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  • Salvação para se vencer o orgulho da tradição

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  • Salvação para se vencer o orgulho da tradição
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1960
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w60 15/3 pp. 170-176

Salvação para se vencer o orgulho da tradição

“Não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento do outro. Pois quem é que te faz sobressair? e que tens tu que não tenhas recebido? e, se recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” — 1 Cor. 4:6, 7, ARA.

1. Que perigo para a família se vê nas tradições do mundo?

TER orgulho da tradição é um modo de pensar do velho mundo que precisa ser desarraigado, visto que não há lugar para isso no novo mundo de Deus. As tradições mundanas afetam quase toda família, dum modo ou doutro. Muitas vezes as pessoas nem se apercebem até que ponto o seu modo de pensar é governado pelas tradições e pelos costumes arraigados da comunidade em que vivem. A salvação da família exige que seus membros estejam cônscios dos perigos deste hábito do velho mundo. Este artigo trata das barreiras, das divisões e da desunião que o orgulho da tradição cria entre famílias, comunidades e grupos nacionais.

2. Quais são alguns dos orgulhos tradicionais deste mundo, e por que estão em oposição aos princípios do Novo Mundo?

2 Algumas destas tradições que afetam profundamente o modo de pensar e causam divisões e preconceitos são o orgulho nacional, o orgulho racial ou tribal, o orgulho da família e das suas consecuções históricas; o orgulho da riqueza, da casta, da cor ou da língua; o orgulho classista ou profissional. Algumas famílias se orgulham muito de seus antepassados e da adoração prestada a eles, orgulham-se das façanhas militares e das tradições de seus progenitores, e da antiguidade das suas tradições eclesiásticas. Não pode haver dúvida de que estas tradições, que distinguem um homem ou um grupo de outro homem ou outro grupo, estão em oposição ao princípio piedoso da unidade. Ninguém pode apegar-se a tais tradições e preconceitos e fazer parte da sociedade do Novo Mundo.

ABSTENHA-SE DESTAS COISAS

3. Em que se baseia o orgulho da tradição? Por que estorva ele a associação e o serviço cristãos?

3 Consideremos agora como estas tradições mundanas operam em relação à humanidade. Em quase todas as nações há distinção de classes. Esta pode basear-se nos bens da pessoa, nas consecuções, na linhagem nobre, na profissão ou nas realizações intelectuais. As famílias que descendem de tais grupos privilegiados consideram-se superiores aos outros da humanidade, ao ponto de se tornarem orgulhosas, altivas, achando-se melhores do que os outros. Este modo de pensar é certamente contrário aos ensinos de Cristo Jesus. O apóstolo Paulo condenou o conceito mundano dos que são “pretensiosos, soberbos, . . . presunçosos”. (2 Tim. 3:1-7) “Deus se opõe aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” (1 Ped. 5:5, NM) Todo o que tiver tal atitude não pode realmente ajudar ao seu próximo a alcançar a salvação, pois lhe impedirá a ter com Ele associação fraternal. Portanto, todos devem buscar a humildade, conforme declara a Palavra de Deus: “A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito receberá honra.” — Pro. 29:23.

4. Por que se tem fomentado o orgulho nacional, e por que não há lugar para ele na sociedade do Novo Mundo?

4 Outra tradição que desempenha um papel maior no modo de pensar do velho mundo é o orgulho nacional. Este é cuidadosamente fomentado pelo estado político e pelas suas instituições educativas, bem como pelas suas autoridades eclesiásticas. É um velho estratagema usado pelos líderes políticos para escravizar todas as classes de pessoas e prendê-las ao estado político. Ensina-se-lhes que a sua própria nação é diferente, que seu povo é superior aos outros. A Alemanha, na era de Hitler, é o exemplo recente duma geração de pessoas compenetradas da idéia de que eram a ‘raça dominante’, destinada a governar e a controlar a vida dos outros. Isto não é novo, pois os romanos, os anglo-saxões e outros seguiram o mesmo sistema. Os da sociedade do Novo Mundo precisam ser capazes de ver além desta glória fictícia. É a obra do Diabo e ele “é mentiroso”. A Palavra inspirada de Deus diz: “Ele fez de um só homem toda nação dos homens, para habitarem sobre a superfície inteira da terra.” (Atos 17:26, NM) E novamente: “Não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça . . . Pois quem é que te faz sobressair?” (1 Cor. 4:6, 7, ARA) À base destes princípios piedosos vê-se que não há lugar para o orgulho nacional na sociedade do Novo Mundo. Que os homens podem viver em harmonia sem esta tola divisão do velho mundo pôde ser visto na Assembléia Internacional da Vontade Divina das Testemunhas de Jeová na cidade de Nova Iorque, em 1958, onde 253.922 pessoas de 123 nações estiveram juntas em paz e unidade cristã.

5, 6. De que modo foi o orgulho nacional condenado pela Resolução das testemunhas de Jeová, e o que se precisa fazer para ganhar a aprovação de Deus?

5 Esta imensa reunião internacional adotou unidamente uma Resolução divulgada no mundo pela distribuição de mais de 70.000.000 de exemplares. Declarou-se entre outras coisas: “Que, por causa de nossa descendência comum de Noé, . . . somos uma só família humana, uma só raça humana, para a qual Jeová Deus fez uma só provisão comum, por meio do seu Filho, Jesus Cristo, para nossa vida e felicidade eternas no Seu novo mundo que está próximo. . . . a Bíblia Sagrada diz que Satanás, o Diabo, é [o] deus e governante invisível; e que, sob o domínio dele e dos seus demônios, as nações e as línguas da terra têm rompido a união da raça humana e têm levado a humanidade à atual situação perigosa.”

6 A grande família da sociedade do Novo Mundo, que adotou esta Resolução, tem vencido o orgulho nacional. Todas as famílias que desejam obter a aprovação de Deus precisam igualmente lançar fora o orgulho da tradição nacional e reconhecer a sua dependência de Deus, que exige deles que vivam como irmãos.

7. Que atitude deve ser adotada pelos cristãos no que se refere à língua?

7 Outro produto desta barreira satânica de distinções humanas é visto no preconceito e discriminação contra grupos de língua, raça e cor diferentes. O orgulho da língua impede que as pessoas se misturem livremente com os outros, mas os cristãos precisam levar a mensagem a todas as pessoas. Se isto não for feito, então há falha de cumprimento da comissão divina de ‘ensinar todas as nações’. Deve ser o desejo sincero de cada pessoa que quer viver no novo mundo de Deus poder conversar livremente com o seu próximo. Às vezes falta a disposição de fazer o esforço de aprender a língua do país.

8. De que modo podem os costumes raciais e sociais levar a um proceder antibíblico?

8 Depois há os grupos que colocam os costumes, as tradições e as práticas raciais acima dos princípios cristãos. Isto se aplica especialmente aos costumes sociais. Alguns preferem mostrar hospitalidade e ter associação com pessoas de sua própria raça, ou com seus parentes, em vez de com seus irmãos da sociedade do Novo Mundo. Os pais incentivam às vezes os seus filhos a se associarem e se casarem com os de seu próprio grupo racial e lingüístico, em vez de com seus irmãos cristãos, embora isso seja contrário ao texto bíblico: “Não vos ponhais debaixo de um jugo desigual com os incrédulos.” — 2 Cor. 6:14.

9. (a) Por que são todos os homens iguais perante Deus, não importa qual a cor da sua pele? (b) Que prática dos homens será acatada pela organização de Jeová, e por quê?

9 A cor da pele é outro assunto à base do qual a tradição puramente humana elaborou um sistema de barreiras artificiais entre homem e homem. Os homens descendem fundamentalmente do mesmo antepassado e têm as mesmas capacidades básicas. Todos têm de reconhecer o único Deus verdadeiro e têm de adorá-lo, e têm de aceitar como seu Salvador pessoal o Senhor Jesus Cristo. Os homens criam a diferença, e o povo de Deus precisa reconhecer a lei do país quando esta exige a separação quanto à raça ou cor, em alguns países. Mas dentro da sociedade do Novo Mundo não há esta distinção, e não há justificativa para se fazer distinção entre os irmãos por causa da cor da sua pele. Jeová Deus não faz tal distinção: “Certamente, percebo que Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que obra a justiça é-lhe aceitável.” — Atos 10:34, 35, NM.

10. Por que é repreensível perante Deus a adoração dos antepassados? Que dificuldades se interpõem no caminho de vencê-la?

10 Especialmente em países orientais existe a tradição profundamente arraigada da adoração dos antepassados. Os antepassados falecidos são os deuses: oferece-se-lhes alimento, realizam-se ritos elaborados e se dirigem orações a eles. É uma questão de honra do nome da família, e todos os membros vivos da família se preocupam com isso. Os membros mais idosos da família, sendo os progenitores vivos que em breve se tornarão deuses, encontram neste culto um meio valioso para controlar e escravizar os membros mais jovens da família. Mesmo homens de meia-idade não têm autoridade na casa, até a morte de seus pais. O culto dos antepassados é também uma forma sutil de adulação de si próprio — o adorador é descendente de deuses ancestrais e, portanto, está em vias de ele mesmo se tornar deus. Esta crença separa o homem de seu próximo. Também, a pessoa que se torna esclarecida acha muito difícil romper com a tradição da família que se prende a costumes sociais, tradicionais, religiosos e econômicos. A idéia duma mudança é considerada com desdém e temor; a mente se fecha por isso para a mudança ou o progresso. A família que deseja progredir para a sociedade do Novo Mundo precisa estar preparada a pôr de lado o culto dos antepassados ou a adoração da família.

11. Por que razões condenou Jesus as tradições religiosas, e que exemplos se dão?

11 Outra tradição humana profundamente arraigada é a veneração da antiguidade religiosa. Os muçulmanos, os católicos romanos, os budistas, os confucionistas e os hindus reverenciam os seus antigos, as obras e os dizeres de obscura antiguidade, que são contrários à Palavra de Deus. Esta tradição humana cega as suas mentes para a pesquisa. Os católicos e os protestantes colocam as suas crenças e credos tradicionais na frente da Palavra de Deus. Os judeus consideram o Talmude, com a sua compilação de arrazoamentos humanos, como mais precioso do que as inspiradas Escrituras Hebraicas. Para eles, as Escrituras são para o Talmude o que a água é para o generoso vinho tinto. Todos os ensinos destas tradições humanas e mundanas, não importa quão antigas, conduzirão ao desastre. Jesus disse: “Por que transgredis vós também o mandamento de Deus, por causa da vossa tradição? . . . assim invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição. Hipócritas! bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. É em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” — Mat. 15:3-9, ARA.

A VERDADE EXPÕE O ORGULHO DA TRADIÇÃO

12. De que modo é o orgulho da posição social um impedimento para a aceitação da verdade?

12 As famílias ou as pessoas que aceitam a verdade da Palavra de Jeová ficam muitas vezes impedidas por este orgulho das tradições. Por exemplo, alguém pode ficar realmente entusiástico quando se lhe fala pela primeira vez de Jeová Deus, de Cristo, o Rei, e do novo mundo de justiça. Parece maravilhoso! Mas, há um problema: “Como afetará isso a situação da minha família? Nós somos uma das famílias mais conceituadas na comunidade. Em vez de se nos ter respeito e honra, talvez sejamos desprezados ou perseguidos. A verdade não é popular.” O que se deve fazer nesta situação? Deixar-se governar pelas tradições humanas, ou aceitar a Palavra de Deus e andar na luz dela? Para se obter o favor de Deus, é melhor obedecer a ele.

13. Em que respeito é certa tradição de família contrária aos princípios do Príncipe da Paz, conforme Indicado na Resolução de 1958?

13 Outra pessoa talvez se alegre muito de saber que o propósito de Deus é prover um reinado milenar de paz e felicidade mundiais, tempo em que se dará a ressurreição. Surge então um problema. A pessoa é informada da grande Resolução adotada pelas testemunhas de Jeová em Nova Iorque, no verão de 1958. Esta dizia em parte: “Que, falando-se figuradamente, já transformamos nossas espadas em relhas de arado e nossas lanças em podadeiras, e que, embora sejamos de muitas nacionalidades, não levantaremos espada uns contra os outros, porque somos irmãos cristãos e membros da uma só família de Deus, nem aprenderemos mais a guerrear uns contra os outros, mas que andaremos em paz, união e amor fraternal nas veredas de Deus.” A pessoa interessada diz então: “Mas a minha família se orgulha de sua tradição militar e naval. Nosso nome tem durante gerações defendido as cores desta nação. Meus antepassados lutaram em muitas batalhas famosas.” Tal orgulho da tradição está em conflito direto com os princípios do Príncipe da Paz. Esta pessoa terá de escolher entre o orgulho da tradição da família e a vida no novo mundo.

14. (a) Explique a verdadeira origem da verdade pregada por Cristo Jesus e pelos seus atuais seguidores fiéis. (b) Qual é a razão de a sede da Sociedade se achar na América? Por que não deve isso dar origem a preconceitos contra a verdade?

14 Outras pessoas, orgulhosas da antiguidade de suas tradições nacionais, dizem com ar de superioridade a respeito das pesquisas e dos estudos bíblicos publicados pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.): “Donde vem esta literatura? Dos Estados Unidos? Ora, esta nação é muito nova. Nós já temos tido eruditos bíblicos por séculos em nosso país. O que pretende a América ensinar a nós?” Tais pessoas mostram desdém, e a sua atitude não é diferente do que se dizia da cidade desprezada de Nazaré. “De Nazareth pôde sair cousa que boa seja?” (João 1:46) A mensagem de Jesus não veio de Nazaré, mas de Jeová Deus. Assim também hoje, a mensagem das testemunhas de Jeová não vem da América, mas do Deus Altíssimo, confiada por Jeová Deus a homens fiéis, pela operação do seu espírito santo. A verdade não é uma mensagem americana, embora, como questão de conveniência e de administração prática das atividades da Sociedade, a sede esteja em Nova Iorque, um dos maiores centros de transporte e de comércio hoje na terra. A tradição nacional não deve fazer que pessoas racionais fiquem com tanto preconceito, que se tornem cegos para com a verdade da Palavra de Deus, pois a verdade de Jeová é a mesma em qualquer país ou língua. Para se receber a verdade, é preciso vencer tal tradição.

15. Dê um exemplo de como as tradições humanas impedem a aceitação da verdade.

15 Um exemplo real disso é o caso dum judeu alemão que estivera num campo de concentração junto com as testemunhas de Jeová, durante a era de Hitler. Ele disse: “Não há dúvida de que são um povo maravilhoso. Os outros, os sacerdotes católicos, os rabinos, os protestantes, eu vi abandonarem os seus princípios e viverem como animais. Mas não conseguiram quebrantar as testemunhas de Jeová. Admiro-as grandemente. Deus está certamente com elas. Em meu próprio caso, porém, há a minha família, meus amigos: por tradição e educação sou judeu e tenho de continuar como tal. Serei apoiador e admirador oculto, mas nunca poderia realmente acompanhá-las.” Este é um exemplo duma admissão franca de que as tradições humanas e o orgulho da raça impediram a um homem juntar-se àqueles de quem teve evidência visível de que possuem o espírito de Jeová.

POR QUE SE PRECISA VENCER O ORGULHO DAS TRADIÇÕES HUMANAS

16. Apresente textos e razões indicando por que o povo de Deus precisa vencer as tradições humanas.

16 Visto que não se origina de Jeová, mas deste mundo, o povo fiel de Jeová não deve ter nada que ver com este mundo: “Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo”, disse o Senhor Jesus. (João 17:16) A necessidade de se manter separado das práticas e das tradições mundanas foi declarada pelo apóstolo João: “Não ameis nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, não está nele o amor do Pai; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a exibição ostentosa dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas se origina do mundo. Além disso, o mundo está passando e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2:15-17, NM) Esta ordem é bastante clara; a pessoa não se deve conformar ao modo de proceder do velho mundo. O apóstolo Paulo disse: “E deixai de vos amoldar a este sistema de coisas, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis a vós mesmos a boa, aceitável e completa vontade de Deus.” — Rom. 12:2, NM.

17. Quem é o originador das tradições humanas, e o que resultará para os que se apegam a elas?

17 Estes textos mostram claramente que o orgulho humano da tradição não vem de Deus, mas do Diabo. Não vem de cima, mas de baixo, deste mundo perverso que está em inimizade com Deus. “Não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.” (Tia. 4:4) Certamente ninguém de inteligência quer ser inimigo de Deus. Portanto, o povo de Jeová precisa vencer o mundo e as suas tradições.

18, 19. Quais são as obras das tradições humanas e onde podem ser vistas hoje em dia?

18 A tradição humana faz parte do orgulho da carne. Produz o mal. O apóstolo Paulo declarou: “Ora, as obras da carne são manifestas, e estas são a fornicação, a impureza, a conduta desenfreada, a idolatria, a prática do espiritismo, ódios, lutas, ciúmes, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedices, orgias e outras coisas semelhantes. Quanto a estas coisas, eu vos aviso de antemão, do mesmo modo como já vos avisei de antemão, que aqueles que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus.” (Gál. 5:19-21, NM) Esta é outra razão forte por que o orgulho da tradição precisa ser vencido por todos os que desejam fazer parte do novo mundo de Deus.

19 Os males do orgulho das tradições humanas são evidentes no atual estado deplorável deste mundo, com as suas lutas, desunião, divisão, parcialidade, ódios, corrupção e guerras. Toda a teoria da tradição separativa é uma força divisória. A união mundial, a união nacional e a união familiar são rompidas por tal tradição.

20. Que atitude adotaram as testemunhas de Jeová individualmente e coletivamente conforme mostrado pela Resolução adotada na assembléia de Nova Iorque?

20 As testemunhas de Jeová têm abandonado o mundo e têm tomado posição contra Ele. São a favor do novo mundo de Deus e tornaram conhecida em todo o mundo a sua posição como povo unido, separado deste mundo e de suas tradições divisórias. Declararam na Resolução adotada no seu congresso internacional em Nova Iorque, em 1958: “Que aquilo que fez de nós um só povo cristão, apesar do fato de procedermos de tantos povos diferentes, é que nos separamos deste mundo e dos seus conflitos odiosos, e nos dedicamos, por meio de Jesus Cristo, ao nosso único Deus e Pai celestial . . . não permitiremos que os homens que lutam contra Deus rompam a nossa união.” Outrossim: “. . . para que sejamos considerados dignos de ser introduzidos no novo mundo eterno de Deus, depois do Armagedon, para ali o adorarmos unidamente, como uma só família de suas criaturas, sem distinções raciais, nem fronteiras e divisões nacionais, debaixo de um só governo, Seu reino por Cristo, e para fazermos a sua vontade para todo o sempre.”

COMO SE VENCE O ORGULHO DA TRADIÇÃO

21. É o orgulho da tradição alguma coisa nova? Explique o que o apóstolo Paulo encontrou em Atenas.

21 O orgulho das tradições humanas que se manifesta neste século vinte não é novo na história da humanidade. A civilização grega, presenciada pelo apóstolo Paulo quando visitou Atenas, há 1.900 anos, tinha os mesmos conceitos básicos. Enquanto Paulo estava sozinho, esperando por Silas e Timóteo, ele observou com interesse a cidade e seus costumes. Embora tivesse visto muitas cidades e muita idolatria, ficou chocado com o que viu em Atenas: “Ora, enquanto Paulo esperava por eles em Atenas, seu espírito dentro dele ficou irritado ao contemplar que a cidade estava cheia de ídolos.” (Atos 17:16, NM) Os ídolos não se achavam apenas nos templos, mas também nas praças públicas, nas ruas e em toda a cidade.

22. Que condição do povo encontrou Paulo em Atenas? E que problemas o confrontaram na apresentação da verdade?

22 Atenas era uma cidade universitária, cheia de professores, conferencistas, filósofos; estudantes e intelectuais. “De fato, todos os atenienses e os estrangeiros em visita ali gastavam seu tempo de folga em nada mais que contar algo ou ouvir algo novo.” Gostavam de falar e de argumentar: “Certos filósofos, tanto dos epicureus como dos estóicos começaram a conversar com ele em polêmica.” (Atos 17:18-21, NM) O cristão Paulo achava-se sozinho nesta comunidade ímpia de agnósticos e intelectuais, cheios do orgulho das tradições e das teorias dos homens. Como se podia apresentar a adoração verdadeira a estes incrédulos? Como podia Ele ajudar a estas pessoas sábias nas coisas do mundo a começar a compreender que eles não tinham a verdade? Como lhes podia ajudar a tirar da mente as barreiras da tradição? Ele viu que a salvação dessas pessoas dependia de ele primeiro demolir o seu orgulho da tradição. Ele foi, portanto, à corte do Areópago, o tribunal mais alto em Atenas. Era um lugar de grande antiguidade, e ali Paulo apresentou a causa do cristianismo. Desde que compreendamos como o apóstolo Paulo agiu sob a orientação do espírito santo, temos diante de nós um exemplo de como as verdades bíblicas básicas podem ser usadas para vencer o orgulho da tradição.

23. Para vencer o orgulho da tradição, que verdades fundamentais usou Paulo?

23 Paulo, primeiro, rebaixou os orgulhosos intelectuais de Atenas a um nível comum por declarar estas verdades fundamentais: “O Deus que fez o mundo e todas as coisas nele, sendo, como Este o é, Senhor do céu e da terra, . . . é ele mesmo quem dá a todas as pessoas vida, e respiração, e todas as coisas. E ele fez de um só homem toda nação dos homens . . . Pois, por meio dele temos vida, e nos movemos, e existimos . . . Visto, assim, que somos a progênie de Deus, não devemos pensar que o Ser Divino seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra, como algo esculpido pela arte ou pelo engenho do homem. . . . [Ele] fixou um dia em que se propõe julgar em justiça a terra habitada, por um homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, ressuscitando-o dentre os mortos.” — Atos 17:24-31, NM.

24. Mostre, à base das Escrituras, por que nenhum homem pode jactar-se de coisa alguma.

24 Vemos assim como Paulo colocou a humanidade com o seu orgulho das tradições na luz verdadeira, mostrando que todos os homens dependem de Deus quanto à sua existência. Sem esta dádiva inicial da parte de Deus, não existiriam nem eles, nem as suas cidades, nações ou tradições. Portanto, reconhecendo que dependiam inteiramente do Criador e Dador de vida, deviam aprender o Seu caminho e obedecer às Suas ordens. Conforme Paulo disse mais tarde na sua carta a Timóteo: “Porque nada trouxemos para este mundo, nem nada podemos levar dele; tendo alimento e vestuário, deveremos ficar satisfeitos com isto.” — 1 Tim. 6:7, 8.

25. O que precisamos fazer para ganhar a salvação, e por que devemos dar graças?

25 Ninguém de nós poderá obter a salvação, quer como família, quer individualmente, a menos que todos reconheçam que tudo o que temos procede do Criador Todo-poderoso do universo. Todos devem estar cheios de gratidão a Ele, pela Sua bondade e benignidade imerecida de nos abrir o caminho para o seu favor e para a salvação. Se não abandonarmos as tradições humanas do mundo, junto com o seu orgulho, elas se interporão como barreira em nosso caminho, sempre ferindo, sempre separando, sempre mantendo as pessoas em inimizade com Deus e com seu próximo. Demos graças a Jeová pela revelação da verdade, sabendo que no novo mundo de Jeová não haverá lugar para nada que seja divisório e discriminatório. Todos precisam viver agora em paz e ter unidade entre si.

[Foto na página 172]

Noé

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