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  • Por que veio a ficar assim?
    Despertai! — 1971 | 8 de outubro
    • seguinte, o índice de mortalidade ultrapassou 4.000 mortes. Atualmente, nas principais cidades ao redor de todo o mundo, os olhos de milhões de pessoas ardem, seus pulmões se acham irritados e casos de enfisema, bronquite e câncer pulmonar estão aumentando. Talvez não morram subitamente. Mas, seu período de vida com certeza está decrescendo.

      A tudo isto se precisa acrescer a extensão da tecnologia científica em dois outros campos: agricultura e guerra. As fazendas, confrontadas com a decrescente mão-de-obra, tornaram-se mecanizadas e têm usado fertilizantes e pesticidas químicos. Isto aumentou as colheitas. Mas, a poluição também cresceu na mesma proporção. O desenvolvimento científico de equipamento de guerra, em especial o das bombas nucleares, introduziu novo perigo de poluentes radioativos. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial até 1963, mais de quatrocentas explosões nucleares foram detonadas. Desde o tratado de proscrição dos testes de 1963, outras cerca de trezentas explosões subterrâneas foram detonadas. Os desfolhantes atualmente devastam amplas áreas florestais no sudoeste da Ásia.

      Crescimento Demográfico Traz Aumento da Poluição

      Levou milhares de anos para que a população da terra atingisse um bilhão de pessoas em 1850. Por volta de 1930, atingira dois bilhões. Atualmente está em 3,6 bilhões e o cálculo é que duplicará nos próximos trinta anos. As cidades receberam o grosso deste aumento demográfico. Em 1740, a Inglaterra como um todo tinha apenas um pouco mais de 6.000.000 de pessoas. Hoje, apenas a Londres metropolitana tem mais do que isso.

      Esta “explosão demográfica” tem ajudado a Revolução Industrial em sua lota em prol de ainda maior produção, operações mais gigantescas. Tendo mais pessoas, a demanda de mais energia — nas indústrias, nos lares e nos transportes — cresceu. As cidades em expansão continuamente tragaram cada vez mais a terra cultivável ao redor. E as terras junto aos novos limites freqüentemente sofreram, quer devido à poluição quer devido a serem lavradas até que perderam sua fertilidade. O alimento teve de ser transportado por caminhões de distâncias ainda maiores.

      Os subúrbios se desenvolveram, à medida que as pessoas procuraram alívio da deterioração citadina. Mas, isto por fim aumentou mais a poluição por meio do uso incrementado dos carros particulares. Amplas redes de rodovias surgiram, espalhando de contínuo faixas cada vez mais largas de concreto ou asfalto sobre o que antes era uma região interiorana verdejante. Diz a revista Time: “Cada ano, apenas os EUA pavimentam mais de 1.000.000 acres [400.000 hectares] de árvores que produzem oxigênio.” Atualmente, em São Paulo, Brasil, há apenas cerca de meio metro quadrado de área verde por pessoa. A medida que aumentaram as viagens aéreas, os aeroportos tiveram seu quinhão em asfixiar extensas áreas de terra, bem como em aumentar a poluição atmosférica em larga escala.

      Na verdade, por certo tempo se obteve algum êxito em melhorar certas condições ambientais nas cidades industriais. Poucas cidades hoje são como Manchester, Inglaterra, lá por volta de 1843-1844, quando, em certa área, havia apenas um banheiro para cada 212 pessoas! Todavia, agora presenciamos uma situação em que, não só certas partes conhecidas como favelas urbanas, mas a terra como um todo — o solo, a água e o ar — está sendo conspurcada.

      Desenvolvida a “Sociedade de Consumo”

      A indústria em larga escala precisa de mercado constante para seus produtos. Nos estágios iniciais da Revolução Industrial, as depressões eram freqüentes, pois as novas máquinas de produção em massa não raro faziam com que a oferta ultrapassasse a procura. As grandes fábricas não eram flexíveis nem conseguiam ajustar-se à demanda corrente, como os primitivos artífices particulares, que não raro tinham duas ou três profissões e até mesmo trabalhavam na lavoura.

      A “explosão demográfica” apenas parcialmente solucionou este problema. Não tem sido suficiente para satisfazer a ambição industrial de “crescimento” constante. Assim, os fabricantes têm procurado estimular e promover a demanda. A publicidade, e também a produção periódica de novos estilos ou pequenos aprimoramentos que fizeram os modelos mais antigos parecer menos desejáveis, incentivaram as compras. O objetivo não era tanto o de suprir o que as pessoas precisavam, como o que poderiam ser forçadas a querer. Não raro se fabricaram artigos destinados a ter vida limitada, destarte produzindo demanda mais coerente com o passar dos anos. Devido a este “obsoletismo planejado”, um preço barato era com freqüência considerado mais importante do que a qualidade e a durabilidade.

      Tudo isto produziu o que não raro se chama de sociedade “perdulária”, uma sociedade que usa os produtos por certo tempo e então se desfaz deles. Mudar este desperdício atingiria drasticamente a economia de muitas nações.

      Como pode ver, então, surgiu um problema extremamente complexo, profundamente arraigado. Surgiu de forma gradual, espalhando-se pela vida de muitas gerações. Todavia, todo ele tem uma fonte básica. Qual é ela?

  • Desvendando a fonte básica
    Despertai! — 1971 | 8 de outubro
    • Desvendando a fonte básica

      O ESCALONAMENTO do desperdício em massa e da poluição em massa tem continuado bem até os nossos dias. Mas, qual é a fonte básica?

      Será a inventividade humana? Não em si mesma, pois os homens inventaram coisas através da história humana. Com efeito, o livro bíblico de Gênesis fala de homens, antes do dilúvio global, como Jubal, que “mostrou ser o fundador de todos os que manejam a harpa e o pífaro” e “Tubalcaim, forjador de toda sorte de ferramenta de cobre e de ferro”. (Gên. 4:21, 22) Não é a habilidade inventiva do homem, mas o emprego errôneo dela que cria problemas.

      Similarmente, o problema não reside todo na indústria, pois a indústria pode existir em todos os tamanhos. É a concentração da indústria e os métodos da

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