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  • Em todas as nações tem de ser pregadas “primeiro as Boas Novas”
    A Sentinela — 1968 | 1.° de maio
    • Marcos inicia o relato da vida dele dizendo: “O princípio das boas novas a respeito de Jesus Cristo.” — Mar. 1:1.

      14. O que disse Jesus para mostrar sua ligação Inseparável com as “boas novas”?

      14 O próprio Jesus reconheceu sua relação inseparável com as “boas novas”, dizendo: “Todo aquele que perder a sua alma por causa de mim e das boas novas, salvá-la-á.” “Ninguém abandonou casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por minha causa e pela causa das boas novas, que não receba cem vezes mais agora, neste período de tempo, . . . e no vindouro sistema de coisas a vida eterna.” “Onde quer que se pregarem as boas novas em todo o mundo, o que esta mulher [me] fez, também será contado em lembrança dela.” — Mar. 8:35; 10:28-30; 14:9.

      15. Segundo João Marcos, o que fez o próprio Jesus a respeito das “boas novas”?

      15 De forma correta, então, o próprio Jesus Cristo pregou as “boas novas”, pois ninguém poderia pregá-las melhor do que ele. (João 7:46) Em confirmação disto, relata João Marcos: “Ora, depois de João [Batista] ter sido preso, Jesus entrou na Galiléia, pregando as boas novas de Deus e dizendo: ‘Tem-se cumprido o tempo designado e o reino de Deus se tem aproximado. Arrependei-vos e tende fé nas boas novas.’ — Mar. 1:14, 15.

      16. Quais eram as boas novas lá naquele tempo, e por que isso era boas novas?

      16 Ah, as boas novas lá naquele tempo eram a respeito do reino de Deus, e especialmente que este se aproximava. O reino de Deus é uma coisa boa, com efeito, a melhor e a única para toda a humanidade, e as novas de que se aproxima seriam boas novas da mais vital importância. Aproximara-se há dezenove séculos no sentido de que Jesus Cristo, a quem Deus ungira para ser o rei messiânico do governo celeste, viera à terra qual homem a fim de morrer uma morte de mártir por pregar e ensinar tal reino de Deus e, ao mesmo tempo, morrer como sacrifício de resgate por toda a humanidade pecaminosa. (João 18:36, 37; Mat. 20:28) Mas, que tipo de governo será — este reino de Deus, sendo Jesus Cristo, seu Filho, o Rei da humanidade?

      “O REINO”

      17, 18. (a) Como foi que Jesus ligou o reino das boas novas com o reino predito por Daniel? (b) Segundo Daniel, junto com o que tinha de vir o reino de Deus, conforme também foi predito por Jesus?

      17 Tal reino tem de ser aquele predito pelo profeta Daniel em Babilônia, no sétimo e sexto séculos antes de nossa Era Comum, pois Jesus Cristo ligou sua própria profecia dada a seus quatro apóstolos com a profecia de Daniel, à medida que prosseguiu dizendo: “No entanto, quando avistardes a coisa repugnante que causa desolação estar de pé num lugar onde não devia (que o leitor use de discernimento), então, comecem a fugir para os montes os que estiverem na Judéia. . . . Persisti em orar que não ocorra no tempo do inverno; pois estes dias serão dias de tribulação tal como nunca ocorreu desde o princípio da criação, que Deus criou, até esse tempo, nem ocorrerá de novo. De fato, se Jeová não tivesse abreviado os dias, nenhuma carne se salvaria. Mas, por causa dos escolhidos que ele escolheu, abreviou os dias.” — Mar. 13:14-20.

      18 A “coisa repugnante que causa desolação” é a predita em Daniel 11:31 e 12:11. (Veja-se Mateus 24:15; Luc. 21:20, 21.) Depois de predizer o estabelecimento desta “coisa repugnante que causa desolação”, o profeta Daniel também prediz o irrompimento desta “tribulação” ou “tempo de aflição” sem paralelo que Jesus Cristo predisse a seus apóstolos. (Dan. 12:1) Portanto, o reino de Deus que Jesus disse que seria pregado como boas novas, tem de ser o mesmo reino de Deus a respeito do qual o próprio profeta Daniel profetizara antes. Daniel predissera que tinha de vir junto com um tempo de dificuldades sem paralelo para as nações do mundo. O que mais poderia Daniel ter querido dizer quando falou a respeito dos últimos dos governantes políticos deste mundo iníquo e disse o seguinte?

      19, 20. (a) Como foi que Daniel predisse dificuldades para as nações no capitulo dois? (b) No capítulo sete?

      19 “Nos dias daqueles reis, o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será levado à ruína. E o próprio reino não passará a nenhum outro povo. Esmagará e porá fim a todos estes reinos, e êle mesmo permanecerá por tempos indefinidos.” — Dan. 2:44.

      20 “Eu continuava a contemplar nas visões da noite, e, eis ali! junto com as nuvens dos céus alguém semelhante a um filho do homem, que acontecia estar vindo; e obteve acesso até o Ancião de Dias, e o trouxeram até mesmo perto Dele. E lhe foram dados o domínio, e a dignidade e o reino, para que os povos, grupos nacionais e línguas todos o servissem. Seu domínio é domínio de duração indefinida, que jamais passará, e seu reino tal que não será levado à ruína. . . . E, quanto ao quarto animal, há um quarto reino que virá a existir sobre a terra, que será diferente de todos os outros reinos; e êle devorará a toda a terra e pisará nela e a esmigalhará. . . . E o próprio Tribunal passou a sentar-se, e o seu próprio domínio tiraram finalmente, a fim de o aniquilarem e o destruírem totalmente. E o reino, e o domínio, e a grandeza dos reinos debaixo de todos os céus, foram dados ao povo que são os santos do Supremo. O seu reino é um reino que durará indefinidamente, e todos os domínios os servirão e até mesmo lhes obedecerão.” — Dan. 7:13, 14, 23-27.

      21. (a) Será que os cristãos viram o reino de Deus ser estabelecido lá no Oriente Médio em 70 E. C.? (b) Como foi que surgiu a Velha Jerusalém dos dias atuais?

      21 Este é o reino de Deus, cujo estabelecimento significa as melhores novas já anunciadas à humanidade. Mas, tal reino celeste não foi estabelecido no ano 70 de nossa Era Comum. Naquele ano, cumpriu-se a profecia de Jesus no tocante à destruição de Jerusalém e seu templo sem se deixar ficar pedra sobre pedra sem ser derrubada. Os cristãos judeus não foram apanhados naquela destruição, pois haviam seguido o conselho de Jesus e fugiram para os montes fora da Judéia e Jerusalém. Continuaram a pregar em outra parte a vinda do reino de Deus, pois sabiam que não viera com a destruição de Jerusalém. Ao invés de o reino messiânico de Deus ser estabelecido ali em Jerusalém às mãos do Messias glorificado, Jesus Cristo, os romanos conquistadores estabeleceram uma cidade pagã, sessenta e um anos depois (131 E. C.). Deram-lhe a condição de uma colônia romana e a chamaram de Aelia Capitolina. Tal cidade, com algumas alterações, tem permanecido até os dias atuais.

      22. (a) Será que a destruição de Jerusalém em 70 E. C. se enquadra na profecia de Jesus sobre a tribulação? (b) Junto com que recente tribulação a destruição de Jerusalém se reduz a nada?

      22 Tal destruição de Jerusalém e a desolação da província da Judéia, conforme preditas por Jesus Cristo e conforme descritas pelo historiador judeu, Flávio Josefo, foi algo horrível. Mas, não se enquadrou com a descrição feita por Jesus dos “dias de tribulação tal como nunca ocorreu desde o princípio da criação, que Deus criou, até esse tempo, nem ocorrerá de novo. De fato, se Jeová não tivesse abreviado os dias, nenhuma carne se salvaria”. (Mar. 13:19, 20) Como meio de comparação com a destruição terrível no Oriente Médio no ano 70 E. C., o que dizer da Primeira Guerra Mundial nos anos 1914-1918 E. C.? O que dizer da Segunda Guerra Mundial nos anos 1939-1945, que culminou com a explosão de duas bombas atômicas, as primeiras usadas na guerra? O que dizer das possibilidades de tribulação, destruição e horror de outra guerra mundial, sendo bombas nucleares transportadas a seus alvos por mísseis de longo alcance, acompanhados pela maior fome do mundo e sendo a peste disseminada pelos disseminadores de germes causadores de doenças, produzidos cientificamente, e sendo a atmosfera envenenada pelos instrumentos radiológicos? Junto com tais calamidades, a destruição de Jerusalém em 70 E. C. se reduz a nada.

      23. Como foi que Jesus mostrou que o domínio gentio de toda a terra não deveria findar em 70 E. C. por meio de qualquer estabelecimento do reino de Deus naquele tempo?

      23 Não, deveras, o domínio gentio (não-judeu) da terra não deveria findar no ano 70 E. C. pelo estabelecimento do reino messiânico de Deus nos céus. O próprio Jesus Cristo disse isso. Em sua própria profecia a seus apóstolos, conforme relatado pelo historiador Doutor Lucas, com alguns pormenores não fornecidos por João Marcos, ele predisse a destruição da Jerusalém terrestre e disse: “Haverá grande necessidade na terra e furor sobre este povo; e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.” — Luc. 21:23, 24.

      24. Quando foi que começaram os Tempos dos Gentios, e quando é que deveriam findar?

      24 Os Tempos dos Gentios, ou “tempos designados das nações” que começaram lá atrás em 607 A. E. C. com a primeira destruição de Jerusalém e seu templo pelos babilônios, deveriam continuar depois da segunda destruição de Jerusalém e seu templo em 70 E. C. Até quando? A profecia de Daniel de novo nos ajuda, e seu capítulo quatro mostra que estes tempos designados do domínio mundial gentio sem interrupção por parte do reino messiânico de Deus deveriam durar ao todo por 2.520 anos, ou até 1914 E. C.

      AS BOAS NOVAS A SEREM PREGADAS — QUANDO?

      25. A luz do que Paulo escreveu de Roma aos colossenses, o que diremos a respeito do cumprimento da obra de pregação por volta de 70 E. C.?

      25 Note aqui, por favor, um fato destacado em apoio disto: A pregação das boas novas a respeito do reino de Deus “primeiro” “em todas as nações” não se completou por volta do ano 70 E. C. Na verdade, a pregação se espalhara por todo o domínio do Império Romano. O apóstolo Paulo as levou a Roma, Itália, embora ficasse prisioneiro ali durante anos. (Atos 28:16-31) E, de seus alojamentos de prisão em Roma, escreveu à congregação cristã em Colossos e disse: “Por se contar a verdade daquelas boas novas que se vos apresentaram, assim como estão dando fruto e estão aumentando em todo o mundo, do mesmo modo como se dá também entre vós . . . continueis na fé, . . . sem serdes deslocados da esperança daquelas boas novas que ouvistes e que foram pregadas em toda a criação debaixo do céu.” (Col. 1:5, 6, 23) O apóstolo Pedro alcançou até a antiga Babilônia na Mesopotâmia, que se achava então fora do Império Romano. (1 Ped. 5:13) Isto se deu anos antes de a Judéia e Jerusalém serem desoladas no ano 70 E. C.

      26. (a) Na visão da Revelação fornecida ao apóstolo João, como foi indicado que a obra de pregação não estava toda ela realizada em 70 E. C.? (b) O que foi pregado a respeito do reino de Deus desde o tempo do Imperador Constantino em diante?

      26 Todavia, apesar de tal disseminação das “boas novas” até mesmo antes de 70 E. C., foi dito ao apóstolo João, numa visão que ocorreu possivelmente vinte e seis anos antes da destruição de Jerusalém e de seu templo: “Tens de profetizar novamente com respeito a povos, e nações, e línguas, e muitos reis.” (Rev. 10:11) Ao descrever toda a visão, o apóstolo João fala da “grande tribulação” como sendo ainda futura, também da destruição de Babilônia, a Grande, e de ser travada a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso” no lugar chamado Armagedom, como ainda seu futuro em relação aos seus dias. (Rev. 16:13 a 19:21) Em nenhum sentido, então, foi cumprida no primeiro século E. C. a profecia de Jesus a respeito de as “boas novas” serem pregadas primeiro em todas as nações. Assim, a pregação do reino de Deus tinha de prosseguir. Desde os dias do Imperador romano Constantino, no quarto século, houve uma pregação do reino de Deus como tendo sido estabelecido porque o imperador tornou a religião do Estado uma forma transigente de Cristianismo em seus dias. O reinado de Cristo por um milênio (mil anos) veio a ser entendido como tendo começado e estando em progresso.

      27. (a) De que ponto de vista a pregação desde os dias apostólicos até 1914 E. C. considerava o reino de Deus? (b) Também, será que a pregação do reino de Deus durante um período tão longo de tempo provava que o mesmo já viera?

      27 Bem, então, o que dizer desta pregação do reino de Deus, desde os dias dos apóstolos e até o fim dos Tempos dos Gentios no ano de 1914? Foi isto o cumprimento das palavras de Jesus: “Em todas as nações, têm de ser pregadas primeiro as boas novas”? (Mar. 13:10) Pensava-se assim até o início deste século vinte.a Mas, note o seguinte: Toda essa pregação do reino de Deus foi feita antes do fim dos Tempos dos Gentios em 1914, e anunciou o reino de Deus como vindo, por meio da conversão mundial, como muitos fanáticos religiosos da cristandade pensavam. Bem, então, será que tal pregação longa, que se estendia por quase dezenove séculos, seria em si mesma qualquer prova ou indício de que o reino de Deus viera? Não! É verdade que, em sua profecia predizendo a pregação do Reino, Jesus disse: “Deveras, eu vos digo que esta geração [geneá] de modo algum passará até que todas estas coisas aconteçam. Céu e terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.” Mas, o que dizer dessa expressão “esta geração”? — Mar. 13:30, 31.

      28. (a) Será que a expressão “esta geração”, conforme aplicada à congregação cristã, assinalaria um tempo de urgência? (b) Qual é a geração tencionada?

      28 Por meio dessa expressão, Jesus não se referia à inteira igreja ou congregação de seus discípulos fiéis, desde o dia de Pentecostes de 33 E. C. até à glorificação no céu do último membro da congregação de Cristo. Na verdade, o apóstolo Pedro escreveu à congregação cristã e disse: “Vós sois ‘raça [génos] escolhida’.” (1 Ped. 2:9) Mas, tal raça ou geração seria por volta deste tempo uma raça ou geração de mais de mil e novecentos anos de idade. A duração da vida de tal geração não seria um tempo breve, e, assim, não seria limitada a determinado tempo de tremenda urgência. No entanto, a expressão “esta geração” foi usada por Jesus para qualificar um limitadíssimo período de tempo, a duração da vida dos membros de uma geração de pessoas que viviam durante o tempo em que ocorriam certos eventos que marcavam época. Segundo o Salmo 90:10, tal período de vida poderia ser de setenta anos ou até mesmo de oitenta anos.

      29. O que tem de ocorrer com urgência durante “esta geração”?

      29 Neste período de tempo comparativamente curto deveriam situar-se todas as coisas que Jesus profetizou em resposta à pergunta de um “sinal quando todas estas coisas estão destinadas a chegar a uma terminação”. (Mar. 13:4) Por ser parte do “sinal”, a pregação das “boas novas” primeiro em todas as nações têm de ser uma pregação especial que é executada até o fim durante o período de vida “desta geração”. Tem, por conseguinte, de ser um trabalho urgente, fato que constitui por si só razão de ter isso de ser feito “primeiro”.

      30. (a) Quando deveria começar a pregação do Reino de Marcos 13:10? (b) Tratava-se do mesmo reino a respeito do qual Jesus e seus apóstolos pregaram?

      30 Para ser parte do “sinal” pedido em Marcos 13:4, a pregação específica das “boas novas” primeiro em todas as nações teria que acontecer depois de os Tempos dos Gentios terminarem no início do outono setentrional de 1914. Tem de acontecer depois de começar naquele ano o “princípio das dores de aflição”. Quão agudamente as pobres pessoas de todas as nações estariam precisando das boas novas então, sob aquelas circunstâncias! As novas seriam “boas novas” a respeito do mesmo reino de Deus que Jesus e seus apóstolos pregaram lá naquele tempo, no primeiro século E. C. Tal reino é necessário agora, desde 1914, mais do que nunca antes, pois só resta o único reino de Deus para trazer ao mundo da humanidade a paz, segurança, felicidade e salvação duradouras. Todavia, muito mais seria acrescentado agora à pregação, em comparação com as “boas novas” pregadas por Jesus e seus discípulos há dezenove séculos. As boas novas destes dias seriam mais ricas. Como assim?

      31. Por que deveriam ser mais ricas as “boas novas” preditas em Marcos 13:10?

      31 Bem, pense em todos os cumprimentos de profecia que têm ocorrido em nosso tempo. Ora, durante décadas antes de 1914, os estudantes da Bíblia associados com a revista A Torre de Vigia (Sentinela) e com a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (EUA) aguardavam a vinda do reino messiânico de Deus em pleno poder em 1914. Por quê? Porque os Tempos dos Gentios, “os tempos designados das nações”, deveriam findar no outono setentrional daquele ano, conforme assinalado pela tabela de tempo bíblica. Assim como o começo dos Tempos dos Gentios no outono setentrional do ano 607 A. E. C. assinalou a derrubada do reino típico, em miniatura, de Deus, na linhagem real do Rei Davi entre os judeus ou israelitas naturais, assim o contrário ou o oposto ocorreria no fim dos Tempos dos Gentios, 2.520 anos depois, em 1914. O quê? A restauração, o restabelecimento do reino messiânico de Deus às mãos do Herdeiro Permanente do trono do Rei Davi.

      32. Quem é o Herdeiro Permanente da linhagem real de Davi, e como poderia tal pessoa sê-lo atualmente?

      32 Quem é esse Herdeiro Permanente da linhagem real de Davi? Todos os vinte e sete livros das inspiradas Escrituras Sagradas cristãs (escritas em grego) aclamam a Jesus Cristo como sendo esse Herdeiro Permanente do Rei Davi. (Mat. 1:1-16; Rom. 1:1-3; Rev. 5:5; 22:16) Embora sacrificasse seu perfeito corpo carnal como resgate em favor da humanidade moribunda há dezenove séculos atrás, ainda retinha seu direito ao trono do Rei Davi quando o Deus Onipotente o ressuscitou dentre os mortos como pessoa espiritual imortal na glória celeste e o chamou de volta ao céu. (Sal. 110:1, 2; Atos 2:34-36) Ele é agora uma pessoa espiritual invisível, gloriosa demais para que os olhos humanos a vejam diretamente. — 1 Tim. 6:14-16.

      33. De onde tem de reinar, e em que estágios?

      33 Por isso, seu domínio sobre a humanidade tem de ser invisível, e não num trono material visível na Velha Jerusalém no Oriente Médio, no lugar em que os antigos reis da linhagem real de Davi costumavam sentar-se. Tais reis terrestres se sentavam ali naquilo que era chamado de “trono de Jeová”. (1 Crô. 29:23) Mas, Jesus Cristo se senta em realidade no trono real de Jeová, à mão direita de Jeová, e dali, no céu, reina agora no meio de seus inimigos e reinará durante mil anos, depois da guerra do Armagedom e de serem lançados no abismo Satanás e seus demônios. (Heb. 1:1-4; 10:12, 13; Rev. 3:21, 7; 5:5) É mais poderoso do que todos os reis prévios da linhagem do Rei Davi.

      34. (a) Por que, em 1914, não precisou expulsar os inimigos da Velha Jerusalém no Oriente Médio? (b) Por que já passou agora o pisar mencionado em Lucas 21:24?

      34 Em vista de tudo isso, não era necessário que Jesus Cristo e seus anjos celestes expulsassem os turcos não-cristãos de Jerusalém e da Palestina na ocasião em que findaram os Tempos dos Gentios em 1914 e nem precisava estabelecer um trono na Jerusalém terrestre a fim de começar a reinar como o Rei messiânico no meio de seus inimigos. Agora reina na “cidade do Deus vivente, a Jerusalém celestial”, no celeste Monte Sião. (Heb. 12:22, 23) Não mais se acha em condição transtornada a linhagem real de Davi; não mais se acha pisada pelos gentios, pois a localização de seu reino foi transferida da Jerusalém terrestre para a “Jerusalém celestial”. (Eze. 21:25-27; Luc. 21:24) Jamais as potências mundiais gentias pisarão de novo sobre aquele reino davídico, pois jamais poderão pisar sobre a “Jerusalém celestial”. Esta situação se tem dado desde que findaram em 1914 os Tempos dos Gentios, ocasião em que nasceu o reino celeste. — Rev. 12:1-5.

  • O que agora distingue as boas novas a serem pregadas
    A Sentinela — 1968 | 1.° de maio
    • O que agora distingue as boas novas a serem pregadas

      1, 2. (a) O que, de presença sempre continua, tem sido acrescentado às boas novas pregadas por Jesus e seus apóstolos? (b) Depois da expulsão de Satanás, o Diabo, como foi que os céus expressaram esta adição às boas novas?

      DESDE o fim dos Tempos dos Gentios em 1914, algo de importância sempre contínua tem sido acrescentado às “boas novas de Deus” que Jesus Cristo costumava pregar no Oriente Médio, pregando em tantas cidades quantas possível, assim como disse em certa ocasião: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” (Luc. 4:43; 8:1; 16:16) Depois de sua morte e ressurreição e sua glorificação nos céus, seus apóstolos e fiéis discípulos pregaram as boas novas do vindouro reino de Deus. (Atos 20:24, 25; 28:30, 31) Que coisa vital tem sido agora acrescentada às boas novas do reino de Deus que Jesus Cristo e seus zelosos apóstolos costumavam pregar há dezenove séculos atrás? Isto, a saber, o nascimento nos céus do reino messiânico de Deus no fim dos Tempos dos Gentios em 1914. E, depois da guerra resultante nos céus invisíveis e a expulsão de Satanás, o Diabo, e seus demônios do céu para baixo, à terra, este anúncio foi soado, para ser acrescentado às boas novas, conforme declarado em Revelação 12:9-12.

      2 “Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador de nossos irmãos, o qual os acusa dia e noite perante o nosso Deus! . . . Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.”

      3. (a) Desde quando têm sido fato todas estas maravilhosas informações adicionais? (b) Qual, então, é “esta geração” durante a qual as boas novas têm de ser pregadas primeiro?

      3 Que adição ou ampliação inspiradora de alegria foi isso para as boas novas a serem pregadas agora! Agora viera o reino vitorioso de nosso Deus, junto com a autoridade de seu Cristo, seu Messias! Quanto a Satanás, o Diabo, e seus demônios, têm apenas um curto período de tempo até que sejam presos e encarcerados no abismo depois da “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso” no Armagedom. Todas estas informações maravilhosas adicionais têm sido verdadeiras desde o fim dos “tempos designados das nações” em 1914, e, especialmente, desde que a Primeira Guerra Mundial terminou no ano de 1918. Antes de os “tempos designados das nações” terminarem no outono setentrional de 1914, não se poderia pregar as boas novas do reino recém-nascido e estabelecido de Deus e de seu Messias. Estas, então, têm de ser as boas novas que Jesus Cristo, em sua profecia, disse que seriam pregadas primeiro em todas as nações. (Mar. 13:10) Esta geração da sociedade humana que tem visto e provado os eventos mundiais desde que os Tempos dos Gentios terminaram em 1914 — esta é a “geração” que não passará até que todas as coisas preditas tenham acontecido, inclusive a pregação das boas novas primeiro em todas as nações.

      4. Desde quando tem Marcos 13:10 tido cumprimento, e quando é que este fato começou a ser compreendido?

      4 A profecia de Jesus, em Marcos 13:10: “Também, em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas”, não tem sido cumprida durante os dezenove séculos passados. É somente desde a segunda década de nosso século vinte que esta profecia tem tido cumprimento. Isto começou a ser feito pela Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia e a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (EUA) desde o fim da segunda década de nosso século. No número de 1.° de julho de 1920 da revista A Torre de Vigia e o Arauto da Presença de Cristo (Sentinela) publicou-se o artigo intitulado “Evangelho do Reino” baseado no texto-tema: ‘E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.’ — Mat. 24:14.” Nos últimos seis parágrafos, dizia:

      5-7. Como foi que tal exemplar de A Torre de Vigia apresentou esse novo entendimento de Mateus 24:14?

      5 “Notar-se-á que ele não diz que o evangelho que tem sido pregado aos mansos por toda a era do Evangelho será pregado. A que evangelho, então, poderia referir-se? O evangelho significa, boas novas. As boas novas aqui são a respeito do fim da velha ordem de coisas e o estabelecimento do reino do Messias. Isto significa que está passando a sombria noite do pecado e da tristeza. Isto significa que está caindo o império de Satanás, sem jamais erguer-se de novo. Isto significa que o sol da justiça está erguendo-se rapidamente, seus raios curativos penetrando nas trevas e afastando aquilo que obscurece a verdade, e trazendo ao povo aquilo que o abençoará, confortará, fortalecerá e soerguerá. . . .

      6 “Observar-se-á que, na ordem mencionada, esta mensagem tem de ser proferida entre o temp o da grande guerra mundial e o tempo da ‘grande tribulação’ mencionada pelo Mestre em Mateus 24:21, 22. Esta mensagem não poderia ter sido proferida antes do começo da guerra mundial. É claro, então, que o Mestre tencionava que entendêssemos que viria o tempo em que a igreja tinha de declarar ao mundo, como testemunho, que a velha ordem está findando e em breve passará para sempre. . . .

      7 “Que privilégio abençoado a igreja tem agora de ser os embaixadores o reino do Senhor e se empenhar, em transmitir as boas novas.” — Páginas 199, 200.

      8. (a) O que confirma a veracidade de “estas boas novas” do Reino? (b) Quem merecia ouvir tais “boas novas” e por quê?

      8 Desde a publicação desse entendimento novo e atualizado das palavras proféticas de Jesus Cristo, cada vez mais evidência tem sido ajuntada nos eventos e nas condições mundiais e na experiência dos Estudantes Internacionais da Bíblia provando que o reino messiânico de Deus realmente nasceu nos céus no tempo devido em 1914 e que “estas boas novas do reino” significam as informações frescas e novíssimas que falam do reino estabelecido de Deus. Não há novas do dia que possam ultrapassar essas quanto à verdadeira qualidade boa. Por esta razão, o inteiro mundo da humanidade mereceu ouvir estas boas novas, “este evangelho do reino”. (Mat. 24:14, Al; NM) E, segundo Jesus Cristo, todo o mundo da humanidade tem de ouvi-Ias. “Em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas”, disse ele. — Mar. 13:10.

      “EM TODAS AS NAÇÕES”

      9, 10. (a) Em obediência àquela ordem profética, o que foi feito? (b) Como se tem expandido esta obra desde meados da Segunda Guerra Mundial?

      9 Em obediência à ordem profética dada aos discípulos de Jesus, tem sido feito fervoroso esforço de pregar a todas as nações.

      10 No ano de 1943, no meio da guerra, em que foi iniciada pelas testemunhas de Jeová (previamente conhecidas como Estudantes Internacionais da Bíblia) a Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia para treinar missionários, havia cinqüenta e quatro terras das quais a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, EUA, recebia relatórios sobre a pregação de “estas boas novas do reino”. Outras novas nações políticas têm surgido na terra, e, hoje em dia, a organização das Nações Unidas tem 119 nações-membros, inclusive o Paquistão, a Birmânia, a Indonésia, a Jordânia, Israel, Zâmbia, Malaui, Gana, e assim por diante. Mas, atualmente, ao findar o ano de 1967, as testemunhas de Jeová relatavam de 197 terras sobre a sua pregação de “estas boas novas do reino” ali. Isto quer dizer pregar até mesmo por trás da Cortina de Ferro comunista e sob ditaduras fascistas e em face de perseguição religiosa, nacionalismo e militarismo.

      11. (a) Por que é apropriado tentar alcançar todas as nações com as “boas novas”? (b) O que dizer do cumprimento de Marcos 13:10?

      11 Enquanto ainda houver tempo, as testemunhas cristãs de Jeová estão determinadas e estão desenvolvendo esforços sinceros e corajosos para penetrar em todas as outras terras com “estas boas novas do reino”. Jesus Cristo não excluiu quaisquer nações de ouvirem as boas novas do reino estabelecido de Deus; ele disse “em todas as nações”. É correto e apropriado, portanto, tentar alcançar todas as nações, cada vez maior número delas, à medida que o tempo e a oportunidade permitem. Mas, em vista do número de nações e terras que já ouvem ser pregadas pelas testemunhas de Jeová as boas novas, quem pode agora dizer que a profecia de Jesus Cristo não está tendo cumprimento na atualidade, ou, não está se aproximando rapidamente do clímax de seu cumprimento? Nenhuma pessoa honesta e informada pode dizer que não está!

      12. (a) Esta pregação das “boas novas” em tantas terras é parte de que prova? (b) Que parte da angústia devemos alcançar brevemente?

      12 Esta mesma pregação efetuada pelos fiéis seguidores de Cristo já em 197 terras e países é parte notável do “sinal” que prova que vivemos no “tempo do fim”, quando todas as coisas preditas por Jesus hão de ser cumpridas. (Dan. 12:1-4) Estamos caminhando irreversivelmente para o encerramento deste “tempo do fim” para “todas as nações”. A angústia mundial, da qual tivemos um “princípio das dores de aflição” na Primeira Guerra Mundial e sua seqüela de escassez de víveres, pestes, terremotos, Segunda Guerra Mundial, e anarquia e violência alastrantes, tem brevemente de atingir o fim das dores de angústia. Isto será tribulação em uma escala e com uma intensidade que a espécie humana jamais enfrentou antes e jamais enfrentará de novo. É antes disto que “em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas”.

      “PRIMEIRO” — NA FRENTE DO QUÊ?

      13. O que é inerente a essa palavra “primeiro” e por que agora?

      13 Há grande urgência inerente a essa palavra “primeiro”. Por quê? Porque, desde o término dos Tempos dos Gentios em 1914, e desde a sua adoção da Liga das Nações e, mais tarde, das Nações Unidas, para a paz e segurança mundiais ao invés de aceitarem pacificamente o reino de Deus, “todas as nações” marcham para a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Armagedom. — Rev. 16:13-17.

      14. (a) Que aviso tem de ser dado às nações? (b) Quem limitou o tempo para isso, e por que tem de ser feito antes que ele aja?

      14 Segundo o modo regular seguido por Deus em lidar com as nações antigas nos tempos bíblicos, tem de ser dado o aviso às nações do mundo sobre a vindoura guerra e sua destruição certa às mãos do ungido Executor da parte de Deus, Jesus Cristo. Por isso, as boas novas têm de ser pregadas em todas as nações. As nações têm de se ver confrontadas com o fato do reino estabelecido de Deus, o legítimo governo para dominar toda a terra. As nações têm de vir a saber de antemão, não só a sua vindoura destruição, mas também a direção da qual vem a destruição sobre todas as nações políticas no Armagedom, e também a agência pela qual vem. O tempo de ser dado este aviso é limitado pelo Grande Cronometrista, Jeová Deus, e este fato torna urgentíssima a obra de dar o aviso. O Deus Onipotente não agirá até que esta obra tenha sido feita “primeiro”. Não se disporá a ser acusado de tirar indevida vantagem de seus inimigos.

      15. (a) Como sabemos se as “boas novas” é isso para todas as pessoas? (b) Para o beneficio de quem, então, têm de ser pregadas primeiro as “boas novas”?

      15 A mensagem do reino messiânico não significa “evangelho” ou “boas novas” para todas as pessoas na terra. Para aqueles que recusam o reino de Deus, a mensagem pregada pelas testemunhas de Jeová não é boas novas. Não é estranho, então, que muitos não a levem a sério ou tentem ignorá-la, ao passo que outros se oponham a ela e a representem mal. Se estiverem em posições políticas de poder, tentam suprimi-Ia de modo a impedir que a ouçam outros que gostariam de ouvir a mensagem. Para as pessoas que perderam a confiança nos governos humanos e que sofrem devido às condições do mundo, moral, religiosa, social e politicamente, a mensagem do reino messiânico estabelecido de Deus é as boas novas que elas têm ansiado. Elas são os que tiram proveito da pregação das boas novas. Aceitam-nas, agem em harmonia com elas, e colocam-se numa posição favorecida para escaparem da destruição certa que virá sobre os opositores ao Reino. É para o bem eterno de tais pessoas inclinadas a receber a mensagem como boas novas que a mensagem do Reino tem de ser pregada primeiro, para que possam agir agora a fim de evitarem a destruição.

      PREGAR E ENSINAR

      16. O que disse Jesus que deveria ser feito quanto às “boas novas”, e, ainda assim, o que não deveríamos pensar?

      16 Não obstante, será que observou que Jesus Cristo disse que “em todas as nações têm de ser pregadas primeiro as boas novas”? Não disse que ‘em todas as nações as boas novas têm de ser ensinadas’. Qual é a diferença? Ou que diferença isso faz? Essa palavra “pregadas” não deveria, necessariamente, nos fazer pensar num sacerdote ou clérigo que, com roupas da profissão, levanta-se num púlpito eclesiástico para proferir um sermão religioso aos freqüentadores de igreja. Por que não?

      17. (a) No texto grego original, o que significa basicamente a palavra “pregadas”? (b) O que não fariam necessariamente os pregadores?

      17 O verbo grego traduzido “pregar” é kerýssein. Este verbo grego, que ocorre muitas vezes nas inspiradas Escrituras Gregas Cristãs, significa basicamente “fazer proclamação como um arauto; ser um arauto; oficiar como um arauto; ser um anunciador; convocar por arauto; proclamar (como conquistador)”. O substantivo relacionado é kéryx e significa “arauto; mensageiro público; enviado; pregoeiro (que fazia proclamação e mantinha a ordem em assembléias, etc.)”. Outro substantivo relacionado é kérygma, que significa “aquilo que é bradado pelo arauto; proclamação, anúncio (de vitória nos jogos); mandato; convocação”. Assim, sem ser desapropriado, The New English Bible (A Nova Bíblia Inglesa) de 1961, reza, em Marcos 13:10: “Mas, antes do fim, o Evangelho tem de ser proclamado a todas as nações.” (Também Young, Rotherham, ambas em inglês) Isto quer dizer que os proclamadores estariam atuando como arautos. Não estariam necessariamente agindo como instrutores, dirigindo estudos bíblicos.

      18. Assim, em Marcos 13:10, o que profetizou Jesus que seria feito?

      18 Assim, Jesus profetizou que, depois do estabelecimento do reino messiânico, as boas novas seriam anunciadas, propaladas, proclamadas, e, desta forma, se daria aviso a todas as nações. Pelo menos, as boas novas seriam anunciadas, e quem quiser que dê ouvidos a ela e a aceite, ou que faça ouvidos de mercador e a rejeite quem quiser. Pelo menos, todas as nações receberiam o testemunho. Jamais poderiam dizer que as “boas novas” nunca vieram até elas neste “tempo do fim” antes do Armagedom.

      19. Assim, para o que foi que Jesus afirmou, em Mateus 24:14, que “este evangelho do reino” seria pregado?

      19 É por isso que a declaração em Mateus 24:14, que corresponde à de Marcos 13:10, diz: “Estas boas novas do reino serão pregadas [ou, anunciadas, proclamadas] em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (NM) “Este evangelho do Reino será proclamado por toda a terra como testemunho a todas as nações, e então o fim virá.” (New English Bible) Contemplando os nossos dias, Jesus Cristo deixou de profetizar que o anúncio, a proclamação ou pregação destas boas novas do Reino a todas as nações seria para a conversão delas ao Cristianismo, a fim de alinhar todas as nações do lado do reino de Deus.

      20. (a) O que dizer da conversão mundial em resultado da pregação por parte dos clérigos e das testemunhas de Jeová? (b) Qual, então, deveria ser a parte digna de nota do “sinal” a respeito do “fim”?

      20 A pregação que tem sido feita por todos os clérigos religiosos da cristandade durante mais de dezesseis séculos não resultou na conversão mundial, nem deu ao povo o entendimento correto do reino de Deus. A pregação das boas novas do agora estabelecido reino de Deus, conforme feita pelas testemunhas de Jeová desde 1919, não resultou na conversão mundial, nem as testemunhas cristãs de Jeová esperavam que resultasse nisso. Ademais, Jesus Cristo não profetizou que a conversão do mundo ao Cristianismo mediante a pregação de “estas boas novas do reino” seria parte proeminente do “sinal” que mostraria que o completo fim deste sistema de coisas viria nesta geração. Profetizou que o dar testemunho do reino messiânico estabelecida seria parte notável do “sinal” do “fira” que se aproximava rapidamente.

      21. Por serem estas as únicas “boas novas”, o que desejariam fazer com elas os pregadores?

      21 Visto serem estas as únicas boas novas da época, os arautos ou proclamadores ou pregadores da mensagem do Reino desejariam partilhá-la com tantas outras pessoas quantas fossem possíveis, “em todas as nações”, e, para algumas pessoas pelo menos, elas seriam como que “boas novas”.

      22, 23. (a) Que outra obra informativa predisse Jesus, e, de modo correspondente, o que fez ele próprio? (b) Antes de deixar seus apóstolos na terra, que obra deste tipo ordenou que fosse feita?

      22 Os registros públicos comprovam que as testemunhas cristãs de Jeová não só anunciam, proclamam, pregam para um testemunho ou depoimento, mas também ensinam a todos os que aceitam a mensagem do Reino como boas novas. Este ensino era também uma obra que Jesus predisse, embora não a citasse expressamente em sua profecia sobre a “terminação do sistema de coisas”. (Mat. 24:3 a 25:46) Logo depois de dar esta profecia, segundo relatado, “assim, de dia ele ensinava no templo, mas de noite saía e pousava no monte chamado Monte das Oliveiras”. (Luc. 21:37) Era amiúde chamado Mestre, e grande parte do seu tempo devotou ao ensino. (Mat. 8:19; Mar. 4:38; Luc. 9:38; João 13:13, 14) Tanto ensinava como pregava. (Mat. 4:23) Duas semanas ou mais depois de dar sua profecia a respeito da “terminação do sistema de coisas”, apareceu a seus discípulos num monte na província da Galiléia, e deu ordens para uma obra de ensino futura, afirmando

      23 “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” — Mat. 28:18-20.

      24. Como é que a obra dum mestre difere da de um arauto?

      24 Alguém que ensina (didóskein) difere dum arauto, que simplesmente anuncia ou proclama. Um mestre (didáskolos, grego) instrui, explica, mostra as coisas por meio de argumento e oferece provas, exatamente o que a palavra grega didáskein quer dizer. Assim, ensinar significa fazer estas coisas, usando também a mensagem que tem sido pregada. Esta obra de ensino tem o alvo, não só de dar um testemunho, como no caso dum arauto ou proclamador, antes, porém, de fazer discípulos e, daí, depois de batizar estes discípulos de Jesus Cristo, ajudá-los a permanecer como discípulos ou aprendizes dele.

      25. (a) Por que tem sido algo regular esta obra de ensino? (b) Por que tem de prosseguir esta obra de ensino?

      25 No decorrer dos séculos desde os dias de Jesus e seus apóstolos, tem continuado a obra de fazer discípulos até esta “terminação do sistema de coisas” e, assim, trata-se apenas de algo regular. A fim de que se possa continuar a fazer discípulos antes de ser destruída a religiosa Babilônia, a Grande (inclusive a antitípica Jerusalém, a cristandade) e a “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso” seja travada no Armagedom, a obra cristã de ensino com a Bíblia tem de prosseguir. Nesta obra de ensino, durante o último ano de serviço de 1967, as testemunhas de Jeová dirigiram em lugares particulares 867.009 estudos bíblicos com as pessoas.

      26. (a) Por que tem sido a pregação de “estas boas novas do reino” uma característica destacada da obra atual? (b) Como será vindicada a profecia de Jesus em Marcos 13:10, e quem são os felizes hoje em dia?

      26 Por outro lado, a pregação, o anúncio, a proclamação e a difusão de “estas boas novas do reino” constituem característica destacada apenas deste século vinte, visto que o estabelecido reino de Deus por seu Messias tem constituído glorioso fato somente depois de terminarem em 1914 os Tempos dos Gentios. Estas boas novas que instilam esperança têm de ser pregadas “primeiro” (NM), “antes do fim” (New English Bible; Uma Tradução Americana; Moffatt, todas em inglês); têm sido pregadas pelas testemunhas de Jeová até agora com crescente escopo e intensidade; e continuarão a ser pregadas por elas até o fim, em vindicação da profecia de Jesus. O fim, de cuja aproximação é indício digno de confiança esta pregação do Reino, virá em breve. Felizes são todos os leitores que, antes disso, tomem parte na pregação destas boas novas!

  • Decida-se agora quanto a quem servirá
    A Sentinela — 1968 | 1.° de maio
    • Decida-se agora quanto a quem servirá

      1. Qual é a situação a respeito das atitudes para com as questões da atualidade?

      VIVEMOS num tempo em que os homens se tornam cada vez mais definidos quanto à sua posição relativa às questões. As questões são delineadas com mais nitidez e os homens são mais prontos em expressar-se, amiúde de forma violenta, em apoio de sua causa. Aplica-se pressão para induzir ou obrigar outros a se manifestar quanto à posição que assumem.

      2. Que responsabilidade especial recai sobre aqueles que crêem em Deus, e como é que a acatam a maioria dos membros de igrejas na cristandade?

      2 Esta situação é especialmente observada no campo da adoração. A questão se torna cada vez mais aguda. No passado, as pessoas eram relutantes em desafiar a Deus ou a religião, mas, agora, são destemidas em proclamar suas teorias ateístas e evolucionárias. Isto impõe especial responsabilidade sobre os que realmente crêem em Deus. Mas, há muitos, em especial nas igrejas da cristandade, que, têm atitude vacilante, irresoluta ou apática. Sua fé já desapareceu, para todos os efeitos.

      3. Por que alguém que ame a justiça não pode mais permanecer nas organizações religiosas mundanas?

      3 Em vista da condição atual dos assuntos, se houver qualquer amor à justiça no coração duma pessoa, ela não pode continuar nas igrejas da cristandade ou em qualquer das organizações religiosas não-cristãs. Por que não? Porque os líderes das mesmas declaram que “Deus está morto”, aprovam a homossexualidade, o amor livre, a anarquia e o desrespeito à autoridade. Se alguém afirma ser servo de Deus e não sai e se declara contra tais práticas e as organizações que as toleram e até mesmo as

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