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Eventos sociais exigem moderação cristãA Sentinela — 1969 | 1.° de novembro
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Isto seria prejudicial para os presentes.”b
Dando-se conta de que isso poderia acontecer, especialmente quando se contrata uma banda mundana, certo ministro, na Nova Escócia, Canadá, gravou em fita magnética a música a ser tocada na sua recepção. O baile se manteve assim em harmonia com a moralidade e a moderação cristãs. Muitos naquela recepção gostaram de dançar quadrilhas.
Outro ponto a destacar naquela recepção foi o fato de que não se serviram bebidas alcoólicas. O caso não é que sejam proibidas aos cristãos, pois Jesus proveu até mesmo vinho em Caná. Mas, neste caso, o noivo achou que alguns, naquela região, poderiam escandalizar-se caso se servissem bebidas alcoólicas. Pensou nas palavras: “É bom não comer carne, nem beber vinho, nem fazer algo que faça teu irmão tropeçar.” (Rom. 14:21) Quando se servem tais bebidas numa recepção, deve haver ampla provisão para os que preferem beber refrigerantes. Evidentemente não era incomum os judeus, nos dias de Jesus, ficarem inebriados nas festas de casamento. (João 2:10) Deve-se usar, portanto, de grande cautela, por parte dos cristãos hoje em dia, para que tais ocasiões felizes não sejam estragadas pelo excesso no beber. — Pro. 23:20, 21.
Precisa a celebração continuar até altas horas da noite para ser bem sucedida? Não. Um superintendente num país latino-americano disse que, ocasionalmente, “as recepções prosseguem até as primeiras horas da madrugada. Serve-se uma refeição completa às 23,30 horas. É bem conhecido que a reunião dos grupos para participarem no ministério de campo, na manhã seguinte, é muito pouco apoiada”. Mesmo que no país em que se more seja comum estender a celebração por tão longo tempo, precisam os cristãos seguir os costumes que os deixariam tão cansados, no dia seguinte, que não poderiam servir corretamente seu Criador? Seria isso uma demonstração de moderação? Ao contrário, os arranjos feitos pelos cristãos espiritualmente maduros se harmonizam com o conselho: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” — 1 Cor. 10:31.
Portanto, quando cristãos decidem realizar uma reunião social, tal como uma festa de casamento, esta não deve ser modelada segundo as festas ruidosas, descomedidas, do mundo, marcadas pelos excessos. Antes, deve ser uma reunião bem ordenada, feliz, que manifeste moderação cristã. O cristão da Nova Escócia, já mencionado, disse: “Três anos depois, visitamos a congregação, e eles ainda se lembraram da recepção como bom exemplo.” Quão agradáveis são os frutos da moderação cristã!
“CHUVA” DE PRESENTES DE CASAMENTO
Em alguns países é comum os amigos e os parentes da noiva e do noivo se reunirem algum tempo antes do casamento. Ali chamam a isso muitas vezes de “chuva” (conhecido também por “chá de cozinha”), pois os presentes podem, por assim dizer, trazer uma “chuva” de presentes para o casal.
Novamente, não há absolutamente nenhuma necessidade disso, nem precisam os que moram em países onde isso não é comum pensar que precisam instituir tal coisa. Mas, caso se planeje tal evento social, este também deve refletir os princípios cristãos, inclusive a moderação. O que se acaba de dizer sobre a comida e bebida, e a diversão, aplica-se também neste caso.c
Cabe, porém, fazer comentários especiais sobre os presentes. Quão triste seria se um cristão convidado para tal “chuva” achasse que ele, ou ela, não podem aceitar o convite por não poderem dar um presente caro, ou mesmo qualquer presente. Desejam os verdadeiros cristãos colocar alguém em tal situação? O presente, supostamente, é uma expressão espontânea de afeto. Tal expressão pode assumir muitas formas, e um presente tangível, por ocasião dum evento específico, não deve ser obrigatório.
Em alguns lugares, onde se realizam tais “chuvas”, os presentes são agrupados sem se indicarem os nomes dos que os fazem. Por quê? Esses cristãos se apercebem do conselho de Jesus, de que a dádiva não deve dar glória ao dador. (Mat. 6:1-4) Acham que, se alguém não tiver trazido um presente, outro tiver trazido um pequeno sinal de estima e ainda outro um presente caro, poderia fazer-se uma comparação desamorosa. — Mat. 7:12.
Significa isso que é errado identificar-se como originador de certo presente? Não, esta não é a questão. Em outros lugares, os cristãos, por ocasião do casamento e da “chuva”, entregam os presentes pessoalmente ou assinam cartões presos aos presentes. Mas, quando se abrem e exibem os presentes, não se anuncia quem o deu. Assim não se cria embaraço.
Atualmente, os que não adoram a Jeová realizam muitas vezes eventos sociais descomedidos que os identificam como “mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”. (2 Tim. 3:4) Mas os servos de Jeová, orientados pela sua Palavra inspirada, demonstram seu apreço maduro do comentário que vale a pena repetir: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31) Assim, depois dos eventos sociais, a consciência não os perturba, mas eles têm a satisfação de se ter distraído agradàvelmente e ao mesmo tempo ter sido edificados espiritualmente.
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Lembra-se?A Sentinela — 1969 | 1.° de novembro
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Lembra-se?
Leu cuidadosamente os números recentes de A Sentinela? Em caso afirmativo, deve reconhecer estes pontos importantes.
● Que fruto duplo deve o cristão batizado procurar produzir?
Os frutos do espírito de Deus, delineados em Gálatas 5:22, 23, e os frutos da pregação do Reino, que resultam em novos discípulos. — P. 435.a
● Como devemos entender as palavras em 1 Timóteo 2:15, de que as mulheres ficariam “a salvo por dar à luz filhos”?
Dar à luz filhos serviria de proteção por manter as mulheres ocupadas em atividades proveitosas no seu lar. Isto, conjugado com o seu ministério, as ajudaria a evitar as dificuldades que enlaçam as mulheres não-teocráticas. — P. 447.
● Na questão de se vestir, como podem os cristãos evitar fazer outros tropeçar?
Por se vestirem dum modo aceitável do ponto de vista de seu ministério, em vez de seguir a última moda do mundo. — Págs. 499, 500.
● Visto que os adultos que estudam a Bíblia amiúde se refreiam de fazer as perguntas que têm em mente, o que se pode fazer para ajudá-los a compreender aquilo que se lhes ensina?
É importante conseguir que se expressem e induzi-los a isso por perguntas adicionais, além daquelas no compêndio que se usa. — Págs. 528, 529.
● Por que se deve seguir a norma cristã especificada na Bíblia ao se tomarem decisões?
Porque de outro modo se sofreria influência das tendências carnais do egoísmo, do medo, do orgulho e do ciúme. — P. 552.
● Qual é hoje a ‘palavra atrás de’ nós, conforme mencionada em Isaías 30:21?
É aquilo que Jeová Deus nos fala por meio de sua Palavra escrita e sua organização. — P. 586.
● Qual é a posição de Tucídides, único historiador “clássico” reconhecido por sua exatidão nas declarações, com relação à cronologia bíblica?
Ele dá testemunho que apóia, em vez de impugnar, a cronologia bíblica. — Págs. 605, 606.
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