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  • Produtos descartáveis tornam-se lixo não-descartável
    Despertai! — 1990 | 22 de setembro
    • em fibra para a fabricação de tapetes de poliéster, enchimentos para forros de capotes de inverno, e uma infinidade de outras coisas. A indústria, porém, faz bem em se preocupar com seu mercado. Alguns lugares já estabeleceram leis proibindo o uso e a venda de todos os produtos feitos de poliestireno e PVC (cloreto de polivinila) em estabelecimentos de venda de alimentos diretamente ao consumidor. A proibição inclui sacos de plástico para gêneros alimentícios, copos e bandejas para carne, de poliestireno, e as embalagens de poliestireno para hambúrgueres.

      Calcula-se que mais de 75 por cento do lixo sólido municipal nos Estados Unidos seja reciclável. Devido à indiferença pública, contudo, e às deficiências na tecnologia, este potencial não está sendo atualmente alcançado. “A reciclagem está entrando numa fase muito perigosa”, disse certo especialista em reciclagem. “Muitos governos terão problemas em reverter essa crise.”

      Certas autoridades afirmam que a solução é queimar o lixo em incineradores municipais gigantes. Mas novamente, existem problemas. Ambientalistas advertem que incinerar plásticos e outros detritos liberam no ar substâncias químicas tóxicas, incluindo a dioxina. “Um incinerador pode ser encarado exatamente como uma fábrica de dioxina”, disse um renomado ambientalista. “Os incineradores produzem também toneladas de cinzas muitas vezes contaminadas com chumbo e cádmio”, noticiou a revista Newsweek. Pode-se ouvir um clamor de protesto por parte dos cidadãos que moram próximo a prospectivos locais de incineradores. Ninguém os quer em sua vizinhança. São encarados como perigosa ameaça à saúde e ao meio ambiente. Assim, a crise do lixo continua aumentando. Será que alguém tem a solução?

  • Resíduos nucleares — o lixo mortífero
    Despertai! — 1990 | 22 de setembro
    • Resíduos nucleares — o lixo mortífero

      A AVALANCHA de lixo doméstico não é o único perigo que ameaça acabar com a vida neste mundo. Torna-se insignificante diante dum problema de lixo muito maior e mais mortífero. Desde que o homem aprendeu a dominar o átomo para fabricar armas nucleares e para gerar eletricidade, os cientistas têm estado num dilema quanto aos métodos mais seguros possíveis para o descarte dos resíduos nucleares altamente radioativos que os sistemas produzem.

      Bilhões de dólares têm sido gastos em esforços para descobrir maneiras de impedir que tais resíduos mortíferos contaminem as pessoas e o meio ambiente para as gerações futuras. Essa é deveras uma tremenda tarefa, visto que os resíduos radioativos podem permanecer letais para todas as coisas vivas durante milhares de anos!

      Durante décadas, grande parte de tais resíduos foi simplesmente enterrada em fossos no próprio local e em valas abertas que permitiam a infiltração, na crença de que os perigosos materiais se dissolveriam e se tornariam inofensivos — uma hipótese cujos efeitos se mostraram catastróficos, como podemos ver. Milhões de litros de resíduos altamente radioativos foram armazenados em gigantescos tanques subterrâneos; outros resíduos foram lacrados em tambores e armazenados na superfície do solo, mais um método de descarte que se revelou perigoso.

      Tais resíduos nucleares são tão perigosos e letais que os cientistas já consideraram todas as alternativas, desde o lançamento dos resíduos ao espaço sideral até seu armazenamento sob as calotas polares. Investiga-se agora a possibilidade de se lançar caixas metálicas, com resíduos, no norte do oceano Pacífico, onde se espera que penetrem uns 30 metros na lama, no leito do oceano. “Temos coisas neste planeta com que teremos de lidar, quer na terra, quer na água, quer abaixo das águas do oceano. É isso o que temos”, disse o vice-presidente da Instituição Oceanográfica Woods Hole.

      No momento, como solução temporária até que se descubra um método de descarte mais seguro e permanente, a maior parte desse material radioativo é armazenada em tanques de água dentro de prédios lacrados. Ontário, no Canadá, por exemplo, possui 16 reatores nucleares que já produziram mais de 7.000 toneladas de resíduos radioativos, atualmente armazenados em tais instalações. A Grã-Bretanha também enfrenta o desconcertante problema do que fazer com seus resíduos. Atualmente, resíduos de alto nível de radiação são guardados em locais na superfície do solo, e espera-se que esse método continue sendo seguido até que se encontrem e sejam testados locais subterrâneos à prova de vazamentos. A França, a Alemanha e o Japão também procuram controlar seus problemas de lixo nuclear.

      “A orientação oficial nos Estados Unidos”, noticiou The New York Times, “é que o método mais seguro é enterrar num ‘profundo repositório geológico’, num lugar seco, estável e desolado. Mas tem-se provado difícil encontrar tal local”. Realmente difícil! De acordo com os cientistas, tem de ser um lugar de tal maneira seco e estável que possa abrigar o material com segurança durante 10.000 anos. Embora parte desses resíduos atômicos possa permanecer letal durante calculadamente 250.000 anos, os especialistas crêem que ocorrerão tantas mudanças geológicas em 10.000 anos, “que é inútil tentar planejar para mais tempo”. “Não conheço nenhum cálculo-modelo na face da terra que até mesmo fale numa projeção de 1.000 anos”, disse um renomado especialista em radiação. Ele acrescentou ser “difícil discutir sobre um risco à saúde 10.000 anos no futuro”.

      Catástrofe!

      Quando os cientistas desvendaram os segredos do átomo, desencadearam um novo e estranho fenômeno para o qual não estavam preparados — o pesadelo da poluição mortífera que se seguiria. Mesmo depois de serem advertidas do potencial de perigo, autoridades governamentais desconsideraram deliberadamente os avisos. À medida que as armas atômicas tornaram-se prioridade das nações que dispunham da capacidade e dos materiais para fabricá-las, o respeito para com a saúde e a vida das pessoas e a qualidade do meio ambiente foram postos de lado. Utilizaram-se procedimentos negligentes no armazenamento dos resíduos mortíferos. Por exemplo: Numa fábrica de armas atômicas, “mais de 750 bilhões de litros de resíduos perigosos, suficientes para inundar Manhattan a uma profundidade de 12 metros, foram despejados em fossos e lagunas sem revestimento”, escreveu U.S.News & World Report de março de 1989. “A infiltração tóxica contaminou pelo menos 260 quilômetros quadrados de água subterrânea. Uns 170 milhões de litros de resíduos altamente radioativos estão armazenados em gigantescos tanques subterrâneos, e mais de 50 bombas da potência da de Nagasáqui poderiam ser construídas com o plutônio que vazou desses reservatórios”, disse a revista. Calcula-se que a limpeza desse local custará uns 65 bilhões de dólares.

      Alguns tanques de armazenamento construídos para conter resíduos nucleares ficaram tão quentes devido ao calor radioativo, que rachariam. Calcula-se que 2 milhões de litros de resíduos radioativos vazaram no solo. A água potável foi contaminada pelo radioativo estrôncio-90 a um nível mil vezes superior ao limite permitido para a água potável, conforme estabelecido pela Agência de Proteção ao Meio Ambiente. Numa outra fábrica de armas atômicas, “substâncias radioativas de reservatórios de resíduos contendo 42 milhões de litros de urânio . . . estão vazando para um aqüífero e já contaminaram poços situados uns 800 metros ao sul das dependências”, informou The New York Times. Esse jornal noticiou também que no estado de Washington, bilhões de litros de água contaminada foram derramados no solo, e uma corrente constante de trítio radioativo está fluindo para o rio Colúmbia.

      Em Idaho, pequena quantidade de plutônio escapou de fossos rasos de resíduos no Complexo de Manipulação de Resíduos Radioativos, noticiou The New York Times. “Este está atravessando as camadas rochosas em direção a um vasto reservatório subterrâneo de água que abastece milhares de habitantes no sul de Idaho.” Esse elemento mortífero penetrou até a profundidade de 70 metros, estando quase na metade do caminho até o aqüífero, asseverou o jornal.

      Quão mortíferos são esses resíduos de plutônio derramados nos rios e nas correntes, e expelido no ar? “O plutônio permanece radioativo durante 250.000 anos”, noticiou The New York Times, “e até mesmo partículas microscópicas podem ser letais se inaladas ou engolidas”. “Inalar até mesmo uma partícula de pó de plutônio pode causar câncer”, afirmou a revista Newsweek.

      Desconhecem-se os efeitos imediatos e a longo prazo dos resíduos nucleares sobre as pessoas. Estes talvez nunca venham a ser conhecidos. Basta dizer, contudo, que em uma usina atômica foram relatados 162 casos de câncer entre os que moram num raio de vários quilômetros das instalações. As pessoas tem medo de beber a água, e é grande o temor. “Terão de seis a 200 casos adicionais de câncer”, disse um médico de universidade e consultor dos trabalhadores da usina. “Estão todos assustados. Sentem-se como se tivessem perdido o controle sobre seu meio ambiente e sobre suas vidas.”

      E de fato perderam. Há muitos séculos, um fiel profeta de Jeová disse: “Bem sei, ó Jeová, que não é do homem terreno o seu caminho. Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” (Jeremias 10:23) A história certamente tem comprovado a veracidade dessas palavras — e de forma dramática nestes últimos dias. A crescente crise do lixo é apenas um dos muitos fracassos do homem em dirigir sabiamente os seus passos.

      Contudo, não há motivo para desespero. A profecia bíblica mostra claramente que em breve o atual sistema de coisas será eliminado e o Criador introduzirá um novo mundo. Ele não tolerará por muito mais tempo o que o homem está fazendo à terra e a si mesmo, mas irá “arruinar os que arruínam a terra”. (Revelação 11:18) Depois disso, sob a direção do Criador, os humanos aprenderão a cuidar corretamente da terra e a utilizar seus recursos sabiamente. — Salmo 37:34; 2 Pedro 3:10-13.

      [Destaque na página 9]

      Os resíduos nucleares podem permanecer letais durante 250.000 anos.

      [Destaque na página 10]

      “Inalar até mesmo uma partícula de pó de plutônio pode causar câncer.”

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