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De brigão das ruas para ministro cristãoA Sentinela — 1977 | 15 de novembro
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de Jeová entrar na sua casa. Concordou em ter um estudo bíblico, e toda a sua família participou nele e fez bom progresso. Com o tempo, dez de seus parentes e amigos tornaram-se Testemunhas.
Nossos filhos já estão agora crescidos. Um filho serviu por quatro anos no Betel de Brooklyn, sede mundial das Testemunhas de Jeová. Ele, com sua esposa, serve agora como superintendente de distrito e de circuito em Samoa Americana. Duas filhas nossas são pioneiras especiais, e nosso outro filho e sua esposa, agora com uma menina, também são pregadores ativos das boas novas. E minha esposa e eu ainda estamos na obra de circuito.
Hoje, minha reputação de brigão das ruas é lembrada apenas por alguns. De fato, há os que acham difícil de acreditar que eu tivesse tido tal passado. Porque agora sou amplamente conhecido nas ilhas como ministro cristão, pacífico, e quanta alegria dá representarmos assim nosso grande Deus, Jeová!
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Alexandre, o Grande, e o simbolismo bíblicoA Sentinela — 1977 | 15 de novembro
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Alexandre, o Grande, e o simbolismo bíblico
A BÍBLIA está cheia de simbolismos, especialmente nas suas partes proféticas. Esses simbolismos transmitem prontamente informações aos leitores e ouvintes. Também, as representações pictóricas, vívidas, costumam ser lembradas melhor do que a mera relação de fatos. Outro benefício dos símbolos é que se pode apresentar muita informação em termos simples.
Um caso pertinente é o livro de Daniel, que está cheio de simbolismos. Por exemplo, a Potência Mundial Grega ou Greco-Macedônia é ali retratada como bode e como leopardo alado, de quatro cabeças. A consideração cuidadosa deste simbolismo revela quão apropriado é. Ao mesmo tempo, impressiona a maneira espantosa em que se cumpriu a profecia bíblica.
Lançada no papel de bode, a Potência Mundial da Grécia é descrita do seguinte modo: “Eis que vinha um bode dos caprídeos desde o poente sobre a superfície de toda a terra, e ele não tocava na terra. E quanto ao bode, havia entre os seus olhos um chifre proeminente. E ele foi chegando ao carneiro dos dois chifres [representando a Medo-Pérsia, conforme se torna evidente em Daniel 8:20], que eu vira estar de pé diante do curso de água; e vinha correndo em direção a ele em seu poderoso furor. E eu o vi atingir o carneiro, e começou a mostrar amargura para com ele, e passou a golpear o carneiro e a quebrar-lhe os dois chifres, e mostrou-se não haver poder no carneiro para se manter de pé diante dele. De modo que o lançou por terra e o pisoteou, e o carneiro não mostrou ter alguém que o livrasse da sua mão. E o bode dos caprídeos, da sua parte, assumiu ares de grandeza, em extremo; mas, assim que se tornou forte, foi quebrado o grande chifre, e passaram a subir de modo proeminente quatro em lugar dele, em direção aos quatro ventos dos céus.” — Dan. 8:5-8.
Com relação ao Império Medo-Persa, a Grécia estava ao oeste. De modo que era do oeste ou do “poente” que o bode grego avançou para o leste. Com velocidade relâmpago, ‘não tocando na terra’, o Império Greco-Macedônio se expandiu. Alexandre, o Grande (ou: Magno), levou apenas sete anos de luta para estender seu domínio sobre a Ásia Menor, o Egito; a Síria, o vasto Império Medo-Persa e até mesmo sobre partes da Índia. Não é de se admirar que o Império Greco-Macedônio também seja retratado nas Escrituras como leopardo alado. (Dan. 7:6) O poderoso “carneiro” medo-persa ficou impotente diante do bode grego, atacante.
A descrição do “chifre proeminente” ou “grande” ajusta-se bem a Alexandre, o Grande. Ele era a ponta-de-lança agressiva na enorme conquista territorial. Pouco depois de sua morte, aos trinta e três anos de idade, quatro ‘chifres’ ou governantes obtiveram o controle sobre partes do vasto domínio de Alexandre.
Cerca de vinte e dois anos depois de o “chifre grande”, Alexandre, ter sido “quebrado” na sua morte, quatro de seus generais já estavam plenamente firmados em poder. Seleuco Nicátor governou a Mesopotâmia e a Síria. Cassandro teve controle sobre a Macedônia e a Grécia. O Egito e a Palestina compunham o domínio de Ptolomeu Lago. Lisímaco teve domínio sobre a Trácia e a Ásia Menor. De modo que o poderoso império construído por Alexandre, o Grande, passou a assumir o aspecto dum leopardo de quatro cabeças, conforme descrito em Daniel 7:6: “Depois disso continuei observando, e eis aqui outro animal, semelhante a um leopardo, mas tinha quatro asas de criatura voadora nas suas costas. E o animal tinha quatro cabeças e foi-lhe dado domínio.”
Deveras, a profecia de Daniel, a respeito do Império Grego, especialmente com relação a Alexandre, o Grande, teve notável cumprimento. Isto é reconhecido já por muito tempo. Josefo, historiador judaico do primeiro século, relatou que Alexandre esteve em Jerusalém e se lhe mostrou ali a profecia de Daniel. Josefo escreveu sobre a reação do conquistador: “Quando se lhe mostrou o livro de Daniel, no qual este havia declarado que um dos gregos destruiria o império dos persas, acreditou que ele mesmo fosse o indicado.” Embora muitos duvidem de que isso tenha ocorrido, o fato de que Josefo mencionou esta tradição confirma que Alexandre, o Grande, foi encarado como tendo cumprido a profecia.
A Bíblia é deveras exata em apresentar os acontecimentos no Império Grego, sob a figura dum bode e dum leopardo alado, de quatro cabeças. Este é apenas um dos muitíssimos exemplos que ilustram a maneira em que as Escrituras usam símbolos. O estudo de tal simbolismo profético pode ser tanto recompensador como fortalecedor da fé. Se quiser ser ajudado neste respeito, as Testemunhas de Jeová, na sua vizinhança, terão prazer em auxiliá-lo num estudo da Bíblia.
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