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TchecoslováquiaAnuário das Testemunhas de Jeová de 1973
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MAIS UMA VEZ ÀS OCULTAS
Bem cedo na manhã de segunda-feira, 29 de novembro de 1948, a polícia secreta baixou sobre a filial e o lar de Betel, bem como as casas de muitos superintendentes de congregação e outros servos por todo o país. A filial foi lacrada e confiscaram-se muitas publicações nas congregações. Três dias depois, todos os dez membros da família de Betel e três servos da congregação de Praga foram presos. Após duas semanas de interrogatórios, foram entregues ao Tribunal do Estado em Praga para ulterior investigação. Em abril, foi entregue ao irmão Kapinus o aviso da proscrição das atividades e o confisco de toda propriedade da Sociedade. No entanto, visto que ele já estava preso em Pankrác, não havia nada que pudesse fazer.
Em julho de 1949, ao serem investigadas plenamente as atividades da Sociedade e de seus diretores, não tendo sido encontrado nada de objetável, suspendeu-se o julgamento contra eles por falta de evidência. No entanto, nenhum dos irmãos e das irmãs presos foram libertos. Antes, em 22 de julho, foram transferidos para vários campos de trabalhos forçados, os irmãos devendo trabalhar em minas de carvão e em pedreiras, e as irmãs na agricultura. Não foi senão muito depois que receberam a notificação de que haviam sido sentenciados a dois anos de trabalhos forçados.
Os irmãos que gozavam de liberdade continuaram a obra de pregação às ocultas. A Sentinela e o Informante mais uma vez foram publicados num ciclostilo em tcheco, eslovaco, alemão e húngaro. O serviço de circuito foi ajustado, de modo a ser feito por tempo parcial, pois, de outra forma, os irmãos correriam constante perigo de serem presos. Pequenas reuniões particulares para o estudo da Sentinela eram realizadas nas casas dos irmãos.
No início de 1950, bem ao contrário das sentenças e de todas as expectativas, os irmãos nos campos de trabalhos forçados começaram a ser libertos gradualmente. Visto não haver um lar de Betel para onde voltarem, aderiram a obra às ocultas, encorajando seus co-publicadores e ajudando sempre que necessário na organização. O efeito de seu encarceramento foi de início adverso, de modo que, no ano de serviço de 1949, o número de publicadores decresceu em cerca de 17 por cento. Mas, os anos seguintes foram abundantes, com a bênção de Jeová, de modo que o decréscimo de 1949 desapareceu. No ano de 1950, testemunhou-se um aumento de 86 por cento na atividade do Reino, e, em 1951, seguiu-se um aumento de 38 por cento.
Os fanáticos religiosos católicos e não-católicos continuaram tentando arduamente instigar outras medidas duras contra as Testemunhas. Os dignitários religiosos acusavam o povo de Jeová, tanto por cartas como por entrevistas pessoais, de manterem atividades subversivas, caluniando os servos de Deus em suas revistas. O Mensageiro Evangélico dos Montes Tatra apoiou o ataque contra as Testemunhas por meio de uma série de artigos injuriosos e difamatórios. O Sínodo da Igreja Luterana na Eslováquia recomendou que todos os seus clérigos falassem abertamente contra as Testemunhas, de seus púlpitos, em cada oportunidade, no decorrer de várias semanas. “Babilônia, a Grande”, de notória infâmia na Bíblia, estava certamente travando árdua luta para manter sua posição.
Em 4 de fevereiro de 1952, o servo da filial e outros irmãos foram de novo presos e seus lares sofreram buscas. Nos meses seguintes, 104 irmãos e cinco irmãs foram presos e detidos por muitos meses pela Segurança do Estado. Depois de treze meses de detenção, alguns dos servos responsáveis da organização foram finalmente julgados em Praga. As sessões duraram três dias e, então, em 31 de março de 1953, foi dada a sentença: o servo da filial recebeu dezoito anos, e os outros servos de dez a quinze anos de prisão, com confisco de sua propriedade e a perda de seus direitos civis.
Natural é que homens menos experientes tivessem então que levar avante a obra. Fizeram o melhor que podiam para promover os interesses do Reino, e não resta dúvida de que Jeová ajudou seus fervorosos esforços. É verdade que, em 1952 e em 1953, a obra do Reino no país diminuiu sensivelmente, mas, embora houvesse um decréscimo de 23 por cento em 1953, isso foi contrabalançado pelo aumento de 23 por cento em 1954. O irmão Konstantin Paukert foi designado encarregado da obra em 1952, e, então, quando foi preso em 1954, foi substituído por Vladimir Matejka. No término de 1957, foi organizada uma comissão para assumir a responsabilidade geral pelas atividades do Reino no país.
Considerável melhora das condições aconteceu em 1960, quando uma anistia geral trouxe liberdade para a maioria dos irmãos que estavam presos. Desde aquele tempo, a polícia tem agido contra os publicadores individuais aqui e acolá, mas, embora a proscrição ainda vigore, não houve sérias dificuldades até o ano de 1971. Naturalmente, os irmãos sempre têm de estar cônscios do excelente conselho de Cristo Jesus, nosso Líder, quando disse: “Mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas.” (Mat. 10:16) A proscrição da obra da Sociedade não parou a proclamação das boas-novas!
Nos últimos dez anos, houve oportunidade de ajudar as congregações a crescer e aos publicadores a obter madureza. Fizeram-se esforços de aprimorar o ministério de campo por meio de estudos bíblicos domiciliares mais eficazes. Crescentes números de interessados adquirem melhor entendimento dos propósitos e princípios de Jeová. Desde a primavera setentrional de 1961, a Escola do Ministério do Reino tem ajudado os superintendentes a compreender mais plenamente suas obrigações e a desincumbir-se delas fielmente, e com brandura cristã. Ao todo, até agora uns 574 servos já obtiveram treinamento, alguns por um período de quatro semanas, e outros por doze dias.
Em 1969, o irmão Müller teve a grande alegria de visitar a sede da Sociedade em Brooklyn, Nova Iorque, e, enquanto se achava lá, participou num curso de treinamento especial de servos de filial. Naquela oportunidade, também, assistiu à Assembléia “Paz na Terra” no Estádio Ianque. Outros irmãos da Tchecoslováquia ficaram felizes de poder assistir à assembléia em Nurembergue, Alemanha.
Rememorando todo o caminho pelo qual Jeová nos conduziu, não podemos deixar de ser gratos a Ele por seu cuidado protetor para com seus servos leais. Apesar dos ataques motivados pelo ódio religioso, e todas as dificuldades múltiplas que acompanham a proscrição, é deveras encorajados notar que, de 1948 a 1960, o número de publicadores aumentou em 261 por cento. Nos últimos dez anos, de 1960 a 1970, tivemos um aumento de 76 por cento. Todos nós, na Tchecoslováquia, somos gratos a Jeová pelas muitas evidências de sua bondade amorosa, e oramos para que ele continue a nos usar em seu serviço para sempre.
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República DominicanaAnuário das Testemunhas de Jeová de 1973
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República Dominicana
UMA TERRA rica em recursos naturais, tais como o ouro, o ferro, a bauxita, o mármore e o âmbar; uma terra bem regada, que pode sustentar sua população com seus produtos agrícolas; uma terra que varia de clima, da região costeira quente e úmida para a refrescante frieza das montanhas; uma terra de palmeiras e de céu azul; eis a República Dominicana. Sua Área de uns 49.500 quilômetros quadrados constitui dois terços da segunda maior ilha das Antilhas, um colar de ilhas que se espalha em arco desde a ponta da Península da Flórida até à Venezuela. Sua montanha mais elevada, Pico Duarte, ascende a 3.267 metros de altitude, como uma sentinela que guarda o perímetro externo do Mar das Caraíbas.
Os primeiros habitantes conhecidos, os caçadores, pescadores, lavradores índios, há muito desapareceram de cena, vítimas da ganância, da crueldade e do fanatismo religioso dos “conquistadores” católicos provindos da Espanha. Colombo chegou em 1492
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