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Jeová Deus, o grande oleiroA Sentinela — 1965 | 15 de dezembro
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com que Faraó soubesse quem Jeová realmente é, e para obrigá-lo a deixar ir embora o povo de Deus, foram dez pragas, pragas estas que estão cheias de significado profético para os nossos tempos. — Êxo. 5:2.
AUTENTICIDADE
10, 11. (a) Como é que alguns consideram os relatos das dez pragas? (b) Que resposta apropriada dá a tais pessoas certo professor universitário?
10 A autenticidade do registro inspirado sobre estas dez pragas é questionada pelos altos críticos que não crêem que Jeová Deus é o Grande Oleiro, capaz e disposto a manobrar os assuntos dos homens segundo a Sua própria vontade soberana, e que não apreciam a questão da soberania universal que estava envolvida nestas pragas. Gostariam que crêssemos que todos os relatos sobre estas dez pragas se baseiam em mitos, como pretendem que os relatos da Criação e do Dilúvio se baseiam em mitos. “Tem havido muitos esforços de tornar racionais estas histórias fantásticas”, é a forma em que se expressa certa autoridade modernista. — The Interpreter’s Bible, Vol. 2, página 839.
11 Mas, os teólogos que objetam ao registro da Bíblia quanto a milagres estão, destarte, simplesmente revelando seu próprio preconceito e sua própria ignorância. A ciência não pode mais objetar aos milagres. Conforme certo professor universitário se expressou: “O cientista não pode mais dizer honestamente que algo é impossível. Pode apenas dizer que é improvável. Mas, ele poderá dizer que algo é impossível de explicar em termos de nosso conhecimento atual. A ciência não pode dizer que todas as propriedades da matéria e todas as formas de energia são conhecidas. O que precisamos acrescentar aos milagres a fim de traduzi-los em algo possível de se explicar? Nada que possamos fazer pode tornar um milagre um evento provável, mas, talvez seja possível adicionar algumas informações a ele, a fim de torná-lo possível. Uma coisa que precisa ser adicionada é uma fonte de energia desconhecida a nós, em nossas ciências biológicas e fisiológicas. Em nossas Escrituras, esta fonte de energia é identificada como o poder de Deus.”
12, 13. Que outro testemunho bíblico corrobora o registro das dez pragas?
12 Mais que isso, não podemos lançar descrédito sobre esta parte da Palavra de Deus, no livro de Êxodo, sem lançar descrédito sobre as muitas outras referências a ela no restante das Escrituras. Se estes milagres das dez pragas não são senão histórias fantásticas, por que se referiram a elas como sendo históricas Josué, Samuel, dois salmistas, Jeremias, Estêvão e o apóstolo Paulo? Assim, 1 Samuel 6:6 (CBC) fala a respeito dos sacerdotes e adivinhadores filisteus que avisaram a seu povo, dizendo, cerca de quatrocentos anos depois de Israel sair do Egito: “Por que endureceis os vossos corações como os egípcios e o Faraó” — Veja-se também 1 Samuel 4:8.
13 O registro das dez pragas é também fornecido em pormenores nos Salmos 78 e 105. E Jeremias, cerca de novecentos anos depois de ocorrerem as pragas, considera-as, não como histórias fantásticas, mas como realidades: “Vós que, outrora no Egito . . . realizastes milagres e prodígios, e conquistastes o nome glorioso de que agora gozais.” Estêvão se referiu a Moisés como ‘fazendo portentos e sinais no Egito’. E, conforme já foi observado, o apóstolo Paulo se referiu às pragas como sendo históricas. — Jer. 32:20, CBC; Atos 7:36.
14-16. Como podem ser refutados aqueles que gostariam de atribuir causas “naturais” às dez pragas?
14 Outras pessoas, na cristandade, admitem que as pragas realmente ocorreram, mas tentam atribuí-las a causas naturais. Desta forma, furtariam ao Grande Oleiro o seu direito de interferir diretamente nos assuntos dos homens. Em verdade, o Nilo tem às vezes a aparência avermelhada; mas o registro nos conta que a água do Nilo não ficou meramente de cor avermelhada, como na ocasião em que fica infestada de certos microrganismos, ou por causa da cor da lama, mas, que a água do Nilo realmente se transformou em sangue, de modo que os peixes e outras criaturas viventes no Nilo morreram, e as pessoas não podiam beber a água. — Êxo. 7:19-21.
15 O mesmo se dá com as outras pragas. Nada se conseguirá por tentar explicar a sua natureza milagrosa simplesmente por se acharem talvez situações correspondentes na história do Egito. Por que ocorreram estas pragas exatamente quando Moisés disse que ocorreriam, e terminaram somente quando Moisés ordenou que terminassem? E, por que, depois da terceira praga, os israelitas, na terra de Gósen não foram mais afligidos por elas? — Êxo. 8:22, 23.
16 A décima praga, em especial, não pode ser atribuída a causas naturais.Que praga mataria apenas o primogênito, tanto dos homens como dos animais? Que praga passaria ao largo das casas cujas ombreiras e vergas das portas tivessem sido espargidas com sangue? Estas coisas não podem ser explicadas nem atribuídas a meios naturais. Tentar fazer isso cria mais problemas do que os soluciona; revela falta de fé, indisposição de submeter-se à vontade do Grande Oleiro e desejo de agradar aos homens sem fé.
17. Por que era imperativo que estas pragas fossem inequivocamente milagrosas?
17 Mas, se havemos de entender a razão pela qual Jeová enviou estas pragas, a saber, para tornar conhecido a Faraó e aos egípcios o nome e o grande poder de Jeová, e fazer com que o nome de Jeová fosse declarado em toda a terra, para endurecer a alguns e amainar a outros, então, vemos razão abundante de Jeová recorrer a meios sobrenaturais ao enviar estas pragas sobre o Egito. Em realidade, era absolutamente imperativo que estas pragas fossem milagrosas, supernaturais, inequivocamente para que causassem o impacto que Deus propôs que causassem. De outra forma, não haveria nenhuma questão destacada, e as pragas não teriam servido para magnificar o nome de Jeová, isto se dando especialmente com as últimas oito pragas. (Êxo. 8:16-19) Como exemplo deste princípio, veja-se 1 Samuel 6:7-12.
O VASO MOISÉS
18, 19. (a) Que vaso humano formou e moldou Jeová para esta ocasião, e por meio de que eventos? (b) Como foi que Moisés manifestou sua lealdade a seu povo e a Deus?
18 O notável vaso humano que o Grande Oleiro, Jeová Deus, formou para esta ocasião e aquele que ele também escolheu para moldar a seu propósito foi o homem de Deus, Moisés. Ele nasceu depois de o Faraó daquele tempo ter expedido seu decreto genocida de que todo menino recém-nascido fosse lançado no Rio Nilo. (Êxo 1:22) Jeová. certificou-se de que Moisés fosse poupado como bebê, que fosse encontrado pela filha de Faraó, e, então, que fosse criado por seus próprios pais “na disciplina e no conselho de autoridade de Jeová”. Os pais dele tinham fé em Jeová, como o escritor do livro de Hebreus nos assegura: “Pela fé, Moisés foi escondido pelos seus pais por três meses depois de ter nascido, porque viam que a criancinha era bela e não temiam a ordem do rei.” — Efé. 6:4; Heb. 11:23.
19 Os pais de Moisés desincumbiram-se tão fielmente de seus deveres para com ele que, embora, depois disso, ele fosse instruído em toda sabedoria e erudição dos egípcios, permaneceu leal a Jeová, ao seu povo e aos princípios justos de Jeová. Prova disso deu ele quando matou o mestre-de-obras egípcio que oprimia a um dos seus irmãos. No entanto, o povo de Moisés não apreciou seus esforços em favor dele, e, assim, Moisés achou por bem fugir para a terra de Midiã. — Êxo. 2:11-15; Atos 7:23-29.
20. Por que não tiveram êxito os esforços de Moisés a favor do seu povo?
20 Moisés se associara com a causa justa, a causa de Jeová: “Pela fé Moisés, quando cresceu, negou-se a ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter o usufruto temporário do pecado, porque estimava o vitupério de” ser o servo ungido de Deus “como riqueza maior do que os tesouros do Egito”. Mas, esta não era a época apropriada nem òbviamente a maneira correta de o Grande Oleiro libertar o seu povo. Tampouco, seja observado, estava este proposto libertador ardoroso, leal, disposto, impulsivo, do Seu povo, preparado para esta designação. Assim, Jeová continuou moldando o vaso Moisés para o seu papel libertador, permitindo que passasse os próximos quarenta anos como pacífico pastor na terra de Midiã. Com que freqüência devem os pensamentos de Moisés ter-se voltado para seus irmãos, em escravidão no Egito, durante aqueles longos anos! — Heb. 11:24-27.
21. Que efeito teve sobre Moisés a sua permanência de quarenta anos no deserto qual pastor?
21 No fim desses quarenta anos, Moisés fora moldado num vaso abrandado, de temperamento manso, paciente, longânimo, plenamente habilitado para ser o superintendente de milhões de ovelhas de Deus, “mais manso que todos os homens sobre a terra”. (Núm. 12:3, CBC) Em realidade, tão manso se tornou que expressou a maior hesitação e relutância em aceitar a comissão da parte de Jeová para libertar o Seu povo, algo que havia tentado fazer por si mesmo quarenta anos antes. Mesmo depois de Jeová ter assegurado a Moisés que Ele estaria com ele e de ter dado poderes a Moisés para realizar três milagres, a fim de provar a natureza divina de sua comissão, Moisés ainda vacilava. Embora isto fizesse que Jeová ficasse irado com Moisés, e lhe passasse uma reprovação pungente, todavia, em Sua compaixão, proveu a Moisés de Aarão, para servir como seu porta-voz. — Êxo. 3:11 a 4:31.
O EGITO E FARAÓ NOS DIAS DE MOISÉS
22. Que notáveis contrastes forneceram o Egito e Israel naquele tempo?
22 Seria difícil conceber maior contraste do que o existente entre Moisés, o mais manso de todos os homens da terra, e o Faraó do Egito, um dos mais orgulhosos governantes de todos os tempos. Nem maior contraste em religião do que o existente entre a adoração de Jeová Deus, conforme praticada pelos israelitas fiéis, e a religião dos egípcios. Assim, diz-se-nos que “a adoração egípcia estava em completo contraste com a adoração hebraica, em especial, . . . O culto dos grandes deuses [do Egito] seguia uma norma geral, sendo o deus tratado exatamente como um rei terrestre. Ele era despertado do sono cada manhã com um hino, era lavado e vestido (i. e., sua imagem), e se lhe dava o café da manhã. . . . O contraste dificilmente poderia ser mais nítido do que entre o Deus de Israel, sempre vigilante, auto-suficiente . . . e as deidades egípcias e terrestres da natureza”.a
23. A religião do Egito se caracterizou por meio de que deidades e ensino?
23 Nesta época, o Egito não só era a potência mundial dominante, especialmente forte do ponto de vista econômico, mas também, mais do que todas as demais nações, estava devotado à religião do Diabo. Adorava os poderes da criação visível, em especial ao sol, ao calor, à luz e aos animais inferiores. O Egito possuía vintenas de deidades, e nenhuma outra nação antiga era mais devotada e constante no serviço de seus deuses que os egípcios extremamente supersticiosos, sob o domínio autocrático de seus sacerdotes. O seu ensino principal era a reencarnação ou a transmigração das almas, que prometia recompensas na vida futura, dependendo de sua conduta na vida presente, ensino este que dava aos sacerdotes poderoso controle sobre o povo.
24. Que papel desempenhavam os sacerdotes do Egito?
24 Os sacerdotes eram numerosíssimos, estavam isentos de impostos e eram tidos em alta estima entre o povo. Vestiam-se de linho branco e banhavam-se duas vezes por dia. Até mesmo as tarefas mais corriqueiras não podiam ser empreendidas sem referência a algum regulamento sacerdotal. Os egípcios tinham mais festas religiosas do que qualquer outro povo, sua terra estava coberta de templos; e, cada cidade tinha seu deus padroeiro e seu templo, para o qual certo animal era sagrado, templo este que mantinha grande grupo de sacerdotes. Segundo o historiador John Lord, o controle que os sacerdotes tinham sobre o povo era similar ao dos sacerdotes da cristandade durante a Idade Obscura.b
25. O que se pode bem dizer que era a modalidade mais repulsiva e degradante da religião do Egito?
25 A coisa mais repulsiva e degradante a respeito da religião destes egípcios era a sua adoração aos animais. Um gato, qualquer gato sem dono, era mais estimado do que uma criatura humana. O estrangeiro que acidentalmente matasse um gato, era literalmente reduzido a pedaços pela turba enfurecida. Os bois Ápis eram adorados como os próprios deuses, porque se cria que os deuses habitavam neles em realidade. Tais bois eram mantidos em suntuosos templos e, ao morrerem, eram sepultados em gigantescos e custosos caixões, enquanto todo o Egito chorava. Entre outros animais considerados sagrados achavam-se o crocodilo, o peixe oxirrinco e a mosca icnêumon. Dentre alguns animais, tais como o gato, todos eram considerados sagrados; dentre outros, apenas alguns deles, tais como os touros que tinham certas marcas.
26. Como era considerado o Faraó do Egito?
26 Sobressaía com proeminência na religião do Egito também seu dominador, Faraó. A respeito dele, diz-se-nos:c “O próprio Faraó era um dos deuses, e figura central nas vidas dos súditos. Cada rei dominante era ao mesmo tempo o Horus encarnado, o deus-céu falconídeo, e Horus . . . o legítimo herdeiro do trono de seu pai, Osíris. O bem-estar do Egito se associava diretamente com o do rei. . . . Todo rei era o sucessor da inteira linha de ancestrais reais, que se estendia além das dinastias históricas humanas.. às dinastias dos próprios deuses sobre a terra, e, ao morrer, cada rei se juntava à augusta companhia”, nas mentes dos egípcios!
27. Por que foi que Jeová tolerou a falsa adoração e a opressão do Egito por tanto tempo?
27 Este, então, era o Egito que mantinha a Israel em escravidão, e para o qual Moisés foi enviado. Verdadeiramente consistia em “vasos de furor, feitos próprios para a destruição”. (Rom. 9:17-22) Todavia, o Grande Oleiro permitiu que continuasse como grande potência mundial. Por quê? Por causa de seu Grande nome. Ademais, não predissera ele que a semente de Abraão seria afligida durante quatrocentos anos? Assim, até que se esgotasse esse tempo, permitiu-se ao Egito que oprimisse o povo escolhido de Deus. — Gên. 15:13.
28, 29. Por que se permitiu que todo o Egito sofresse por causa da teimosia de Faraó?
28 Ao examinarmos o registro, verificamos que apresenta os tratos do Grande Oleiro com um homem, Faraó. Visto que isto se dá, pode-se bem perguntar: Por que deveria toda uma nação sofrer por causa de um homem apenas? Por quê? Por mais de uma boa razão. Por um lado, Faraó sozinho não poderia ter oprimido a nação de Israel nem ter desafiado a Jeová. Isso envolvia uma poderosa organização; e, assim, todos que apoiaram a Faraó em suas medidas desafiadoras contra Deus e opressoras, tornaram-se partícipes de seus crimes. Mais do que isso, não é verdade que uma “vasta companhia mista” de não-israelitas deixou o Egito e marchou para a liberdade junto com os israelitas? (Êxo. 12:38) Certamente que sim. Portanto, ninguém pode atribuir a injustiça ao Grande Oleiro, Jeová Deus.
29 Mais do que isso, as Escrituras mostram que há tal coisa como a responsabilidade comunal. Assim, no antigo Israel, os homens mais idosos duma cidade tinham de tomar certa ação para absolver sua cidade da culpa de sangue, no caso dum assassinato não esclarecido, pois se considerava culpada a inteira cidade. (Deu. 21:1-9) Pela mesma razão, a inteira tribo de Benjamim foi considerada culpada de se recusar a entregar os homens que não prestavam de Gibeá, que abusaram da concubina dum certo levita até matá-la. (Juí. 20:8-48) Em realidade, tal responsabilidade é reconhecida até nos tempos modernos; um exemplo sendo a forma que a Alemanha Ocidental, embora seja agora democrática, decidiu voluntariamente indenizar aos judeus e a outras vítimas da perseguição nazista.
30, 31. De que interesse e importância são para nós, atualmente, os eventos em conexão com as dez pragas?
30 O relato bíblico de como o Grande Oleiro procedeu com seus vasos, lá naqueles dias de Moisés, é de grande interesse e importância para nós, atualmente. A consideração disso aumentará a nossa apreciação da sabedoria, da justiça, do poder e do amor do Grande Oleiro, Jeová Deus. Também inculcará em nós a importância de sermos submissos a Ele, de deixar-nos guiar pela sua Palavra, pelo seu santo espírito e pelo seu instrumento visível, seu canal terrestre de comunicações. Pois, quem pode resistir à Sua vontade expressa?
31 E, ademais, ajudar-nos-á a fortalecer nossa fé grandemente, pois verificaremos que estes eventos tem paralelo em nossos dias. Por fim, ajudará a todos os ministros cristãos a ter incrementada apreciação de sua própria comissão de pregar, pois é seu o privilégio de ter parte em derramar as pragas modernas sobre o Egito moderno, inclusive Babilônia, a Grande. Por certo, estas razões devem motivar-nos a desejar examinar mais a fundo este assunto com o mais vivo interesse!
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O grande oleiro molda os vasos humanosA Sentinela — 1965 | 15 de dezembro
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O grande oleiro molda os vasos humanos
“Eu sou Jeová, e não há nenhum outro. Formando a luz e criando as trevas, fazendo a paz e criando a calamidade, sou eu, Jeová, que faço tôdas estas coisas.” — Isa. 45:6, 7.
1. Para quem é que Jeová cria a luz e a paz? Para quem cria as trevas e a calamidade? Por quê?
JEOVÁ Deus, sendo o Grande Oleiro, tem o direito de lidar com suas criaturas segundo a Sua vontade soberana. Conforme lhe apraz, ele forma a luz e faz a paz, e cria as trevas e a calamidade, assim como lemos em Isaías 45:7. Para o justo, ele designa a luz e a paz, assim como lemos: “A luz difunde-se para o justo.” “Grande paz têm os que amam a tua lei.” Mas, para o iníquo, Jeová cria as trevas e a calamidade: “O caminho dos perversos é como a escuridão.” “Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre.” — Sal. 97:11; 119:165; Pro. 4:19; Sal. 11:6, ALA.
2. Além de enviar a luz do sol e a chuva sobre os bons e os maus, o que mais tem Jeová, às vezes, achado apropriado enviar aos desobedientes, conforme observado por que exemplo?
2 O Grande Oleiro deu notável exemplo de fazer estas coisas nas dez pragas que enviou sobre o antigo Egito, nos dias de Moisés, em especial, nas últimas sete pragas. No entanto, assim como Jeová envia a luz do sol e a chuva sobre os iníquos, bem como para os bons, assim, inversamente, às vezes o Seu propósito soberano foi servido por enviar a calamidade ou o mal sobre o seu próprio povo, quando desobediente, bem como sobre seus inimigos, e, assim, verificamos que, naquele tempo, seu povo Israel também sofreu por causa das três primeiras pragas. — Mat. 5:45.
3, 4. (a) Como é que as pragas que sobrevieram ao Egito sublinham, ademais, o papel de Jeová como o Grande Oleiro? (b) Por que nos devemos interessar pelo registro sobre elas?
3 O efeito que estas pragas tiveram sobre diversas pessoas sublinha ainda mais o papel soberano de Jeová como o Grande Oleiro. Aquelas pragas serviram ao Seu propósito no sentido de que revelaram a condição de coração dos que foram atingidos por elas. A cessação das pragas por certo endurecia o coração de Faraó e dos que, dentre seu povo, tinham seu espírito. Mas, sobrevirem as três primeiras pragas também sobre Israel não fez com que Moisés e seu povo se queixassem. Em realidade, havia uma “vasta companhia mista” de estrangeiros que aprenderam a lição de todas as pragas que vieram sobre eles, pois, de outra forma, não teriam deixado o Egito junto com os israelitas, naquela noite memorável de 14 de nisã. — Êxo. 12:38.
4 Conforme observado anteriormente, o registro das dez pragas sobre o Egito é de interesse muito maior do que simplesmente histórico para os cristãos hodiernos. É parte de “todas as coisas escritas outrora . . . para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras tivéssemos esperança”. Entre as formas em que a Palavra de Deus serve para este fim, acha-se a de fornecer padrões proféticos em que certas pessoas, certos lugares e eventos têm seu correspondente em nossos dias. — Rom. 15:4.
PADRÕES PROFÉTICOS
5. O que se pode dizer dos padrões proféticos, e que princípio bíblico governa o entendimento deles?
5 Os padrões proféticos em geral não apresentam verdades peculiares a si mesmos, mas, antes, corroboram e elucidam verdades expressas de forma explícita em outro lugar. Assim, os padrões proféticos indicados em Hebreus 7:26 a 10:22 servem primariamente para corroborar o que se acha mais explicitamente declarado no restante das Escrituras Gregas Cristãs, no tocante ao papel de Jesus qual sumo sacerdote. E, ao passo que não seria sábio ser dogmático a respeito de padrões proféticos não aplicados nas próprias Escrituras, parece que estas coisas se tornaram compreensíveis em razão do espírito santo de Deus, em harmonia com Provérbios 4:18, de que “a vereda dos justos é como a luz brilhante, que se torna cada vez mais clara, até o dia ficar plenamente estabelecido”.
6, 7. (a) A quem representou Moisés? (b) Às vezes, por quem foi representado este Moisés antitípico, conforme verificado por que outro exemplo bíblico?
6 No registro das dez pragas, que serve qual drama profético, observamos Jeová Deus, Moisés, Aarão e a nação de Israel, se oporem a Satanás, o Diabo, Faraó, seus conselheiros religiosos e o restante da nação do Egito. A quem representa Moisés? No sentido de ser ele o grande libertador de seu povo, representaria bem a Jesus Cristo, o grande Salvador e Libertador. Em realidade, o próprio Moisés predisse que um profeta semelhante a ele apareceria: “Um profeta do teu próprio meio, dos teus irmãos, semelhante a mim, é o que Jeová, teu Deus, te suscitará — a ele deveis escutar.” (Deu. 18:15) Que ele predizia a vinda de Jesus Cristo, mostra o apóstolo Pedro em Atos 3:22, 23, onde cita desta profecia e a aplica, a Jesus Cristo.
7 Neste determinado drama, Moisés representa o próprio Jesus Cristo, mas, às vezes, Jesus Cristo pode ser representado pelos membros de sua congregação, mais especialmente, pelo restante dos herdeiros do Reino que vivem na terra por ocasião do cumprimento deste drama profético. Isto, em si mesmo, não devia parecer estranho, pois não temos um caso similar no Salmo 69? Temos, sim, pois ali Davi fala profèticamente na pessoa de Jesus Cristo, como ao dizer: “Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.” Todavia, em outras partes deste mesmo salmo, Davi afirma: “Tu, ó Deus, bem conheces a minha insipiência; e os meus pecados não te são encobertos” (Al), palavras que somente poderiam aplicar-se aos representantes de Cristo, sua congregação, sobre a terra.
8. A quem representou Aarão, e por que razões?
8 Aarão, o irmão de Moisés, bem representa os irmãos espirituais do Moisés maior, em especial o restante agora na terra. Aarão serviu qual porta-voz de Moisés. Isto se deu por que Moisés, possivelmente, tinha defeito na articulação, Ele era “incircunciso dos lábios”, como se expressou; significando que seus lábios tinham como que um prepúcio sobre Eles e, por conseguinte, eram grossos e longos demais para falar com facilidade. (Êxo. 6:12, Al) Isto representa como Jesus Cristo, por motivo de estar no céu e de ter gloriosa natureza divina, tem como que um impedimento no sentido de pessoalmente transmitir a mensagem de Deus às criaturas humanas na terra, e, assim, dispõe do restante de seus irmãos espirituais, como hodierno Aarão, para falar por Ele. A nação de Israel representa todo o povo de Deus oprimido por Satanás, o Diabo, e sua organização.
9. A quem representaram Faraó, o Egito e seus sacerdotes praticantes de magia?
9 Faraó, o rei do Egito, o orgulhoso desafiador de Jeová Deus e o opressor cruel do povo de Deus, òbviamente não representa a nenhum outro a não ser ao próprio Satanás. O Egito, qual potência mundial, representa a organização visível e mundial de Satanás, como indicado em Revelação 11:8: A “grande cidade que em sentido espiritual se chama . . . Egito, onde também o seu Senhor foi pendurado numa estaca.” Os sacerdotes praticantes de magia, de Faraó, e seus associados, representam os líderes e governantes religiosos de todo o mundo, que tentam neutralizar a mensagem levada pelos servos de Deus. O povo comum do Egito, que, sendo apoiador voluntário de Faraó, tinha a responsabilidade comunal, representa aqueles dentre a humanidade, atualmente, que apóiam voluntariamente a organização visível de Satanás.
SIMILARIDADES E DIFERENÇAS
10, 11. (a) Em que respeitos são similares as pragas sobre o Egito e as mencionadas no livro de Revelação? (b) Em que respeitos diferem?
10 Antes de prosseguirmos com a consideração pormenorizada das pragas do Egito, parece bom observar as maneiras em que estas pragas são semelhantes e em que diferem das pragas descritas em Revelação, capítulo 16. (Veja-se A Sentinela, de 1.° de julho de 1964.) São similares em serem em números que denotam inteireza, sete em Revelação e dez em Êxodo. São também similares no sentido de que representam mensagens de julgamento que assolam a organização visível de Satanás, mormente a cristandade e os líderes religiosos em especial. Em ambos os conjuntos de pragas, o povo de Deus tem parte ativa transmitindo estas mensagens assoladoras, e ambas as séries de pragas têm cumprimento desde 1919 em diante, até à batalha do Armagedom.
11 Quanto às diferenças: As pragas de Revelação são profecias explícitas, registradas unicamente com esse fim, ao passo que a natureza profética das dez pragas do Egito, como tendo cumprimento moderno baseia-se nas deduções tiradas da história inspirada ou divinamente orientada. Por certo, a décima praga, envolvendo a páscoa, era profética. Em segundo lugar, nenhuma das sete pragas de Revelação aflige ao povo de Deus, mas as três primeiras pragas do Egito envolveram os israelitas daquele tempo. Assim, é razoável concluirmos que, em sua aplicação profética, incluam também o povo de Deus agora. Em terceiro lugar, não há nada que indique que os representantes de Satanás possam imitar qualquer uma das sete pragas de Revelação; mas, os sacerdotes praticantes de magia, do Egito, pelo menos pareceram imitar as primeiras duas pragas, e o mesmo se daria no cumprimento delas. E, em quarto lugar, ao passo que há apenas um cumprimento das pragas de Revelação, parece que houve um cumprimento em miniatura das pragas sobre o Egito, de modo simbólico, na primeira vinda de Cristo ou nos dias de Cristo e de seus apóstolos, assim como a profecia de Joel, no tocante à praga de gafanhotos, teve então um cumprimento em miniatura. — Veja-se A Sentinela de 15 de julho de 1962.
12. Que conclusão se pode tirar de as várias pragas terem atingido a diversas pessoas e coisas lá naquele tempo?
12 Com respeito às pragas que vieram sobre o Egito, parece bom notar duas características adicionais que ajudarão no entendimento de seu significado profético. Primeiro, assim como lá naquele tempo vemos uma designação de coisas que foram afetadas pelas pragas, o mesmo acontece atualmente. Assim, lá naquele tempo a pestilência, a quinta praga, atingiu apenas os animais inferiores; os gafanhotos, apenas a vegetação; mas, tanto o homem como os animais sofreram por causa dos mosquitos, das úlceras e dos tumores, e da morte do primogênito, ao passo que todos os três, o homem, os animais e a vegetação, foram feridos pela saraiva, a sétima praga.
13. O que indicam, quanto ao seu cumprimento, os relatos bíblicos quanto à ordem das pragas?
13 Em segundo lugar, é de interesse que, ao alistar as dez pragas, nos Salmos 78 e 105, elas não aparecem na ordem original. Isto permitiria concluir-se que em seu cumprimento não precisamos esperar que estas pragas sigam a sua ordem cronológica original. Aparentemente, a sua ordem não pareceu importante para os escritores inspirados que mais tarde tiveram a ocasião de enumerá-las.
PRIMEIRA PRAGA — A ÁGUA DO NILO SE TRANSFORMA EM SANGUE
14. Para fazer o que foi Moisés cumulado de poder, a fim de provar que Jeová realmente aparecera a ele, e com que resultado?
14 Desde o tempo em que Jeová apareceu pela primeira vez a Moisés, na sarça ardente, no fim da permanência de Moisés por quarenta anos no deserto como pastor, até que Jeová deu a Moisés a ordem de trazer sobre o Egito a primeira das dez pragas, ocorreram diversos eventos significativos. Entre estes acha-se o de Moisés ser cumulado de poder para realizar três milagres perante o seu povo de forma a provar-lhe que Jeová, o Deus de seus antepassados, aparecera realmente a ele. Estes foram: (1) fazer que sua vara se tornasse uma serpente e então se tornasse de novo uma vara, (2) fazer que a lepra aparecesse em sua mão e então desaparecesse, e (3) a transformação de água em sangue. Não é de admirar que, quando as pessoas viram isto, creram. — Êxo. 3:1-4:31.
15. Qual foi o resultado da primeira aparição de Moisés diante de Faraó?
15 Por ocasião da primeira vez que Moisés apareceu diante de Faraó, com o pedido de permitir que Israel fosse por três dias ao deserto, para adorar a Jeová, Faraó redargüiu: “Quem é Jeová, para que eu obedeça à sua voz e mande embora a Israel? Não conheço a Jeová em absoluto e, de mais a mais, não vou mandar embora a Israel.” Não contente com esta recusa, Faraó aumentou as cargas impostas a Israel, obrigando-os a obter sua própria palha para fabricar tijolos. — Êxo. 5:1-23.
16, 17. (a) Que milagre realizou Moisés, em sua segunda aparição diante de Faraó e de sua côrte? (b) Em que consistia a primeira praga, e quais foram seus efeitos sôbre o Egito?
16 Por ocasião da segunda aparição de Moisés diante de Faraó, Moisés realizou o milagre de fazer com que sua vara se tornasse uma serpente, e, ainda mais, que comesse as serpentes que os mágicos de Faraó pareceram produzir em imitação do milagre de Moisés.a Falhando este milagre em fazer que Faraó cedesse, Deus ordenou a Moisés que se encontrasse com Faraó às margens do Nilo e realizasse a primeira praga, a da transformação das águas do Nilo em sangue, e isso sem considerar onde quer que se achassem, no próprio Nilo, nos canais do Nilo, em poços de varas ou em vasos de pedra ou de madeira.
17 Esta praga foi verdadeiramente uma calamidade para o Egito. Despojou-o de seu suprimento de água para o homem, os animais e a vegetação. Ao mesmo tempo, tornou o rio inapropriado para o comércio, por causa de seu mau cheiro. E, ademais, encheu de desprezo a religião do Egito, no sentido de que o Nilo era considerado um rio muitíssimo sagrado. Esta praga, que durou sete dias e atingiu tanto os egípcios como os israelitas, foi aparentemente imitada pelos sacerdotes praticantes de magia, de Faraó, que, contudo, não puderam impedi-la. — Êxo. 7:17-25.
18, 19. O que corresponde, em nossos dias, à primeira praga?
18 O que é representado por esta praga? O Nilo, sendo a tábua de salvação econômica do Egito, bem representaria o comércio ou o comercialismo, que é a tábua de salvação do “Egito” moderno. Assim como Satanás pretendia que o Nilo era seu, assim ele usa o comercialismo para manter as pessoas em sujeição. As águas do Nilo serem transformadas em sangue representa como a mensagem publicada pelo povo de Jeová no tocante ao comercialismo mostra que este é egoísta, ganancioso, opressivo e mortífero. — Rev. 11:8; Eze. 29:3.
19 Tão cedo quanto 1.° de janeiro de 1921, A Sentinela (em inglês) mostrara que o ganancioso comercialismo era parte integrante da organização de Satanás. Entre outras publicações da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados que têm exposto a opressão do comercialismo e seu laço do materialismo, acham-se os livros Libertação, Governo, Vindicação II, e as revistas A Sentinela e Despertai!, junto com as predecessoras das mesmas. Pode-se dizer que o discípulo Tiago soou tal mensagem no quinto capítulo de sua carta, e também Jesus o fez ao proferir ais sobre os ricos. — Tia. 5:1-5; Luc. 6:24.
20. Como tem os líderes religiosos aparentado imitar esta praga?
20 Por expor a natureza gananciosa, opressora e cruel do comercialismo, e até mesmo estar ele disposto a fomentar guerras por questão de lucro egoísta, bem como a decepção de seu materialismo, tais publicações da Torre de Vigia têm servido para assolar com pragas o Egito moderno. E como esta “praga” tem sido aparentemente imitada pelos mágicos do Egito moderno, os líderes religiosos? Por falarem contra o comercialismo como sendo parte do que chamam de seu “Evangelho Social”. Realmente, somente têm dado a aparência de fazer tal coisa, no sentido de que o clero depende do apoio dos interesses financeiros. Em realidade, não seria possível haver maior diferença do que a existente entre a mensagem levada pelo povo de Jeová e a do clero, tanto quanto ao propósito como no tocante a seus resultados. Apenas a exposição do comercialismo, feita pelos verdadeiros servos de Deus, tem sublinhado a necessidade do reino de Deus, e somente ela tem servido para amainar aqueles de coração honesto e para endurecer aqueles que são egoístas, como no caso das pragas, lá naquele tempo no Egito.
21. O que foi representado em ter a primeira praga atingido tanto os egípcios como os israelitas?
21 Ter esta praga atingido aos israelitas, bem como aos egípcios mostra que esta mensagem contra o comercialismo e o materialismo é um aviso para o povo hodierno de Deus. Tem-se-lhes inculcado que “o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais” e que, “os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína”. Esta praga, bem como as demais, continuará até o Armagedom. — 1 Tim. 6:9, 10.
SEGUNDA PRAGA — RÃS
22, 23. (a) Em que consistia a segunda praga? (b) O que representou?
22 A segunda praga foi a das rãs que surgiram de todos os rios e de outros corpos de água, cobrindo literalmente a terra, e até mesmo penetrando nos fogões, nas amassadeiras e no palácio de Faraó. A rã era objeto de adoração, visto que uma das divindades do Egito, a deusa Heqt, tinha cabeça de rã. Por fazer com que aquilo que era adorado se tornasse uma peste prejudicial, esta praga também lançou desprezo sobre a religião do Egito. Ao passo que os mágicos de Faraó pareciam imitar esta praga, isto lhes trouxe pouco conforto, uma vez que não puderam acabar com ela! Faraó suplicou a Moisés que acabasse com ela, e Moisés lhe assegurou de que ela acabaria “a fim de que saibas que não há ninguém semelhante a Jeová, nosso Deus”. — Êxo. 8:1-15.
23 Qual é o significado profético desta praga? A referência bíblica a rãs, em Revelação 16:13, a única outra menção de rãs nas Escrituras, além da relacionada com a praga de rãs sobre o Egito, lança luz sobre esta praga. Anota-se ali a impureza das “expressões inspiradas, semelhantes a rãs”. Não só são as rãs animais imundos, segundo a Lei mosaica, mas habitam em lugares sujos, são feias, têm vozes feias, apenas coaxam, e algumas criaturas semelhantes a rãs, os sapos, até mesmo lançam veneno por meio de sua pele. Em Revelação 16:13, as rãs procedem de bocas, indicando propaganda imunda. Mas, em Êxodo 8:5, 6, as rãs procedem das águas do Egito. Esta praga das rãs sobre o Egito bem que representaria, por conseguinte, a exposição feita pelo povo de Jeová da imundície ou corrupção moral do mundo. Especialmente a partir de A Idade de Ouro e continuando nas revistas Consolação e Despertai!, esta praga sobreveio ao Egito moderno, recente exemplo disso sendo o número especial de Despertai! de 22 de abril de 1965, intitulado “O Colapso Moral”. Somente no idioma inglês, mais de 3.750.000 exemplares foram impressos para distribuição, e essa informação já foi impressa agora em vinte e cinco outros idiomas, no total de mais de 2.450.000 exemplares. Assim como as rãs, naquele tempo, penetraram em tudo; assim esta praga, a respeito da corrupção moral em todas as partes da organização de Satanás, penetra em toda sorte de lugares, por meio das publicações que tratam de tal corrupção, especialmente a revista Despertai!, um exemplo disso sendo o de um de seus longos artigos ser publicado na íntegra no Congressional Record (Anais do Congresso) dos Estados Unidos, no verão de 1964 (hemisfério norte).b Assim, os egípcios hodiernos são assolados de pragas por tal exposição de sua impureza moral e espiritual.
24, 25. (a) Como é que o clero pareceu imitar a segunda praga? (b) Como é que tem ela atingido os servos de Jeová?
24 Como é que os sacerdotes praticantes de magia hodiernos, o clero, parecem imitar esta praga? No sentido de que falam contra a decadência moral e espiritual. Mas, eles não só falham em ter controle sobre o problema, como se pode ver pela condição moral de suas próprias igrejas, mas verifica-se que eles próprios, com freqüência, são tão ruins quanto o resto. Somente as mensagens que o povo de Jeová leva revelam a situação conforme ela realmente é, e servem para assolar com praga o Egito moderno, como se fosse por meio de rãs.
25 E como é que esta praga também atinge o povo de Deus? Em dois respeitos. Primeiro, no sentido de que tais mensagens têm reprovado aqueles, dentre os servos de Jeová, cuja conduta talvez não tenha sido bem o que deveria ser. Recente exemplo notável foi o artigo em A Sentinela, “Cuidado em Brincar com a Imoralidade Sexual”. E, em segundo lugar, alguns dentre o povo de Jeová têm ficado incomodados com a linguagem clara usada em expor estas condições. O fato de ter havido cerca de 3.000 desassociações somente nos Estados, durante o ano de serviço de 1964, mostra quão necessária é esta mensagem contra a impureza, até mesmo para o povo de Deus.
TERCEIRA PRAGA — MOSQUITOS
26, 27. (a) Qual foi a terceira praga, e o que tiveram de confessar a respeito da mesma os sacerdotes praticantes de magia do Egito? (b) Qual é o significado moderno da terceira praga?
26 A terceira praga consistia em mosquitos, criaturas pequenas e semelhantes a pulgas que picam como mosquitos e que mordiam tanto o homem como os animais, tanto os egípcios como os israelitas. Esta praga, os sacerdotes praticantes de magia, de Faraó, não tentaram imitar, porque não podiam fazê-lo, e assim tiveram de confessar: “É o dedo de Deus!” — Êxo. 8:16-19.
27 Esta praga, por conseguinte, precisaria representar certa mensagem ímpar para o povo de Deus, e, ainda assim, uma que também atingisse a eles, assim como a terceira praga atingiu aos israelitas. Parece ser a mensagem que diferencia as organizações de Satanás e de Jeová, mensagem que mostrou ou expôs a organização de Satanás como estando infestada de parasitos, por assim dizer. Interessantemente, os fariseus coavam de seu vinho o mosquito, não por causa de ser um inseto, mas por ser ele cerimonialmente imundo; todavia, figurativamente, engoliam camelos, que eram também animais imundos! — Mat. 23:24.
28. O que foi representado por não poderem os sacerdotes praticantes de magia, de Faraó, imitar a terceira praga?
28 O que é representado pelo fato de os sacerdotes praticantes de magia, de Faraó, não poderem imitar esta praga? O seguinte: Que os líderes religiosos do mundo nada tem de comparável à mensagem que o povo de Jeová leva, mostrando a diferença entre as organizações de Jeová e de Satanás. Como poderiam ter, quando nem sequer reconhecem a existência da organização de Satanás? Não é de se admirar que esta mensagem aflija tanto os sacerdotes como os pregadores religiosos. Pelo menos desde 1924, no número de 15 de novembro de A Sentinela (em inglês), página 341, § 24, a expressão “a organização do diabo”, significando os servos dele, apareceu nas publicações dos servos de Jeová. Toda matéria que tem sido publicada desde então pela Sociedade Torre de Vigia, e que tem tornado clara esta questão, tal como o assunto da neutralidade cristã, de os cristãos se manterem fora das guerras políticas e de classes econômicas, tem sido parte desta praga. Livros encadernados tais como Libertação (1926) e ‘Seja Feita a Tua Vontade na Terra’ (1958) foram especialmente claros nesta questão.
29. Como é que a terceira praga, nos tempos modernos, tem atingido o povo de Jeová?
29 Como é que esta praga atingiu o povo de Jeová, assim como atingiu os israelitas naquele tempo? No sentido de que são continuamente relembrados de se manterem separados da organização ou do sistema de coisas de Satanás. Estes cristãos estão no mundo (Egito antitípico), mas não devem fazer parte dele; e, assim, não devem envolver-se na guerra de classes econômicas, nem em nada de natureza política. Esta praga sobre o Egito antitípico amiúde afeta os cristãos por motivo do que seus filhos confrontam por causa de muitos dos exercícios e das atividades da escola pública serem de natureza nacionalística, religiosa e visar a adoração de heróis. Forçosamente inculca em todos os cristãos dedicados as palavras de Tiago 1:27: “A forma de adoração que é pura e imaculada do ponto de vista de nosso Deus e Pai é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas na sua tribulação, e manter-se sem mancha do mundo.”
30. O que se pode dizer a respeito das seguintes pragas, lá naquele tempo e agora?
30 As pragas sobre o Egito, lá naquele tempo, pode-se dizer, aumentaram em intensidade de dor, no que toca aos egípcios, individualmente. As duas primeiras foram principalmente amolações; com a terceira veio a dor física, e, a mais devastadora de todas foi a décima, a morte do primogênito. E, assim, achamos que também acontece nos tempos modernos; a exposição dos sacerdotes e dos pregadores religiosos como sendo parte da organização de Satanás os fere mais que as mensagens prévias, a respeito do comercialismo e da corrupção moral.
31. Que distinção disse Jeová que faria, com respeito à quarta praga?
31 As três primeiras pragas sobrevieram tanto aos egípcios como aos israelitas, mas, no tocante à quarta e às pragas subseqüentes, disse Jeová a Faraó: “Farei, porém, uma exceção naquele dia para a terra de Gessem onde habita o meu povo. . . . para que saibas que eu, o Senhor [Jeová], estou no meio da terra. Farei, pois, uma distinção entre o meu povo e o teu. Amanhã terá lugar este prodígio.” E “assim fez o Senhor [Jeová]”. — Êxo. 8:22-24, CBC.
32. Ao invés de tirar proveito da experiência, junto com conseqüências, que efeito tem ela sobre os orgulhosos, os teimosos e os iníquos?
32 Esta distinção deveria inculcar ainda mais em Faraó a questão da soberania universal. Ele nada aprendera das primeiras três pragas. As pessoas orgulhosas e iníquas não aprendem nem tiram proveito da experiência, junto com conseqüências de suas más ações. Apenas fazem que se tornem piores. E verificaremos que o mesmo se deu com Faraó. Em vista dos interessantes paralelos encontrados até agora neste drama profético, aguardamos com viva antecipação o significado das sete pragas restantes, e, em especial, a décima praga. O que foi representado pela morte do primogênito? Para a consideração destas coisas, recomendamos ao leitor o próximo número deste periódico.
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