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PreguiçaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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demais até mesmo para alimentar-se. Ele “encobriu a sua mão no tacho de banquete; não a pode nem trazer de volta à sua própria boca”. (Pro. 26:14, 15; 19:24) Mas, ele se engana, a ponto de imaginar, no seu próprio coração, que está certo.
Tal indivíduo se entrega a um raciocínio especioso e imaginário. Talvez imagine que o trabalho lhe prejudicará a saúde, ou que está cansado demais. Talvez ache que ‘o mundo lhe deve a sua subsistência’. Ou, deixa uma tarefa para “amanhã”. (Pro. 20:4) Qualquer coisinha que tenha feito faz com que sinta que cumpriu sua parte, tanto quanto os demais. Ao passo que todos os homens diligentes poderiam dar uma resposta sensata a qualquer destes argumentos, ele é “mais sábio aos seus próprios olhos”, achando que eles é que são os tolos, por se empenharem a fundo e tentarem incentivá-lo a fazer o mesmo. — Pro. 26:13-16.
A RETRIBUIÇÃO DA PREGUIÇA
Mesmo que o indivíduo preguiçoso imagine que venha a atarefar-se mais tarde, a retribuição por sua preguiça lhe sobrevêm repentinamente, e então já é tarde demais, pois, a ele se diz: “Mais um pouco de sono, mais um pouco de cochilo, mais um pouco de cruzar as mãos ao estar deitado, e certamente chegará a tua pobreza como um bandoleiro e a tua carência como um homem armado.” — Pro. 6:9-11; veja também Provérbios 24:30, 31; Eclesiastes 10:18.
Quem contrata um preguiçoso, ou a quem este represente, tenderá a ficar desapontado e vexado, e sofrerá perdas, pois, “como o vinagre [é] para os dentes e como a fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para os que o enviam”. — Pro. 10:26.
A preguiça do indolente trará, por fim, resultados funestos para ele, pois “o próprio anelo do preguiçoso o entregará à morte”. Seu anelo é de coisas que não merece, ou que são erradas. Talvez fique arruinado ao tentar obtê-las. De qualquer modo, seu anelo, junto com a preguiça, o afastam de Deus, a Fonte da vida. — Pro. 21:25.
O cristão que for preguiçoso não está cultivando os frutos do espírito, que o avivam e estimulam (Atos 18:25), mas, em realidade, mete-se em dificuldades. Ele procura satisfazer os desejos da carne. Logo talvez passe a ‘andar desordeiramente’, ’não trabalhando nada, mas intrometendo-se no que não lhe diz respeito’. — 2 Tes. 3:11.
COMO É ENCARADA NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ
Na primitiva congregação cristã, estabeleceu-se um arranjo de fornecer ajuda material aos necessitados, em especial às viúvas. Parece que algumas das viúvas mais jovens expressaram-se desejosas de utilizar sua liberdade, quais viúvas, para empenhar-se zelosamente no ministério cristão. (Compare com 1 Coríntios 7:34.) É evidente que, a algumas delas, foi dada ajuda material. Contudo, em vez de empregarem de maneira correta a maior liberdade e o tempo adicional que assim passaram a ter, elas se tornaram ociosas, desocupadas, começando a vadiar. Tornaram- se tagarelas e intrometidas nos negócios dos outros, falando de coisas que não lhes competiam. Por este motivo, o apóstolo Paulo instruiu o superintendente Timóteo a não colocar tais pessoas na lista de ajuda, mas deixar que elas se casassem e empregassem suas energias e tendências diretivas em ter filhos e cuidar duma casa. — 1 Tim. 5:9-16.
Na questão da ajuda material na congregação cristã, a regra bíblica é: “Se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma.” (2 Tes. 3:10) O chefe de família tem de sustentar a casa, e a esposa não deve comer “o pão da preguiça”. — Pro. 31:27; 1 Tim. 5:8.
EVITE A PREGUIÇA NO ESTUDO E NO MINISTÉRIO
Dá-se conselho contra a preguiça no estudo dos propósitos de Deus e em obter-se entendimento mais profundo deles, e no empenho no ministério cristão. O apóstolo Paulo reprovou alguns cristãos hebreus não-progressivos, apontando: “Ficastes obtusos [indolentes] no vosso ouvir. Pois, deveras, embora devêsseis ser instrutores, em vista do tempo, precisais novamente que alguém vos ensine desde o princípio as coisas elementares das proclamações sagradas de Deus e vos tornastes tais que precisais de leite, e não de alimento sólido.” (Heb. 5:11, 12) Ele também admoesta: “Não sejais indolentes nos vossos quefazeres. Sede fervorosos de espírito.” — Rom. 12:11.
Jesus predisse que haveria uma classe de pessoas que afirmariam ser servos dele, mas que se tornariam indolentes e iníquas, não trabalhando a fim de aumentar os interesses do Amo na terra. O Amo, ao voltar, retiraria delas os interesses confiados a seus cuidados, e faria com que fossem, como um “escravo imprestável”, lançadas “na escuridão lá fora”. — Mat. 25:18, 24-30.
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PreparaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PREPARAÇÃO
Nome aplicado ao dia que antecedia o sábado semanal, durante o qual os judeus se preparavam para o sábado.
Quando Jeová começou a prover o maná no deserto, ele orientou que uma porção dupla fosse colhida no sexto dia, uma vez que as pessoas não deviam juntar o maná no sábado, ou sétimo dia. Assim, em preparação para o sábado semanal, os judeus coletavam e assavam, ou coziam, a porção extra de maná. (Êxo. 16:5, 22-27) Com o tempo, o “dia antes do sábado” veio a ser denominado de Preparação, como explicou Marcos. (Mar. 15: 42) (De forma um tanto similar, em alemão, Samstag [sábado] é também chamado de Sonnabend [literalmente, “noitinha do Sol”]ou “véspera de domingo [Sonntag]”.) O judaico dia da Preparação terminava ao pôr-do-sol do que é atualmente chamado de sexta-feira, hora em que começava o sábado, o dia judaico indo de uma noitinha à outra.
Na Preparação, as pessoas preparavam refeições para o dia seguinte, o sábado, e concluíam qualquer outra tarefa urgente que não pudesse esperar até ter passado o sábado. (Êxo. 20:10) A Lei estipulava que o corpo de um homem executado e pendurado numa estaca ‘não devia ficar toda a noite no madeiro’. (Deut. 21:22, 23; compare com Josué 8:29; 10:26, 27.) Visto que Jesus e os que foram pregados na estaca junto com ele se achavam nas estacas na tarde da Preparação, era importante para os judeus que a morte deles fosse apressada, se necessário, de modo a poderem ser sepultados antes do pôr-do-sol. Isto se dava especialmente porque o dia que logo se iniciaria, no ocaso, era um sábado regular (o sétimo dia da semana) e também um sábado por ser 15 de nisã (Lev. 23:5-7), assim sendo, tratava-se dum “grande“ sábado. (João 19:31, 42; Mar. 15:42, 43; Luc. 23: 54) Josefo citou um decreto de César Augusto que dizia que os judeus “não estavam obrigados a comparecer perante qualquer juiz no dia de sábado, nem no dia da preparação para ele, depois da nona hora”, indicando que eles começavam a preparar-se para o sábado na nona hora de sexta-feira. — Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas). Livro XVI, cap. VI, par. 2.
A respeito da manhã do julgamento de Jesus, e de seu comparecimento perante Pilatos, que se deu no período matutino de 14 de nisã (o dia da Páscoa se tendo iniciado na noitinha anterior), João 19:14 diz: “Ora, era a preparação da páscoa.” (Al; AV; NM) Alguns comentaristas entendem que isto significa “preparação para a páscoa”, e certas traduções assim traduzem este versículo. (BF; CBC; JRV; “véspera”, BLH; BV; CDC; MH; NTI; NTV; “parasceve”, ALA; PC; So; VB; veja também notas da BJ; PIB.) Isto, porém, sugere que a Páscoa ainda não tinha sido celebrada, ao passo que os relatos dos Evangelhos mostram de forma explícita que Jesus e os apóstolos já a haviam celebrado na noite anterior. (Luc. 22:15; Mat. 26:18-20; Mar. 14: 14-17) Cristo cumpriu de modo perfeito os regulamentos da Lei, incluindo o requisito para que se celebrasse a Páscoa em 14 de nisã. (Êxo. 12:6; Lev. 23:5; veja Páscoa.) O dia anterior ao julgamento e à morte de Jesus podia ser encarado como a “preparação da páscoa” no sentido que era a preparação da Festividade dos Pães Não-Fermentados, de sete dias, que começava no dia seguinte. Por causa de sua proximidade no calendário, a própria festa inteira era muitas vezes abrangida no termo Páscoa. E, o dia depois de 14 de nisã era sempre um sábado; adicionalmente, em 33 EC, o dia 15 de nisã caiu no sábado regular, fazendo com que aquele dia fosse um sábado “grande” ou duplo.
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Preposto (Delegado)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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PREPOSTO (DELEGADO)
[Do heb., natsáv, netsív, estabelecer ou posicionar, assim, uma coluna, um prefeito ou um delegado (ou deputado)]. Durante o reinado de Salomão (1037-997 AEC), doze prepostos foram nomeados para altos cargos administrativos. Cada um era responsável de prover alimentos e outros suprimentos para a família real durante um mês do ano, em sistema de rodízio. — 1 Reis 4:7.
Em vez de se estabelecer um imposto geral para manter o governo, eram exigidos gêneros alimentícios dentre os produtos da terra. Os prepostos (“provedores”, Al) eram, portanto, os encarregados da produção, da colheita, da armazenagem e da entrega das cotas mensais, que atingiam uma tonelagem apreciável. (1 Reis 4:22, 23) Tais prepostos talvez servissem também como administradores civis em seus territórios designados, além de sua tarefa de supervisionar os armazéns de abastecimento.
Os “prepostos principescos” serviam também como capatazes e supervisores da força operária empenhada nas construções realizadas durante o reinado de Salomão. Parece que os dois relatos sobre tais prepostos, em Primeiro Reis e em Segundo Crônicas, diferem apenas no sistema de classificação, o primeiro mencionando 3.300, mais 550, obtendo-se um total de 3.850 (1 Reis 5:16; 9:23), e o segundo fornecendo 3.600, mais 250, que também totaliza 3.850. (2 Crô. 2:17, 18; 8:10) Os peritos (Ewald, Keil, Michaelis) aventam a hipótese de que as Crônicas diferenciam os 3.600 prepostos não-israelitas dos 250 prepostos israelitas, ao passo que, em Reis, a distinção dos prepostos é entre os 3.300 capatazes subordinados e os 550 supervisores principais, esta última cifra incluindo 300 não-israelitas.
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Presciência, PredeterminaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PRESCIÊNCIA, PREDETERMINAÇÃO
Presciência significa ter conhecimento de algo antes que aconteça ou exista; também chamado conhecimento prévio. Na Bíblia, relaciona-se primariamente, embora não de forma exclusiva, a Jeová Deus, o Criador, e seus propósitos. A predeterminação significa a ordenação, decretação ou determinação de algo de antemão; ou a qualidade ou o estado de ser predeterminado ou preordenado.
“Presciência” traduz o termo grego pró-gnosis (de pro, antes, e gnósis, conhecimento ou ciência). O verbo correspondente, proginósko, é empregado em dois casos com respeito aos humanos: na declaração de Paulo de que certos judeus ‘já o conheciam’ (o conheciam de antemão), e na referência de Pedro ao “conhecimento adiantado” que possuíam aqueles a quem ele dirigia sua segunda carta. (Atos 26:4, 5; 2 Ped. 3:17) Neste último caso, torna-se óbvio que tal presciência não era infinita; isto é, não significava que tais
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