-
Pombo (A)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
cercada pelo branco reluzente do olho. (5:12) As pombas se deleitam em banhar-se, preferindo aninhar-se perto de uma fonte de água.
Sendo uma ave tímida, que treme quando é assustada (Osé. 11:11), a pomba, em seu estado selvagem, amiúde se aninha nos vales (Eze. 7:16), ao passo que a pomba-das-rochas faz seu ninho nas saliências e nas cavidades dos penhascos e das gargantas rochosas. (Cân. 2:14; Jer. 48:28) Quando domesticadas, elas retornam voando aos pombais preparados para elas, as partes inferiores brancas das asas de um grande bando de pombas tendo a aparência de uma nuvem que se move. (Isa. 60:8) Na Palestina já têm sido escavados vários pombais, alguns de tamanho apreciável.
A pomba possui asas fortes, sendo capaz de voar a grandes distâncias em busca de alimento, e é bastante rápida para despistar a maioria de seus inimigos. (Sal. 55:6-8) Todavia, as pombas são muito confiantes nos humanos e se tornam um tanto fáceis de serem capturadas numa rede ou enredadas. Assim, o apóstata Efraim, depositando tolamente sua confiança primeiro no Egito, e, daí, na Assíria, foi assemelhado a uma “pomba simplória”, que tendia a ser capturada numa rede. (Osé. 7:11, 12) Jesus, ao avisar seus discípulos sobre os opositores lupinos, aconselhou-os a ser, não apenas “inocentes como as pombas”, mas também “cautelosos como as serpentes”. — Mat. 10:16.
Na ocasião do batismo de Jesus e sua subsequente unção com espírito santo de Deus, fez-se com que este espírito santo aparecesse “em forma corpórea, semelhante a uma pomba”, sua descida visível sobre Jesus talvez sendo similar ao pouso adejante da pomba, ao se aproximar de seu poleiro. (Luc. 3:22; Mat. 3:16; Mar. 1:10; João 1:32-34) Era um símbolo apropriado, em vista da utilização que lhe deu Noé, e também de sua ‘inocência’ característica. As pombas eram empregadas para fins sacrificiais, conforme indicado por serem vendidas por aqueles que empreendiam atividades comerciais no templo de Jerusalém, embora o termo “pombas [Gr. , peristerás]” talvez indique aqui as “rolas” ou “pombos” mencionados na Lei mosaica. — Mar. 11:15; João 2:14-16.
-
-
PôncioAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PÔNCIO
Veja PILATOS.
-
-
PontoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PONTO
Um distrito do N da Asia Menor, ao longo do Euxino (mar Negro). Este nome, como é evidente, era aplicado inicialmente àquela parte da Capadócia às margens do Pontus Euxinus, como tal mar era às vezes chamado. O Ponto ia desde o curso inferior do rio Hális, a O (perto da Bitínia), em direção para o leste, ao longo da costa, em direção ao limite SE do mar. Ao longo da fértil linha costeira, o clima é quente no verão setentrional e rigoroso no inverno setentrional. O interior forma o canto NE do platô central, interrompido por muitos vales fluviais, e nestes se cultivavam cereais. As vertentes dos montes eram cobertas de florestas, e produziam madeira para a construção de navios. Ao longo da costa, sentia-se a influência das colônias gregas, mas o povo do interior tinha vínculos mais íntimos com a Armênia, a E. No primeiro século EC, o termo “Ponto” se refere, quer à inteira área geográfica ao longo da costa, quer àquela parte que se encontrava na combinada província da Bitínia e do Ponto, ou até mesmo na seção oriental que se tornou parte da Galácia e do Reino de Polêmon.
Filo, escritor judeu do primeiro século, disse que os judeus se haviam espalhado a toda parte do Ponto. Judeus do Ponto estavam presentes em Jerusalém, em Pentecostes de 33 EC. (Atos 2:9) É possível que alguns dos judeus do Ponto que ouviram o discurso de Pedro se tornaram cristãos e retornaram a seu território natal. Cerca de trinta anos depois, Pedro dirigiu sua primeira carta canônica (c. 62-64 EC) aos “residentes temporários espalhados por Ponto”, e outras partes da Ásia Menor. (1 Ped. 1:1) Uma vez que ele mencionou “anciãos” que deviam pastorear o rebanho, é provável que existissem congregações cristãs no Ponto. (1 Ped. 5:1, 2) O judeu chamado Áquila, que era natural do Ponto, viajou para Roma, e daí para Corinto, onde conheceu o apóstolo Paulo. — Atos 18:1, 2.
-
-
PorcaAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PORCA
Veja PORCO (SUÍNO)
-
-
Porco (Suíno)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PORCO (SUÍNO)
O designativo geral para porcos comuns é suíno; trata-se dum mamífero de tamanho médio, de casco partido e de pernas curtas, que possui corpo atarracado, de pele grossa, geralmente recoberto de pêlos grossos. O focinho do porco é rombudo, e seu pescoço e sua cauda são curtos. Não sendo ruminante, os termos da Lei mosaica decretavam que o porco era inaceitável como alimento ou como sacrifício. — Lev. 11:7; Deut. 14:8.
Embora a proscrição de Jeová a que se comesse carne de porco não se baseasse, necessariamente, em motivos de saúde, havia, e ainda há, riscos ligados à utilização desta carne como alimento. Visto que os porcos não discriminam nada em seus hábitos alimentares, chegando até mesmo a comer carniça e resíduos orgânicos, tendem a ser infestados por vários parasitos, incluindo os responsáveis por doenças tais como a triquinose e a ascaridíase.
Os israelitas, em geral, parecem ter considerado os suínos como especialmente repulsivos. Daí que o último grau na adoração repugnante é transmitido pelas seguintes palavras: “Quem oferece um presente — sangue de porco!” (Isa. 66:3) Para os israelitas, poucas coisas podiam ser mais inapropriadas do que um porco com uma argola de ouro no focinho. E é a isto que Provérbios 11:22 compara a mulher exteriormente bela, mas que não é sensata.
Ao passo que algumas outras nações não comiam carne de porco, para os gregos esta era uma comida requintada. Assim sendo, provavelmente como resultado da influência helenistica, na época do ministério terrestre de Jesus Cristo havia, pelo visto, um bom número de porcos na Palestina, especialmente na região da Decápolis. No país dos gadarenos havia, pelo menos, uma vara de cerca de 2.000 porcos. Quando Jesus permitiu que os demônios que ele expulsara entrassem nesta grande vara, todos os animais, até o último deles, lançaram-se num precipício e se afogaram no mar. — Mat. 8:28-32; Mar. 5:11-13.
OS DEMÔNIOS EXPULSOS QUE ENTRARAM NOS SUÍNOS
Não se pode atribuir a Jesus nenhuma falha por ter deixado que os demônios entrassem nos suínos, especialmente visto que certos fatores não expressos talvez estivessem bem possivelmente envolvidos, tais como se os donos dos suínos eram judeus, sendo assim culpados de desrespeitar a Lei. Não se exigia, naturalmente, que Jesus exercesse presciência quanto ao que os demônios fariam, uma vez entrassem nos animais impuros. E os demônios talvez quisessem apossar-se dos suínos a fim de derivar disso algum prazer sadístico desnatural. Também, poder-se-ia razoavelmente argüir que um homem vale mais do que uma vara de suínos. (Mat. 12:12) Ademais, todos os animais realmente pertencem a Jeová, por motivo de Ele ser seu Criador, e assim Jesus, como representante de Deus, tinha todo o direito de permitir que os demônios se apoderassem da vara de porcos. (Sal. 50:10; João 7:29) Entrarem os demônios nos suínos manifestava, de forma bem vigorosa, que tinham sido expulsos dos homens, tornando assim também bem evidente para os observadores o dano que advinha às criaturas carnais que se tornavam possessas de demônios. Demonstrava para tais observadores humanos tanto o poder de Jesus sobre os demônios como o poder demoníaco sobre criaturas carnais. Tudo isto pode ter-se enquadrado no propósito de Jesus e talvez explique a razão pela qual Jesus permitiu que os espíritos impuros entrassem nos suínos.
EMPREGO ILUSTRATIVO
A incapacidade dos suínos de reconhecer o valor de pérolas foi utilizada por Jesus ao ilustrar a insensatez de se partilhar coisas espirituais com aqueles que não têm nenhum apreço pelas idéias e pelos ensinos espirituais. (Mat. 7:6) E, na ilustração do filho pródigo, feita por Jesus, a degradação a que um rapaz tinha mergulhado foi acentuada por este ter de empregar-se como porqueiro, uma ocupação muitíssimo desprezível para um judeu, e por ele chegar até a desejar comer a dieta miserável destes animais. — Luc. 15:15, 16.
O apóstolo Pedro comparou os cristãos que revertem a seu anterior proceder na vida a uma porca que retorna a seu lamaçal, depois de ter sido lavada. (2 Ped. 2:22) Não obstante, é evidente que, conforme relacionada com o porco, esta ilustração não visava ser aplicada além da aparência superficial das coisas. Em realidade, o porco, sob condições naturais, não é mais sujo do que os demais animais, embora se chafurde no lamaçal, de tempos a tempos, a fim de resfriar-se do calor do verão, e para remover parasitos externos de seu couro.
-
-
Porco-espinhoAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PORCO-ESPINHO
Grande roedor que se caracteriza por seus espinhos ou picos protetores. Existe considerável disputa quanto ao significado exato da palavra hebraica qippódh. Contudo, apesar dessa incerteza, existe boa base para se traduzir coerentemente qippódh quer como “porco-espinho” quer como “ouriço-cacheiro”, em vez de “abetouro”, ou “garça”. Tanto os léxicos antigos como os modernos geralmente alistam o “ouriço-cacheiro” ou “porco-espinho” como definindo qippódh em todos os casos. Estas traduções gozam do apoio da Septuaginta e da Vulgata, bem como da etimologia do hebraico, e das línguas aparentadas, tais como o aramaico, o árabe e o etíope. O fato de que tanto o porco-espinho como o ouriço-cacheiro assumem a forma duma bola quando em perigo se harmoniza com a raiz (que significa “ajuntar-se ou formar bola”) da qual se crê que qippódh se deriva.
À base das inferências tiradas de Isaías 14:23 e de Sofonias 2:14 a respeito da desolação das cidades de Babilônia e de Nínive, alguns suscitam a objeção de que o porco-espinho (ou o ouriço-cacheiro) não poderia ser o animal tencionado, visto que tal criatura não freqüenta banhados de juncos, nem pode cantar ou subir até o topo de colunas. No entanto, segundo Isaías 14:23, não seriam os banhados de juncos, e sim a cidade de Babilônia que se tornaria o habitat dos porcos-espinhos. É interessante que certo explorador das ruínas de Babilônia relatou ter encontrado “quantidades de espinhos de porcos-espinhos”. Similarmente, a referência a uma voz “cantando na janela” na desolada Nínive pode aplicar-se a qualquer ave que pudesse empoleirar-se numa janela deserta, ou até mesmo ao som do vento, e não precisa aplicar-se necessariamente ao porco-espinho. (Sof. 2:14) Quanto a ‘passar’ o porco-espinho “a noite entre os seus capitéis [a parte mais elevada das colunas]”, é preciso lembrar que o quadro representado é o de uma cidade em ruínas. Assim sendo, certamente é possível que as colunas sejam aqui consideradas como estando caídas ao solo.
-
-
PórfiroAjuda ao Entendimento da Bíblia
-
-
PÓRFIRO
Uma espécie de pedra geralmente vermelho-escura, púrpura ou às vezes verde, que contém cristais de feldspato. Junto com o mármore e a pérola, foi empregada para pavimentar
-