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Primogênito, Primeiro NascidoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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evidentemente além dos 300 primogênitos levitas (compare Números 3:21, 22, 27, 28, 33, 34 com 3:39), em lugar dos filhos varões primogênitos de Israel, daqueles que tinham um mês ou mais. Um preço de resgate de cinco siclos tinha de ser pago a Arão e seus filhos para cada um dos 273 varões a mais que o número de levitas. Também, Jeová tomou os animais domésticos dos levitas em lugar dos animais domésticos que nasceram primeiro, pertencentes às outras tribos. (Núm. 3:40-48) Desse tempo em diante, o filho primogênito varão devia ser apresentado a Jeová no tabemáculo, ou templo, depois do período de impureza da mãe, e devia ser redimido pelo pagamento do valor estipulado para aqueles que tinham de um mês até cinco anos, “cinco siclos de prata segundo o siclo do lugar santo”. — Lev. 12:1-3; 27:6; Núm. 18:15, 16.
Os primogênitos machos dos animais limpos (puros), tais como o touro, o cordeiro ou o cabrito, não deviam ser redimidos. Tal touro não devia ser posto para trabalhar, nem o cordeiro devia ser tosquiado. Antes, deviam ser apresentados a Jeová no tabernáculo, ou no templo, como um sacrifício, no oitavo dia depois de seu nascimento. (Êxo. 22:30; Núm. 18:17; Deut. 15:19, 20) Se, contudo, o animal apresentasse grave defeito, não devia ser sacrificado a Jeová, mas devia ser comido no lugar de moradia da pessoa. — Deut. 15:21-23.
O primogênito dum jumento — um animal impuro — não podia ser apresentado como sacrifício, e, portanto, devia ser redimido ou comprado, por ser substituído por uma ovelha. De outra forma, sua nuca devia ser quebrada, uma vez que pertencia a Jeová, e não devia ser usado pelo homem. (Êxo. 13:12, 13; 34:19, 20) No entanto, Levítico 27:27 reza: “Se for dentre os animais impuros e ele tiver de remi-lo segundo o valor calculado, então terá de dar-lhe em adição um quinto dele. Mas, se não for resgatado, então terá de ser vendido segundo o valor calculado.” Alguns comentaristas consideram este texto como uma modificação do regulamento a respeito da redenção dum jumento. Pelo visto, porém, Levítico 27:27 trata dum assunto diferente. Em vez de referir-se a um animal impuro, tal como um jumento, as palavras “se for dentre os animais impuros” podem indicar um animal que era impuro no sentido de não ser apropriado para sacrifício, por ser defeituoso.
Jesus Cristo é apresentado como sendo “o primogênito de toda a criação”, bem como “o primogênito dentre os mortos”. (Col. 1:15, 18; Rev. 1:5; 3:14) Na terra, Jesus era o primogênito de Maria, e foi apresentado no templo em conformidade com a lei de Jeová. (Luc. 2:7, 22, 23) O apóstolo Paulo menciona os seguidores de Jesus Cristo que foram alistados nos céus como sendo a “congregação dos primogênitos”. — Heb. 12:23.
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PrimogenituraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PRIMOGENITURA
O direito natural possuído pelo primogênito varão do pai. Sob o sistema patriarcal, com a morte do pai, o filho varão mais velho tornava-se o cabeça da família, tendo autoridade sobre os outros, enquanto estivessem na casa familiar. Ele era responsável de cuidar dos membros da casa de seu pai. Também ocupava a posição do pai em representar a família perante Jeová. O primogênito geralmente recebia a bênção especial de seu pai. (Gên. 27:4, 36; 48:9, 17, 18) Ademais, tinha direito a duas partes do patrimônio paterno; isto é, ele obtinha o dobro do que recebia cada um de seus irmãos. Sob a Lei mosaica, um homem que tivesse mais de uma esposa não podia retirar a primogenitura do filho varão mais velho para dá-la ao filho varão da esposa especialmente amada. — Deut. 21:15-17.
Nos tempos patriarcais, a primogenitura podia ser transferida pelo pai para outro filho, por certo motivo, como se deu no caso de Rubem, que perdeu seu direito de primogênito por fornicar com a concubina de seu pai. (1 Crô. 5:1, 2) O primogênito podia vender sua primogenitura para um de seus irmãos, como fez Esaú, que desprezou sua primogenitura e a vendeu a seu irmão, Jacó, em troca de algo para comer. (Gên. 25:30-34; 27:36; Heb. 12:16) Não existe nenhum registro de que Jacó reivindicasse sua primogenitura comprada para obter uma porção dupla dos bens de Isaque (que eram bens móveis ou pessoais, visto que Isaque não possuía nenhuma terra, exceto o campo de Macpela, em que havia uma cova que servia de sepulcro). Jacó estava interessado em legar coisas espirituais à sua família, isto é, a promessa dada a Abraão com respeito ao descendente. — Gên. 28:3, 4, 12-15.
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PríncipeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PRÍNCIPE
Veja Líder, Nobre, Príncipe.
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PrisãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PRISÃO
Local de confinamento para alguém que aguarda o julgamento ou para alguém que foi julgado culpado de violar a lei. Entre os vários povos antigos, incluindo os egípcios, os filisteus, os assírios, os babilônios e os persas, a prisão era uma forma de punição legal. (Gên. 39:20; Juí. 16:25; 2 Reis 17:4; Esd. 7:26; Jer. 52:31-33) Talvez se prendesse os detentos com correntes e se lhes obrigasse a fazer trabalhos forçados, tais como moer. (Juí. 16:21; 2 Reis 17:4; Sal. 105:17, 18; Jer. 52:11) No Egito, um detento confiável (tal como José) talvez fosse colocado como encarregado de outros detentos, sendo-lhe designado servir aos que detinham posições de destaque, antes de estes serem confinados. — Gên. 39:21 a 40:4.
As prisões remontam, pelo menos, ao século XVIII AEC, pois foi então que José foi erroneamente confinado à cadeia que estava ligada com a “casa do chefe da guarda pessoal”. (Gên. 39:20; 40:3; 41:10) Esta cadeia egípcia, pelo visto, tinha uma masmorra ou buracomodelado como uma cisterna, onde alguns presos eram mantidos. — Gên. 40:15; 41:14; compare com Isaías 24:22. A Lei mosaica não continha provisões para prisões como forma de punição. Uma vez que a justiça devia ser executada prontamente (Jos. 7:20, 22-25), somente nos casos que exigiam esclarecimento divino é que lemos no Pentateuco sobre pessoas ficarem sob custódia. (Lev. 24:12; Núm. 15:34) Com o tempo, contudo, os israelitas passaram a empregar locais de encarceramento. O profeta Jeremias, por exemplo, foi detido na “casa dos grilhões, na casa de Jeonatã”. Este local de confinamento tinha “compartimentos abobadados”, talvez masmorras. As condições ali eram tão ruins que Jeremias temia por sua vida. (Jer. 37:15-20) Subsequentemente, ele foi transferido para o “Pátio da Guarda”, onde obtinha uma ração diária de pão, podia receber visitantes e conseguia realizar transações comerciais. — Jer. 32:2, 8, 12; 37:21; veja também 1 Reis 22:27 ; 2 Crônicas 16: 10; Hebreus 11:36.
No primeiro século EC, segundo o costume romano, os carcereiros ou guardas eram considerados pessoalmente responsáveis pelos presos. (Atos 12:19) Assim, o carcereiro em Filipos, crendo que seus detentos tinham escapado, estava prestes a cometer suicídio. (Atos 16:27) Por medida de segurança, amiúde se posicionavam guardas nas portas das prisões, e talvez se prendessem os pés dos presos no tronco ou se lhes acorrentassem as mãos aos que os guardavam. (Atos 5:23; 12:6-10; 16: 22-24) Permitia-se que alguns presos recebessem visitas. — Mat. 25:36; Atos 23:35; 24:23, 27; 28:16-31; veja Cadeia (Laço; Vínculo); Carcereiro. Conforme Cristo Jesus predisse, muitos de seus seguidores provariam o encarceramento. (Luc. 21:12; Atos 26:10; Rom. 16:7; Col. 4:10; Heb. 10:34; 13:3) O apóstolo João, que era ele mesmo um prisioneiro na ilha de Patmos, escreveu que a prisão continuaria sendo uma forma de perseguição contra os cristãos. — Rev. 2:10.
EMPREGO FIGURADO
Em sentido figurado, “prisão” pode referir-se a uma terra de exílio (como era Babilônia), ou a uma condição de escravização ou confinamento espirituais. (Isa. 42:6, 7; 48: 20; 49:5, 8, 9; 61:1; Mat. 12:15-21; Luc. 4:17-21; 2 Cor. 6:1, 2) Embora as criaturas espirituais que eram desobedientes nos dias de Noé não dispunham de corpos físicos que possam ser limitados por restrições materiais, elas têm sido circunscritas em suas atividades, e acham-se numa condição de densa escuridão com referência a Jeová Deus, como se estivessem numa prisão. (1 Ped. 3:19; Judas 6; veja Tártaro.) Também, o abismo em que Satanás será encerrado por mil anos é uma “prisão”, um lugar de restrição ou confinamento semelhante à morte. — Rev. 20:1-3, 7.
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PriscaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PRISCA
[mulher idosa]; PRISCILA [mulherzinha idosa]
A forma mais curta desse nome é encontrada nos escritos de Paulo, e a forma mais extensa nos de Lucas. Tal variação era comum nos nomes romanos.
Priscila era a esposa de Áquila, com o qual ela é sempre mencionada. Os dois demonstraram excelentes obras e hospitalidade cristãs, não só para com indivíduos, mas também por serem as reuniões cristãs realizadas em sua casa, tanto em Roma como em Éfeso.
Devido ao decreto do imperador Cláudio, Áquila e sua esposa deixaram Roma e foram para Corinto, em 50 EC. Não muito depois de sua chegada, Paulo se juntou a eles na fabricação de tendas. (Atos 18:2, 3) Eles viajaram junto com Paulo até Éfeso, permanecendo ali por algum tempo, e contribuíram para ‘expor mais corretamente o caminho de Deus’ ao eloquente Apoio. (Atos 18:18, 19, 24-28; 1 Cor. 16:19) Retornando a Roma por certo tempo (Rom. 16:3-5), mais tarde voltaram a Éfeso. (2 Tim. 4:19; 1 Tim. 1:3) Seu contato pessoal com Paulo se estendeu de c. 50 EC até a morte de Paulo, cerca de quinze anos ou mais, posteriormente, e durante tal associação eles “arriscaram os seus próprios pescoços” pela alma do apóstolo. — Rom. 16:3, 4; veja ÁQUILA.
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ProcáviaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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PROCÁVIA
Este termo traduz a palavra hebraica shaphán, também traduzida “coelho” (AL; BJ). O procávia se assemelha um tanto a um coelho grande, mas possui orelhas curtas e redondas, patas curtas, e virtualmente não tem cauda. Seus pés são providos de almofadas que podem ser puxadas no centro para formar ventosas, habilitando assim o animal a subir por superfícies quase verticais. O procávia habita áreas rochosas, onde encontra cavidades e fendas para os quais pode recolher-se instantaneamente ao mínimo sinal de perigo. Embora seja de natureza muito acanhada, esta criatura pode infligir selvagens mordidas, com seus incisivos, quando encurralado numa cavidade. A dieta desse animal é vegetariana.
Alguns têm questionado a classificação do procávia, na Escritura, como sendo uma criatura que rumina, mas que não tem casco partido. (Lev. 11:5; Deut. 14:7) No entanto, o zoólogo Hubert Hendrichs, ao observar procávias no Jardim Zoológico de Hellabrunn, perto de Munique, Alemanha, notou que tais criaturas apresentavam movimentos de mastigação e de deglutição peculiares. Constatou que os procávias realmente ruminam de vinte e cinco a cinqüenta minutos por dia, geralmente à noite. O jornal alemão Stuttgarter Zeitung (Jornal de Stuttgart), de 12 de março de 1966, comentou tal descoberta: “Embora este fato fosse desconhecido da zoologia consagrada, não
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