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  • Predisse a Bíblia a atual luta pelo poder?
    A Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
    • “rearmar a América”. Ao passo que se calcula que a União Soviética está gastando atualmente 165 bilhões de dólares por ano com as suas forças armadas, os Estados Unidos planejaram aumentar seu orçamento militar para 157,9 bilhões de dólares em 1981, com aumentos anuais regulares, até atingir 250 bilhões de dólares em 1984.

      Em vista da declaração do Sr. Brejnev, de que “os Estados Unidos nunca alcançarão a superioridade militar”, parece evidente que a U.R.S.S. também terá de aumentar seus gastos militares. Além disso, espera-se que os aliados dessas duas superpotências (tais como os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] e os do Pacto de Varsóvia) venham a fazer o mesmo. Portanto, a corrida armamentista decididamente ainda está em andamento — com ímpeto!

      A MARCHA DAS POTÊNCIAS MUNDIAIS

      Ambos os lados na atual luta pelo poder já possuem armas suficientes para destruir toda a raça humana várias vezes, inclusive os homens e as mulheres dedicados ao Deus Todo-poderoso, Jeová. De modo que não surpreende que a Palavra de Deus, a Bíblia, fale sobre a situação atual. E, melhor ainda, mostra-nos o resultado.

      O livro bíblico de Daniel (capítulos 2 e 7) descreve uma sucessão de potências mundiais, simbolizadas pelas diversas partes duma enorme estátua e também por quatro feras. Essas representam as potências mundiais babilônica, medo-persa, grega e romana, sendo que esta última se estende até a Potência Mundial Anglo-Americana.a

      No Dan. capítulo 11, a profecia de Daniel descreve a luta pelo poder sobre o mundo entre dois “reis” simbólicos. Trata-se do “rei do norte” e do “rei do sul”, e este duelo pelo domínio do mundo culmina no “tempo do fim”. (V. Dan. 11:40) Quem é simbolizado por esses “reis”? Qual será o resultado da sua rivalidade? Consideraremos estas perguntas no artigo que segue.

  • A luta pelo poder — qual será o resultado?
    A Sentinela — 1982 | 15 de janeiro
    • A luta pelo poder — qual será o resultado?

      ‘O LESTE é o Leste, e o Oeste é o Oeste, e nunca os dois se encontrarão, até que a Terra e o Céu estejam perante o grande Tribunal de Deus.’ Os acontecimentos recentes na luta pelo poder entre os blocos oriental e ocidental fazem com que essas palavras poéticas de Rudyard Kipling soem estranhamente atualizadas.

      Todavia, pensando bem, quando se fala da luta entre o Leste e o Oeste, o termo “Leste” não significa literalmente o oriente, assim como “Oeste” não designa todos os países situados no ocidente com relação a certo ponto na terra. O bloco comunista inclui hoje não só a União Soviética e as nações da Europa oriental, mas também alguns países africanos, bem como Cuba. Nenhum destes pode ser classificado como estando no Oriente. De maneira similar, o bloco “ocidental” abrange países tais como o Canadá, a Dinamarca (inclusive a Groenlândia), a Islândia, a Noruega, a Austrália, a Nova Zelândia e o Japão. Algumas dessas nações dificilmente poderiam ser classificadas como estando no ocidente. Então, por que se fala sobre “E luta entre o Leste e o Oeste”? É porque originalmente a “Guerra Fria” existia principalmente entre duas superpotências — a União Soviética e os Estados Unidos — ficando uma delas na maior parte ao leste da Europa e a outra ao oeste. Assim, no decorrer dos acontecimentos, “Leste” e “Oeste” passaram a assumir significado simbólico.

      DOIS “REIS” RIVAIS

      Do mesmo modo, no capítulo 11 de Daniel, a Bíblia usa convenientemente as expressões “rei do norte” e “rei do sul” para indicar uma sucessão de potências políticas rivais. Originalmente, esses dois “reis” ficavam ao norte e ao sul da terra do povo de Daniel — realmente também o povo antigo de Jeová Deus — no Oriente Médio.

      A profecia começou a ter cumprimento após a morte de Alexandre, o Grande, e a partição do Império Macedônio entre os seus quatro sucessores. Dois deles, Seleuco I e Ptolomeu I, tornaram-se respectivamente os primeiros “rei do norte” e “rei do sul”. Um desses homens fundou o Império Selêucida setentrional e o outro tornou-se o primeiro dos faraós ptolomaicos da Egito, ao sul. Durante séculos, a terra daqueles que então eram o povo de Jeová era o pomo de discórdia entre essas duas potências, que lutavam pelo seu domínio.

      É claro que, com o passar do tempo, as potências simbolizadas pelo “rei do norte” e pelo “rei do sul” mudaram constantemente. Mas o conflito pelo predomínio continuou no decorrer dos séculos. Essa profecia predisse também que a luta entre os “dois reis” continuaria até “o tempo do fim”. (Dan. 11:27, 35, 40)a Atualmente, vemos o prosseguimento dessa luta pelo poder mundial mais do que nunca entre os mundos comunista e não-comunista. É possível identificar esses dois blocos rivais com os “dois reis”? Vejamos.

      “DEUS DOS BALUARTES”

      Imediatamente depois de ter falado sobre “o tempo do fim”, a profecia de Daniel prossegue:

      “E o rei [do norte] fará realmente segundo o seu bel-prazer, e ele se enaltecerá e magnificará acima de todo deus; e falará coisas prodigiosas contra o Deus dos deuses. . . . E não dará consideração ao deus de seus pais . . . Mas dará glória ao deus dos baluartes, na sua posição; e dará glória a um deus que seus pais não conheceram, por meio de ouro, e por meio de prata.” — Dan. 11:36-38.

      Qual das duas superpotências tem falado atrevidamente contra “o Deus dos deuses”, Jeová, classificando a religião de “ópio do povo”? Qual delas tem por anos organizado toda a sua economia para dar prioridade à produção de armas, em vez de manteiga; tanques e aviões de guerra em vez de alimentos, roupa e bens de consumo, dando assim glória “ao deus dos baluartes”? Que “rei” tem adorado “um deus que seus pais não conheceram” — o militarismo científico — honrando-o “por meio de ouro, e por meio de prata”, não hesitando em devotar uma grande porcentagem do produto nacional bruto à tecnologia militar e às forças armadas? Não pode haver dúvida de que o moderno “rei do norte” é o bloco comunista, chefiado pela União Soviética.

      Já em 1977, o departamento de Informações da Defesa dos E.U.A. admitiu que o exército soviético é “o mais poderoso do mundo, com grande potência de fogo e mobilidade” Este estado de preparação é apoiado pela doutrinação militar nas escolas. Todos os homens de 18 anos de idade são recrutados para o serviço militar, passando dois anos no exército ou na força aérea, ou três anos na marinha. Depois continuam reservistas até os 50 anos de idade, o que significa que, atualmente, dezenas de milhões de cidadãos soviéticos receberam treinamento militar e podem ser mobilizados rapidamente.

      “EMPURRÕES” DADOS PELO “REI DO SUL”

      Visto que o moderno “rei do norte” é o bloco comunista, liderado pela União Soviética, o “rei do sul” não pode ser senão o bloco não-comunista rival, sob a liderança dos Estados Unidos. A profecia de Daniel prossegue dizendo a respeito desses “reis”: “E, no tempo do fim, o rei do sul se empenhará com ele [o rei do norte] em dar empurrões.” — Dan. 11:40.

      Os “empurrões” do após-guerra por parte do “rei do sul” tiveram um início relativamente suave, em 1947, com a “Doutrina Truman” de “contenção”. Seguiu-se a isso, em 1949, a criação da OTAN, e, mais tarde, de outras organizações regionais de defesa mútua. Os “empurrões” se tornaram mais fortes por ocasião da segunda guerra do Vietnã. Mas este conflito e seu resultado negativo para o Ocidente parecia apoiar a causa dos “pombos” — aqueles que, nos E.U.A. e entre os aliados destes, favoreciam uma atitude conciliatória para com o bloco soviético.

      No entanto, recentes acontecimentos políticos parecem indicar que os “pombos” são atualmente superados pelos “falcões” — os que são a favor duma atitude mais dura para com o bloco comunista. Os “empurrões” do “rei do sul” contra o “rei do norte” parecem intensificar-se. É interessante notar que a solidariedade anglo-americana nesses “empurrões” foi confirmada pela seguinte notícia: “A Primeira-ministra Margaret Thatcher, da Grã-Bretanha, que compartilha a desconfiança do Sr. Reagan contra o Cremlin, foi o único líder da aliança da OTAN a apoiar publicamente a posição dele. Ela disse na quinta-feira à noite [29 de janeiro de 1981] que não havia nenhum sinal de interesse soviético numa genuína distensão.” (Internacional Herald Tribune, 31 de janeiro de 1981) Exatamente até onde irá o “rei do sul” com seus “empurrões” é algo que será interessante observar nos dias à frente.

      É somente natural que o “rei do norte”, agora representado pelo bloco comunista, reaja a esses “empurrões”. Isto também foi predito na profecia de Daniel, capítulo 11. Prossigamos com a leitura:

      “E o rei do norte arremeterá contra ele [o rei do sul] com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e ele há de entrar nas terras, e inundar, e passar. . . . E continuará a estender a sua mão contra as terras; . . . E ele dominará realmente sobre os tesouros ocultos de ouro e de prata.” — Dan. 11:40-43.

      A REAÇÃO DO “REI DO NORTE”

      As reações soviéticas à linha dura recentemente adotada pelo “rei do sul” mostram que o “rei do norte” não pretende deixar-se tratar assim. Desde a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética tem continuado a “estender a sua mão” para obter o controle sobre diversas “terras” e “tesouros ocultos”, inclusive o petróleo.

      O desafio para o Ocidente também tem sido ideológico, visto que muitos governos pós-coloniais do Terceiro Mundo adotaram a política marxista. Esses acontecimentos têm facilitado a penetração da influência soviética na Ásia, no Oriente Médio, na África e até mesmo nas Américas. Além disso, o “rei do norte” tem tido notável sucesso em apoiar insurreições chefiadas por comunistas, habilitando-o a “entrar nas terras” afetadas pela sua ideologia, e pela sua ajuda militar e técnica.

      Com mais de quatro milhões de pessoas em armas, na U.R.S.S. e na Europa ocidental, e com 50.000 tanques, 5.775 aviões de guerra, 289 grandes navios de combate de superfície e pelo menos 257 submarinos, o “rei do norte” certamente tem os meios para arremeter “com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios . . . e inundar, e passar”.

      Segundo as notícias, as tropas soviéticas já estão presentes no Afeganistão, em Cuba, na Etiópia, no Iraque, na Líbia, em Máli, na Mauritânia, no Vietnã, na Síria e no Iêmem do Sul, sem se mencionar os conselheiros militares em muitos outros países. Os navios de guerra soviéticos singram todos os oceanos e mares estratégicos, inclusive o Mediterrâneo. Até onde o “rei do norte” comunista desencadeará essas forças e ‘entrará’ em outras “terras” só o futuro mostrará.

      AMBOS OS “REIS” CHEGAM AO SEU FIM

      Não importa a extensão dos “empurrões” do “rei do sul” e se o “rei do norte” literalmente ‘inundará’ outros países por invadi-los, ou não, uma coisa é certa: Segundo a profecia de Daniel, nenhum desses “reis” conseguirá uma vitória decisiva sobre o outro. A profecia diz a respeito do “rei do norte”: “Terá de chegar até o seu fim, e não haverá quem o ajude.” (Dan. 11:45) Além disso, uma profecia paralela diz sobre a Potência Mundial Anglo-americana, também representada pelo “rei do sul”, que “será destroçado sem mão”. — Dan. 8:25.

      Como virão a ter esses “reis” o seu fim “sem mão” e ‘sem ajudador’? Seu fim não virá por meios humanos. A profecia de Daniel prossegue: “E durante esse tempo pôr-se-á de pé Miguel, o grande príncipe que está de pé a favor dos filhos de teu povo [o de Daniel e, portanto, de Jeová]. E certamente virá a haver um tempo de aflição tal como nunca se fez ocorrer, desde que veio a haver nação até esse tempo.” (Dan. 12:1) Miguel não é outro senão o Rei designado por Jeová, Jesus Cristo. (Veja Revelação 12:7-10.) O “tempo de aflição” é a “grande tribulação” mencionada na profecia do próprio Jesus sobre a “terminação do sistema de coisas” e a sua “presença” no seu reino. — Mat. 24:3, 21; Luc. cap. 21.

      O atual cumprimento dessas profecias mostra que vivemos agora no “tempo do fim”. Cristo acabará em breve com o “rei do norte” comunista e o “rei do sul” não comunista. De fato, o entronizado Rei Jesus Cristo ‘golpeará’ a eles e a todas as outras nações políticas com uma “longa espada afiada”, e “ele as pastoreará com vara de ferro”. (Rev. 19:11-21) Assim, mais outra profecia dramática do livro de Daniel completará o seu cumprimento, pois lemos: “E nos dias daqueles reis [poderes políticos] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos.” — Dan. 2:34, 35, 44.

      Esse reino introduzirá na terra a paz duradoura numa nova ordem justa. (2 Ped. 3:13; Rev. 21:1-5) Nesta não haverá mais opressivos “reis” políticos. Este é o próprio “reino” pelo qual você tem orado, se tiver feito a “Oração do Pai-Nosso”. (Mat. 6:9, 10) É a única esperança da humanidade. As Testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo a adquirir esta esperança.

      [Nota(s) de rodapé]

      a Poderá obter uma plena explicação do capítulo 11 de Daniel no livro ‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’, publicado em português em 1962 e distribuído pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.

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