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‘Lembre-se dos pobres’A Sentinela — 1976 | 1.° de outubro
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— pode ser que ele ou ela seja alguém que nunca mostrou qualquer interesse nas boas novas, quando o cristão falou sobre elas. Não obstante, o cristão está interessado em ver o que pode fazer — que ajuda pode prestar. Pode ser que uma dona-de-casa esteja doente demais para preparar suas refeições ou fazer as compras. Ou alguém doente talvez precise de condução até o consultório médico. Alguém doente talvez já aprecie muito nem que seja uma visita amigável, junto com um prato de refeição. Os mais idosos ou incapacitados poderão ser ajudados de muitas maneiras.
Tais atos fazem parte das “obras excelentes” em que todos os cristãos devem ser zelosos. (Tito 2:14) Note que a Bíblia elogia muito a Dorcas, discípula cristã da cidade de Jope, porque “ela abundava em boas ações e nas dádivas de misericórdia”. Ela, sem dúvida, possuía poucos bens materiais, mas prestava serviço amoroso em fazer vestimentas para viúvas pobres. — Atos 9:36-40.
Portanto, no que se refere à ajuda material, o cristão deve ser generoso, mas também deve usar de discernimento e bom senso. Não deve dar tanto aos outros, que ponha seriamente em perigo a economia e o bem-estar de sua própria família. Também, não seria sábio dar dinheiro a alguém que só o desperdiçaria, ou, o que é pior, que o gastaria para perpetuar um vício. Outrossim, ajudar a um preguiçoso na realidade poderia ser prejudicial para ele, contribuindo para maior ociosidade e talvez levando a outras incúrias da sua parte. Paulo teve de escrever à congregação cristã em Tessalônica: “‘Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.’ Pois ouvimos que certos estão andando desordeiramente entre vós, não trabalhando nada, mas intrometendo-se no que não lhes diz respeito. A tais pessoas damos a ordem e a exortação, no Senhor Jesus Cristo, que, por trabalharem com sossego, comam o alimento que eles mesmos ganham.” — 2 Tes. 3:10-12; veja Efésios 4:28.
Por conseguinte, os cristãos fornecem ajuda material principalmente àqueles que amam a Deus e que mostram interesse sincero nas boas novas, tendo genuína necessidade de tal ajuda. Mas, quando podem, ajudam também outros que têm real necessidade, naturalmente sempre oferecendo auxílio espiritual a todos. Possuem o espírito de Jesus. O apóstolo Mateus, que acompanhava Jesus enquanto este ia de aldeia em aldeia, fazendo boas obras, escreveu: “Vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor.” — Mat. 9:36.
DEUS AMA A QUEM É GENEROSO
Deus não se esquece dos que dão consideração e ajuda aos necessitados. Considera isso como feito a ele próprio. A Bíblia diz: “O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, que lhe retribuirá o seu benefício.” (Pro. 19:17, Imprensa Bíblica Brasileira) Quem for mesmo generoso não precisará temer que sua liberalidade, às vezes até mesmo além de suas posses financeiras, lhe cause pobreza. O apóstolo inspirado escreveu: “Deus ama o dador animado. Ademais, Deus é capaz de fazer abundar para vós toda a sua benignidade imerecida, para que, embora tenhais sempre plena auto-suficiência em tudo, tenhais bastante para toda boa obra. (Assim como está escrito: ‘Ele tem distribuído amplamente, ele tem dado aos pobres, a sua justiça continua para sempre.’)” (2 Cor. 9:7-9; Sal. 112:9) As dádivas do cristão, quando motivadas pelo amor, dão glória a Deus e às boas novas que ele prega, pois, “aquele que mostra favor ao pobre . . . está glorificando” seu Criador. — Pro. 14:31.
Descrevendo a boa esposa, a Bíblia diz que, junto com suas excelentes qualidades de diligência e fidedignidade, “ela estende a mão ao pobre e seus braços ao indigente. . . . As portas seu marido é considerado [porque as ações dela lhe trazem respeito na comunidade]. . . . Erguem-se seus filhos e dizem-na feliz; e seu esposo, para elogiá-la.” — Pro. 31:20-28, Liga de Estudos Bíblicos.
A POBREZA SERÁ ELIMINADA
Na atualidade, até mesmo entre os cristãos se aplicam as palavras de Jesus: “Sempre tendes convosco os pobres.” (Mat. 26:11) Isto se deve às condições econômicas sempre mudadas do mundo e também à doença e perseguição. Mas a Bíblia promete: “O pobre não ficará sempre esquecido, nem perecerá Jamais a esperança dos mansos.” (Sal. 9:18) Sob o Reinado do Filho de Deus, terão desaparecido os que exploram o povo e oprimem o pobre e o humilde. “Ele protegerá os humildes do povo, salvará os filhos dos pobres, e abaterá o opressor.” — Sal. 71:4 (72:4), Centro Bíblico Católico.
Assim como teria acontecido no antigo Israel, se tivessem obedecido à lei perfeita de Deus, assim será debaixo da regência de Cristo sobre a terra — não haverá pobres. Deus disse a Israel, pouco antes de entrarem na Terra da Promessa: “Ninguém deve ficar pobre no teu meio, porque Jeová, sem falta, te abençoará na terra que Jeová, teu Deus, te dá por herança.” (Deu. 15:4) Em vez de apenas uma lei escrita, as pessoas debaixo da orientação justa do Reino terão a lei de Deus escrita no coração, porque, “quando há julgamentos [de Deus] para a terra, os habitantes do solo produtivo certamente aprenderão a justiça”. (Isa. 26:9) O profeta escreveu a respeito de tal tempo: “O amor e a fidelidade se uniram; a justiça e a paz juntaram as mãos. A fidelidade brota da terra e a justiça olha desde o céu. O SENHOR acrescentará a prosperidade e nossa terra dará a sua safra.” — Sal. 85:10-12, Nova Bíblia Inglesa.
Quão excelente será quando a pobreza tiver sido eliminada para sempre! Contudo, isto não eliminará a generosidade, porque todos poderão compartilhar sua capacidade e seus talentos, bem como os produtos de seu trabalho diligente, em benefício e enriquecimento de toda a comunidade. Até aquele tempo, empenhemo-nos todos num intercâmbio de encorajamento, compartilhando tanto coisas materiais como espirituais, e “consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes”, entre as quais está a de ‘lembrar-se dos pobres’. — Heb. 10:24; Gál. 2:10; Rom. 1:12; Atos 2:42.
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“O suborno no peito”A Sentinela — 1976 | 1.° de outubro
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“O suborno no peito”
● Provérbios 21:14 fala sobre “o suborno no peito”. Neste caso, o “peito” evidentemente se refere a dobra superior duma vestimenta, acima do cinto. Era ali que se escondia o suborno até poder ser transferido, em segredo, para o “peito” de outra pessoa.
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