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Pregar (Pendurar) Na EstacaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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grego, Vine, menciona então a origem caldaica da cruz de dois barrotes e como ela foi adotada pela cristandade dos pagãos, no século III EC, qual símbolo de Cristo ser pregado na estaca. — An Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), 1966, Vol. I, p. 256.
EMPREGO FIGURADO
As Escrituras não só dão testemunho cabal a respeito de o Senhor Jesus Cristo ter sido fisicamente pregado na estaca (1 Cor. 1:13, 23; 2:2; 2 Cor. 13:4; Rev. 11:8); elas também mencionam o pregar na estaca em sentido figurado, metafórico, como em Gálatas 2:20. Os cristãos fizeram com que sua velha personalidade fosse morta através de Cristo ser pregado na estaca. (Rom. 6:6) ‘Além disso, os que pertencem a Cristo Jesus pregaram na estaca a carne com as suas paixões e desejos’, escreve Paulo, adicionando que, mediante Cristo, ‘o mundo tem sido pregado numa estaca, e eu para o mundo’. — Gál. 5:24; 6:14.
Os apóstatas, com efeito, ‘de novo pregam para si mesmos o Filho de Deus numa estaca e o expõem ao opróbrio público’, fazendo isso por meio de sua rebelião, semelhante à de Judas, contra o arranjo de salvação da parte de Deus. — Heb. 6:4-6.
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PregoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PREGO
Nos tempos bíblicos, utilizavam-se pregos para todos os fins comuns, sendo eles cravados em materiais tais como madeira, ou atravessando-os, de modo a afixar peças, a pendurar artigos numa parede, ou para alguma finalidade decorativa. — Isa. 41:7; Jer. 10: 3, 4.
Os pregos antigos eram bem similares aos modernos, maiores, embora alguns tipos tivessem faces quadrilaterais, e se afilassem mais até a ponta do que os que são usados atualmente. Pelo visto, os pregos mais antigos eram feitos de bronze, embora pregos maiores de épocas posteriores fossem feitos de ferro. Davi preparou “ferro em grande quantidade para pregos, para as portas dos portões” do templo prospectivo. ( 1 Crô. 22: 3) Descobriram-se pregos ornamentais que eram feitos de bronze, revestidos por uma folha de ouro, e diz-se que estes remontam a c. 1300-1200 AEC. A respeito dos pregos utilizados na construção do templo de Salomão, diz-se: “O peso dos pregos era de cinqüenta siclos de ouro.” — 2 Crô. 3:8, 9.
Cravos de ferro, tendo de c. 13 a 18 cm de comprimento, têm sido encontrados na vizinhança de Jerusalém; estes datam, segundo se relata, dos séculos I, II e III EC. Tais cravos podem ser similares aos pregos utilizados pelos soldados romanos para pregar Jesus Cristo na estaca. Tomé não cria que Jesus Cristo havia ressuscitado até ver o “sinal dos pregos” na carne de Jesus. — João 20:24-29
EMPREGO FIGURADO
A morte de Jesus na estaca de tortura resultou na terminação do pacto da Lei mosaica. Referindo-se a este cancelamento, Paulo indicou que Deus tirou a Lei do caminho ‘por pregá-la na estaca de tortura’. (Col. 2:13, 14) Salomão assemelhou “os que se entregam a fazer coleções de sentenças” a “pregos bem fixos”, possivelmente porque eles, e suas boas palavras da parte de Jeová, exercem um efeito estabilizador e apoiador sobre um ouvinte. — Ecl. 12:11.
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PreguiçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PREGUIÇA
A falta de inclinação ou a aversão ao esforço ou trabalho; ociosidade; indolência; mândria; inércia. A raiz hebraica ‘atsál pode significar “inclinar-se, reclinar-se, ou repousar”. A idéia básica parece ser a de lassidão, languidez. Formas desta palavra são traduzidas “preguiçoso”, “preguiça”, “indolência”. A palavra grega oknerós significa “lento, tardio, hesitante, mandrião ou inerte”, quando se refere a pessoas. Outro termo, nothrós, significa “vagaroso, indolente, obtuso”.
Jeová e seu Filho, como os dois maiores Trabalhadores, odeiam a preguiça. Jesus disse: “Meu Pai tem estado trabalhando até agora e eu estou trabalhando.” (João 5:17) De ponta a ponta, na Palavra de Deus, o preguiçoso é advertido, e a preguiça é condenada. O preguiçoso não é alguém como aquele que o apóstolo Paulo menciona como tendo “auto- suficiência” ou que fica contente com ‘o sustento e com que se cobrir’. (1 Tim. 6:6-8) Antes, ele deseja coisas, geralmente muito mais do que o alimento ou a vestimenta. “O preguiçoso mostra-se almejante, mas a sua alma não tem nada.” (Pro. 13:4) Também, não mostra consideração nem respeito pelo próximo, mas está disposto a deixar que outrem realize o seu trabalho, até mesmo a permitir que outrem lhe forneça as coisas que ele deseja. — Pro. 20:4.
O MODO DE PENSAR DO PREGUIÇOSO
Uma descrição do preguiçoso é fornecida no livro de Provérbios. Primeiro de tudo, ele ergue barreiras mentais para justificar-se por não iniciar um projeto. “O caminho do preguiçoso é como uma sebe de sarça.” (Pro. 15:19) Ele encara sua tarefa como uma vereda cheia de sarças, sendo muito difícil de percorrer. Daí, apresenta ridículas desculpas para sua indolência, afirmando: “Há um leão lá fora! Serei assassinado no meio das praças públicas!” — como se tal tarefa fosse acompanhada por perigo que realmente não existe. (Pro. 22:13) Com freqüência, a preguiça anda de braços dados com a covardia, com temerosa hesitação. (Mat. 25:26, nota da NM, ed. 1950, em inglês: “Ou, tímido; hesitante”; 2 Tim. 1:7) O preguiçoso, embora aconselhado e atiçado por outros, revolve-se em seu leito ‘como uma porta em seus gonzos’, como alguém que não consegue levantar-se. É preguiçoso demais até mesmo para alimentar-se. Ele “encobriu a sua mão no tacho de banquete; não a pode nem trazer de volta à sua própria boca”. (Pro. 26:14, 15; 19:24) Mas, ele se engana, a ponto de imaginar, no seu próprio coração, que está certo.
Tal indivíduo se entrega a um raciocínio especioso e imaginário. Talvez imagine que o trabalho lhe prejudicará a saúde, ou que está cansado demais. Talvez ache que ‘o mundo lhe deve a sua subsistência’. Ou, deixa uma tarefa para “amanhã”. (Pro. 20:4) Qualquer coisinha que tenha feito faz com que sinta que cumpriu sua parte, tanto quanto os demais. Ao passo que todos os homens diligentes poderiam dar uma resposta sensata a qualquer destes argumentos, ele é “mais sábio aos seus próprios olhos”, achando que eles é que são os tolos, por se empenharem a fundo e tentarem incentivá-lo a fazer o mesmo. — Pro. 26:13-16.
A RETRIBUIÇÃO DA PREGUIÇA
Mesmo que o indivíduo preguiçoso imagine que venha a atarefar-se mais tarde, a retribuição por sua preguiça lhe sobrevêm repentinamente, e então já é tarde demais, pois, a ele se diz: “Mais um pouco de sono, mais um pouco de cochilo, mais um pouco de cruzar as mãos ao estar deitado, e certamente chegará a tua pobreza como um bandoleiro e a tua carência como um homem armado.” — Pro. 6:9-11; veja também Provérbios 24:30, 31; Eclesiastes 10:18.
Quem contrata um preguiçoso, ou a quem este represente, tenderá a ficar desapontado e vexado, e sofrerá perdas, pois, “como o vinagre [é] para os dentes e como a fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para os que o enviam”. — Pro. 10:26.
A preguiça do indolente trará, por fim, resultados funestos para ele, pois “o próprio anelo do preguiçoso o entregará à morte”. Seu anelo é de coisas que não merece, ou que são erradas. Talvez fique arruinado ao tentar obtê-las. De qualquer modo, seu anelo, junto com a preguiça, o afastam de Deus, a Fonte da vida. — Pro. 21:25.
O cristão que for preguiçoso não está cultivando os frutos do espírito, que o avivam e estimulam (Atos 18:25), mas, em realidade, mete-se em dificuldades. Ele procura satisfazer os desejos da carne. Logo talvez passe a ‘andar desordeiramente’, ’não trabalhando nada, mas intrometendo-se no que não lhe diz respeito’. — 2 Tes. 3:11.
COMO É ENCARADA NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ
Na primitiva congregação cristã, estabeleceu-se um arranjo de fornecer ajuda material aos necessitados, em especial às viúvas. Parece que algumas das viúvas mais jovens expressaram-se desejosas de utilizar sua liberdade, quais viúvas, para empenhar-se zelosamente no ministério cristão. (Compare com 1 Coríntios 7:34.) É evidente que, a algumas delas, foi dada ajuda material. Contudo, em vez de empregarem de maneira correta a maior liberdade e o tempo adicional que assim passaram a ter, elas se tornaram ociosas, desocupadas, começando a vadiar. Tornaram- se tagarelas e intrometidas nos negócios dos outros, falando de coisas que não lhes competiam. Por este motivo, o apóstolo Paulo instruiu o superintendente Timóteo a não colocar tais pessoas na lista de ajuda, mas deixar que elas se casassem e empregassem suas energias e tendências diretivas em ter filhos e cuidar duma casa. — 1 Tim. 5:9-16.
Na questão da ajuda material na congregação cristã, a regra bíblica é: “Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.” (2 Tes. 3:10) O chefe de família tem de sustentar a casa, e a esposa não deve comer “o pão da preguiça”. — Pro. 31:27; 1 Tim. 5:8.
EVITE A PREGUIÇA NO ESTUDO E NO MINISTÉRIO
Dá-se conselho contra a preguiça no estudo dos propósitos de Deus e em obter-se entendimento mais profundo deles, e no empenho no ministério cristão. O apóstolo Paulo reprovou alguns cristãos hebreus não-progressivos, apontando: “Ficastes obtusos [indolentes] no vosso ouvir. Pois, deveras, embora devêsseis ser instrutores, em vista do tempo, precisais novamente que alguém vos ensine desde o princípio as coisas elementares das proclamações sagradas de Deus e vos tornastes tais que precisais de leite, e não de alimento sólido.” (Heb. 5:11, 12) Ele também admoesta: “Não sejais indolentes nos vossos quefazeres. Sede fervorosos de espírito.” — Rom. 12:11.
Jesus predisse que haveria uma classe de pessoas que afirmariam ser servos dele, mas que se tornariam indolentes e iníquas, não trabalhando a fim de aumentar os interesses do Amo na terra. O Amo, ao voltar, retiraria delas os interesses confiados a seus cuidados, e faria com que fossem, como um “escravo imprestável”, lançadas “na escuridão lá fora”. — Mat. 25:18, 24-30.
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PreparaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PREPARAÇÃO
Nome aplicado ao dia que antecedia o sábado semanal, durante o qual os judeus se preparavam para o sábado.
Quando Jeová começou a prover o maná no deserto, ele orientou que uma porção dupla fosse colhida no sexto dia, uma vez que as pessoas não deviam juntar o maná no sábado, ou sétimo dia. Assim, em preparação para o sábado semanal, os judeus coletavam e assavam, ou coziam, a porção extra de maná. (Êxo. 16:5, 22-27) Com o tempo, o “dia antes do sábado” veio a ser denominado de Preparação, como explicou Marcos. (Mar. 15: 42) (De forma um tanto similar, em alemão, Samstag [sábado] é também chamado de Sonnabend [literalmente, “noitinha do Sol”]
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