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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1971
w71 15/3 pp. 190-192

Perguntas dos Leitores

● Como se entende, conforme diz 1 Coríntios 6:18, que “todo outro pecado que o homem possa cometer é fora de seu corpo, mas quem pratica fornicação está pecando contra o seu próprio corpo”? — E. U. A.

O apóstolo Paulo prefaciou esta citação com a ordem: “Fugi da fornicação.” É evidente que ele se expressava bem francamente sobre este assunto, pois passou das suas observações precedentes para esta ordem de ‘fugir da fornicação’ sem qualquer conectivo. Ele nos diz que sempre que se apresenta a tentação ou a oportunidade de cometer fornicação, não devemos vacilar ou debatê-la, mas devemos fugir logo. José, filho do patriarca Jacó, nos deu um bom exemplo neste respeito ele fugiu quando foi importunado pela esposa de seu amo Potifar. — Gên. 39:12.

Por que se expressou o apóstolo Paulo tão francamente sobre este assunto quando escreveu aos cristãos em Corinto? Foi porque se tratava duma cidade muito licenciosa, prevalecendo as tentações da imoralidade. Ela era centro da adoração de Vênus, deusa da gratificação sexual. Não é de se admirar que Corinto fosse considerada como a cidade mais imoral da antiga Grécia. Desta adoração de Vênus provém o nome para as doenças causadas pelas relações sexuais promíscuas, a saber, as doenças venéreas. Somos informados de que a gonorréia se encontra entre as doenças mais antigas e mais difundidas que afligem a raça humana, ao passo que a sífilis é descrita como estando entre os maiores flagelos da humanidade.

Quão terríveis são os efeitos destas doenças venéreas! Podem causar a esterilidade das mulheres, a cegueira dos filhos e a senilidade na velhice, para se mencionarem alguns dos efeitos mais trágicos. Apesar destes efeitos terríveis, as doenças venéreas aumentam, dizendo-se até mesmo que estão alcançando proporções epidêmicas. Não há dúvida de que, embora alguns outros pecados, tais como a bebedice, possam prejudicar o corpo até certo ponto, com a continuação deles, quando se comete fornicação, peca-se seriamente contra o próprio corpo.

Que a fornicação, neste sentido, é pecar contra o próprio corpo, foi reconhecido pelo sábio Rei Salomão, da antigüidade. Comentando o efeito posterior das relações com uma meretriz, ele diz: “O efeito posterior dela é tão amargo como o absinto; é tão afiado como uma espada de dois gumes. Seus pés descem à morte.” “Uma flecha lhe fende o fígado, assim como o pássaro se apressa para a armadilha, e ele não sabia que envolvia a sua própria alma.” Sim, as doenças venéreas atacam muitas vezes o fígado, o maior órgão no corpo, e o estragam. — Pro. 5:3-11; 7:23.

A fornicação, em certo sentido, pode ser comparada à quebra dum belo vaso de porcelana. A porcelana pode ser emendada, mas a evidência da quebra estará sempre presente. Por outro lado, a fornicação pode ser comparada a uma séria queimadura do terceiro grau. Pode-se dizer que o arrependimento faz que a ferida sare, mas não sem deixar cicatrizes, que sempre fariam lembrar o pecado. Sim, a fornicação é um pecado peculiar contra o corpo, pois envolve todo o corpo e toda a personalidade.

O mesmo se aplica ao adultério, que está incluído se o apóstolo Paulo usou a palavra pornéia, traduzida aqui “fornicação”, no seu sentido mais amplo, conforme é às vezes usada nas Escrituras Gregas Cristãs. Assim, Jesus Cristo falou de um homem se divorciar de sua esposa por outros motivos, não por fornicação, pornéia, querendo dizer por motivos que não eram o adultério. A palavra portuguesa pornografia, com o seu sentido mais amplo, se deriva desta raiz grega. — Mat. 19:9.

Um texto paralelo que lança luz sobre este assunto é o de Romanos 1:26, 27, em que Paulo mostra que os homossexuais pecam contra o seu próprio corpo: “É por isso que Deus os entregou a ignominiosos apetites sexuais, pois tanto as suas fêmeas trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza; e, igualmente, até os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena recompensa, que se devia ao seu erro.” De fato, as palavras de Paulo em 1 Coríntios 6:18 poderiam incluir o homossexualismo, pois os escritores gregos usavam também pornéia para se referir ao homossexualismo.

Mas, o apóstolo Paulo diz também que não só é pornéia o pecado contra o próprio corpo, mas que, em contraste, ‘todo outro pecado é fora do corpo’. Como assim? Este aspecto peculiar tem deixado intrigados os comentaristas bíblicos, durante séculos, e eles deram diversas explicações. De modo geral, seus comentários se harmonizam com o que se mencionou aqui, a achar, que o apóstolo estava falando num sentido relativo. Mas quando examinamos o conteúdo, podemos ver que as palavras dele podem também ser tomadas no sentido absoluto. Note que ele diz:

“Ora, o corpo não é para fornicação, mas para o Senhor; e o Senhor é para o corpo. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Tirarei eu, então, os membros do Cristo e os farei membros duma meretriz? Que isso nunca aconteça! O que! Não sabeis que aquele que se junta a uma meretriz é um só corpo? Pois: ‘Os dois’, diz ele, ‘serão uma só carne’. Mas aquele que é ajuntado ao Senhor é um só espírito.” — 1 Cor. 6:13, 15-17.

Sim, os cristãos ungidos, aos quais Paulo escreveu, estavam prometidos em casamento a Jesus Cristo, conforme ele menciona: “Eu, pessoalmente, vos prometi em casamento a um só marido, a fim de vos apresentar como virgem casta ao Cristo.” (2 Cor. 11:2) No caso dos antigos noivados hebreus, a infidelidade era punível do mesmo modo que o adultério. Mas, conforme Paulo observa, “o Senhor é para o corpo”.

De modo que o cristão que pratica fornicação peca contra o seu corpo em sentido peculiar, visto que retira seu corpo de Cristo e o unifica com uma meretriz. Nenhum outro pecado, em si mesmo, pode separar e separa o corpo do cristão da união com Jesus Cristo, tornando-o um com alguém diferente, uma meretriz. Neste respeito pode-se dizer realmente que ‘todo outro pecado é fora do corpo’. E embora as palavras de Paulo tenham aplicação primária aos cristãos ungidos prometidos em casamento a Cristo, seu Senhor, o princípio se aplica também hoje às “outras ovelhas”. — João 10:16.

Quão sábia e vigorosa é a ordem do apóstolo Paulo: “Fugi da fornicação.” Esta pode ter o efeito mais terrível sobre o corpo físico. Torna impuros os que a praticam, do modo como nenhum outro pecado faz. É deveras um pecado exclusivo contra o próprio corpo, pois diferente dos outros pecados, retira o corpo do cristão da união com seu Senhor Jesus Cristo e o unifica com uma meretriz.

● Visto que os pagãos oferecem flores aos mortos, é correto que os cristãos enviem flores a um enterro ou deitem flores sobre um túmulo? — G. T., E. U. A.

É verdade que os antigos pagãos faziam ofertas de flores aos mortos. A publicação Como Começou?, em inglês, de R. Brasch, diz: “Enviar uma coroa a um enterro e deitá-la sobre o caixão ou sobre o túmulo é uma relíquia de antiga superstição e adoração de ídolos.”

Qual era o objetivo de se fazer isso? O autor da mesma publicação acrescenta: “A coroa de flores é remanescente da crença de que era necessário dar conforto aos falecidos. As flores eram também consideradas literalmente como oferta floral, um sacrifício aos mortos. Destinavam-se a mantê-los felizes, para que não assombrassem os enlutados por estarem dessatisfeitos.” De modo que os pagãos, na sua crença enganada de que os falecidos tinham alma imortal, honravam estes mortos com ofertas de flores.

Mas, foram os pagãos os que originaram as flores? Devemos concluir que usar flores em tais ocasiões é errado, só porque os pagãos as usavam para oferecer sacrifícios aos seus mortos? É interessante notar que o autor Brasch diz também: “Não há lembrança destas diversas origens primitivas. Não sobra mais mágica na coroa, e ‘dizê-lo com flores’ tornou-se um costume estabelecido no mundo ocidental.”

Em geral, no mundo ocidental, não se dão as flores para aplacar os mortos. Usualmente são enviadas como gesto de bondade para com a família do falecido. E as flores, criadas por Jeová para o prazer do homem, têm o efeito de alegrar.

Se alguém pensar que está honrando o morto quando envia flores, então faz o que os pagãos fizeram. Tal motivação é errada, do ponto de vista cristão. Mas se enviar flores para consolar os sobreviventes, para tornar uma ocasião triste um pouco mais agradável, então certamente não há objeção a isso.

Deve-se dizer, porém, que, embora seja costumeiro enviar flores como gesto de respeito para com a família, certamente ninguém é obrigado a fazer isso. De fato, podem-se fazer outras coisas para a família do falecido, que talvez sejam ainda mais significativas. Em vez de enviar flores, talvez se prefira ajudar a família em preparar uma refeição, visto que a família, no seu luto, talvez esteja sobrecarregada com muitos outros pormenores. Ou alguém pode oferecer-se amorosamente a ajudar a cuidar dos filhos até depois do enterro. Após o enterro, os íntimos do falecido, tais como a viúva, sentir-se-ão solitários. Seria um gesto de bondade convidar a tais para uma refeição ou para um passeio. Far-se-á assim que se sintam desejados, que têm amigos que desejam partilhar as suas atividades. Conforme diz Tiago 1:27: “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação, e manter-se sem mancha do mundo.”

Portanto, embora não haja objeção a que se enviem flores com a motivação correta, sem ter por fundo a crença pagã, vê-se que se podem fazer outras coisas mais úteis. E estas talvez sejam mais apreciadas do que o mero envio de flores, sem se oferecer ajuda pessoal.

As flores enviadas a um enterro são muitas vezes depositadas depois sobre o túmulo. Mas alguns talvez decidam fazer outra coisa com estas flores. Podem preferir dá-las a outros, levá-las aos que raras vezes recebem flores, aos doentes ou aos idosos. Talvez se considere que os vivos apreciarão as flores, mas que serão de pouca utilidade na sepultura, visto que o falecido não as pode apreciar. — Ecl. 9:5.

Naturalmente, outros talvez prefiram deitar flores sobre o túmulo só para embelezar o local, e não para dar honra aos mortos. Isto também é um caso de decisão pessoal.

Portanto, quando se tem a motivação e a compreensão correta do que acontece com os mortos, o que se faz com as flores é uma questão de preferência pessoal. Mas, pode-se ver que outras coisas são ainda mais significativas, feitas para com a família do falecido e com respeito ao uso de flores.

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