualquer destes métodos funcionaria, usando então, por algum motivo, sem dúvida, para um propósito válido e necessário, um método diferente para cada tipo de árvore?
Não podemos afirmar ser pessoas racionais e raciocinantes, e ao mesmo tempo rejeitar tudo isso por dizer que se trata de algum processo que deve ter surgido sozinho, de “modo natural”. Isto significaria apenas esquivar-se do problema, não solucioná-lo. Antes, sabemos que estas árvores servem regular e continuamente a uma finalidade real e proveitosa, e que cada propósito precisa ter alguém que o tem. Deve ter sido formado por uma mente que coordena as atividades das coisas, neste caso, o desenvolvimento das árvores como parte integrante e essencial da ecologia.
O HOMEM É O MAIS BENEFICIADO
Investigando ainda mais um pouco a existência de um propósito na vida vegetal, em benefício do homem, tome o bambu, que é classificado como gramínea. Esta planta forte e resistente, com sua superfície dura e lisa, literalmente tem centenas de usos. Os brotos de bambu são um alimento apetitoso e fonte de enzimas. As varas de bambu são usadas na construção de casas, de andaimes e de barcos, e também como varais, para estender a roupa. Mobília e muitos utensílios domésticos, inclusive copos e até mesmo facas, são feitas de bambu. A maioria de nós conhecemos as varas de pesca, de bambu. E a polpa e as fibras de bambu são valiosas para a fabricação de papel, bem como para certos remédios e como catalisador químico.
Ou tome os coqueiros. Com as fibras de coco se fazem cordas, capachos, cestos, escovas e vassouras. A copra, a amêndoa de coco, serve como alimento para o homem e para os animais, como fertilizante e se extrai dela o óleo de coco — usado na fabricação de sabões, xampus, detergentes, margarinas, gordura vegetal, borracha sintética, glicerina, fluido para freios hidráulicos e plastificador para vidros de segurança. Ora, a menos que houvesse um propósito nisso, teria uma planta tantos usos assim?
Parece-lhe que plantas tão valiosas assim vieram a existir por acaso — que todas as particularidades delas não têm nenhuma finalidade, exceto, talvez para a própria vida da planta? Ou foi ela produzida pelo Criador para fornecer seus bons produtos para a vida e o usufruto do homem?
TEMOS DE IR ALÉM DO ESTUDO DA “NATUREZA”
Naturalmente, o estudo das árvores ou de outras coisas da natureza não revela plenamente por que o Criador fez essas coisas, mas alerta-nos ao fato de que ele tem inteligência superior e realmente é Deus sobre toda a sua criação. A Bíblia expressa isso do seguinte modo: “As . . . qualidades invisíveis [de Deus] são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade.” — Rom. 1:20.
A consideração, muito suscinta, de apenas algumas formas de vida vegetal, habilita a pessoa que raciocina a reconhecer ali o uso de tremendo poder e sabedoria sem paralelo. Evidencia-se muito, porém, ainda outra qualidade mais importante, a saber, o amor. E este amor é principalmente à humanidade. As árvores ininteligentes e os animais irracionais também são beneficiados com isso, embora estes não sejam capazes de apreciar o cuidado amoroso demonstrado na maneira em que as coisas criadas cooperam para o bem de todos. Mas os homens podem ver e devem reconhecer este fato. Devem dar-se conta de que Deus criou coisas operantes para que o homem pudesse viver e usufruir a vida na terra.
Como exemplo de propósito, Deus cita o ciclo da chuva. Ele diz: “Desce dos céus a chuvada e a neve, e não volta àquele lugar, a menos que realmente sature a terra e a faça produzir e brotar, e se dê de fato semente ao semeador e pão ao comedor.” (Isa. 55:10) Os cientistas não podem explicar plenamente o Como da chuva, mas o Porquê certamente é evidente, na realização dum objetivo bem vital para a humanidade.
Embora o estudo de coisas tais como essas seja bom e possa levar a pessoa mais perto de Deus, revela apenas “as beiradas dos seus caminhos” e um “sussurro” de como é Deus. (Jó 26:14) O exame das coisas criadas devia incitar-nos a ir mais além, para conhecê-lo e entrar numa relação com ele. Há informação muito mais emocionante, mais satisfatória e proveitosa na própria comunicação de Deus para nós — a Bíblia. Grande parte dela está escrita em declarações simples e diretas, que qualquer pode entender.
Se nós reconhecermos a Deus, ele também reconhecerá a nós. Ensinar-nos-á os seus caminhos e cumprirá para conosco o que se propôs originalmente. Qual é este propósito? Não só que usufruamos a vida hoje, com um objetivo na vida, mas que homens e mulheres vivam para sempre numa terra embelezada, em plena harmonia com Ele e com todas as coisas criadas. — Rev. 21:3, 4; Gên. 1:28.
Exortamo-lo a considerar a Bíblia com mente aberta e esquadrinhadora. Ficará surpreso e muito encorajado. Entenderá por que as condições são hoje assim e como Deus as solucionará. As Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudar a todos os que buscam a verdade a examinar a Bíblia à conveniência destes, livre de qualquer despesa.
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‘A sabedoria é árvore de vida’A Sentinela — 1977 | 1.° de abril
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‘A sabedoria é árvore de vida’
● Um provérbio da Bíblia diz que a sabedoria é “árvore de vida para os que a agarram”. (Pro. 3:18) Quem possui tal sabedoria tem perspicácia e bom senso para acatar os mandamentos de Deus. Isto o protege contra um proceder tolo, que poderia resultar em morte prematura. Por exemplo, quem desconsidera as advertências inspiradas contra a imoralidade sexual pode contrair uma doença venérea, e, em resultado, pode ter morte prematura. Por outro lado, quem age em harmonia com a sabedoria piedosa é protegido contra tais conseqüências lastimáveis. No seu caso, a sabedoria mostra ser “árvore de vida”.
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