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  • O problema da pornografia

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  • O problema da pornografia
  • Despertai! — 1971
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  • Qual o Efeito?
  • Atitudes Prejudiciais
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Despertai! — 1971
g71 22/7 pp. 16-19

O problema da pornografia

A PORNOGRAFIA é a representação de comportamento destinado a causar excitação sexual. A palavra vem do grego pornográphos, que significa literalmente ‘escrita de meretriz’ ou ‘a escrita de prostitutas’. Assim, os livros, revistas, gravuras ou filmes que ajudam a satisfazer apetites sexuais degradados são considerados pornográficos.

Alguns argumentam que se devia proscrever a pornografia, visto que está associada com a imoralidade. Outros sustentam que a pornografia não é obscena nem imoral em suas próprias mentes, e assim consideram quaisquer restrições como violação da liberdade pessoal.

Nos EUA, como em outras partes, tem havido muita confusão sobre o assunto. Carl Warren, ex-Ministro-Presidente do Supremo Tribunal, declarou certa vez: “Em todos os meus anos de serviço no Supremo Tribunal, o assunto da obscenidade e de como tratar dela me causou a maior das dificuldades.”

Tendência Recente

Quão generalizada tornou-se a onda de pornografia? Nos EUA, o advogado de Cincinati, Charles Keating Jr., declarou: “A difusão da pornografia atingiu proporções epidêmicas em nosso país.”

Escrevendo na revista McCall’s, Myra Mannes afirmou: “Temos, em suma, chegado agora a um estágio em nossa sociedade em que qualquer coisa serve, em que tudo é permitido, e em que não se colocam limites nos apetites da pessoa, na satisfação de seus desejos e fantasias.”

Não só tem havido grande aumento no número de publicações pornográficas disponíveis nas livrarias e em outros lugares, mas envia-se um dilúvio de tal matéria pelo correio. Como exemplo, um rapazinho de onze anos recebeu um anúncio, não solicitado, pelo correio exibindo vinte e seis poses pornográficas explícitas.

Tem havido também enorme aumento nos filmes, peças e ‘espetáculos fechados’ pornográficos. Estes destacam a nudez, a fornicação, o lesbianismo, o homossexualismo e o masoquismo simulados ou reais.

Até filmes e peças para platéias gerais tornam-se mais liberais em suas exibições de nudez e de atos sexuais simulados. Por exemplo, os seguintes comentários são tirados de anúncios de filmes no relativamente conservador Times de Nova Iorque em apenas um dia escolhido ao acaso, 16 de outubro de 1970:

“Preocupado com a aparência dos corpos nus e dos atos sexuais quando fotografados de vários ângulos, em tomadas com lente zoom à distância, em close-ups movimentados.”

“Corpo com corpo é o nome do jogo.”

“O erótico — o exército — o psicótico.”

“Banhos orgíacos de estudantes das escolas mistas! . . . ‘Por dentro’ das êxtases sexuais!”

“Puro sexo, violenta carnalidade.”

“Sexualidade fria, perversidade em pleno apogeu.”

No jornal do mesmo dia havia anúncios de peças teatrais com comentário sugestivos, quatro dos quais apresentavam fotografias de homens e mulheres parcialmente e, para o leitor, totalmente nus.

Decisões dos Tribunais

Em 1957, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu contra a literatura obscena definindo-a do seguinte modo: “O material obsceno trata do sexo de maneira atraente ao interesse pruriente.” A palavra “pruriente” significa ansiar, ou ser caracterizado pelo pensamento lascivo.

Nos anos seguintes, houve várias condenações em casos proeminentes. Mas então, em 1967, o Supremo Tribunal revogou as condenações de obscenidade em vinte e dois casos em treze estados. A revogação se baseava na idéia de que a Primeira e a Décima Quarta Emendas da Constituição dos EUA protegiam tal matéria.

Em 1968, o Supremo Tribunal considerou válida uma lei de Nova Iorque que proibia a venda de matéria obscena a pessoas de menos de dezessete anos de idade. No entanto, isto foi tomado como Convite aberto, pelos editores de matéria pornográfica, para se concentrarem no mercado adulto. Daí, os muitos dizeres: “SÓ PARA ADULTOS”.

Decidiu-se em fins de 1968 um caso que serviria de precedente. Tinha que ver com um filme suíço que estava repleto de cenas de nudez e relações sexuais. O júri dum tribunal federal de Nova Iorque declarou o filme obsceno, e barrou sua importação. Mas, um Tribunal de Recursos dos EUA revogou a decisão do júri, e o filme foi amplamente exibido através do país.

Esta decisão baseou-se na definição de 1957 do que era considerado “pruriente”. Parte daquela decisão de 1957 incluía a idéia de que a pornografia não era protegida pela Constituição porque lhe faltava a “recompensadora importância social”. Mas, o tribunal de recursos considerou o filme sueco como tendo alguma “compensadora importância social”. Assim, agora, os editores de matéria pornográfica com freqüência fazem questão de afirmar que sua matéria possui alguma “compensadora importância social .

Na Dinamarca, todas as proibições contra a pornografia escrita foram anuladas por lei em junho de 1967. As proibições contra filmes pornográficos desapareceram em julho de 1969. Quase as únicas restrições deixadas se aplicam a impedir a venda de tal matéria a crianças de menos de dezesseis anos e a proibir as exibições de mostruários em vitrinas ofensivos.

Nos EUA, uma comissão criada pelo Congresso e designada pelo ex-presidente propôs uma legalização similar. Em seu relatório, publicado em fins de setembro de 1970, a maioria da comissão recomendou a eliminação de todas as restrições legais sobre a pornografia para adultos.

Muitos condenaram o relatório; Mas, isto deveras demonstrava uma tendência. Declarou o Senador Robert C. Byrd: “Esta comissão ultrajantemente permissiva mostra até que ponto esta nação já desceu na estrada da decadência moral.”

Qual o Efeito?

Alguns que favorecem a distribuição da pornografia afirmam que isto não terá nenhum efeito prejudicial sobre a moral pública. A Comissão Presidencial sobre pornografia também argumentou que não há evidência de que a pornografia seja prejudicial. Contudo, seu relatório admitia o seguinte:

“Isto não quer dizer que a exposição a matérias sexuais explícitas não tenham nenhum efeito sobre o comportamento humano. Um efeito proeminente da exposição à matéria sexual é que as pessoas tendem a falar mais sobre sexo em resultado de ver tais matérias. Em adição, muitas pessoas se tornam temporariamente excitadas sexualmente ao ver matérias sexuais explícitas e a freqüência de sua atividade sexual pode, em conseqüência, aumentar em períodos curtos.”

Mas, o que dizer do contínuo bombardeio de todas as formas de pornografia por um período de tempo? As conseqüências são muitíssimo mais prejudiciais do que sugere o relatório acima. Comentando isso, a Dra. Natalie Shainess, membro de um instituto psiquiátrico de Nova Iorque, afirmou:

“Nos anúncios, filmes e livros, a pornografia nos encobre como uma grande onda de imundície. Corrompe o corpo, e entorpece a mente e os sentidos. Tão esmagadora é essa onda que ninguém — nem eu mesma, uma psicanalista em exercício — consegue ficar ileso.

“Por minha própria prática profissional, sei que quanto mais formos expostos a coisas que são degradantes, mais degradados ficamos . . .

“Com esta diminuição do domínio próprio, dentro ou fora do casamento, o indivíduo mais fraco ou anti-social que não pode obter satisfação sexual quando e onde necessita, ira consegui-lo quando e onde quiser — a todo custo. Neste sentido, a pornografia tem a probabilidade de levar ao aumento de crimes sexuais.”

Os agentes da lei concordam fortemente com essa análise. J. Edgar Hoover, do Departamento Federal de Investigações, culpou a difusão da pornografia por grande parte do aumento alarmante de crimes de violência sexual. Declarou: “Tal sujeira nas mãos dos jovens e de adolescentes curiosos produz dano indizível e leva a conseqüências desastrosas.”

O inspetor de polícia de Detroit, Herbert Case, declarou: “Nunca houve um assassinato sexual na história de nosso departamento em que o homicida não fosse um leitor ávido de revistas lascivas.” O superintendente de polícia de Chicago, O. W. Wilson, afirmou: “As excitações sexuais devido à literatura obscena têm sido responsáveis pelo comportamento criminoso, desde ataques impiedosos até ao homicídio.” E o diretor-geral dos Correios, Winton M. Blount, taxou sua difusão de “degradação comercial do espírito humano”, e disse que “a pornografia é ameaça aos melhores interesses de nossos filhos”.

No famoso ‘Julgamento das Charnecas’ da Inglaterra, um homem e sua esposa foram condenados por torturar, abusar sexualmente e assassinar três criancinhas e enterrar os corpos nas charnecas. Ambos eram leitores ardentes da literatura pervertida do Marquês de Sade e possuíam muita matéria pornográfica. Certo repórter duvidou de que se cometessem tais assassinatos se o casal não tivesse livre acesso a tal literatura.

Também, a pornografia incentiva o comportamento sexual permissiva que leva à doença venérea. O Dr. Murray Elkins da Sociedade Médica do Condado de Queens, de Nova Iorque, declarou: “Penso que já é tempo de os médicos encararem o aspecto de saúde da pornografia e da obscenidades e fazerem algo a respeito. A pornografia estimula a promiscuidade que, por sua vez, constitui importante fator no aumento do índice de doenças venéreas.” E a doença venérea se espalha rapidamente em quase todas as partes do mundo, inclusive na Dinamarca.

Atitudes Prejudiciais

A leitura de pornografia leva a atitudes insanas e prejudiciais sobre o sexo e o casamento, visto que se distancia do ensino moral. No Guardian Weekly da Inglaterra, de 19 de setembro de 1970, o psiquiatra infantil, Louise W. Eickhoff, declarou:

“A doutrinação sexual, longe de levar a maior estabilidade no casamento, levou à incrementada insatisfação sexual, à troca de cônjuges, e a excessos sexuais.

“A educação sexual na escola, independente dos pais, é perigosa, pois destrói os inatos dispositivos naturais de segurança do vínculo amoroso pessoal, privado e íntimo que protege o indivíduo da sociedade, do mal e do dano.” Embora esses comentários se dirigissem especialmente à educação sexual na escola, são ainda mais válidos em relação com a aprendizagem sexual por meio de matéria pornográfica.

Também, Dana L. Farusworth, diretor dos serviços de saúde da Universidade de Harvard, comentou:

“A maioria dos psiquiatras universitários chegou à conclusão de que os estudantes que desconsidera os padrões sexuais não são mais [felizes ou mais eficientes do que os estudantes que observam tais padrões, são, com efeito, os mais afligidos de depressão, ansiedade, da tendência para o comportamento artificial, e de perda do amor-próprio. Embora as restrições sexuais possam produzir e produzam realmente distúrbios emocionais, a completa liberdade sexual produz conflitos ainda mais incapacitados.”

Assim, quando o sexo é tirado de seu devido lugar, resulta a degradação mental, ;moral e até mesmo física. Isto se dá porque a verdadeira felicidade no uso dos órgãos sexuais só pode resultar se se agir nos limites que seu Criador, Jeová Deus, propôs. Esses limites são o casamento, e somente o casamento. As relações sexuais devem ser mantidas somente entre marido e esposa, e o Criador do homem considera sagrada essa união. — Heb. 13:4.

A pornografia trata algo sagrado de modo desamoroso e degradante. Salienta a satisfação pessoal, não o amor altruísta necessário para o casamento feliz. Neste respeito, o Promotor Público Distrital da Califórnia, Cecil Hicks, declarou: Receio que, por se produzirem tais espetáculos, livros e filmes, mesmo sem se deixar que a garotada os veja, se dê aos jovens a idéia de que o sexo de qualquer espécie acha-se disponível em qualquer parte, em qualquer tempo e com qualquer um. Fazendo isso acabaremos destruindo a unidade familiar conforme a conhecemos — e a unidade familiar é a unidade básica de nossa civilização.”

Os historiadores concordam com a análise de Arnold Toyntee de que a difusão da obscenidade é um sintoma infalível do colapso de uma civilização. Esse colapso se propaga pelo mundo todo. Torna-se mais óbvio a cada ano que passa, à medida que crescente onda de poluição mental transborda pelo palco, pela tela e pela literatura.

Proteja os Entes Queridos

Um meio de proteger seus entes queridos deste dilúvio polidor é se dar ao trabalho de verificar que fiquem o mínimo possível expostos a tais publicações, filmes ou peças. Explique a seus filhos os seus efeitos perniciosos, e, ao mesmo tempo, ensine-os a ter respeito sadio pelo casamento e seus privilégios.

Ainda mais importante é a assimilação mental regular daquilo que é verdadeiramente edificante. É somente por fortificar a mente com o que é sadio e correto que a pessoa pode suportar os ataques da imundície desse mundo. É por isso que as testemunhas de Jeová gastam tanto tempo com suas famílias estudando os elevadíssimos padrões morais, os do Criador do homem, encontrados na Sua Palavra, a Bíblia. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça.” (2 Tim. 3:16) Nunca se precisou mais dessa disciplina do que atualmente.

Sem tal orientação no nível familiar, os jovens em especial ficarão expostos aos furacões da corrupção que sopram atualmente. Portanto, proteja a si mesmo, e aos seus entes queridos, da onda avolumantes da pornografia, pois é degradante e desonra a Deus, pervertendo o que Ele criou como sendo sagrado.

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